Tag: Pecuária

15 de agosto de 2021

Hydrosmart, um pedaço de cano que engorda gado e melhora as plantas


hydrosmart

hydrosmart

O Hydrosmart foi desenvolvido por uma empresa da Austrália e melhora a qualidade da água para animais e irrigação através da eletricidade

Parece magia, mas é tecnologia. O Hydrosmart é um pedaço de cano com bobinas elétricas em seu interior. Conforme a água passa pelo dispositivo, ela sofre a interferência de campos eletromagnéticos que enfraquecem as ligações dos minerais, aplicando uma carga ionizante.

A água “melhorada” também trata corrosão, salinidade e teores altos de ferro. Cai como uma luva para quem usa água de poços artesianos e briga com a salinidade em algumas regiões.

Testes realizados em pomares de cítricos da Califórnia mostraram um aumento do crescimento do tronco das árvores 30% superior quando irrigadas com o sistema. Usuários também relatam ganhos na pecuária, com água de poço tratada com o sistema.

A empresa não é nova, tem 20 anos de mercado e seus primeiros clientes foram os viticultores, recuperando parreirais com sucesso. Um pedaço de cano que consome cerca de 5 watts de energia e faz “milagres” em diversas atividades agrícolas, sem águas residuais após o tratamento.

hydrosmart

A bobina em sua versão mais simples. Outros modelos e canais para contato com a empresa, aqui.

Sobre o Hydrosmart, lembrando…

Nosso Blog não vende ou representa fabricantes, apenas mostra produtos como curiosidade, para que os próprios leitores procurem saber mais sobre as soluções. Para quem ficou cientificamente curioso com o sistema, aqui estão diversos textos explicando os príncipios do funcionamento e estudos mais aprofundados.

Veja Também

Direito de consertar: australianos na briga entre agricultores e fabricantes.


21 de abril de 2021

Três bezerros dentro de um Celta em Santa Catarina


três bezerros

Polícia Militar Rodoviária flagrou três bezerros em um Celta na região de Lages. Vídeo da ocorrência foi postado no Instagram

 

A Polícia Rodoviária catarinense pegou um Celta na BR carregando três bezerros. Um no banco de trás, outro nos pés do passageiro do banco da frente e um terceiro no porta-malas.

Diz o vídeo postado no Instagram nesta terça:

“A guarnição Policial Militar Rodoviária, no km 223, município de Lages, abordou um veículo GM Celta, onde foi constatado durante a revista veicular que encontravam-se três bezerros, de aproximadamente 80 dias de vida, sendo um no porta-malas e dois bezerros no interior do veículo. Um na parte de trás, atrás do banco do motorista, e o outro bezerro estava sendo conduzido nos pés do passageiro. Sendo dois masculinos e um menor de idade. Foi entrado em contato com o comandante do posto, passada a situação o qual o mesmo acionou a equipe da CIDASC para comparecer no local. Guarnição verificando os fatos, realizando os procedimentos cabíveis, acionou também o conselho tutelar devido a ter um menor de dez anos no local e após finalizado todas as consultas e verificações necessárias, serão conduzidos à delegacia de polícia”

Ao que parece, o Celta branco está pintado com motivos “bovinos”, sendo a ocorrência ainda mais pitoresca: três bezerros dentro de um Celta fantasiado de vaquinha.


16 de abril de 2021

Exportação de gado vivo na mira de ex-deputada gaúcha


Exportação de gado vivo

Exportação de gado vivo

Regina Becker, atual Secretária do Trabalho e Assistência Social do Estado do Rio Grande do Sul e conhecida ativista da causa animal quer o fim da exportação do boi vivo

Como o seu Facebook pessoal define, Regina Becker é  Secretária do Trabalho e Assistência Social, ex-deputada estadual no Rio Grande do Sul e ativista na causa animal. É daquelas pessoas que entram na política em defesa de uma classe ou setor e este é o caso de Regina, conhecida com ser “da causa”.

Becker não está mais na Assembleia Legislativa gaúcha, mas ocupa cargo no governo estadual como Secretária do Trabalho e Assistência Social. Seu novo alvo como ainda ativista dos animais pode tirar o trabalho de muita gente: ela quer acabar com a exportação de gado vivo. Ironicamente, o Rio Grande do Sul é destaque no país na pecuária e exportação de gado em pé, com enormes carregamentos saindo do Porto de Rio Grande, regularmente.

