Tag: Avicultura

30 de abril de 2021

Tá faltando frango nos Estados Unidos e a culpa é do Fast-food


tá faltando frango

tá faltando frango

Tá faltando frango no mercado americano e diversos sites de notícias culpam a venda de sanduíches e a pandemia do Coronavírus

O frango está escasso no mercado americano desde que as grandes cadeias de fast-food no país lançaram novos sanduíches “crocantes” que caíram no gosto dos consumidores, em uma américa que já é apaixonada por galinha, em todas as formas de preparo e cortes. O sucesso dos sanduíches começou com a Popeyes e as outras grandes como Chick-fil-A, KFC e McDonalds seguiram no mesmo ritmo.

A proteína barata dos lanches, alta procura e a pandemia (afetando trabalhadores nas plantas frigoríficas e aumentando o consumo em casa por delivery) formaram uma tempestade perfeita. Frango (de todas as formas) foi a fast-food preferida dos americanos durante a pandemia.

frango

O Restaurant Business, site especializado do setor de alimentação, avisou em fevereiro que os EUA teriam uma importante queda – a maior da década – nos estoques de frango. No início do ano de 2020, cerca de meio kilo de “coxinha da asa” por lá era vendido por US$ 1,81 e entrou 2021 custando US$ 2,27.

No final das contas, os frigoríficos vão aumentar os benefícios para os trabalhadores das unidades (retornar a normalidade no abate) e o pessoal da “carne que não é carne” tenta um lugar ao sol, oferecendo suas fórmulas vegetais, como a Beyond Meat.

Veja também

 

Yes, the chicken wing shortage is real in Upstate New York. And check out those prices

 


13 de agosto de 2020

Chineses alegam que asinha de frango importada do Brasil tem coronavírus


asinha de frango

Testes em produto importado do Brasil indicaram o vírus na superfície da carne, segundo autoridades de saúde de Shenzhen

A autoridade de saúde da cidade de Shenzhen, na China, emitiu comunicado sobre a suposta contaminação de carne brasileira com o coronavírus. Diferente de outros testes realizados no passado, onde as embalagens de carnes congeladas eram testadas, agora o procedimento foi realizado na superfície da carne.

SIF 601 é da Aurora Alimentos de Xaxim, em Santa Catarina.

Os testes foram realizados no dia 11 de agosto em asas de frango congeladas importadas do Brasil (número de registro: SIF601; número do lote: 7720051522). O comunicado pode ser acessado neste link em chinês. A notícia também foi repercutida pelo americano Bloomberg.

Comunicado do Escritório da Sede de Prevenção e Controle de Epidemias de Shenzhen. Acesse neste link.

De acordo com o site da Prefeitura de Xaxim, SC, o município tem atualmente 960 casos confirmados de coronavírus, sendo 875 recuperados, 60 ativos, 1800 descartados e 25 óbitos até o momento. Em maio, a Aurora Alimentos assinou termo com o Ministério Público do Trabalho para prevenção do coronavírus.


14 de junho de 2020

Colheitadeira de frangos é destaque em empresa italiana


Colheitadeira de Frangos

Colheitadeira de FrangosMáquina apelidada na internet de “colheitadeira de frangos” facilita a vida do produtor na hora de mandar para o aviário os frangos do lote

Uma colheitadeira de frangos começou a circular como “novidade” na internet por conta da aparência estranha. Dotada de uma grande plataforma com esteiras que recolhem os frangos do aviário, é um sistema de colheita mecanizada para propriedades mais modernas.

 

 

O vídeo, que é de 2016, tem quase 900 mil visualizações no Youtube.

A fabricante é a italiana CMC Industries, em sua divisão de equipamentos para avicultura.

colheitadeira de frangos

O Chicken Loader Apollo Generation 2 é capaz de carregar entre 8 e 12 mil animais por hora, algo entre 16 e 26 toneladas. Segundo o fabricante, a solução permite a colheita dos frangos sem stress, gentilmente armazenando os animais nos engradados, sem contato com os operadores e reduzindo custos na propriedade.

