Tag: Suinocultura

5 de maio de 2021

Como minerar Chia – riscos e vantagens – em linguagem básica


Como minerar Chia

Como minerar Chia

 

O Blog do Farmfor é um site com notícias e informações agrícolas que raramente sai do tema. De qualquer forma, acreditamos que no futuro poderá existir um nicho de agricultores produtores de energia que poderão entrar no ramo de mineração de criptomoedas, aproveitando o excedente gerado por biodigestores, energia solar ou biomassa, por exemplo. Como minerar chia vem trazer detalhes sobre uma nova moeda digital que usa (ironicamente) termos bem conhecidos do mundo da agricultura para explicar suas etapas de trabalho.

Mineração de criptomoedas

Atividade em alta, a mineração de criptomoedas reúne adeptos de todos os “tamanhos”, desde indivíduos que dedicam algum tempo livre para ganhar uns trocados com seus computadores até corporações gigantescas que investem e faturam milhões de dólares.

Muito basicamente, o sistema de moedas digitais depende de complicados cálculos para manter a sua integridade, realizados em rede por milhões de dispositivos no planeta. O que seria exclusividade de grandes e poderosos computadores, hoje em dia pode ser feito em casa devido ao grande poder de processamento das desejadas placas de vídeo, até então necessárias para quem gosta de jogar no computador alguns títulos que exigem muito processamento.

Rig de Mineração

Rig de mineração: computador ligado com várias placas de vídeo em paralelo fazendo cálculos 24 horas por dia: dependendo do modelo da placa, uma unidade assim pode render até R$ 20 mil por mês para o “minerador”, depois de um gasto de R$ 2500,00 com energia elétrica (cálculos tendo por base 12 placas RTX 3090 segundo o site Nicehash).

 

Tanta procura por placas inflacionou o mercado e os preços dos modelos mais potentes (compatíveis com a atividade) subiram mais de 100% nos últimos meses. Mesmo assim, deixar o computador ligado em casa para fazer estes cálculos ainda pode render um bom dinheiro por dia, capaz de pagar o investimento da placa em 9 meses, descontados os gastos com energia elétrica.

E é a energia elétrica o diferencial para este “nicho do futuro” que imaginamos na agricultura. Na cidade, o kw hoje chega a R$ 1,00 em média, impactando no lucro obtido na mineração de criptomoedas. Quem tem energia gerada na propriedade e de sobra, sai em vantagem. Cooperativas com problemas de dejetos de suínos poderiam fazer do limão uma limonada e investir na geração com biodigestores, alimentando os computadores que vão fazer os cálculos, de forma autônoma ou em parceria.

Como minerar Chia

A Chia é uma nova moeda digital (tecnicamente uma plataforma de blockchain e transações inteligentes) lançada recentemente. Sua documentação está presente no site oficial. Em relação a outras plataformas que pagam para usuários fazerem cálculos com suas placas de vídeo, a Chia paga para que os mesmos criem largos arquivos digitais e que deixem os mesmos armazenados nos discos rígidos dos seus computadores.

Os arquivos gerados são “apelidados” de terrenos (plots) que ficam armazenados para posterior colheita pelo sistema, que entra no computador do participante, faz algumas checagens e dá uma recompensa pelo trabalho. O ganho vai depender da quantidade de arquivos armazenados no computador.

Para começar a minerar Chia (melhor dizendo, fazer o farming), basta entrar no site do projeto, baixar um programa, executar no computador e criar a sua identidade única, uma chave composta de diversas palavras em sequência. Depois, é preciso começar o longo processo de criar e armazenar os plots.

Se a mineração com placas de vídeo exige modelos mais caros, o trabalho com a Chia também tem suas particularidades. A criação dos plots exige um bom computador com um SSD rápido. Apenas um arquivo tem o incrível tamanho de 100 gigabytes em média (um típico hd de notebook tem 500 gigas). O programa cria um arquivo de forma temporária no SSD e transfere depois de pronto para o HD “normal”.