No dia 16 de abril, a ex-deputada fez a seguinte postagem no Facebook:

EXPLORAR ANIMAIS VIVOS É CRUELDADE E DESRESPEITO À VIDA!
A Nova Zelândia decidiu pela proibição da exportação de animais vivos para consumo humano! O anúncio será feito nos próximos dias e é resposta à luta de entidades e ativistas que, tanto em clamor quanto em protesto, alertam que não é possível admitir, em pleno século 21 , em nome do lucro, o inconteste e inadmissível massacre imposto aos animais embarcados.
No dia 6 de dezembro de 2017, na Assembleia Legislativa, recebi os ativistas da Animals International e do Fórum Nacional de Defesa e Proteção Animal e a veterinária australiana Lynn Simpson para o lançamento da Campanha Contra a Exportação de Gado Vivo.
Propiciei, também, em 9 de julho de 2018, o debate sobre o tema à sociedade gaúcha, por meio de audiência pública sobre transporte e exportação de animais.
Seguimos a luta no Brasil. A ciência já comprovou que os animais são seres sencientes. A continuidade desta prática nos rouba o respeito que é devido às civilizações.
A exportação de animais vivos é degradante, é aviltante, é desumana!

O Governo do RS celebra a exportação

embarque de gado

Segundo o site FazComex, as exportações no ano de 2019 chegaram a um valor FOB de US$ 457 milhões, uma queda de mais de 20% se for comparado ao ano de 2018 quando haviam sido exportados US$ 621 milhões. Em torno de 181 mil toneladas foram principalmente para países como Turquia e Iraque, que são os países que mais importam animais vivos do nosso país. O ano de 2020, até abril, já foram exportados US$ 92,1 milhões, tendo uma queda de 35% se for comparada ao mesmo período do ano 2018.

O patrão direto da secretária Regina já celebrou em seu site oficial o sucesso das exportações. Em 2019, no texto “Exportação de gado vivo avança e mira novos mercados“, a imprensa oficial do governo dizia “Novos mercados se abrem para a exportação de gado em pé. A modalidade já é consolidada no Rio Grande do Sul, que exporta para a Turquia e países árabes cerca de 120 mil animais por ano – média histórica de 1% do rebanho gaúcho de 12,7 milhões de cabeças, conforme dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), responsável pela fiscalização sanitária e bem-estar dos animais desde a propriedade, período de quarentena e embarque no Porto do Rio Grande.”.

A ativista secretária vai contra a atividade que é defendida pelo governo, sustento de milhares de famílias e grande geradora de impostos. Um embate entre liberdade de expressão e sincronismo de agenda. Está na hora do governador rever suas parceirias políticas e o que é melhor para o Estado, não é mesmo?

 


14 de abril de 2021

Governo de Cuba autoriza a venda de carne, leite e derivados


cuba carne

governo de cuba

Até então, os pecuaristas só poderiam abater ou vender carne com autorização do governo de Cuba e a pena para quem vendia o alimento era de três a oito anos de cadeia

O governo cubano liberou produtores para a venda direta de carne, leite e derivados. A medida foi anunciada no dia 14 de agril de 2021, dentro de um conjunto de regulamentações para a área agrícola com mais de 6o modificações.

Sobre a venda de carne, diz a nova regra: “A comercialização liberada do leite e seus derivados é autorizada com base no cumprimento dos indicadores estabelecidos pela pecuária, qualidade e segurança, e no plano de entrega contratado; e a comercialização de carne e gado mais baixa, após reunião da comissão estadual e desde que garanta que não haja diminuição no gado“. As informações são do site Cuba Debate.

Os proprietários individuais de gado em Cuba não podem abater ou vender carne sem autorização do Estado. De um passado com cerca de 4 milhões de cabeças em 1959, hoje os dados oficiais do governo indicam um rebanho com 4 milhões.

Yusnaby Pérez

Tweet do representante do Governo de Cuba sobre o assunto. Destaque do jornalista Yusnaby Pérez.

 

Segundo o site Directorio Cubano, Diaz Canel, presidente de Cuba, disse que as medidas fazem parte da estratégia do governo para fazer face ao “aumento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos e ao impacto da pandemia provocada no mundo pela COVID-19”.

“Não queremos impor ao produtor o que semear, garantiu, mas temos que ver, no que precisamos produzir como país, de que forma todos participamos”, disse o presidente.

Desde 1999, a pena para quem for pego vendendo carne sem autorização é de 3 a 8 anos. Para quem compra a carne de origem ilegal é de três meses a um ano. Sim, na ilha comunista você pode ir para a cadeia por tentar alimentar a família de forma ilegal aos olhos do regime.

Veja também

Fortschritt, a colheitadeira da Alemanha Oriental


14 de fevereiro de 2021

Bill Gates quer que países ricos consumam apenas carne sintética


Bill Gates quer

Bill Gates quer

Bill Gates quer carne de laboratório no prato dos ricos

Bill Gates quer arranjar encrenca com os pecuaristas. O bilionário fundador da Microsof, pai do sistema operacional Windows, dono de um pedaço da John Deere e também de uma enorme quantidade de terras nos Estados Unidos, fez declarações pesadas para o jornalista James Temple, da revista MIT Technology Review, sobre formas de se combater o Aquecimento Global.

