Tag: Coronavírus

30 de abril de 2021

Tá faltando frango nos Estados Unidos e a culpa é do Fast-food


tá faltando frango

tá faltando frango

Tá faltando frango no mercado americano e diversos sites de notícias culpam a venda de sanduíches e a pandemia do Coronavírus

O frango está escasso no mercado americano desde que as grandes cadeias de fast-food no país lançaram novos sanduíches “crocantes” que caíram no gosto dos consumidores, em uma américa que já é apaixonada por galinha, em todas as formas de preparo e cortes. O sucesso dos sanduíches começou com a Popeyes e as outras grandes como Chick-fil-A, KFC e McDonalds seguiram no mesmo ritmo.

A proteína barata dos lanches, alta procura e a pandemia (afetando trabalhadores nas plantas frigoríficas e aumentando o consumo em casa por delivery) formaram uma tempestade perfeita. Frango (de todas as formas) foi a fast-food preferida dos americanos durante a pandemia.

frango

O Restaurant Business, site especializado do setor de alimentação, avisou em fevereiro que os EUA teriam uma importante queda – a maior da década – nos estoques de frango. No início do ano de 2020, cerca de meio kilo de “coxinha da asa” por lá era vendido por US$ 1,81 e entrou 2021 custando US$ 2,27.

No final das contas, os frigoríficos vão aumentar os benefícios para os trabalhadores das unidades (retornar a normalidade no abate) e o pessoal da “carne que não é carne” tenta um lugar ao sol, oferecendo suas fórmulas vegetais, como a Beyond Meat.

Veja também

 

Yes, the chicken wing shortage is real in Upstate New York. And check out those prices

 


16 de março de 2021

Vereador gaúcho sugere usar aviões para pulverizar a cidade com álcool


vereador gaúcho

alberi dias

Vereador Gaúcho tem a solução

O vereador gaúcho Alberi Dias, do MDB, que também é presidente da Câmara na cidade de Canela, teve uma brilhante ideia para combater o coronavírus na cidade turística, famosa por sua arquitetura e clima frio: pulverizar o município com álcool, usando aviões ou helicópteros.

“… quem sabe… nós poderia (sic) pulverizar pelo menos a nossa cidade de avião né? Nós temos aí vários empresários que têm… são donos de helicóptero, avião. Sei lá, não sei se existe o álcool gel líquido, alguma coisa. Pulverizar, por que o vírus tá no ar né? É uma coisa de outro mundo. De outro mundo. Mas eu já vi… pulveriza lavouras. Não pulveriza lavouras, de avião? Talvez seja uma ideia também. Eu não sei a tecnologia pra isso. Pulverizar, que o álcool gel não faz mal”

Acima, o vídeo para quem não acreditar.

Não se sabe se foi uma brincadeira (provavelmente não), mas espanta – além do óbvio – o fato do edil não conhecer álcool em sua versão líquida. Com a palavra, os amigos da pulverização. Uma solução, digamos, explosiva.

Veja também

China usa drones para combater coronavírus


8 de março de 2021

Molnupiravir é a pílula da Merck contra o Coronavírus


molnupiravir

molnupiravir

Molnupiravir é a aposta da Merck para combater o coronavírus, depois de problemas com a sua tentativa de emplacar uma vacina

A Merck anunciou recentemente que o molnupiravir, sua medicação para combater o coronavírus produzido em parceria com a empresa Ridgeback, atingiu os objetivos esperados em uma nova fase de testes.

A Merck foi a criadora da Ivermectina, história que contamos aqui em Ivermectina, de droga lucrativa a esperança contra a COVID-19 em janeiro. Vale a pena a leitura.

Quem é a Ridgeback?

Segundo o seu site, a Ridgeback Biotherapeutics é “uma empresa de biotecnologia focada no tratamento e cuidado de populações de pacientes que precisam de terapias transformacionais, com foco atual em doenças infecciosas emergentes. Nosso objetivo é inovar e acelerar soluções que mudam e salvam vidas para a saúde e segurança da população global. Para esse fim, a Ridgeback tem dois produtos de pipeline de estágio avançado em desenvolvimento – ansuvimabe para o tratamento de Ebola e molnupiravir para o tratamento de COVID-19“.

O remédio

O Molnupiravir (que era chamado de EIDD-2801) inibe a replicação de múltiplos vírus do tipo RNA, entre eles o SARS-CoV-2, causador da COVID-19. A real criadora da droga é uma terceira, a Emory’s DRIVE, empresa sem fins lucrativos que fechou parceria com a Ridgeback em março de 2020.

emory

A novidade é que o remédio mostrou resultados animadores com 200 pacientes não hospitalizados, reduzindo a carga viral em sintomáticos no quinto dia de tratamento. Os pacientes que tomaram o remédio foram a 0% e o grupo do placebo ficaram em 24%.

