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11 de fevereiro de 2021

Drone colhedor de maçãs é aposta de startup israelense


Drone colhedor de maçãs

Drone colhedor de maçãs

Faltam trabalhadores, entra o drone colhedor de maçãs.

A Tevel, uma startup israelense fundada em 2017, está desenvolvendo uma classe especial de drones dedicada ao processo de colheita de frutas em pomares, especialmente de maçãs.

O sistema tem um “carrinho” para armazenar os frutos colhidos por um conjunto de drones presos a cabos de alimentação e controle. No meio do pomar, os aparelhos colhem fruto por fruto de ambos os lados, colocando posteriormente no depósito. Tudo com muita inteligência artificial, visão por computador e uma infinidade de sensores que definem o melhor ponto para a colheita e se o fruto está maduro.

O drone é capaz de colher mais de 90% das frutas em média nas árvores, até 5 metros de altura, possibilitando o aumento do porte mantido nos pomares em até 20%, aumentando a produção.

Segundo a startup, o drone colhedor de maçãs pode trabalhar dia e noite, seguindo a programação definida pelos gerentes e tudo isso diminuindo o custo operacional. Além das maçãs, o sistema tem rotinas para laranjas e abacates. Testes de colheita estão sendo realizados na Espanha, Estados Unidos e Itália, em plantações com mais de 100 hectares.

Tevel

A Tevel já recebeu US$ 20 milhões de investidores, incluindo a Kubota. Uma versão final do sistema está prevista para sair até o final do ano de 2021, para sacudir um mercado mundial anual de 82 bilhões de euros que emprega (ou tenta empregar) 10 milhões de trabalhadores temporários.

 


17 de janeiro de 2021

Google Tel Aviv: um trator no vigésimo andar


Tel Aviv




Tel Aviv

Assim como em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, onde um velho trator descansa como objeto de decoração em um supermercado da rede Zaffari, nos escritórios do Google na cidade de Tel Aviv, em Israel, um velho Massey Ferguson também enfeita o ambiente. Mas se em Passo Fundo ele “entrou rodando” no supermercado ao nível do solo, em Israel foi um pouco mais complicado, já que a sede do Google fica no vigésimo andar do prédio.

 

Electra Tower FarmforElectra Tower, prédio onde fica a sede do Google em Israel.

 

O trator e a cidade ao fundo. Foto: Olya L / Instagram.

Pelas imagens, dá para perceber que se trata de um antigo trator Massey Ferguson, provavelmente modelo 1035. Com algumas modificações, como uma placa de licença na parte inferior e a falta do emblema da empresa na parte superior da grade frontal. De resto, uma gambiarra no sistema elétrico do prédio para alimentar os faróis do trator e uma carretinha levando uma carga de almofadas completam o cenário.

 

Com uma forte tradição agrícola no início de sua história, o trator é uma forma de homenagem e reconhecimento aos velhos agricultores de Israel.

Escritório do Google em Tel Aviv: veja mais

Inside The New Google Tel Aviv Office.

Google Tel Aviv Office / Camenzind Evolution.

 


19 de novembro de 2019

Israelenses desenvolvem mel sintético sem abelha


Mel Sintético

Mel sintético é feito com o uso de uma bactéria. A técnica ganhou medalha de ouro em competição científica americana.

Um grupo de 12 estudantes do Instituto Israelita de Tecnologia (Technion) consegui desenvolver um mel sintético, sem abelhas. A técnica consiste em usar a bactéria Bacillus subtilis, reprogramada em laboratório para “aprender” a fazer mel.

O estudo ganhou uma medalha de ouro em uma competição do iGEM – International Genetically Engineered Machine – entre 300 instituições de ensino.

O mel no laboratório.

Tudo funciona da seguinte maneira: a bactéria modificada geneticamente processa uma solução similar ao néctar, com secreção de enzimas que imitam o que acontece no estômago da abelha.

O grupo alega que o produto, que ganhou o nome de Beefree (livre de abelhas) é uma alternativa sustentável para a produção de mel.

Mel Sintético

Confira os dados técnicos do projeto neste link em inglês.

Leia também: Orvalho de Deus, inspiração de Israel nos planos de Bolsonaro.


10 de junho de 2019

Ag Cormorant, o drone pulverizador com capacidade para 500kg de carga


Ag Cormorant

O drone israelense Ag Cormorant está em testes e pretende substituir o uso do avião agrícola nas lavouras. O Brasil está na mira.

O drone Ag Cormorant é uma parceria da empresa Adama com a Tactical Robotics, sendo uma versão do Cormorant já existente para atender o mercado agrícola. O drone poderá pulverizar durante qualquer hora do dia, dispensar pista de pouso e realizar tudo isso com baixo nível de ruído.

O equipamento cabe em um caminhão, podendo ser levado para a lavoura e usado em minutos.

