Tag: Veganismo

16 de abril de 2021

Exportação de gado vivo na mira de ex-deputada gaúcha


Exportação de gado vivo

Exportação de gado vivo

Regina Becker, atual Secretária do Trabalho e Assistência Social do Estado do Rio Grande do Sul e conhecida ativista da causa animal quer o fim da exportação do boi vivo

Como o seu Facebook pessoal define, Regina Becker é  Secretária do Trabalho e Assistência Social, ex-deputada estadual no Rio Grande do Sul e ativista na causa animal. É daquelas pessoas que entram na política em defesa de uma classe ou setor e este é o caso de Regina, conhecida com ser “da causa”.

Becker não está mais na Assembleia Legislativa gaúcha, mas ocupa cargo no governo estadual como Secretária do Trabalho e Assistência Social. Seu novo alvo como ainda ativista dos animais pode tirar o trabalho de muita gente: ela quer acabar com a exportação de gado vivo. Ironicamente, o Rio Grande do Sul é destaque no país na pecuária e exportação de gado em pé, com enormes carregamentos saindo do Porto de Rio Grande, regularmente.

No dia 16 de abril, a ex-deputada fez a seguinte postagem no Facebook:

EXPLORAR ANIMAIS VIVOS É CRUELDADE E DESRESPEITO À VIDA!
A Nova Zelândia decidiu pela proibição da exportação de animais vivos para consumo humano! O anúncio será feito nos próximos dias e é resposta à luta de entidades e ativistas que, tanto em clamor quanto em protesto, alertam que não é possível admitir, em pleno século 21 , em nome do lucro, o inconteste e inadmissível massacre imposto aos animais embarcados.
No dia 6 de dezembro de 2017, na Assembleia Legislativa, recebi os ativistas da Animals International e do Fórum Nacional de Defesa e Proteção Animal e a veterinária australiana Lynn Simpson para o lançamento da Campanha Contra a Exportação de Gado Vivo.
Propiciei, também, em 9 de julho de 2018, o debate sobre o tema à sociedade gaúcha, por meio de audiência pública sobre transporte e exportação de animais.
Seguimos a luta no Brasil. A ciência já comprovou que os animais são seres sencientes. A continuidade desta prática nos rouba o respeito que é devido às civilizações.
A exportação de animais vivos é degradante, é aviltante, é desumana!

O Governo do RS celebra a exportação

embarque de gado

Segundo o site FazComex, as exportações no ano de 2019 chegaram a um valor FOB de US$ 457 milhões, uma queda de mais de 20% se for comparado ao ano de 2018 quando haviam sido exportados US$ 621 milhões. Em torno de 181 mil toneladas foram principalmente para países como Turquia e Iraque, que são os países que mais importam animais vivos do nosso país. O ano de 2020, até abril, já foram exportados US$ 92,1 milhões, tendo uma queda de 35% se for comparada ao mesmo período do ano 2018.

O patrão direto da secretária Regina já celebrou em seu site oficial o sucesso das exportações. Em 2019, no texto “Exportação de gado vivo avança e mira novos mercados“, a imprensa oficial do governo dizia “Novos mercados se abrem para a exportação de gado em pé. A modalidade já é consolidada no Rio Grande do Sul, que exporta para a Turquia e países árabes cerca de 120 mil animais por ano – média histórica de 1% do rebanho gaúcho de 12,7 milhões de cabeças, conforme dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), responsável pela fiscalização sanitária e bem-estar dos animais desde a propriedade, período de quarentena e embarque no Porto do Rio Grande.”.

A ativista secretária vai contra a atividade que é defendida pelo governo, sustento de milhares de famílias e grande geradora de impostos. Um embate entre liberdade de expressão e sincronismo de agenda. Está na hora do governador rever suas parceirias políticas e o que é melhor para o Estado, não é mesmo?

 


23 de março de 2021

Heineken tenta lacrar com “Dia Sem Carne” e leva invertida nas redes


heineken

heineken

Bola fora da Heineken

A cerveja Heineken fez uma postagem em sua conta brasileira do Instagram no último sábado, dia 20 de março, para enaltecer o Dia Mundial Sem Carne. A publicação gerou a ira de diversos segmentos do Agro, políticos e do público em geral.