Tecnicamente falando [alerta de termos técnicos que quase ninguém entende], o EIDD-2801 é uma forma oralmente biodisponível de um análogo de ribonucleosídeo altamente potente que inibe a replicação de vários vírus de RNA, incluindo SARS-CoV2. Em estudos de laboratório e animais de dois coronavírus distintos (SARS-CoV1 e MERS), a forma bioativa de EIDD-2801 demonstrou melhorar a função pulmonar, diminuir a perda de peso corporal e reduzir a quantidade de vírus no pulmão. Espera-se que o EIDD-2801 comece os testes clínicos para SARS-CoV2 e influenza no segundo trimestre de 2020. Além da atividade contra SARS-CoV2, o EIDD-2801, em estudos de laboratório, demonstrou atividade contra vírus sincicial respiratório, influenza, chikungunya , Ebola, vírus da encefalite equina venezuelana e vírus da encefalite equina oriental.

O remédio ainda precisa passar por mais fases de testes. Provavelmente, o verbete da Wikipedia fará uma compilação segura do progresso nos próximos meses.

 

 


5 de janeiro de 2021

Ivermectina, de droga lucrativa a esperança contra a COVID-19


ivermectina

ivermectina




 

A ivermectina ganhou destaque no mundo inteiro com a pandemia do coronavírus. Há quem defenda o uso como tratamento precoce no combate ao vírus e sua distribuição (ou não) chegou a pautar as campanhas eleitorais de 2020 no Brasil. Segundo a Gazeta do Povo, jornal do Paraná, prefeitos que distribuíram Ivermectina como forma de prevenção à Covid-19 foram reeleitos.

Quem é do agro conhece a ivermectina desde muito tempo. O antiparasitário usado no gado, equinos, suínos e em algumas raças de cães foi descoberto por japoneses (retirada de uma bactéria que vive no solo nos anos 70 e foi considerado uma droga revolucionária nos anos 80, sendo o Ivomec injetável o medicamento veterinário mais lucrativo do mundo na época.

Enquanto lucrava muito no mundo veterinário, a Merck (detentora da patente até 1996) também reconheceu o uso para humanos e fez doações significativas do medicamento para países da África combaterem a Oncocerose (Cegueira do Rio), em parceria com ONGs e a Organização Mundial da Saúde. Toda essa filantropia foi financiada com os lucros do Ivomec. A WHO chegou a publicar um boletim em 2004 chamando o tratamento em massa com ivermectina “uma estratégia de saúde pública pouco utilizada”. Um estudo realizado no Brasil é citado no documento.

O uso em humanos do Mectizan (nome comercial nos EUA) para o combate da cegueira do rio foi anunciado em 1987, sete anos depois de testes clínicos realizados no Senegal. Em 2001, o programa de doações da Merck estava ativo em 33 países da África subsaariana, América Latina, Yemen e Oriente Médio, tratando 25 milhões de pessoas anualmente e com meio bilhão de comprimidos administrados.

A ivermectina é apontada como uma das medicações mais importantes do mundo, ao lado da penicilina e da aspirina, de inegável sucesso para salvar ou melhorar a vida de milhões de pessoas atacadas por diversos tipos de parasitas. Se entrará para história como importante combatente na pandemia do COVID-19, só o tempo poderá dizer. Seria ótimo.

Curiosidade: a descoberta e a longa jornada de uma amostra de solo japonês

A história de como a ivermectina foi descoberta é incrível. No final dos anos 1960, Satoshi Ōmura, um microbiologista do Instituto Kitasako de Tóquio, estava procurando novos compostos antibacterianos e começou a coletar milhares de amostras de solo de todo o Japão. Ele cultivou bactérias das amostras, examinou as culturas quanto ao potencial medicinal e as enviou a 10.000 km de distância para o Merck Research Labs em Nova Jersey, onde seu colega, William Campbell, testou seu efeito contra vermes parasitas que afetam rebanhos e outros animais. Uma cultura, derivada de uma amostra de solo coletada perto de um campo de golfe a sudoeste de Tóquio, foi notavelmente eficaz contra vermes. A bactéria da cultura era uma espécie nova e foi batizada de Streptomyces avermictilis. O componente ativo, denominado avermectina, foi modificado quimicamente para aumentar sua atividade e segurança. O novo composto, chamado ivermectina, foi comercializado como um produto para a saúde animal em 1981 e logo se tornou um medicamento veterinário mais vendido no mundo. Surpreendentemente, apesar de décadas de pesquisas, S. avermictilis continua sendo a única fonte de avermectina já encontrada.