A máquina demora 5 minutos para iniciar as operações, pesa 5 toneladas e é tocada por um motor Kubota de 71 hp que consome 4 litros de diesel por hora. O tanque de combustível tem capacidade para 93 litros.

Para quem já estava sonhando com o fim da dor nas costas, pode tirar o cavalinho da chuva. Na Europa, o equipamento custa o equivalente a US$ 188 mil.

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Sang Qingjun, o chinês que cria 70 mil frangos para vender na internet.

 


16 de março de 2020

H5N6 – gripe aviária aparece nas Filipinas


H5N6

O governo filipino anunciou que a H5N6 foi detectada em fazendas produtoras de codornas na província de Nueva Ecija, norte do país

Enquanto o mundo acompanha as notícias sobre o coronavírus, outra doença aparece e causa pânico no setor da avicultura da Ásia. A Gripe Aviária H5N6 foi detectada em uma fazenda de codornas nas Filipinas.

O abate sanitário foi imediatamente realizado, acabando com o lote de 12000 aves. Procedimentos de quarentena e monitoramento na região foram montados e o governo afirma que o caso é isolado.

Imagem: Almowaten.net.

A possibilidade de infecção em humanos existe, mas é remota. As informações são do site Suara.com.

Outro número, outra gripe na Alemanha

Enquanto isso, na Alemanha, um caso de Gripe Aviária H5N8 foi confirmado em propriedade produtora de frangos na Saxônia, leste do país. Os mesmos procedimentos foram executados: abate total e quarentena.

Entendento (um pouco) os números

Existem quatro tipo de vírus Influenza: A, B, C e D. Aves são hospedeiros naturais de muitos dos vírus influenza tipo A.

Já especificamente os vírus influenza A possuem diversos subtipos de acordo com as proteínas de suas superfícies: hemaglutina (HA) e neuraminidase (NA). São 18 subtipos HA e 11 NA conhecidos. As combinações destes subtipos acabam batizando os vírus (Ex. H1N1, H3N2).

Para saber mais, acesse o site do CDC americano (em inglês).

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Coronavírus: Avicultores chineses estão descartando aves e ovos.


5 de fevereiro de 2020

Coronavírus: Avicultores chineses estão descartando aves e ovos


Coronavírus

Falta de ração e impossibilidade de transporte da produção faz com que avicultores chineses sacrifiquem aves e descartem a produção de ovos em aterros

Os avicultores chineses – entre outros produtores – também estão sofrendo com a crise imposta pelo surto de coronavírus no país, especialmente na província de Hubei e na região da capital Wuhan.

O governo proibiu o transporte de aves por considerar um risco em potencial para a disseminação do vírus, impossibilitando o abastecimento dos mercados e frigoríficos. O mesmo se dá também com os ovos.

Para se ter uma ideia, somente na província de Hubei são abatidos 500 milhões de frangos por ano.

Veja também: Sang Qingjun, o chinês que cria 70 mil frangos para vender na internet.

Sem poder vender ou comprar ração, alguns produtores estão enterrando a produção em aterros. Em propriedades sem muitos recursos para operações como esta, estão enterrando os animais vivos. Há também o problema da impossibilidade de compra de novos animais para o retorno da atividade em um novo ciclo.

Estima-se que se a crise do coronavírus continuar, a avicultura na província de Hubei e regiões vizinhas terminará em dois meses.

Visto no European Supermarket Magazine.


27 de janeiro de 2020

Sang Qingjun, o chinês que cria 70 mil frangos para vender na internet


Sang Qingjun

Aves são criadas na modalidade free-range e o produtor posta até vídeos ao vivo, direto da lida, para milhares de seguidores

O Sang Qingjun é um agricultor chinês de 40 anos que ganhou fama na internet do país por conta da sua imensa criação de frangos free-range, totalmente soltos pela propriedade de 666 hectares em Mingshui, na província de Heilongjiang.

Um mar de galinhas acompanha o agricultor a cada ronda de reforço na alimentação.

Curiosidade: em certas áreas da China, a unidade de área para medições de terra é chamada de Mu, o que equivale a 1/15 de hectare ou 666 metros quadrados. A propriedade de Sang Qingjun possui 10000 mu.

