Tag: Meio Ambiente

6 de março de 2021

Alemanha adota queimadas para conter javalis em reserva ambiental


alemanha adota queimadas

alemanha adota queimadas

Alemanha adota queimadas

Apesar dos discursos e políticas ambientais que alteram a vida dos próprios agricultores e interferem nos interesses internacionais, parece que a Alemanha adota práticas que em outros locais considera ruins.

Só para lembrar: em setembro de 2020, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Dinamarca, Noruega, Países Baixos e Bélgica enviaram carta de protesto para o vice-presidente Hamilton Mourão, sobre as queimadas na Amazônia. Na época, o evento tinha outra escala, obviamente.

A autoridade ambiental do distrito de Oder-Spree mandou queimar (em parceria com alguns órgãos ambientais) quatro hectares de juncos na área protegida conhecida como Neuzeller Niederung, para conter o avanço de javalis, É quase como o IBAMA, em pareceria com a Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul mandar queimar (de forma controlada) um pedaço do Taim. Ou o Pantanal, com as autoridades de lá.

cerca para javali

Cercas usadas na região para conter o avanço dos javalis.

Os javalis costumam se esconder nas áreas de junco, dificultando as caçadas para extermínio em um momento de preocupação das autoridades com a Peste Suína Africana. Na região, existem cercas construídas para impedir a passagem dos animais entre a Alemanha e a Polônia.

Alemanha adota queimadas

Entre os argumentos para a manutenção da prática estão o baixo custo (queimar é mais barato que cortar) e a afirmação de que os juncos rebrotam facilmente – até mais densos – depois da queimada. Há também o destaque para o fato de que a Alemanha adota queimadas em cooperação com entidades ambientais, executadas por empresas especializadas e com todo o apuro técnico exigido, até o uso de drones.

Nem todo mundo de acordo

A Associação Alemã de Caça lembrou que a adoção de queimadas não é ambientalmente aceitável, por conta das emissões e pede que no futuro seja usado o corte, mesmo sendo mais caro.

 

Veja também

Juncos nas terras baixas de Neuzeller são queimados de maneira controlada (em alemão)


1 de fevereiro de 2021

Austrália vai exterminar milhões de gatos para salvar a fauna nativa


Austrália vai exterminar milhões de gatos




Austrália vai exterminar milhões de gatos

O Governo da Austrália vai exterminar milhões de gatos que vivem nas áreas selvagens do país. Segundo as autoridades do meio ambiente, os animais – que não são nativos da Austrália – estão matando exemplares da fauna em diversas regiões.

Não são os gatos domésticos que estão na mira do governo e sim os que estão soltos na natureza. Os primeiros gatos vieram junto com os colonizadores ingleses em 1788 e hoje estão presentes em 99,8% do território australiano. Segundo as autoridades, uma ameaça constante para as populações de animais silvestres e responsáveis pela extinção de vinte espécies de mamíferos.

 

 

Programas de extermínio dos gatos selvagens já estão em prática por lá e as ferramentas para a matança incluem armadilhas, caça com cães farejadores ou até mesmo a distribuição de salsichas envenenadas com Fluoroacetato de sódio (também conhecido como “1080”), uma toxina de origem natural que não tem cheiro ou sabor. Muitos animais da fauna australiana possuem tolerância ao veneno, daí a escolha.

 

1080 sausage

Salsichas envenenadas usadas para matar os gatos selvagens.

Austrália vai exterminar milhões de gatos – atualização da prática

Um novo estudo da Universidade da Tasmânia atualizou os dados sobre os danos causados pelos gatos selvagens na Austrália, mostrando que a voracidade destes animais é maior do que se pensava, forçando o governo da Austrália a atualizar as práticas de extermínio dos gatos.

Grupos contrários organizam petições

Vários grupos de protetores de animais organizam manifestos e petições para coibir a prática, exigindo que o governo pare de matar os animais e escolha opções mais humanas como cercas e castrações. A petição Stop Government-Approved Cat Killing in Australia, Now! já tem quase cem mil assinaturas.

Saiba mais

Austrália prepara extermínio de gatos para evitar que destruam animais selvagens.

Australia plans to kill millions of feral cats by airdropping sausages laced with poison.

Tackling Feral Cats and Their Impacts – Documento oficial do governo australiano com suas versões sobre a polêmica.

Cat eradication on Dirk Hartog Island.