Extraído de Ivermectin: From Soil to Worms, and Beyond, do Barcelona Institute for Global Health.

Para saber mais

Ivermectin, ‘Wonder drug’ from Japan: the human use perspective.

Ivermectina (Wikipedia)

Discovery of Ivermectin.

 


9 de novembro de 2020

Baixo preço faz produtor queimar a lã no Reino Unido


lã

Os produtores de lã no Reino Unido estão sofrendo com o preço baixo do produto frente ao custo de produção. Para cada velo produzido, o custo é de 30 centavos, contra 24 recebido quando se encontra um comprador.

Um produtor do País de Gales que não quis se identificar, revoltado com a situação, resolveu queimar toda a lã do estoque em protesto. Foram para a fogueira mais de 800 velos e as fotos do “funeral” foram parar nas redes sociais, através de amigos que presenciaram a cena.

Só para tosquiar as ovelhas no Reino Unido, o custo por cabeça é de 2 libras.

 

O preço da lã previsto antes da pandemia (e do fechamento do mercado para exportação) era de 32 centavos o kg (um velo tem entre 2,5 e 5kg), sendo que o mercado já estava saturado com toneladas de produto não vendido. O Reino Unido produz anualmente 22 mil toneladas de lã, com um rebanho de 32 milhões de cabeças.

Visto no Daily Mail.

Veja também sobre lã, ovinos e tosquia:

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai.


22 de agosto de 2020

Agricultores americanos protestam contra políticas do COVID


Agricultores americanos

Os tratores foram para as ruas contra a interferência do governo estadual na vida das pessoas, exigências sanitárias e fechamento de igrejas e escolas

Os agricultores americanos do estado de Minnesota foram para as ruas no último dia 19 protestar contra as políticas do governo estadual no âmbito do COVID-19.

Os tratores foram para as ruas da cidade de Wadena contra a imposição do uso de máscaras, fechamento de igrejas e escolas e mais recentemente a proibição do rodeio da cidade. O vídeo abaixo é da Valley News Network, de Dakota do Norte.

Agricultores americanos nas ruas

 

 

O protesto foi acompanhado de muito material pró-Trump e bandeiras americanas.

 

 

Segundo o site USA Facts, a cidade de Wadena tem até o momento 34 casos confirmados de coronavírus e nenhuma morte. Já o estado de Minnesota tem 68 mil casos e 1799 mortes (população de 5,64 milhões).

Diferente do que é mostrado por muitas redes de TV brasileiras, o apoio ao presidente Trump continua forte na América Rural nesta época de pandemina do coronavírus e guerras comerciais.

Uma curiosidade: no estado de Minnesota, Hillary Clinton acabou levando a melhor em 2016 no voto popular com 1,367,716 contra 1,322,951 de Donald Trump.

 


13 de agosto de 2020

Chineses alegam que asinha de frango importada do Brasil tem coronavírus


asinha de frango

Testes em produto importado do Brasil indicaram o vírus na superfície da carne, segundo autoridades de saúde de Shenzhen

A autoridade de saúde da cidade de Shenzhen, na China, emitiu comunicado sobre a suposta contaminação de carne brasileira com o coronavírus. Diferente de outros testes realizados no passado, onde as embalagens de carnes congeladas eram testadas, agora o procedimento foi realizado na superfície da carne.

SIF 601 é da Aurora Alimentos de Xaxim, em Santa Catarina.

Os testes foram realizados no dia 11 de agosto em asas de frango congeladas importadas do Brasil (número de registro: SIF601; número do lote: 7720051522). O comunicado pode ser acessado neste link em chinês. A notícia também foi repercutida pelo americano Bloomberg.

Comunicado do Escritório da Sede de Prevenção e Controle de Epidemias de Shenzhen. Acesse neste link.

De acordo com o site da Prefeitura de Xaxim, SC, o município tem atualmente 960 casos confirmados de coronavírus, sendo 875 recuperados, 60 ativos, 1800 descartados e 25 óbitos até o momento. Em maio, a Aurora Alimentos assinou termo com o Ministério Público do Trabalho para prevenção do coronavírus.


