Categoria: Política

29 de junho de 2022

Califórnia lança “Auxílio Emergencial” de até US$ 1050 para os residentes no estado


Califórnia

O quinto estado mais rico dos Estados Unidos vai mandar um cheque de até R$ 5500,00 para 23 milhões de pessoas, para aliviar a situação financeira durante a crise

CalifórniaA Califórnia resolveu investir pesado em auxílio emergencial para os seus cidadãos. O governo de um dos estados mais ricos da América anunciou que mandará cheques de até US$ 1050,00 (cerca de R$ 5500,00 no câmbio de hoje) para 23 milhões de famílias, começando em outubro.

O governador Gavin Nelson anunciou nas redes sociais o benefício, dizendo “Eu sei que todos estão sentindo o impacto a subida dos preços nas despesas diárias como o preço da gasolina, itens de supermercado e aluguéis. Mas a Califórnia acabou de aprovar um novo programa de retorno de impostos para a classe média. Vinte e três milhões de californianos serão beneficiados com o recebimento de até US$ 1050 já em outubro. É mais dinheiro no seu bolso para ajudar a encher o tanque do carro e colocar comida na sua mesa.

Ainda segundo o governo, a crise e o alto preço dos combustíveis está obrigando pessoas a largarem o emprego, já que o custo de locomoção não compensa, entre os outros problemas óbvios nesta situação.

O benefício vai custar para os cofres do estado aproximadamente 17 bilhões, com cheques variando entre US$ 200 e US$ 1050, de acordo com o perfil de cada família, número de dependentes e impostos pagos ao logo do ano. O orçamento do estado para 2022/2023 é de US$ 300 bilhões.

Curiosidade

A gasolina na Califórnia custa em média US$ 6,43 o galão (3,78 litros). Com US$ 1050,00, o cidadão compraria 163, 2 galões de combustível (617 litros). Convertido em Real – de novo, só a título de curiosidade – o auxílio californiano compraria no Brasil 779 litros de gasolina.

 


30 de abril de 2022

Lula promete acabar com os clubes de tiro se for eleito


Lula promete

O pré-candidato do PT ao Planalto disse isso e muito mais em Conferência Eleitoral do PSOL neste sábado, 30 de abril

Lula promete

As eleições de 2022 ainda estão distantes e a campanha eleitoral nem começou. Mesmo assim, os candidatos que pretendem disputar a presidência com Jair Bolsonaro já largam trechos do que seria um provável programa de governo e as ações que pretendem realizar (ou tentar) nos próximos 4 anos em Brasília. As intenções do lado esquerdo da disputa – bem como o que historicamente defendem – já são do conhecimento de todos.

Neste sábado, 30 de abril, em evento com os parceiros do PSOL, Lula adiantou algumas promessas:

“Vamos voltar a restabelecer a nossa relação com a América Latina. E se Deus quiser vamos criar uma moeda na América Latina, por que não tem esse negócio da gente ficar dependendo do dólar. Vamos tentar recuperar os BRICS, só basta que você mande o Putin parar com essa guerra, pô. Não tô precisando de guerra agora. E outra coisa: se prepare por que estes clubes de tiro que foi criado como eles criaram vai fechar. Nós vamos querer clubes de leitura. Nós vamos querer bibliotecas espalhadas por este país a fora. Ao invés do tiro, vai ter um livro. Ao invés do tiro, as pessoas vão ter acesso à cultura.”.

Tem isso e muito mais na íntegra, no vídeo abaixo. A parte destacada aqui está bem no final, lá por 2:11:00.

Sobre falar de política:

Aqui no Blog do Farmfor costumamos destacar falas de candidatos que envolvam interesse dos agricultores, que ajudem ou prejudiquem a produção ou que afetem o modo de vida da maioria dos nossos leitores. Há uma série de postagems do último pleito presidencial falando sobre os planos de governo e a agricultura, confira neste link.


4 de abril de 2022

Novo Ministro da Agricultura já tentou colocar Exército contra MST


novo ministro da agricultura

Marcos Montes propôs, em 2016 – época do governo Dilma – que uma mudança na Constituição permitisse a atuação do Exército contra MST

marcos montes

Com a saída da ministra Tereza Cristina para disputar uma vaga no Senado pelo Mato Grosso do Sul, assume o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o secretário executivo da pasta, Marcos Montes.

Em 2016, quando era deputado federal pelo PSD – e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária -, Montes tentou junto ao então vice-presidente Michel Temer emplacar a ideia de permitir que o Exército Brasileiro enfrentasse o Movimento dos Sem Terra nos conflitos agrários, como um reforço para as polícias estaduais .

Naquela época, o governo Dilma já estava com os dias contados e várias forças políticas conversavam com Temer sobre arranjos para o futuro.

O homem já não era estranho ao assunto: em 2009, consta este pronunciamento como deputado ainda pelo DEM:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na última sexta-feira, no Município de Prata, Minas Gerais, no momento em que me reunia com lideranças políticas, fui avisado de uma invasão do MST em algumas propriedades rurais: famílias sendo submetidas a todos os tipos de humilhação e tortura, crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, dentro de suas próprias casas e fazendas.

O MST é comandado por indivíduos sem qualquer interesse em resolver a reforma agrária. Eles utilizam a fragilidade social de seus integrantes, com o único objetivo de se tornarem instrumentos de manobra e pressão política. Este movimento se distanciou da reforma agrária e aproximou-se da criminalidade – se não bastasse, tudo financiado pelos cofres públicos e avalizado pelo Governo Federal.

A Constituição estabelece que toda forma de associação deve ter caráter lícito. Isso não tem sido obedecido pelo movimento, que, além de atividade ilícitas, como o uso de armas de fogo e a destruição de patrimônio público e privado, perderam seu foco de entidade aglutinadora de objetivos sociais – reforma agrária. A falta de personalidade jurídica funciona como uma “anistia preventiva”, em que cometem todo tipo de ilícito, na certeza de que não serão punidos civil, administrativa e penalmente.

