Tag: Rio Grande do Sul

30 de setembro de 2021

Mel verde assusta apicultores no Rio Grande do Sul


mel verde

O mel verde apareceu em colméias da região da cidade gaúcha de Não-me-toque e já foi enviado para a análise em uma Universidade

mel verde

Os apicultores das cidades de Não-me-toque e Lagoa dos Três cantos, no Rio Grande do Sul, estão preocupados com a produção. Várias caixas começaram a apresentar favos azulados, produzindo no final um mel esverdeado e com cheiro diferente. O fato inusitado virou reportagem na RBS TV.

Um dos produtores precisou descartar 150 kg de mel. A EMATER já está acompanhando os apicultores atingidos e busca uma resposta. Entre as teorias, floradas de cultivos de cobertura das lavouras vizinhas e até descarte de lixo de indústrias alimentícias.

Amostras já foram enviadas para universidades para determinar o contaminante das colméias.

Já aconteceu na França

Em 2012, o site SciTechDaily apontou um caso muito similar com mel na região de Ribeauville, na França, mas com causa determinada de forma rápida: as abelhas começaram a produzir mel verde depois de consumir restos de chocolates M&M’s em containers de uma usina de biogás (a empresa processa resíduos da indústria de alimentos para produzir energia).

mel verde

O problema foi resolvido depois que a empresa lacrou os containers e realizou uma limpeza na área de dejetos.

Na França, a usina com os contaminantes ficava a 4 km de distância das colméias atingidas. As abelhas vão longe atrás de novidade, natural ou artificial.

Não se deve confundir este mel verde com outro famoso, totalmente natural e produto característico das Filipinas, na Ilha Palawan. Por lá, as colméias são colhidas na natureza, contruídas no solo por abelhas nativas da região. Há também registros de mel com corante verde, para a falsificação de supostos efeitos medicinais, mas aí já é outra história.

Veja também

Robô controlador de colmeia da Daesung quer facilitar a vida do apicultor


28 de julho de 2021

É fake! Vídeo de parreirais com fogueiras não é de Bento Gonçalves


bento gonçalves

A Serra Gaúcha proporciona as mais belas imagens para os seus habitantes e turistas, mas um vídeo que estão compartilhando nas redes não tem relação com o Rio Grande do Sul

Um vídeo noturno de parreirais em uma região de montanhas com várias fogueiras em latões está viralizando nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Quem posta alega ser de Bento Gonçalves, na serra Gaúcha. Não é.

Trata-se de um vídeo da região de Chablis, na França, com milhares de fogueiras para proteção dos vinhedos contra o frio do mês de abril por lá.

Como o assunto “frio” ganhou força com as temperaturas negativas previstas para a época no Rio Grande do Sul, o vídeo se espalhou rápido na redes com sendo de Bento Gonçalves, região com paisagens parecidas e também produtora de uvas e vinhos. A prática é bem comum na Europa para a proteção dos vinhedos em temperaturas extramas, combinada com irrigação. Alguns produtores praticam este tipo de proteção para pomares aqui no Brasil, claro. Mas o vídeo, desta vez, é Europeu.

chablis fogueiras

Em abril, as fogueiras de Chablis foram notícia no site da BBC. Confira neste link.

Um toque final: em um dos vários compartilhamentos (até mesmo em páginas de emissoras de rádio) o post declarava ser da noite passada em Bento. Um detalhe chamava a atenção, já que a lua do vídeo nem de perto é a mesma desta época.


6 de julho de 2021

Expointer 2021 está liberada, mas com severa limitação de público


Expointer 2021

Maior feira agrícola do Rio Grande do Sul, a Expointer 2021 permitirá a entrada de 25% do público médio das edições anteriores

Expointer 2021

A Expointer, maior feira agrícola do Rio Grande do Sul, será realizada no Parque de Exposições Assis Brasil na cidade gaúcha de Esteio, entre os dias 4 e 12 de setembro, com uma novidade incômoda por conta da pandemia do Covid-19: uma redução drástica do público. A comissão executiva colocou o limite de 15 mil visitantes diários para o evento.

O público equivale a 25% do que costumava circular dentro do parque, entre visitantes e trabalhadores ou expositores.

Ingressos apenas pela internet

Para entrar no site, o visitante terá que comprar ingresso de forma antecipada pela internet e ainda responder um questionário sobre suas condições de saúde. Dentro do parque, serão exigidos os costumeiros cuidados como o uso da máscara.

