Afiliada da Rede Globo para o Rio Grande do Sul promoveu o “segunda sem carne” e a agenda vegetariana para a audiência, exatamente no dia dedicado aos produtores

A RBS (a Rede Globo no Rio Grande do Sul) exibiu uma longa reportagem em seu Jornal do Almoço do dia 15 de julho último, promovendo a campanha “Segunda Sem Carne”, exatamente no Dia do Pecuarista.

A Emissora de TV gaúcha praticamente “cresceu no lombo” da agropecuária do Rio Grande do Sul, com seus maiores anunciantes ligados por décadas ao setor. Culturalmente, a identidade da RBS sempre trabalhou de forma veemente as tradições gaúchas com o seu programa “Galpão Crioulo”. Os tempos modernos de ativismo chegaram e a empresa agora dá um tapa na cara da comunidade que criou.

A Segunda sem Carne, travestida de moderação de consumo, repete todos os mantras dos ativistas contra o agro, colocando na conta da pecuária males como desmatamento, poluição e muito mais. Na conta dos (ainda) consumidores de carne, culpa.

Enquando promove a versão brasileira da Meatless Monday, a RBS vai doutrinando a audiência com os dados do movimento internacional.
Ah, e claro: desmatamos as florestas para plantar trigo e produzir mais bois.

No Brasil, o Segunda Sem Carne é mantido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (olha, quem diria). A entidade afirma categoricamente em seu site que “Só no Brasil, cerca de 10 mil animais morrem a cada minuto com a justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, o reino vegetal é capaz de encher nossos pratos e nos nutrir. Vacas, galinhas, peixes e porcos são idênticos aos cães e gatosquando se trata de dor e sofrimento. Se desejamos uma sociedade pacífica, que tal tirar a violência do nosso prato?

A resposta da FARSUL

A entidade lançou uma Carta Aberta Para o Grupo RBS”, contestando a reportagem e apontando dados sobre o setor agropecuário. Está de parabéns:

É preciso sempre estar atento, no âmbito cultural, sobre o que andam falando sobre o agro. Sobre a RBS, um mico que deverá ficar marcado na história da empresa, que já não é mais a mesma nos últimos anos.

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