 

chia mst

Meme: quem tem pouco HD é um “sem terra” no mercado da Chia (é uma piada, obviamente).

Aqui começam os problemas para o usuário comum: os SSDs (aqueles discos de estado sólido super rápidos disponíveis hoje em dia) possuem um limite de gravação de dados definido pelo fabricante conforme o modelo, atrelado ao período da garantia. Mais ou menos como um carro com garantia por kilometragem ou também por tempo. Se usar demais, perde o desempenho ou estraga de vez. A geração de um único plot de 100 gigas gera um volume de escritas no SSD de até outros 1500 gigas.

Segundo problema: para ter chance de ganhar alguma grana, o usuário precisa deixar o micro sempre ligado com internet e também ter muitos plots, o que significa colocar um ou mais computadores gerando os arquivos em paralelo. Um bom computador pode gerar 5 plots em paralelo e esta operação dura cerca de 5 horas. Ao final do dia, serão mais ou menos 27 plots gerados, com incríveis 43 terabytes de dados escritos e apagados no SSD temporário.

Em suma: SSDs para uso doméstico não aguentariam o tranco, é preciso adquirir unidades especiais, para trabalhos pesados. Quem arrisca, deve estar preparado para queimar alguns SSDs no processo.

Guardar estes arquivos com segurança (depois de todo este trabalho, você não quer perder tudo por conta de falhas em um HD) é preciso um bom computador, com vários discos em paralelo, de grande capacidade, em um ambiente bem refrigerado e com bons componentes, especialmente a fonte. Comprar este monte de HDs custa caro. No mundo dos computadores para empresas – os servidores – modelos assim custam verdadeiras fortunas em empresas como a Dell, mas é possível montar uma versão com a maioria das peças adquiridas em lojas de informática ou no mercado livre. Foge ao escopo deste texto dar mais especificações técnicas, mas recorremos a alguns sites e chegamos nestes preços para modelos de exemplo + um nobreak compatível. Ao lado, o retorno mensal da mineração (não é para sempre, o valor vai diminuindo) com um hipotético valor da moeda sendo negociada a US$1000,00 (no momento da edição deste texto, está a US$ 634 e já esteve cotada por mais de US$ 1900,00 logo que foi lançada no mercado). O dólar é de R$ 5,40.

Computador com 28 TB em discos: R$ 25.000,00 – renda mensal de R$ 26.190,00.

Computador com 56 TB em discos: R$ 38.400,00 – renda mensal de R$ 52.434,00.

Computador com 98 TB em discos: R$ 47.200,00 – renda mensal de R$ 91.746,00.

Os modelos possuem 8 HDs em RAID e componentes selecionados, além de um SSD dos mais caros. Mais uma vez, são apenas modelos de exemplo, calculados conforme a disponibilidade de peças no mercado. Vale lembrar que, assim como a mineração em placa de vídeo inflacionou o componente, há quem diga que os HDs e SSDs ficarão mais caros nos próximos meses por conta da Chia.

Os erros mais comuns de quem entra na mineração (de qualquer tipo)

Não contar com depreciação (não colocam no custo o desgaste das peças, seguro e outros ploblemas, além da compra de peças de backup).

Não proteger os computadores de redes elétricas ruins com bom aterramento, protetores de surtos e contra raios, bons no-breaks.

Iniciar a atividade em locais com a energia elétrica cara demais (para a turma da placa de vídeo, já que a mineração da Chia não gasta tanta energia).

Iniciar na atividade sem conhecimento técnico ou pelo menos com a ajuda de quem entende.

Contar com a sorte. A remuneração da atividade se dá através de moedas digitais, que flutuam no mercado e poderão ficar com uma cotação que impede o retorno do investimento. Invista sempre o dinheiro que você acha que pode perder. É um investimento de risco! 

