Arquivos Europa - Blog do Farmfor Blog do Farmfor

Tag: Europa

19 de dezembro de 2020

Europeus querem diminuir importação de soja brasileira e usar batatas locais


batatas




Batatas!

batatasCom o objetivo de diminuir a importação de soja da América do Sul, especialmente a soja brasileira (pelos mais variados motivos, nem sempre justos), uma empresa da Dinamarca quer aumentar o uso da proteína de batata nas rações dos suínos. O desejo virou reportagem do site dinamarquês Landbrugs Avisen.

A proteína da batata é um subproduto da produção de amido e não é muito utilizada no país. A Dinamarca está investindo pesado em pesquisas para desenvolver novas alternativas em proteínas e diminuir a dependência da soja da América do Sul.

Segundo os técnicos da KMC, grande processadora da Dinamarca, até 8% de proteína de batatas pode ser adicionado em rações para suínos. A mistura é limitada pela quantidade de solanina, substância tóxica presente no produto, que varia conforme a cultivar e a qualidade do plantio.

Batatas versus soja – para saber mais:

A cultura da batata (EMBRAPA)

Toxinas em alimentos de origem vegetal.

Batatas da Jutlândia podem substituir a soja sul-americana.

Starch Europe.

KMC.

Comparação entre proteína da batata e soja na ração de bovinos Belgian Blue.

Danish Protein Innovation.

Proteins For The Future.


1 de setembro de 2020

Trator Valtra Série G é lançado no mercado europeu


Valtra Série G

Nova série G se destaca pelas tecnologias digitais, agricultura de precisão e uma cabine espaçosa e com maior visibilidade

A Valtra lançou no dia 28 de agosto a nova série G de tratores com motores na faixa de 105 a 135 hp, ocupando a faixa entre os modelos das séries A e N.

A série G se destaca pela integração com ferramentas digitais, agricultura de precisão, o descanso de braço com SmartTouch e ampla gabine com 5,7 m2 quadrados de vidro.

Trator Valtra Série G

A compra do trator da série G é feita pela internet e clientes da Finlândia, Reino Unido e Alemanha já podem fazer a encomenda pelo site. Após o pagamento de uma taxa de reserva, os detalhes, acessórios e o uso de modelos usados como parte do pagamento são discutidos online.

O trator já tem até mod para o Farming Simulator 19, aqui.

Os dados completos da nova série G podem ser baixados no panfleto digital em PDF através deste link.


8 de abril de 2020

Claas fabrica 25 tratores por dia na França


claas fabrica

Apesar de algumas paradas nas fábricas da Claas por conta do coronavírus, a produção e entrega de máquinas está no ritmo normal

Aos poucos, as fábricas de máquinas agrícolas estão voltando ao ritmo normal. Pelo menos na Europa.

A Claas emitiu uma nota sobre a situação da empresa nesta época de pandemia e coronavírus. A produção na fábrica de Le Mans, na França, está entregando 25 tratores por dia. Encomendas também saem de Metz e da cidade de Harsewinkel, na Alemanha, outras duas unidades fabris da Class.

Houve este ano (vejam só) um aumento considerável de encomendas da China, especialmente de ensiladeiras autopropelidas Jaguar.

A única unidade da empresa que continua parada por conta da pandemia está localizada na Rússia, em Krasnodar. Por lá, os empregados estão em férias coletivas.

Claas fabrica também na Índia

claas fabrica

Da Índia, a Claas tem outra boa notícia. A marca simbólica de 10 mil colheitadeiras de arroz modelo Crop Tiger fabricadas na planta de Morinda, foi alcançada. A colheitadeira é fabricada desde o ano de 1992.

Leia todos os posts sobre a marca Claas no Blog do Farmfor.


3 de dezembro de 2019

As melhores e piores marcas de tratores segundo os distribuidores da Europa


Climmar

Pesquisa de avaliação da satisfação do cliente feita pelo CLIMMAR ouviu 1000 distribuidores de dez países da Europa

NOTA: ESTE POST FOI PUBLICADO ANTERIORMENTE COMO SENDO OPINIÃO DE AGRICULTORES. O CORRETO É DISTRIBUIDORES.

O CLIMMAR (Centre de Liaison International des Marchands de Machines Agricoles et Réparateurs) foi fundado em 1953 e é uma rede de 16 associações de fabricantes de máquinas e implementos agrícolas da Europa. Sua sede fica na Holanda.

