Tag: China

5 de maio de 2021

Foguete chinês do tamanho de três colheitadeiras vai cair na Terra.


foguete chinês

foguete chinês

Núcleo do foguete chinês Long March (Chang Zheng) CZ-5B que levou para o espaço um módulo da estação espacial Tianhe está caindo de forma descontrolada e deverá resistir em parte ao processo de reentrada

Um pedaço do foguete chinês Long March (Chang Zheng) CZ-5B vai cair em algum lugar da terra nos próximos dias. Com entrada na atmosfera prevista para o dia 8 de maio, partes do trambolho que pesa 20 toneladas e 5 metros de largura por 33 de comprimento poderão sobreviver ao aquecimento e cair no solo.

O monstro é do tamanho de três colheitadeiras empilhadas.

Isso já aconteceu no passado também com um foguete da China. Em maio de 2020, pedaços do sucatão caíram na Costa do Marfim, lá na África. Peças de tamanho significativo chegaram ao solo, como tanques e até um cano de 12 metros.

Para os próximos dias, recomenda-se um olho na lida e o outro no céu. Vai que algo despenca na sua propriedade.

 

Veja mais

Confira a posição estimada do foguete neste site.


11 de abril de 2021

Um batalhão de robôs chineses prontos para dominar o mundo


robôs chineses

robôs chineses

A empresa chinesa Unitree Robotics publicou nas redes um vídeo com dezenas de robôs em prontidão ao som da Marcha Imperial, da saga Starwars. Seria um aviso? Devemos ter medo dos robôs chineses?

 

A empresa Unitree Robotics fabrica robôs muito parecidos com os modelos da americana Boston Dynamics. Alguns modelos seguem a mesma linha do Spot, um robô de “quatro patas” com movimentos similares aos de um cão e que já está em testes em diversas partes do mundo, até no pastoreio de campo.

Recentemente, a sua equipe de marketing considerou uma boa ideia publicar na internet um vídeo onde dezenas de robôs de quatro patas acertam o passo ao som da Marcha Imperial, o conhecido tema de Guerra nas Estrelas. Chega a ser irônico, mas é verdade:

 

O modelo mostrado no vídeo é o A1. Suas capacidades de caminhada, desvio de obstáculos, reconhecimento de imagens e até de “briga” com outros robôs da mesma espécie são incríveis. Um batalhão destes robôs com os acessórios certos e muita bateria poderiam fazer um estrago danado.

Além do A1, a Unitree ainda fabrica os modelos BenBen, Laikago e Aliengo.

robôs chineses

Alguns dados do robô A1:

No vídeo acima, o robô A1 passeando com o “dono”, se equilibrando após quase cair da calçada e puxando briga com outro robô da mesma família.

É classificado como estável e de performance atlética. Tem câmeras inteligentes para todas as direções e é capaz de traçar os mapas do ambiente por onde anda (nunca mais esquece o caminho). Transmite vídeo em HD em tempo real, leva até 5 kg de equipamentos, duração de bateria entre 1 e 2.5 horas e pode correr na velocidade de 11,88 km/h. Além destes dados, os softwares que acompanham o robô permitem até mesmo a identificação de pessoas. Confira mais fotos, dados e animações no site dedicado ao modelo.

Robôs Chineses na agricultura

Uns 100 robôs destes espalhados na lavoura para identificar e arrancar buva seria uma mão na roda, mas é melhor não experimentar. Vai que pega um vírus.

Piadas à parte, o uso popularizado de drones da chinesa DJI na agricultura era coisa de ficção científica há dez anos, hoje é quase padrão no mapeamento, agricultura de precisão e até pulverização. Não estranhe se estes cachorros robóticos começarem a aparecer nas lavouras, muito em breve. Ou em um camelô na esquina mais próxima.

 

 


2 de fevereiro de 2021

Drone pulverizador da chinesa Chufangagri leva até 18 kg de carga


Chufangagri




A Chufangagri é uma empresa com mais de vinte anos de atividade localizada na província de Henan, na China, especializada em drones multirotor ou de rotor único (mini helicóptero) para aplicações agrícolas.

Seu novo modelo, o 3WQF170, é um helicóptero para pulverização que pode levar até 18 kg de carga, com um peso total de decolagem de 60 kg. A autonomia de voo é de 60 minutos (seu tanque de combustível leva 2,5 litros).