Os frangos não dão trabalho no verão e quase não recebem alimentação extra, “pastando” na propriedade e comendo insetos, especialmente gafanhotos. Fora deste período, é preciso suplementar com milho, peixes e ossos.

A produção é toda vendida na internet, através de um site desenvolvido especialmente para a propriedade. Além das vendas, são postados vídeos do trabalho com os frangos.

https://www.facebook.com/realtimechina/posts/2656193804495426?xts[0]=68.ARBUg46KxBIcMwwF-B_DpQ0hx8n6AA9CTwtJ_tboN_HMycPuXJ_uizlyjZA1anoI48rShCpTMWj8wgdJKzbxJyY4yfW0i9X9VmdkEkKJAnJ9Zd7RbaonacZGCU24eNSP1aMoEqKw0mgInvU7vrOkvXd_t3JkTUQgsYyHR-HIzjCYqbhKNJjo4YLCUFoxqlOwoTqq9ym89HH5mszTsBiFCOMeT63pl8CgOqIbppgx1Gd1o5upOZbfOQgWV8hvBdL1OsjrIKNRVoaGgMtIub6ButVGOnW_fuJG6b0-NOlxEXAshmL7sdIwiuEnCPWd2SoHObKBxzVaCNjZLkpc5yDOzJhiL6Qx&tn=-R

Em 2020, a meta do negócio é chegar a 300 mil frangos na propriedade e continuar com as transmissões para a internet chinesa, onde o produtor já virou uma pequena celebridade.

Saiba mais

Chinese farmer and his 70,000 chickens become online celebrities.

Veja também

As pocilgas gigantes da China.


16 de junho de 2019

Norte-coreanos estão silenciando frangos para não serem detectados pelo governo


norte-coreanos

Procedimento consiste em injetar água fervendo na garganta das aves criadas em apartamentos, para que não façam barulho e passem livre dos agentes da repressão

O acesso a produtos básicos na Coréia do Norte, especialmente alimentos, é muito precário e o governo comunista controla com mão pesada o que cada cidadão pode consumir e suas quantidades.

Aspecto da fachada de um prédio de apartamentos na Coréia do Norte. Fonte: Stratfor.

Como alternativa, alguns moradores de apartamentos na Coréia do Norte estão recorrendo a criações de frango nas sacadas, para consumir ovo e carnes, de tempos em tempos. Como as aves fazem barulho, o procedimento adotado por estes legítimos “avicultores de apartamento” é cruel: estão injetando água fervendo nas laringes das aves, anulando a emissão de qualquer som por parte das aves.

Além das galinhas, patos e até cães são criados em apartamentos pelos norte-coreanos, como fonte de proteína.

Via American Military News e Radio Free Asia.


11 de junho de 2019

Saiba como funciona o transporte de animais monitorado por computador


transporte de animais

Muito além do GPS, o sistema desta empresa canadense permite acompanhar em tempo real temperatura, comportamento do motorista e o bem estar animal

A startup canadense Transport Genie Ltd fornece um interessante serviço para os produtores do país. Por meio de uma rede de sensores instalada nos caminhões que transportam bovinos, suínos e pintos de um dia, entrega diversas informações para os clientes e também para os próprios motoristas.

Os sensores registram se houve variação extrema de temperatura capaz de prejudicar o bem estar animal (condições de micro-clima) e também o comportamento do motorista: acelerômetros captam freiadas bruscas e aumentos na velocidade. Os dados usam blockchain, sendo impossível a adulteração futura. Produtor e cliente recebem os registros sobre a viagem e executam as ações necessárias no caso de um evento negativo.

Através da rede de dados das operadoras (3G/4G), todas as leituras e as coordenadas do GPS são enviadas para a base.

A empresa atua no Canadá e recentemente fechou um contrato com a suíça Prodavi, para monitorar caminhões que transportam aves.

Com o aumento do interesse das empresas no monitoramento de todos os processos envolvendo o recebimento de mercadorias, a adoção de soluções como esta serão comuns no médio prazo, para produtores de todos os tamanhos.