11 de agosto de 2020

New Holland e rede de concessionários ampliam distribuição de alimentos durante a pandemia


new holland

Ações envolvem novas doações de cestas básicas a comunidades carentes e de cestas de hortifruti comprados de pequenos produtores

Curitiba, agosto de 2020

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, juntamente com sua rede de mais de 200 concessionários espalhados pelo Brasil, está ampliando a distribuição de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar, especialmente durante a pandemia de covid-19. A marca, que em 2019 lançou uma campanha de combate à fome que doa refeições a partir da renda proveniente de uma parcela de todas as máquinas vendidas, decidiu criar uma “rede do bem”, que entre outras coisas tem ajudado tanto comunidades carentes quanto pequenos produtores com dificuldades de vender sua produção.

Desde o início da pandemia, a New Holland identificou as fragilidades nessas duas pontas da cadeia de consumo e resolveu ampliar seus esforços. “Decidimos doar mensalmente 17 cestas básicas a cada loja nossa pelo país, que serão distribuídas às comunidades mais necessitadas. Somando-se a essas cestas básicas, cada concessionário se comprometeu a doar cestas de hortifruti adquiridas junto aos produtores familiares da sua região, o que auxilia os pequenos agricultores a escoar sua produção, bastante afetada com o fechamento das escolas e a restrição imposta às feiras nas cidades. Com isso, conseguimos unir essas duas pontas”, explica Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul.

A iniciativa, que começou em junho e vai até agosto, empolgou tanto a rede de concessionários que ela resolveu complementar as doações dobrando o número de cestas básicas, conforme explica Taniguchi. Desta maneira, passou-se para 34 cestas básicas por mês doadas em cada loja New Holland, complementadas, ainda, com as cestas de hortifruti.

Pontos de doação

Mas a “rede do bem” não para por aí. Graças a uma parceria com a Associação Brasileira dos Distribuidores New Holland (Abraforte), os concessionários irão doar também itens de higiene, complementando o pacote de ajuda às famílias. Além disso, as lojas servirão como pontos de recebimento de alimentos de cidadãos que queiram contribuir, mas não têm como acessar outros pontos de recebimento. “Aproveitamos a grande capilaridade da nossa rede, que pode receber essas doações e distribuí-las às pessoas em situação de insegurança alimentar”, observa Taniguchi.

Essa capilaridade estendida também deve beneficiar os agricultores familiares, já que eles podem utilizar as mídias sociais dos concessionários New Holland para fazer a divulgação dos seus produtos nas suas regiões de atuação, ampliando as possibilidades de comercializar a produção em tempos tão difícies.

Fundo mundial

As ações da New Holland no Brasil integram um conjunto de ações da CNH Industrial, líder mundial de bens de capital, que investiu US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para combater ou mitigar o impacto da covid-19 em todo o mundo. O recurso, que faz parte de um fundo social criado pela empresa, foi distribuído para as quatro regiões globais onde a companhia mantém operações, a partir de um mapeamento das necessidades de cada localidade. Foram destinados R$ 2 milhões somente para a América do Sul.

O plano estratégico em andamento é focado em três frentes de trabalho – alimentação, saúde e educação, com metas de curto, médio e longo prazos. No pilar alimentação, a empresa está suportando famílias carentes por meio do fornecimento de cestas básicas pelo período de três meses (junho a agosto), sendo que a segunda fase da distribuição já começou.

A ação da New Holland Agriculture irá auxiliar instituições filantrópicas em vários estados brasileiros com a doação de cestas básicas. As doações, inclusive, envolvem o time de Aftermarket Solutions da CNH Industrial. Os funcionários do Centro de Distribuição de Sorocaba (SP) se mobilizaram para organizar o recebimento, a separação e a distribuição das cestas básicas que foram enviadas a instituições de 16 estados do Brasil.

Em outra ação, a CNH Industrial doará cestas básicas aos beneficiados pelos projetos sociais já atendidos pela empresa nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Ao todo, cerca de 2 mil famílias no Brasil e mais de 1.750 famílias argentinas, nas cidades de Córdoba e Buenos Aires, estão sendo beneficiadas por essas iniciativas.

A New Holland Agriculture, assim como a CNH Industrial, trabalha alinhada com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Todos eles tiveram impactos com a covid-19 e a estratégia é agir especialmente sobre os objetivos mais vitais do ponto de vista social. Entre eles estão: a erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; e educação de qualidade.