O bilionário está lançando um novo livro com o título Como evitar um desastre climático: As inovações que temos e as inovações necessárias (link na Amazon), dando suas ideias para o combate das mudanças climáticas no planeta. Quando indagado sobre a produção de alimentos, a poluição gerada pela pecuária e fertilizantes e a produção de carne sintética, respondeu:

Para a África e outros países pobres, teremos que usar a genética animal para aumentar drasticamente a quantidade de carne bovina por emissão para eles. Estranhamente, o gado dos EUA, por ser tão produtivo, as emissões por quilo de carne bovina são dramaticamente menores do que as emissões por quilo na África. E como parte do trabalho da Fundação Bill e Melinda Gates, estamos tirando proveito do gado africano, o que significa que eles podem sobreviver no calor e cruzar a produtividade monstruosa tanto do lado da carne quanto do leite do elite das linhas de carne bovina dos EUA.

Então, não, não acho que os 80 países mais pobres comerão carne sintética. Eu realmente acho que todos os países ricos deveriam mudar para carne 100% sintética. Você pode se acostumar com a diferença de sabor, e a alegação é que eles vão tornar o sabor ainda melhor com o tempo. Eventualmente, esse prêmio verde é modesto o suficiente para que você possa meio que mudar o comportamento das pessoas ou usar a regulamentação para mudar totalmente a demanda.

Portanto, para a carne nos países de renda média e superior, acho que é possível. Mas é um daqueles onde, uau, você tem que rastrear todos os anos e ver, e a política [é um desafio]. Existem todas essas contas que dizem que tem que ser chamado, basicamente, lixo de laboratório para ser vendido. Eles não querem que usemos o rótulo de carne bovina.

Bill Gates e Warren Buffet batendo um lanchinho em restaurante dos EUA no dia em que o VR entrou.

Os destaques no texto são nossos. Vale lembrar que o Brasil está entre os 25 países mais ricos do mundo e também é o maior produtos de carne do planeta. Uma vez aplicada a recomendação do bilionário com está colocada, teríamos sérios problemas econômicos. Não podemos esquecer também que Bill é investidor (adivinha?) de uma empresa que pesquisa e produz alternativas em carne sintética. O leitor do Blog do Farmfor ficou sabendo deste detalhe em fevereiro de 2018 em “Carne sintética desafia pecuaristas americanos“.

O filme O Demolidor virando realidade

“O contato físico não existe, dizer palavrão é crime, a comida é naturalista e todos são corretos, falsamente simpáticos e inclusivos. Um mundo orientado e individualmente doente, onde quem tenta viver com autoconsciência é criminalizado pelo Estado onipresente.” – Este é o quadro no filme O Demolidor, bem explicado e comentado neste texto da Lócus Online.


24 de agosto de 2020

Olhos pintados no traseiro das vacas espantam predadores


olhos pintados

Pelo menos é o que diz um estudo realizado na África, com pesquisadores da Austrália e centenas de vaquinhas cobaias

Para quem sofre com predadores nos rebanhos bovinos, aí está uma possível solução: pintar olhos nos traseiros das vacas para afugentar os inimigos.

Um estudo conduzido por pesquisadores da Austrália na África, mais precisamente na região nordeste de Botswana, mostrou que os animais que receberam a pintura de olhos no traseiro levaram vantagem em relação a outros com apenas um “X” ou nada.

Veja também: Bovinos com GPS e localização em tempo real, 24 horas.

Foram quatro anos de estudos com rebanhos. O resultado dos testes é curioso: das 835 vacas sem qualquer pintura, 15 sofreram ataques de predadores e morreram. Das 543 pintadas com a letra “X” no traseiro, 4 morreram. Já as 683 vacas com olhos pintados com tinta acrílica na retaguarda, todas sobreviveram sem ataques.

Bonito não fica, mas parece que funciona.

O estudo sobre os olhos pintados em bovinos pode ser acessado neste link. E foi visto primeiro no Modern Farmer.


30 de maio de 2020

A estupidez de quem associa o Desafio do Leite ao nazismo


desafio do leite

Ação de marketing em defesa da pecuária leiteira foi atacada quando chegou na mesa do presidente Jair Bolsonaro em transmissão das redes sociais

Acreditem: veículos de esquerda estão associando a adesão do presidente Jair Bolsonaro ao Desafio do Leite como um ato que passa uma mensagem nazista.

