Tag: Comunismo

14 de abril de 2021

Governo de Cuba autoriza a venda de carne, leite e derivados


cuba carne

governo de cuba

Até então, os pecuaristas só poderiam abater ou vender carne com autorização do governo de Cuba e a pena para quem vendia o alimento era de três a oito anos de cadeia

O governo cubano liberou produtores para a venda direta de carne, leite e derivados. A medida foi anunciada no dia 14 de agril de 2021, dentro de um conjunto de regulamentações para a área agrícola com mais de 6o modificações.

Sobre a venda de carne, diz a nova regra: “A comercialização liberada do leite e seus derivados é autorizada com base no cumprimento dos indicadores estabelecidos pela pecuária, qualidade e segurança, e no plano de entrega contratado; e a comercialização de carne e gado mais baixa, após reunião da comissão estadual e desde que garanta que não haja diminuição no gado“. As informações são do site Cuba Debate.

Os proprietários individuais de gado em Cuba não podem abater ou vender carne sem autorização do Estado. De um passado com cerca de 4 milhões de cabeças em 1959, hoje os dados oficiais do governo indicam um rebanho com 4 milhões.

Yusnaby Pérez

Tweet do representante do Governo de Cuba sobre o assunto. Destaque do jornalista Yusnaby Pérez.

 

Segundo o site Directorio Cubano, Diaz Canel, presidente de Cuba, disse que as medidas fazem parte da estratégia do governo para fazer face ao “aumento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos e ao impacto da pandemia provocada no mundo pela COVID-19”.

“Não queremos impor ao produtor o que semear, garantiu, mas temos que ver, no que precisamos produzir como país, de que forma todos participamos”, disse o presidente.

Desde 1999, a pena para quem for pego vendendo carne sem autorização é de 3 a 8 anos. Para quem compra a carne de origem ilegal é de três meses a um ano. Sim, na ilha comunista você pode ir para a cadeia por tentar alimentar a família de forma ilegal aos olhos do regime.

Veja também

Fortschritt, a colheitadeira da Alemanha Oriental


16 de junho de 2019

Norte-coreanos estão silenciando frangos para não serem detectados pelo governo


norte-coreanos

Procedimento consiste em injetar água fervendo na garganta das aves criadas em apartamentos, para que não façam barulho e passem livre dos agentes da repressão

O acesso a produtos básicos na Coréia do Norte, especialmente alimentos, é muito precário e o governo comunista controla com mão pesada o que cada cidadão pode consumir e suas quantidades.

Aspecto da fachada de um prédio de apartamentos na Coréia do Norte. Fonte: Stratfor.

Como alternativa, alguns moradores de apartamentos na Coréia do Norte estão recorrendo a criações de frango nas sacadas, para consumir ovo e carnes, de tempos em tempos. Como as aves fazem barulho, o procedimento adotado por estes legítimos “avicultores de apartamento” é cruel: estão injetando água fervendo nas laringes das aves, anulando a emissão de qualquer som por parte das aves.

Além das galinhas, patos e até cães são criados em apartamentos pelos norte-coreanos, como fonte de proteína.

Via American Military News e Radio Free Asia.


25 de julho de 2018

Fazendeiros brancos continuam sofrendo na África do Sul


fazendeiros brancos

Grupos organizados por partidos políticos invadem propriedades de fazendeiros brancos, colocam fogo em pastagens e criam lotes para seus militantes.

 

Imagine sair para ir à missa e na volta encontrar a sua propriedade invadida e sua produção queimada? Esta é a realidade de alguns fazendeiros brancos da África do Sul, vítimas da política chamada expropriation without compensation. Em bom português, expropriação sem compensação, promovida pelo governo. É o roubo de terras de forma oficial.

https://www.facebook.com/lowvelder.co.za/videos/2375215585829783/

 

Nós já contamos um pouco desta história no texto Extrema-esquerda Ameaça Agricultores na África do Sul, aqui no Blog do Farmfor em março deste ano. A violência aumentou muito desde então, com mais conflitos entre autoridades e colonos. Não deixe de ler o texto para entender melhor esta questão.

