Tag: Irlanda

23 de fevereiro de 2020

Big Bertha, a vaca mais velha do mundo


Big Bertha

 

Animal nasceu na Irlanda e viveu 49 anos, dando 39 crias no período. Sua fama ajudou até em campanhas de caridade para a cura do câncer

Big Bertha

A Big Bertha nasceu no dia 17 de março de 1945 e viveu até 31 de dezembro de 1993, aos 49 anos de idade. Esta longevidade acabou levando o animal para o Livro dos Recordes por duas grandes marcas: a idade avançada (mais velha do mundo) e ter dado cria 39 vezes.

 

 

 

Conta a história que a Bertha seria da raça droimeann (nativa da Irlanda) ou holandesa. Segundo o site That’s Farming, ela chegou a emprestar a fama para arrecadar dinheiro para a caridade, levantando 70 mil euros em valores atuais. Entre as filantropias beneficiadas, pesquisas para a cura do câncer.

Veja também: Boi gigante faz sucesso na Austrália.

A vaquinha curtia um bom gole de whisky, especialmente antes dos desfiles públicos para “acalmar os nervos”.

Big Bertha
Neste site você encontra uma coleção completa de fotos da vaca mais velha do mundo.

Big Bertha entrou para a eternidade não apenas pelos recordes, mas literalmente: foi empalhada por um taxidermista e hoje se encontra em um lugar de honra na Hazel Fort Farm, na localidade de Beaufort, Killarney.


9 de fevereiro de 2020

Trator é roubado durante velório do proprietário na Irlanda


trator é roubado

A família oferece recompensa para quem der informações sobre o trator roubado durante o momento triste para todos

Tem vagabundo em todos os cantos do mundo e esta história vem da Irlanda através do site That’s Farming.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=818665795319294&set=a.129201537599060&type=3&theater

Um trator Super Dexta azul foi roubado em uma propriedade durante o velório do proprietário na região de Carndonagh, Donegal na Irlanda. Os ladrões arrombaram o galpão e levaram a máquina que estava com a família há muito tempo.

Trator roubado
Foto meramente ilustrativa: Fordson Super Dexta, similar ao trator subtraído ddurante o velório. Créditos: K Garret/Flickr

A família oferece uma recompensa para quem informar algo sobre o paradeiro do trator, neste perfil do Facebook.

Veja também

Aeroporto da Irlanda libera o corte da grama para fabricação de silagem.


5 de dezembro de 2019

Evolution S4 – alimentador automático para bezerros


Evolution S4

Sistema realiza a automação da alimentação individual de até 140 bezerros e é todo controlado por computador

A JFC Agri é uma empresa da Irlanda que desenvolve soluções para a pecuária e outras áreas, de cochos “normais” até o fantástico Evolution S4. O sistema é praticamente uma “mamãe robô” para os bezerros.

O Evolution S4 monitora até 140 bezerros e disponibiliza dietas personalizadas (até 7 programas nutricionais) para cada animal.

O sistema é composto por um mixer e dispenser e o alimentador em si. Abaixo, fotos e vídeo:

As unidades principais do sistema
O painel de controle.
O bezerro acessa o alilmentador.
Operação do sistema.

Evolution S4 – Vídeo

O preço do sistema ná é divulgado abertamente, mas você pode entrar emcontato com o fabricante no site.


12 de novembro de 2019

iTarra, o trator robô da Irlanda


iTarra

O iTarra é híbrido e pode ser controlado remotamente por um painel ou por óculos de realidade virtual

O iTarra é mais um protótipo de “trator robô” apresentado na Agritechnica 2019. É um projeto da empresa Acres, da Irlanda. Segundo o site, a Acres é especializada em veículos para agricultura, construção civil, indústria e defesa. O nome vem da palavra tarracóir, trator em irlandês.

Trator iTarra: autônomo e com GPS Topcon

O projeto do trator lembra um pouco os robôs usados em salvamento e desarme de bombas. A mesma plataforma é usada em todas as áreas onde a empresa foca, apenas trocando os acessórios.

