Categoria: Bovinocultura

21 de abril de 2021

Três bezerros dentro de um Celta em Santa Catarina


três bezerros

Polícia Militar Rodoviária flagrou três bezerros em um Celta na região de Lages. Vídeo da ocorrência foi postado no Instagram

 

A Polícia Rodoviária catarinense pegou um Celta na BR carregando três bezerros. Um no banco de trás, outro nos pés do passageiro do banco da frente e um terceiro no porta-malas.

Diz o vídeo postado no Instagram nesta terça:

“A guarnição Policial Militar Rodoviária, no km 223, município de Lages, abordou um veículo GM Celta, onde foi constatado durante a revista veicular que encontravam-se três bezerros, de aproximadamente 80 dias de vida, sendo um no porta-malas e dois bezerros no interior do veículo. Um na parte de trás, atrás do banco do motorista, e o outro bezerro estava sendo conduzido nos pés do passageiro. Sendo dois masculinos e um menor de idade. Foi entrado em contato com o comandante do posto, passada a situação o qual o mesmo acionou a equipe da CIDASC para comparecer no local. Guarnição verificando os fatos, realizando os procedimentos cabíveis, acionou também o conselho tutelar devido a ter um menor de dez anos no local e após finalizado todas as consultas e verificações necessárias, serão conduzidos à delegacia de polícia”

Ao que parece, o Celta branco está pintado com motivos “bovinos”, sendo a ocorrência ainda mais pitoresca: três bezerros dentro de um Celta fantasiado de vaquinha.


14 de fevereiro de 2021

Bill Gates quer que países ricos consumam apenas carne sintética


Bill Gates quer

Bill Gates quer

Bill Gates quer carne de laboratório no prato dos ricos

Bill Gates quer arranjar encrenca com os pecuaristas. O bilionário fundador da Microsof, pai do sistema operacional Windows, dono de um pedaço da John Deere e também de uma enorme quantidade de terras nos Estados Unidos, fez declarações pesadas para o jornalista James Temple, da revista MIT Technology Review, sobre formas de se combater o Aquecimento Global.

O bilionário está lançando um novo livro com o título Como evitar um desastre climático: As inovações que temos e as inovações necessárias (link na Amazon), dando suas ideias para o combate das mudanças climáticas no planeta. Quando indagado sobre a produção de alimentos, a poluição gerada pela pecuária e fertilizantes e a produção de carne sintética, respondeu:

Para a África e outros países pobres, teremos que usar a genética animal para aumentar drasticamente a quantidade de carne bovina por emissão para eles. Estranhamente, o gado dos EUA, por ser tão produtivo, as emissões por quilo de carne bovina são dramaticamente menores do que as emissões por quilo na África. E como parte do trabalho da Fundação Bill e Melinda Gates, estamos tirando proveito do gado africano, o que significa que eles podem sobreviver no calor e cruzar a produtividade monstruosa tanto do lado da carne quanto do leite do elite das linhas de carne bovina dos EUA.

Então, não, não acho que os 80 países mais pobres comerão carne sintética. Eu realmente acho que todos os países ricos deveriam mudar para carne 100% sintética. Você pode se acostumar com a diferença de sabor, e a alegação é que eles vão tornar o sabor ainda melhor com o tempo. Eventualmente, esse prêmio verde é modesto o suficiente para que você possa meio que mudar o comportamento das pessoas ou usar a regulamentação para mudar totalmente a demanda.

Portanto, para a carne nos países de renda média e superior, acho que é possível. Mas é um daqueles onde, uau, você tem que rastrear todos os anos e ver, e a política [é um desafio]. Existem todas essas contas que dizem que tem que ser chamado, basicamente, lixo de laboratório para ser vendido. Eles não querem que usemos o rótulo de carne bovina.

Bill Gates e Warren Buffet batendo um lanchinho em restaurante dos EUA no dia em que o VR entrou.

Os destaques no texto são nossos. Vale lembrar que o Brasil está entre os 25 países mais ricos do mundo e também é o maior produtos de carne do planeta. Uma vez aplicada a recomendação do bilionário com está colocada, teríamos sérios problemas econômicos. Não podemos esquecer também que Bill é investidor (adivinha?) de uma empresa que pesquisa e produz alternativas em carne sintética. O leitor do Blog do Farmfor ficou sabendo deste detalhe em fevereiro de 2018 em “Carne sintética desafia pecuaristas americanos“.