Se marcas pequenas e médias muitas vezes ficam nas mãos de agências que usam a imagem dos clientes para militar em causa própria – especialmente com estes “efemérides” – não é o caso aqui com esta mega empresa que tentou lacrar de caso pensado, fazendo bonito com um uma minoria que não apenas deixa de consumir produtos de origem animal, mas tem sérias convicções sobre quem consome.

Depois da repercussão negativa nas redes no início da semana, a Heineken tentou dar uma “equilibrada”, postando uma imagem que diz “Um brinde ao respeito por todas as escolhas”. Uma contradição, basta perguntar aos veganos o que eles pensam sobre “carnívoros”. Nos círculos mais radicais, vai de “comer carne é assassinato” até “leite vem de vacas estupradas”.

 

 

As redes iniciaram a semana com diversas postagens de protesto, hashtags “Churrasco sem Heineken” e vídeos de consumidores jogando a cerveja no vaso sanitário.

O que significa especificamente este “Dia Mundial Sem Carne” no 20 de março?

Segundo o próprio site do movimento:

Desde 1985, o MeatOut se tornou a maior campanha educacional anual do mundo, dedicada a remover carne, e muito mais, de nossos pratos. Em 20 de março, pessoas compassivas de todo o mundo, incluindo os Estados Unidos e mais de 20 países, dão as boas-vindas à primavera com eventos para homenagear os animais. Vários países lançaram seus próprios sites MeatOut com o objetivo de ajudar os consumidores em todo o mundo a evoluir para uma dieta mais saudável, não violenta e baseada em vegetais.
As atividades vão desde simples mesas de informação, exposições, degustações de comida e demonstrações de culinária até recepções e festivais elaborados. Nos últimos anos, membros do Congresso e sua equipe foram presenteados com um almoço anual baseado em plantas em Washington DC. Dezenas de governadores e prefeitos de grandes cidades fizeram proclamações sobre o MeatOut . A mensagem do MeatOut foi promovida em outdoors, cartazes de ônibus, anúncios de TV e dezenas de cartas aos editores de jornais locais. Confira as manchetes do MeatOut ao longo dos anos .

Os destaques em negrito são por nossa conta. Tirem suas conclusões.

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Bill Gates quer que países ricos consumam apenas carne sintética


27 de junho de 2020

Xuxa, a nova inimiga do agronegócio brasileiro


Xuxa

Apresentadora gravou vídeo para a ONG Mercy for Animals, condenando práticas da suinocultura no país

O agronegócio brasileiro ganhou uma nova inimiga. Trata-se de Xuxa, a rainha dos baixinhos, ex-global que foi líder de audiência nos anos 90 na TV Infantil e hoje trabalha para a Rede Record.

A apresentadora emprestou a sua imagem para a ONG Mercy for Animals, condenando em vídeo as práticas de uma granja de suínos não identificada. Segundo o material, a granja foi sobrevoada por um drone que gravou imagens aparentemente sem permissão dos proprietários. Tudo é narrado por Xuxa, que “se apavora” com uma lagoa de dejetos de suínos e com homens que tocam porcos com bastões elétricos.

Há declarações ainda sobre “mutilação de animais sem anestesia” e espaços de confinamento muito pequenos para os animais (com imagens de arquivo, não exatamente da propriedade).

O vídeo encerra com um apelo pelo fim das “fazendas industriais” no Brasil, com uma escolha por alimentação livre de sofrimento animal, definição bem ampla para entidades que defendem o vegetarianismo ou o veganismo, onde qualquer uso animal pode ser considerado sofrimento.

A Mercy for Animals é uma ONG internacional com representação no Brasil. Em seu site, declara:

Nós existimos para acabar com a maior causa de sofrimento no planeta: a exploração de animais para alimentação.

A Mercy For Animals dedica-se a transformar o atual sistema alimentar e substituí-lo por um que seja não apenas gentil com os animais, mas que garanta um futuro melhor para o nosso planeta e para todos que o compartilham.