Painel de Controle do iTarra

A proposta é de um trator com esteiras, movido por motores elétricos mas com um gerador diesel interno, alimentando todo o sistema e também o “PTO”. Melhor dizendo, um cabo de energia que alimenta os implementos, também elétricos.

Segundo o Farmers Journal, o trator deverá ficar na faixa entre 150 e 200 mil euros.


15 de setembro de 2019

Anuland FieldSense, o monitor de pasto com inteligência artificial


abuland fieldsense

O dispositivo usa sensores, câmeras e inteligência artificial para monitorar pastos e mandar dados diários para o aplicativo que acompanha o produto

O FieldSense é um lançamento da empresa irlandesa Anuland que promete revolucionar a administração de pastagens com a geração contínua de informações sobre o estado dos campos.

O dispositivo é um pequeno “poste” que fica instalado no meio da pastagem que monitora solo, rendimento das plantas, umidade e adubação, tudo alimentado por energia solar e baterias.

Os dados são enviados para a internet, para monitoramento e análise constante dos aplicativos que acompanham a solução.

O sistema está em fase de lançamento e deverá custar cerca de 170 euros mensais e 500 para a instalação (com um contrato mínimo de 12 meses). Saiba mais no site de pré-venda.


11 de julho de 2019

Pecuaristas irlandeses vão pra rua contra o acordo UE-Mercosul


Pecuaristas Irlandeses

Produtores tocaram o terror na Leinster House e os políticos correram para declarar que o acordo está longe de existir de fato

Grupos organizados de agricultores, especialmente pecuaristas, foram protestar nas ruas de Dublin, capital da Irlanda. A turma está enfurecida com os potenciais prejuízos que terão com o acordo UE-Mercosul. Segundo a mídia local, mais de 1000 pessoas realizaram o protesto.

Aspecto do protesto nas ruas de Dublin.

Chamando o governo de vendido, traidor e com o sentimento de “uma facada nas costas dos agricultores”, fizeram marchas pelas ruas e depositaram vários apetrechos da lida diária (simbolicamente muitas botas) nos portões do Palácio de Governo.

Ministro da Agricultura correu para acalmar os pecuaristas irlandeses

Segundo o Ministro da Agricultura da Irlanda, Michael Creed, o acordo UE-Mercosul está longe de ser realidade e que o país ainda tem tempo para realizar ajustes que protejam os produtores locais. Disse ainda que entende certas preocupações, como a entrada de “99 mil toneladas de carne brasileira sem rastreabilidade” no mercado europeu.

Ainda segundo o site Irish Examiner, o ministro reforça que o acordo não passou pelo crivo de nenhum conselho de ministros de comércio, não foi aprovado pelo Parlamento Europeu e ainda não foi ratificado por nenhum estado membro da UE.

Outras acusações

Desde que o tratado UE-Mercosul foi anunciado como na “etapa final”, os ataques ao agro brasileiro se intensificaram na Europa. Grupos de interesse estão fortalecendo a narrativa de que estamos “desmatando a Amazônia para vender carne no mercado europeu” e até mesmo que o Brasil tem um presidente com sérios problemas na área de Direitos Humanos.

Mais do que nunca, o Brasil precisa intensificar o debate no setor de marketing para tentar vencer esta verdadeira guerra cultural, antes mesmo de embarcar o primeiro animal nesta nova era de negócios.


19 de abril de 2019

Aeroporto da Irlanda libera o corte da grama para fabricação de silagem


aeroporto da irlanda

A grama no entorno das pistas do aeroporto de Dublin é retirada com ensiladeiras e transportada por diversas equipes de trabalho

Recentemente, a Irlanda passou por uma grande crise nos estoques de silagem por questões climáticas. Na época, o aeroporto de Dublin liberou, de forma emergencial, que produtores cortassem a grama em volta das pistas para que fosse fornecida aos animais.