Os produtores rurais, responsáveis por elevar o PIB, impulsionar a vida econômica dos pequenos municípios e gerar emprego, ficam no meio do fogo cruzado. De um lado os ambientalistas os acusam de serem os responsáveis pelas mazelas do meio ambiente, e do outro lado sofrem com a invasão de vândalos e criminosos, que destroem propriedades e causam prejuízos de toda ordem. Eles invadem instituições públicas, campos de pesquisa e fazendas produtivas. Não se tem notícias de que foi invadida uma área inóspita com capacidade de tornar-se uma propriedade rural e concretizar a reforma agrária. Isso reflete o caráter ilícito e partidário das atividades do MST.

É bom que se diga que o Democratas é favorável à reforma agrária. No entanto, somos contrários a essas atividades criminosas institucionalizadas. Somos favoráveis a uma reforma que inclua um pacote de qualificação técnica capaz de viabilizar suas atividades sem interferência do dinheiro público e da política partidária.
Por essas e outras razões, sou favorável à criação da CPMI do MST, na qual iremos apurar irregularidades com o dinheiro público, responsabilizar integrantes por sua aplicação irregular e pelos crimes cometidos com a ordem pública e social.

Muito obrigado.

Marcos Montes Cordeiro

O site oficial do governo brasileiro postou este perfil do novo ministro da agricultura:

 

Marcos Montes Cordeiro tem 72 anos e é médico anestesista e médico do trabalho, formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em 1975. Possui Pós-Graduação em Medicina do Trabalho, especialização em Anestesiologia, pela Universidade de Campinas e residência médica, todas pela Universidade de Campinas (Unicamp).

O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi prefeito de Uberaba (MG) por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004. Nesse período, presidiu a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande e foi vice-presidente da Associação Mineira de Municípios.

No Poder Executivo, Marcos Montes também já foi secretário estadual de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais e secretário municipal de Turismo da Prefeitura de Uberaba.

No Legislativo, foi deputado federal por três mandatos seguidos, de 2007 a 2018. Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Também foi vice-presidente de outras comissões importantes, como a de Orçamento, e a de Meio Ambiente e a de Minas e Energia.


28 de março de 2022

Comunismo? Aprosoja denuncia suposto plano para reter a soja brasileira


comunismo

Entidade diz que há um plano da Abiove para reter a soja brasileira, criar regras para a venda e limitar exportações

 

comunismo

 

Imaginem uma situação muito parecida com a da Argentina, onde onde os produtores de soja pagam altíssimos impostos, as famosas retenciones, a ponto de desistir da atividade abaixo das ordens de um estado totalitário. Segundo a Aprosoja, este é o plano da ABIOVE, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, para comprar o produto mais barato, com a ajuda do governo (se este aceitar a proposta que cheira comunismo).

Diz a nota:

A indústria esmagadora de soja no Brasil, representada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), planeja propor ao governo federal mecanismos para tarifar ou reter parte da produção de soja no mercado interno, inibindo exportações. É a informação que tem repercutido entre agentes do mercado, trazendo grande apreensão aos produtores e analistas sérios do setor.

“Tivemos conhecimento de que os bons preços pagos para a soja no mercado internacional atualmente podem ser motivo de propostas de intervenção no livre mercado, obrigando produtores a vender percentual de sua produção para o mercado interno, criando reserva de mercado, como ocorre na Argentina, para pagar mais barato pela produção agrícola no Brasil”, afirmou uma das fontes consultadas e que preferiu ficar no anonimato.

A estratégia seria segurar a produção para buscar reduzir preços no curto e médio prazo em benefício das Trading Companies, que comprariam os grãos com melhores margens (aumentar seus lucros). Ao mesmo tempo, seria um estratagema para burlar a Lei Kandir – que isentou de impostos as exportações de bens primários e semielaborados desde 1996 – e que poderia estimular o parque industrial brasileiro a processar esses grãos, transformando-os em farelo e óleo.

Algo semelhante já é praticado na Argentina, com as famigeradas retenciones, políticas populistas que impuseram impostos sobre as exportações e desestimularam a produção de grãos, tornando a já debilitada economia argentina ainda mais frágil. Como efeitos colaterais, a Argentina se privou de reservas cambiais robustas e viu a desvalorização da sua moeda e a inflação explodirem a níveis recordes, o oposto do que ocorre no Brasil. Aqui houve a desoneração tributária total das exportações de bens primários e semielaborados, favorecendo a expansão da agropecuária brasileira e consagrando o país como potência agro, energética, ambiental.

É preciso entender que os preços estão altos por razões que fogem ao controle estatal. O mundo vive uma escassez na oferta de produtos em razão do aumento da demanda, que é resultado tanto do aumento populacional quanto de transformações demográfica em países como a China, que viu nos últimos anos cerca de 500 milhões de pessoas deixarem a áreas rurais para se tornarem consumidoras de classe média nos grandes centros urbanos.

Com a demanda aquecida e menos soja disponível, as crises de escassez afetam profundamente o mercado. Foi o que ocorreu recentemente, com quebras de produção de alguns países, entre eles a própria Argentina. Neste caso, a baixa oferta e estoques baixos elevam preços e prêmios pagos pela soja em grãos nos portos. O produtor rural brasileiro não define o preço que vai cobrar. Os preços são definidos na Bolsa de Chicago, além de fatores como o custo logístico até o ponto de produção e os prêmios pagos nos portos para estimular ou não o carregamento de navios.

Olhando para o mercado brasileiro, seja de soja ou milho, há soja suficiente para o abastecimento interno. O Brasil exporta excedentes há 3 décadas. Se fosse definida uma tarifa sobre exportação de soja em grãos, o efeito seria de reduzir o preço pago ao produtor, o qual seria forçado a fechar negócios menos atrativos, sem com isso trazer impacto algum aos preços do óleo ou proteínas animais, que seguiriam os preços do mercado consumidor final.

Portanto, uma medida dessa natureza seria deletéria ao país, seja prejudicando sua imagem de uma economia de livre mercado, seja afetando o elo mais fraco na cadeia da oleaginosa, ou ainda pior, constituindo desestímulo à produção de soja, cultura altamente relevante do ponto de vista alimentar e socioeconômico no Brasil.

Esperamos que este seja apenas um delírio momentâneo e que o Governo Federal mostre para a entidade que neste país ainda existe respeito pela economia de mercado. é preciso ficar de olho!