A ONG trabalha com investigações secretas e com a colaboração de voluntários que entram em propriedades para revelar as práticas internas.

Existem rumores de que a apresentadora estaria voltando para a Globo, a mesma emissora que criou e divulga o bordão Agro é POP, com objetivos comerciais. Seria um conflito de interesses muito interessante, para ser observado de perto.


12 de fevereiro de 2020

Produtor de leite desafia o “Coringa”: venha conhecer a vida na fazenda


Coringa

Reação veio após discurso militante do ator que interpretou o vilão Coringa, Joaquin Phoenix, durante o Oscar 2020

O ator Joaquin Phoenix tem uma vida paralela no ativismo vegano desde muito tempo. Em alta por conta do papel no filme Coringa, faturou o prêmio de melhor ator no Oscar de 2020. Durante o discurso “da vitória”, aproveitou o momento e disparou a velha narrativa vegana contra os produtores de leite.

O discurso legendado do Coringa Joaquin Phoenix. Créditos: canal Imperador das Legendas no Youtube.

Eu acho que estamos muito desconectados do mundo natural. Nos sentimos no direito de inseminar artificialmente uma vaca e quando ela dá a luz nós roubamos sua cria, mesmo que ela chore. Então pegamos o seu leite e colocamos no café ou em nosso cereal“, disse o ator, entre outras afirmações.

O Coringa (em sua versão “civil”).

Pois um produtor de leite do estado de Wisconsin, nos EUA, não gostou do trololó do ator e fez um desafio ao homem que até então nem conhecia: “venha até a minha propriedade e conheça a realidade da vida na fazenda. Você não tem ideia de como são as coisas por aqui. Venha passar algumas horas aqui. Nosso trabalho é muito importante: ajudar a alimentar o mundo. E o que você faz, Sr. Phoenix? Ah sim, entreter o mundo.“.

O desafio foi feito através da TV local WISN, afiliada da rede ABC.

A Federação Nacional dos Produtores de Leite também não gostou nada do discurso

A nota da federação americana foi matadora. “O trabalho duro dos produtores de leite vai continuar ainda muito tempo depois das pessoas já terem esquecido quem ganhou o Oscar de melhor ator em 2020“.

Lacre no palco, resposta rápida das entidades e produtores. É assim que se faz.

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Ativistas dos direitos dos animais invadem propriedade e matam leitões


2 de fevereiro de 2020

Embrapa investe na produção de hambúrguer vegetal


Hambúrguer Vegetal

A tradicional empresa de pesquisa agropecuária brasileira também investe recursos em alternativas para a carne, como o hambúrguer vegetal

Não é de hoje que a EMBRAPA desenvolve pesquisas com produtos alternativos. Um deles, o New Burger, foi desenvolvido em parceria com a empresa Sottile Alimentos e há registros de testes desde 2017 no site.

Agora, o hambúrguer vegetal volta para a mídia. Segundo a Agência Brasil em post do dia 2/2/2020, o produto já está à venda em uma rede de supermercados do Rio de janeiro.

Diz ainda que:

O “Novo Burguer”, no comércio há dois meses, é feito com fibra de caju, proteína de soja, cebola, tomate, pimentão, corante natural e temperos, e tem características sensoriais assemelhadas ao hambúrguer de carne.

O produto foi criado para pessoas batizadas como “flexitarianos” – aqueles indivíduos que apesar de gostarem de carne querem balancear a dieta e buscam reduzir o consumo de carne. “São diferentes de vegetarianos ou veganos que não gostam do sabor da carne e não querem alimentos que simulem a carne”, explica a engenheira de alimentos Janice Ribeiro Lima.

Ela é pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, na unidade da estatal responsável por desenvolver agroindústria de alimentos, e que fica no Rio de Janeiro. Ela começou a criar alternativas para carne em pesquisas iniciadas em 2007, quando ainda trabalhava na Embrapa do Ceará.

Janice Lima e as equipes de pesquisadores já desenvolveram outros produtos como o hambúrguer de fibra de caju e de feijão de corda para vegetarianos e também substitutos para rechear coxinha de galinha e bolinho de siri.