A ação viral consiste no “desafio” entre produtores e personalidades para que gravem um vídeo tomando um copo de leite. A pessoa entra na brincadeira, desafia outros amigos durante a gravação e bebe o leite. Simples assim.

Desafio do Leite na presidência

De desafio em desafio, o convite chegou ao presidente que usou a live da última quinta, 28 de maio, para beber leite junto com outros participantes da transmissão.

https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/videos/671761803369788/?t=653

Após um funcionário servir os copos na mesa, Bolsonaro segue falando sobre pesca e assuntos diversos, até começar a explicar o motivo da novidade: “Vamos aproveitar o momento aqui, pessoal, eu não estou fazendo propaganda de marca nenhuma, tá? Desafio do Leite. Vamos brindar aqui o nosso produtor rural, o pessoal do setor leiteiro do Brasil, é uma atividade que não é fácil – eu morei em fazenda por algum tempo lá em Eldorado Paulista, na Fazenda Quirongosi – nós somos o terceiro maior produtor de leite do mundo e sempre tomei isso aqui. De vez em quando tomo uns venenos aí, tá certo, que vem aí a gente compra em lata nos bares, tá? Mas um brinde a todos os produtores de leite do Brasil e um brinde a nossa querida Tereza Cristina. Não é a melhor não né? Porque se for a melhor só podia ser ela por que não tem outra mulher. Entre todos os outros, homens, que passaram pela agricultura, com todo o respeito, a melhor… Ministério da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina. Vamos lá. Selva!

Um site de esquerda de “destaque” no meio político (que não vamos citar) fez um paralelo entre enaltecer ato de tomar leite e o uso da simbologia branca do líquido com nazismo. Logo, a estúpida constatação foi replicada por canais de menor relevância.

O vídeo acima e a transcrição do momento dedicado ao desafio do leite provam que foi um discurso sem qualquer conotação prejudicial, muito menos racista ou nazista.

É mais um capítulo da guerra cultural envolvendo grupos que atacam o agro de todas as maneiras. Desta vez, juntaram a fome com a vontade de comer ao usar como alvo o político que detestam com o o setor que abominam. Como não lembrar da turma que advoga que vacas são estupradas para manter a pecuária leiteira ativa?

Seguiremos.


23 de fevereiro de 2020

Big Bertha, a vaca mais velha do mundo


Big Bertha

 

Animal nasceu na Irlanda e viveu 49 anos, dando 39 crias no período. Sua fama ajudou até em campanhas de caridade para a cura do câncer

Big Bertha

A Big Bertha nasceu no dia 17 de março de 1945 e viveu até 31 de dezembro de 1993, aos 49 anos de idade. Esta longevidade acabou levando o animal para o Livro dos Recordes por duas grandes marcas: a idade avançada (mais velha do mundo) e ter dado cria 39 vezes.

 

 

 

Conta a história que a Bertha seria da raça droimeann (nativa da Irlanda) ou holandesa. Segundo o site That’s Farming, ela chegou a emprestar a fama para arrecadar dinheiro para a caridade, levantando 70 mil euros em valores atuais. Entre as filantropias beneficiadas, pesquisas para a cura do câncer.

Veja também: Boi gigante faz sucesso na Austrália.

A vaquinha curtia um bom gole de whisky, especialmente antes dos desfiles públicos para “acalmar os nervos”.

Big Bertha
Neste site você encontra uma coleção completa de fotos da vaca mais velha do mundo.

Big Bertha entrou para a eternidade não apenas pelos recordes, mas literalmente: foi empalhada por um taxidermista e hoje se encontra em um lugar de honra na Hazel Fort Farm, na localidade de Beaufort, Killarney.


2 de fevereiro de 2020

Embrapa investe na produção de hambúrguer vegetal


Hambúrguer Vegetal

A tradicional empresa de pesquisa agropecuária brasileira também investe recursos em alternativas para a carne, como o hambúrguer vegetal

Não é de hoje que a EMBRAPA desenvolve pesquisas com produtos alternativos. Um deles, o New Burger, foi desenvolvido em parceria com a empresa Sottile Alimentos e há registros de testes desde 2017 no site.

Agora, o hambúrguer vegetal volta para a mídia. Segundo a Agência Brasil em post do dia 2/2/2020, o produto já está à venda em uma rede de supermercados do Rio de janeiro.

Diz ainda que:

O “Novo Burguer”, no comércio há dois meses, é feito com fibra de caju, proteína de soja, cebola, tomate, pimentão, corante natural e temperos, e tem características sensoriais assemelhadas ao hambúrguer de carne.