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7 de julho de 2021

Governo destrói queijo de produtor por questões burocráticas em SP


governo destrói

governo de sp

O queijo não foi destruído por problemas de qualidade e sim pela falta de um registro junto ao município, que nem existe!

A Lano-Alto, localizada na cidade de Catuçaba (SP), é definida em sua conta no Instagram como “Uma fazenda experimental que rende experiências, eventos e produtos sobre a vida rural & seus saberes.”. Eles oferecem, de acordo com a estação, farinhas, mel, cafés, bebidas e até disponibiliam a propriedade no Airbnb para locação.

Por conta de uma denúncia, a família recebeu a visita de uma equipe do Ministério da Agricultura em meados de junho que bloqueou toda a parte de laticínios da propriedade. Apesar de manter a produção dentro da qualidade e os impostos em dia, a razão da batida foi puramente burocrática: uma falta de registro na prefeitura, registro este que não é feito pelo município. Em uma segunda visita, o Ministério se deu ao trabalho de destruir o queijo, abrindo a câmara fria, retirando 120 kg do produto, adicionando creolina e mandando tudo para o aterro. O desabafo foi feito para o Instagram do Pão da Casa.

lano-alto

No próprio Instagram, o proprietário da Lano-Alto publicou em 4 de julho:

Nesses 7 anos morando no campo, conseguimos ter um negócio sustentável (financeira, social e ambientalmente) baseado em um modelo que a gente não inventou, um modelo que existe há centenas de anos: micro-escala, sazonal e diverso. Assim como eram as pequenas propriedades rurais de outrora. Um modelo que funciona na contra-mão da industrialização, onde tudo pede escala e ultra-especialização. Não estamos sozinhos: somos milhares de pessoas vivendo&produzindo alimentos de qualidade, que são base da alimentação brasileira, e que ainda são vistos como marginalizados pela indústria – e consequentemente pelo Estado.

Essa semana fomos vítima de uma denúncia anônima, onde a Defesa Agropecuária de SP interditou nossa queijaria e destruiu 120kg de queijo de incrível qualidade (algumas revistas já os consideraram ‘uns dos melhores do país’).

Isso não aconteceu pela qualidade do queijo, ou pela limpeza. Mas pela falta de um registro junto ao município. Um número. Município esse que até 2021 não possui tal registro funcionando, mesmo com nossos intensos esforços há mais de dois anos para isso acontecer.
Desproporcionalidade do Estado, falta de vontade do Município.

Somos uma pequena empresa que emprega 7 funcionários, paga impostos e que sobrevive, em um ano onde a pandemia destrói tudo. A pandemia & o Estado, aparentemente.

Do alto da nossa gigantesca produção de 2 queijos por dia, sabemos dos privilégios que carregamos. Isso acontece diariamente com outros produtores menos favorecidos. Onde a única saída é se acanhar, fechar o seu negócio ou adentrar ainda mais na clandestinidade. Abracemos então nossa responsabilidade e dar nossa cara aqui. Mostrar o quão surreal e injusta é a maneira que o Estado e Município (que nós pagamos) trata os pequenos produtores.

Uma vez denunciados, denunciado está.

Vamos compartilhar todos os nossos aprendizados nessa experiência para ajudar outros produtores que sofrem, sofreram ou podem sofrer o que está acontecendo com a gente. Não estamos errados perante a lei, mas vivemos pressionados por burocracias e leis que nos confundem & botam medo. Contamos com a colaboração de vocês na venda de produtos &no compartilhamento de conteúdos.
Simbora?

A postagem já conta até o momento com 42294 curtidas.

Os problemas dos pequenos produtores (dos mais avançados até os mais simples) com regulamentações absurdas e burocracia estatal não são novidade. De pequenos frigoríficos que não podem abrir por falta de fiscalização do município até a polêmica sobre a venda de leite in natura, os problemas enfrentados pelos agricultores não são poucos. A solução pode estar, no médio prazo, na união e na adoção de proteções com assessorias que vão além das técnicas de produção e entrando na esfera judicial e do marketing. Um pouco de pressão com político também não é má ideia.

A Lano-alto precisa voltar a trabalhar e ter sua produção indenizada pelos responsáveis pela brutalidade absurda.

 


4 de julho de 2021

Eduardo Leite – presidenciável do PSDB – já sentou para ouvir o MST


eduardo leite

O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e provável candidato ao Planalto em 2022, recebeu oficialmente o Movimento dos Sem Terra no Palácio Piratini em 2019

Ainda falta muito para a definição do candidato oficial do PSDB que enfrentará Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Eduardo Leite é um dos nomes cotados dentro do partido e precisa vencer internamente nomes como o do governador de São Paulo, João Dória.

Eduardo Leite

Em sua aparente estratégia para o pleito, tem reforçado sua presença em eventos nacionais, dando opiniões e entrevistas sobre assuntos diversos para a mídia nacional e recentemente fez uma declaração de cunho pessoal no Programa Conversa com Bial, já de domínio público.

Veja também: Eduardo Leite: um político refém das próprias mentiras contadas na campanha eleitoral.

É cedo também para entender como seria a relação do candidato com o agro. De concreto, sabemos que o tucano recebeu oficialmente o MST na sede do Governo Gaúcho no ano de 2019. Segundo o site do próprio Governo, Leite declarou “Independentemente de questões políticas, há milhares de pessoas que fazem parte da realidade em assentamentos, e o Estado tem de olhar para elas e proporcionar políticas públicas”.

A notícia sobre a visita pode ser lida aqui.

Cerca de quinze dias depois, a comitiva do MST foi encaminhada para discutir pautas com o então secretário da agricultura do RS, Covatti Filho.

As pautas:

O MST pediu o apoio do Estado para facilitar o processo de acesso a terras que pertencem à CEEE, à Cesa e à Fepagro, esta em processo de extinção. Covatti informou que essas reivindicações deverão envolver as direções dessas empresas e entidade, com agendamento de novos encontros para tratar especificamente de cada caso.

Outra reivindicação dizia respeito à liberação de verba do Programa Camponês, financiado pelo BNDES. O diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria da Seapdr, José Alexandre Rodrigues, explicou que, de todos os projetos contemplados em editais de seleção do programa, três já foram contratados pelo banco e um está em análise.