Considerações finais

Nós aqui no blog não vendemos máquinas, não prestamos consultoria em geração de energia em propriedades, criptomoedas, mineração ou instalação de máquinas para o trabalho. Este texto é apenas para enriquecimento cultural da nossa audiência.

Sites úteis e referências

Chia Calculator – site que diz quanto você poderá ganhar em dólar, de acordo com o número de arquivos que conseguiu gerar.

Proof of Stake e Proof of Work – as diferenças entre os sistemas que trabalham com placa de vídeo e os co discos rígidos na mineração.

Cotação da Chia no CoinMarketCap.

Informações básicas sobre o funcionamento de SSDs no Tecnoblog (antigo, mas serve de base para mais estudos).

Por final, o Youtube: diversos canais já estão dedicando longos vídeos para a atividade.

 


7 de dezembro de 2020

China constrói a maior granja de suínos do mundo


maior granja de suínos




Nós já falamos aqui no Blog do Farmfor sobre as granjas de suínos chinesas construídas em prédios que possuem até elevadores, você pode conferir em “As Pocilgas Gigantes da China“. Agora, os chineses foram muito além e construíram a maior granja de suínos do mundo.

A empresa Muyuan Foods virou notícia ao anunciar o início das atividades de sua mega fábrica de suínos na província de Henan. O complexo de 21 prédios começou a ser construído em março de 2020 (praticamente no auge da pandemia de coronavírus) e começou a operar no mês de setembro.

Além de ser a maior unidade de China (e do mundo) para a produção de suínos, a iniciativa pretende aos poucos eliminar a produção em pequenas propriedades do país. É um novo paradigma para os chineses, significando um perigo no longo prazo para os países produtores, incluindo o Brasil.

granja de suínos china

 

Alguns números da maior granja de suínos do mundo

A unidade vai abrigar 84 mil matrizes distribuídas em diversos prédios da granja, com o objetivo de produzir 2,1 milhões de suínos por ano. Tudo é controlado por computador, com alimentadores automáticos, robôs para limpeza das baias e monitoramento constante por câmeras de infravermelho para detectar febre nos animais.

Em 2019, a produção de suínos caiu pela metade na China. O mercado ficou sem 11 milhões de toneladas de carne para o consumo, fazendo o país comprar muito mais dos parceiros, incluindo o Brasil.

Se estas mega propriedades derem certo, muitas outras serão construídas nos próximos anos, tornando a China cada vez mais independente no setor: está no planejamento o arrendamento de terras para a produção anual de 80 milhões de suínos. O dinheiro para investir existe de sobra.

Veja também

Acesse o site da Muyuan Foods aqui.

 

 


27 de junho de 2020

Xuxa, a nova inimiga do agronegócio brasileiro


Xuxa

Apresentadora gravou vídeo para a ONG Mercy for Animals, condenando práticas da suinocultura no país

O agronegócio brasileiro ganhou uma nova inimiga. Trata-se de Xuxa, a rainha dos baixinhos, ex-global que foi líder de audiência nos anos 90 na TV Infantil e hoje trabalha para a Rede Record.

A apresentadora emprestou a sua imagem para a ONG Mercy for Animals, condenando em vídeo as práticas de uma granja de suínos não identificada. Segundo o material, a granja foi sobrevoada por um drone que gravou imagens aparentemente sem permissão dos proprietários. Tudo é narrado por Xuxa, que “se apavora” com uma lagoa de dejetos de suínos e com homens que tocam porcos com bastões elétricos.

Há declarações ainda sobre “mutilação de animais sem anestesia” e espaços de confinamento muito pequenos para os animais (com imagens de arquivo, não exatamente da propriedade).

O vídeo encerra com um apelo pelo fim das “fazendas industriais” no Brasil, com uma escolha por alimentação livre de sofrimento animal, definição bem ampla para entidades que defendem o vegetarianismo ou o veganismo, onde qualquer uso animal pode ser considerado sofrimento.