Mais informações sobre a Expointer 2021 no site do Governo Gaúcho, neste link.

Será uma feira com mais visitantes da área fazendo negócios e menos pessoas que vão apenas para passear. Um prejuízo para todo mundo, já que a feira, além dos negócios, promove a integração de diversos setores do agro com o público em geral. Isso ajuda a quebrar muitos mitos e bobagens que falam por aí sobre o agronegócio, especialmente na imprensa oficial.

 

 


2 de junho de 2021

LeTourneau C Tournapull, o “trator” do Teixeirinha


teixeirinha

teixeirinha

O cantor gaúcho Teixeirinha, antes da fama, trabalhou com máquinas pesadas no DAER, pilotando um scrapper LeTourneau C Tournapull

Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, foi um dos maiores artistas gaúchos de todos os tempos, cantor  e compositor de sucesso, radialista e cineasta, falecido em 1985. Para os gaúchos que acessam nosso site, é claro, esta introdução nem seria necessária.

Teixeirinha teve uma fase curiosa na vida antes da fama: trabalhou como operador de trator no DAER – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – entre os anos 1949 e 1955, de onde foi demitido “por engano” (saiba mais sobre a vida do artista neste trabalho). O desligamento da empresa seria mais tarde um impulso para o início da vida artística.

E no acervo das exposições sobre o artista, uma foto onde ele opera um trator no primeiro ano de trabalho no DAER chama a atenção. Trata-se de um scraper  LeTourneau C Tournapull, máquina para trabalho em estradas que é puxada por um trator.

Segundo a revista neozelandesa Classic Machines: reza a lenda que a ideia do raspador de motor Tournapull veio a RG LeTourneau enquanto ele estava no hospital se recuperando de um grave acidente de carro.

Desde o início dos anos 1930, LeTourneau tem sido um dos maiores fornecedores da Caterpillar de lâminas de buldôzer, raspadores rebocados, rippers de controle de cabo e uma série de outros equipamentos auxiliares. RG LeTourneau abordou a gerência da Caterpillar com sua ideia de um raspador motorizado, mas foi informado que a ideia não era viável. Destemido, ele começou a fabricar as máquinas em suas próprias instalações e, não muito depois disso, LeTourneau e a Caterpillar seguiram caminhos separados.

O Modelo C Tournapull foi o segundo da linha Tournapull de RG LeTourneau a aparecer (o primeiro foi o Modelo A). Sua fábrica recém-construída em Peoria, Illinois, produziu o primeiro Modelo C em abril de 1940. Parecia muito diferente de tudo que tinha sido visto antes e, apesar de uma hesitação inicial por parte da indústria de contratação conservadora, esta máquina poderia deslocar a sujeira mais rápido por mais tempo distâncias do que qualquer coisa que estava disponível anteriormente, e certamente a um custo consideravelmente menor do que um trator de esteira e um equipamento de raspagem (scraper).

Esses primeiros Modelos C foram movidos com um modelo Caterpillar D468, diesel de quatro cilindros avaliado em 90 cavalos de potência com uma transmissão manual Fuller de quatro velocidades para caminhão.
O raspador padrão era um LeTourneau tipo ‘LS’ avaliado em 8,2 jardas cúbicas atingidas e 11 jardas cúbicas empilhadas.
À medida que a aceitação das máquinas começou a crescer, a necessidade de mais capacidade de carga tornou-se óbvia. Foi neste ponto que o mais famoso de todos os Tournapulls, o ‘Super C’ surgiu.

Exteriormente, o Super C Tournapull se parecia com o modelo C existente, mas na verdade era uma besta bem diferente. Lançado oficialmente em 1941, o Super C tinha uma escolha de quatro motores diesel que podiam ser instalados dependendo da preferência do cliente – 150 cavalos de potência Buda 6DH-691, 140 cavalos de potência Hercules DRXC, 150 cavalos de potência Cummins HBID-600 ou 152 cavalos de potência General Motors 6-71.
Embora o raspador Modelo LS pudesse ser usado com a unidade de trator Super C Tournapull, o raspador mais comum usado de longe foi o tipo empilhado de 15 jardas cúbicas ‘LP’.