 

A pulverização por drones está crescendo nos países asiáticos, até mesmo nas pequenas propriedades com plantações em locais de difícil acesso. Comprados pelos agricultores ou alugados de empresas especializadas em prestar o serviço de pulverização, são uma alternativa para este perfil.

Diferenciais do Chufangagri 3WQF170

 

A empresa declara que adotou um design modular em cinco partes, para facilitar a manutenção do drone, além de usar inteligência artificial para facilitar o controle da aeronave.

O drone mede 220cm de comprimento por 62cm de largura e altura de 72cm. Ainda que não publique no site o preço do drone, modelos assim são vendidos (FOB) na faixa de 25 a 30 mil dólares.

 

Veja também

 

Volocopter, o drone pulverizador da John Deere – equipamento tem 18 motores e é uma parceria da John Deere com uma startup da Alemanha especializada em transporte por drones.

 


7 de dezembro de 2020

China constrói a maior granja de suínos do mundo


maior granja de suínos




Nós já falamos aqui no Blog do Farmfor sobre as granjas de suínos chinesas construídas em prédios que possuem até elevadores, você pode conferir em “As Pocilgas Gigantes da China“. Agora, os chineses foram muito além e construíram a maior granja de suínos do mundo.

A empresa Muyuan Foods virou notícia ao anunciar o início das atividades de sua mega fábrica de suínos na província de Henan. O complexo de 21 prédios começou a ser construído em março de 2020 (praticamente no auge da pandemia de coronavírus) e começou a operar no mês de setembro.

Além de ser a maior unidade de China (e do mundo) para a produção de suínos, a iniciativa pretende aos poucos eliminar a produção em pequenas propriedades do país. É um novo paradigma para os chineses, significando um perigo no longo prazo para os países produtores, incluindo o Brasil.

granja de suínos china

 

Alguns números da maior granja de suínos do mundo

A unidade vai abrigar 84 mil matrizes distribuídas em diversos prédios da granja, com o objetivo de produzir 2,1 milhões de suínos por ano. Tudo é controlado por computador, com alimentadores automáticos, robôs para limpeza das baias e monitoramento constante por câmeras de infravermelho para detectar febre nos animais.

Em 2019, a produção de suínos caiu pela metade na China. O mercado ficou sem 11 milhões de toneladas de carne para o consumo, fazendo o país comprar muito mais dos parceiros, incluindo o Brasil.

Se estas mega propriedades derem certo, muitas outras serão construídas nos próximos anos, tornando a China cada vez mais independente no setor: está no planejamento o arrendamento de terras para a produção anual de 80 milhões de suínos. O dinheiro para investir existe de sobra.

Veja também

Acesse o site da Muyuan Foods aqui.

 

 


13 de agosto de 2020

Chineses alegam que asinha de frango importada do Brasil tem coronavírus


asinha de frango

Testes em produto importado do Brasil indicaram o vírus na superfície da carne, segundo autoridades de saúde de Shenzhen

A autoridade de saúde da cidade de Shenzhen, na China, emitiu comunicado sobre a suposta contaminação de carne brasileira com o coronavírus. Diferente de outros testes realizados no passado, onde as embalagens de carnes congeladas eram testadas, agora o procedimento foi realizado na superfície da carne.

SIF 601 é da Aurora Alimentos de Xaxim, em Santa Catarina.

Os testes foram realizados no dia 11 de agosto em asas de frango congeladas importadas do Brasil (número de registro: SIF601; número do lote: 7720051522). O comunicado pode ser acessado neste link em chinês. A notícia também foi repercutida pelo americano Bloomberg.

Comunicado do Escritório da Sede de Prevenção e Controle de Epidemias de Shenzhen. Acesse neste link.

De acordo com o site da Prefeitura de Xaxim, SC, o município tem atualmente 960 casos confirmados de coronavírus, sendo 875 recuperados, 60 ativos, 1800 descartados e 25 óbitos até o momento. Em maio, a Aurora Alimentos assinou termo com o Ministério Público do Trabalho para prevenção do coronavírus.