Essas ações somam-se a outras já consolidadas durante a pandemia, como a doação de equipamentos de proteção individual, como máscaras descartáveis, para asilos e outras instituições que necessitam.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Visite www.cnhpress.com e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

CNH Industrial N.V. (NYSE: CNHI /MI: CNHI) uma das líderes globais no setor de bens de capital com experiência industrial reconhecida, tem uma ampla gama de produtos e presença mundial. Cada uma das marcas individuais que pertencem à empresa é uma força internacional de destaque em seu setor específico: Case IH, New Holland Agriculture e Steyr para tratores e máquinas agrícolas; CASE Construction Equipment e New Holland Construction para equipamentos de movimentação de terra; IVECO para veículos comerciais; IVECO BUS e Heuliez Bus para ônibus urbanos e rodoviários; Iveco Astra para veículos de pedreira e construção; Magirus para veículos de combate a incêndio; Iveco Defence Vehicles para defesa e proteção civil; e FPT Industrial para motores e transmissões; CNH Industrial Capital para serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis no website da empresa: www.cnhindustrial.com.


1 de agosto de 2020

EastWest resgata alimentos descartados e doa para quem precisa


EastWest

A crise provocada pelo coronavírus afetou muitos agricultores americanos, que até então descartavam a produção. Um homem encontrou a solução para o problema, ajudando os dois lados: quem planta e quem precisa.

Com as quarentenas e lockdowns virando rotina em muitas comunidades por conta do coronavírus e da COVID-19, muitos produtores são obrigados a descartar a produção ou até sair da atividade (veja exemplos aqui e aqui). Nos Estados Unidos, um homem encontrou uma forma de resgatar estes alimentos e doar para os necessitados.

George Ahearn, morador da cidade de Othello, Washington, criou juntamente com alguns amigos a EastWest Food Rescue, uma entidade sem fins lucrativos para coletar produtos nas fazendas e entregar nos bancos de alimentos em seu estado.

A EastWest coleta a produção doada por agricultores mas em alguns casos paga um preço combinado entre as partes. Afinal, há muito trabalho e custos envolvidos na operação. E os agricultores também estão em um momento crítico. A operação, na medida do possível, ajuda as duas partes do sistema.

Segundo o site da entidade, até o dia 4 de junho foram resgatados quase 500 toneladas de alimentos entre batatas, cebolas, maçãs e ovos. O trabalho conseguiu alimentar 500 mil pessoas.

As pessoas podem ajudar a entidade com doações em dinheiro, trabalho voluntário, empréstimo de veículos para carga e descarga e distribuição de produtos já embalados para os bancos de alimentos atendidos. Há espaço para todos.

Importante: toda vez que um agricultor descarta a produção por motivos comerciais (especialmente baixo preço), logo os justiceiros de internet começam a xingar e condenar por não ter doado a comida para os pobres. Na realidade, entre a batata perecível no chão da propriedade e o prato de comida de quem tem fome, existe um longo caminho. Custa dinheiro e trabalho unir estes dois lados. É aí que entra o trabalho da americana EastWest. Ao invés de xingar nas redes sociais, as pessoas deveriam copiar o exemplo.

As imagens postadas aqui são do Facebook da entidade. Acesse aqui.

Veja mais – EastWest

When a man heard that farmers were destroying unsold produce, he arranged for trucks to deliver 3 million pounds of it to food banks (CNN).


26 de julho de 2020

Em tempos de pandemia, marcas investem em lives na internet


lives na internet

Máquinas agrícolas são exibidas em detalhes através das redes sociais, em uma época de diversos cancelamentos de feiras do setor

As principais marcas do mundo agrícola estão aprimorando o uso da internet para a promoção de produtos e lançamentos. Recentemente, a Massey Ferguson mostrou o novo trator 8S em um evento ao vivo, com grande divulgação nas redes sociais.

Fendt Ideal Live.

A turma da AGCO repetiu a fórmula com eventos online para as marcas Fendt e Gleaner. Foram realizados updates sobre como andam as colheitadeiras Ideal e também o lançamento de uma nova série da Gleaner, a S9. Estes dois esforços foram chamados de “Live From Hesston”. É a era dos Eventos Virtuais na agricultura.

lives na internet
Destaque para a live da Gleaner, mostrando detalhes das máquinas.

Muitas feiras que estão sendo canceladas pelo mundo também estão adotando eventos online. A britânica Cereals foi toda para a internet, com o impedimento da edição de 2020, assim como a americana Farm Progress Show.

Esta súbita ampliação na quantidade de material disponível online (afinal, as lives ficam gravadas nos canais das marcas) é benéfica para os agricultores, mas ainda é um problema para quem luta para ter internet de qualidade na propriedade. Estes vão ficar sem feira e sem live.