O Super C Tournapull foi vendido aos milhares, tanto para contratos militares quanto para empreiteiros privados. Foi um caso clássico da máquina certa na hora certa. C e Super C Tournapulls viram serviço em todo o mundo e o tipo foi fabricado até 1949, quando foi substituído por máquinas mais modernas.

letorneau

Mais sobre a Letourneau, via site da Komatsu

Em 2011, a LeTourneau Technologies, Inc. com sede no Texas foi adquirida da Rowan Companies. Com essa aquisição, adquirimos a principal fabricante do mundo de carregadeiras de rodas grandes para mineração de superfície, com os maiores tamanhos de modelo e capacidades de carga útil do setor. Além disso, a LeTourneau é uma importante fabricante de produtos de aço especiais.

A LeTourneau é líder na indústria de equipamentos de terraplenagem desde a década de 20. Robert LeTourneau fundou uma empresa de terraplenagem em 1920, mas rapidamente tomou outros rumos, se transformando em 1929 em R.G. LeTourneau, Inc. – fabricante de equipamentos de terraplenagem. Da planta inicial em Peoria, Illinois, a empresa continuou a crescer e a mudar de local várias vezes; a planta final foi construída em Longview, no Texas, em 1945.

O nome LeTourneau se tornou sinônimo de terraplenagem, incorporando uma tecnologia que com frequência esteve anos, ou até mesmo décadas, à frente de seu tempo. Robert LeTourneau obteve centenas de patentes relacionadas a equipamentos de terraplenagem e o uso pela empresa de pneus de borracha de baixa pressão para trabalhos pesados e de tração eletrônica era exclusivo no setor. A qualidade dos produtos era considerada tão alta que as fábricas da LeTourneau forneceram 70% dos equipamentos pesados de terraplenagem usados pelas forças aliadas durante a segunda guerra mundial.

Robert LeTourneau realmente acreditada na instrução prática combinada com aulas em sala de aula. Em 1946, ele adquiriu um hospital militar não utilizado em Longview, no Texas, e fundou o LeTourneau Technical Institute, que fornecia treinamento técnico e mecânico. O instituto técnico passou a ter status de universidade em 1961, e se tornou a LeTourneau University, oferecendo formação em engenharia, ciências aeronáuticas e artes liberais.

As carregadeiras de rodas LeTourneau são as únicas carregadeiras de rodas elétricas na indústria com potência instalada superior a 2.000 cavalos de potência bruta e capaz de carregar caminhões basculantes de 400 toneladas. A linha de produtos de carregadeiras de rodas é um complemento quase perfeito para a linha de produtos de escavadeira elétrica acionada por corrente da P&H. Hoje, essas carregadeiras de rodas são comercializadas com a marca P&H.

As carregadeiras de rodas LeTourneau são especialmente conhecidas na indústria por sua tecnologia de acionamento regenerativo, que é muito mais eficiente do que os sistemas de acionamento mecânico e fornece economias significativas de custos operacionais.

teixeirinha

Portanto, se você já viu por aí a foto do cantor gaúcho pilotando um trator e ficou curioso sobre a marca e o modelo, aí está a resposta.

Veja também

História da Tratores do Brasil, representante da marca.

Os revolucionários motoscrapers (Revista MT)

 

 

 


16 de abril de 2021

Exportação de gado vivo na mira de ex-deputada gaúcha


Exportação de gado vivo

Exportação de gado vivo

Regina Becker, atual Secretária do Trabalho e Assistência Social do Estado do Rio Grande do Sul e conhecida ativista da causa animal quer o fim da exportação do boi vivo

Como o seu Facebook pessoal define, Regina Becker é  Secretária do Trabalho e Assistência Social, ex-deputada estadual no Rio Grande do Sul e ativista na causa animal. É daquelas pessoas que entram na política em defesa de uma classe ou setor e este é o caso de Regina, conhecida com ser “da causa”.

Becker não está mais na Assembleia Legislativa gaúcha, mas ocupa cargo no governo estadual como Secretária do Trabalho e Assistência Social. Seu novo alvo como ainda ativista dos animais pode tirar o trabalho de muita gente: ela quer acabar com a exportação de gado vivo. Ironicamente, o Rio Grande do Sul é destaque no país na pecuária e exportação de gado em pé, com enormes carregamentos saindo do Porto de Rio Grande, regularmente.