A pesquisadora explica que o objetivo do seu trabalho “não é que as pessoas parem de comer carne, mas dar mais uma opção”. Segundo ela, a produção de produtos com proteína vegetal pode ser menos onerosa que a proteína animal. Especialmente no caso do Novo Burguer que utiliza o bagaço do caju, geralmente eliminado pela indústria de suco ou revendido para alimentação de animais.

Hambúrguer Vegetal é polêmico

Como já tratamos aqui no Blog do Farmfor, o desenvolvimento de carnes vegetais não é bem visto pelos produtores e com razão: muitos produtos são carregados de narrativas negativas sobre o setor da pecuária, com um marketing que mostra estas “alternativas” como salvadoras do meio ambiente face à “pecuária destruidora”.

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Impossible Pork: empresa cria “carne” de porco feita de plantas.

Rede americana de fast-food faz vegetal de carne para tirar sarro da concorrência.


8 de janeiro de 2020

Impossible Pork: empresa cria “carne” de porco feita de plantas


Impossible Pork

O Impossible Pork é mais um produto da empresa Impossible Foods, especializada na criação de alternativas ao consumo de carne

Por ideologia ou pura exploração do mercado “anti-carne”, a empresa Impossible Foods lançou mais uma versão de suas “carnes” vegetais. A vítima da vez é o porco e o produto é chamado de Impossible Pork.

A empresa já tem a sua versão de carne bovina vendida com sucesso na rede de fast food Burger King, com uma enorme campanha publicitária desde o seu lançamento.

Impossible Pork

A Impossible Foods tenta emplacar sua carne de porco falsa em países onde o consumo da proteína é tradicional, como na China. O chinês consome a metade de toda a carne de porco do mundo e vive uma crise no momento com o problema da Peste Suína. Resta saber se o público de lá vai comprar a ideia.

Ainda não disponível para o mercado, a Impossible Pork será fornecida em forma de salsicha em lojas selecionadas da Rede Burger King ainda em janeiro, segundo o site Modern Farmer.


13 de outubro de 2019

Amigos dão nugget de frango para vegana bêbada e vão parar na polícia


vegana bêbada

Ativista não gostou da comida ingerida enquanto estava em estado alterado de consciência.

Segundo a FOX Beaumont, um encontro entre amigos não acabou bem nos Estados Unidos.

Uma mulher (que postou o relato de forma anônima do Reddit) declarou que ficou (muito) bêbada em uma festa e seus amigos ofereceram, como pegadinha, nuggets de frango durante a bebedeira.

A denunciante, que é vegana há mais de 3 anos, só foi descobrir que comeu nuggets quando assistiu ao vídeo no snapchat. No momento da ingestão, ela chegou a perguntar se o produto era “vegan”. Eles disseram que sim, e que o nugget era “alimentado pelo sol”.

A mulher deu parte na polícia e todos os amigos envolvidos na pegadinha serão processados.

O lamento, na sua versão original como publicada no Reddit:

Throwaway for anonymity sake incase this does go further.

To preface this, I (24F) am vegan, and have been for a good 10 years. I have not eaten meat since I was roughly 3-4 years old when I found out where meat comes from (spoiler alert: there were a lot of tears). This is no secret and everyone in my life knows and respects this – or so I thought.

Four nights ago, I was at a party and I will admit, I got white girl wasted. My friends thought it would be funny to feed me chicken nuggets as a prank. I checked with them before chowing down “are these vegan?” To which my friends replied “yeah, they’re sunfed” (a type of vegan chickenless chicken). They tasted off to me but I figured it was just because I was drunk. I was wrong.

I found out the next day when my sister sent me a message telling me to check my friends Snapchat story. The story was them showing the nugget packaging, and then showing them giving them to me (including the conversation where I asked if it was vegan). The and then later them mocking me and pretending to be me when I found out I ate meat (things like fake crying and yelling “the CHICKENS!!!”). I took a screen recording of the video and took it to the police, on the grounds of food tampering, and now 3 of my (ex) friends are facing charges.

