Categoria: Política

16 de agosto de 2018

Os Planos de Henrique Meirelles para a Agricultura


Henrique Meirelles para a Agricultura

Veja as propostas do candidato do MDB para a área agrícola.

O Plano de Governo de Henrique Meirelles menciona agricultura na página 15 do documento, no destaque:

 

A retomada das obras de infraestrutura e logística é decisiva para o aumento da competitividade da agricultura. Em apenas 40 anos, o Brasil saiu da situação de importador de alimentos para se tornar celeiro do mundo.

Lavouras e florestas plantadas ocupam 8% do território nacional. As pastagens, 19,7%.

No Ministério da Fazenda, Meirelles criou as condições para que bancos financiassem as duas maiores safras da história. Dívidas de pequenos agricultores do Nordeste foram renegociadas e acelerou-se a entrega de títulos de propriedade em todo o país.

Financiamento, inovação, expansão dos projetos de pequenos irrigantes e melhoria da infraestrutura serão prioridades para que os agricultores sigam ampliando a produtividade. Outras medidas de apoio estão previstas, como o reforço da segurança no campo e a expansão da telefonia celular, graças ao satélite geoestacionário do Brasil.

 

O documento não usa a palavra “agronegócio”.

 

Esclarecimentos:

Nesta série de postagens sobre os candidatos a presidente nas Eleições 2018, seguiremos o padrão de título “Os Planos de [Candidato] para a Agricultura”, seguido por subtítulo “Veja as propostas do candidato do [Partido] para a área agrícola”, destacando o que estiver reservado para a agricultura nos Planos de Governo (propostas) publicadas no site DivulgaCand do TSE, quando disponível. Todos os posts desta série estão publicados com a tag Propostas dos Candidatos 2018. Se você chegou neste texto mas quer ver os outros, basta acessar a tag.

A capa dos posts serão as mesmas publicadas nos facebooks oficiais dos candidatos, quando disponíveis.


16 de agosto de 2018

Os Planos de Guilherme Boulos para a Agricultura


Guilherme Boulos para a Agricultura

Veja as propostas do candidato do PSOL para a área agrícola.

 

O Plano de Governo de Guilherme Boulos usa 13 vezes a palavra agricultura, em diversas medidas:

 

Organizar o sistema de distribuição e incentivar a produção local de alimentos baseados na agricultura familiar para reduzir volatilidade nos preços (em “Redução da taxa de juros básica da economia pela menor vulnerabilidade externa e mitigação dos mecanismos de propagação de choques de oferta para o conjunto de preços da economia”).

 

Muitos pontos envolvendo reforma agrária:

 

A Reforma Agrária Popular e Agroecológica é a solução para os graves problemas sociais e ambientais que vivemos: os assentamentos do MST e de outros movimentos populares que lutam pela terra, assim como as comunidades quilombolas e as terras onde se encontram os povos indígenas/originários, pescadores, ribeirinhos, são hoje o melhor exemplo de como devemos tratar a natureza, de como devemos cuidar da terra, da água e dos recursos naturais que temos à nossa disposição em todo o Brasil. A nossa proposta é produzir alimentação saudável, sem veneno, sem agrotóxico e barata para o povo brasileiro, priorizando o mercado interno, para melhorar a qualidade de vida da população que vive no campo e na cidade, e sempre pensando numa agricultura que une produção de alimentos a cuidados com a saúde da população. Isso é agroecologia, um novo modo de vida, uma nova relação entre ser humano e natureza, produzir alimentos ao mesmo tempo em que produzimos o bem-estar de toda a sociedade.

 

Retomar e realizar as metas e objetivos do II Plano Nacional de Reforma Agrária (2003), visando uma regularização fundiária massiva para diferentes setores da agricultura popular e assentamento de, no mínimo, 1 milhão de novas famílias sem terra;

 

Fortalecer, criar e estimular programas de cooperação agrícola entre as famílias assentadas, pequenos agricultores, agricultores familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas e comunidades tradicionais de diferentes regiões, dentro dos estados e em nível nacional. Construir uma rede nacional de cooperação entre esses setores da agricultura que são responsáveis pela produção de alimentos para o nosso povo;

 

Quanto aos defensivos:

 

Revogar todas as medidas tomadas pelos governos anteriores que autorizem ou facilitem a utilização de agrotóxicos na agricultura brasileira;

 

Debater com a sociedade e construir uma base social de apoio para a implementação de várias medidas para a regulação e controle rigoroso, numa ação imediata, visando a extinção do modelo de agricultura baseado na utilização de veneno na produção de alimentos. Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. Nos últimos 15 anos o mercado de consumo de agrotóxicos no Brasil cresceu em 284%. Isso se deve também pelo crescente uso de sementes geneticamente modificadas, os transgênicos;

 

Fortalecer e estimular a agricultura popular (assentamentos, quilombolas, indígenas, posseiros, agricultura familiar/camponesa), sem veneno nem transgênicos. Iniciar um processo de transição para que ocorra uma reforma estrutural na produção de alimentos no Brasil, visando a completa eliminação das sementes transgênicas e dos agrotóxicos na agricultura; combater o agronegócio, que faz com que hoje cada brasileiro consuma por ano, em média, 7,3 litros de venenoi;