No dia 16 de abril, a ex-deputada fez a seguinte postagem no Facebook:

EXPLORAR ANIMAIS VIVOS É CRUELDADE E DESRESPEITO À VIDA!
A Nova Zelândia decidiu pela proibição da exportação de animais vivos para consumo humano! O anúncio será feito nos próximos dias e é resposta à luta de entidades e ativistas que, tanto em clamor quanto em protesto, alertam que não é possível admitir, em pleno século 21 , em nome do lucro, o inconteste e inadmissível massacre imposto aos animais embarcados.
No dia 6 de dezembro de 2017, na Assembleia Legislativa, recebi os ativistas da Animals International e do Fórum Nacional de Defesa e Proteção Animal e a veterinária australiana Lynn Simpson para o lançamento da Campanha Contra a Exportação de Gado Vivo.
Propiciei, também, em 9 de julho de 2018, o debate sobre o tema à sociedade gaúcha, por meio de audiência pública sobre transporte e exportação de animais.
Seguimos a luta no Brasil. A ciência já comprovou que os animais são seres sencientes. A continuidade desta prática nos rouba o respeito que é devido às civilizações.
A exportação de animais vivos é degradante, é aviltante, é desumana!

O Governo do RS celebra a exportação

embarque de gado

Segundo o site FazComex, as exportações no ano de 2019 chegaram a um valor FOB de US$ 457 milhões, uma queda de mais de 20% se for comparado ao ano de 2018 quando haviam sido exportados US$ 621 milhões. Em torno de 181 mil toneladas foram principalmente para países como Turquia e Iraque, que são os países que mais importam animais vivos do nosso país. O ano de 2020, até abril, já foram exportados US$ 92,1 milhões, tendo uma queda de 35% se for comparada ao mesmo período do ano 2018.

O patrão direto da secretária Regina já celebrou em seu site oficial o sucesso das exportações. Em 2019, no texto “Exportação de gado vivo avança e mira novos mercados“, a imprensa oficial do governo dizia “Novos mercados se abrem para a exportação de gado em pé. A modalidade já é consolidada no Rio Grande do Sul, que exporta para a Turquia e países árabes cerca de 120 mil animais por ano – média histórica de 1% do rebanho gaúcho de 12,7 milhões de cabeças, conforme dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), responsável pela fiscalização sanitária e bem-estar dos animais desde a propriedade, período de quarentena e embarque no Porto do Rio Grande.”.

A ativista secretária vai contra a atividade que é defendida pelo governo, sustento de milhares de famílias e grande geradora de impostos. Um embate entre liberdade de expressão e sincronismo de agenda. Está na hora do governador rever suas parceirias políticas e o que é melhor para o Estado, não é mesmo?

 


8 de novembro de 2020

Fogos de artifício causam incêndio em lavoura no Rio Grande do Sul


fogos de artifício

Um estouro de fogos de artifício acabou causando prejuízos para um agricultor da cidade de Ibirubá, no Rio Grande do Sul, no final de tarde do último sábado, dia 7.

A lavoura fica perto de um campo de futebol e segundo informações da Rádio Cidade Ibirubá, “estouros de foguetes foram ouvidos antes do fogo iniciar.

 

 

Os bombeiros foram chamados e o incêndio foi controlado cerca de uma hora depois.

Veja também

Índios processam John Deere e agricultor por incêndio iniciado em colheitadeira.


23 de agosto de 2020

Agricultor faz obra em estrada por conta própria para salvar vidas no RS


Cruz Alta

Cansado de ver acidentes no asfalto da chamada “Curva da Morte”, o agricultor tomou a iniciativa de melhorar o acostamento por conta própria

Um agricultor da cidade de Cruz Alta, no RS, resolveu reformar por conta própria o acostamento do trecho da estrada conhecido como “Curva da Morte”. O apelido foi dado ao entroncamento da BR-377 com a ERS-223.