O produto foi criado para pessoas batizadas como “flexitarianos” – aqueles indivíduos que apesar de gostarem de carne querem balancear a dieta e buscam reduzir o consumo de carne. “São diferentes de vegetarianos ou veganos que não gostam do sabor da carne e não querem alimentos que simulem a carne”, explica a engenheira de alimentos Janice Ribeiro Lima.

Ela é pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, na unidade da estatal responsável por desenvolver agroindústria de alimentos, e que fica no Rio de Janeiro. Ela começou a criar alternativas para carne em pesquisas iniciadas em 2007, quando ainda trabalhava na Embrapa do Ceará.

Janice Lima e as equipes de pesquisadores já desenvolveram outros produtos como o hambúrguer de fibra de caju e de feijão de corda para vegetarianos e também substitutos para rechear coxinha de galinha e bolinho de siri.

A pesquisadora explica que o objetivo do seu trabalho “não é que as pessoas parem de comer carne, mas dar mais uma opção”. Segundo ela, a produção de produtos com proteína vegetal pode ser menos onerosa que a proteína animal. Especialmente no caso do Novo Burguer que utiliza o bagaço do caju, geralmente eliminado pela indústria de suco ou revendido para alimentação de animais.

Hambúrguer Vegetal é polêmico

Como já tratamos aqui no Blog do Farmfor, o desenvolvimento de carnes vegetais não é bem visto pelos produtores e com razão: muitos produtos são carregados de narrativas negativas sobre o setor da pecuária, com um marketing que mostra estas “alternativas” como salvadoras do meio ambiente face à “pecuária destruidora”.

Veja também

Impossible Pork: empresa cria “carne” de porco feita de plantas.

Rede americana de fast-food faz vegetal de carne para tirar sarro da concorrência.


3 de janeiro de 2020

Gado queimado é sacrificado na Austrália


Gado queimado

Imagem triste rodou o mundo e mostra a situação do incêndio florestal que varre o país e já é maior que o da Amazônia

Os incêndios que estão devastando a Austrália começaram em setembro do ano passado e já queimaram mais de 7 milhões de hectares de vegetação, mataram 18 pessoas e causaram incontáveis danos da fauna e patrimônio. Centenas de milhares de pessoas já foram evacuadas de suas casas. É o maior da história do país.

O número oficial do INPE para as queimadas na Amazônia é de cerca de 7 milhões de hectares para o período de janeiro a novembro de 2019.

Steve Shipton sacrificando uma cabeça de gado. Foto de Sean Davey.

A imagem que comoveu o mundo: o pecuarista Steve Shipton aparece na foto sacrificando uma cabeça de gado de sua propriedade. Muitas vacas morreram nos campos, mas uma boa quantidade vagava pelas terras agonizando pelos ferimentos após o sinistro, necessitando da triste ação.

O fotógrafo que fez a foto criou uma página para levantar fundos e ajudar o pecuarista, neste link. O dinheiro arrecadado irá para a reconstrução das cercas e compra de suprimentos para a própria família e para o gado que restou.

Outras familias de agricultores perderam tudo, em poucos minutos de incêndio. Há também uma tragédia maior: pai e filho morreram tentando proteger o gado em uma propriedade na região de Wandella.

Saiba mais

Australia’s fires have burned more than twice as much land as the summer’s Amazon blazes. They’re part of an ominous carbon-dioxide feedback loop.

Farmer forced to shoot cattle after bushfires.

Fires reduce NSW dairy farm to ash in just 10 minutes.


11 de julho de 2019

Pecuaristas irlandeses vão pra rua contra o acordo UE-Mercosul


Pecuaristas Irlandeses

Produtores tocaram o terror na Leinster House e os políticos correram para declarar que o acordo está longe de existir de fato

Grupos organizados de agricultores, especialmente pecuaristas, foram protestar nas ruas de Dublin, capital da Irlanda. A turma está enfurecida com os potenciais prejuízos que terão com o acordo UE-Mercosul. Segundo a mídia local, mais de 1000 pessoas realizaram o protesto.

Aspecto do protesto nas ruas de Dublin.

Chamando o governo de vendido, traidor e com o sentimento de “uma facada nas costas dos agricultores”, fizeram marchas pelas ruas e depositaram vários apetrechos da lida diária (simbolicamente muitas botas) nos portões do Palácio de Governo.

Ministro da Agricultura correu para acalmar os pecuaristas irlandeses

Segundo o Ministro da Agricultura da Irlanda, Michael Creed, o acordo UE-Mercosul está longe de ser realidade e que o país ainda tem tempo para realizar ajustes que protejam os produtores locais. Disse ainda que entende certas preocupações, como a entrada de “99 mil toneladas de carne brasileira sem rastreabilidade” no mercado europeu.