Colonos Africa do Sul

 

O site Low Velder, da África do Sul, deu destaque para o ataque ocorrido na fazenda Montabello, na região de Mbombella (KaBokweni Road), do fazendeiro branco Hennie Mentz. A família encontrou ao voltar da missa a propriedade invadida, parcialmente queimada e já loteada por grupos organizados por partidos políticos de esquerda, tudo isso em horas. Os militantes prometem distribuir a terra aos colegas, construir casas e até um cemitério na invasão.

A polícia tem uma ação limitada, faz algumas prisões mas tem pouco poder de alcance. Enquanto isso, o presidente Cyril Ramaphosa segue emitindo discursos ambíguos e encorajadores dos grupos invasores.

Você já viu este filme.

 

 

 

 


5 de março de 2018

Extrema-esquerda ameaça agricultores na África do Sul


Perseguição, violência no campo e ameaça de confisco das terras vinda do próprio presidente. Este é o cenário no país.

 

Uma frase não sai da cabeça dos agricultores da África do Sul: expropriation without compensation (expropriação sem compensação), que significa a retirada das terras dos agricultores (especialmente dos brancos) sem qualquer pagamento.

A ameaça de confisco das propriedades sempre fez parte do discurso da militância esquerdista e da bravata presidencial, seja do excêntrico Jacob Zuma – que assumiu em 2009 e recentemente renunciou – ou do atual (e companheiro de partido do anterior), Cyril Ramaphosa.

Agora, a coisa “ficou séria”: uma proposta de emenda da constituição sul-africana permitindo que o governo retire as terras (de porteira fechada) dos fazendeiros e devolva as mesmas para os negros, passou no congresso do país com 241 votos a favor e 83 contra. Uma espécie de comissão de avaliação tem até 30 de agosto para revisar o texto.

A proposta de alteração da constituição veio de Julius Malema, líder da EFF (Economic Freedom Fighters). Não se engane com o nome: os caras são assumidamente marxistas-leninistas, anti-capitalistas e pegam pesado no discurso. Já disseram até mesmo que “não vão matar brancos no processo de confisco das terras, não ainda” e inflam uma militância em um país que já sofre com altos índices de corrupção, desemprego e violência.

 

 

“Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar, motivado por puro ódio” é a mensagem de amor em destaque em evento do EFF. Os ensinamentos de Che Guevara fazem sucesso entre o grupo.

 

A situação que já era ruim, agora piorou

A violência (especialmente no campo) aumentou muito nos últimos anos, com grupos de militantes invadindo propriedades rurais e matando fazendeiros brancos, pelo simples fato de serem brancos. Não há estatística confiável sobre ataques e assassinatos de fazendeiros no país, mas o Transvaal (uma espécie de sindicato rural) estima que em 2016 foram 345 ataques que resultaram em 70 mortes no campo.

O uso demagogo de um passado triste

Quando o Apartheid acabou na África do Sul, um processo de restituição de terras para os negros foi iniciado. Quase 80 mil pedidos foram aceitos entre os anos de 1994 e 1998, sendo que apenas 76 mil processos foram efetivados. Destes, 5800 cidadãos sul-africanos aceitaram receber um pedaço de terra. A ampla maioria preferiu receber dinheiro e tentar a vida na cidade, em uma “virada cultural” com pessoas já sem ligação com o meio rural, preferindo viver de salários.

Em pesquisas realizadas nos anos de 2016 e 2017 pelo Instituto de Relações Raciais da África do Sul (IRR), 84% dos negros declararam querer um governo que invista em desenvolvimento e geração de empregos, contra 7% que afirmam preferir governantes que promovam a redistribuição de terras como compensação pelos sofrimentos da época do Apartheid. O cenário parece descrever um governo populista que deseja forçar emoções que não existem na população, para embasar medidas que podem afundar (ainda mais) a economia e a situação social do país. E, mais do que nunca, as comparações com a desgraça ocorrida recentemente no Zimbábue, com a expulsão dos fazendeiros brancos do país, são frequentes.

Para saber mais

O site 24.com é rico em informações sobre a situação política da África do Sul.

 

 

Farmlands: o documentário da youtuber canadense Lauren Southern mostra a situação da África do Sul, como vivem os fazendeiros brancos e o que pensam alguns dos políticos e ativistas do país. O canal da Lauren possui diversos vídeos sobre o problema. Imperdível (mas em inglês).

site da EFF, que mostra como é o pensamento do grupo revolucionário.