O Blog do Farmfor está de olho em todos os potenciais candidatos para 2022, como monitorou em outras eleições o envolvimento de todos os candidatos com as questões do campo. Fique de olho!

 

 

 


16 de março de 2021

Vereador gaúcho sugere usar aviões para pulverizar a cidade com álcool


vereador gaúcho

alberi dias

Vereador Gaúcho tem a solução

O vereador gaúcho Alberi Dias, do MDB, que também é presidente da Câmara na cidade de Canela, teve uma brilhante ideia para combater o coronavírus na cidade turística, famosa por sua arquitetura e clima frio: pulverizar o município com álcool, usando aviões ou helicópteros.

“… quem sabe… nós poderia (sic) pulverizar pelo menos a nossa cidade de avião né? Nós temos aí vários empresários que têm… são donos de helicóptero, avião. Sei lá, não sei se existe o álcool gel líquido, alguma coisa. Pulverizar, por que o vírus tá no ar né? É uma coisa de outro mundo. De outro mundo. Mas eu já vi… pulveriza lavouras. Não pulveriza lavouras, de avião? Talvez seja uma ideia também. Eu não sei a tecnologia pra isso. Pulverizar, que o álcool gel não faz mal”

Acima, o vídeo para quem não acreditar.

Não se sabe se foi uma brincadeira (provavelmente não), mas espanta – além do óbvio – o fato do edil não conhecer álcool em sua versão líquida. Com a palavra, os amigos da pulverização. Uma solução, digamos, explosiva.

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13 de março de 2021

Plano Collor Rural: suspensão dos processos judiciais é retirada


Plano Collor Rural

Plano Collor Rural

Novidades no Plano Collor Rural

Um boa notícia para os nossos agricultores. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal – STF – retirou a suspensão dos processos judiciais de produtores rurais que pedem a devolução de valores do Plano Collor Rural referentes à diferença das taxas de juros dos financiamentos bancários na década de 1990.
A medida permitirá o prosseguimento das ações para que produtores rurais recebam os créditos referentes à diferença de índices verificadas no mês de março de 1990. Na época, os agricultores viram as taxas de juros dos financiamentos no Banco do Brasil saltarem de 41,28% para 84,32%. Espero que agora cessem os recursos judiciais de um processo que se arrasta há anos e finalmente os produtores de todo Brasil possam receber os valores que pagaram a mais.

Via divulgação – Senador Luis Carlos Heinze.

Plano Collor Rural

O Plano Collor foi o nome dado ao conjunto de reformas econômicas e planos para estabilização da inflação criados durante a presidência de Fernando Collor de Mello entre 1990 e 1992.

O plano era oficialmente chamado de Plano Brasil Novo, porém, foi tão associado a figura do presidente Collor, que ficou conhecido apenas por “Plano Collor”, sendo instituído em 16 de março de 1990 (um dia depois de Collor assumir a presidência), impondo medidas radicais para estabilização da inflação.

Em meio à crise financeira e os altos índices de inflação que o Brasil enfrentava na década de 90, foi editado o Plano Collor na versão rural, que da noite para o dia, reajustou de 41,28% para 84,32% os índices dos contratos de financiamento agrícola e de crédito rural firmados entre os agricultores e o Banco do Brasil. Saiba mais, aqui.


2 de março de 2021

Globo Rural provoca Flávio Bolsonaro com tweet sobre laranjas e mansão


Globo Rural Provoca

Globo Rural Provoca

Globo Rural Provoca

O Globo Rural é um tradicional programa de TV brasileiro especializado em notícias do mundo rural. Sua versão impressa – a Revista Globo Rural – aparenta ter a mesma missão. Já a conta do Twitter que divulga as informações da revista, aparentemente tem outras funções.

Nesta terça, 2 de março, a notícia da compra de uma mansão em Brasília pelo filho do presidente Jair Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro, tomou conta do noticiário em todas as mídias. Mesmo não sendo um assunto do agro, foi parar no Twitter oficial da revista, em forma de indireta jocosa:

mansão bolsonaro laranja

“Quantos pés de laranja cabem no quintal de uma mansão de R$ 6 milhões?” pergunta o tweet que pode ser visto neste link. A mensagem aponta para uma notícia real sobre o plantio de cítricos, publicada em maio de 2020, portanto requentada para fazer a piada.

Não é a primeira vez (nem a segunda)

Em agosto de 2019, o Twitter do Globo Rural chamou o eleitorado bolsonarista de gado. Em dezembro de 2018, fez piada com uma declaração da então futura ministra do governo, Damares Alves, no caso do “pé de goiaba”. Desta vez, o tweet foi apagado.

É interessante observar o movimento do grupo Globo ao usar canais não convencionais para falar de política. Melhor dizendo, atacar políticos. Resta saber do resultado destas ações no público-alvo da pauta rural da Globo, o agricultor de todos os portes e todo o agro brasileiro. O Globo Rural provoca, mais uma vez.


21 de novembro de 2020

ID Agro – registro digital de tratores – é lançado pelo Ministério da Agricultura


id agro




id agroFoi anunciado neste sábado, 21 de novembro, o lançamento do ID Agro. A Ministra da Agricultura Tereza Cristina anunciou em seu perfil no Facebook:

Nessa semana, lançamos a Plataforma Digital de Registro e Gestão de Tratores e Equipamentos Agrícolas (ID Agro): uma parceria entre o Ministério da Agricultura e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil.

O ID Agro vai permitir o registro oficial de tratores e equipamentos agrícolas, sem custo para o produtor rural. Com o documento, será permitido o trânsito de veículos em vias públicas, sem necessidade de licenciamento e emplacamento, além de facilitar a comercialização de tratores usados, o acesso ao crédito e as ações de segurança em relação a roubos e furtos.

Pelo ID Agro, será possível gerar um documento oficial, com fé pública, permitindo a uniformização das informações e rastreio dos tratores e aparelhos automotores. O Registro Nacional de Máquinas Agrícolas (Renagro) dará maior tranquilidade para produtores quando transitarem com o veículo em via pública.
O documento Renagro será equivalente ao CRLV dos demais veículos.

