Tag: África do Sul

25 de julho de 2018

Fazendeiros brancos continuam sofrendo na África do Sul


fazendeiros brancos

Grupos organizados por partidos políticos invadem propriedades de fazendeiros brancos, colocam fogo em pastagens e criam lotes para seus militantes.

 

Imagine sair para ir à missa e na volta encontrar a sua propriedade invadida e sua produção queimada? Esta é a realidade de alguns fazendeiros brancos da África do Sul, vítimas da política chamada expropriation without compensation. Em bom português, expropriação sem compensação, promovida pelo governo. É o roubo de terras de forma oficial.

https://www.facebook.com/lowvelder.co.za/videos/2375215585829783/

 

Nós já contamos um pouco desta história no texto Extrema-esquerda Ameaça Agricultores na África do Sul, aqui no Blog do Farmfor em março deste ano. A violência aumentou muito desde então, com mais conflitos entre autoridades e colonos. Não deixe de ler o texto para entender melhor esta questão.

Colonos Africa do Sul

 

O site Low Velder, da África do Sul, deu destaque para o ataque ocorrido na fazenda Montabello, na região de Mbombella (KaBokweni Road), do fazendeiro branco Hennie Mentz. A família encontrou ao voltar da missa a propriedade invadida, parcialmente queimada e já loteada por grupos organizados por partidos políticos de esquerda, tudo isso em horas. Os militantes prometem distribuir a terra aos colegas, construir casas e até um cemitério na invasão.

A polícia tem uma ação limitada, faz algumas prisões mas tem pouco poder de alcance. Enquanto isso, o presidente Cyril Ramaphosa segue emitindo discursos ambíguos e encorajadores dos grupos invasores.

Você já viu este filme.

 

 

 

 


31 de maio de 2018

África do Sul enfrenta surto de Peste Suína Africana


A doença hemorrágica tem alta mortalidade nos suínos, mas não é transmitida aos humanos.

A Peste Suína Africana (PSA) ou African Swine Fever (ASF) em inglês, foi detectada na Província do Cabo, na África do Sul. A suinocultura no país já estava em crise devido a outro episódio ocorrido recentemente, quando um surto de listeria matou 200 pessoas e teve sua origem atribuída a um frigorífico que fornecia carne suína para populações de baixa renda (na realidade, uma espécie de mortadela chamada Polony).
Mapa dos surtos de Peste Suína Africana no mundo desde 2005. O Brasil fora de perigo. Veja aqui.
Entre os sinais da infecção por PSA nos suínos estão febre alta, morte súbita, coloração avermelhada da pele (especialmente nas orelhas), diminuição do apetite, vômitos, diarreia e aborto. O animal pode mostrar estes sinais em até 15 dias após o contágio, ou apenas 4 dias quando a PSA é da forma aguda.

A contaminação se dá pela ingestão de restos de carne suína, mordidas de carrapatos ou contato com secreções de animais infectados. Algumas curiosidades: acredita-se que um surto na Geórgia ocorreu após alguns suínos serem alimentados com resto de comida de um barco vindo da África. Em Portugal, no ano de 1957, um surto parecido, mas a suspeita da origem está no fornecimento de restos de comida de aviões para chiqueiros das cercanias do aeroporto. A famosa “lavagem”.

A doença não é transmitida para os humanos.

Saiba mais

“A Peste Suína Africana no Brasil: A epidemiologia, os registros históricos, a erradicação da doença e o desenvolvimento da suinocultura nacional pós-ocorrência”, dissertação de mestrado em Ciências Animais de Josélio de Andrade Moura. Disponível neste link.

Folheto sobre a Peste Suína na Europa, aqui.


5 de março de 2018

Extrema-esquerda ameaça agricultores na África do Sul


Perseguição, violência no campo e ameaça de confisco das terras vinda do próprio presidente. Este é o cenário no país.

 

Uma frase não sai da cabeça dos agricultores da África do Sul: expropriation without compensation (expropriação sem compensação), que significa a retirada das terras dos agricultores (especialmente dos brancos) sem qualquer pagamento.