 

Para efeitos legais, com o estabelecimento do desmatamento zero no país e a proteção das florestas nativas, a União, os Estados, Municípios e o Distrito Federal não mais concederão autorizações de desmatamento das florestas nativas brasileiras. Mas essa proibição não deve se aplicar em questões consideradas de segurança nacional, defesa civil, pesquisa, planos de manejo florestal, atividades de interesse social e utilidade pública especificadas em resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e atividades de baixo impacto a serem regulamentadas por ato do poder executivo. As proibições de desmatamento de que trata esta lei terão exceção para os imóveis rurais da agricultura familiar (Lei 11.326/2006) por um período de cinco anos, condicionadas à implementação, pelo poder público, nestes imóveis, de programas de assistência técnica, extensão rural, fomento à recuperação de florestas nativas, transferência de tecnologia e de geração de renda compatíveis com o uso sustentável da floresta. E os desmatamentos em terras indígenas e populações tradicionais continuarão sendo regidos por legislação específica.

 

Em questões sobre combustíveis fósseis:

 

Signatário do Acordo de Paris, de 2015, o Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões de GEE e a restaurar 120 mil km2 de suas florestas até 2030. Honrar esse compromisso é decisivo para a sociedade brasileira. 60% da população do país tem menos de 29 anos. Para garantir um futuro digno para todos, é preciso uma mudança decisiva em nosso modelo energético, produtivo e agrário. Isso demanda uma transição para energias renováveis de baixo carbono (como a eólica e a solar), com a proibição fraturamento hidráulico (fracking) do folhelho; uma indústria mais limpa, comprometida com a reciclagem, a engenharia reversa e a redução do uso dos plásticos e outros produtos de grande impacto ambiental; um sistema de transportes, baseado em modais coletivos e sob trilhos, que supere nossa dependência do rodoviarismo, do petróleo e reverta a cultura do automóvel nas grandes cidades; e uma agricultura de alimentos saudáveis, priorizando vegetais, respeitosa das florestas e voltada para a segurança alimentar do povo brasileiro.

Sobre desemprego:

 

É preciso colocar a riqueza do trabalho a serviço da população trabalhadora. Estamos falando de população trabalhadora num sentido amplo, que inclui o pequeno proprietário no comércio, o prestador de serviços, o camponês que labuta na agricultura familiar e detém a propriedade de um pequeno lote de terra, o funcionário público, o desempregado, o informal que vive de “bicos”. Trata-se de um projeto para os 99% contra o 1% de privilegiados, a ser sustentado pelo movimento sindical, mas também pelo conjunto dos movimentos sociais que atua junto aos trabalhadores precários e não sindicalmente organizados. Nessa perspectiva, os privilegiados são aqueles que vivem às custas da exploração do trabalho alheio, que se beneficiam de incentivos e subsídios fiscais, que não pagam imposto sobre sua propriedade e seus exorbitantes ganhos financeiros.

Em relações internacionais:

 

A geopolítica da economia extrativista expressa bem a atual forma neoliberal de globalização. A intensificação de investimentos para exploração da natureza em países ricos em “recursos naturais” (na realidade bens comuns) através da mineração, agricultura intensiva, pesca em larga escala, extração de madeira, de petróleo e gás, levaram fluxos de capital para o Sul Global. A diplomacia de matérias-primas de países como os da União Europeia, dos Estados Unidos, do Canadá e da China preocupa-se principalmente em assegurar o fornecimento de recursos naturais a seus mercados internos, salvaguardando sua própria competitividade.

Em política externa:

 

A atuação internacional brasileira buscou, nesse período, consolidar sua identidade de potência emergente, mediadora entre o Norte e Sul global, com capacidade de incidência no sistema internacional. Expressão maior disso foram as disputas brasileiras em organizações multilaterais, como OMC, FAO, Comissão Interamericana de Direitos Humanos e Conselho de Segurança da ONU. Almejou protagonismo nos rumos dos debates sobre desenvolvimento e se lançou como empreendedor de normas internacionais. Teve participação central nas agendas multilaterais de comércio, finanças, meio-ambiente, direitos humanos e outros temas, ainda que com contradições e limites. A criação dos BRICS baseava-se em agenda que apostava na multipolaridade e na reforma do sistema internacional. Por outro lado, o predomínio da visão instrumental sobre as relações Sul-Sul evidenciou-se na exportação dos conflitos e contradições do nosso modelo de desenvolvimento. Em Moçambique, os investimentos no ProSavana e no Corredor Nacala, em concertação com o Japão, guardam semelhanças não apenas com a experiência do cerrado brasileiro, mas também com a expansão da fronteira do agronegócio em Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), configurando um modelo de inserção no sistema agroalimentar internacional subordinada aos interesses da agricultura de exportação.