Os destaques são nossos.

 

ID Agro no Ministério da Agricultura

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou nesta sexta-feira (20) a Plataforma Digital de Registro e Gestão de Tratores e Equipamentos Agrícolas (ID Agro), que vai permitir o registro oficial de tratores e equipamentos agrícolas, sem custo para o produtor rural. O sistema foi desenvolvido em parceira entre a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa e o Instituto CNA (ICNA)

O registro vai permitir o trânsito de veículos em vias públicas, sem necessidade de licenciamento e emplacamento, além de facilitar a comercialização de tratores usados, o acesso ao crédito e as ações de segurança em relação a roubos e furtos.

A plataforma foi lançada em evento realizado na sede da CNA. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) lembrou que o sistema foi implementado rapidamente pelo Mapa e pela CNA, para adequar os equipamentos agrícolas à legislação de trânsito do Brasil. “São ferramentas como esta, simples, sem custo para o agricultor, mas de grande valia, que queremos ter cada vez mais em nossa agricultura, porque é isso que precisamos”.

O secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo, disse que o lançamento atende a uma aspiração histórica dos produtores rurais. “Eles terão a carteira de identidade de seus equipamentos e vão poder transitar nas vias públicas sem ter o risco de ter uma multa”, disse.

O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e deputado federal José Mário Schreiner, destacou que o registro dos tratores e máquinas agrícolas terá custo zero, permitindo ao produtor usar os recursos que gastaria para fazer o registro em investimentos na propriedade, como compras de melhores sementes e insumos. “O que estamos fazendo hoje é o dinheiro no bolso do produtor”, disse Schreiner, que representou o presidente da CNA, João Martins, na cerimônia de lançamento.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Tercio Issami Tokano, destacou que, com o ID Agro, os órgãos de segurança terão acesso a dados confiáveis sobre a movimentação das máquinas agrícolas no país, como nomes dos proprietários e locais onde são usadas.

 

Durante o evento, foi realizado o primeiro registro de trator pelo sistema ID Agro. O produtor rural Antonio Inda, de Cabeceira Grande (MG), fez a impressão do QR Code do Renagro e colou o adesivo no seu novo trator. Para ele, o registro é um marco para os produtores rurais. “Isso vai significar uma segurança muito grande para nós produtores”, disse.

 

Trânsito

Pelo ID Agro, será possível gerar um documento oficial, com fé pública, permitindo a uniformização das informações e rastreio dos tratores e aparelhos automotores. O Registro Nacional de Máquinas Agrícolas (Renagro) dará maior tranquilidade para produtores quando transitarem com o veículo em via pública.

O documento Renagro será equivalente ao CRLV dos demais veículos. Caso o trator ou outra máquina agrícola esteja transitando em via pública e não tenha o registro do Mapa, estará sujeito às mesmas medidas administrativas aplicadas aos veículos de passeio que transitam sem o CRLV.

O registro é obrigatório para equipamentos que transitam em vias públicas. A afixação do QR CODE no trator é opcional, porém é sugerido que o mesmo ocorra, pois facilitará consulta ao bem e operações de fiscalização.

Registro

Para fazer o registro, é necessário ter cadastro no aplicativo ID Agro, inserindo dados pessoais; ter a nota fiscal do bem e procurar uma agência autorizada da marca do bem. Somente as agências autorizadas poderão fazer o registro. A concessionária irá analisar os documentos originais do proprietário, a nota fiscal e a numeração do chassi ou de série do bem. O registro pode ser feito tanto para equipamentos novos como para usados.

De acordo com o Censo Agropecuário do IBGE de 2017, existem 1.229.907 tratores em 734.280 estabelecimentos agropecuários no Brasil. Destas propriedades, 14,5% possui pelo menos um trator. A Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que sejam adquiridos aproximadamente 35 mil novos tratores a cada ano no Brasil.

Fonte: Governo Federal.


23 de agosto de 2020

Agricultor faz obra em estrada por conta própria para salvar vidas no RS


Cruz Alta

Cansado de ver acidentes no asfalto da chamada “Curva da Morte”, o agricultor tomou a iniciativa de melhorar o acostamento por conta própria

Um agricultor da cidade de Cruz Alta, no RS, resolveu reformar por conta própria o acostamento do trecho da estrada conhecido como “Curva da Morte”. O apelido foi dado ao entroncamento da BR-377 com a ERS-223.

Segundo Fábio Marangon, o “Repórter das Estradas”, o agricultor Ivandro Bertolini retirou árvores e aterrou a área com recursos próprios:

https://www.facebook.com/fabio.marangon.982/videos/1188230864864339/

Essa é a visão do Agricultor Ivandro Bertolini sobre a Curva da morte uma vez que nesse trecho várias vidas se perderam.
Ha muitos anos vem acontecendo inúmeros tombamentos de caminhões e capotamento de carros neste lugar que era para se ter pelo menos um trevo uma vez que começa uma rodovia e a outra tem seguimento, portanto, um entroncamento. Sendo assim não havendo a obra foi simplesmente feito a ligação asfáltica criando uma curva perigosa que vem por anos e anos ceifando vidas.
Pela atitude de Ivandro Bertolini agora pelo menos se houver saida de pista os condutores não bateriam mais em árvores. Com recurso próprio fez a retirada das mesmas e também aterrou o local.
A visibilidade também é outro fator que melhorou.

Como era o trecho antes

Cruz Alta
Antes
Cruz Alta
Depois, ainda em obras.

É possivel ver o pedaço da estrada onde foi feita a obra no Google Street View neste link. A quantidade de arranhões no asfalto, marcas de freiadas e antigos acidentes fica bem evidente nas imagens.

Deixamos aqui o duplo parabéns para o agricultor de Cruz Alta que realizou a boa ação e para o radialista que contou a história para o mundo.


21 de julho de 2020

Professor defende uso medicinal da Cannabis na medicina veterinária


Uso medicinal da Cannabis

Ativista da legalização da maconha e professor na Universidade Federal de Santa Catarina quer ver os veterinários brasileiros usando a planta na rotina clínica

O professor de Endocanabinologia e Cannabis Medicinal Erik Amazonas quer liberar o uso de cannabis na medicina veterinária. Para tanto, entre outras frentes de batalha, lançou uma Ideia Legislativa para ser votada no sistema e-cidadania do Senado Federal.