They all think that I’m overreacting to a ‘harmless’ prank, so Reddit, AITA? In my view, they took advantage of my drunken state, tampered with my food, and publically humiliated me. In their view, it was just a prank.

Até este momento, o post tem mais de 6000 comentários.


1 de setembro de 2019

O bom protesto dos pecuaristas contra a RBS na Expointer


RBS na Expointer

Grupo protestou contra a posição da RBS sobre agrotóxicos e campanhas contra o consumo de carne

O Blog do jornalista Políbio Braga deu destaque para o protesto realizado por alguns pecuaristas durante a Expointer em Esteio, no Rio Grande do Sul. Com faixas e cartazes, foram para a frente da Casa da RBS no parque de exposições e protestaram por conta dos posicionamentos da emissora.

Não é pra menos.

Durante a Expointer – uma das feiras mais importantes do mundo para a agropecuária, tradicional espaço para cabanhas mostrarem e negociarem seus animais – o jornal Zero Hora, do Grupo RBS, publicou matéria sobre a “sexta sem carne”, mais uma data contra o consumo e a pecuária, carregada de ideologia e dados “daqueles” sobre a atividade. A RBS emitiu nota pedindo desculpas.

É a segunda vez, em um curto espaço de tempo, que a RBS apronta com o setor. No Dia do Pecuarista, foi exibida no Jornal do Almoço uma longa reportagem sobre a Segunda Sem Carne. O jornal é campeão de audiência no Rio Grande do Sul. Da mesma forma, depois da aventura, a emissora pediu desculpas com uma espécie de reportagem de consolo.

O protesto é válido, mas simbólico. A única forma de marcar posição nesta guerra de informações é tirando o dinheiro dos veículos, até que o respeito volte. Antes que a emissora apronte três vezes e peça música no Fantástico. Provavelmente, alguma com versos contra o agronegócio.


18 de julho de 2019

RBS TV faz nova reportagem, desta vez elogiando a pecuária e falando bem da carne


RBS TV

Emissora de TV sentiu a pressão da audiência e fez uma grande reportagem com o “outro lado” da questão sobre o consumo de carne

A RBS TV, afiliada Rede Globo no Rio Grande do Sul, exibiu nesta quinta, 18 de julho, uma grande reportagem sobre a pecuária gaúcha, depois do fiasco que foi ao ar na segunda, Dia do Pecuarista. Relembre a questão em No dia do pecuarista, RBS faz reportagem contra o consumo de carne.

A reportagem começa no estúdio, com a apresentadora afirmando “fizemos uma reportagem que avisamos que daria polêmica”, reduzindo o problema a uma simples questão de opinião e não a promoção de uma agenda que quer destruir a pecuária, o consumo de proteína animal e a base da economia que sustenta a própria emissora. Mas seguimos.

Só uma polêmica?

Assumidamente em resposta ao turbilhão de reações provocadas pela reportagem do “Segunda sem Carne” nas redes sociais, os repórteres da RBS foram para a rua conversar com produtores, entidades (incluindo Farsul) e consumidores.

A boa reportagem durou quase 7 minutos e você pode conferir neste endereço.


13 de março de 2019

Ativistas dos direitos dos animais invadem propriedade e matam leitões


Meat The Victims

Cerca de 200 militantes do movimento Meat The Victims invadiram uma propriedade familiar na Inglaterra, tiraram os leitões das baias para protestar contra maus tratos e acabaram matando pelo menos dois. O grupo nega e diz que os animais já estavam doentes.

O Meat The Victims é um daqueles grupos que organizam excursões até fazendas para protestar contra supostas violações dos direitos dos animais ou, no caso dos veganos, protestar contra o consumo de carne em qualquer condição.

Em uma das investidas destes militantes em uma propriedade familiar na região de Lincolnshire, na Inglaterra, tudo deu errado para os ativistas e o saldo da manifestação foi a morte de alguns leitões.

Os animais foram retirados das baias durante a invasão e pelo menos dois morreram esmagados. Os ativistas negam e dizem que os leitões já estavam doentes. Além das mortes, a rotina da propriedade foi alterada, prejudicando a alimentação na granja e a lida em geral.