Em 2019 foi realizada a nona pesquisa de “avaliação de satisfação do cliente“, gerando dados importantes sobre a indústria. Foram avaliados 14 itens e vamos detalhar alguns aqui:

No quesito “Satisfação Geral” com a marca, a Fendt ficou em primeiro com o índice 14.4. Com o menor valor ficou a New Holland, com 11,9.

Quando perguntados sobre a imagem e impacto da marca, A Fendt ficou novamente em primeiro, com 17,4. Em último, a Massey Ferguson, com 14,2.

Em “Pós-venda e serviços de garantia, a Kubota ficou em primeiro com 15,2, seguida de perto pela John Deere com 15,1. Em último, New Holland, com 11,7.

Um curioso item foi avaliado, a proteção contra roubo. A melhor foi a Fendt, com 12,6 e a pior New Holland, com 7,2. As melhores opções para financiamento são da Kubota (12,8) contra New Holland (último lugar com 10,9).

A pesquisa completa você confere neste link, em inglês.


12 de novembro de 2018

Trator se comunica com carros para avisar que está na estrada


Trator se comunica com carros

Tecnologia que avisa os motoristas cerca de 1 km antes da aproximação com máquinas agrícolas está em testes na Europa

A ETSI, entidade que define padrões no munso das telecomunicações, exibiu em uma feira na França algumas novidades para o mundo agrícola. A ETSI IoT week foi realizada no final de outubro na cidade de Sophia Antipolis e mostrou inovações sem fio também nas áreas de cidades inteligentes, esportes, saúde e até tecnologias espaciais.

Na rede oneM2M, o trator se comunica com carros da BMW. Em breve, com todos os veículos novos.

O destaque agrícola ficou por conta do sistema oneM2M, conectando através de pequenos rádios (modems) um trator John Deere e uma BMW. Quando o sistema detecta que os dois veículos estão próximos, toca um alarme para preparar o motorista para a presença de máquinas na pista, até 1 km antes da aproximação.

Saiba mais: Internet das Coisas no Blog do Farmfor.

Os acidentes envolvendo tratores e veículos matam 400 pessoas a cada ano no continente europeu. O sistema faz parte de um conjunto de ações que quer diminuir este número pela metade até 2015 e usa tecnologia da empresa Sensinov e da Agricultural Industry Electronics Foundation.

Veja também:

Site da ETSI.

 

 

 


21 de agosto de 2018

Tratores usados: site europeu tem 130 mil máquinas e implementos para venda


Tratores Usados

Você não vai comprar, mas o passeio pelo site que vende tratores usados e outras máquinas e implementos é bem interessante.

 

O site Europe Agriculture é especializado na venda de máquinas e implementos agrícolas usados, com itens registrados em diversos países da Europa. Nele você vai encontrar tratores, colheitadeiras, implementos diversos, pulverizadores e até caminhões.

 

 

O inventário conta com mais de 130 mil ofertas e os tratores usados da John Deere são destaque nas listas. Um 6420  2006 com 7000 horas está disponível na Inglaterra por cerca de 32 mil libras.

 

Acesse o Europe Agriculture neste link.

 

Tratores no Blog do Farmfor, aqui.

 

 

 

 

 

 


7 de maio de 2018

A Europa está com medo da lagarta do cartucho


lagarta

Nossa velha conhecida já devastou culturas na África e pode atingir a Europa e o resto do mundo, em breve.

O jornal britânico The Telegraph deu grande destaque para a lagarta do cartucho em uma reportagem que alerta para os riscos de uma infestação no continente europeu, na próxima estação.

A praga já devastou lavouras inteiras na África, causando bilhões de dólares em prejuízos apenas em dois anos, tempo aproximado da presença da lagarta no continente. Especula-se até mesmo que a Spodoptera frugiperda chegou lá por via aérea, junto com a bagagem ou carga em um avião de passageiros.

Se chegar realmente na Europa, a lagarta virá pela Península do Sinai ou atravessando o Mar Mediterrâneo, segundo alguns modelos de previsão. Itália e Espanha seriam as primeiras vítimas, por conta do clima.

O Brasil, craque no manejo da lagarta do cartucho, poderá ensinar alguns truques para os colegas do velho continente, muito em breve.