O filme O Demolidor virando realidade

“O contato físico não existe, dizer palavrão é crime, a comida é naturalista e todos são corretos, falsamente simpáticos e inclusivos. Um mundo orientado e individualmente doente, onde quem tenta viver com autoconsciência é criminalizado pelo Estado onipresente.” – Este é o quadro no filme O Demolidor, bem explicado e comentado neste texto da Lócus Online.


24 de setembro de 2020

Ciclistas ajudam no parto de uma vaca no interior de São Paulo


ciclistas ajudam

O parto diferenciado aconteceu em uma propriedade de São José do Rio Preto e virou notícia nos principais portais do país

Uma turma de ciclistas fazia o passeio de sempre pela zona rural da região de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, quando algo inusitado (para o grupo) acontecia bem ali, na beira da estrada: uma vaca deitada no pasto, parindo um bezerrinho. O caso aconteceu no dia 15 de setembro.

A reação automática da empresária e ciclista Sandra Noeli foi a de pular a cerca e, acompanhada de um colega, dar uma força no parto, puxando o animal. Depois de alguns minutos de trabalho, o bezerrinho saiu. A façanha foi gravada em vídeo, que foi parar nas redes sociais e o resto é história.

Foto: reprodução do Facebook.
https://www.facebook.com/sandra.noeli.9/posts/1022292488233264

O fato repercutiu em vários sites de notícias do Brasil e foi parar na Rede Globo, no programa Encontro Com Fátima Bernardes. No dia da exibição, sem a apresentadora oficial.

Não querendo estragar a história, segundo veterinário consultado pelo G1, o parto da vaca aconteceria de forma normal, mesmo sem a ajuda do grupo de ciclistas. Mas valeu a experiência. E fica aqui o nosso abraço para a Sandra (a parteira ciclista) e seus colegas.

Ciclistas ajudam no parto de vaca – veja também

Todos os posts sobre bovinocultura no Blog do Farmfor.


24 de agosto de 2020

Olhos pintados no traseiro das vacas espantam predadores


olhos pintados

Pelo menos é o que diz um estudo realizado na África, com pesquisadores da Austrália e centenas de vaquinhas cobaias

Para quem sofre com predadores nos rebanhos bovinos, aí está uma possível solução: pintar olhos nos traseiros das vacas para afugentar os inimigos.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Austrália na África, mais precisamente na região nordeste de Botswana, mostrou que os animais que receberam a pintura de olhos no traseiro levaram vantagem em relação a outros com apenas um “X” ou nada.

Veja também: Bovinos com GPS e localização em tempo real, 24 horas.

Foram quatro anos de estudos com rebanhos. O resultado dos testes é curioso: das 835 vacas sem qualquer pintura, 15 sofreram ataques de predadores e morreram. Das 543 pintadas com a letra “X” no traseiro, 4 morreram. Já as 683 vacas com olhos pintados com tinta acrílica na retaguarda, todas sobreviveram sem ataques.

Bonito não fica, mas parece que funciona.

O estudo sobre os olhos pintados em bovinos pode ser acessado neste link. E foi visto primeiro no Modern Farmer.


26 de junho de 2020

Laticínio britânico treina seus produres para a coleta durante a pandemia


Laticínio Britânico

Produtores vão receber treinamento para pilotar os caminhões, coletar e medir a qualidade do leite nas propriedades

Com um alto número de motoristas da frota de caminhões responsáveis pela coleta de leite de licença por conta do contágio com o coronavírus, a Arla Foods adotou uma estratégia para enfrentar o problema. Os próprios produtores receberão treinamento para assumir a tarefa.

Veja também: Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra.

Segundo o site da empresa, 19 produtores de leite e 10 membros da equipe de agricultura foram treinados para coletar leite nas propriedades, medir temperatura, tirar amostras e registrar os procedimentos. Algo que já acompanham faz muito tempo, mas agora vão jogar do outro lado.

Um laticínio britânico dos mais antigos

O laticínio britânico Arla Foods é uma cooperativa das maiores e mais antigas no Reino Unido, com início das atividades no ano de 1880. Responsável pela coleta e processamento de leite em cerca de 2400 propriedades, opera com as marcas B.O.B. (leite com sabor), Cravendale (leite), Arla Explorers (biscoitos), Big Milk (leite enriquecido com nutrientes), Skyr (iogurte), Lacto Free (leite sem lactose), Farmers Milk e Arla Protein (suplemento alimentar).