Saiba mais:

Farmer claims group of animal-rights activists killed two piglets during protest (Foxnews)

Animal-rights activists storm UK farm, claims protest left piglets dead (News com au).

Textos sobre suinocultura no Blog do Farmfor.


26 de dezembro de 2018

Veganos ameaçam matar produtor após promoção de perus de Natal


perus de natal

O produtor Matt Carter tem uma propriedade na localidade de Exeter, sudoeste da Inglaterra e também mantém um mercadinho onde vende a produção. Nesta época do ano, o destaque fica por conta dos perus recheados que costuma fornecer para a comunidade, todos criados “à pasto”, seguindo a tendência da produção free range.

Pichações na propriedade. Uma das promoções permitia que o cliente batizasse com um nome o peru escolhido, antes do mesmo ir para o abate.

E foi justamente quando o mercadinho começou a lançar as promoções de Natal que grupos organizados de veganos começaram a perturbar o negócio, mas indo longe demais: além dos tradicionais xingamentos na página do estabelecimento no Facebook, invadiram a propriedade e picharam ameaças de de morte aos proprietários, além de danificar produtos que estavam expostos para venda (entre eles, faisões). As ameaças também foram realizadas via ligações telefônicas.

Mas o tiro saiu pela culatra: o produtor declarou ao site do The Telegraph que, apesar da forte campanha ameaçadora dos militantes veganos, suas vendas aumentaram como nunca, tamanho o suporte que recebeu da comunidade. Se antes vendiam de dois a três perus de Natal por dia, passaram a vender 25.

Todas as ameaças foram registradas na polícia local e as investigações estão em andamento. E as vendas, foram de vento em popa.

Saiba mais também no The Sun.


5 de novembro de 2018

Veganos da Inglaterra planejam onda de protestos contra pecuaristas


Veganos da Inglaterra

Veganos da Inglaterra querem convencer as pessoas a comer “carne” vegetal e vão iniciar onda de protestos contra pecuaristas e açougueiros

Para quem ainda confunde os termos (com certa razão), vegetarianos, em um modo geral, não comem carne, leite e ovos, ou variações destes alimentos. Já os veganos, não comem qualquer alimento de origem animal ou usam qualquer coisa que seja feita com animais, como roupas de couro, medicamentos com componentes de origem animal, cera de abelha e por aí vai.

Mas não basta parar por aí: grupos organizados de veganos na Inglaterra querem protestar contra açougueiros e pecuaristas (para alguns, representantes do diabo em pessoa na Terra). Em todo o Reino Unido, estima-se que são mais de 650 mil adeptos do veganismo.

Veganos protestando contra açougueiros na Califórnia (EUA).

Entre as táticas mais destacadas destes grupos, estão invasão de propriedades e ações de “libertação” animal, quando os integrantes abrem aviários, chiqueiros ou qualquer outra instalação e soltam pelas ruas a criação, deixando os proprietários no prejuízo.

Em alguns casos, veganos implicam com açougueiros pelo simples fato de pendurarem carcaças nas vitrines dos açougues.

Convém ficar de olho. Algumas modas costuma ser importadas para o Brasil. Que cada um proteste da forma que quiser, mas quando a ação dos ativistas começa a impedir a liberdade (dentro da lei) de terceiros, a coisa muda de figura.

Textos sobre ativismo no Blog do Farmfor.


17 de setembro de 2018

Estudantes de universidade americana consideram “ofensivo” vender sorvete no campus


Sorvete

Segundo eles, sorvete nas dependências da universidade seria ofensivo a muçulmanos, judeus e veganos

 

Deu no Breitbart: estudantes da Universidade de Wisconsin-Madison estão protestando contra o fornecimento de sorvetes nos estabelecimentos que atendem os alunos no campus. Tudo por conta de ingredientes de origem animal como a gelatina, usada desde sempre na iguaria. Segundo eles, manter disponível o produto com este tipo de ingrediente cria um ambiente onde muçulmanos, judeus, hindus, veganos e budistas não seriam bem-vindos.