Can a New President Really Solve South Africa’s Corruption Problem? The Atlantic.


3 de julho de 2017

Ditador africano do Zimbábue está expulsando brancos de suas terras e torturando negros no processo


Ditador africano

Proprietários de terras e funcionários das fazendas são expulsos de suas casas em uma violenta reforma agrária.

O Zimbábue é um país localizado no sul da África e é comandado desde 1980 pelo ditador Robert Gabriel Mugabe. São quase 40 anos de um governo que transformou o país em um dos mais miseráveis do mundo. Seu plano de reforma agrária tira terras de agricultores e entrega para membros do próprio partido, sem qualquer conhecimento agrícola. Resultado: fome e produção mínima.
A última “eleição” ocorreu em 2013, com vitória esmagadora do ditador Mugabe. Na anterior, em 2008, seu concorrente Morgan Tsvangirai desistiu após ter apoiadores assassinados. O Brasil foi um parceirão do regime ditatorial do Zimbábue, com empréstimos de quase 100 milhões de dólares através do BNDES.

Um exemplo recente, a propriedade de Robert Smart

No mês de junho, a fazenda do “colono branco” Robert Smart foi expropriada pelo governo. O próprio Mugabe aqueceu a militância com um discurso incentivando a invasão de propriedades pela “juventude que ainda não tem terra”, dias antes da ação de desapropriação.

Zimbábue
As forças do governo entraram na propriedade, produtora de milho e tabaco, expulsando moradores e funcionários. 150 pessoas – nativas da região – tiveram a maioria dos seus bens pilhados e distribuídos entre os soldados, obrigadas a fugir para as matas da região e deixando para trás até mesmo medicamentos de uso contínuo. Entre as vítimas, infectados com o vírus HIV que ficarão sem tratamento.

Para saber mais

Brasil libera crédito a ditador do Zimbábue – Folha de São Paulo, 2013.

“Homens armados ocuparam minha fazenda” (em inglês) – News 24, 2017.

7 ditaduras financiadas pelo governo brasileiro nos últimos anos – Spotniks, 2016.

Governo brasileiro libera quase US$100 milhões para Mugabe. Gazeta do Povo, 2013.


21 de fevereiro de 2016

PZL M-15 Belphegor, o avião agrícola mais esquisito do mundo


Belphegor

O Belphegor foi desenvolvido na antiga União Soviética, para pulverizar as fazendas coletivas do regime comunista.

 

Um jato com dois pares de asas, dois tanques de 1500 litros cada entre elas e cauda dupla. Três rodas no trem de pouso e espaço para tripulação composta por três pessoas. Assim era o PZL M-15, apelidado pelos desenvolvedores de “Belphegor”, nome de um demônio mitológico que enganava as pessoas com falsos inventos. Belo batismo.

Desenvolvido na Polônia, o projeto foi encomendado para substituir o avião em uso naquela época, o An-2 “Annushka”, um biplano monomotor que foi considerado obsoleto nos anos 60 e incapaz de atender a quantidade de fazendas do governo e a crescente demanda por alimentos que deveriam ser, de preferência, todos produzidos dentro das fronteiras da União Soviética. O Belphegor deveria ser o destaque tecnológico da aviação agrícola e da agricultura comunista.

 

 

O primeiro avião em produção saiu da fábrica em 1976 e provou ser um fracasso operacional, além de caro demais para produzir e incapaz de substituir a frota de milhares de AN-2s em uso no campo. 175 unidades do PZL M-15 foram produzidas até o final do projeto, em 1981, fechando uma história com alguns recordes, como o jato mais lento produzido, o único jato para aviação agrícola e também o único biplano.

Alguns números do jato: velocidade de estol de 67mph, velocidade máxima de 124mph e alcance de 250 milhas. Em comparação, o NEIVA EMB-202A (Ipanema) tem estol de 55mph, velocidade de cruzeiro de 138mph e alcance de 379 milhas.

Curiosamente, o AN-2, motivo do nascimento do Belphegor, é produzido até hoje, provou ser um avião com engenharia invejável e tem mais de 18000 unidades fabricadas.



Publicidade