Saiba mais

Arla reveals it has trained its farmer owners to provide a back-up option for milk collection during Covid-19 pandemic.


19 de outubro de 2019

A maioria das vacas leiteiras nos EUA descendem de apenas 2 touros


vacas leiteiras

Falta de diversidade genética é vista por especialistas como ameaça ao rebanho leiteiro nos Estados Unidos

A National Public Radio destaca reportagem sobre o rebanho leiteiro americano e uma curiosidade: a maioria das vacas nas propriedades do país descendem de apenas dois touros.

Como os produtores tendem a comprar sêmen quase sempre dos animais que mais se destacam no catálogo dos poucos fornecedores (geralmente pelo índice da produção das filhas deste touro, registrado ao longo do tempo) , a diversidade genética foi empobrecendo no país.

vacas leiteiras
Vacacs leiteiras: duas grandes famílias nos Estados Unidos.

Os dois touros que são considerados os ancestrais quase únicos nos Estados Unidos nasceram entre os anos 50 e 60. São eles o Round Oak Rag Apple Elevation e o Pawnee Farm Arlinda Chief.

Pesquisadores da Pennsylvania State University estão tentando reverter este quadro, criando novas linhagens com sêmens que estão guardados há muito tempo pelo “Ministério da Agricultura” americano. Estas amostras estão em uma instalação do governo em Fort Collins, no Colorado.

Os resultados e a comparação genética destas “bovinas perdidas no passado” ainda serão objeto de estudo por muito tempo. Até lá, o rebanho americano seguirá com suas duas grandes famílias.

Leia também: Holanda inaugura primeira fazenda flutuante para gado leiteiro do mundo.


17 de outubro de 2019

Pintar listras brancas em vacas pode diminuir as picadas de moscas


listras brancas

Um estudo do Japão sugere que a pintura confunde o sistema de orientação dos insetos e pode diminuir pela metade os ataques

Os cientistas do Aichi Agricultural Research Center, lá do Japão, pintaram bovinos pretos com listras brancas, com padrões de “zebra” e chegaram a uma conclusão: as picadas de moscas caem pela metade.

O estudo foi publicado no site PLOS One e mostra que os experimentos foram realizados entre 2017 e 2018 no centro de pesquisas localizado na cidade de Nagakute. Foram usadas 6 vacas prenhes japanese black pintadas com tintas à base de água com listras, outras sem alteração e outro grupo pintado totalmente na cor branca.

As vacas com as listras (coluna do meio) levaram a metade das picadas das moscas durante os testes.

O estudo aponta que as moscas tentem a não pousar em superfícies listradas por conta da desorientação visual. Mesmo simples, a adoção deste método pode aliviar o prejuízo em pequenas propriedades e até mesmo substituir a aplicação de inseticidas. Para grandes propriedades, é praticamente impossível: imaginem pintar a cada semana (a tinta desaparece em pouco tempo) um rebanho de 2000 animais?

De qualquer maneira, interessante.

Listras brancas nas vacas – leia mais:

Cows painted like zebras can fend off flies better than their plain-coated counterparts (CNN).

Giving cows zebra-like stripes may help deter flies: study (NY Post).

Painting ‘Zebra Stripes’ on Cows Wards Off Biting Flies (Real Clear Science).

Leia também: Boato diz que tronco tombador é máquina de esmagar vacas.


17 de outubro de 2019

Comercial vegetariano da Tesco enfurece produtores britânicos


comercial vegetariano

Empresa usou criança em comercial vegetariano de TV para, segundo os produtores, demonizar a atividade pecuária

A Tesco, uma das maiores cadeias de supermercados do mundo, lançou um comercial de TV no Reino Unido para promover sua linha de produtos vegetarianos. Na peça, uma criança fala para o pai que não quer mais comer animais.

Grupos de agricultores, entidades e sindicatos fornecedores da Tesco reagiram negativamente. Organizados, escreveram uma nota para a empresa exaltando preocupação com a demonização do setor, conotações negativas para os produtores rurais.