A Mercy for Animals é uma ONG internacional com representação no Brasil. Em seu site, declara:

Nós existimos para acabar com a maior causa de sofrimento no planeta: a exploração de animais para alimentação.

A Mercy For Animals dedica-se a transformar o atual sistema alimentar e substituí-lo por um que seja não apenas gentil com os animais, mas que garanta um futuro melhor para o nosso planeta e para todos que o compartilham.

A ONG trabalha com investigações secretas e com a colaboração de voluntários que entram em propriedades para revelar as práticas internas.

Existem rumores de que a apresentadora estaria voltando para a Globo, a mesma emissora que criou e divulga o bordão Agro é POP, com objetivos comerciais. Seria um conflito de interesses muito interessante, para ser observado de perto.


18 de janeiro de 2020

Agricultor foi comido por porcos na Polônia


agricultor foi comido

Vizinho encontrou o corpo do idoso desaparecido desde a véspera do Ano Novo, vítima da criação que mantinha na propriedade

Os restos mortais de um agricultor de 70 anos foram encontrados por um vizinho na cidade de Lubin, na Polônia. O homem morava sozinho e tinha problemas com álcool, segundo amigos.

Do homem, apenas fragmentos do crânio e alguns ossos foram encontrados perto de um poço que era compartilhado pelo vizinho. Na propriedade, os porcos eram criados soltos.

A polícia acredita que o homem sofreu um ataque cardíaco e desmaiou na propriedade. Com o tempo, os animais sem o devido trato acabaram por devorar o corpo do idoso. Segundo o site Irish Post, repercutindo a reportagem original do polonês Gazeta Wroclawska, outro caso semelhante aconteceu recentemente com uma mulher na Rússia. A vítima caiu no chiqueiro depois de sofrer um ataque epilético, sendo descoberta apenas no outro dia pelo marido.

Veja também

Vaca revoltada foge de casa e vai morar com bisões na Polônia.


22 de novembro de 2019

Estados unidos tem 18 mil toneladas de bacon em estoque


Estados unidos tem 18 mil toneladas de bacon

Quantidade de bacon guardada nos frigoríficos em setembro deste ano foi a maior desde 1971

Os estoques de barriga de porco nos frigoríficos americanos estão batendo recordes, com 18 mil toneladas espalhadas pelos depósitos do país.

Com o aumento de exportações para a China e para o México (no primeiro país infladas pela Peste Suína Africana), as peças foram ficando para trás, já que os países preferem importar as carcaças inteiras e realizar os cortes por conta prória.

Veja também: Governo americano tem 600 mil toneladas de queijo na geladeira.

No médio prazo, se as exportações continuarem em alta, o preço do bacon deverá aumentar no mercado internacional. O cenário é estranho: excesso de bacon no estoque, risco de falta do produto e ameaça de aumento de preços.

Os dados são do Inside Hook, Bloomberg e Yahoo.


27 de setembro de 2019

Empresa brasileira recebe lote de suínas por via aérea


suínas

Fêmeas puras vieram da Dinamarca para melhorar a genética no Brasil

Não é algo inédito, mas digno de nota: um lote de fêmeas puras chegou no Brasil para a empresa DB Genética, oriundos da Dinamarca e de responsabilidade da Danbred.

O feito foi publicado na página do facebook da DB Genética. “No início da manhã de ontem (25), a DB Genética Suína recebeu mais um lote de fêmeas puras, importadas diretamente da sua parceira dinamarquesa, a DanBred, referência mundial no melhoramento genético de suínos. A importação sistemática de material genético da DanBred faz parte da estratégia da DB para intensificar a atualização genética do seu plantel, buscando alcançar o nivelamento genético entre os animais de origem e os do Brasil. Após quarentena na Ilha de Cananeia (SP), as fêmeas vão povoar a nova granja núcleo da DB, que terá elevado status sanitário e genético e capacidade de produção de 22 mil matrizes por ano.”.

https://www.facebook.com/dboficial/posts/2618230494895630

Leia também: Ativistas dos direitos dos animais invadem propriedade e matam leitões.