Lives na internet, mas em inglês

Outro ponto a ser observado é a riqueza de detalhes em vídeos como os da Fendt Ideal, com técnicos explicando vários pontos sobre a máquina. Ainda que a maioria do público brasileiro esteja fora da parcela que compra este tipo de colheitadeira, seria interessante se as filiais brasileiras dublassem este material em português, para ser consumido por aqui também.


2 de julho de 2020

Expointer 2020 está cancelada


Expointer 2020

Depois do anúncio de uma nova data, organizadores decidem pelo cancelamento da edição 2020 da Expointer. A culpa é da pandemia

A pandemia do coronavírus cancelou mais um evento: a Expointer, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, não será realizada em 2020.

A decisão foi tomada pelos organizadores, mas até o momento só a imprensa da capital Porto Alegre divulgou a notícia, que ainda não foi publicada no site oficial da feira.

Em maio deste ano, a informação era de que a feira aconteceria, mas em outra data. A afirmação não se confirmou.


26 de junho de 2020

Laticínio britânico treina seus produres para a coleta durante a pandemia


Laticínio Britânico

Produtores vão receber treinamento para pilotar os caminhões, coletar e medir a qualidade do leite nas propriedades

Com um alto número de motoristas da frota de caminhões responsáveis pela coleta de leite de licença por conta do contágio com o coronavírus, a Arla Foods adotou uma estratégia para enfrentar o problema. Os próprios produtores receberão treinamento para assumir a tarefa.

Veja também: Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra.

Segundo o site da empresa, 19 produtores de leite e 10 membros da equipe de agricultura foram treinados para coletar leite nas propriedades, medir temperatura, tirar amostras e registrar os procedimentos. Algo que já acompanham faz muito tempo, mas agora vão jogar do outro lado.

Um laticínio britânico dos mais antigos

O laticínio britânico Arla Foods é uma cooperativa das maiores e mais antigas no Reino Unido, com início das atividades no ano de 1880. Responsável pela coleta e processamento de leite em cerca de 2400 propriedades, opera com as marcas B.O.B. (leite com sabor), Cravendale (leite), Arla Explorers (biscoitos), Big Milk (leite enriquecido com nutrientes), Skyr (iogurte), Lacto Free (leite sem lactose), Farmers Milk e Arla Protein (suplemento alimentar).

Saiba mais

Arla reveals it has trained its farmer owners to provide a back-up option for milk collection during Covid-19 pandemic.


1 de junho de 2020

Agricultor morre após esperar dias na fila para entregar o trigo na Índia


agricultor morre

Foi a segunda morte em poucos dias, em um sistema caótico e prejudicado pelas políticas de distanciamento social e erros das autoridades

Um agricultor de 45 anos morreu na fila de espera para entregar o trigo em um silo na região de Madhya Pradesh, na Índia. Após dois dias parado no calor junto com outras centenas de produtores, Jairam Mandloi não resistiu e sofreu um ataque cardíaco. Mesmo levado para o hospital, faleceu.

Na Índia, os agricultores recebem uma mensagem de texto no celular que avisa quando estes podem levar a produção para vender nos pontos de recebimento. Jairam recebeu o aviso e deslocou para o silo. Lá, com as políticas de distanciamento social causadas pela pandemia do coronavírus e o aumento da produção de trigo neste ano, o sistema ficou caótico e as filas saíram do controle.

Fila de produtores na Índia. Foto: Gonews.

Foi o segundo caso de morte na fila de espera para a entrega da produção. Recentementem outro agricultor morreu após seis dias esperando para entregar o trigo.

Saiba mais

MP: Another Farmer Dies In Queue After Waiting For Three Days To Sell Wheat At Procurement Centre.


8 de maio de 2020

A volta do leiteiro no Reino Unido


volta do leiteiro

Vinte e oito anos depois de entregar a última garrafa, pecuarista volta às origens e inicia serviço de entrega de leite “de porta em porta”

A pandemia do coronavírus prejudicou produtores rurais no mundo todo, com diversos relatos de leite jogado no lixo e colheitas sem ter trabalhadores disponíveis para o trabalho. No meio da desgraça, alguns agricultores conseguiram criar alternativas para manter a propriedade na ativa.

O exemplo aqui vem da região de Worcester, na Inglaterra. A Bennetts Farms é uma propriedade em atividade desde o ano de 1918, hoje tocada por Tristan Bennett, de 34 anos, representante da quinta geração da família. Com a entrega de leite para os laticínios paralisada, ele e a família decidiram colocar em prática um antigo plano: entregar leite de porta em porta, tal como faziam antigamente. A última garrafa de leite saiu da porteira no ano de 1992.

https://www.instagram.com/p/B_4O_Chp2dL/

A ideia da entrega de leite na comunidade foi colocada no facebook da propriedade e logo as encomendas começaram a chegar. Após um bom planejamento e a compra de equipamentos (incluindo um caminhão para a entrega) o serviço entrou em operação. É a volta do leiteiro em grande estilo, com ares de modernidade: pedidos pela internet e entrega de leite pasteurizado integral, não homogenizado.