Segundo Fábio Marangon, o “Repórter das Estradas”, o agricultor Ivandro Bertolini retirou árvores e aterrou a área com recursos próprios:

https://www.facebook.com/fabio.marangon.982/videos/1188230864864339/

Essa é a visão do Agricultor Ivandro Bertolini sobre a Curva da morte uma vez que nesse trecho várias vidas se perderam.
Ha muitos anos vem acontecendo inúmeros tombamentos de caminhões e capotamento de carros neste lugar que era para se ter pelo menos um trevo uma vez que começa uma rodovia e a outra tem seguimento, portanto, um entroncamento. Sendo assim não havendo a obra foi simplesmente feito a ligação asfáltica criando uma curva perigosa que vem por anos e anos ceifando vidas.
Pela atitude de Ivandro Bertolini agora pelo menos se houver saida de pista os condutores não bateriam mais em árvores. Com recurso próprio fez a retirada das mesmas e também aterrou o local.
A visibilidade também é outro fator que melhorou.

Como era o trecho antes

Cruz Alta
Antes
Cruz Alta
Depois, ainda em obras.

É possivel ver o pedaço da estrada onde foi feita a obra no Google Street View neste link. A quantidade de arranhões no asfalto, marcas de freiadas e antigos acidentes fica bem evidente nas imagens.

Deixamos aqui o duplo parabéns para o agricultor de Cruz Alta que realizou a boa ação e para o radialista que contou a história para o mundo.


28 de fevereiro de 2020

Bolsa Juventude Rural – saiba mais sobre o projeto do governo gaúcho


Bolsa Juventude Rural

Programa vai oferecer 471 bolsas para filhos de agricultores matriculados no ensino médio da rede pública estadual

O governo do Rio Grande do Sul anunciou o programa Bolsa Juventude Rural. Os dados são do site da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural:

O Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (28) publicou aviso para seleção de estudantes interessados em acessar o Programa Bolsa Juventude Rural. Para 2020, estão disponíveis até 471 bolsas, sendo 375 bolsas por meio do orçamento 2020 e 96 do saldo residual de exercícios anteriores. O benefício é de R$ 200 mensais cada, por 10 meses, a serem pagas a partir de maio de 2020, independentemente da data de concessão/contratação. Conforme o Departamento de Agricultura Familiar e Agroindústria da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, o prazo para envio da documentação (veja abaixo) é de 31 de março de 2020.

Veja também: Decreto 10.032 entra em vigor facilitando a venda de produtos de origem animal.

“O programa Bolsa Juventude Rural alia dois importantes pilares: a educação, permitindo aos jovens acesso e permanência na escola durante o Ensino Médio, e o desenvolvimento rural, com a implantação de projetos produtivos que garantem a permanência do jovem no campo”, afirma o secretário da Agricultura, Covatti Filho.

Das 471 bolsas oferecidas, serão disponibilizadas 200 para alunos regularmente matriculados no 2º ano e 271 para alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio.

Para 2020, visando à qualificação do programa e o auxílio aos jovens, haverá a necessidade de envio, junto à documentação mínima exigida pela lei, de um pré-projeto, que deverá servir de base para a elaboração do Projeto Produtivo que é a contrapartida obrigatória apresentada pelo jovem durante o recebimento da bolsa.

O benefício é de R$ 200 reais mensais para cada bolsa, por um período de 10 meses. O prazo para envio da documentação é até 31 de março de 2020.
Requisitos: ser filho de agricultor, estudar em escola pública estadual, matriculado no 2º ou 3º ano do ensino médio, ter entre 15 e 29 anos, possuir Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP) ativa com valor inferior a R$ 103.750,00
.

Bolsa Juventude Rural – Acesse o link para o edital completo.


29 de janeiro de 2020

Reportagem culpa lavouras de soja e pesticidas pelo aparecimento de cobras


aparecimento de cobras

TV do Rio Grande do Sul diz que as cobras estão aparecendo com maior frequência e picando humanos por conta do uso excessivo de pesticidas

Ataques de cobras viraram notícia no Rio Grande do Sul depois da trágica morte de um agricultor que foi picado por uma jararaca no interior da cidade de Coronel Bicaco.

Uma equipe de reportagem da RBS TV, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Sul esteve na cidade e, de lá, atualizou as informações sobre as aparições de cobras da seguinte maneira:

“… tivemos mais dois casos claro não tão graves quanto o desse senhor. Isso porque aqui a região de Coronel Bicaco é uma região onde se usa muito pesticida né, uma região agrícola. E as cobras então acabam fugindo do seu habitat natural. O que contribui também é o calor, então os animais tem uma maior atividade por causa das altas temperaturas.”

Você pode acessar a reportagem neste link do Globoplay.

Nenhum especialista em cobras foi entrevistado pelo repórter, apenas um médico com orientações para pessoas picadas.