Agora, a atividade deu certo e o aeroporto continua liberando o corte. Uma mão lava a outra: a grama é aparada e os produtores contam com uma fonte de matéria-prima para silagem.

O trabalho é feito em um ambiente de segurança máxima: todos os tratoristas são revistados na entrada e na saída, passam por máquinas de raios-x e diversas etapas para verificação. Também é exigido muito cuidado com a velocidade da ensiladeira para que a grama não levante e invada a pista.

https://www.youtube.com/watch?v=V1_Pz3l9bl0

O vídeo acima, do site Agriland, mostra um pouco do trabalho das equipes que cortam a grama entre terminais de carga e aviões. Não deixa de ser uma atividade curiosa, as vaquinhas vão comer um pouco de “comida de aeroporto”.


15 de abril de 2018

A terrível crise da silagem na Irlanda


crise da silagem

Faltam forrageiras no país e até grama de aeroporto vira alimentação para o gado.

 

Os pecuaristas da Irlanda estão passando dificuldades. Diversos problemas climáticos prejudicaram a produção de forrageiras e silagens no último ano, além da permanência maior dos animais em confinamento. Esta combinação criou uma crise que deve repetir outra já ocorrida no ano de 2013, onde foram registrados prejuízos de cerca de 1 bilhão de euros.

Alguns aeroportos do país ofereceram na crise anterior os gramados ao redor das pistas para que grupos de produtores realizassem o corte. A iniciativa rendeu, só no Aeroporto de Shannon, 1600 rolos de silagem. O procedimento já foi oferecido novamente para os agricultores e deverá começar no verão.

Os grandes produtores estão com os estoques de silagem zerados e importando o produto da Inglaterra. Enquanto isso, os pequenos precisam encarar (quando disponíveis) o preço de 40 euros por um único rolo de silagem, 4 vezes acima do preço em épocas normais. Iniciativas do governo estão cadastrando vendedores e compradores de silagem, uma ajuda “burocrática”.

As empresas que coletam animais mortos nas propriedades rurais estão trabalhando como nunca, recolhendo até 200 carcaças por dia nos campos. É o rebanho morrendo de fome, enquanto aproveitadores tentam emplacar discursos sobre “excesso de animais”, exploração e mudanças climáticas.

Vale lembrar que os agricultores irlandeses não contam com uma ajuda oficial do governo em termos financeiros nesta crise em especial, mas muitos recebem compensação ambiental, como já falamos aqui no blog.

A média no gasto com silagem em propriedades com 100 animais está em 2500 euros por semana (R$ 10 mil), durante esta crise.


9 de abril de 2018

Qual é o tamanho do seu rebanho?


Técnicos da Irlanda definem o número máximo de animais por pessoa em uma propriedade sustentável.

 

Existe um número máximo de animais em uma propriedade leiteira gerenciáveis por uma única pessoa. A TEAGASC – Agriculture and Food Development Authority (uma espécie de EMATER da Irlanda) disse que, pelo menos na realidade daquele país, este número fica em 60.

Acima deste número, a propriedade não fica sustentável e a operação corre riscos, o proprietário trabalha demais e também gasta muito tempo nas atividades administrativas. O diagnóstico é baseado em um índice de horas/animais/ano de trabalho.

O número de 60 vacas por pessoa considera 50 horas por semana, durante um ano inteiro, em média. Acima de tudo, os técnicos apontam que propriedades tocadas por uma única pessoa nem deveriam existir, para o bom desenvolvimento da agricultura e pela garantia da qualidade de vida do homem do campo.

Veja mais no site do The Independent, na seção FARM Ireland (em inglês).


9 de novembro de 2017

Trabalhadores rurais na Europa: onde estão e média de idade


Trabalhadores Rurais

Dados do Eurostat mostram uma Europa com poucos jovens no campo

 

O site do Eurostat publicou um gráfico mostrando os dados sobre a quantidade de trabalhadores rurais no continente europeu, distribuição entre os países, faixa etária e sexo.