A volta do leiteiro – são três opções de embalagens plásticas. Com o aumento das vendas, a propriedade pretende migrar para garrafas de vidro retornáveis.

O Tristan declarou para o site britânico The Shuttle que a demanda é bem alta e as pessoas gostam de comprar produtos dos agricultores locais. Além do leite, a Bennetts Farms vende carne e mantém um pequeno local para eventos no ambiente rural.

Uma boa ideia, ainda distante das possibilidades dos pequenos produtores brasileiros, mas poderá ser o futuro em propriedades próximas de centros urbanos. Pequenas marcas, vendendo direto para o consumidor.


6 de maio de 2020

Mamão e bode “testam positivo” para coronavírus na Tanzânia


mamão

Qualidade dos testes foi colocada em dúvida no país africano depois dos resultados em pacientes fora do comum

Um mamão papaya e um bode estão entre os pacientes que foram testados para coronavírus na Tanzânia, com resultado positivo. Parece piada, mas aconteceu.

Descontente (e desconfiado) da qualidade dos testes importados pelo governo, o presidente da Tanzânia solicitou para que suas forças de segurança deliberadamente mandassem para o laboratório amostras não-humanas para exame.

Mamão e bode “doentes”

Entre elas, amostras de um mamão papaya, um bode, óleo de motor e uma ovelha. Os técnicos do laboratório, obviamente, não sabiam da origem dos materiais coletados. Não deu outra: o presidente Magufuli estava certo: pelo menos o mamão e o bode testaram positivo para coronavírus.

O chefe do laboratório foi afastado. O país já registrou até o momento 480 casos e 16 mortes pela pandemia de coronavírus. A oposição acusa o governo de pouco valorizar o COVID-19 e de esconder dados.

Onde fica a Tanzânia

Foto: Shout Africa – Commercial farming to boost food security in Tanzania.

A Tanzânia é um país na África Oriental conhecido por suas vastas áreas selvagens, como as planícies do Parque Nacional de Serengeti, uma das mecas do safári e habitada pelos cinco animais de grande porte mais difíceis de serem caçados (elefante, leão, leopardo, búfalo e rinoceronte). Outro destaque é o Parque Nacional de Kilimanjaro, onde fica a montanha mais alta da África. Em alto-mar, estão as ilhas de Zanzibar, de influência árabe, e de Mafia, com um parque marinho que abriga tubarões-baleia e recifes de corais. (Fatos Rápidos do Google). Wikipedia.

Saiba mais

Tanzania COVID-19 lab head suspended as president questions data.

Coronavirus: Tanzania testing kits questioned after goat and papaya test positive.


5 de maio de 2020

Expointer 2020 será realizada, diz o Governo RS


Expointer 2020

Secretaria da Agricultura divulgou nota garantindo a realização da feira gaúcha, com data limite

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul divulgou nota sobre a realização da Expointer 2020, tradicional feira agropecuária realizada na cidade de Esteio.

Em nota publicada no site, a Secretaria afirma: “está mantida, com data limite de realização até o fim de setembro. O novo calendário será definido pelas Secretarias da Agricultura e Saúde, em conjunto com as entidades co-promotoras da tradicional feira, que neste ano celebra os 50 anos do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.”.

Tela do site da Secretaria de Agricultura do RS, com a nota sobre a Expointer 2020.

A edição de 2019 da Expointer teve um total de 416.416 visitantes e um montante em negócios de R$ 2.699.868.739,57, um crescimento de 17,37% em relação ao ano anterior. Em 2020, a feira completa 50 anos.

Veja também

Qual é a maior feira agrícola do Brasil?


17 de abril de 2020

Trump libera 19 bilhões de dólares para os agricultores americanos


trump libera

Maior parte do dinheiro será gasto na forma de pagamentos diretos aos pequenos e médios agricultores do país e o resto com compras de alimentos

Dos 19 bilhões de dólares anunciados hoje pelo presidente americano Donald Trump, 16 bi irão para as mãos de agricultores através de pagamentos diretos. O resto, será gasto com a compra de produtos alimentícios diversos (frescos), carnes e laticínios.

Veja também: Maior frigorífico de suínos fecha unidade nos EUA.