O produto promovido pelo comercial trata-se da “All Change Casserole“, com salsichas sem carne:

Comercial Vegetariano: as reações

Alguns consumidores também encheram a empresa de reclamações nas redes sociais. Um deles foi para o Twitter dizer “Sinto muito Tesco, se vocês vão usar uma criança para me deixar culpado por comer carne, então eu vou mudar para a Asda (concorrente)”. Outro diz que se recusa a comprar na Tesco, até que eles removam o comercial que promove lavagem cerebral para que as pessoas não comam mais carne.

A União Nacional dos Agricultores do Reino Unido (NFU) reforça ainda que certos segmentos da população, especialmente meninas adolescentes, não estão comendo alimentos de qualidade, com vitaminas e minerais. E que é vital o esclarecimento para que não sejam criadas visões distorcidas sobre o que é uma dieta adequada.

A Tesco atua no setor supermercadista britânico desde 1919, tem 6784 lojas e um valor de mercado de 24 bilhões de dólares. Após a década de 90, a empresa ampliou a atuação para diversos países, incluindo a China e Estados Unidos, atuando também em outros mercados como financeiro e telecomunicações.

Seus principais concorrentes no Reino Unido são a rede Sainsbury’s, Asda, Morrisons e Aldi.

Mais informações no site Farming UK (em inglês).

Leia também: Ativista vegano quase morre enforcado em abatedouro de patos.


10 de outubro de 2019

Laticínio dos EUA lança edição especial de Iogurte para ajudar produtores


Laticínio dos EUA

A Chobani criou uma versão do seu iogurte grego em homenagem ao dia do agricultor nos Estados Unidos, com parte dos lucros destinada a entidade agrícola

A Chobani, empresa americana do ramo de laticínios, vai lançar durante o mês de outubro uma edição especial do seu iogurte grego para homenagear e ajudar financeiramente os produtores de leite do país. Dia 12 de outubro é comemorado o “dia do agricultor” nos EUA.

A promoção em destaque no site da Chobani.

Cada pacote com 4 unidades do iogurte vendido destinará 10 centavos de dólar para a American Farmland Trust, uma entidade sem fins lucrativos que ajuda agricultores com projetos, assistência técnica, pequenos empréstimos e consultoria ambiental.

Segundo a empresa, nos últimos 10 anos uma média de 5 propriedades produtoras de leite fecharam as portas nos Estados Unidos. A iniciativa pretende proteger os que ainda estão na atividade, em um país que perde mais de meio milhão de hectares de propriedades rurais por ano.

Comercial da Chobani: investimento pesado em marketing.

Consideradas vitais para as economias locais, as propriedades leiteiras estão sentindo os impactos econômicos na atividade, a falta de sucessão familiar (com o envelhecimento da população agrícola) e a concorrência com produtos alternativos ao leite.

Leia também

Supermercado começa a produzir o próprio leite e laticínios cancelam contratos com produtores nos EUA.

Leite artificial quer acabar com a pecuária leiteira mundial.


30 de setembro de 2019

Produtora faz sucesso com venda de protetores de orelha para bovinos


protetores de orelha

Ideia veio depois da perda de um galpão da propriedade em um incêndio. Proteger os animais é essencial no inverno rigoroso do estado de Wisconsin, nos EUA

A pecuarista Holly Poad, da fazenda Triple P na cidade de Lone Rock, no frio Wisconsin (EUA), acabou ficando sem o principal galpão da propriedade após um incêncio.

Preocupada com a proteção dos bezerros, criou uma gambiarra para não permitir que o frio queime as orelhas dos animais: uma espécie de protetor de orelha misturado com touca que ganhou o nome de Moo Muffs. O inverno por lá chega fácil nos 10C negativos.

Os protetores de orelha não são novidade: pecuaristas de regiões mais frias no hemisfério norte adotam a prática. Foto: Cans Moleman, da Irlanda.

O primeiro protótipo não passava de um pedaço de pano com alguns botões, mas evolui para uma peça com corte melhorado e tecido à prova d’água. O Moo Muffs ficou conhecido na internet e as pessoas começaram a encomendar peças. Hoje já existe parceria com uma confecção americana para a produção em série do invento.

https://www.facebook.com/moomuffs/videos/623706161386999/
Moo Muffs: o acessório não atrapalha o bezerro na hora da mamada.

Protetores de Orelha na Internet

O Moo Muff custa US$ 20,00 e é vendido diretamente pelo Facebook, em uma página dedicada ao produto.

Saiba mais: A farmer invented ‘calf earmuffs’ to keep newborn calves warm and the photos are adorable.