30 de agosto de 2019

Homem recupera suínos com trilha de pão e ajuda dos amigos


trilha de pão

Fuga de 250 suínos movimentou uma pequena comunidade americana, que se uniu para recuperar os animais de um produtor local

Cerca de 250 suínos fugiram de uma propriedade na cidade de Orange, estado de Vermont, nos EUA. O incidente ocorreu no mês passado, após um ato de vandalismo que abriu uma cerca, mas só agora a totalidade dos animais foi recuperada.

https://www.youtube.com/watch?v=RUpaZmsUZB0
O incidente, “narrado” por um canal do Youtube.

Com a ajuda de diversos voluntários da comunidade, foram organizadas linhas de pessoas margeando as matas da região onde estavam escondidos os últimos animais, com um truque especial: trilhas de pães de cachorro quente levando os fugitivos de volta para o chiqueiro, encurralados.

A onda de sorte não durou muito para o produtor Walter Jeffries, da Sugar Mountain Farm. As autoridades locais já possuem um valor para a multa a ser emitida pelos constantes avistamentos de porcos pelas estradas, colocando em perigo (palavras deles) a população e podendo causar acidentes: US$ 81.955,00. Isso dá US$ 327 por porco, ou R$ 1360 ao câmbio de hoje (figurativo, claro. São economias diferentes).

Saiba mais aqui e aqui.


11 de junho de 2019

Saiba como funciona o transporte de animais monitorado por computador


transporte de animais

Muito além do GPS, o sistema desta empresa canadense permite acompanhar em tempo real temperatura, comportamento do motorista e o bem estar animal

A startup canadense Transport Genie Ltd fornece um interessante serviço para os produtores do país. Por meio de uma rede de sensores instalada nos caminhões que transportam bovinos, suínos e pintos de um dia, entrega diversas informações para os clientes e também para os próprios motoristas.

Os sensores registram se houve variação extrema de temperatura capaz de prejudicar o bem estar animal (condições de micro-clima) e também o comportamento do motorista: acelerômetros captam freiadas bruscas e aumentos na velocidade. Os dados usam blockchain, sendo impossível a adulteração futura. Produtor e cliente recebem os registros sobre a viagem e executam as ações necessárias no caso de um evento negativo.

Através da rede de dados das operadoras (3G/4G), todas as leituras e as coordenadas do GPS são enviadas para a base.

A empresa atua no Canadá e recentemente fechou um contrato com a suíça Prodavi, para monitorar caminhões que transportam aves.

Com o aumento do interesse das empresas no monitoramento de todos os processos envolvendo o recebimento de mercadorias, a adoção de soluções como esta serão comuns no médio prazo, para produtores de todos os tamanhos.


25 de maio de 2019

Homem carneia porca de estimação dos vizinhos e vai para a cadeia


porca de estimação

Porca de estimação fugiu do cercadinho onde morava e acabou virando bacon pelas mãos de um vizinho, mas a história é bem complicada.

Uma porca de estimação de 180 kg de nome “Princesa” acabou carneada em um subúrbio da cidade de Arcata, no estado da Califórnia, lá nos Estados Unidos. A história é incrível.

Quando os donos do animal de estimação alternativo notaram a fuga da porquinha, entraram em desespero, postaram fotos nas redes sociais e pediram ajuda para a polícia. Até aí, tudo bem: normal em um sumiço de animal.

Princesa flagrada na fuga. Últimos momentos.

Paralelamente, em outro canto do bairro, um policial encontrou a porca pastando nos pátios de algumas residências. Como não sabia do comunicado sobre o desaparecimento, acabou pedindo ajuda para um dos moradores para que ficasse com o animal até que o destino da porca fosse resolvido. O bairro é afastado e as residências são na realidade pequenos sítios. O bom samaritano declarou ter experiência com granja de suínos, aumentando a confiança do policial.

Veja também: Arumugam, o rei do Youtube rural na Índia.