No ano de 2015, cerca de 10 milhões de pessoas trabalhavam com agricultura na Europa, o que corresponde a 4,4% da força de trabalho no continente. Em 2016, um terço desta força de trabalho era composta por mulheres, com 45% na Áustria, contra 12% de trabalhadoras na Irlanda.

O envelhecimento é notável: 60% dos trabalhadores na agricultura estão com idades entre 40 e 64 anos, 32% com menos de 40 e 9% acima dos 64. Os mais velhos estão em Portugal (42% dos trabalhadores acima de 64 anos) contra 22% da Irlanda e 19% no Reino Unido.

 

 

Romênia e Bulgária estão no topo a força de trabalho rural, distantes do terceiro lugar, ocupado pela Grécia.

Saiba mais (em inglês), no site do Eurostat.


25 de outubro de 2017

A vaca vai parir? Uma mensagem via celular avisa quando chegou a hora


A empresa Moocall segue firme com o serviço especializado de monitoramento de rebanhos na Irlanda.

Nós já falamos da Moocal em 2016, logo no início das atividades do Blog do Farmfor. É bom saber que a empresa continua na ativa e seus clientes estão satisfeitos, postando nas redes sociais como é o dia a dia na propriedade, com o uso do dispositivo.

O sensor da Moocall fica preso no rabo da vaca e monitora diversos sinais do animal como temperatura e atividade em geral. Quando o comportamento indica que o parto está próximo, o sistema manda uma mensagem para o celular dos responsáveis, para acionarem os procedimentos tradicionais.

Recentemente, um cliente da Moocall postou esta sequência de fotos no Facebook, contando que recebeu o alerta de atividade via SMS no celular às 21h45, encontrou a vaca 22h05 e o parto ocorreu tranquilamente às 22h30. Acompanhem pelas imagens:

Mensagem enviada para o celular, alertando que o parto está próximo.

 

 

 

 

Acesse o site da Moocall e saiba mais sobre os serviços oferecidos.

25 de maio de 2017

Tratores maiores causam mais acidentes e mortes


Acidentes com tomada de força estão diminuindo, enquanto atropelamentos e mortes estão aumentando. O alerta é de uma entidade agrícola irlandesa.

 

TEAGASC é uma entidade irlandesa que realiza pesquisas em agricultura, uma espécie de EMBRAPA misturada com EMATER naquele país.

Segundo alerta divulgado pela entidade, com o aumento do tamanho dos tratores nas propriedades, os pontos cegos destas máquinas estão provocando igualmente um aumento nos acidentes com morte por atropelamento ou esmagamento das vítimas, especialmente em pessoas mais velhas e crianças. Por outro lado, a melhora no desenho das tomadas de força proporcionou um significativo decréscimo dos acidentes com PTO.

Entre 2007 e 2016, 54 pessoas morreram em acidente com máquinas agrícolas na Irlanda, sendo 30 delas atropeladas os esmagadas. Com crianças, os atropelamentos por tratores estão no topo da causa de morte, mas os idosos ainda compartilham o perigo nas propriedades em acidentes com animais.

Os tratores estão mais seguros para os operadores, mas um perigo para os demais residentes das propriedades rurais. Falta de estrutura e cuidados contribuem para esta estatística. A entidade reforçou o pedido por cuidado nas manobras, uso de baixa velocidade em locais mais movimentados e a conferência constante sobre a localização das crianças. Todo cuidado é pouco.

Fabricantes de tratores deveriam copiar a Land Rover

 

https://youtu.be/L7j1daOk72c

 

A Land Rover tem um projeto de “capô transparente” para seus carros, para aumento de segurança. Uma câmera frontal na camionete gera imagens que são projetadas no vidro, permitindo ao motorista a visualização sem obstáculos da parte frontal do veículo. No mercado também já estão disponíveis kits para câmeras de ré avançadas. Enquanto nos sistemas tradicionais apenas uma câmera é instalada na traseira do veículo, no sistema novo 6 ou mais capturam imagens de todo o perímetro, gerando uma única cena com todos os obstáculos.