9 de agosto de 2020

Trator Lovol – outra marca chinesa no mercado


trator lovol

A fabricante do trator Lovol está investindo em marketing nas redes sociais, até mesmo para usuários do Brasil, diretamente da China

Nós já explicamos aqui no blog um pouco da situação da Lovol no post “Chineses querem dominar o mundo com marca italiana de máquinas agrícolas“, em fevereiro de 2019. Agora, a empresa da China está investindo pesado no marketing de uma nova série de tratores, fazendo anúncio no Instagram para o público brasileiro.

A anúncio vem com o texto (em inglês) “Amor, vida, amor, terra, amor LOVOL – Os recém desenvolvidos produtos da plataforma global consumiram dois anos de testes, verificações e melhorias nas funções e adaptabilidade dos produtos sob condições de trabalho típicas em em 14 países pelo mundo, para a certeza de que podem ser aplicados em todos os tipos de trabalho ao redor do mundo.“, em uma tradução livre. A postagem paga aponta para um vídeo no Facebook.

O marketing é agressivo (vindo de um fabricante). O texto finaliza com a marcação de hashtags com o nome de várias marcas concorrentes como New Holland, Mahindra, Massey Ferguson, Claas, Solis, Sonalika, AGCO, Kubota, LS e Landini.

Trator Lovol 754-H

O modelo do anúncio é um trator que faz parte de uma série com motores de 47 a 59 hp, com dados completos aqui neste link da Lovol.

A empresa ainda trabalha com colheitadeiras e implementos, máquinas pesadas para construção civil, veículos (inclusive elétricos) e motores de fabricação própria.

Saiba mais

Acesse o site, aqui.


22 de maio de 2020

Vírus RHDV2 está matando coelhos nos Estados Unidos


vírus RHDV2

Vírus que causa a Doença Hemorrágica dos Coelhos se espalhou pelo país e tem uma taxa de mortalidade de 90%

A Doença Hemorrágica dos Coelhos está matando animais nos Estados Unidos, com casos registrados nos estados do Novo México, Colorado, Arizona, Texas, Califórnia e Nevada. O vírus RHDV2 vem da China e pode ter entrado nos EUA através de animais importados.

O vírus RHDV2 ataca coelhos selvagens, lebres e Ochotonas (conhecidas por lá também como pikas). A mesma cepa do vírus também atacou na França em 2010 e no estado de Ohio em coelhos domésticos. A mortalidade do vírus chega a 90%.

O vírus se alastra de forma alarmante: pelos próprios animais, couro, carne eaté por insetos que entraram em contato com os animais infectados. Na natureza, o vírus sobrevive por meses em condições de baixa umidade. Os coelhos que pegam a doença não apresentam sintomas e simplesmente caem mortos.

Típica loja de animais americana. Foto: Universidade da Flórida.

A notícia boa é que já existe vacina, um alívio para uma indústria bilionária nos Estados Unidos, especialmente no segmento pet, com um “rebanho” de 6,7 milhões de animais nos lares americanos e incontáveis soltos na natureza.

Veja também

Cunicultura – maiores produtores mundiais de carne de coelho.


27 de fevereiro de 2020

China usa drones para combater coronavírus


china usa drones

Equipamentos são usados para pulverizar desinfetantes. Estuda-se ainda a adoção para monitoramento de temperatura e dispersão de grupos

A China está usando drones para combater a proliferação do coronavírus nas principais províncias afetadas. Os já conhecidos drones agrícolas usados na pulverização de defensivos ganharam uma nova (e nobre) função: espalhar desinfetante nas áreas urbanas.

Os tanques dos drones são preenchidos com uma solução desinfetante à base de cloro ou álcool e realizam voos nas áreas urbanas, pulverizando edificações e equipamentos.

China usa drones DJI

A DJI (tradicional fabricante de drones), em parceria com as autoridades de saúde pública da China já pulverizaram mais de três milhões de metros quadrados de área urbana em Shenzhen, além de colaborar com 1000 municípios do país com boas práticas para a desinfecção de fábricas, áreas residenciais, hospitais e usinas de tratamento de resíduos.

Destaque da CGTN para o uso de drones no combate ao coronavírus.

Drones: além da pulverização

Outros usos estão no planejamento das autoridades: câmeras térmicas instaladas em drones poderão monitorar a temperatura corporal das pessoas em tempo real durante os voos, além de emitir comunicados com sistemas de som ou cartazes para dispersar e orientar pequenos grupos.