Quando o proprietário (avisado pela polícia) foi até a casa de Jeffrey Cody Miller para buscar a Princesa, levou o susto: a porquinha já estava carneada e “dividida” em 30 sacos. O guardião temporário da Princesa não teve paciência e abateu a porquinha com um tiro de espingarda e carneou ali mesmo no pátio. Durante o encontro, ainda deu um corridão no proprietário, impedido de acessar o local.

Jeffrey, o algoz da porca Princesa.

O caso aconteceu no final de março, mas agora a notícia voltou para os sites por conta da prisão recente do matador da porquinha por posse de arma e drogas. Como já tinha a fita do assassinato da Princesa, Jeffrey acabou na cadeia, com 5 crimes para resolver com o juiz: recebeu ainda acusações de crueldade animal, roubo e posse ilegal de arma. Um “comparsa” que ajudou a carnear a Princesa ainda está foragido.

Saiba mais (em inglês):

Police Arrest Suspect in Slaughter of Pet Pig Earlier This Year.


13 de março de 2019

Ativistas dos direitos dos animais invadem propriedade e matam leitões


Meat The Victims

Cerca de 200 militantes do movimento Meat The Victims invadiram uma propriedade familiar na Inglaterra, tiraram os leitões das baias para protestar contra maus tratos e acabaram matando pelo menos dois. O grupo nega e diz que os animais já estavam doentes.

O Meat The Victims é um daqueles grupos que organizam excursões até fazendas para protestar contra supostas violações dos direitos dos animais ou, no caso dos veganos, protestar contra o consumo de carne em qualquer condição.

Em uma das investidas destes militantes em uma propriedade familiar na região de Lincolnshire, na Inglaterra, tudo deu errado para os ativistas e o saldo da manifestação foi a morte de alguns leitões.

Os animais foram retirados das baias durante a invasão e pelo menos dois morreram esmagados. Os ativistas negam e dizem que os leitões já estavam doentes. Além das mortes, a rotina da propriedade foi alterada, prejudicando a alimentação na granja e a lida em geral.

Saiba mais:

Farmer claims group of animal-rights activists killed two piglets during protest (Foxnews)

Animal-rights activists storm UK farm, claims protest left piglets dead (News com au).

Textos sobre suinocultura no Blog do Farmfor.


31 de janeiro de 2019

A Dinamarca está construindo uma cerca para bloquear a entrada de javalis


Dinamarca

O bloqueio fica na fronteira da Dinamarca com a Alemanha e pretende impedir a entrada de doenças trazidas pelos javalis

A fronteira entre a Dinamarca e a Alemanha tem cerca de 68 km de extensão e o governo do país tem planos para construir uma mega cerca em todo o trajeto, para evitar a entrada de javalis oriundos da Alemanha e, junto com eles, a possibilidade do contágio do rebanho suíno local. O alvo da preocupação é a febre suína africana.

Fronteira entre a Dinamarca e a Alemanha.

A cerca tem em média 1,5 metro e é feita de metal, com previsão de instalação completa em até um ano, ao custo de 4,6 milhões de dólares. São trocados perto da indústria da suinocultura dinamarquesa que vale quase 5 bilhões e emprega mais de 30 mil pessoas.

Não existe caso registrado de infecção na Alemanha, mas Luxemburgo já enfrentou problemas com a doença no último ano.

Veja também

África do Sul enfrenta surto de Peste Suína Africana.

Via Washington Post.


21 de setembro de 2018

Produtores perdem 3,4 milhões de frangos com a passagem do Furacão Florence


Furacão Florence

Furacão Florence: afogamento e falta de acesso a ração provocaram a morte de milhões de frangos e milhares de suínos, além de problemas ambientais com vazamento de lagoas de dejetos

 

Frangos, perus e suínos estão morrendo aos milhares (e milhões) por conta da passagem do Furacão Florence nos Estados Unidos. Estados com forte tradição na suinocultura e na avicultura estão na rota do evento climático e acumulam prejuízos diversos. Além dos problemas na zona rural, as cidades enfrentam destruição, com residências e comércio destruídos, pessoas desalojadas ou desabrigadas.