Diz a ideia:

Uso medicinal da Cannabis na medicina veterinária

Os médicos veterinários brasileiros precisam da liberação do uso medicinal da Cannabis na sua rotina clínica. Os animais ganham os mesmos benefícios medicinais vistos nos pacientes humanos. É urgente a necessidade de regulamentação para o uso veterinário.

Permissão do uso veterinário da Cannabis. A incorporação da Cannabis na rotina clínica veterinária traz um aumento na efetividade terapêutica, redução de danos colaterais, redução de custo, e melhoria geral da qualidade de vida do paciente e sua relação familiar. Centenas de patologias são tratadas ou controladas pela Cannabis em animais domésticos. É preciso dar liberdade aos veterinários.

O professor, em sua foto de perfil no Facebook.

A Ideia Legislativa precisa de 20000 votos para ser discutida pelos senadores. Até o momento, possui 521 apoiadores.

Há muito trabalho na área focado no mercado PET. No geral, os defensores alegam que a cannabis tem lugar nos tratamentos para aliviar a dor dos animais, reduzir inflamações, prevenir convulsões e outros usos.

Saiba mais

Professor da UFSC apresenta ao CRMV-SC manifesto pela Medicina Veterinária Canabinoide.

FDA Regulation of Cannabis and Cannabis-Derived Products, Including Cannabidiol (CBD).

Cannabis in Veterinary Medicine: Cannabinoid Therapies for Animals.


30 de maio de 2020

A estupidez de quem associa o Desafio do Leite ao nazismo


desafio do leite

Ação de marketing em defesa da pecuária leiteira foi atacada quando chegou na mesa do presidente Jair Bolsonaro em transmissão das redes sociais

Acreditem: veículos de esquerda estão associando a adesão do presidente Jair Bolsonaro ao Desafio do Leite como um ato que passa uma mensagem nazista.

A ação viral consiste no “desafio” entre produtores e personalidades para que gravem um vídeo tomando um copo de leite. A pessoa entra na brincadeira, desafia outros amigos durante a gravação e bebe o leite. Simples assim.

Desafio do Leite na presidência

De desafio em desafio, o convite chegou ao presidente que usou a live da última quinta, 28 de maio, para beber leite junto com outros participantes da transmissão.

https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/videos/671761803369788/?t=653

Após um funcionário servir os copos na mesa, Bolsonaro segue falando sobre pesca e assuntos diversos, até começar a explicar o motivo da novidade: “Vamos aproveitar o momento aqui, pessoal, eu não estou fazendo propaganda de marca nenhuma, tá? Desafio do Leite. Vamos brindar aqui o nosso produtor rural, o pessoal do setor leiteiro do Brasil, é uma atividade que não é fácil – eu morei em fazenda por algum tempo lá em Eldorado Paulista, na Fazenda Quirongosi – nós somos o terceiro maior produtor de leite do mundo e sempre tomei isso aqui. De vez em quando tomo uns venenos aí, tá certo, que vem aí a gente compra em lata nos bares, tá? Mas um brinde a todos os produtores de leite do Brasil e um brinde a nossa querida Tereza Cristina. Não é a melhor não né? Porque se for a melhor só podia ser ela por que não tem outra mulher. Entre todos os outros, homens, que passaram pela agricultura, com todo o respeito, a melhor… Ministério da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina. Vamos lá. Selva!

Um site de esquerda de “destaque” no meio político (que não vamos citar) fez um paralelo entre enaltecer ato de tomar leite e o uso da simbologia branca do líquido com nazismo. Logo, a estúpida constatação foi replicada por canais de menor relevância.

O vídeo acima e a transcrição do momento dedicado ao desafio do leite provam que foi um discurso sem qualquer conotação prejudicial, muito menos racista ou nazista.

É mais um capítulo da guerra cultural envolvendo grupos que atacam o agro de todas as maneiras. Desta vez, juntaram a fome com a vontade de comer ao usar como alvo o político que detestam com o o setor que abominam. Como não lembrar da turma que advoga que vacas são estupradas para manter a pecuária leiteira ativa?

Seguiremos.


28 de fevereiro de 2020

Bolsa Juventude Rural – saiba mais sobre o projeto do governo gaúcho


Bolsa Juventude Rural

Programa vai oferecer 471 bolsas para filhos de agricultores matriculados no ensino médio da rede pública estadual

O governo do Rio Grande do Sul anunciou o programa Bolsa Juventude Rural. Os dados são do site da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural:

O Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (28) publicou aviso para seleção de estudantes interessados em acessar o Programa Bolsa Juventude Rural. Para 2020, estão disponíveis até 471 bolsas, sendo 375 bolsas por meio do orçamento 2020 e 96 do saldo residual de exercícios anteriores. O benefício é de R$ 200 mensais cada, por 10 meses, a serem pagas a partir de maio de 2020, independentemente da data de concessão/contratação. Conforme o Departamento de Agricultura Familiar e Agroindústria da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, o prazo para envio da documentação (veja abaixo) é de 31 de março de 2020.

Veja também: Decreto 10.032 entra em vigor facilitando a venda de produtos de origem animal.

“O programa Bolsa Juventude Rural alia dois importantes pilares: a educação, permitindo aos jovens acesso e permanência na escola durante o Ensino Médio, e o desenvolvimento rural, com a implantação de projetos produtivos que garantem a permanência do jovem no campo”, afirma o secretário da Agricultura, Covatti Filho.

Das 471 bolsas oferecidas, serão disponibilizadas 200 para alunos regularmente matriculados no 2º ano e 271 para alunos matriculados no 3º ano do Ensino Médio.

Para 2020, visando à qualificação do programa e o auxílio aos jovens, haverá a necessidade de envio, junto à documentação mínima exigida pela lei, de um pré-projeto, que deverá servir de base para a elaboração do Projeto Produtivo que é a contrapartida obrigatória apresentada pelo jovem durante o recebimento da bolsa.