Saiba mais como a China está usando drones para combater a infecção pelo coronavírus (COVID-19)

Drones used to disinfect Chinese villages from coronavirus.

IN-DEPTH: DJI drones join worldwide fight against Coronavirus.

Drones. Disinfecting robots. Supercomputers. The coronavirus outbreak is a test for China’s tech industry.

DJI Helps Fight Coronavirus With Drones.


5 de fevereiro de 2020

Coronavírus: Avicultores chineses estão descartando aves e ovos


Coronavírus

Falta de ração e impossibilidade de transporte da produção faz com que avicultores chineses sacrifiquem aves e descartem a produção de ovos em aterros

Os avicultores chineses – entre outros produtores – também estão sofrendo com a crise imposta pelo surto de coronavírus no país, especialmente na província de Hubei e na região da capital Wuhan.

O governo proibiu o transporte de aves por considerar um risco em potencial para a disseminação do vírus, impossibilitando o abastecimento dos mercados e frigoríficos. O mesmo se dá também com os ovos.

Para se ter uma ideia, somente na província de Hubei são abatidos 500 milhões de frangos por ano.

Veja também: Sang Qingjun, o chinês que cria 70 mil frangos para vender na internet.

Sem poder vender ou comprar ração, alguns produtores estão enterrando a produção em aterros. Em propriedades sem muitos recursos para operações como esta, estão enterrando os animais vivos. Há também o problema da impossibilidade de compra de novos animais para o retorno da atividade em um novo ciclo.

Estima-se que se a crise do coronavírus continuar, a avicultura na província de Hubei e regiões vizinhas terminará em dois meses.

Visto no European Supermarket Magazine.


27 de janeiro de 2020

Sang Qingjun, o chinês que cria 70 mil frangos para vender na internet


Sang Qingjun

Aves são criadas na modalidade free-range e o produtor posta até vídeos ao vivo, direto da lida, para milhares de seguidores

O Sang Qingjun é um agricultor chinês de 40 anos que ganhou fama na internet do país por conta da sua imensa criação de frangos free-range, totalmente soltos pela propriedade de 666 hectares em Mingshui, na província de Heilongjiang.

Um mar de galinhas acompanha o agricultor a cada ronda de reforço na alimentação.

Curiosidade: em certas áreas da China, a unidade de área para medições de terra é chamada de Mu, o que equivale a 1/15 de hectare ou 666 metros quadrados. A propriedade de Sang Qingjun possui 10000 mu.

Os frangos não dão trabalho no verão e quase não recebem alimentação extra, “pastando” na propriedade e comendo insetos, especialmente gafanhotos. Fora deste período, é preciso suplementar com milho, peixes e ossos.

A produção é toda vendida na internet, através de um site desenvolvido especialmente para a propriedade. Além das vendas, são postados vídeos do trabalho com os frangos.

https://www.facebook.com/realtimechina/posts/2656193804495426?xts[0]=68.ARBUg46KxBIcMwwF-B_DpQ0hx8n6AA9CTwtJ_tboN_HMycPuXJ_uizlyjZA1anoI48rShCpTMWj8wgdJKzbxJyY4yfW0i9X9VmdkEkKJAnJ9Zd7RbaonacZGCU24eNSP1aMoEqKw0mgInvU7vrOkvXd_t3JkTUQgsYyHR-HIzjCYqbhKNJjo4YLCUFoxqlOwoTqq9ym89HH5mszTsBiFCOMeT63pl8CgOqIbppgx1Gd1o5upOZbfOQgWV8hvBdL1OsjrIKNRVoaGgMtIub6ButVGOnW_fuJG6b0-NOlxEXAshmL7sdIwiuEnCPWd2SoHObKBxzVaCNjZLkpc5yDOzJhiL6Qx&tn=-R

Em 2020, a meta do negócio é chegar a 300 mil frangos na propriedade e continuar com as transmissões para a internet chinesa, onde o produtor já virou uma pequena celebridade.

Saiba mais

Chinese farmer and his 70,000 chickens become online celebrities.

Veja também

As pocilgas gigantes da China.


20 de janeiro de 2020

Aprovação de Trump entre agricultores bate recorde


aprovação de trump

Índice de aprovação é o maior desde a posse, fortalecido pela esperança de fim dos conflitos comerciais com a China

O presidente Donald Trump está bem cotado entre os agricultores americanos. Uma pesquisa do Farm Journal ouviu 1286 produtores de todo o país, sendo a maior parte de Illinois, Iwoa, Indiana e Nebraska.