Ainda segundo o site Irish Examiner, o ministro reforça que o acordo não passou pelo crivo de nenhum conselho de ministros de comércio, não foi aprovado pelo Parlamento Europeu e ainda não foi ratificado por nenhum estado membro da UE.

Outras acusações

Desde que o tratado UE-Mercosul foi anunciado como na “etapa final”, os ataques ao agro brasileiro se intensificaram na Europa. Grupos de interesse estão fortalecendo a narrativa de que estamos “desmatando a Amazônia para vender carne no mercado europeu” e até mesmo que o Brasil tem um presidente com sérios problemas na área de Direitos Humanos.

Mais do que nunca, o Brasil precisa intensificar o debate no setor de marketing para tentar vencer esta verdadeira guerra cultural, antes mesmo de embarcar o primeiro animal nesta nova era de negócios.


20 de setembro de 2018

Milionário inglês quer impostos de cigarros para a carne


Impostos na carne

Impostos na Carne: agência de executivo do mercado financeiro quer que consumidores paguem por supostos malefícios da pecuária

 

A luta contra a produção de carne nunca termina. Enquanto uns tentam a proibição em ações ao estilo da “Segunda sem Carne”, outros dão ideias para governos sobretaxarem os produtos derivados de qualquer animal.

FAIRR, uma espécie de agência de risco para atividades que envolvam a produção animal, lançou um relatório que recomenda a criação de impostos para a carne, nos mesmos moldes dos já existentes para o tabaco e açúcar. A agência ainda declara que deve ser criado o consenso mundial sobre os malefícios ambientais na produção e nos riscos para a saúde de quem consome carne, para que governos sejam convencidos e adotem a taxação. Com a carne (bem) mais cara, as pessoas procurariam alternativas “vegetarianas”.

Por trás da FAIRR está Jeremy Coller, um milionário inglês que fez sua fortuna no mercado financeiro e um dos maiores filantropos do Reino Unido. Ele também tem conexões com o grupo The Elders, um conjunto de líderes mundiais fundado em 2007 por Nelson Mandela, onde o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é membro emérito.

 

Impostos na Carne

 

Acima, Jeremy Coller.

A medida, além de absurda, esquece da população mais pobre, que deixará de consumir. E dos milhões de pequenos e médios produtores que sentirão na pele o declínio da atividade. Ações como esta parecem sair de laboratórios de cientistas sociais com muita ideologia na cabeça, com objetivos mundiais bem definidos e desprezo por quem estiver no caminho. Esta situação já é vivida pelos produtores de fumo no Brasil, pequenas famílias que se tornaram verdadeiros “criminosos morais” por plantarem tabaco, vivendo na incerteza.

Vivemos tempos sombrios. Os produtores rurais precisam, acima de tudo, buscar a proteção através das cooperativas, entidades, movimentos políticos e os próprios representantes eleitos.

Saiba mais (em inglês): A new report says we should tax meat-eaters like smokers.

 

 

 


15 de setembro de 2018

Argentina perdeu 420 propriedades leiteiras em um ano


Argentina perdeu

Dados são do Registro Nacional Sanitário de Produtores elaborado pela SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria)

A Argentina perdeu (mais uma vez) propriedades leiteiras no último ano. Os dados são compilados pela SENASA e revelados no mês de setembro. No período 2017-2018, “sumiram do mapa” 420 tambos em nosso país vizinho. Nos últimos 17 meses, foram 595 unidades. Nos últimos 10 anos, a taxa média anual de perda foi de 0,7%. Nos últimos 30, o número chega em 3,4%. Ainda segundo a SENASA, a média mundial é de 4%.

Entre os culpados (desde 2014) estão a conhecida crise financeira da Argentina, duas inundações e um grave período de seca e a situação do mercado mundial de leite entre 2015 e 2016.

Veja também

Saiba mais:

SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria).

Mundo Rural.

Bovinocultura no Blog do Farmfor.

 

 


14 de junho de 2018

Pastejo rotacionado sem cercas, controlado por celular


Pastejo rotacionado

Startup americana promete sistema de piquetes virtuais, com cercas eletrônicas.

 

A startup californiana Vence, baseada na cidade de San Diego, recebeu um aporte de US$ 2,7 milhões de dólares para desenvolver o seu produto: um sistema de “piquetes virtuais” capaz de controlar o rebanho no pasto sem cercas, físicas ou elétricas.

O animal recebe um brinco especial, com GPS e comunicação sem fio, capaz de se comunicar com os servidores da empresa e controlar o posicionamento, emitindo sons ou dando pequenos choques quando ele se aproxima do limite da área determinada para o pastejo.

