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Tag: Reino Unido

13 de novembro de 2020

Reino Unido considera proibir o uso de uréia sólida nas lavouras


uréia sólida




uréia sólida

A terra da rainha quer mudanças radicais na agricultura e a bola da vez é a aplicação de uréia em estado sólido. O Reino Unido planeja banir o uso do fertilizante

Tudo começou em 2019 com o Clean Air Strategy, um estudo do governo para criar uma estratégia que diminui todo o tipo de poluição, melhorando a qualidade do ar, protegendo a natureza e impulsionando a economia, nas palavras dos próprios representantes. O documento pode ser acessado neste link e tem 109 páginas.

Só em gastos com problemas na saúde dos britânicos relacionados a emissões de amônia, o governo alega um gasto de 1 bilhão de Libras.

Entre os planos opcionais estudados após uma espécie de consulta pública, estão o banimento total no uso de uréia em estado sólido, a obrigatoriedade do uso de um inibidor de urease e a limitação no calendário para aplicação (apenas entre 15 de janeiro e e 31 de março). Com isso, as emissões se amônia seriam reduzidas em 31% até 2030.

Segundo reportagem do site Farmers Weekly, a opção preferida do governo parece ser mesmo o banimento total. No horizonte, o aumento do custo na produção de alimentos. É preciso ficar atento.

Veja também

Tem gente tentando usar urina humana como fertilizante. Seria viável?

 


9 de novembro de 2020

Baixo preço faz produtor queimar a lã no Reino Unido


lã

Os produtores de lã no Reino Unido estão sofrendo com o preço baixo do produto frente ao custo de produção. Para cada velo produzido, o custo é de 30 centavos, contra 24 recebido quando se encontra um comprador.

Um produtor do País de Gales que não quis se identificar, revoltado com a situação, resolveu queimar toda a lã do estoque em protesto. Foram para a fogueira mais de 800 velos e as fotos do “funeral” foram parar nas redes sociais, através de amigos que presenciaram a cena.

Só para tosquiar as ovelhas no Reino Unido, o custo por cabeça é de 2 libras.

 

O preço da lã previsto antes da pandemia (e do fechamento do mercado para exportação) era de 32 centavos o kg (um velo tem entre 2,5 e 5kg), sendo que o mercado já estava saturado com toneladas de produto não vendido. O Reino Unido produz anualmente 22 mil toneladas de lã, com um rebanho de 32 milhões de cabeças.

Visto no Daily Mail.

Veja também sobre lã, ovinos e tosquia:

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai.


11 de setembro de 2020

Lixo do plantio de maconha está perturbando agricultores britânicos


lixo do plantio

Produtores clandestinos estão despejando nas fazendas e estradas rurais o lixo das estufas de maconha, ilegal no Reino Unido

O despejo de lixo nas zonas rurais do Reino Unido é um problema frequente, especialmente perto das grandes cidades. Agora, uma nova onda de crimes rurais está atrapalhando a vida dos agricultores da região: o lixo do plantio ilegal de maconha, informa a Polícia de North Yorkshire.

São restos de plantas, lâmpadas, fios, filtros de ar e sistemas de fertilização hidropônica jogados nas propriedades, contaminando o solo e bagunçando a paisagem.

Lixo do plantio – vasos descartados em área rural.

As patrulhas das autoridades não são suficientes para coibir a prática, mesmo com todas as denúncias. Para ajudar no serviço, a polícia conta com câmeras de segurança e leitores automáticos de placas de veículos.

Lixo do plantio custa caro para os agricultores

Os agricultores ficam no prejuízo: limpam por conta própria ou pagam uma empresa para realizar o serviço, que pode custar até 2000 libras.

A produção e o consumo da droga são proibidos no Reino Unido, mas a produção clandestina é alta e eles são exportadores: entre 2009 e 2010 mais de 7000 pontos de produção na área urbana foram fechados pela Polícia. É um esquema que envolve até mesmo tráfico humano. E, ao que tudo indica, está migrando com força para a zona rural.


19 de agosto de 2020

John Deere x9 já tem preço definido no Reino Unido


John Deere X9 preço

A colheitadeira John Deere X9 tem tudo para ser a máquina mais cara disponível na terra da Rainha. É coisa para poucos nobres.