A aprovação de Trump entre os agricultores é de 83%, o maior índice deste o início do mandato.

Fortalecendo este otimismo estão o acordo com a China e o fim da guerra comercial entre os dois países, bem como um novo acordo entre os EUA e o México que passou pelo Senado na semana passada. O acordo deverá substituir o NAFTA.

Aprovação de Trump – Saiba mais

Farmer Approval of Trump Hits Record, Poll Shows.

Trump Approval Strongest Yet as He Heads to Farm Bureau Convention.


24 de maio de 2019

Motorista recebe multa por dirigir coçando o rosto na China


O sistema de inteligência artificial das câmeras chinesas perdeu a linha e multou o motorista sem dó. Mas a história é outra.

Um motorista chinês foi flagrado pelo potente (e famosíssimo) sistema de câmeras de monitoramento existente no país, na cidade de Jinan, província de Shandong.

O sistema detectou a infração e emitiu a multa, mas desta vez a inteligência artificial errou feio: a infração detectada como “dirigir falando ao celular” era na realidade uma inocente coçada no rosto.

A “infração” do motorista.
A multa!

A multa de 50 yuans (R$ 30,00) foi cancelada depois que o motorista entrou em contato pessoalmente com as autoridades de trânsito e o erro foi confirmado.

A China tem cerca de 170 milhões de câmeras de segurança espalhadas pelo país e o sistema está em expansão, devendo chegar em 400 milhões até 2020.

Com informações do site Jilu Evening Post.


2 de março de 2019

Os chineses estão desenvolvendo um trator sem operador


Trator Sem Operador

O Super Tractor I é um modelo autônomo (driverless) e totalmente elétrico, em testes nos campos da China

No final de janeiro deste ano, o canal New China TV no Youtube divulgou imagens do projeto Super Tractor One, o trator elétrico, sem operador e dotado de inteligência artificial em desenvolvimento pelos chineses:

Não existe muita informação disponível na internet sobre o projeto, mas uma postagem no site Yandex russo revelou que desde o outono de 2018 são feitos testes com tecnologias autônomas em pequenas lavouras na China. Também destaca que o responsável pelo Super Tractor é o grupo Telematics Industry Application Alliance (TIAA), onde faz parte a estatal chinesa de tratores, a YTO, além da empresa de sistemas de navegação HWA Create e a Heavy Industry Science & Technology Co. Ltd.

É mais um trator sem operador no mercado, além do conhecido projeto da Case IH e dos experimentos da Mahindra, entre outros.


5 de fevereiro de 2019

Chineses querem dominar o mundo com marca italiana de máquinas agrícolas


Chineses

Os chineses compraram a marca Arbos, famosa por suas colheitadeiras, refundaram o negócio e querem ganhar o planeta com uma linha completa de máquinas e implementos, do plantio à colheita

A Arbos foi fundada em 1954 na cidade de Piacenza, na Itália. O nome vem da junção dos nomes dos seus criadores, Araldi e Boselli. Originalmente uma fabricante de bicicletas, foi comprada por outra empresa italiana, a Bubba S. A., esta fabricante de tratores. A parceria Arbos-Bubba seguiu até meados dos anos 60, fabricando tratores e colheitadeiras (mas usando apenas o nome Arbos).

Com uma série de aquisições e parcerias, a Arbos durou até o ano de 1994, fabricando uma extensa linha de colheitadeiras de grãos e até mesmo modelos para beterrabas. Fizeram fama também com as colheitadeiras com sistema auto-nivelante.

Trator Arbos 5130 e plantadeira Matermacc 8130.

Então, em 2011, chegaram na Itália os chineses da Lovol Heavy Industry Ltd (no exterior, seus tratores são vendidos com a marca Foton). Primeiro, abrindo um centro de pesquisas e desenvolvimento. Depois, comprando a empresa Matermacc (fabricante de plantadeiras), a Goldoni S.p.A (tratores de pequeno porte) e, finalmente, o que sobrou da Arbos (especialmente o nome). Em 2015, o primeiro modelo de trator foi apresentado na Agritechnica e hoje a produção divide espaço com a estrutura montada na Itália e as unidades da empresa mãe na China.