 

Além destas menções, o agronegócio é citado negativamente em diversas passagens, como em este exemplo:

 

Num país em que seis pessoas concentram a mesma riqueza que cem milhões de brasileiros, em que os bancos ampliam seu lucro em 21% e o agronegócio amplia o desmatamento da Amazônia em 27% – num único ano – mesmo com crescimento econômico negativo, não é de se estranhar que se amplie entre o povo o medo de um futuro ainda pior.

 

 

Esclarecimentos:

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16 de agosto de 2018

Os Planos de Eymael para a Agricultura


Eymael para a Agricultura

Veja as propostas do candidato do DC para a área agrícola.

 

Dentro da área “Política voltada para o desenvolvimento”, a palavra agronegócio (o plano de governo não utiliza a palavra agricultura) aparece no destaque “h”:

 

 Valorizar o agro-negócio e apoiá-lo com ações de governo específicas, valorizando e apoiando ao mesmo tempo os pequenos e médios produtores rurais.

 

 

 

 

 

Esclarecimentos:

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16 de agosto de 2018

Os Planos de Ciro Gomes para a Agricultura


Ciro Gomes para a Agricultura

Veja as propostas do candidato do PDT para a área agrícola.

 

O plano de governo de Ciro Gomes, do PDT, menciona 7 vezes a palavra agricultura, especialmente nos parágrafos abaixo:

 

Reforço do papel do BB na concessão de crédito à agricultura e capital de giro
para pequenas e médias empresas.

 

Não menos relevantes, os setores do agronegócio, agricultura familiar,
serviços em geral, comércio, a economia criativa e o turismo também
serão estimulados para contribuir ao crescimento da economia brasileira
e à geração de empregos. Da mesma forma, atenção especial deverá ser
direcionada aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias
empresas. Esses estímulos serão discutidos ao longo da campanha.

 

Quando falamos em desenvolvimento econômico, reindustrialização, 3 agricultura e infraestrutura, não podemos nos esquecer que esse processo deve ocorrer de forma sustentável, preservando o meio ambiente. A maior parte dos conflitos observados na Política de Meio Ambiente é fruto de uma oposição artificial entre dois conceitos originalmente interligados, a ecologia e a economia. Percebemos que não há falta de espaço, mas sim de ordenamento no uso e ocupação das terras no Brasil. Existem áreas úteis de sobra para sistemas produtivos, ao passo que estes setores ocupam, em áreas já modificadas pela ação humana, mais de metade das áreas vocacionadas para preservação. De outro lado, as políticas conservacionistas priorizaram a instituição de unidades protegidas como salvaguarda de nossa biodiversidade e pouco avançaram em políticas de harmonização da preservação com a produção. É necessário solucionar essa apenas aparente contradição. O país tem elevada biodiversidade e necessita definir e priorizar ações que desenvolvam o seu manejo e preservação, de modo a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

 

Desenvolvimento, no país, de defensivos agrícolas específicos para as
nossas culturas e problemas, de menor conteúdo tóxico para pessoas e o
meio ambiente, e incentivo à adoção de sistemas de controle alternativos na
agricultura, prática essa que se constitui em uma tendência mundial.

 

Fortalecimento dos empreendimentos e coletivos de juventude da
agricultura familiar, pesca artesanal e demais atividades produtivas do
campo e da cidade, bem como, incentivo à formação de novos coletivos
visando à promoção da economia solidária como estratégia para garantia do
bem viver, do trabalho digno e da renda para a juventude.

 

 

Desenvolvimento e reconstrução de nossa relação com a China, condicionando o avanço da presença chinesa no Brasil à colaboração com nosso governo e nossas empresas na qualificação produtiva e tecnológica, inclusive de nossa agricultura, pecuária e mineração;

 

Priorização, nos acordos bilaterais e multilaterais de comércio, de nosso acesso aos meios de qualificação produtiva e tecnológica. Cada acordo deve servir ao objetivo de colocar o Brasil no rumo da economia do conhecimento não só na manufatura avançada, mas também nos serviços intelectualmente densos e na agricultura de precisão;

 

 

 

 

 

Esclarecimentos:

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16 de agosto de 2018

Os Planos de Cabo Daciolo para a Agricultura


Cabo Daciolo para a Agricultura

Veja as propostas do candidato do PATRIOTA para a área agrícola.

 

 

A única menção agrícola do plano de governo do candidato Cabo Daciolo está no item 6 (infraestrutura e transportes), no seguinte parágrafo:

 

Vamos aumentar o número de rodovias federais que atualmente são 167
e facilitar a integração das regiões brasileiras por meio de políticas públicas e
convênios entre os governos federal e estaduais para facilitar o escoamento da
produção brasileira e promover o desenvolvimento regional, sobretudo, das
regiões mais pobres do país. Além disso, iremos integrar as rodovias existentes
às hidrovias e ferrovias, investindo na melhoria dos seus trechos não somente
para o transporte de cargas, mas também de passageiros, o que trará
melhorias aos setores agropecuário, de commodities e do turismo, gerando
emprego e renda bem como o surgimento de novos empreendimentos,
acentuando o potencial econômico do país.