O pacote de ajuda vem para mitigar os efeitos causados pela pandemia do coronavírus, responsável (não só nos EUA) por incontáveis prejuízos também na agricultura.O anúncio foi realizado nesta sexta, 17.

Os detalhes completos do pacote que Donald Trump libera neste momento de crise só serão conhecidos ao longo da semana.

Saiba mais

White House to give $19B in farmer aid.

Trump announces new $19 billion program to send direct payments to farmers, ranchers amid coronavirus pandemic.


16 de abril de 2020

Maior frigorífico de suínos fecha unidade nos EUA


maior frigorífico

O Smithfield Foods, maior frigorífico de suínos americano, sente a crise com a pandemia do coronavírus e fecha planta com 3700 empregados

A unidade da Smithfield Foods em Sioux Falls, no estado de Dakota do Norte, foi obrigada a fechar as portas por conta da crise com a pandemia de coronavírus. Só esta planta é responsável pelo processamento de 5% de toda a produção de suínos dos Estados Unidos. São 130 milhões de refeições prontas produzidas por semana na unidade.

E a crise foi interna: dos 3700 empregados da fábrica, 438 foram contaminados com coronavírus e outras 107 pessoas foram contaminadas por estes mesmos funcionários. A cidade de Sioux Falls tem 181 mil habitantes.

A cidade, afetada pelo coronavírus, agora perde milhares de empregos.

O condado de Minnehaha (onde fica Sioux Falls) tem 988 casos confirmados, 261 recuperados e 6 mortes. A planta do frigorífico responde por metade dos casos de toda a região.

Unidade da Smithfield: 3700 empregados em casa.

A empresa fechou na sequência outras duas unidades no estado de Missouri e Wisconsin, todas próximas de grandes centros urbanos.

Veja também

Coronavírus causa descarte de leite nos Estados Unidos.


12 de abril de 2020

Supermercado e laticínio unidos para doação de leite em Portugal


leite para hospitais

Ação conjunta doará 25 mil litros de leite para hospitais , ajudando também a escoar a produção das propriedades

O laticínio português Montiqueijo fez uma parceria com a rede de supermercados Recheio Cash & Carry para doar 25 mil litros de leite para os hospitais do país.

O leite da marca Amanhecer será embalado e distribuído pelo supermercado em 125 mil unidades de 200 ml cada.

O leite será consumido pelos pacientes internados e também pelos profissionais de saúde destes estabelecimentos.

A notícia vem em boa hora. Já divulgamos aqui no blog a triste situação dos produtores de leite em Portugal (de ovelha), no Reino Unido e nos Estados Unidos. Ações assim são um alento nesta época obscura de pandemia e quarentenas.

Que mais empresas sigam o exemplo, no mundo todo.

Visto primeiro no Agroportal.


10 de abril de 2020

Um milhão de litros de leite descartados por dia no Reino Unido


um milhão de litros

Propriedades leiteiras são orientadas a descartar a produção do dia e já não recebem a visita do caminhão de coleta. O leite já falta nos supermercados

Uma reportagem do site Daily Mail destacou a crise na pecuária leiteira do Reino Unido, causada pela pandemia do coronavírus. Os efeitos em cadeia refletem a falta de venda e escoamento de produtos lácteos nas indústrias. Um milhão de litros de leite são descartados todos os dias pelos produtores britânicos.

Os laticínios estão mandando mensagens para os produtores avisando que o caminhão da coleta não mais passará e que toda a produção deve ser descartada. É a primeira vez em décadas para muitos. Na família destacada pela reportagem, o fato nunca aconteceu em quatro gerações.

Veja também: Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra.

Os bares, restaurantes e cafés do Reino Unido são responsáveis pelo consumo de metade de todo o leite produzido por lá. Com todos fechados por conta do coronavírus, o mercado sentiu e entrou em colapso.

Ainda que só uma parte dos 10000 produtores britânicos responsáveis por um rebanho de 1,8 milhão de animais esteja descartando o produto neste momento, a tendência é que o número aumente, caso as restrições para a população continuem.

Enquanto isso, nos supermercados, faltam (ou são fornecidos de forma racionada por cliente) leite, manteiga, requeijão e queijos diversos.

Um milhão de litros por dia jogados no lixo: pior que a guerra.

Uma última e irônica consideração: a avó de Robert Mallet, um dos produtores entrevistados pelo Daily Mail, disse que a situação de agora está pior do que na época da segunda guerra mundial. Naquele tempos, os produtos eram entregues pelos próprios produtores tanto para o esforço de guerra quanto para os consumidores locais. Agora, os produtores de leite perderam o controle da situação.



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