A colheitadeira mais nova da John Deere (e maior de todas do fabricante) já tem preço definido no Reino Unido, segundo o site Farmers Weekly. A John Deere X9 1100 com plataforma HDX de 12 metros sairá por módicas £850,328.

Em dinheiro brasileiro, o valor equivale a 6,2 milhões de Reais. Isso mesmo, R$ 6.170.075,12 no câmbio de hoje (R$ 7,26).

A colheitadeira sozinha sai por £725,908 (R$ 5.276.369,73). Para comparação, a rival Lexion 8900 custa £520,460 (R$ 3.783.040,54).

John Deere X9 preço – Veja também

John Deere X9 1000 e 1100 – mais dados sobre as Tops da marca.

John Deere X9 e Claas Lexion 780 lado a lado no Xtreme Testing.


8 de maio de 2020

A volta do leiteiro no Reino Unido


volta do leiteiro

Vinte e oito anos depois de entregar a última garrafa, pecuarista volta às origens e inicia serviço de entrega de leite “de porta em porta”

A pandemia do coronavírus prejudicou produtores rurais no mundo todo, com diversos relatos de leite jogado no lixo e colheitas sem ter trabalhadores disponíveis para o trabalho. No meio da desgraça, alguns agricultores conseguiram criar alternativas para manter a propriedade na ativa.

O exemplo aqui vem da região de Worcester, na Inglaterra. A Bennetts Farms é uma propriedade em atividade desde o ano de 1918, hoje tocada por Tristan Bennett, de 34 anos, representante da quinta geração da família. Com a entrega de leite para os laticínios paralisada, ele e a família decidiram colocar em prática um antigo plano: entregar leite de porta em porta, tal como faziam antigamente. A última garrafa de leite saiu da porteira no ano de 1992.

https://www.instagram.com/p/B_4O_Chp2dL/

A ideia da entrega de leite na comunidade foi colocada no facebook da propriedade e logo as encomendas começaram a chegar. Após um bom planejamento e a compra de equipamentos (incluindo um caminhão para a entrega) o serviço entrou em operação. É a volta do leiteiro em grande estilo, com ares de modernidade: pedidos pela internet e entrega de leite pasteurizado integral, não homogenizado.

A volta do leiteiro – são três opções de embalagens plásticas. Com o aumento das vendas, a propriedade pretende migrar para garrafas de vidro retornáveis.

O Tristan declarou para o site britânico The Shuttle que a demanda é bem alta e as pessoas gostam de comprar produtos dos agricultores locais. Além do leite, a Bennetts Farms vende carne e mantém um pequeno local para eventos no ambiente rural.

Uma boa ideia, ainda distante das possibilidades dos pequenos produtores brasileiros, mas poderá ser o futuro em propriedades próximas de centros urbanos. Pequenas marcas, vendendo direto para o consumidor.


30 de março de 2020

Trabalhadores em casa e alimentos apodrecendo nas lavouras britânicas


pessoas pagas

Sem trabalhadores para a realização das colheitas no Reino Unido, alimentos apodrecem nas propriedades enquanto britânicos são pagos para ficar em casa assistindo Netflix

Geralmente, a desgraça para os países sem acesso a alimentos acontece durante períodos prolongados de guerra. O que estamos vendo agora no Reino Unido, é algo próximo desta realidade: lavouras, estufas e pomares com a produção apodrecendo por falta de trabalhadores enquanto uma enorme força de trabalho está trancada em casa, muitos pagos pelo governo.

Segundo o tradicional site The Spectator, as fazendas britânicas estão desesperadas na procura por trabalhadores que possam realizar a colheita, enquanto o governo está pagando até 80% do salário normal para pessoas ficarem em casa, asssitindo TV. Tudo isso para evitar que o coronavírus se espalhe pela região.

Pessoas pagas para assistir Netflix

Enquanto trabalhadores trancados em casa vivem a poucos quilômetros das propriedades, a Concordia, uma entidade especializada em contratação de operários sazonais deselvolve um plano ousado: fretar aviões para trazer 10 mil trabalhadores da Bulgária. Do lado político, membros do governo contrários aos acontecimentos do momento tentam captar voluntários para o trabalho nas fazendas, concorrendo com o próprio empregador.