 

 

Esclarecimentos:

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16 de agosto de 2018

Os Planos de Álvaro Dias para a Agricultura


Álvaro Dias para a Agricultura

Veja as propostas do candidato do PODEMOS para a área agrícola.

 

O plano de governo do candidato Álvaro Dias, do Podemos tem menções específicas ao agro dentro do setor economia, na meta 13. A palavra agricultura aparece 3 vezes no documento, nos parágrafos a seguir:

 

O resultado das ações propostas neste programa irá gerar um ponto de
inflexão na sociedade brasileira. A economia se tornará mais estável,
dinâmica e com um crescimento sustentável, a agricultura ainda mais
produtiva, a indústria mais próxima do seu futuro 4.0 e o setor de serviços
mais inovador.

 

Iremos buscar o desenvolvimento da indústria pela inovação, uma
agricultura com apoio para chegar a produzir 300 milhões de toneladas de
grãos em 2022 e uma nova diplomacia brasileira voltada para a expansão
vigorosa do comércio dos produtos nacionais, mediante novos acordos.

 

A recuperação da infraestrutura é condição fundamental para melhorar os resultados dos setores produtivos, particularmente a agricultura e a indústria de base. O estímulo ao empreendedorismo, ao desenvolvimento tecnológico e à educação são considerados essenciais para aumentar o nível de emprego.

 

Na meta 13 Planeta Agro, o candidato ainda especifica:

  • Produção em 2022: + 30% ou produção de 300 milhões de toneladas de grãos (cereais e leguminosas).
  • Segurança no campo: reintegração de posse sumária.
  • Seguro rural e armazenagem, defesa animal e vegetal.
  • Projeto Ferrovias.

 

Esclarecimentos:

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16 de junho de 2018

Agro e as eleições: com o que o produtor rural deve se preocupar


Outubro é mês decisivo dentro e fora da porteira, afirma consultor de mercado que palestrou no III Fórum Estadual do Agronegócio

 

O trabalho na propriedade rural pode ser dividido em duas áreas: dentro e fora da porteira. A parte de dentro, o produtor consegue controlar com mais facilidade, exceto o clima. Manejo, cuidados com o solo, sementes, plantio e colheita estão cada mais vez digitais e na mão do agricultor. A parte de fora, onde envolve mercado, preços, economia e estabilidade nacional, fogem das mãos dos produtores.

A parte política, que influencia nos preços e tomadas de decisões de mercados internos e externos, é quesito de destaque no Brasil. Outubro é o mês das eleições e ainda há incertezas sobre o cenário eleitoral. Um candidato pró mercado ou pró Estado vence as eleições? De que o agronegócio será afetado com essas possibilidades? Para o engenheiro agrônomo e consultor de mercado, Flávio Roberto França Júnior, que palestrou na terceira edição do Fórum Estadual do Agronegócio, ontem (15), se a eleição tiver como vencedor um candidato reformista, ou seja, que faça as reformas que o país, na sua visão, precisa, o dólar vai abaixar. “Seguramente, eu afirmo que o dólar pode ficar abaixo dos R$3,50. Melhoria o aspecto do país para se voltar a investir, abrir os mercados, privatizações, diminuir o tamanho do Estado, essa ineficiência que a gente tem hoje, então eu acredito que a eleição for nesse sentido, melhora muito o ambiente para tudo, negócios e investimentos, no setor do agro todo mundo sai ganhando”, destacou.

Por outro lado, França Jr ressalta que caso o caminho escolhido seja outro, o de populismo e Estado inchado, os problemas irão aparecer. “Se isso acontecer e pode acontecer, será grave. O câmbio vai estourar, será usado métodos que não funcionam, não serão feitas as reformas, o que a equipe econômica [do governo Michel Temer, desde 2016] fez de certo nesses dois anos vai por água abaixo, e nós voltamos para o cenário de 2015”, afirmou. Para ele, um candidato com esta postura não traria benefícios ao ambiente político brasileiro.


15 de junho de 2018

“Esse é o momento de estar na agricultura”, aponta o Eng. Agr. Dr. Marcos Fava Neves


Palestrante do III Fórum Estadual do Agronegócio destacou o momento positivo que o agronegócio brasileiro vive

O III Fórum Estadual do Agronegócio, que teve início hoje (15), em Passo Fundo, contou com a palestra de abertura do engenheiro agrônomo e doutor em administração pela Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves.

Fava Neves destacou em sua palestra que o agronegócio brasileiro, que registrou nesta safra mais um recorde – de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume colhido atingiu mais de 116 milhões de toneladas -, vive um momento positivo e que é a hora para todos os produtores rurais serem otimistas, mesmo com os empecilhos que o país impõe.  “É preciso desmontar parte deste aparato estatal, gordo e ineficiente, que só atrapalha os produtores que geram riqueza”.