 

Mapa da passagem do furacão Florence

 

Como já comentamos aqui no blog, as lagoas de dejetos das propriedades também são uma ameaça. Já foram detectados vazamentos ou danos em 119 localidades.

Só em uma empresa avícola tradicional, a Sanderson Farms, foram perdidos 1,7 milhões de frangos com a inundação de 60 propriedades. Outros 6 milhões ainda estão em risco. Tudo isso no estado da Carolina do Norte.

Os números ainda são bem preliminares, visto que muitos produtores nem conseguiram chegar nas áreas atingidas. Todos estes eventos combinados devem afetar em muito o mercado de aves e suínos americano.

 

Saiba mais (em inglês):

 

Furacão Florence na Vice.

Sobre a situação das lagoas de dejetos no New York Times.

Notícia no Charlotte Observer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


15 de setembro de 2018

Furacão ameaça espalhar esterco suíno em diversas cidades americanas


Furacão

Granjas de grande porte da Carolina do Norte com gigantescas lagoas de dejetos estão na rota do Furacão Florence, que poderá espalhar o conteúdo por uma vasta área

 

O Furacão Florence deverá passar por vários estados americanos por estes dias, levando destruição através de inundações e ventos fortes para muitas cidades. Uma região em especial merece um cuidado extra das autoridades: a zona rural em cidades da Carolina do Norte, segundo maior produtor de suínos dos Estados Unidos.

Várias propriedades possuem grandes lagoas com dejetos e a previsão é de até 760 mm de chuvas em uma semana, inundando estas propriedades e tudo o que estiver pelo caminho, fazendo com que a água se misture com o conteúdo das lagoas e espalhe doenças.

 

Vídeo fantástico sobre os efeitos do furacão, produzido pelo The Weather Channel, em inglês.

 

https://www.facebook.com/dantemetaphor/posts/10215697794785543?__xts__[0]=68.ARDXapdlh80yNYtKpvyF2BAGyeOP0fNyT6Py5WQDF-5cCA3x3LhTJAlM_jgFlgqwRuQ4zmXspctlGgFLforDu9goPCnnBLy1vl1kTTxviK6UavbXrhW1EVpk3uEpMuTVdK3H7I06fzH0nBoijJ4xbm4Zc7EMjxp5zJFuc2Qj9KvLtod714FpFZtg4CNdtglcUpTQWYUGqigto0i-Os9ZsTgltAjoRM486T72vNfY&__tn__=C-R

 

Os produtores fazem o que podem para proteger as granjas, reforçando o estoque de ração, combustível para geradores e até mesmo levando os animais para pontos mais altos das propriedades. Na última ocorrência de um grande furacão na região (Matthew em 2016), das 3750 lagoas existentes no estado, apenas 14 foram inundadas (o mesmo ocorreu com as instalações de tratamento de esgoto das áreas urbanas).

 

Na imagem acima, uma propriedade inundada em 2016 pelo furacão Matthew. Via Civil Eats.

 

Notícias sobre inundações e morte de animais também em 2016, no site da Wired.

 

Claro que os problemas não atingem apenas as áreas rurais e a movimentação para evacuação de cidades e preservação de vida e patrimônio é grande, até mesmo nos zoológicos das principais cidades na rota do furacão. Neste vídeo do Youtube, é possível acompanhar em tempo real a localização e intensidade das tempestades. É do canal PBS.

 

Veja mais no site da revista Wired.

 

 


14 de junho de 2018

As pocilgas gigantes da China


pocilgas gigantes




Prédios de 13 andares e leitões no elevador, nas super granjas da China.