Enquanto isso, olho vivo e prudência no trator.


19 de maio de 2017

Agricultores irlandeses receberam meio bilhão de reais para fazer o que você faz de graça


agricultores irlandeses

O “Esquema GLAS” paga para os agricultores que adotam plantio direto, cuidam de nascentes e animais selvagens em um país menor que o estado de Santa Catarina.

 

Mais de 120 milhões de euros (R$ 420 milhões de reais) já foram pagos para 34 mil agricultores irlandeses através do programa GLAS, da sigla Green Low-Carbon Agri-Environment Scheme, ou “Esquema verde de ambiente agrícola de baixo carbono”, em uma tradução livre.

A adesão é voluntária e os agricultores interessados precisam contratar um consultor, que elabora um projeto e, se a propriedade tiver o perfil adequado, passa a receber uma série de ajudas financeiras para diversas práticas ambientais adotadas, como preservar campos nativos (com pastejo), proteger áreas de animais silvestres, margens de rio, plantar cobertura de inverno e etc. Praticamente o que muitos agricultores brasileiros fazem sem ganhar um centavo.

 

Alguns exemplos da tabela de preços ambiental

Plantar cobertura verde: R$ 536,00 (por hectare).
Manter uma caixa para abrigar morcegos na mata: R$ 44,00 (por caixa).
Pousio: R$ 2560,00 (por hectare).
Manter uma área para pássaros nativos (algo como preservar campo para os nossos quero-queros): Até R$ 1300,00 (por hectare).
Metro cúbico aplicado de esterco líquido: R$ 5,00.
Margem de rio (acreditem): Até R$ 12,00 por metro.
“Wildbird Cover”, o plantio de campos com uma mistura especial de sementes com triticale, trevo e outros, dedicada aos pássaros nativos: R$ 3150,00 por hectare.

Todos os valores mostrados aqui são pagamentos por ano.

Aplicar esterco líquido? Também rende uma grana.

O limite anual por propriedade é de R$ 17300,00. Convertemos os valores em reais para maior esclarecimento. Um produtor de leite irlandês hoje recebe cerca de R$ 0,76 por litro (para efeito comparativo).

 

 


19 de março de 2017

Carne de cavalo, podre ou contaminada. Relembre o escândalo europeu de 2013


A crise frigorífica abalou o mercado europeu e foi descoberta com testes de DNA, em verificações de rotina na Irlanda. O episódio pode servir de lição para o Brasil da operação Carne Fraca.

 

Comer carne de cavalo é um costume em alguns países da Europa e é uma “iguaria” com preço superior ao da carne de gado. Mas, em 2013, toneladas de carne de cavalo e suíno foram descobertas misturadas a carne de gado (vendidas como tal). A investigação revelou um esquema que virou do avesso o setor frigorífico, supermercados, fabricantes de refeições prontas, merenda escolar, refeições para hotéis e sistema de mercado entre os países do continente.

 

Tudo começou quando uma agência de fiscalização irlandesa encontrou, através de testes de DNA, carne de cavalo em hambúrgueres fabricados no país e no Reino Unido, vendidos em grandes redes de supermercados. Com a descoberta, uma operação de devassa no mercado de carne foi iniciada.

Entre a primeira revelação dos testes com carne contaminada (15 de janeiro) e as primeiras prisões de responsáveis suspeitos de vender carne sabidamente de cavalo, foram menos de 30 dias, com diversos recalls de produtos no meio deste período.

No final, os atingidos pela carne adulterada foram Irlanda, Reino Unido, França, Noruega, Áustria, Suíça, Suécia e Alemanha. Uma lista completa das marcas e produtos afetados, pode ser vista aqui.