O problema também afeta outros países. Além do Reino Unido, há muita falta de trabalhadores na França (estima-se 200 mil) e Alemanha. Há outro problema para considerar: além da falta de trabalhadores, a logística para levar este pessoal até o posto de trabalho está muito afetada, com bloqueios e serviços fora do ar.

Do jeito que a coisa anda, os países da Europa vão virar grandes jardins e campos infinitos, com altíssima dependência dos alimentos de outros continentes, com ou sem pandemias e conflitos.

Veja também

Farmers warn over food supply with harvest workers shut out.

Shortage of workers means crops in danger of rotting in ground during coronavirus outbreak.

COVID-19 measures could cause ‘devastating’ labour shortage in EU farming.

‘Feed the Nation’: Britain urged to take up work in the fields as coronavirus threatens fruit and veg supplies.

Agricultores irlandeses receberam meio bilhão de reais para fazer o que você faz de graça.


13 de fevereiro de 2020

Concurso vai escolher o agricultor mais forte do Reino Unido


agricultor mais forte

Inscrições estão abertas para agricultores e agricultoras que passarão por testes físicos para determinar o mais forte em cada categoria

O prêmio Britain’s Fittest Farmer é uma promoção da revista Farmer’s Weekly e visa promover a saúde física e mental dos agricultores britânicos, de forma bem peculiar: competições para escolher o agricultor mais forte do país.

Segundo o site do prêmio, com o avanço da mecanização do campo, aumenta a importância da divulgação dos benefícios dos exercícios físicos. Além do sedentarismo, outra constatação: os agricultores estão mais isolados na área rural, levando a problemas de saúde mental.

Para participar, os agricultores de verdade, proprietários de terra ou funcionários de empresas agrícolas e famílias preenchem um formulário online com questões sobre suas ligações com agricultura e o que costumam fazer para se manter em forma. Uma foto deve ser enviada no momento da inscrição, até o dia 17 de abril.

Três eliminatórias serão realizadas nas cidades de Marlborough – Wiltshire, Melton Mowbray – Leicestershire e Jedburgh – Scottish Borders. Das eliminatórias, saem para a final dez homens e dez mulheres. Na sequência, entrevistas com os finalistas para a definição do perfil de cada um e a grande final em Essex no dia 9 de maio, na Farm Fitness, uma das patrocinadoras do evento.

Victoria Pallett, 19 anos. Uma das competidoras já inscritas. Veja outros participantes no site.

Outros patrocinadores são a Grenadier, fabricante britânica de veículos 4×4 offroad com engenharia alemã e a FCN – The Farming Community Network, ONG de caridade e suporte a agricultores.

O Agricultor mais forte

É mais uma bela ideia que poderia ser executada no Brasil, competições físicas unindo produtores de norte a sul, promovendo a união entre os agricultores e agricultoras também. Tudo com o incentivo de muitos prêmios (na nossa versão, já que os britânicos não foram claros sobre a premiação do concurso).

Veja também

Lamma, a maior feira agrícola do Reino Unido.


3 de janeiro de 2020

LAMMA 2020 – a maior feira agrícola do Reino Unido


Lamma 2020

A LAMMA 2020 acontece nos dias 7 e 8 de janeiro, na cidade de Birmingham, com participação de 700 empresas do ramo

A LAMMA (Lincolnshire Agricultural Machinery Manufacturers Association) 2020 é a maior feira do Reino Unido e também se destaca por usar uma enorme área coberta. O NEC (National Exhibition Centre), local escolhido para sediar o evento, recebe mais de 500 shows por ano e tem uma estrutura invejável.

Uma marca que se destaca muito no evento é a JCB, que sempre leva novidades para a feira. Na edição de 2020, o destaque ficará por conta do modelo 4220 em versão atualizada. O Trator mais rápido do mundo também será exibido.

Acima: aspecto da edição 2019 da feira.

A Fendt preparando seu espaço na LAMMA 2020. Via Kate Walsh.

Visitar feiras agrícolas no exterior ainda é um sonho distante para muitos agricultores brasileiros.