 

 

Em sua palestra, moderada pelo engenheiro agrônomo mestre Luiz Gustavo Floss, Neves salientou a importância da mudança nas atitudes dos brasileiros, quando comparada a de outros países. “Eu estava na África do Sul há pouco tempo e a agenda deles é muito parecida com a nossa, de greves, bloqueios, invasão, de terceiro mundo, os americanos e europeus já são de inovação, abrir os mercados, sustentabilidade, nós precisamos abandonar a agenda de greves, bloqueios, crimes, Estado inchado, precisamos mudar, peço engajamento, em outubro, para conseguir avançar democraticamente”.   Ele ainda destacou que não é necessário trabalhar em um tabelamento de preços no Brasil, pois isso o mercado define, mas sim trabalhar nos custos, para que sejam diminuídos e a margem de lucro do produtor aumente.

 

 

Fórum

 

A programação do fórum segue até amanhã (16). Na noite de hoje, haverá a palestra magna do Ex-ministro da Agricultura e Abastecimento, Roberto Rodrigues, a partir das 19h30.

 


21 de março de 2018

Lula chama agricultores de caloteiros e ingratos


Sobrou ódio petista até mesmo para a relação entre patrões e cavalos.

 

A caravana do ex-presidente e réu condenado Lula continua pelo sul do Brasil. Não é costume do nosso blog tratar sobre política, mas o político meteu a mão com os agricultores em discurso na noite desta terça, em Santa Maria, apontado pela Folha e repercutido no Jornal da Cidade Online.

No palanque do comício, Lula reclamou da oposição popular dizendo que quando o governo “dá dez reais para uma pessoa humilde, ela fica o resto da vida agradecida, quando você dá um bilhão para os grandes fazendeiros daqui, compram estas máquinas modernas”. Afirmou ainda que os grandes agricultores não são agradecidos e ficam falando mal do governo do PT, o tempo inteiro. Para coroar as afirmações de ódio aos agricultores, disse que os mesmos têm dois prazeres: um quando pega o dinheiro (do governo), o outro, quando dá calote.

No final, disse que já foi em “muitas feiras” e analisou que “eles” tratam melhor os cavalos do que os empregados.

 

https://www.facebook.com/MBCC.MovimentoBrasilContraCorrupcao/videos/182632889023268/

 

Lula não entende nada (ou entende e faz de conta que não) sobre o homem do campo – seja patrão ou peão – e seu amor pelos animais nas feiras e o tratamento de primeira que TODOS dão para os animais. Isso não é discutível, mas serve de combustível para quem vive de disseminar o marxismo, a luta de classes e o ódio.


21 de março de 2018

Nota da FARSUL sobre as declarações do ex-presidente Lula no RS


Entidade larga nota sobre o episódio “ingratos e caloteiros”.

Farsul – Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, emitiu a seguinte nota sobre as lamentáveis declarações do ex-presidente Lula em solo gaúcho, durante “caravana” pelo Rio Grande:

Nota à Sociedade

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul – FARSUL – vem por meio desta nota repudiar, de forma veemente, as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva feitas em nosso Estado, em relação aos produtores rurais gaúchos e também brasileiros.

Em primeiro lugar, cumpre esclarecer que o ex-presidente nunca doou ou emprestou nenhum recurso seu aos produtores rurais. Os valores tomados junto ao sistema financeiro em forma de crédito rural tem como fontes os depósitos à vista e a poupança das instituições financeiras, que assumem integralmente os riscos de inadimplência, recebendo em contrapartida os juros pagos pelos produtores rurais. Logo, o dinheiro que financia o agronegócio não é do governo e, muito menos, do ex-presidente, mas dos agentes financeiros. O ex-presidente mesmo condenado em segunda instância ainda não aprendeu a diferenciar os recursos seus, do governo e da sociedade.

O ex-presidente, utilizando de metáforas que nos remetem ao tempo do coronelismo e do clientelismo, demonstrou preconceito com as pessoas pobres do país, achando que ainda estas vendem suas crenças e percepções por dez Reais. Na sequência, chama os produtores rurais de caloteiros, o que além de não ser verdade, já que dentre todas as linhas de crédito disponíveis no país o crédito rural é a de menor inadimplência de acordo com o Banco Central, é um preconceito também com os produtores rurais. Nem os empresários e tampouco os trabalhadores devem favores a ocupantes de cargos públicos. Nenhuma retribuição ou reverência é devida quando os recursos tomados da sociedade em forma de tributos são devolvidos em forma de serviços.

Por fim, a Farsul não aceita que um ex-presidente que conhece a realidade do país demonstre tamanho preconceito com esses brasileiros que trabalham de sol a sol, fazendo a economia crescer inclusive no período do seu governo, mas enquanto cidadãos não aceitam a antecipação do debate eleitoral e nem tampouco a pregação ao desrespeito às decisões judiciais e ao Estado Democrático e de Direito.

GEDEÃO SILVEIRA PEREIRA
Presidente da Farsul


12 de fevereiro de 2018

Campanha da Fraternidade 2018: produtor rural é agente da violência


Campanha da Fraternidade

Presidente de sindicato rural faz alerta sobre textos preparatórios da Campanha da Fraternidade 2018 que demonizam o agro brasileiro.