A reclamação inclusive virou recentemente uma espécie de “proposta de lei” na reforma do regulamento do campus. A teoria sobre “discriminação” contra etnias é tão imbecil que despreza o fato de que opções sem ingredientes de origem animal na fórmula já estão disponíveis no cardápio dos restaurantes da instituição.

 

Produção de leite no estado de Wisconsin: uma indústria de 43 bilhões de dólares.

 

Para piorar, o estado de Wisconsin é o berço da produção leiteira americana e este tipo de ativismo ataca diretamente uma das atividades econômicas mais importantes do estado. Em números atuais, são 8419 rebanhos, 1,2 milhão de vacas leiteiras em uma média de 151 animais por propriedade e 1,2 bilhão de litros de leite produzidos por mês. 96% das propriedades são tocadas por famílias que estão a gerações no negócio. Estes dados podem ser conferidos no site Wisconsin Cheese.

 

Ativismos toscos como este do sorvete – ainda que pareçam insignificantes – devem ser combatidos diretamente na raiz, com dados, clareza e firmeza de propósitos. De outra maneira, um dia será tarde demais.

 

 

 

 

 

 


28 de dezembro de 2017

Segunda sem carne: deputados paulistas declaram guerra ao agronegócio


Segunda sem Carne

Lei aprovada na Assembleia Legislativa de SP é um deboche com o setor mais importante da economia brasileira e endossa narrativas absurdas

 

Pipocam pelo país tentativas de criar “dias sem carne” em estados e municípios brasileiros, muitas vezes na mão de deputados de esquerda e contrários ao agronegócio. Na justificativa, um conjunto de narrativas já bem conhecidas, com dados e acusações contra a agropecuária mundial e brasileira, induzindo o público ao erro.

Desta vez, o ativismo chegou na Assembleia Legislativa da maior economia do Brasil: os deputados paulistas aprovaram o projeto de Lei 87/2016 do colega Feliciano Filho (PSC) que institui o DIA SEM CARNE no estado, proibindo que escolas e repartições públicas sirvam carne em seus refeitórios nas segundas. Quem não cumprir a regra, pagará uma multa acima de R$ 7.500,00.

O projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Geraldo Alckmin.

O projeto, altamente ideológico, demoniza o consumo de carne e o pecuarista, ofendendo não apenas uma indústria séria e importante deste país, mas todo o cidadão que exerce o direito de comer carne. Claro que a proibição atinge apenas órgãos estaduais de São Paulo e em apenas um dia, mas é um vetor, o reforço de uma narrativa que poderá dar suporte para ações futuras, bem piores.

Parte da justificativa para a Segunda sem Carne:

Segundo a fonte de pesquisa ‘www.segundasemcarne.com.br’: atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a simples justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, sabe-se que o reino vegetal é plenamente capaz de suprir as necessidades de uma população. Isso porque uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Não se pode esquecer que, assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie.

Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais, os quais, considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar. 

A peça, na íntegra, no site do deputado.

Assim que ficar disponível, publicaremos os nomes dos deputados que votaram contra ou a favor da Segunda Sem Carne.


1 de junho de 2017

Emissora de rádio posta fotos de carcaça de ovino e sofre ataque de ativistas


fotos de carcaça

A simples divulgação de uma aula do curso de veterinária da Universidade de Passo Fundo virou alvo de ataques no Facebook

 

Parece que virou moda. Já publicamos aqui o caso ocorrido com o Rodrigo Hilbert, atacado na internet e na TV por mostrar em seu programa de culinária o abate de uma ovelha. Eventos parecidos ocorreram com o chef Henrique Fogaça e com a cantora Thalia. Para certos grupos, a ordem é atacar e calar quem mostre qualquer abate, em todos os níveis de exposição em vídeos ou fotos.

Na quarta, 31 de maio, a Rádio Planalto, uma emissora de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, divulgou uma aula especial do curso de veterinária da UPF – Universidade de Passo Fundo, postando no site e no facebook, fotos do evento onde o professor mostrou uma carcaça, técnicas de abate e, com todos os cortes realizados, realizaram um churrasco nas instalações do curso. As imagens não são diferentes de muitas usadas até mesmo em folhetos promocionais de supermercados, como podemos observar:

 

Logo após a publicação, o facebook da emissora começou a receber diversos ataques de grupos de defesa dos animais, com os mais diversos argumentos, com acusações de “falta de ética” e de que (pasmem) “médicos não comem pacientes”.