Hoje a Arbos foca na produção de tratores, plantadeiras e pulverizadores, com representantes já estabelecidos ou em desenvolvimento no Reino Unido, França, Espanha e Rússia.

No site da Arbos, não há informação sobre representante no Brasil, mas os tratores Foton são distribuídos aqui pela Dinamac, empresa de São José dos Pinhais, no Paraná, importados pela CCM do Brasil.


1 de dezembro de 2018

Peak Pegasus, o navio que navegou em círculos um mês inteiro carregado de soja


Peak Pegasus

O navio com 70 mil toneladas de soja chegou no destino bem no início da vigência das novas tarifas resultantes da guerra comercial entre Estados Unidos e China e ficou girando no oceano até os responsáveis decidirem o destino

 

As novas políticas comerciais entre Estados Unidos e China pegaram alguns negociadores “no meio do caminho” entre os dois países. O Peak Pegasus, navio com bandeira da Libéria de propriedade do JP Morgan Asset Management e carregado com 70 toneladas da Louis Dreyfus, precisou navegar em círculos por várias semanas até conseguir atracar no porto de Dalian, na China. A carga saiu de Seattle, nos EUA, em 8 de junho.

Rastreio do Peak Pegasus durante a indefinição de rota: navegação em círculo durante várias semanas.

Cada dia a mais de navegação inesperada custou US$ 12500,00 para a empresa. No total, a “espera” em círculos deixou o frete quase meio milhão de dólares mais caro.

O caso foi destaque na TV Chinesa.

A indefinição era alimentada por diversas variáveis: um navio com uma carga de soja avaliada em US$ 20 milhões prestes a descarregar, tomar outro destino ou atracar pagando uma sobretaxa de US$ 6 milhões para entrar no país, por conta da guerra comercial. No final, o destino foi irônico: em 13 de agosto, a empresa compradora da carga, a estatal chinesa Sinograin assumiu o pagamento da sobretaxa ou seja, o governo chinês sobretaxou a si mesmo.

 

 

 

 

 


27 de novembro de 2018

Drones caem do céu em show aéreo na China


drones caem do céu

Show de luzes dançantes com drones deu errado e modelos caíram aos montes. Ninguém ficou ferido

 

O festival Hainan International Tourism Island Carnival, realizado na cidade chinesa de Haikou, programou para a sua abertura um show noturno com drones dançantes. A prática vem substituindo shows pirotécnicos em festividades pelo mundo afora e desta vez os equipamentos não entregaram o prometido.

 

 

 

 

300 drones da marca High Great faziam parte do show de luzes que desenharia imagens no céu, ponto a ponto, com as luzes dos aparelhos. Em plena apresentação, dezenas começaram a cair no chão, próximo da plateia. Segundo os responsáveis, a causa foi interferência magnética. Algumas horas depois do incidente, os drones caídos foram substituídos e o show seguiu sem problemas.

Veja também: textos sobre drones no Blog do Farmfor.


14 de junho de 2018

As pocilgas gigantes da China


pocilgas gigantes




Prédios de 13 andares e leitões no elevador, nas super granjas da China.

 

Os chineses estão construindo estruturas gigantes para a criação de suínos. Com prédios de 7 e 13 andares, os empreendimentos estão na região das montanhas Yaji e são propriedade do grupo Guangxi Yangxiang Co Ltd.

 

 

Os empregados da granja movem os leitões entre os diferentes estágios da criação usando elevadores. Mesmo com todo o tamanho, muitos processos ainda são manuais, como a distribuição de ração nos milhares de cochos.

 

 

 

As estruturas ganharam o apelido de “Hotéis de Porco” e a capacidade é de 30000 leitões em cada mega-propriedade. Ao todo, a propriedade entregará 840 mil leitões por ano, em uma área de 11 hectares. Provavelmente, a maior granja de suínos do mundo.

Saiba mais no site PRI.org (em inglês) neste link.


20 de abril de 2018

Terraços de arroz na China são reconhecidos pela FAO como Patrimônio Agrícola Mundial


Locais são considerados paisagens esculpidas pela natureza e os seres humanos.