 

A página do Sindicato Rural de São Gabriel (RS) no Facebook publicou texto de seu presidente, Tarso Francisco Pires Teixeira, fazendo grave denúncia sobre a CNBB e a Campanha da Fraternidade do ano de 2018. Com o lema “Vóis sois todos irmãos”, faz um apanhado sobre as causas da violência no Brasil e coloca os produtores rurais como agentes da violência no campo. Abaixo, o texto na íntegra:

EM CRISTO SOMOS TODOS IRMÃOS”…MENOS SE VOCÊ FOR PRODUTOR RURAL!

Existem duas coisas com as quais sempre se pode contar a cada ano: em dezembro, tem show do Roberto Carlos na Globo. E em fevereiro, tem mais uma Campanha da Fraternidade com temática esquerdista, panfletária e avessa à realidade dos fatos sendo promovida pela Igreja Católica no Brasil. A partir desta quaresma, a liturgia das missas em todas as paróquias do país tratará do tema “Fraternidade e Superação da Violência”, com o lema “Em Cristo Somos Todos Irmãos”. Trata-se, sem dúvida, de uma Verdade da Fé, mas basta uma simples leitura do texto-base enviado a todas as paróquias (e disponível no site da CNBB) para perceber que o conceito de fraternidade dos nossos bispos brasileiros é muito mais seletivo que parece.

O tema da violência é um dado explosivo da realidade brasileira, e seguramente deverá pautar a campanha eleitoral deste ano. Os cidadãos estão acuados dentro das casas, e como bem comprova o exemplo de estados como o Rio de Janeiro e Espírito Santo, cidades inteiras vivem o clima do medo sob o controle do tráfico de drogas. No campo, o abigeato, o roubo de insumos agrícolas e a constante ameaça de invasões do MST aterrorizam as fazendas. Mas, longe de defender uma justiça mais rigorosa e uma legislação mais eficaz, nossos príncipes da Igreja vão na contramão dos anseios do povo brasileiro, defendendo a manutenção da maioridade penal, e insinuando que a culpa da criminalidade é dos que “possuem mais do que precisam”, além de abraçar todas as teses daquilo que, no campo jurídico, vem sendo chamado de “Bandidolatria”: ênfase dos direitos humanos para os infratores, em vez das vítimas.

Mas a cereja do bolo, a indecência suprema, é quando o texto acusa claramente os produtores rurais, chamados de “elite rural brasileira”, de ser agentes da violência, “naturalizando a violência na proteção da propriedade privada e disseminando a ‘ideologia ruralista” (Trecho do texto base da CF 2018, “Criminalização dos Movimentos Sociais e a Luta por Justiça). Ou seja, para a alta cúpula da Igreja Católica, violentos não são os militantes do MST quando invadem propriedades, carneiam animais, depredam as casas e fazem cativos os empregados das fazendas. Violentos são os produtores, na “proteção” de sua propriedade, ao fazer o que todo cidadão honesto faz quando agredido: recorrer à Justiça para reaver sua posse.

O produtor rural, ao contrário, é um cooperador na luta contra a violência social. É o alimento gerado pelo agronegócio que fez o Brasil se tornar um dos campeões mundiais na luta contra a fome, produzindo uma tonelada de alimentos por habitante, quando o padrão de segurança alimentar da FAO é de 250 kg de grãos por pessoa. Somos a nação do planeta que tem condições de resolver o drama da fome no mundo,um dos maiores geradores de conflitos sociais e guerras. Mas o vilão, o predador, segue sendo o produtor rural. Semana passada, uma carga de gado vivo ficou dias sob alto estresse no Porto de Santos por conta de uma liminar que quase impediu que a carne brasileira pudesse chegar à Turquia, matando a fome de refugiados do Estado Islâmico.

Como produtor rural, mas sobretudo, como católico, filho de uma família que é católica desde sua origem lusitana, sinto tristeza em saber que, para alguns líderes da igreja a que pertenço, não sou mais que um pária social. Esta violência espiritual, praticada contra católicos que empreendem, é uma das explicações pelas quais o Datafolha detectou que o rebanho católico no país, que em 1994 era de 75%, hoje é de apenas metade da população. Nada tem a culpar a CNBB a outras igrejas, quando ela própria expulsa o povo com uma pregação regressista e sepultada pela História.

Tarso Francisco Pires Teixeira
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel
Vice Presidente da Farsul

A Campanha da Fraternidade 2018 será lançada no dia 14 de fevereiro, com evento transmitido ao vivo pelas redes sociais e TVs.


15 de janeiro de 2018

Bolsonaro, bananas e sapatos


Deputado sai em defesa dos produtores de bananas do Brasil, contra a importação do produto equatoriano.

O Deputado Federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro tem falado sobre a importação de bananas do Equador desde 2014, quando alertou na tribuna sobre os perigos sanitários da entrada do produto no Brasil.

O assunto voltou à tona nesta semana, com a liberação (de fato) da importação de bananas equatorianas e a revelação de arranjos que demonstram a vontade do governo federal neste caso, que é a liberação total (e supostamente fiscalizada) das compras.