 

Os chineses estão construindo estruturas gigantes para a criação de suínos. Com prédios de 7 e 13 andares, os empreendimentos estão na região das montanhas Yaji e são propriedade do grupo Guangxi Yangxiang Co Ltd.

 

 

Os empregados da granja movem os leitões entre os diferentes estágios da criação usando elevadores. Mesmo com todo o tamanho, muitos processos ainda são manuais, como a distribuição de ração nos milhares de cochos.

 

 

 

As estruturas ganharam o apelido de “Hotéis de Porco” e a capacidade é de 30000 leitões em cada mega-propriedade. Ao todo, a propriedade entregará 840 mil leitões por ano, em uma área de 11 hectares. Provavelmente, a maior granja de suínos do mundo.

Saiba mais no site PRI.org (em inglês) neste link.


31 de maio de 2018

África do Sul enfrenta surto de Peste Suína Africana


A doença hemorrágica tem alta mortalidade nos suínos, mas não é transmitida aos humanos.

A Peste Suína Africana (PSA) ou African Swine Fever (ASF) em inglês, foi detectada na Província do Cabo, na África do Sul. A suinocultura no país já estava em crise devido a outro episódio ocorrido recentemente, quando um surto de listeria matou 200 pessoas e teve sua origem atribuída a um frigorífico que fornecia carne suína para populações de baixa renda (na realidade, uma espécie de mortadela chamada Polony).
Mapa dos surtos de Peste Suína Africana no mundo desde 2005. O Brasil fora de perigo. Veja aqui.
Entre os sinais da infecção por PSA nos suínos estão febre alta, morte súbita, coloração avermelhada da pele (especialmente nas orelhas), diminuição do apetite, vômitos, diarreia e aborto. O animal pode mostrar estes sinais em até 15 dias após o contágio, ou apenas 4 dias quando a PSA é da forma aguda.

A contaminação se dá pela ingestão de restos de carne suína, mordidas de carrapatos ou contato com secreções de animais infectados. Algumas curiosidades: acredita-se que um surto na Geórgia ocorreu após alguns suínos serem alimentados com resto de comida de um barco vindo da África. Em Portugal, no ano de 1957, um surto parecido, mas a suspeita da origem está no fornecimento de restos de comida de aviões para chiqueiros das cercanias do aeroporto. A famosa “lavagem”.

A doença não é transmitida para os humanos.

Saiba mais

“A Peste Suína Africana no Brasil: A epidemiologia, os registros históricos, a erradicação da doença e o desenvolvimento da suinocultura nacional pós-ocorrência”, dissertação de mestrado em Ciências Animais de Josélio de Andrade Moura. Disponível neste link.

Folheto sobre a Peste Suína na Europa, aqui.


8 de fevereiro de 2018

A suinocultura está salvando os produtores de trigo na Alemanha


Suinocultura

Em alguns casos, o trigo para ração é negociado com preço acima do usado para farinha

 

Deu no Bloomberg:

O trigo para ração está salvando a vida dos traders de cereais e dos produtores da Alemanha. A demanda está alta e o preço oferecido supera em algumas negociações (168 contra 164 euros a tonelada) o valor pago para o trigo que vai para a indústria de farinha.

O país tem 30 milhões de suínos e abate cerca de 58 milhões de cabeças, todo o ano. Metade do trigo consumido no país (10,5M toneladas) vai para ração animal.

Confira a publicação (em inglês) no site da Bloomberg.


19 de junho de 2017

Agricultor mexicano briga com porco e morre após perder o pênis e três dedos


agricultor mexicano

A briga doméstica teve um desfecho fatal para o homem de 60 anos

 

Miguel Anaya Pablo, um agricultor da cidade de Tuxtepec, no Mexico, mantinha na casa de sua propriedade um porco. Isso mesmo, não era “animal de criação”, mas uma espécie de pet.

Resgatado por vizinhos, foi encontrado em uma poça de sangue na casa. No hospital, as feridas evoluíram para uma forte infecção que tirou a vida do agricultor.

As informações são do Mirror.



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