A ameaça de confisco das propriedades sempre fez parte do discurso da militância esquerdista e da bravata presidencial, seja do excêntrico Jacob Zuma – que assumiu em 2009 e recentemente renunciou – ou do atual (e companheiro de partido do anterior), Cyril Ramaphosa.

Agora, a coisa “ficou séria”: uma proposta de emenda da constituição sul-africana permitindo que o governo retire as terras (de porteira fechada) dos fazendeiros e devolva as mesmas para os negros, passou no congresso do país com 241 votos a favor e 83 contra. Uma espécie de comissão de avaliação tem até 30 de agosto para revisar o texto.

A proposta de alteração da constituição veio de Julius Malema, líder da EFF (Economic Freedom Fighters). Não se engane com o nome: os caras são assumidamente marxistas-leninistas, anti-capitalistas e pegam pesado no discurso. Já disseram até mesmo que “não vão matar brancos no processo de confisco das terras, não ainda” e inflam uma militância em um país que já sofre com altos índices de corrupção, desemprego e violência.

 

 

“Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar, motivado por puro ódio” é a mensagem de amor em destaque em evento do EFF. Os ensinamentos de Che Guevara fazem sucesso entre o grupo.

 

A situação que já era ruim, agora piorou

A violência (especialmente no campo) aumentou muito nos últimos anos, com grupos de militantes invadindo propriedades rurais e matando fazendeiros brancos, pelo simples fato de serem brancos. Não há estatística confiável sobre ataques e assassinatos de fazendeiros no país, mas o Transvaal (uma espécie de sindicato rural) estima que em 2016 foram 345 ataques que resultaram em 70 mortes no campo.

O uso demagogo de um passado triste

Quando o Apartheid acabou na África do Sul, um processo de restituição de terras para os negros foi iniciado. Quase 80 mil pedidos foram aceitos entre os anos de 1994 e 1998, sendo que apenas 76 mil processos foram efetivados. Destes, 5800 cidadãos sul-africanos aceitaram receber um pedaço de terra. A ampla maioria preferiu receber dinheiro e tentar a vida na cidade, em uma “virada cultural” com pessoas já sem ligação com o meio rural, preferindo viver de salários.

Em pesquisas realizadas nos anos de 2016 e 2017 pelo Instituto de Relações Raciais da África do Sul (IRR), 84% dos negros declararam querer um governo que invista em desenvolvimento e geração de empregos, contra 7% que afirmam preferir governantes que promovam a redistribuição de terras como compensação pelos sofrimentos da época do Apartheid. O cenário parece descrever um governo populista que deseja forçar emoções que não existem na população, para embasar medidas que podem afundar (ainda mais) a economia e a situação social do país. E, mais do que nunca, as comparações com a desgraça ocorrida recentemente no Zimbábue, com a expulsão dos fazendeiros brancos do país, são frequentes.

Para saber mais

O site 24.com é rico em informações sobre a situação política da África do Sul.

 

 

Farmlands: o documentário da youtuber canadense Lauren Southern mostra a situação da África do Sul, como vivem os fazendeiros brancos e o que pensam alguns dos políticos e ativistas do país. O canal da Lauren possui diversos vídeos sobre o problema. Imperdível (mas em inglês).

site da EFF, que mostra como é o pensamento do grupo revolucionário.

Can a New President Really Solve South Africa’s Corruption Problem? The Atlantic.


14 de setembro de 2017

ALTI Transition, um drone diferente


ALTI Transition

Equipamento une o melhor de dois mundos (asa fixa e multirotor) para uma melhor performance

 

ALTI Transition foi desenvolvido na África do Sul e apresenta 4 motores dispostos na formação tradicional de uma aeronave multirotor, mas também tem uma destacada asa fixa e um quinto motor traseiro. Ele pode fazer a decolagem vertical e ter o comportamento da asa fixa durante o trabalho.

Com envergadura de 3 metros, payload de 1,5 kg e duração de voo de até 10 horas, o Transition é o “irmão menor” em escada do modelo Reach, que tem o dobro do tamanho e payload de 8kg.

 

 

 

 

O drone é todo desmontável e cabe em um baú, típico destes equipamentos. Sobre preços e demais dados, contacte o fabricante.



Publicidade