Bolsonaro participará de uma reunião com os produtores do Vale do Ribeira nesta segunda, na ABAVAR (Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira) na cidade de Registro, em SP, para discutir novamente a questão com os enfurecidos produtores.

Mercados bem diferentes

O brasil tem 475 mil hectares plantados com banana, com uma produção de 6,8 milhões de toneladas. Já o Equador possui 162 mil hectares plantados, mas é um dos maiores exportadores do mundo.

E o sapato?

No toma-lá-dá-cá do comércio internacional fala-se que a liberação da importação vem para facilitar a exportação de calçados brasileiros para o Equador, sobretaxados nos últimos meses em represália ao bloqueio das bananas.

Saiba mais sobre o mercado mundial de bananas:

Banana Market Review – FAO (pdf).

Dados sobre banana na Embrapa.

Relatório do governo do Equador sobre o setor de bananas, em inglês, aqui.


2 de janeiro de 2018

Governador Geraldo Alckmin vai vetar a lei Segunda sem Carne


Governador Geraldo Alckmin

Anúncio foi feito em programa do Canal Rural

 

 

A lei Segunda sem Carne vai dar na trave.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin declarou em entrevista ao programa Mercado&Cia, do Canal Rural, que vetará a lei. Entre outras justificativas, disse sabiamente que a lei seria um excesso de intervenção do Estado e inconstitucional.

O vídeo da entrevista, quando disponível, deverá aparecer neste link.


28 de dezembro de 2017

Segunda sem carne: deputados paulistas declaram guerra ao agronegócio


Segunda sem Carne

Lei aprovada na Assembleia Legislativa de SP é um deboche com o setor mais importante da economia brasileira e endossa narrativas absurdas

 

Pipocam pelo país tentativas de criar “dias sem carne” em estados e municípios brasileiros, muitas vezes na mão de deputados de esquerda e contrários ao agronegócio. Na justificativa, um conjunto de narrativas já bem conhecidas, com dados e acusações contra a agropecuária mundial e brasileira, induzindo o público ao erro.

Desta vez, o ativismo chegou na Assembleia Legislativa da maior economia do Brasil: os deputados paulistas aprovaram o projeto de Lei 87/2016 do colega Feliciano Filho (PSC) que institui o DIA SEM CARNE no estado, proibindo que escolas e repartições públicas sirvam carne em seus refeitórios nas segundas. Quem não cumprir a regra, pagará uma multa acima de R$ 7.500,00.

O projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Geraldo Alckmin.

O projeto, altamente ideológico, demoniza o consumo de carne e o pecuarista, ofendendo não apenas uma indústria séria e importante deste país, mas todo o cidadão que exerce o direito de comer carne. Claro que a proibição atinge apenas órgãos estaduais de São Paulo e em apenas um dia, mas é um vetor, o reforço de uma narrativa que poderá dar suporte para ações futuras, bem piores.

Parte da justificativa para a Segunda sem Carne:

Segundo a fonte de pesquisa ‘www.segundasemcarne.com.br’: atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a simples justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, sabe-se que o reino vegetal é plenamente capaz de suprir as necessidades de uma população. Isso porque uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Não se pode esquecer que, assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie.

Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais, os quais, considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar. 

A peça, na íntegra, no site do deputado.

Assim que ficar disponível, publicaremos os nomes dos deputados que votaram contra ou a favor da Segunda Sem Carne.


6 de dezembro de 2017

Agricultores fecham terminal da Petrobras em Passo Fundo


Petrobras em Passo Fundo

O protesto é contra o aumento do preço dos combustíveis

 

Agricultores, sindicatos rurais e movimentos políticos estão realizando um protesto em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Organizados, foram até o portão do terminal da Petrobras na cidade e bloquearam o portão. Desta forma, os caminhões não saem para o abastecimento dos postos de gasolina.

O protesto é contra o aumento de combustível e até mesmo pelo preço do gás de cozinha.

 

 

É preciso protestar também contra o monopólio da estatal, única alternativa no comércio de combustíveis no país.


24 de novembro de 2017

Não façam o parcelamento do FUNRURAL


Parcelamento do FUNRURAL

É o que recomenda um jurista consultado pelo Farmfor

 

Um jurista consultado aqui pelo site recomenda que os produtores rurais não façam o parcelamento do FUNRURAL.

Segundo o advogado Alvaro Luis Gradin, os agricultores que o fizerem estarão confessando a dívida e ficará muito mais difícil de questiona-la depois.

Ele ainda afirma que o FUNRURAL é um tributo INCONSTITUCIONAL e a briga contra ele continuará, tanto no Judiciário quanto no Legislativo.

Tem muita lenha pela frente e a discussão deverá entrar 2019, já com o novo governo.