31 de janeiro de 2018

Governo da França quer que os agricultores controlem os preços nos supermercados


Governo da França

Projeto do Ministério da Agricultura quer modificar totalmente a relação entre produtores e supermercadistas

 

Os supermercados na França são proibidos de jogar comida no lixo. Uma legislação já definiu que os gerentes que desobedecerem a regra estarão sujeitos a multa e até cadeia. As redes precisam doar os alimentos ou enviar para compostagem, fabricação de ração animal ou bioenergia.

Mais um passo para o controle governamental no segmento está para acontecer: um conjunto de medidas proposto pelo ministro da agricultura Stéphane Travert determina que produtores rurais terão controle nos preços praticados nos supermercados. Vejam alguns itens do “pacotaço” francês:

Promoções “compre um, leve dois” estão proibidas. Vendas do tipo “compre dois, leve três” estão liberadas.
Desconto máximo de 25% no preço de venda das mercadorias.
Obrigação da venda de produtos pelo menos 10% acima do preço de compra. Outras leis na França já proíbem a venda a preço de custo ou abaixo deste.
Criação de um sistema de preços mínimos baseados no custo de produção + margem de lucro para os agricultores. Na prática, os agricultores passam a determinar os preços.
Uso de pelo menos 20% de produtos orgânicos nos restaurantes.

Os supermercados franceses estão nas manchetes dos jornais deste o final de janeiro de 2018, quando centenas de pessoas entraram em guerra para comprar potes de Nutella com descontos de até 70% em algumas redes.

Saiba mais sobre Nutella Wars e o controle de preços francês.


9 de novembro de 2017

Trabalhadores rurais na Europa: onde estão e média de idade


Trabalhadores Rurais

Dados do Eurostat mostram uma Europa com poucos jovens no campo

 

O site do Eurostat publicou um gráfico mostrando os dados sobre a quantidade de trabalhadores rurais no continente europeu, distribuição entre os países, faixa etária e sexo.

No ano de 2015, cerca de 10 milhões de pessoas trabalhavam com agricultura na Europa, o que corresponde a 4,4% da força de trabalho no continente. Em 2016, um terço desta força de trabalho era composta por mulheres, com 45% na Áustria, contra 12% de trabalhadoras na Irlanda.

O envelhecimento é notável: 60% dos trabalhadores na agricultura estão com idades entre 40 e 64 anos, 32% com menos de 40 e 9% acima dos 64. Os mais velhos estão em Portugal (42% dos trabalhadores acima de 64 anos) contra 22% da Irlanda e 19% no Reino Unido.

 

 

Romênia e Bulgária estão no topo a força de trabalho rural, distantes do terceiro lugar, ocupado pela Grécia.

Saiba mais (em inglês), no site do Eurostat.


23 de abril de 2017

Agricultores ingleses receberam R$1625,00 por hectare, para não plantar


agricultores ingleses

Política da União Européia pagou, por muitos anos, para que agricultores ficassem em casa, sem plantar um único grão

 

Um programa que começou no final dos anos 80, para controlar a oferta de produtos agrícolas na Europa, pagou para que agricultores não usassem as terras por quase duas décadas.

O sistema “set-aside” fez com que milhares de agricultores deixassem de lado as atividades agrícolas, com as lavouras sendo tomadas por mato. E mesmo a capina deste matagal não deveria ter qualquer retorno financeiro, com a permissão de cortar, desde que o produto ficasse jogado no chão.

A participação era compulsória e gerou muita controvérsia durante todo o período, deixando milhares de trabalhadores rurais sem emprego e máquinas agrícolas sucateadas (e gerando estes ferro-velhos que mostramos aqui no blog).

O programa foi abolido só em 2008. Existem registros de famílias que ganharam até 19 mil libras por ano, em uma propriedade de 87 hectares, em 1994. Aplicando a correção da inflação no Reino Unido, hoje seriam 35 mil libras, ou R$ 1625,00 por hectare.

No lado ambiental, os dados mostraram uma melhora da qualidade dos solos e um aumento das populações de animais nativos, especialmente pássaros.

De uma forma ou de outra, a política de incentivos agrícolas na UE ainda é enorme. Só no quarto trimestre de 2016, 44000 produtores de leite foram inscritos em programas de incentivo para reduzir a produção em 850 mil toneladas (ganhando 0,14 euro por cada kg de leite que deixam de produzir).