O benefício é de R$ 200 reais mensais para cada bolsa, por um período de 10 meses. O prazo para envio da documentação é até 31 de março de 2020.
Requisitos: ser filho de agricultor, estudar em escola pública estadual, matriculado no 2º ou 3º ano do ensino médio, ter entre 15 e 29 anos, possuir Declaração de Aptidão do Pronaf (DAP) ativa com valor inferior a R$ 103.750,00
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Bolsa Juventude Rural – Acesse o link para o edital completo.


20 de fevereiro de 2020

Deputado quer liberar a importação de veículos usados


importação de veículos usados

Marcel van Hattem (NOVO/RS) quer quebrar o monopólio dos grandes importadores e dar liberdade para que o cidadão realize a importação de veículos usados

O Deputado Federal Marcel van Hattem é autor do Projeto de Lei 237/2020 que visa liberar a importação de veículos automotores por qualquer pessoa, sem passar pelas grandes empresas importadoras.

O que diz o projeto de lei que libera a importação de veículos usados

Art. 1º Qualquer pessoa física ou jurídica poderá realizar a importação de
veículos automotores para fins terrestres, novos ou usados, independentemente de autorização prévia e do ano de fabricação.


Art. 2º O veículo de que trata o art. 1º deverá atender aos limites legais de emissões veiculares vigentes no país, relativamente ao seu ano de fabricação e categoria.

Parágrafo único. São meios de comprovação do atendimento aos limites de emissões os índices dispostos na especificação ou no manual do veículo, elaborado por seu fabricante, assim como, entre outras formas, os limites de emissões constantes da norma do país de sua fabricação.

Art. 3º O montante dos tributos federais incidentes sobre a importação do veículo de que trata o art. 1º não poderá ser superior ao montante incidente sobre os veículos similares fabricados no país.

Parágrafo único. Define-se como veículo similar aquele que seja equivalente em termos de peso bruto total e potência, admitidas variações de até 15%.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Na justificativa, o fim da reserva de mercado que proíbe a importação de veículos usados e dificulta a importação de veículos novos, um protecionismo que prejudica o país, diminui a competitividade e, principalmente, prejudicial ao direito de liberdade de escolha do cidadão.

Um caminhão americano Peterbilt ano 1999 custa por volta de US$ 32000,00 nos EUA, só para você abrir a imaginação.


18 de fevereiro de 2020

Bolsonaro exibe para ministros vídeo de produtor rural


Bolsonaro Exibe

Exibição foi realizada para o Conselho de Ministros nesta terça

Um vídeo de “desabafo” feito por um produtor rural fpo exibido durante uma reunião do Conselho de Ministros em Brasília nesta terça, 18 de fevereiro.

O vídeo, durante a reunião do Conselho de Ministros

No vídeo, o produtor destaca os altos custos para manter a criação e o baixo valor no momento da venda. O agricultor é da região de Paracatu, em Minas Gerais.


4 de fevereiro de 2020

Decreto 10.032 entra em vigor facilitando a venda de produtos de origem animal


Decreto 10.032

Medida prevista no decreto 10.032 de outubro de 2019 permite que produtos de origem animal inspecionados por consórcios públicos municipais sejam comercializados nas cidades integrantes destes arranjos

O Decreto 10.032 de outubro de 2019 entrou em vigor no último dia 3 de outubro, facilitando a vida de quem produz (e também de quem fiscaliza) itens de origem animal.

No coração do decreto, o seguinte:

“Art. 156-A. Os produtos de origem animal inspecionados por serviço de inspeção executado por consórcios públicos de Municípios, atendidos os requisitos estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, poderão ser comercializados em quaisquer dos Municípios integrantes do consórcio.

§ 1º Caso o consórcio de Municípios não adira ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal no prazo de três anos, os serviços de inspeção dos Municípios consorciados terão validade apenas para o comércio realizado dentro de cada Município.

O anúncio da novidade foi feito em 3 de outubro de 2019, no site do Ministério da Agricultura:

A partir de 2020, produtos de origem animal inspecionados por consórcios públicos municipais poderão ser comercializados nos territórios das cidades integrantes do consórcio. A medida, prevista no Decreto 10.032 publicado nesta quarta-feira (2), atende uma antiga demanda dos municípios e ampliará o mercado para os produtores rurais de grande parte do país.

Os consórcios ocorrem quando os municípios se associam formalmente para determinado fim: inspeção de produtos, compra de remédios, entre outros. Atualmente, as mercadorias inspecionadas pelos serviços municipais podem ser comercializadas apenas nos locais onde são fabricadas, conforme o Decreto 5.741/2006, que trata do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), que foi alterado pelo novo decreto de hoje.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) destacou que a medida “vai dar agilidade, facilidade para a comercialização dos produtos, principalmente dos pequenos produtores rurais”.

Veja também: Orvalho de Deus, inspiração de Israel nos planos de Bolsonaro.

A medida entra em vigor em 3 de fevereiro de 2020. Os consórcios públicos municipais terão prazo de três anos para aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). O prazo conta a partir do cadastramento do consórcio no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tempo para o consórcio montar estrutura para obter equivalência no Sisbi-POA.

Caso isso não ocorra dentro do período de três anos, os produtos inspecionados pelo consórcio poderão ser vendidos apenas no município onde são fabricados. A adesão ao sistema será obrigatória após esse prazo. 

A Secretaria de Defesa Agropecuária divulgará orientações sobre o cadastramento e demais procedimentos nos próximos meses, antes do início da vigência do decreto.

De acordo com a secretaria, a norma atende demandas apresentadas por representantes de consórcios públicos de municípios e irá contribuir para a melhoria da qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, o desenvolvimento da região abrangida e incentivará a organização dos serviços de inspeção municipal para alcançar a equivalência com a inspeção federal.

Equivalência de serviços de inspeção

O Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, que faz parte do Sistema Unificado de Atenção a Sanidade Agropecuária, padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal para garantir a inocuidade e segurança alimentar.

Os estados, o Distrito Federal e os municípios podem solicitar a equivalência dos seus serviços de inspeção com o Serviço Coordenador do Sisbi. Para obter a equivalência, os serviços precisam comprovar que têm condições de avaliar a qualidade e a inocuidade dos produtos de origem animal com a mesma eficiência do Ministério da Agricultura.