O custo para um brasileiro visitar uma feira na Inglaterra pode passar dos 15 mil reais, de acordo com a modalidade escolhida. Se for sozinho, ainda precisa vencer as barreiras do idioma e “se virar” no país estrangeiro. Na maioria das vezes, os poucos que vão participam de grupos de cooperativas ou compram pacotes em empresas especializadas. Outro grupo que costuma visitar estes eventos é o dos funcionários de revendas e fabricantes no Brasil, custeados pelas marcas.

Acesse o site da LAMMA 2020.


10 de dezembro de 2019

Biodiesel está estragando tratores no Reino Unido


Biodiesel

Com o tempo frio do inverno Europeu, tratores abastecidos com diesel B20 estão dando muita manutenção. O fabricante do combustível reconhece o problema

O governo incentivou e os agricultores compraram a ideia de abastecer as máquinas com diesel misturado a biodiesel no Reino Unido, mas a alternativa está dando problemas, segundo reportagem da BBC.

Só na Escócia, mais de 400 reclamações foram feitas sobre entupimentos de filtros, uma manutenção que custou dinheiro. Além do mais, a maioria dos agricultores compra combustível para a safra inteira, ficando com o “problema armazenado” na propriedade.

Red diesel: o combustível leva um corante vermelho e só pode ser vendido para agricultores, com desconto.

A Petroineos, principal fornecedora do diesel usado pelos agricultores afetados diz estar buscando uma solução. Por enquanto, mudaram a mistura de 7 para 5% de biocombustível.

É importante salientar que o biodiesel usado na mistura da Petroineos é feito de biomassa: resíduos agrícolas, vegetais em geral e madeira.

Veja também:

Scotland’s only refinery to reduce biodiesel blend in red diesel following complaints.

Com o frio, biodiesel causa problemas em caminhões no interior do Paraná.


17 de outubro de 2019

Comercial vegetariano da Tesco enfurece produtores britânicos


comercial vegetariano

Empresa usou criança em comercial vegetariano de TV para, segundo os produtores, demonizar a atividade pecuária

A Tesco, uma das maiores cadeias de supermercados do mundo, lançou um comercial de TV no Reino Unido para promover sua linha de produtos vegetarianos. Na peça, uma criança fala para o pai que não quer mais comer animais.

Grupos de agricultores, entidades e sindicatos fornecedores da Tesco reagiram negativamente. Organizados, escreveram uma nota para a empresa exaltando preocupação com a demonização do setor, conotações negativas para os produtores rurais.

O produto promovido pelo comercial trata-se da “All Change Casserole“, com salsichas sem carne:

Comercial Vegetariano: as reações

Alguns consumidores também encheram a empresa de reclamações nas redes sociais. Um deles foi para o Twitter dizer “Sinto muito Tesco, se vocês vão usar uma criança para me deixar culpado por comer carne, então eu vou mudar para a Asda (concorrente)”. Outro diz que se recusa a comprar na Tesco, até que eles removam o comercial que promove lavagem cerebral para que as pessoas não comam mais carne.

A União Nacional dos Agricultores do Reino Unido (NFU) reforça ainda que certos segmentos da população, especialmente meninas adolescentes, não estão comendo alimentos de qualidade, com vitaminas e minerais. E que é vital o esclarecimento para que não sejam criadas visões distorcidas sobre o que é uma dieta adequada.

A Tesco atua no setor supermercadista britânico desde 1919, tem 6784 lojas e um valor de mercado de 24 bilhões de dólares. Após a década de 90, a empresa ampliou a atuação para diversos países, incluindo a China e Estados Unidos, atuando também em outros mercados como financeiro e telecomunicações.

Seus principais concorrentes no Reino Unido são a rede Sainsbury’s, Asda, Morrisons e Aldi.

Mais informações no site Farming UK (em inglês).

Leia também: Ativista vegano quase morre enforcado em abatedouro de patos.


9 de janeiro de 2019

Valtra T174 tunado é exibido na LAMMA 2019


Valtra T174

Pintura diferenciada, cabine com detalhes em fibra de carbono, volante e banco de couro estão entre os diferenciais do modelo exibido na Inglaterra

A LAMMA é a maior feira agrícola do Reino Unido (a sigla significa
Lincolnshire Agricultural Machinery Manufacturers Association, ou Associação dos Fabricantes de Máquinas Agrícolas de Lincolnshire) e edição 2019 acontece agora, na cidade de Birmingham. É também a primeira edição da feira em um centro de eventos totalmente coberto.