Para saber mais

Política Agrícola Comum na União Européia (em português).


19 de março de 2017

Carne de cavalo, podre ou contaminada. Relembre o escândalo europeu de 2013


A crise frigorífica abalou o mercado europeu e foi descoberta com testes de DNA, em verificações de rotina na Irlanda. O episódio pode servir de lição para o Brasil da operação Carne Fraca.

 

Comer carne de cavalo é um costume em alguns países da Europa e é uma “iguaria” com preço superior ao da carne de gado. Mas, em 2013, toneladas de carne de cavalo e suíno foram descobertas misturadas a carne de gado (vendidas como tal). A investigação revelou um esquema que virou do avesso o setor frigorífico, supermercados, fabricantes de refeições prontas, merenda escolar, refeições para hotéis e sistema de mercado entre os países do continente.

 

Tudo começou quando uma agência de fiscalização irlandesa encontrou, através de testes de DNA, carne de cavalo em hambúrgueres fabricados no país e no Reino Unido, vendidos em grandes redes de supermercados. Com a descoberta, uma operação de devassa no mercado de carne foi iniciada.

Entre a primeira revelação dos testes com carne contaminada (15 de janeiro) e as primeiras prisões de responsáveis suspeitos de vender carne sabidamente de cavalo, foram menos de 30 dias, com diversos recalls de produtos no meio deste período.

No final, os atingidos pela carne adulterada foram Irlanda, Reino Unido, França, Noruega, Áustria, Suíça, Suécia e Alemanha. Uma lista completa das marcas e produtos afetados, pode ser vista aqui.

A causa da contaminação revelou-se complexa: Da Romênia, carne de cavalo era vendida sem a devida identificação para negociantes da Holanda, que então vendiam para empresas do Chipre, que repassavam o produto para empresas da França. As primeiras condenações ocorreram em 2015, dois anos depois da descoberta da contaminação, com penas brandas e multas irrisórias para um dos abatedouros envolvidos.

Como “bônus”, toda esta movimentação acabou flagrando algumas irregularidades paralelas, como a reciclagem de carnes vencidas, na Polônia.

Muito embora a carne de cavalo em si não seja imprópria para o consumo humano, as barreiras culturais e religiosas, além da óbvia identificação enganosa dos produtos, causaram sérias implicações. Alguns fornecedores ainda são suspeitos de abater cavalos que tinha a origem em criadouros para competição, animais inoculados com drogas proibidas na cadeia alimentar.

 

Carne Fraca

A operação Carne Fraca, da Polícia Federal, pegou o país de surpresa na semana passada e o mercado financeiro (e consumidor) vive momentos de descrédito com as empresas envolvidas. A internet, para variar, brinca com a própria desgraça e dezenas de memes foram criados com variações do tema “carne de papel ou papelão” e a “vingança” com todas as celebridades que endossaram algumas das marcas envolvidas.

O governo sinaliza esforços para o controle de danos da situação. Ao mesmo tempo, as informações sobre o que de fato aconteceu são liberadas de forma lenta, deixando um país em compasso de espera, nossa balança comercial em risco, empregos e produtores rurais de todos os portes com o destino incerto.

A falta de agências isentas (com as européias) e a tradicional morosidade do estado brasileiro colaboram para a notável diferença de tempo na resolução dos problemas. Enquanto aqui é revelado parte do resultado de uma operação de durou dois anos, lá, entre a descoberta da primeira irregularidade e a prisão, passado pelo recall e mais testes de milhares de produtos, foram 30 dias.

As autoridades precisam apresentar para o país, nesta semana, uma lista completa dos produtos atingidos, testes de laboratório e documentos que comprovem a situação do mercado de carne brasileiro, para os próprios cidadãos e para o exterior. O momento é de sofrer descrédito, ataques de oportunistas internos e externos, mas mitigar estes problemas o mais rápido possível. Não seria má ideia uma chamada aos laboratórios independentes, privados ou de universidades, para que realizem todos os testes possíveis, de acordo com os seus equipamentos, pagos também pela iniciativa privada, da parte dos envolvidos.

O ministro Blairo Maggi deveria começar o tour pela Europa na Irlanda, apertando a mão dos chefes das agências que descobriram o escândalo da contaminação de 2013, como sinal de interesse, conhecimento das grandes crises mundiais do mercado e boa vontade.

O Brasil espera, apreensivo.



Publicidade