A causa da contaminação revelou-se complexa: Da Romênia, carne de cavalo era vendida sem a devida identificação para negociantes da Holanda, que então vendiam para empresas do Chipre, que repassavam o produto para empresas da França. As primeiras condenações ocorreram em 2015, dois anos depois da descoberta da contaminação, com penas brandas e multas irrisórias para um dos abatedouros envolvidos.

Como “bônus”, toda esta movimentação acabou flagrando algumas irregularidades paralelas, como a reciclagem de carnes vencidas, na Polônia.

Muito embora a carne de cavalo em si não seja imprópria para o consumo humano, as barreiras culturais e religiosas, além da óbvia identificação enganosa dos produtos, causaram sérias implicações. Alguns fornecedores ainda são suspeitos de abater cavalos que tinha a origem em criadouros para competição, animais inoculados com drogas proibidas na cadeia alimentar.

 

Carne Fraca

A operação Carne Fraca, da Polícia Federal, pegou o país de surpresa na semana passada e o mercado financeiro (e consumidor) vive momentos de descrédito com as empresas envolvidas. A internet, para variar, brinca com a própria desgraça e dezenas de memes foram criados com variações do tema “carne de papel ou papelão” e a “vingança” com todas as celebridades que endossaram algumas das marcas envolvidas.

O governo sinaliza esforços para o controle de danos da situação. Ao mesmo tempo, as informações sobre o que de fato aconteceu são liberadas de forma lenta, deixando um país em compasso de espera, nossa balança comercial em risco, empregos e produtores rurais de todos os portes com o destino incerto.

A falta de agências isentas (com as européias) e a tradicional morosidade do estado brasileiro colaboram para a notável diferença de tempo na resolução dos problemas. Enquanto aqui é revelado parte do resultado de uma operação de durou dois anos, lá, entre a descoberta da primeira irregularidade e a prisão, passado pelo recall e mais testes de milhares de produtos, foram 30 dias.

As autoridades precisam apresentar para o país, nesta semana, uma lista completa dos produtos atingidos, testes de laboratório e documentos que comprovem a situação do mercado de carne brasileiro, para os próprios cidadãos e para o exterior. O momento é de sofrer descrédito, ataques de oportunistas internos e externos, mas mitigar estes problemas o mais rápido possível. Não seria má ideia uma chamada aos laboratórios independentes, privados ou de universidades, para que realizem todos os testes possíveis, de acordo com os seus equipamentos, pagos também pela iniciativa privada, da parte dos envolvidos.

O ministro Blairo Maggi deveria começar o tour pela Europa na Irlanda, apertando a mão dos chefes das agências que descobriram o escândalo da contaminação de 2013, como sinal de interesse, conhecimento das grandes crises mundiais do mercado e boa vontade.

O Brasil espera, apreensivo.


12 de fevereiro de 2016

Proximidade do parto em vacas pode ser alertada por mensagem de texto


Moocall

Moocall é um dispositivo de alerta via celular que avisa: a vaca está em trabalho de parto!

 

Depois de perder uma vaca e um bezerro por problemas no parto não identificados a tempo, Niall Austin, um dos sócios da Moocall, decidiu encontrar uma solução para prejuízos como este. Depois de três anos de estudo, nasceu o dispositivo que alerta, via celular, que a vaca está em trabalho de parto.

 

 

 

A startup da Irlanda entrou em operação em janeiro de 2015 e já vendeu mais de 1000 dispositivos, alertando sobre o nascimento de 25 mil bezerros ao redor do mundo. Instalado no rabo da vaca prenha, o sensor mede vários sinais típicos que antecedem o trabalho de parto e envia mensagens de alerta para o produtor ou veterinário. O dispositivo não é invasivo: uma simples pulseira plástica mantém o aparelho instalado.

Cada sensor Moocall custa 329 euros (cerca de R$1500,00) e pode ser comprado online, no site da empresa. No Brasil, deve chegar por quase o dobro do preço com impostos de importação, ICMS e taxas.



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