Do celular, os administradores controlam o rebanho e modificam em tempo real os espaços delimitados para o pastejo, quando necessário.

 

A iniciativa tem o suporte do Rabobank. Vale lembrar que a ideia de cerca virtual não é nova, mas a miniaturização e as possibilidades no mundo da eletrônica agora tornaram estes dispositivos mais baratos. Para grandes pecuaristas, nem precisa ser “muito barato”: há registros de propriedades americanas que gastam mais de US$ 500 mil por ano com a construção e manutenção de cercas.

Além do piquete virtual, os brincos sensores ainda monitoram diversos sinais vitais e a atividade dos animais. As vendas estão começando, através do site (em inglês).

 


28 de maio de 2018

Nova Zelândia vai sacrificar 126 mil bovinos para erradicar Mycoplasma bovis


Iniciativa custará 560 milhões de dólares e vai durar 10 anos.

 

A Nova Zelândia vai tentar erradicar a Mycoplasma bovis através do abate em massa de animais. A doença foi detectada no país pela primeira vez em 2017, causando mastite, pneumonia, infecção nos ouvidos e outros sintomas em rebanhos. Desde então, 26 mil vacas já foram sacrificadas e a doença foi considerada ativa em 37 propriedades.

Como o Mycoplasma bovis ainda não foi erradicado, as ações deverão continuar pelos próximos 10 anos, com o sacrifício previsto de 126 mil cabeças de gado, ao custo de 560 milhões de dólares. A iniciativa quer proteger as 20000 propriedades do país que é destaque na produção mundial de leite, com um rebanho de 6,6 milhões de cabeças produzindo 3% do leite mundial.

Saiba mais

Mycoplasma bovis no site MilkPoint.

 

Notícia no The Quint.

Notícia no Daily Caller, falando em sacrifício de 150 mil animais (em inglês).


26 de maio de 2018

Produtor distribui leite no interior do RS


Sem condições para armazenar por conta da greve, produtor distribui leite nos bairros da cidade.

Raini Matheus, filho de produtores na cidade de Novo Machado, no interior do Rio Grande do Sul (quase fronteira com Santa Catarina), usou as redes sociais para avisar que em alguns minutos estaria distribuindo leite em um determinado ponto da cidade. E ainda pediu que as pessoas preparassem os baldes e as panelas.

https://www.facebook.com/rainimatheus.wojahn/posts/839688616226919

Dito e feito: no horário marcado, lá estava o Raini, seus amigos e familiares cuidando da distribuição do leite. Em épocas como esta, muitas pessoas fazem o contrário e usam as redes sociais para difamar os produtores rurais, que “não doam alimentos” em caso de problemas com a distribuição ou comercialização. Na realidade, a maioria doa, mas muitos estão em pontos distantes das aglomerações urbanas, sem condições para oferecer os produtos para quem quiser pegar.

 

 

Um gesto nobre do Raini e de outros produtores anônimos que estão realizando a mesma boa ação pelas cidades do interior. Todos estão de parabéns!


23 de abril de 2018

Supermercado começa a produzir o próprio leite e laticínios cancelam contratos com produtores nos EUA


Decisão prejudica centenas de pequenos produtores em diversos estados americanos.

 

Os produtores de leite receberam uma novidade bem ruim por estes dias: a famosa rede de supermercados Walmart vai produzir o próprio leite, montando uma mega estrutura capaz de colocar um volume nas prateleiras equivalente a 3% de todo o leite consumido nos Estados Unidos.

Mais de 100 produtores em 8 estados diferentes já receberam uma notificação sobre o cancelamento de contrato só no laticínio Dean Foods, um dos fornecedores do Walmart.

 

O momento já é ruim para os produtores americanos, com consumo caindo permanentemente e produção em alta. Estes movimentos corporativos ainda bagunçam com o preço no mercado e muitos pecuaristas centenários dos EUA já pensam em um futuro de falência total, saída do negócio ou trabalho como empregado daqueles que foram um dia os maiores clientes.

Saiba mais:

Dados estatísticos sobre consumo de leite nos EUA.

Walmart’s milk production hits farmers hard (NY Post, em inglês).

Milk processor cancels farm contracts as Walmart makes own milk (Public Opinion, em inglês).

Walmart Moves Into The Dairy Business Even As Milk Consumption Drops (Forbes, em inglês).

 


15 de abril de 2018

A terrível crise da silagem na Irlanda


crise da silagem

Faltam forrageiras no país e até grama de aeroporto vira alimentação para o gado.

 

Os pecuaristas da Irlanda estão passando dificuldades. Diversos problemas climáticos prejudicaram a produção de forrageiras e silagens no último ano, além da permanência maior dos animais em confinamento. Esta combinação criou uma crise que deve repetir outra já ocorrida no ano de 2013, onde foram registrados prejuízos de cerca de 1 bilhão de euros.

