Categoria: Tecnologia

13 de julho de 2022

Quanto rende minerar Ethereum nos dias de hoje? (2022)


minerar ethereum

Minerar Ethereum ainda vale a pena? Saiba quanto rende a mineração por GPUs nos dias de hoje

 

minerar ethereum

 

Minerar Ethereum já foi muito mais lucrativo no passado, mas a atividadade praticada por milhares de pequenos e médios trabalhadores neste mercado anda muito em baixa, por conta dos preços das criptomoedas que estão caindo por diversos fatores econômicos.

Com o preço em baixa (1 ETH = US$ 1.083,00 no momento da escrita deste artigo), quase nem dá para pagar a energia elétrica consumida pelas rigs de mineração, dependendo da localidade onde você mora. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o preço do kW é de cerca de R$ 0,98.

Um exemplo na prática

Para um minerador com capacidade de 150 Mh/s, o tempo necessário para receber 0,05 ETH na pool 2Miners é de cerca de 2,5 dias. Notem que a dificuldade da rede está baixa e o tempo para receber o payout pode variar no futuro.

 

2miners

 

Com a pool 2miners configurada para pagamento em Bitcoin, o fluxo deste exemplo é o seguinte:

 

  • Em dois dias e meio, a mineração com uma rig de 150 Mh/s rende 0,005314 ETH.
  • Neste dia (11/7) o rate era de 0,05587 BTC para um ETH.
  • A pool converte os ETHs para 0,00029661 BTC.
  • Tirando os US$ 0,16 de taxa, ficam 0,00028874 que serão enviados para a carteira de sua preferência.
  • Nesta data, 0,00028874 BTC era equivalente a US$ 5,93 ou R$ 31,66

Mineração – consumo de energia elétrica

A rig deste teste teve seu consumo de energia elétrica medido através de uma tomada inteligente conectada diretamente na saída do no-break. Há custos extras mínimos não cobertos pela medição como o próprio no-break e os equipamentos de rede, modem e tudo que precisa estar ligado para a sua mineração funcionar. O consumo foi de 3,9 kW no primeiro dia, 9,7 kW no segundo e 9,46 kW no terceiro. Ao todo, 36,06 kW que no Rio Grande do Sul representam R$ 22,60.

Rendimento da Rig de mineração

Nestes 2 dias e meio de trabalho a rig obteve um lucro bruto de R$ 9,60. O minerador receberia cerca de R$ 379,00 ao final do mês, pagaria R$ 271,00 de energia elétrica e sobrariam R$ 108 para remunerar o trabalho, pagar as placas (investimento inicial), a depreciação e tudo mais envolvido. No pico da mineração em 2021, placas de vídeo para chegar a esta capacidade custavam cerca de R$ 20.000,00, fora todo o “entorno” da RIG. Quem pensava em pagar o investimento em 18 ou 24 meses, hoje está amargando um futuro incerto. Para quem deseja entrar hoje na mineração de criptomoedas, em uma rápida consulta ao site Kabum é possível verificar que um arranjo de GPUs que cheguem a 150 MH/s custa cerca de R$ 12 mil. Com a situação das criptomoedas, o retorno apenas das placas virá em incríveis 111 meses. É inviável.

Tudo pode mudar

Valor do ethereum

Valor do Ethereum no último ano: que saudade de 2021.

Quem minera, tem algumas opções estratégicas para receber o dinheiro do trabalho. Transformar em dólar imediatamente assim que recebe o dinheiro da pool ou deixar acumular para converter apenas com uma cotação mais favorável (ou arriscar que este dia nunca venha e tenha prejuízo no dia de pagar a conta de luz) são as mais fáceis. Imagine minerar do dia primeiro até o 29 do mês com os tristes números deste artigo e então no dia 30 o Ethereum sobe para patamares aceitáveis? São as particularidades do trabalho.

E mais uma mudança indesejada está por vir: estão previstos aumentos na conta de energia elétrica nos próximos meses, quase 10% já em julho/2022.

Outro mundo: quem “não paga” energia elétrica

Os mineradores que possuem painéis solares ou outros tipos de geração própria de energia não precisam se preocupar com a famigerada conta de luz. Os mesmos 150 MH/s do exemplo hoje, neste caso, veria o retorno não em 111, mas em 31 meses.

Este é um artigo sobre curiosidades técnicas na mineração. O Farmfor não é um site especializado no assunto mas publica vez que outra conteúdo na área pois muitos agricultores (nosso público principal) possuem geração própria de energia. Para quem quer ficar por dentro do assunto, recomendamos canais do Youtube como o do brasileiro Juliano Caju.

PS. A mineração do Ethereum vai acabar em algum ponto no futuro, ainda incerto, mas é assunto para outro artigo. 



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