26 de dezembro de 2018

Veganos ameaçam matar produtor após promoção de perus de Natal


perus de natal

O produtor Matt Carter tem uma propriedade na localidade de Exeter, sudoeste da Inglaterra e também mantém um mercadinho onde vende a produção. Nesta época do ano, o destaque fica por conta dos perus recheados que costuma fornecer para a comunidade, todos criados “à pasto”, seguindo a tendência da produção free range.

Pichações na propriedade. Uma das promoções permitia que o cliente batizasse com um nome o peru escolhido, antes do mesmo ir para o abate.

E foi justamente quando o mercadinho começou a lançar as promoções de Natal que grupos organizados de veganos começaram a perturbar o negócio, mas indo longe demais: além dos tradicionais xingamentos na página do estabelecimento no Facebook, invadiram a propriedade e picharam ameaças de de morte aos proprietários, além de danificar produtos que estavam expostos para venda (entre eles, faisões). As ameaças também foram realizadas via ligações telefônicas.

Mas o tiro saiu pela culatra: o produtor declarou ao site do The Telegraph que, apesar da forte campanha ameaçadora dos militantes veganos, suas vendas aumentaram como nunca, tamanho o suporte que recebeu da comunidade. Se antes vendiam de dois a três perus de Natal por dia, passaram a vender 25.

Todas as ameaças foram registradas na polícia local e as investigações estão em andamento. E as vendas, foram de vento em popa.

Saiba mais também no The Sun.


21 de setembro de 2018

Produtores perdem 3,4 milhões de frangos com a passagem do Furacão Florence


Furacão Florence

Furacão Florence: afogamento e falta de acesso a ração provocaram a morte de milhões de frangos e milhares de suínos, além de problemas ambientais com vazamento de lagoas de dejetos

 

Frangos, perus e suínos estão morrendo aos milhares (e milhões) por conta da passagem do Furacão Florence nos Estados Unidos. Estados com forte tradição na suinocultura e na avicultura estão na rota do evento climático e acumulam prejuízos diversos. Além dos problemas na zona rural, as cidades enfrentam destruição, com residências e comércio destruídos, pessoas desalojadas ou desabrigadas.

 

Mapa da passagem do furacão Florence

 

Como já comentamos aqui no blog, as lagoas de dejetos das propriedades também são uma ameaça. Já foram detectados vazamentos ou danos em 119 localidades.

Só em uma empresa avícola tradicional, a Sanderson Farms, foram perdidos 1,7 milhões de frangos com a inundação de 60 propriedades. Outros 6 milhões ainda estão em risco. Tudo isso no estado da Carolina do Norte.

Os números ainda são bem preliminares, visto que muitos produtores nem conseguiram chegar nas áreas atingidas. Todos estes eventos combinados devem afetar em muito o mercado de aves e suínos americano.

 

Saiba mais (em inglês):

 

Furacão Florence na Vice.

Sobre a situação das lagoas de dejetos no New York Times.

Notícia no Charlotte Observer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


29 de maio de 2018

Empresa faz doação de galinhas por conta da greve


A Naturovos anunciou um programa de doação de aves por não conseguir fornecer ração aos integrados.

Naturovos, empresa do ramo avícola localizada na cidade de Salvador do Sul, RS, anunciou em seu site que está doando aves pela impossibilidade de fornecer ração aos integrados. Confira a nota:

A Naturovos está doando galinhas à comunidade da região de sua sede, devido a extrema dificuldade em receber e entregar ração aos produtores. O desabastecimento de alimento para as aves é extremamente crítico, gerando mortes por fome e canibalismo. A empresa pretende doar cerca de 150 mil animais que não tem condições de serem alimentadas.

O descarte de ovos também é inevitável, uma vez que não é possível fazer o recolhimento e processamento. Não há mais embalagens ou espaço para estoque e entregas nos mercados é inviável na situação atual.

(Atualização às 14:15) Neste momento, não há previsão de doação de ovos. (Fim da atualização)
(Atualização às 15:30) Podem ser retiradas, em média, 20 aves por pessoa, das 9 às 17 horas. (Fim da atualização)

Os locais de doação estão ocorrendo no interior dos municípios de Salvador do Sul, Tupandi, Barão, São Pedro da Serra, Harmonia, Brochier e Maratá.