O Rio Grande do Sul está sofrendo com recordes de temperaturas altas (a causa secundária apontada pelo repórter) e secas. Sobre a teoria dos pesticidas e aparecimento de cobras, não temos notícia.

A própria RBS já foi melhor em outra reportagem de 2015. Em “Fundação Zoobotânica alerta para aparição de cobras e serpentes no RS” , disseram:

Com a chegada da primavera e a ocorrência de temperaturas mais elevadas, a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul alerta para o surgimento de serpentes e cobras. Isso ocorre, especialmente, pela maior presença de pessoas no habitat delas e também uma maior circulação da espécie, em busca de comida e de parceiro sexual.

Veja também

No dia do pecuarista, RBS faz reportagem contra o consumo de carne.


3 de janeiro de 2020

Banco financia cão para agricultores no Rio Grande do Sul


Banco financia cão

Modalidades de crédito financiam cães Border Collie, bovinos e ovinos e drones profissionais

O Banrisul decidiu inovar e oferecer modalidades diferenciadas de financiamento para agricultores. Segundo o site, o Agroinvest é uma linha de crédito com recursos próprios do banco, destinada aos produtores rurais pessoa física.

novo drone

Entre as modalidades disponíveis estão a “Cães de Pastoreio“, para financiamentos de cães de serviço da raça Border Collie e trabalhos relacionados à pecuária, ovinocultura e bovinocultura. A “Matrizes e Reprodutores” que é para bovinos e ovinos, “Máquinas e Equipamentos” para máquinas e equipamentos que o finame não financia e a “Novas Tecnologias“, onde o Banrisul financia Drones, sensores, software, GPS, equipamentos para agricultura de precisão e computadores.

A contratação é feita diretamente nas agências.

Acesse o site do Banrisul.


24 de outubro de 2019

O novo lançamento da Stara é um… perfume


Stara

Empresa de máquinas agrícolas lançou uma linha de essências aromáticas personalizadas, para estar perto do seu público

Não é primeiro de abril: a Stara, tradicional fabricante de máquinas e implementos agrícolas de Não-me-toque, no Rio Grande do Sul, lançou uma linha de “essências aromáticas” personalizadas. São aqueles produtos que deixam ambientes perfumados com uma fragância exclusiva.

Diz a empresa no site:

A Stara é uma marca querida por seus clientes e que faz questão de estar sempre próxima do produtor rural.

Esta proximidade vai além das máquinas e equipamentos produzidos para oferecer as melhores soluções para o campo.

Esse vínculo está em outros aspectos do dia a dia, como os acessórios da Stara que você usa ou o relacionamento que mantém conosco através das redes sociais, por exemplo.

Mas, agora, esta proximidade entre cliente e marca ganha um novo capítulo. A empresa está lançando a sua essência aromática através da Linha de Essências Stara, mais uma forma de estar sempre perto do seu público.

As Essências Stara podem ser adquiridas através das concessionárias e revendas Stara e também na loja Stara Mania, localizada na matriz da empresa, em Não-Me-Toque/RS, ou pelo site da loja.

A Linha de Essências Stara foi registrada como mais um produto da marca e desenvolvida respeitando as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Adquira a sua Essência Stara e conheça mais estava novidade exclusiva da marca!

Os sachês perfumados, sabonetes, essência pura e difusor custam entre R$ 26,00 e R$ 152,00. Disponíveis pela compra online ou nas revendas. É a sua chance para deixar a casa com o cheirinho da Stara.


17 de outubro de 2019

Granizo assusta no Rio Grande do Sul


granizo

Cidades do norte do estado foram atingidas por forte chuva com granizo na tarde desta quinta, destruindo lavouras e propriedades

Os grupos de Whatsapp ligados a agricultura estão recebendo diversos relatos de agricultores (e também do pessoal da cidade) sobre a intensidade do granizo que caiu nesta quinta. O tamanho das pedras também espanta.

Cidades como Lagoa Vermelha, Caseiros, Itapuca foram atingidas (fotos acima). O estrago foi grande também nas lavouras da região.

https://www.facebook.com/farmfor/videos/708514582978160/

Saiba mais: Temporal de granizo causa estragos em Lagoa Vermelha (Diário da Manhã – Passo Fundo).