Leia também:

Pecuarista faz campanha para participar do programa Ellen DeGeneres.

Anuland FieldSense, o monitor de pasto com inteligência artificial.


15 de setembro de 2019

Anuland FieldSense, o monitor de pasto com inteligência artificial


abuland fieldsense

O dispositivo usa sensores, câmeras e inteligência artificial para monitorar pastos e mandar dados diários para o aplicativo que acompanha o produto

O FieldSense é um lançamento da empresa irlandesa Anuland que promete revolucionar a administração de pastagens com a geração contínua de informações sobre o estado dos campos.

O dispositivo é um pequeno “poste” que fica instalado no meio da pastagem que monitora solo, rendimento das plantas, umidade e adubação, tudo alimentado por energia solar e baterias.

Os dados são enviados para a internet, para monitoramento e análise constante dos aplicativos que acompanham a solução.

O sistema está em fase de lançamento e deverá custar cerca de 170 euros mensais e 500 para a instalação (com um contrato mínimo de 12 meses). Saiba mais no site de pré-venda.


15 de maio de 2019

Forragem hidropônica de cevada


Forragem Hidropônica

Método inovador para a produção de forragem hidropônica com sementes de cevada usa estufas de alta tecnologia e controle por computador

A empresa americana Fodder Group, fundada em 2006, desenvolveu um método altamente tecnológico para a produção de forragem hidropônica, sendo o carro chefe a variedade produzida com grãos de cevada.

Containers que funcionam como estufas recebem grãos em calhas e um sistema de irrigação e iluminação por LED complementa o trabalho, tudo controlado por computadores. Depois de 5 dias, o conteúdo das calhas está pronto para ser servido diretamente no cocho.

O processo da Fodder, quando comparado a outros que usam caixas, demonstram uma melhor fluidez no trabalho, do plantio até a distribuição aos animais. Além de bovinos, a forragem atende bem equinos, ovinos e até suínos. A forragem é produzida sem qualquer produto químico, defensivo ou fertilizante.

Os grãos são colocados em um cano, para facilitar o trabalho…
Forragem Hidropônica
Preparados para crescer.
Depois de 5 dias, ficam assim.
Forragem Hidropônica

Forragem Hidropônica – Vídeo sobre o sistema (em inglês)

Para os curiosos com a informação nutricional, no quadro abaixo estão as especificações para a forragem de cevada. De outros produtos, neste link.

O sistema promete ser uma alternativa em alguns casos mais barata (na realidade americana) e garantia de fornecimento de parte da alimentação do gado pelo ano inteiro, bastando o acesso às sementes, água e energia.

Outros dados sobre a forragem hidropônica

Nos EUA, o custo fica em 10 centavos por kg de forragem. 1kg de grãos produz 5 kg de forragem de cevada. O produto servido não tem substrato; o próprio amontoado de sementes brota e vira um emaranhado de planta e raízes. É só tirar da calha e servir.

O sistema também recebe críticas, como a publicada neste site especializado.

Um sistema similar existe em Portugal. Confira neste vídeo do Youtube.


6 de maio de 2019

Incêndio mata 550 vacas leiteiras nos EUA


incendio mata 550 vacas

O sinistro destruiu o confinamento free stall da propriedade que fica na cidade de Copenhagen, no Estado de Nova York

Os produtores de leite Doris e Walt Kennell, da cidade de Copenhagen, no estado de Nova York, perderam 550 de seus 600 animais após um incêndio nas instalações ocorrido no último dia 25 de abril.

Foram perdidas 504 vacas, 40 novilhas e 4 touros, enquanto outros animais tiveram que ser sacrificados por conta dos ferimentos, dias depois.

Bombeiros de diversas cidades da região participaram do atendimento na ocorrência. A suspeita para o sinistro é de curto no circuito elétrico de uma bomba usada para retirar esterco do galpão, mas o caso ainda está sendo investigado.

Participaram do atendimento os bombeiros do Copenhagen Volunteer Fire Department, Lowville Fire Department, New York State Police, Castorland Fire Co., Martinsburg Fire Department, West Carthage Fire Department Tankers, Rutland Volunteer Fire Department, Lewis County Search & Rescue e Lewis County Fire Coordinators. As fotos desta postagem são do Copenhagen Volunteer Fire Department e do Rutland Volunteer Fire Department.

Com informações do site Dairy Herd e do Watertown Daily Times.