Vista lateral do drone Ag Cormorant.

A capacidade de carga do Ag Cormorant é de 500 kg. O desenho do drone aproveita o deslocamento de ar dos rotores para dar um incremento na penetração dos produtos nas lavouras.

Ag Cormorant em vídeo

https://youtu.be/0rkiVHrYHt8
Vídeo: a peça foi duramente críticada no Youtube pelas condições de voo demonstradas: muito alto.

Segundo os fabricantes, os mercados do Brasil, Argentina e Estados Unidos estão na mira. O drone será vendido como uma alternativa mais barata ao voo agrícola com aeronaves tradicionais, permitindo inclusive a aplicação mais próxima das áreas urbanas.

Vale lembrar que o Cormorant original foi desenvolvido para diversas funções como ambulância aérea, combate a incêndios e transporte pessoal. Seu nome anterior era Air Mule.

O drone pesa 1,5 tonelada (vazio) e atinge a velocidade de 185 km/h. Seus motores são instalados em dutos, diminuindo o risco de acidente e choque das hélices em obstáculos. O motor utilizado é o Turbomeca Arriel (o drone não é elétrico).

Veja também: Drones no Blog do Farmfor.

A empresa Tactical Robots (empresa israelense subsidiária da Urban Aeronautics) desenvolveu até agora duas unidades para testes e o preço final do drone ficará em torno de US$ 2,5 milhões. A promessa é de disponibilidade para venda ainda em 2020.

O drone tem um “primo” muito parecido e que pretende ser uma versão acessível para transporte urbano. Literalmente, um carro voador. Saiba mais sobre o CityHawk VTOL.


27 de outubro de 2018

Orvalho de Deus, inspiração de Israel nos planos de Bolsonaro


Orvalho de Deus

Empresa israelense desenvolve produto simples que capta a água do orvalho, inspirada nas técnicas milenares da região

 

Veja também: Tikad, o drone que atira.

 

Os antigos habitantes da região onde hoje fica Israel já eram mestres na arte de coletar água do orvalho, utilizando pedras. Uma empresa do país resolveu modernizar esta técnica e desde 2009 produz um equipamento simples e barato: uma bandeja de plástico com ranhuras que coleta o orvalho e leva até o centro da planta.

A mãe da ideia moderna é a empresa Tal-Ya Water Technologies, produtora da bandeja que custa menos de um dólar e traz inúmeros benefícios além da irrigação simplificada, como a eliminação de ervas daninhas no entorno da planta onde a bandeja é instalada. Para sobreviver ao sol, a bandeja de plástico recebe aditivos (entre eles o alumínio) e proteção UV, resistindo ao sol e variação extrema de temperatura.

 

Orvalho de Deus em vídeo

 

 

O nome da empresa, Tal-Ya, significa Orvalho de Deus em hebraico. O projeto pode ser uma das inspirações do discurso do candidato Jair Bolsonaro em seus planos para a recuperação do nordeste e autonomia para o homem do campo naquela região.

Segundo o site da empresa, as soluções para captação de orvalho na irrigação já são usadas nos Estados Unidos, Chile, China, Georgia, Sri Lanka e, obviamente, Israel. Não existe representante no Brasil.

 

Saiba mais

Os planos de Bolsonaro para a agricultura.

Os planos de Haddad para a agricultura.

 


27 de julho de 2018

Ministro da Agricultura da Romênia compara sacrifício de suínos a assassinatos de judeus


Ministro da Agricultura da Romênia

Comparação infeliz foi realizada durante entrevista a um programa de televisão e já tem gente pedindo o cargo do ministro.

 

Petre Daea, ministro da agricultura da Romênia, cometeu uma gafe (na falta de outra definição) durante um programa de TV, quando relatava o sofrimento dos suinocultores do país ao serem obrigados a mandar toda a produção para o sacrifício, por conta de um surto de peste suína africana. Ao descrever a eficiência do sistema incinerador, declarou que “tudo era um trabalho extraordinário, é como Auschwitz“.

Cerca de 45 mil suínos foram enviados para o abate.

 

 

O ministro pediu desculpas na última quinta e declarou que viu o sofrimento na face dos agricultores e usou estas palavras para expressar o sentimento que testemunhou

A Embaixada de Israel na Romênia divulgou nota sobre o ocorrido, dizendo que o ministro deu esta declaração por falta de um maior entendimento sobre o que foram na realidade o holocausto e Auschwitz, sem o propósito de desonrar a memória de milhões de vítimas.

Já os adversários do ministro pegaram mais pesado: querem a cabeça do homem e que o mesmo libere imediatamente o cargo.

 

Com dados do News Front e do Haaretz.

 

Veja também: África do Sul enfrenta surto de Peste Suína Africana.

 

 

 

 



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