2 de outubro de 2019

INCRA RS sai do “Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos”


INCRA RS

O superintendente do INCRA RS Tarso Teixeira fez o anúncio pelas redes sociais, depois de oficiar o coordenador do Fórum

O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos é coordenado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul e entre os seus membros estão 67 entidades. Destacam-se universidades, Conselhos profissionais diversos, grupos ecológicos e até a “Pastoral Ecológica da Regional Sul 3” da CNBB. O INCRA era uma delas até o dia 26 de setembro, quando o superintendente Tarso Teixeira oficiou o coordenador do Fórum, Procurador Federal Rodrigo Baldez de Oliveira, sobre a saída.

No Facebook, Tarso Teixeira postou cópia do ofício acompanhada do seguinte texto:

Por alguns anos, antes da minha gestão na Superintendência, o INCRA esteve integrando um grupo chamado “Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos”. O grupo é coordenado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, e bem sabemos o quanto o debate nacional sobre esse assunto, que deveria ser técnico, ainda é permeado por distorções e mistificações de cunho ideológico.
O Incra hoje está ligado ao Ministério da Agricultura, que tem feito justamente um esforço para demonstrar que, ao contrário do que diz certa mídia, o Brasil é um dos países com a mais segura legislação sobre o uso dos defensivos agrícolas. Em função disso, encaminhei correspondência à coordenação deste Fórum, respeitosamente retirando o Incra de sua composição.
Os tempos mudaram.

A cópia do ofício, postada no Facebook.

Vale lembrar que o Fórum estava envolvido na grande operação do IBAMA realizada em outubro de 2018 que foi motivo de postagem aqui no Blog do Farmfor. Leia em Operação do IBAMA mira em arrozeiros do Rio Grande do Sul e provoca incertezas em toda a cadeia produtiva.

Como o próprio superintendente destacou no Facebook, os tempos são outros.

Para saber mais:

Site do INCRA RS – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – superintendência Rio Grande do Sul.


8 de maio de 2019

Colheitadeira Ideal, uma história que começou no Rio Grande do Sul


Colheitadeira Ideal

A marca de colheitadeiras Ideal começou no sul do Brasil nos anos 70 e ganhou vida nova ao batizar um dos maiores projetos de máquinas agrícolas do mundo, pelas mãos da AGCO

A AGCO lançou o projeto IDEAL em 2017 como uma das maiores iniciativas já realizadas no mundo das máquinas agrícolas. Foram mais de 5 anos de desenvolvimento, ao custo de 400 milhões de euros.

A importância e ineditismo da colheitadeira ideal geraram até certa confusão no mercado consumidor, com muitas teorias e boatos criando corpo na internet desde o lançamento.

Colheitadeiras Ideal: as trigêmeas.

As dúvidas até possuem certa explicação: uma grande empresa detentora de várias marcas, fruto de sucessivas aquisições do passado lança um novo modelo de colheitadeira partindo do zero, criando três versões da mesma máquina através da Fendt, Massey Ferguson e Challenger. Para dar um toque final, decide batizar a colheitadeira com o nome de outra fabricada no Rio Grande do Sul nos anos 1970. Esta última confusão é tipicamente brasileira, com razão.

Colheitadeira Ideal

O nome Ideal começou a ser usado nos anos 60 pela Moinhos Santa Rosa Ltda em suas trilhadeiras. Com a popularização do plantio da soja no estado, as coisas evoluíram e a a empresa passou a se chamar Indústria de Máquinas Agrícolas Ideal Ltda (1963). Então vieram as colheitadeiras rebocadas e, posteriormente, automotrizes.

Colheitadeira Ideal

Apś crises no negócio, a Máquinas Agrícolas Ideal acabou fazendo uma parceria com a International Harvester e o Grupo Iochpe. Em 1984 a IH saiu do negócio e em 1986 o Iochpe assume a Massey no Brasil e a Perkins, nascendo aí a Maxion. Para encurtar a história (que você lê completa no site Lexicar), tudo vira AGCO em 1994.

A marca IDEAL então ficou no papel como patrimônio da AGCO até voltar na forma das grandes colheitadeiras do grupo. Uma visita ao INPI mostra parte da passagem “de mão em mão” do nome ao longo dos anos:

Colheitadeira Ideal
Colheitadeira Ideal – o nome vem do Rio Grande do Sul para ganhar o mundo.

