Categoria: Fertilizantes

2 de março de 2022

Quais são os maiores produtores de potássio do mundo em 2022?


produtores de potássio

produtores de potássio

Confira o ranking dos maiores produtores de potássio do mundo e os líderes do mercado global de fertilizantes

 

Canadá

Maior produtor de potássio do mundo, o Canadá produz 14 milhões de toneladas ao ano. A maior empresa produtora do país é a Nutrien, fruto da fusão em 2018 da Potash Corporation of Saskatchewan e da Agrium.

Rússia

A vice está com os russos, são 7,4 milhões de toneladas e a Uralkali é a maior empresa por lá.

Bielorrússia

O país que é parceiro histórico da Rússia produz 7,3 milhões de toneladas com a Belarusian Potash Company  e está com sérios problemas (já estava mesmo antes da Guerra da Ucrânia começar). Notem que “um Canadá” equivale a Rússia + Bielorrússia somados.

China

Os chineses produzem 5 milhões de toneladas, mas consomem 20% de todo o potássio do mundo.

Alemanha

A Alemanha produz 3 milhões de toneladas.

Israel

O pequeno país do Oriente Médio produz 2 milhões de toneladas e a Israel Chemicals é uma das maiores empresas do mundo no setor.

Jordânia

A Jordânia produz 1,5 milhão de toneladas através do processo de recuperação do mineral no Mar Morto, assim como Israel.

Chile

Nosso irmão latino produz 900 mil toneladas e priduz na mesma estrutura também o Lítio, importante matéria-prima para baterias.

Espanha

470 milhões de toneladas.

Estados Unidos

470 milhões de toneladas, empatado com a Espanha.

Laos

O país do sudeste asiático produz 400 milhões de toneladas.

 

Com dados da Potash Investing News e outras fontes.


1 de fevereiro de 2022

Fertilizantes: Bielorrússia solta o verbo contra a Lituânia e diz que o país prejudica o Brasil


bielorrússia

bielorrússia

O perfil oficial da embaixada da Bielorrússia no Brasil publicou nota nas redes sociais contra o país vizinho

Parece que o negócio azedou entre a Bielorrússia e a vizinha Lituânia. Diz a nota publicada no Facebook:

Notícia importante para o 🇧🇷: governo da Lituânia declarou inválido o Acordo entre o produtor #Belaruskali de 🇧🇾 e as ferrovias estatais da #Lituânia sobre o trânsito de fertilizantes de #Belarus por meio do porto de #Klaipeda a partir de 1 de fevereiro. Isto quebrou completamente a logística de transporte de fertilizantes para o Brasil 🇧🇷. Companhia Nacional de Abastecimento – ConabSituação:

Lituânia, com população de 2,7 milhões de habitantes, está fazendo uma comédia política, impedindo Brasil com 214 milhões de pessoas de fortalecer sua segurança alimentar, combater a fome e desenvolver seu setor agrícola, que não pode funcionar efetivamente sem o fertilizante de Belarus.

Comentando a situação, o Primeiro ministro de Belarus Roman #Golovchenko disse: “A Lituânia, ao tomar tal decisão unilateralmente, violou o acordo intergovernamental sobre comunicação ferroviária, bem como documentos internacionais que regulamentam questões de trânsito para países sem litoral. Oferecemos opções para a Lituânia. Se a Lituânia não responder a Belarus nos próximos dias, Belarus imporá medidas de retaliação”.

A Bielorrússia produz cerca de 1/4 do Cloreto de Potássio no mundo e não tem saída para o mar, dependendo das boas relações com os países vizinhos para completar a sua logística. É mais um potencial problema para os agricultores brasileiros, entre tantos outros.

Veja também

Presidente da Bielorrússia quer “tratorterapia” para o coronavírus


27 de setembro de 2019

Empresa lança sensor que mede nutrientes do esterco com ressonância magnética


npk sensor

A Samson Agro é especialista em distribuição de esterco líquido e desenvolveu o NPK Sensor, novidade no mercado

A empresa dinamarquesa Samson Agro tem 75 anos de mercado e é especialista em equipamentos para esterco líquido, de tanques a distribuidores e aplicadores.

Com toda esta prática, desenvolveu um sensor que poderá dar precisão em tempo real para a aplicação de esterco líquido nas lavouras: o NPK sensor, um equipamento que usa ressonância magnética nuclear para determinar a quantidade de cada nutriente no produto, dispensando a análise posterior de laboratório.

A medida exata durante a aplicação e bombas com fluxo variável podem aplicar no solo o que é necessário, como em outros sistemas conhecidos para adubação.