A Valtra levou para a feira uma versão tunada do seu trator T174 Unlimited, com pintura laranja especial e uma cabine de luxo, com detalhes em fibra de carbono, volante e banco de couro , motor 7.4 de 6 cilindros e 190 hp.

O Valtra T174 Unlimited em Vídeo

Uma visão geral da feira

Leia mais sobre feiras agrícolas no Blog do Farmfor.


20 de setembro de 2018

Milionário inglês quer impostos de cigarros para a carne


Impostos na carne

Impostos na Carne: agência de executivo do mercado financeiro quer que consumidores paguem por supostos malefícios da pecuária

 

A luta contra a produção de carne nunca termina. Enquanto uns tentam a proibição em ações ao estilo da “Segunda sem Carne”, outros dão ideias para governos sobretaxarem os produtos derivados de qualquer animal.

FAIRR, uma espécie de agência de risco para atividades que envolvam a produção animal, lançou um relatório que recomenda a criação de impostos para a carne, nos mesmos moldes dos já existentes para o tabaco e açúcar. A agência ainda declara que deve ser criado o consenso mundial sobre os malefícios ambientais na produção e nos riscos para a saúde de quem consome carne, para que governos sejam convencidos e adotem a taxação. Com a carne (bem) mais cara, as pessoas procurariam alternativas “vegetarianas”.

Por trás da FAIRR está Jeremy Coller, um milionário inglês que fez sua fortuna no mercado financeiro e um dos maiores filantropos do Reino Unido. Ele também tem conexões com o grupo The Elders, um conjunto de líderes mundiais fundado em 2007 por Nelson Mandela, onde o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é membro emérito.

 

Impostos na Carne

 

Acima, Jeremy Coller.

A medida, além de absurda, esquece da população mais pobre, que deixará de consumir. E dos milhões de pequenos e médios produtores que sentirão na pele o declínio da atividade. Ações como esta parecem sair de laboratórios de cientistas sociais com muita ideologia na cabeça, com objetivos mundiais bem definidos e desprezo por quem estiver no caminho. Esta situação já é vivida pelos produtores de fumo no Brasil, pequenas famílias que se tornaram verdadeiros “criminosos morais” por plantarem tabaco, vivendo na incerteza.

Vivemos tempos sombrios. Os produtores rurais precisam, acima de tudo, buscar a proteção através das cooperativas, entidades, movimentos políticos e os próprios representantes eleitos.

Saiba mais (em inglês): A new report says we should tax meat-eaters like smokers.

 

 

 


13 de maio de 2017

Se o campo não planta, a cidade não janta


se o campo não planta

A frase é conhecida em protestos e imagens motivacionais pela internet. Mas é chegada a hora de observar com atenção onde no mundo a “janta” já está em sério perigo

 

O site inglês Devon Online postou recentemente um relato sobre a situação da agricultura no Reino Unido. No texto, o destaque para a cobertura de uma palestra ministrada por um jornalista da BBC, responsável por assuntos referentes a vida selvagem. Como brincadeira – que logo virou uma constatação séria – o homem declarou que uma das espécies em extinção no Reino Unido era a dos agricultores.

O centro da questão está no financeiro das propriedades rurais, que faturam para viver um pouco além da subsistência, sem sobra de caixa para investimentos em maquinário (só para começar). No setor do leite, os agricultores de lá aumentaram a dívida com os bancos em 1 bilhão de libras nos últimos 2 anos.

Apenas 50% dos alimentos consumidos no Reino Unido são de produção local (dois anos atrás, algumas fontes indicavam até 60%) contra 80% em meados dos anos 80. Novos hábitos de consumo, com alimentos típicos de outros locais, aumento da população e sazonalidade colaboram com este quadro.

O palestrante ainda denunciou as práticas de grandes redes de supermercados que baixam os preços para “manter os consumidores felizes” e lembrou dos perigos sempre assombrando a agricultura, como grandes epidemias e questões climáticas. Na Espanha, recentemente, um clima nada favorável fez as hortaliças sumirem do mercado, com hotéis em desespero pagando até R$20,00 por um simples pé de alface.

