Tag: Logística

25 de outubro de 2021

Tá faltando motorista de caminhão nos Estados Unidos


motorista de caminhão

motorista de caminhão

A associação dos caminhoneiros da América estima que em 2021 o país chegará na marca histórica de 80 mil vagas não preenchidas

Tá faltando motorista de caminhão nos Estados Unidos e todos os setores produtivos estão com problemas, incluindo aí o agronegócio. A American Trucking Association emitiu recentemente um relatório alertando sobre a falta histórica de 80 mil profissionais neste ano. E este número poderá dobrar até 2030. Os profissionais que fazem longas viagens entre os estados são os que mais faltam no mercado.

Entre as causas para a falta de caminhoneiros estão a média alta de idade (muitas aposentadorias), baixo interesse das mulheres (apenas 7% da força de trabalho), falta de motoristas “limpos” ou capazes de passar em um teste toxicológico, idade mínima de 21 anos (questão legal) para os novos motoristas e até mesmo a falta de estrutura de “beira de estrada” para atender os profissionais.

Segundo o site Talent.com, o salário médio de um motorista de caminhão nos Estados Unidos é de US$ 62 mil anuais ou US$ 32 por hora. Montana é o estado com o melhor valor (US$ 75 mil). Já o site especializado em vagas de emprego, o Indeed, aponta o valor médio nos EUA de US$ 70 mil.


27 de setembro de 2019

Empresa brasileira recebe lote de suínas por via aérea


suínas

Fêmeas puras vieram da Dinamarca para melhorar a genética no Brasil

Não é algo inédito, mas digno de nota: um lote de fêmeas puras chegou no Brasil para a empresa DB Genética, oriundos da Dinamarca e de responsabilidade da Danbred.

O feito foi publicado na página do facebook da DB Genética. “No início da manhã de ontem (25), a DB Genética Suína recebeu mais um lote de fêmeas puras, importadas diretamente da sua parceira dinamarquesa, a DanBred, referência mundial no melhoramento genético de suínos. A importação sistemática de material genético da DanBred faz parte da estratégia da DB para intensificar a atualização genética do seu plantel, buscando alcançar o nivelamento genético entre os animais de origem e os do Brasil. Após quarentena na Ilha de Cananeia (SP), as fêmeas vão povoar a nova granja núcleo da DB, que terá elevado status sanitário e genético e capacidade de produção de 22 mil matrizes por ano.”.

https://www.facebook.com/dboficial/posts/2618230494895630

Leia também: Ativistas dos direitos dos animais invadem propriedade e matam leitões.


1 de dezembro de 2018

Peak Pegasus, o navio que navegou em círculos um mês inteiro carregado de soja


Peak Pegasus

O navio com 70 mil toneladas de soja chegou no destino bem no início da vigência das novas tarifas resultantes da guerra comercial entre Estados Unidos e China e ficou girando no oceano até os responsáveis decidirem o destino

 

As novas políticas comerciais entre Estados Unidos e China pegaram alguns negociadores “no meio do caminho” entre os dois países. O Peak Pegasus, navio com bandeira da Libéria de propriedade do JP Morgan Asset Management e carregado com 70 toneladas da Louis Dreyfus, precisou navegar em círculos por várias semanas até conseguir atracar no porto de Dalian, na China. A carga saiu de Seattle, nos EUA, em 8 de junho.

Rastreio do Peak Pegasus durante a indefinição de rota: navegação em círculo durante várias semanas.

Cada dia a mais de navegação inesperada custou US$ 12500,00 para a empresa. No total, a “espera” em círculos deixou o frete quase meio milhão de dólares mais caro.

O caso foi destaque na TV Chinesa.

A indefinição era alimentada por diversas variáveis: um navio com uma carga de soja avaliada em US$ 20 milhões prestes a descarregar, tomar outro destino ou atracar pagando uma sobretaxa de US$ 6 milhões para entrar no país, por conta da guerra comercial. No final, o destino foi irônico: em 13 de agosto, a empresa compradora da carga, a estatal chinesa Sinograin assumiu o pagamento da sobretaxa ou seja, o governo chinês sobretaxou a si mesmo.

 

 

 

 

 


14 de junho de 2018

O fantástico trem do fosfato na Arábia Saudita


fosfato

Composição tem 150 vagões e atravessa o país com 15 mil toneladas do produto, da mina ao porto.

 

Nem só de petróleo vive a Arábia Saudita: a mineração também vem ganhando importância no país. Inaugurada em 2011, a linha férrea desenvolvida especialmente para o transporte de fosfato da mina Al-Jalamid, localizada no norte, até a usina de processamento no Golfo da Arábia, tem cerca de 1500 km e desloca 5 milhões de toneladas por ano do produto.

https://youtu.be/-LSC3zEgjmQ

 

O trem que transporta o fosfato tem 150 vagões, puxados por 3 locomotivas a diesel, com 4300 hp cada uma. Os vagões são dotados de um sistema especial de carga e descarga automática, sem interação humana e capazes de descarregar 100 toneladas em menos de um minuto. A tecnologia é chinesa, da empresa CSR. Toda a estrutura ainda tem sistemas de filtragem de ar e limpeza do acúmulo de areia do deserto nos trilhos.