Entre em contato com a Naturovos:

BR 470, KM 260,3 – Linha São Francisco
Salvador do Sul-RS
CEP: 95750-000
Telefone: 51 3638 5500


27 de março de 2018

O Brasil produziu 45 bilhões de ovos em 2016


Os números são do IBGE. É ovo para dar e vender.

Segundo o site Avicultura Brasil, especialista no setor, os dados divulgados em 2017 sobre a produção de ovos no Brasil são animadores.

De acordo com Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), realizada pelo Instituto Brasileira de Geográfica e Estatística, a produção nacional de ovos de galinha foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, alta de 1,3% em relação a 2015 e rendimento de R$ 11,46 bilhões. O estado de São Paulo concentrou 26,7% da produção, ou 1,02 bilhão de dúzias.

Veja a reportagem completa, no site da Avicultura Brasil, do grupo Gessuli.

Produção mundial

O site World Atlas apresenta um ranking dos países produtores de ovos, contando de uma forma diferente, através do peso em bilhões de kg. São eles Alemanha (0,89), França (0,94), Turquia (1,03), Indonésia (1,22), Brasil (2,2), México (2,5), Japão (2,5), Índia (3,8), Estados Unidos (5,6) e China (24,8). Vinte e quatro bilhões de kg!

Os dados mundiais são de 2015 e divulgados pela FAO.


22 de dezembro de 2017

Trump e a neutralidade da galinha orgânica


Trump e a neutralidade

O governo do presidente americano Donald Trump acabou com uma regulamentação da avicultura orgânica, causando a fúria dos progressistas

Uma regulamentação criada em 2016 pelo NOP (National Organic Program), uma divisão dentro do USDA responsável pelos orgânicos, exigia uma infinidade de práticas para que produtos da avicultura fossem considerados “orgânicos”. Entre elas, dimensões mínimas para os animais se locomoverem sem tocar outro animal ou as paredes das gaiolas e acesso ao mundo externo, o ano inteiro, em piquetes para o contato com solo e plantas.

Um comunicado oficial do USDA colocou um ponto final na regulamentação, que quase entrou em vigor em março de 2017 e levou sucessivas “canetadas” que retardaram a sua ativação para março de 2018. O documento afirma que estas regulamentações ultrapassam a autoridade do órgão, sobrecarregando suas funções.

Uma produção orgânica, por definição, seria a criação de animais e seus produtos livres de uma série de agroquímicos e medicamentos em várias etapas da cadeia produtiva. Um frango orgânico alimenta-se de ração feita com produtos orgânicos, e por aí vai. As novas regulamentações colocariam sérias barreiras de entrada para produtores, inviabilizando o negócio e a produção em escala. De uma hora para outra, demandaria instalações bem maiores e muito mais pessoal para uma produção ainda menor. Seria o governo deixando o alimento mais caro, via burocracia.

Quem quiser criar frango em vastas áreas e vender ovo por US$ 100,00 a unidade, continua livre para empreender. Já os produtores que resolveram atuar com orgânicos, poderão continuar produzindo, dentro do livre mercado e etiquetado como tal.

 

Nas discussões da internet, os duelos entre quem produz e quem acha que o ovo vem da prateleira do supermercado já começaram. Vale lembrar que já existe um nome para esta produção que a regra tentou impor: a criação free-range (que vai bem, obrigado). Grandes redes de fast food já compram frangos e ovos deste tipo de produção, em acordos totalmente (e igualmente) livres.

Assim como no debate acalorado da “Neutralidade da Rede”, a questão dos ovos enfurece progressistas e setores da indústria já estabelecidos e preparados para produzir nas regras da era Obama. É claro que, para estes empresários, a entrada de outros players no mercado não é bem vinda.

Trump emplacou mais uma. Acabou com a neutralidade da galinha orgânica.


17 de dezembro de 2017

Chineses estão desenvolvendo GPS e reconhecimento facial para galinhas


gps para galinhas

Sistema vai rastrear com precisão a produção de frangos orgânicos

De acordo com as estatísticas, os chineses comem 5 bilhões de frangos por ano (sim, bilhões). Só para comparação, o Brasil abateu 5,86 bilhões de cabeças em 2016.