O sensor que mede por ressonância magnética, sem necessidade de calibração, a quantidade de nutrientes no esterco líquido:

O equipamento é instalado na saída do tanque e mede o fluxo em tempo real para detereminar os valores de nitrogênio, fósforo e potássio passando pela tubulação. Um imã super potente joga um campo eletromágnético no tubo e cada elemento reage de uma forma diferente quando “bombardeado” pelo sistema. Esta reação é medida pelo sensor e o resultado sai na hora.

Não há informações sobre valores ou se o sensor será comercializado em separado das soluções próprias da Samson Agro.

Saiba um pouco mais sobre Ressonância Magnética Nuclear no site da Embrapa.

O sensor foi destaque no prêmio de inovação da Agritechnica 2019, levando uma medalha de prata.

Leia também: SCiO, o analisador de alimentos portátil da Consumer Physics.


14 de junho de 2018

Os maiores produtores mundiais de potássio


potássio

Importamos quase todo o potássio usado no país, enquanto o nosso próprio mineral segue sem exploração adequada.

O Brasil importa 92% de todo o potássio necessário para a nossa produção agrícola. Estes “heróicos” 8% saem de minas no estado do Amazonas e Sergipe (complexo Taquari-Vassouras, de propriedade da Petrobrás e arrendado para a Vale). Em 2014, foram consumidos 5,7 milhões de toneladas de potássio no Brasil.

Maiores produtores de potássio em 2016 (MT)

Canadá, Rússia, Bielorrússia, China, Alemanha, Jordânia, Israel, Chile, Espanha e Reino Unido, maiores produtores mundiais.

Nós temos enormes reservas de potássio na Amazônia, com potencial para suprir o mercado interno plenamente por décadas. Estas áreas estão em conflito judicial em uma briga que mistura mineradoras nacionais e internacionais, defensores do meio ambiente, lobby indígena, ONGs internacionais e políticos. Sobre o conflito índios X produção, não apenas na questão dos fertilizantes, nós recomendamos que o leitor acompanhe o trabalho do procurador do RS, Rodinei Candeia.


15 de março de 2018

Esterco líquido acidificado: tecnologia da Dinamarca


O sistema foi criado em 2007, após mudanças na legislação do país.

 

 

BioCover é uma empresa da Dinamarca, responsável pelo desenvolvimento do SyreN, um sistema que mistura um composto líquido com ácido sulfúrico no esterco, controlando o pH durante a aplicação.

A parte mecânica da “engenhoca” é muito interessante, com uma adaptação frontal no trator que é capaz de carregar um reservatório IBC dentro de uma caixa protetora resistente a choques. Afinal, é um tanque com ácido sulfúrico e acidentes acontecem.

 

 

 

A empresa desenvolveu o sistema depois de 3 anos de pesquisas, motivada por mudanças na legislação ambiental da Dinamarca, visando a redução nas perdas de amônia nas pastagens e lavouras em geral.

Saiba mais:

Apresentação em PDF do sistema SyreN (em inglês).


30 de junho de 2016

Tem gente tentando usar urina humana como fertilizante. Seria viável?


Cientistas do mundo todo querem usar o NPK que você joga fora, todo dia, como adubo.

 

A urina humana é composta por 95% de água e 2 % de uréia. Nos 3% restantes, estão fosfato, sulfato, amônia, magnésio, cálcio, ácido úrico, creatina, sódio, potássio e outros elementos. Cada pessoa joga fora cerca de 1 a 2 litros deste líquido turbinado por nutrientes, todo santo dia. São 500 litros por ano.

Parece exótico demais, mas não são poucas as iniciativas científicas mundo afora tentando tornar viável o processo de captar urina e transformar a mesma em adubo. Em relação ao produto do “número 2”, a urina é estéril (fezes podem ter bactérias) e até mesmo astronautas bebem a própria produção, reciclada em equipamentos da estação espacial.

Cientistas da Suécia já estudaram por 15 anos o uso de urina, incluindo o rendimento de beterrabas em laboratório. As “fertilizadas” com o produto ficaram de 10 a 27% maiores que as adubadas com fertilizante mineral, sem alteração de sabor. Os resultados da pesquisa foram publicados no Journal of Agricultural and Food Chemistry, em fevereiro de 2010.

Não há dúvida: é viável fertilizar. O problema é outro.

O uso em média e larga escala de urina demandaria uma reforma colossal nos sistemas de esgotos das cidades e até nos banheiros que conhecemos, com equipamentos coletando urina em separado do resto da canalização. Mas no futuro, com avanços em nanotecnologia, alguma solução individual deve surgir.

PS. A internet está cheia de relatos de pequenas hortas residenciais regadas com urina, salvando o mundo um tomate de cada vez. Nossa dúvida é outra: funciona em larga escala? Talvez, no futuro.



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