 

 

Saiba mais

Veja esta apresentação (em inglês) que mostra diversos dados da ferrovia, fotos interessantes e curiosidades. Acesse aqui.

Site da Ma’adem – Saudi Arabian Mining Company.


5 de dezembro de 2017

Troca de silos por grãos está nos planos de multinacional canadense no Brasil


troca de silos

 

 

Fabricante de equipamentos para armazenagem de grãos vai aceitar soja como pagamento

 

 

A canadense AG growth International já está instalada no Brasil, com fábrica no interior de São Paulo, na cidade de Cândido Mota.

Preparada para competir com gigantes como Kepler Weber e GSI, a AGI vêm com fôlego até mesmo para comprar empresas locais de pequeno e médio porte e intensificar a presença por aqui.

No resto do mundo, são 25 fábricas nos EUA, Reino Unido, Canadá, Itália e África do Sul.

 

 

Uma novidade da operação por aqui será a aquisição de equipamentos no sistema de barter, onde o produtor financia o produto e vai pagando com grãos, até quitar o débito.

Entre em contato pela empresa pelo site ou pelo telefone +55 11 3894-3000.


13 de maio de 2017

Se o campo não planta, a cidade não janta


se o campo não planta

A frase é conhecida em protestos e imagens motivacionais pela internet. Mas é chegada a hora de observar com atenção onde no mundo a “janta” já está em sério perigo

 

O site inglês Devon Online postou recentemente um relato sobre a situação da agricultura no Reino Unido. No texto, o destaque para a cobertura de uma palestra ministrada por um jornalista da BBC, responsável por assuntos referentes a vida selvagem. Como brincadeira – que logo virou uma constatação séria – o homem declarou que uma das espécies em extinção no Reino Unido era a dos agricultores.

O centro da questão está no financeiro das propriedades rurais, que faturam para viver um pouco além da subsistência, sem sobra de caixa para investimentos em maquinário (só para começar). No setor do leite, os agricultores de lá aumentaram a dívida com os bancos em 1 bilhão de libras nos últimos 2 anos.

Apenas 50% dos alimentos consumidos no Reino Unido são de produção local (dois anos atrás, algumas fontes indicavam até 60%) contra 80% em meados dos anos 80. Novos hábitos de consumo, com alimentos típicos de outros locais, aumento da população e sazonalidade colaboram com este quadro.

O palestrante ainda denunciou as práticas de grandes redes de supermercados que baixam os preços para “manter os consumidores felizes” e lembrou dos perigos sempre assombrando a agricultura, como grandes epidemias e questões climáticas. Na Espanha, recentemente, um clima nada favorável fez as hortaliças sumirem do mercado, com hotéis em desespero pagando até R$20,00 por um simples pé de alface.

O papel do governo

Nós já falamos aqui no blog sobre os agricultores ingleses que receberam dinheiro do governo para não plantar. Estas alterações no mercado podem ser benéficas em termos ambientais, como no exemplo citado, mas alguém sempre paga a conta. Empregos são perdidos e a vocação para a atividade rural simplesmente some em alguns locais. Pessoas que prestam serviços para propriedades precisam trocar de ramo ou desistir desta atividade.

Por outro lado, o comércio de alimentos é uma questão de segurança nacional e governos, via de regra, vão adotar qualquer medida para manter o fluxo de alimentos garantido para a população, sem importar a origem e prejuízo local. Vão importar trigo ainda que matem de fome o triticultor do próprio país. Adicione todo o emaranhado de políticas de subsídios na União Européia no problema, antes do brexit.

Os agricultores são parte de um todo

Dentro da economia do Reino Unido, a produção agrícola representa 26 bilhões de libras, contra 103 bilhões do mercado de alimentos como um todo. Aquele pacote de bolachas Oreo pode conter trigo, soja, derivados do leite, mas outros jogadores entraram nesta equação para que o consumidor coloque na boca o produto. Com um poder de barganha do tamanho do mundo, se algo acontecer ao agricultor local, o pacote poderá chegar importado, todo fabricado em outro país. Por uma ironia do destino, um local onde agricultores talvez nem sofram as mesas exigências ambientais.

Espelho para o agricultor brasileiro

É preciso estar atento ao que acontece no mundo quando o assunto é agricultura, para repensarmos o modo de produção e comercialização de produtos agrícolas no Brasil. Muito além do preço das commodities, o “ser agricultor” é o valor a ser monitorado e o que acontece hoje nos países desenvolvidos pode ser o nosso amanhã, mas sem o colchão cultural e as instituições centenárias destes países. União, cooperativismo e pacificação com o intermediário devem entrar na pauta. É preciso colocar mais produtos na cesta, como valor geográfico, compromisso de entrega e segurança, cobrando por isso.

A solução não está no governo. A saída começa no seu vizinho de cerca.



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