 


30 de agosto de 2020

Cabras são removidas de helicóptero em parque dos EUA


Cabras

Operação começou em 2018 e já removeu 328 cabras de parques no estado de Washington, transferindo as populações para locais mais adequados na região

Mais de três centenas de cabras da montanha (Oreamnos americanus) foram removidas de helicóptero de dois locais no estado de Washington, nos Estados Unidos: do Olympic National Park e também da Olympic National Forest.

Alguns animais estavam atacando os frequentadores dos parques por um motivo curioso: com a falta de sal na região, as cabras eram atraídas pelo cheiro de suor ou urina de quem praticava esportes por lá.

A operação ao todo consumiu 270 horas de voo e uma logística complexa com técnicos, biólogos, atiradores (com dados tranquilizantes) e coordenação de importantes órgãos ambientais dos EUA como o SErviço Nacional de Parques (NPS) e Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington (WDFW).

Tribos indígenas da região também colaboraram com o trabalho. Representantes dos Lummi, Muckleshoot, Sauk-Suiattle, Stillaguamish, Suquamish, Swinomish, Tulalip, Upper Skagit, Lower Elwha Klallam Tribe, Makah Tribe, Point No Point Treaty Council, Quileute Tribe, Quinault Indian Nation, Skokomish Indian Tribe, e Port Gamble S’Klallam participaram deste resgate e de outros no passado, além de doarem equipamentos.

Saiba mais:

Capture and translocation project moved 325 mountain goats to northern Cascade mountains.


30 de novembro de 2019

Campanha quer que McDonald’s imprima as placas dos veículos nas embalagens


Campanha quer que

Lixo das compras em lanchonetes vai parar nas propriedades rurais no interior da Inglaterra, jogado pela janela dos motoristas. A campanha quer identificar os porcalhões

Uma campanha iniciada na Inglaterra quer ajudar a punir os motoristas porcalhões que jogam lixo de fast-food pela janela dos carros nas estradas. O lixo acumulado vai parar nas propriedades rurais e nas matas vizinhas.

A proposta é simples: imprimir as placas dos veículos nos sacos de papel e copos fornecidos nas lanchonetes drive-thru. A tecnologia existe: leitores de placas via câmera e impressoras automáticas podem realizar o serviço sem problemas, interligadas obviamente por um software.

O Farmer Tom, de Cambridgeshire, UK, é um dos pais da ideia no Twitter. As lanchonetes drive-thru não são tão comuns no Brasil, mas fazem sucesso em outros países. Uma parcela deste público que adora fastfood é bem porca e costuma jogar nas estradas o lixo. Assim, com todos os sacos identificados, fica mais fácil de punir o infrator ou desencorajar o ato.

Veja mais:

Should car number plates be printed on fast food bags?

Call for McDonald’s to mark takeaway bags with car registration numbers to tackle litter bugs


13 de abril de 2019

Glifosato é banido no Vietnã


Glifosato no Vietnã

Decisão partiu do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural do país asiático

O governo vietnamita baniu a importação e o uso de glifosato no país, através de decreto no último dia 10 de abril, “baseado em leis vietnamitas, regulações internacionais e pela situação sócio-econômica”, segundo o departamento de proteção vegetal do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

O glifosato estava em uso desde 1994, como ingrediente de 104 produtos registrados no país. A preparação para o banimento vem desde 2016, quando pesquisadores começaram a coletar dados sobre o produto.

A Bayer se defende e diz que o produto é seguro e usado em diversos países, que o banimento é inspirado por litigâncias ocorridas nos Estados Unidos e lembra que outro país que tomou a mesma medida em 2015, o Sri Lanka, precisou reconsiderar após sofrer com prejuízos na produção de chá e nos seringais, voltando a usar glifosato em 2018.

Saiba mais (em inglês) no site Viet Nam News.


14 de janeiro de 2019

Gisele Bundchen tinha sete lareiras em casa e militava contra o uso de fogão a lenha


Gisele Bundchen

A Uber Model Gisele Bundchen é conhecida pelo ativismo ambiental e foi lembrada negativamente pela Ministra da Agricultura Tereza Cristina

Durante uma entrevista para a rádio Jovem Pan, no programa Jornal da Manhã, nesta segunda-feira, 14/1, a ministra da Agricultura Tereza Cristina fez críticas quase irônicas para as declarações negativas da modelo Gisele Bundchen sobre o agronegócio brasileiro. O programa também contou com a presença do especialista José Luiz Tejon.