E é da China que vem uma das novidades no mundo da avicultura: o rastreamento de frangos usando tecnologias como GPS, reconhecimento facial e blockchain.

 

GPS para galinhas

A startup chinesa ZhongAn está acompanhando uma pequena parcela (100 mil) dos frangos produzidos no país, com uma precisão incrível: em tempo real, os dados da movimentação individual das aves são coletados através de pequenos receptores de GPS. Nos próximos 3 anos, o sistema batizado de GoGo Chicken deverá evoluir para o monitoramento de 23 milhões de aves.

 

gps para galinhas

Sistema de GPS em frango, em uso experimental nos EUA. Via spokesman.com

É bom lembrar que o frango orgânico é produzido em até 6 meses, gerando muito mais dados quando comparado com um abate de 45 dias do sistema convencional.

Benefícios sociais, para os chineses

O GoGo Chicken só funcionará em regiões chinesas sem poluição e os contratos de “integração” destes frangos orgânicos serão realizados com agricultores experientes no negócio, com atuação paralela na produção de hortifruti. E vai além, exigindo até mesmo que os produtores tenham uma rotina saudável, que inclua a prática de exercícios.

Junto com as empresas de logística, frigoríficos e canais de venda, estas iniciativas deverão garantir um produto de qualidade, sem falsificações ou contaminações, com rápida resolução de problemas encontrados em toda a cadeia produtiva da avicultura.

É bom ficar de olho: se a produção free-range é vista como algo inovador e alternativa para alguns produtores, é bom saber que a “fila andou” e outras formas de produção e tecnologias digitais são a tendência do momento.

 

Olho nos chineses!

Acesse o site da ZhongAn.


7 de dezembro de 2017

Polícia descobre plantação de maconha em aviário usado como estufa


plantação de maconha em aviário

Polícia da Inglaterra encontrou no lugar de pintos, 3100 pés de maconha

Segundo a polícia de Staffordshire, esta é a maior “fábrica de maconha” já encontrada na região. Os “fazendeiros” da erva usavam um aviário desativado como estufa, dando manutenção em 3100 plantas.

 

 

Seis homens foram presos, entre eles britânicos e albaneses. Todos foram capturados na propriedade que tem um nome bem sugestivo: “Fazenda Três Anjos”.

A plantação vale mais de um milhão e meio de libras (6,6 milhões de reais na cotação de hoje).


22 de novembro de 2017

A Cargill está rastreando os perus vendidos nos EUA


Cargill

Projeto permite que os consumidores consultem na internet dados sobre a propriedade de onde saiu a ave

 

O tradicional feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA levará para o forno milhões de perus (mais de 46 milhões, segundo algumas estatísticas). A Cargill, neste ano, lançou um projeto piloto de rastreabilidade em alguns pontos de venda do estado do Texas.

Os perus da marca Honeysuckle White serão vendidos acompanhados de um código. O número, digitado no site da empresa, revela dados sobre a ave a procedência, como na tela à seguir:

 

 

A rastreabilidade de alimentos não é novidade na indústria, desde as mais detalhadas (com etiquetas apontando para o histórico fiel de frutas, verduras, carnes e laticínios nos supermercados) até aquelas que existem apenas para marketing, dando uma ideia do perfil dos produtores ligados ao negócio.

No caso da Cargill, a iniciativa parte do uso de uma tecnologia chamada blockchain. Um arranjo que envolve registros que não podem ser alterados nas diversas fases da cadeia de produção, criptografia e uma maior seriedade nos bancos de dados, apoiados por recursos de computação e muita segurança.

Outras empresas pelo mundo estão investindo pesado no blockchain. Na China, uma empresa chamada ZhongAn pretende fazer rastreabilidade em nível individual, colocando um código em cada frango do aviário, possibilitando a consulta de diversas informações ao logo da produção. Já a startup Ripe.io promete esta rastreabilidade extrema até mesmo para tomates.

Saiba mais sobre blockchain no site da IBM.



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