5 de maio de 2019

Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra


coleta de leite

O canal The Funky Farmer mantém atualizações no Youtube sobre o dia a dia na propriedade familiar inglesa e contou como o caminhão coleta o produto

O agricultor inglês Rich Cornock é também produtor de leite na localidade de Tytherington, em South Gloucestershire. Olhando o mapa da Inglaterra, fica para o oeste, duas horas distante de Londres e perto de Bristol. Sua propriedade é histórica: está em atividade desde os anos 1600 e já foi ocupada por três famílias diferentes. Já o bisavô de Rich comprou a terra no início do século 20.

O apoio governamental é destacado. A propriedade está em um esquema de apoio que dura dez anos chamado Higher Level Stewardship (HLS), que dá dinheiro para que agricultores exerçam em paralelo atividades ambientais. Eles plantam pastagem, cultivam flores nativas para animais silvestres e dão manutenção em açudes, sendo bem pagos por isso. A média de pagamento total para os agricultores que aderem ao sistema é de 1000 libras por hectare.

A coleta do leite

A propriedade tem contrato com o laticínio Muller, a maior empresa do ramo no Reino Unido. De dois em dois dias, o caminhão compacto (tanque de 13500 litros) da Wincanton, à serviço do laticínio, comparece no local para a coleta do leite.

Logo na chegada, o motorista do caminhão tanque liga o agitador do resfriador da propriedade e conecta a mangueira coletora. Antes de ligar a bomba, pega frascos para tirar amostras do leite e cola etiquetas de papel nos tubos, geradas na propriedade. É a identificação do produtor.

O sistema do caminhão não deixa bombear o leite antes de 2 minutos depois do início da operação. É o tempo necessário para o motorista agitar o leite e tirar as amostras.

Desligado o agitador do tanque, o motorista coleta o leite com uma concha plástica e enche os tubos de amostra. O produtor recebe os resultados do teste do leite no dia seguinte!

Os 2629 litros de leite são sugados em poucos minutos, então o motorista aciona o sistema de lavagem no tanque do produtor. A bomba aponta a temperatura de 2,25 C no leite coletado.

Um recibo com diversos dados sobre a coleta é impresso pelo sistema do caminhão. Tudo acompanhado de coordenadas de GPS do local. O número gerado pelo recibo é anotado no tubo de amostra do leite.

Com o leite coletado, o caminhão deixa a propriedade.

A sequência pode ser vista no vídeo abaixo, direto do canal The Funky Farmer:

A propriedade tem 145 acres (cerca de 58 hectares) e conta com um rebanho de 80 animais da raça holandesa. O produtor inglês recebe 28.94 pence por litro (centavos de libra, cerca de R$ 1,50 ao câmbio de hoje).

Leia mais sobre Leite, no Blog do Farmfor.


21 de março de 2019

Campanha de laticínio australiano gera 10 mil mensais de renda extra ao produtor


Renda extra

Venda de leite especial com acréscimo de 10 centavos no litro já começou a render os frutos desejados

Os produtores da Austrália passaram por diversos problemas extremos com o clima no país nos últimos anos, com secas e enchentes devastadoras. Por conta deste cenário, a rede de supermercados (que tem laticínio próprio) Woolworths lançou uma edição especial de um leite chamada Drought Relief Milk, com acréscimo de 10 centavos no preço e uma etiqueta informando ao consumidor que este aumento iria direto para os produtores.

Nós já contamos esta história aqui no blog no post Supermercado da Austrália aumenta o preço do leite e repassa o valor direto para os produtores, em fevereiro.

Os resultados da campanha já começaram a aparecer: produtores estão recebendo uma renda extra todo final do mês que chega a dez mil dólares, segundo reportagem do site Nine News.

Peter Garrat, um dos produtores beneficiados pelo programa.

O programa é todo controlado por auditores independentes, garantindo que os 10 centavos a mais cobrados do consumidor pelo supermercado sejam destinados ao fundo, que distribui o bônus para 450 produtores de leite no país.

Uma boa ideia que poderia ser adaptada para o Brasil, dentro da nossa realidade e para tragédias não apenas do clima.


15 de fevereiro de 2019

Pecuaristas italianos jogam leite de viaduto em protesto pelos preços baixos


Pecuaristas italianos

Grupo deu um banho de leite nos veículos que passavam por rodovia movimentada na Sardenha

Produtores de leite da Sardenha, ilha italiana de 1,6 milhão de habitantes no mar Mediterrâneo, foram para a rua protestar contra o preço do leite e as práticas do mercado no país.