O que rolou na entrevista, você pode conferir no site da Jovem Pan ou no vídeo abaixo.

Não é de hoje que Gisele Bundchen atua no ativismo ambiental e fala coisas estranhas sobre o campo e o agronegócio em geral. Seja dando apoio para questões da ONU ou meditando com a então futura candidata a vice-presidente pelo PSOL nas eleições de 2018, a índia Sônia Guajajara, ela sempre aproveita para dar pitacos.

Amigona da vice do PSOL, a modelo também já apoiou Marina Silva.

Mas em 2012, a coisa foi longe demais: quando ainda era Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a modelo fez um vídeo contra o uso de fogão a lenha. Do alto de sua hipocrisia ambiental, na época Gisele estava construindo uma mansão em Los Angeles que tinha nada mais nada menos do que sete lareiras. Posteriormente, a casa foi vendida para o rapper Dr. Dre.

Uma das sete lareiras da mansão de Gisele Bundchen em Los Angeles, EUA.

A hipocrisia das celebridades: frases prontas, desconhecimento de causa e proibições “unilaterais”. Típico.


19 de maio de 2017

Agricultores irlandeses receberam meio bilhão de reais para fazer o que você faz de graça


agricultores irlandeses

O “Esquema GLAS” paga para os agricultores que adotam plantio direto, cuidam de nascentes e animais selvagens em um país menor que o estado de Santa Catarina.

 

Mais de 120 milhões de euros (R$ 420 milhões de reais) já foram pagos para 34 mil agricultores irlandeses através do programa GLAS, da sigla Green Low-Carbon Agri-Environment Scheme, ou “Esquema verde de ambiente agrícola de baixo carbono”, em uma tradução livre.

A adesão é voluntária e os agricultores interessados precisam contratar um consultor, que elabora um projeto e, se a propriedade tiver o perfil adequado, passa a receber uma série de ajudas financeiras para diversas práticas ambientais adotadas, como preservar campos nativos (com pastejo), proteger áreas de animais silvestres, margens de rio, plantar cobertura de inverno e etc. Praticamente o que muitos agricultores brasileiros fazem sem ganhar um centavo.

 

Alguns exemplos da tabela de preços ambiental

Plantar cobertura verde: R$ 536,00 (por hectare).
Manter uma caixa para abrigar morcegos na mata: R$ 44,00 (por caixa).
Pousio: R$ 2560,00 (por hectare).
Manter uma área para pássaros nativos (algo como preservar campo para os nossos quero-queros): Até R$ 1300,00 (por hectare).
Metro cúbico aplicado de esterco líquido: R$ 5,00.
Margem de rio (acreditem): Até R$ 12,00 por metro.
“Wildbird Cover”, o plantio de campos com uma mistura especial de sementes com triticale, trevo e outros, dedicada aos pássaros nativos: R$ 3150,00 por hectare.

Todos os valores mostrados aqui são pagamentos por ano.

Aplicar esterco líquido? Também rende uma grana.

O limite anual por propriedade é de R$ 17300,00. Convertemos os valores em reais para maior esclarecimento. Um produtor de leite irlandês hoje recebe cerca de R$ 0,76 por litro (para efeito comparativo).

 

 


30 de abril de 2017

Homem ensina na internet como fazer o próprio poço artesiano


como fazer poço

Da Bahia, Robson ensina para o Brasil inteiro a técnica de cavar o próprio poço na propriedade

Esta é mais uma daquelas histórias que são postadas no Facebook com a frase “o brasileiro precisa ser estudado pela NASA”. Na realidade, força de vontade e determinação, aliadas ao espírito comunicativo são sempre dignos de nota.

Robson Brasileiro dos Santos mora na Bahia e desenvolveu uma técnica para a perfuração de poços artesianos usando ferramentas caseiras e canos de ferro. Brocas, válvulas e procedimentos são explicados com detalhes em uma série de vídeos postados no Youtube. Se você sofre com a seca na propriedade e deseja arriscar com as dicas do Robson, nós recomendamos a assinatura do canal, aqui.

Série sobre poço em Ibirapuã, na Bahia
Abaixo, os vídeos postados mostrando o passo a passo da perfuração.

O Robson manda bem também na restauração de nascentes na região

Parabéns pela iniciativa!



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