Sendo assim, A Fendt não “copiou a Massey Ferguson” e vice-versa. A colheitadeira Ideal foi desenvolvida do zero e uma planta inteira da AGCO foi adaptada na cidade italiana de Breganze, na fábrica da Laverda, para montar as primeiras unidades.

O Rio Grande do Sul também receberá uma unidade fabril na cidade de Santa Rosa, para fabricar as máquinas no mercado Brasileiro, com a marca Fendt. Segundo o site irlandês Farmland (em 2017), o plano da AGCO era lançar a colheitadeira Ideal na Europa com a versão Fendt e Massey Ferguson, nos Estados Unidos como Challenger e na América do Sul como Valtra. A ambição também é alta: vender 2500 unidades no primeiro ano de fabricação, em todo o mundo.

Por último, o preço: a colheitadeira Ideal (no Reino Unido) fica entre 482 mil libras (modelo 7) e 648 mil libras (modelo 9 com esteiras). Uma colheitadeira de 3,3 milhões de reais é para poucos.


12 de fevereiro de 2019

Governo gaúcho entrega Fiat Mobi para extensionistas da EMATER


Emater

Carrinho da Fiat terá que lidar com as terríveis estradas rurais do Rio Grande do Sul. Será que aguenta?

Na manhã de segunda, 11 de fevereiro, o governo gaúcho realizou a cerimônia de entrega dos veículos que serão usados pelos técnicos da EMATER para atender os agricultores na tradicional extensão rural. O veículo escolhido para a tarefa trata-se do Fiat Mobi Like Flex 1.0 2018/2019, o menor veículo da montadora no país.

O carro compacto e tipicamente urbano, pode ser definido pelo slogan adotado pela Fiat no site: “Seu novo jeito de se mover pela cidade“. Os extensionistas da EMATER vão precisar de sorte e tempo bom para se moverem pelo interior.

Em site oficial, o governador declarou:

Cuidar da agricultura familiar é cuidar da economia do estado: “Os carros são instrumentos de trabalho, obviamente não fazem nada sozinhos. Mas dão suporte ao serviço qualificado e fundamental da Emater, especialmente nas pequenas propriedades. As novas técnicas e tecnologias, quando chegam com a devida orientação até a ponta, podem significar mais renda para os produtores. E o campo é um setor vital, que precisa ser fortalecido, até mesmo para enfrentar a nossa crise financeira”.

Foram entregues 108 carros e 120 notebooks ao custo de R$ 4,8 milhões (verbas federais). Os veículos vão atender 108 municípios.


1 de junho de 2017

Agricultora desabafa na internet após invasão de sua propriedade


Além do abigeato, bandidos deixaram para trás um animal mutilado. Vídeo do desabafo tem mais de 2 milhões de acessos.

Nathieli Gonçalves, uma agricultura de Vila Kremer, interior da cidade de São Francisco de Assis (sudoeste do Rio Grande do Sul) teve a propriedade invadida por ladrões. Os meliantes deixaram um rastro de destruição, carneando no local dois animais e deixando um terceiro todo mutilado.

Através de um vídeo postado no facebook, Nathieli desabafou sobre a situação do campo e mostrou o animal em suas últimas horas de sofrimento, antes de ser sacrificado.

 

O vídeo está beirando as 3 milhões de visualizações.

Nós conversamos com a Nathieli. Ainda consternada com o acontecido, está “administrando” muitos comentários no próprio perfil no facebook. A maioria, de apoio. Alguns poucos ainda são capazes de duvidar do acontecido e tecer teses sobre proteção dos animais e afins, o que é um absurdo.

Não é a primeira invasão da propriedade de 93 hectares da família, que atua apenas com pecuária. Quando acontece, é registrado um boletim de ocorrência em São Francisco de Assis, distante 50 km do local.

Longe do aparato de segurança disponível na cidade, a família rural está na mão dos bandidos, sem o direito de se defender de forma apropriada. Nathieli é o exemplo vivo desta situação calamitosa. Quando perguntamos a opinião sobre o porte de armas para produtores rurais, a resposta foi um enfático sim.

Nathieli Gonçalves

Na imagem, Nathieli Gonçalves e Erton Deponti, de Vila Kraemer.

Nossos votos de apoio para a Nathieli e que a família consiga dar a volta por cima depois deste ataque.



Publicidade