O preço pago ao produtor por lá é o mais baixo desde 1970, cerca de 56 centavos de euro por litro.

Além de jogar milhares de litros no chão da rodovia, parte do grupo subiu em um viaduto e promoveu uma pequena chuva de leite, dando um banho nos carros e caminhões que passavam pelo local. Outro grupo fez um protesto parecido em um bairro de Roma, mas incluindo farta distribuição de queijo para a população.

Via NBC News.


17 de janeiro de 2019

Ração da Purina é suspeita de causar a morte de bovinos nos EUA


Purina

Animais começaram a passar mal poucas horas depois de ingerir a ração, comprada por vários pecuaristas na mesma rede de lojas

As autoridades da Flórida estão investigando o adoecimento e morte de bovinos em diversas cidades do estado. Em comum, a ingestão de uma ração da Purina, fornecida por uma única rede de lojas.

A Producer’s Pride cubed feed foi fabricada por uma cooperativa que é parceira da Purina – a Land O Lakes – e foi vendida através de uma única tradicional rede de lojas especializada em ferragens e produtos para o campo, a Tractor Supply Company.

A ração suspeita de causar a morte de bovinos nos EUA. Um saco de 22 kg custa US$ 12,00

Segundo o relato de um dos pecuaristas afetados, o saco de ração parecia mais rígido que o normal ao manusear. Os animais começaram a ter convulsões e tremores musculares poucas horas depois da ingestão do produto. Em outras propriedades, foram reportadas mortes de dezenas de animais, em 10 cidades diferentes.

A fabricante já coordenou com a loja o recolhimento de todo o lote suspeito, bem como um programa de troca imediata ou devolução do dinheiro para os clientes que adquiriram sacos da ração. O lote tem 1500 sacos de ração.

O resultado das investigações deverá sair em algumas semanas, através de testes nas carcaças dos animais mortos e na ração, espera-se a resolução do mistério.


19 de dezembro de 2018

Termovisor auxilia pesquisa inovadora que prevê diagnóstico de mastite em bovinos


termovisor

Análise termográfica infravermelha de temperaturas da pele do úbere e tetos das vacas diagnosticou 74 animais com a doença.

Estudo concluiu que a termografia possui alta capacidade de diagnóstico preditivo e o diagnóstico ocorre antes que o animal apresente qualquer sintoma clínico ou alteração física no leite

A Fluke, líder global em tecnologia portátil de teste e medição eletrônica, mais uma vez inova e auxilia uma pesquisa que pode revolucionar a maneira de diagnosticar doenças bovinas. A companhia compartilhou sua tecnologia a fim de auxiliar o diagnóstico precoce da mastite clínica e subclínica em bovinos leiteiros.

O Termovisor Fluke Ti450 permitiu realizar o diagnóstico da doença em vacas, por meio da análise termográfica infravermelha de temperaturas superficiais da pele do úbere e tetos, em relação ao corpo e ao reto do animal. O estudo, idealizado por Luana Rodrigues, estudante de Medicina Veterinária no Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), teve início em julho deste ano e foi apresentado na última semana no Congresso Nacional de Iniciação Científica, na UNIP Pinheiros, em São Paulo.

A mastite é uma doença que causa infecção e inflamação nas glândulas mamarias das vacas. Conforme explica a autora da pesquisa, essa moléstia ocasiona perda econômica do rebanho, e consequente prejuízo ao produtor. “Quando o animal apresenta mastite, o leite começa a ser produzido com alto teor de célula somática e não é autorizado para venda, conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), prioriza”, explica Luana.

Tecnologia

A tecnologia do termovisor consegue identificar a temperatura superficial da pele do bovino. Segundo Luana, o aumento da temperatura é um dos sintomas quando ocorre a inflamação das glândulas mamárias. “A ferramenta da Fluke é utilizada no momento de medir o grau de temperatura das regiões em questão. Se a temperatura estiver mais elevada em relação ao resto do corpo, significa que existe uma inflamação, e a mastite é diagnosticada”, afirma.