 

Cultivar em topo de morro, em outros lugares, não dá multa e sim prêmio. A FAO adicionou os famosos terraços de arroz existentes na China em sua lista de locais considerados “Patrimônio Agrícola Mundial”, ou Globally Important Agricultural Heritage Systems (GIAHS) na sua versão em inglês.

 

 

Os locais foram anunciados nesta quinta, 19 de abril, na sede da FAO em Roma, na Itália. Junto com os terraços chineses foram adicionados ao GIAHS localidades no Egito, Espanha, Japão, México, Portugal, República da Coreia e Sri Lanka.

O Brasil, segundo o mapa da própria FAO, não tem local considerado “Patrimônio Agrícola Mundial”. Na América do Sul, apenas a agricultura andina do Peru e dos Chiloés, no Chile, receberam a identificação até o momento.

Acesse a versão em espanhol do site do GIAHS, na FAO.


18 de abril de 2018

Drones agrícolas ajudam pequenas propriedades na China


Drones agrícolas

Êxodo rural fez os agricultores procurarem alternativas tecnológicas.

O êxodo rural está provocando mudanças na China, com vilarejos perdendo a força de trabalho para as cidades, ficando no campo apenas as mulheres, crianças e idosos.

Quem fica, procura alternativas para tocar o trabalho nas pequenas propriedades. Uma delas é a pulverização por drone, onde um equipamento que é capaz de levar 10kg de carga pode pulverizar um hectare em 30 minutos, contra 5 horas de trabalho de uma pessoa com pulverizador costal. E tudo isso com mais qualidade e segurança.

 

As cooperativas estão treinando operadores e fornecendo drones com subsídios governamentais de quase 90% do valor dos equipamentos. E, como quase tudo na China, os números são gigantescos para a nossa realidade: as províncias de Zhejiang, Anhui, Jiangxi, Hunan e Guangdong foram selecionadas para uma espécie de “programa de incentivo para pulverização por drones” do governo e apenas uma delas, Jiangxi, tem 1654 drones em operação, cobrindo 990 mil hectares.

Saiba mais

Todos os nossos textos sobre drones, neste link.

 


2 de março de 2018

Leite artificial quer acabar com a pecuária leiteira mundial


Leite artificial

Startup americana está desenvolvendo leite em laboratório, sem usar uma única vaca.

A startup americana Perfect Day quer revolucionar o mercado mundial de laticínios, ao pé da letra. A empresa pretende destruir tudo e começar do zero, fazendo as coisas de outra forma: produzindo leite artificial, sem usar uma única vaca.

Não se trata de “leite de soja” e outros produtos que adotam esta nomenclatura, mas um leite sintético que será fabricado por fermentação, em um processo muito parecido com o adotado nas cervejarias, onde fermento e açúcar fazem a maior parte do trabalho.

Tudo acontece com engenharia genética e a programação para que o fermento passe a produzir proteínas, como a caseína. E como o fermento é apenas o “fabricante” dos componentes deste leite artificial e não acompanha o produto final, a coisa toda ainda é elegível para a rotulagem de “sem transgênicos”.

Perfect Day começou em 2014. Quando desenvolveu o primeiro protótipo do leite artificial, colocou a experiência em uma garrafa e levou até os executivos do fundo de investimento baseado em Hong Kong Horizons Ventures. Nesta ocasião, saíram do escritório com um cheque de 2 milhões de dólares para continuar desenvolvendo a ideia. A firma é ligada ao bilionário chinês Li Ka-shing.

A startup cresceu e promete “surpresas” ainda este ano, com a venda de subprodutos para a indústria alimentícia em um primeiro momento, passado em um futuro próximo para a venda no varejo de leites e derivados. Nós já falamos aqui no blog sobre a questão da carne artificial e como a indústria está reagindo. A cadeia do leite deve pensar algo no mesmo sentido.

O leite artificial parece ser uma ameaça séria e não exercício de futurismo e ficção científica. A iniciativa vem com a ajuda dos principais discursos contra a agricultura e pecuária em voga no mundo inteiro, como os alegados danos ao meio ambiente e maus tratos com animais. É um duplo mortal carpado pronto para atacar todo o segmento (em que pese o apoio de algumas indústrias, ironicamente).

Saiba mais:

Meet the startup that makes milk—without cows.

The Milk of the Future Could Be Made Without Cows.

This Startup Is Making Cow-Free Cow’s Milk Because Vegan Ice Cream Sucks.



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