Parece que muitos defensores dos animais pensam que veterinários trabalham apenas em pet shops. A profissão vai muito além e é do próprio curso de veterinária da UPF que retiramos a lembrança de que o médico-veterinário egresso da UPF “tem formação generalista, com forte atuação nas áreas de produção animal, sanidade animal, saúde pública, higiene, inspeção e tecnologia de produtos de origem animal, clínica e cirurgia de pequenos animais e extensão rural nas pequenas, médias e grandes propriedades”.

Vivemos em um mundo livre e democrático. Se pessoas não comem carne, tudo bem. Mas certos ativistas consideram qualquer um que o faça um assassino e um elemento nocivo para a sociedade. Os agricultores e toda a cadeia produtiva não podem baixar a cabeça para esta linha de pensamento. A agropecuária sustenta este país e é o modo de vida de milhões de pessoas. Desejamos também que os meios de comunicação não sucumbam perante estes movimentos, com alguns integrantes peritos em ódio e difamação.

Reforçamos aqui todo o apoio ao curso de veterinária da UPF, para a emissora e toda a comunidade do agro brasileiro.


14 de março de 2016

Rodrigo Hilbert carneou um borrego em seu programa de TV. Rodrigo, parabéns e continue assim!


Apresentador tem programa de culinária no canal por assinatura GNT e mostrou como se faz um cordeiro, do abate ao espeto.

 

Cordeiro. Uma das carnes mais apreciadas do mundo e consumida em diversas culturas. Como qualquer animal de abate, é morto para consumo humano em pequenas propriedades ou frigoríficos de todos os tipos e tamanhos. Então um apresentador de TV comete o “crime” de mostrar (com tarjas) como se abate um cordeiro e setores da internet vão à loucura. Começam os boicotes, pedidos para retirada do programa do ar e outras loucuras. Uma petição online tem mais de 2000 assinaturas neste momento.

Assim como o leite não “nasce na caixinha”, aquele carré de cordeiro não brota de algum canto mágico da churrasqueira. A verdade parece bater forte em alguns grupos que não conseguem digerir (sem trocadilho) que comer carne é normal, e bilhões de pessoas no mundo consomem um pernil pelo menos uma vez no ano.

Certos setores de nossa sociedade, adeptos do protesto radical, mesclam suas causas de maneira muito peculiar. Alguns condenam o abate de um cordeiro na televisão por ser “violento”, mas querem na realidade acabar com o consumo de carne e obviamente optam por boicotar o programa. Outros dizem defender o pequeno agricultor que reside naquela propriedade bucólica, romântica e linda mas desde que o mesmo só plante e crie o que for permitido pela ideologia. Adicione o grupo que defende o aborto de seres humanos no 9º mês da gestação mas reserva um amor incondicional para o cordeiro. Por último, mas não menos importante: o cordeiro é presença quase obrigatória na mesa de muitos dos novos imigrantes brasileiros. E agora?

São muitas contradições, falta de visão (mercadológica ou democrática) e a moda de aderir a qualquer campanha, desde que a mesma não exija esforço além do clique (é preciso mandar o link) e que fiquem de bem com amigos e colegas. Causar para aparecer.

Quem quiser saber mais sobre o programa, o nome é Tempero de Família e é transmitido pelo canal GNT.

A ovinocultura é uma ótima atividade, exigindo uma quantidade inferior de área para a produção de carne (900kg contra 250kg de um bovino no mesmo espaço). O Brasil tem um rebanho de 17 milhões de cabeças (IBGE, 2013) e, mesmo assim, ainda precisa importar cordeiro de países como o Uruguai. Ainda temos o leite e a lã, com uma infinidade de empregos e renda gerados em toda a cadeia produtiva.

Rodrigo Hilbert, continue assim e mostre para o público a realidade das nossas tradições.



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