Decreto 10.032 – Nova forma de atuação poderá baratear os alimentos para o consumidor

Imagem: Ministério da Agricultura.

Com a possibilidade da venda de produtos em cidades vizinhas, carentes de uma estrutura de fiscalização, mais oportunidades surgem para quem produz, turbinando as economias locais e barateando até mesmo a logística. Ponto para o governo.


12 de dezembro de 2019

Tratores comprados com dinheiro público estão abandonados em MG


tratores comprados com dinheiro público

Denúncia do jornal Estado de Minas mostra o abandono de tratores New Holland e implementos abandonados no tempo na sede do INCRA

Tratores comprados com dinheiro público em 2018 estão abandonados na sede do INCRA no sul da capital Belo Horizonte. Conforme denúncia do jornal Estado de Minas, são 14 tratores New Holland e 22 grades aradoras. Cada trator custou R$ 75 mil.

A foto de capa desta nota é meramente ilustrativa. Já esta imagem é da sede do INCRA onde estão os tratores New Holland. Créditos: Jair Amaral/EM/D.A PRESS.

Os equipamentos foram comprados com dinheiro de emendas parlamentares e há uma investigação em curso sobre o uso eleitoral neste esquema. No total, foram gastos 2,5 milhões na compra dos tratores, grades aradoras e até carretas agrícolas. Uma parte dos equipamentos foi entregue e a outra está no pátio do INCRA ao relento, desde a compra.

Confira a reportagem completa, aqui.


18 de novembro de 2019

Senador quer criar CNH com categoria “Rural”


CNH Rural

A “CNH Rural” seria apenas para motociclistas que trafegam nas estradas rurais do país, sem acesso a vias urbanas

O Senador Jorge Kajuru (PSB) é autor do Projeto de Lei 4139/2019 que visa criar uma nova categoria para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A categoria “R” permitiria ao portador transitar em via rural com motos, sem acessar a área urbana.

Diz o projeto da CNH Rural:

Ementa: Altera o Código de Trânsito Brasileiro para instituir categoria de habilitação exclusiva para motocicletas e motonetas em vias rurais.

Explicação da Ementa: Institui a habilitação na categoria R, necessária para condução de veículo motorizado de duas rodas, sem carro lateral, exclusivo para uso em vias rurais. Torna infração leve dirigir veículo em via urbana com CNH ou Permissão de categoria R.

Justificativa do Projeto de Lei

Temos recebido queixas de moradores de áreas rurais lamentando que o trabalhador rural está “ao Deus dará”, no quesito mobilidade. O único meio de transporte disponível – com a rapidez que os tempos modernos exigem – é a motocicleta.

Nesse sentido, as regras que se aplicam aos grandes centros
urbanos precisam ser flexibilizadas no interior, pois hoje o processo de
obtenção da Carteira Nacional de Habilitação, devido à realidade
completamente distinta do campo, é inexequível.


Como um morador da zona rural de qualquer cidade do interior
do país pode disponibilizar mais de dois mil reais, e ainda se deslocar para aulas presenciais na autoescola mais próxima, que às vezes pode estar a cinquenta quilômetros de distância de sua casa?

Ou seja, o caminho é amargar a condição de fora-da-lei, e pilotar sem licença.

Para evitar isso, e garantir o treinamento e exame adequados desses trabalhadores, sugerimos a criação de uma nova categoria de habilitação, a categoria R, de uso exclusivo em vias rurais.

Com a possibilidade de providenciar bancas examinadoras itinerantes, e empregando os meios de comunicação que, felizmente, muitas vezes estão disponíveis no campo, os Departamentos de Trânsito podem licenciar motociclistas para circularem no meio rural. Os instrutores podem ser pessoas da própria comunidade, plenamente habilitadas na categoria A há pelo menos três anos.

O condutor que não respeitar a restrição de circular apenas em
vias rurais, entretanto, fica sujeito a multa, recolhimento de seu documento e retenção da motocicleta até a apresentação de condutor habilitado.

Com essa medida, certamente contribuiremos para termos condutores mais bem preparados em nossas vias rurais, melhorando nossas tristes estatísticas de acidentes de trânsito. Por isso, peço o apoio dos nobres pares para a aprovação deste Projeto de Lei.

A última movimentação do projeto até o momento foi no dia 8 de agosto, parado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.


2 de outubro de 2019

INCRA RS sai do “Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos”


INCRA RS

O superintendente do INCRA RS Tarso Teixeira fez o anúncio pelas redes sociais, depois de oficiar o coordenador do Fórum

O Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos é coordenado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul e entre os seus membros estão 67 entidades. Destacam-se universidades, Conselhos profissionais diversos, grupos ecológicos e até a “Pastoral Ecológica da Regional Sul 3” da CNBB. O INCRA era uma delas até o dia 26 de setembro, quando o superintendente Tarso Teixeira oficiou o coordenador do Fórum, Procurador Federal Rodrigo Baldez de Oliveira, sobre a saída.

No Facebook, Tarso Teixeira postou cópia do ofício acompanhada do seguinte texto:

Por alguns anos, antes da minha gestão na Superintendência, o INCRA esteve integrando um grupo chamado “Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos”. O grupo é coordenado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, e bem sabemos o quanto o debate nacional sobre esse assunto, que deveria ser técnico, ainda é permeado por distorções e mistificações de cunho ideológico.
O Incra hoje está ligado ao Ministério da Agricultura, que tem feito justamente um esforço para demonstrar que, ao contrário do que diz certa mídia, o Brasil é um dos países com a mais segura legislação sobre o uso dos defensivos agrícolas. Em função disso, encaminhei correspondência à coordenação deste Fórum, respeitosamente retirando o Incra de sua composição.
Os tempos mudaram.

A cópia do ofício, postada no Facebook.

Vale lembrar que o Fórum estava envolvido na grande operação do IBAMA realizada em outubro de 2018 que foi motivo de postagem aqui no Blog do Farmfor. Leia em Operação do IBAMA mira em arrozeiros do Rio Grande do Sul e provoca incertezas em toda a cadeia produtiva.

Como o próprio superintendente destacou no Facebook, os tempos são outros.

Para saber mais:

Site do INCRA RS – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – superintendência Rio Grande do Sul.



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