Alguns aeroportos do país ofereceram na crise anterior os gramados ao redor das pistas para que grupos de produtores realizassem o corte. A iniciativa rendeu, só no Aeroporto de Shannon, 1600 rolos de silagem. O procedimento já foi oferecido novamente para os agricultores e deverá começar no verão.

Os grandes produtores estão com os estoques de silagem zerados e importando o produto da Inglaterra. Enquanto isso, os pequenos precisam encarar (quando disponíveis) o preço de 40 euros por um único rolo de silagem, 4 vezes acima do preço em épocas normais. Iniciativas do governo estão cadastrando vendedores e compradores de silagem, uma ajuda “burocrática”.

As empresas que coletam animais mortos nas propriedades rurais estão trabalhando como nunca, recolhendo até 200 carcaças por dia nos campos. É o rebanho morrendo de fome, enquanto aproveitadores tentam emplacar discursos sobre “excesso de animais”, exploração e mudanças climáticas.

Vale lembrar que os agricultores irlandeses não contam com uma ajuda oficial do governo em termos financeiros nesta crise em especial, mas muitos recebem compensação ambiental, como já falamos aqui no blog.

A média no gasto com silagem em propriedades com 100 animais está em 2500 euros por semana (R$ 10 mil), durante esta crise.


2 de março de 2018

Leite artificial quer acabar com a pecuária leiteira mundial


Leite artificial

Startup americana está desenvolvendo leite em laboratório, sem usar uma única vaca.

A startup americana Perfect Day quer revolucionar o mercado mundial de laticínios, ao pé da letra. A empresa pretende destruir tudo e começar do zero, fazendo as coisas de outra forma: produzindo leite artificial, sem usar uma única vaca.

Não se trata de “leite de soja” e outros produtos que adotam esta nomenclatura, mas um leite sintético que será fabricado por fermentação, em um processo muito parecido com o adotado nas cervejarias, onde fermento e açúcar fazem a maior parte do trabalho.

Tudo acontece com engenharia genética e a programação para que o fermento passe a produzir proteínas, como a caseína. E como o fermento é apenas o “fabricante” dos componentes deste leite artificial e não acompanha o produto final, a coisa toda ainda é elegível para a rotulagem de “sem transgênicos”.

Perfect Day começou em 2014. Quando desenvolveu o primeiro protótipo do leite artificial, colocou a experiência em uma garrafa e levou até os executivos do fundo de investimento baseado em Hong Kong Horizons Ventures. Nesta ocasião, saíram do escritório com um cheque de 2 milhões de dólares para continuar desenvolvendo a ideia. A firma é ligada ao bilionário chinês Li Ka-shing.

A startup cresceu e promete “surpresas” ainda este ano, com a venda de subprodutos para a indústria alimentícia em um primeiro momento, passado em um futuro próximo para a venda no varejo de leites e derivados. Nós já falamos aqui no blog sobre a questão da carne artificial e como a indústria está reagindo. A cadeia do leite deve pensar algo no mesmo sentido.

O leite artificial parece ser uma ameaça séria e não exercício de futurismo e ficção científica. A iniciativa vem com a ajuda dos principais discursos contra a agricultura e pecuária em voga no mundo inteiro, como os alegados danos ao meio ambiente e maus tratos com animais. É um duplo mortal carpado pronto para atacar todo o segmento (em que pese o apoio de algumas indústrias, ironicamente).

Saiba mais:

Meet the startup that makes milk—without cows.

The Milk of the Future Could Be Made Without Cows.

This Startup Is Making Cow-Free Cow’s Milk Because Vegan Ice Cream Sucks.


20 de fevereiro de 2018

Touro angus é vendido por US$ 800 mil em leilão nos EUA


Arremate bateu o recorde anterior de US$ 750 mil.

O touro de nome SAV Elation 7899 foi arrematado por US$ 800.000,00 em um leilão nos EUA, um recorde para este tipo de negociação.

O touro é cria da empresa Schaff Angus Valley e foi comprado em parceria por duas empresas americanas, a Square B Ranch and Cattle Company e a Bogle Ranch LLC.

O Elation 7899 tem apenas 14 meses e é fruto de pesquisa em genética de ponta, com destaque no baixo peso ao nascer, alto crescimento e ótima qualidade da carne. Vem de uma linhagem com animais considerados os melhores angus dos últimos 25 anos nos EUA.

O tourinho de 2,5 milhões de reais agora viverá uma vida de luxo, com seus donos vendendo sêmen para milhares de vacas pelo mundo afora.

Acesse o site da Square B Ranch.



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