O Gerente de Produtos de Termografia da Fluke, Carlos Rubim, acredita que a termografia, atualmente, pode ajudar em diversos setores, não apenas na engenharia. “O objetivo da Fluke é colaborar cada vez mais com pesquisas e estudos que beneficiem diversos segmentos. A alta tecnologia de nosso termovisor permite mensurar a partir da emissão de raios nos bovinos, as mudanças na temperatura corporal e cabe ao profissional fazer bom uso do equipamento”, comenta.

A pesquisa resultou na confirmação de 74 animais positivos e concluiu que a termografia pode ser utilizada no auxílio do diagnóstico da doença, pois possui alta capacidade de diagnóstico preditivo semelhante aos testes Caneca de Fundo Preto (CFP) e California Mastits Test (CMT). É importante ressaltar que esse diagnóstico ocorre antes que o animal apresente qualquer sintoma clínico ou alteração física no leite.

Sobre a Fluke

Fundada em 1948, a Fluke Corporation é a líder mundial em ferramentas de teste eletrônicas, profissionais e compactas, e softwares para medição e monitoramento de condições. Os clientes da Fluke são técnicos, engenheiros, eletricistas, gerentes de manutenção e meteorologistas que instalam, solucionam problemas e gerenciam equipamentos industriais, elétricos e eletrônicos e processos de calibração.

Leia mais sobre bovinocultura no Blog do Farmfor.


30 de novembro de 2018

SomaDetect – luz que monitora a qualidade do leite em tempo real


SomaDetect

Sensor desenvolvido no Canadá para ser usado em exames médicos virou um aliado dos produtores de leite no país

 

O SomaDetect é um aparelho que, uma vez acoplado na ordenhadeira, mede a qualidade do leite em tempo real, sem partes móveis e sem o uso de reagentes ou qualquer tipo de consumível. O líquido passa no aparelho e é “lido” por um feixe de luz que incide na tubulação. Conforme o reflexo que retorna para o sensor, assinaturas são lidas e um sistema de inteligência artificial consegue medir a quantidade de células somáticas, gordura, proteína, progesterona e até antibióticos.

 

O sensor, coração do SomaDetect, foi desenvolvido em 2014 pelo pesquisador Satish Deshpande, Phd em biofísica pela Universidade de Guelph, no Canadá. Ele pretendia criar um dispositivo que fosse simples e barato para a realização de exames médicos em humanos. Sem o acesso fácil a amostras de sangue, optou por fazer testes com laticínios disponíveis no supermercado: de leite de caixinha a creme de leite, todos foram “cobaias” no experimento. Quando notou a capacidade do sensor em ler dados do leite, reformulou o projeto para a área da agropecuária pelas mãos de sua filha, Bethany Deshpande, que fundou a empresa em 2016.

Sensor instalado em ordenhadeira da DeLaval.

 

Cada sensor tem o custo estimado de US$1000,00 dólares para a instalação. A empresa recentemente foi premiada com um cheque de um milhão de dólares do  43North business plan competition, um concurso para iniciativas inovadoras na América do Norte. Neste ano, 28 propriedades leiteiras estarão testando o sistema e ajudando a calibrar os algoritmos por trás da detecção dos componentes do leite.

O sistema promete acabar com o tradicional envio de leite para o laboratório e o tempo de espera para que o produtor tenha certificada a qualidade do que é produzido na propriedade. Com o SomaDetect, tudo fica pronto na hora.

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28 de novembro de 2018

Boi gigante faz sucesso na Austrália


Boi Gigante

Com um metro e noventa centímetros de altura, Knickers – o boi gigante –  ganhou fama em sua cidade natal e foi poupado do abate

 

Um boi gigante com 1,9 metro de altura e 1400 kg se destaca no meio dos colegas pelo seu tamanho. O animal da raça holandesa tem pelo menos o dobro do tamanho das vacas na propriedade onde nasceu na cidade de Myalup, no oeste da Austrália.

 

 

Salvo do abate por não caber no transporte para o frigorífico, o boi vai viver tranquilamente na fazenda, segundo o proprietário da raridade, Geoff Pearson. O que não será problema, pois o mesmo tem um rebanho de 20 mil cabeças de gado Wagyu.

 

Curiosidade: Knickers, em inglês significa calcinha. Como o proprietário tinha outro boi da raça brahman na fazenda na época em que adquiriu o Knickers, os dois eram uma dupla espirituosa: Calcinha e Soutien (bra). O soutien já morreu.

 

Visto no The Sun e na Fox News.

 

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