O papel do governo

Nós já falamos aqui no blog sobre os agricultores ingleses que receberam dinheiro do governo para não plantar. Estas alterações no mercado podem ser benéficas em termos ambientais, como no exemplo citado, mas alguém sempre paga a conta. Empregos são perdidos e a vocação para a atividade rural simplesmente some em alguns locais. Pessoas que prestam serviços para propriedades precisam trocar de ramo ou desistir desta atividade.

Por outro lado, o comércio de alimentos é uma questão de segurança nacional e governos, via de regra, vão adotar qualquer medida para manter o fluxo de alimentos garantido para a população, sem importar a origem e prejuízo local. Vão importar trigo ainda que matem de fome o triticultor do próprio país. Adicione todo o emaranhado de políticas de subsídios na União Européia no problema, antes do brexit.

Os agricultores são parte de um todo

Dentro da economia do Reino Unido, a produção agrícola representa 26 bilhões de libras, contra 103 bilhões do mercado de alimentos como um todo. Aquele pacote de bolachas Oreo pode conter trigo, soja, derivados do leite, mas outros jogadores entraram nesta equação para que o consumidor coloque na boca o produto. Com um poder de barganha do tamanho do mundo, se algo acontecer ao agricultor local, o pacote poderá chegar importado, todo fabricado em outro país. Por uma ironia do destino, um local onde agricultores talvez nem sofram as mesas exigências ambientais.

Espelho para o agricultor brasileiro

É preciso estar atento ao que acontece no mundo quando o assunto é agricultura, para repensarmos o modo de produção e comercialização de produtos agrícolas no Brasil. Muito além do preço das commodities, o “ser agricultor” é o valor a ser monitorado e o que acontece hoje nos países desenvolvidos pode ser o nosso amanhã, mas sem o colchão cultural e as instituições centenárias destes países. União, cooperativismo e pacificação com o intermediário devem entrar na pauta. É preciso colocar mais produtos na cesta, como valor geográfico, compromisso de entrega e segurança, cobrando por isso.

A solução não está no governo. A saída começa no seu vizinho de cerca.


24 de março de 2017

Em 1976, este grupo inglês gravou uma música chamada “Colheitadeira” e chegou no topo das paradas


grupo inglês

Os Wurzels gravaram a música que ficou em primeiro lugar por três semanas

 

Eu tenho uma colheitadeira novinha
E vou te dar a chave!

Estes versos simples conquistaram os ingleses (ou as inglesas) nos anos 70. Gravada na forma de paródia humorística, “Colheitadeira” foi um sucesso da banda Wurzels por semanas nas paradas, deixando para trás Rolling Stones, Abba, Peter Frampton e outros em junho de 1976.

 

 

 

 

O grupo não parou por aí. Lançaram também a “Canção do Trator”. Vejam esta pérola diretamente no Youtube.


22 de maio de 2016

Agrifac Condor Endurance, o pulverizador holandês com tanque de 8000 litros


Agrifac

Equipamento é o maior disponível na Agrifac e é vendido com grande gama de opcionais na estrutura.

 

Agrifac é uma empresa holandesa que atua no mercado agrícola desde 1939, vendendo em toda a Europa. Já teve diversas denominações desde a fundação, nascendo “Centraal Bureau” e incorporando outras marcas ao longo do tempo (AMAC, Cebeco e Matrix Agritech). A empresa do Reino Unido Agrihold UK também virou Agrifac UK. Pulverizadores e máquinas colhedoras de beterraba são os destaques na fabricação.

 

 

Condor Endurance é o modelo de pulverizador auto-propelido mais potente da empresa. Tem tanque de 8000 litros de capacidade, distância entre rodas de 1,9 até 4,6 m, altura do solo de 1,25 m e até 54 metros de barras. O motor é de 320 HP e velocidade máxima de 50 km/h (36 km/h na aplicação).

 

agrifac - rendimento

 

Com diversas combinações de velocidade e volume de aplicação, a figura acima mostra as possibilidades do Condor, chegando a 160 hectares com um tanque.

A bomba do pulverizador tem capacidades de 800 até 1500 litros por minuto para encher o tanque. Em outras configurações, o Condor pode vir com sistema de jato de ar (Airflow Plus), sistema de estabilidade das rodas para aplicação em montanha (Mountain Master Plus) e versão com 2 metros de altura do solo (Clearance Plus).



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