2 de novembro de 2017

A Ministra que ganha 30 mil reais por mês e quer ganhar o dobro para não ser “escrava”


Ministra que ganha 30 mil

A Ministra dos Direitos Humanos ofende milhões de trabalhadores brasileiros. Entre eles, os do campo

 

A história é um absurdo: a ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, quer acumular o salário de desembargadora aposentada (cerca de trinta mil reais) com o de ministra, totalizando a bacatela de R$ 61.400,00. O governo negou o acúmulo, baseado na regra que nenhum funcionário público pode ganhar mais que um ministro do supremo.

A ministra não sossegou. Redigiu um documento enorme em sua defesa, com mais de 200 páginas, alegando que “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”.

Vamos enfatizar: a servidora pública ganha 33 mil reais (a aposentadoria mais uma parcela do salário de ministra limitado pelo teto, no valor de R$ 3.292,00) MAS QUER GANHAR 60 MIL E SE NÃO GANHAR ISTO SERÁ CONSIDERADO TRABALHO ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO.

Uma servidora pública que está lotada em um dos órgãos do governo que, de certa forma, é o centro nervoso de várias narrativas. Entre elas, aquelas de demonizam o agronegócio com todo o tipo de acusação, fiscalizando regras muitas vezes exageradas e repudiadas até mesmo pelos trabalhadores, para tentar marcar o nome de proprietários rurais como verdadeiros senhores de escravos, exploradores, tudo de ruim.

 

 

A ministra desrespeita milhões de trabalhadores rurais e pequenos proprietários de terra que levantam de madrugada para tirar o leite, sem esperança de uma melhora na situação, sem trocar o trator ou comprar ferramentas e implementos para melhorar a rotina diária pois estes sim são verdadeiros escravos do governo federal, pagando impostos exorbitantes para, entre muitas coisas, pagar salários indecentes para burocratas estúpidos. E vendem seus produtos para outros escravos, estes da cidade, que entram diariamente nos supermercados e precisam optar se levam o iogurte para os filhos ou duas caixas de leite, pois eles também são vítimas do mesmo governo.

Vale lembrar que a ministra ainda considera que ganhar 33 mil, ter carro a disposição, passagens aéreas e todo o tipo de regalia, é ser quase uma escrava.

Se qualquer coisa é trabalho escravo, então nada é trabalho escravo, não é mesmo?


26 de outubro de 2017

Voto em Bolsonaro, otimismo, armamento e insegurança: os agricultores em 2018


Bolsonaro e fuzil

Lançamos um questionário sobre o cenário político e econômico de 2018 para os seguidores do Farmfor. Aqui está o resultado.

 

Durante os meses de agosto e setembro, disponibilizamos um questionário via Google Forms para os seguidores do Farmfor no Facebook e no grupo do WhatsApp, com questões sobre política, economia, cenários para 2018 e perfil social.

Compilamos aqui o resultado das indagações, com dados oriundos de 108 respostas. Não existe rigor científico nestes índices, não há controle geográfico das interações, usem apenas como curiosidade.

Perfil profissional

São agricultores residentes na propriedade 51,9% dos entrevistados, seguidos por agricultores que moram na cidade com 25,9%, funcionário de propriedade rural, cooperativa ou empresa do ramo com 14,8%, Nenhuma das opções 4,6% e funcionário público na área rural com 2,8%.

Sobre a economia brasileira em 2018

São otimistas 55,6% dos que responderam a enquete, contra 44,4% de pessimistas. Mais da metade, 51,9% acham que vão empatar receita e despesa em 2018, 33,3% estimam resultado positivo e 14,8% estão prevendo prejuízo.

Tamanho da propriedade

O maior grupo está em propriedades entre 11 e 50 hectares (32,4%). Seguem os que estão entre 101 e 500 hectares (18,5%), empatam na terceira posição os agricultores com 51 a 100 hectares e os “sem propriedade” com 13,9% cada, acima de 500 hectares são 12% e até 10 hectares são 9,3%.

Quem você acredita que vencerá as eleições para presidente, caso seja candidato(a), em 2018?

Não perguntamos a intenção de voto, mas quem os agricultores pensam que vencerá o pleito de 2018, entre uma lista de 15 nomes e a opção “outro”. Jair Bolsonaro lidera com 66,7%, seguido por João Doria com 9,3%, Lula com 8,3%, “outro” tem 4,6%, Álvaro Dias 3,7%, Ciro Gomes e Ronaldo Caiado 1,9% cada, Joaquim Barbosa, José Serra, Marina Silva e Cristovam Buarque possuem 0,9% cada um e os demais não receberam votos.

Os nomes colocados nas opções, em ordem alfabética, foram Álvaro Dias, Beto Albuquerque, Chico Alencar, Ciro Gomes, Cristovam Buarque, Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro, João Dionisio Almoedo, João Doria, Joaquim Barbosa, José Serra, Lula, Marina Silva e Ronaldo Caiado.

Sobre a vitória do candidato na pergunta anterior

87% pensam que será uma boa para o país, 8,3% acham que não vai mudar nada e 4,6% que será ruim para o Brasil.

Ideologia política

Declaram ser de direita, 53,7% dos agricultores, contra 38,9% que não acreditam nesta divisão, 3,7% de esquerda e outros 3,7% que não sabem responder. Outra curiosidade: 87% afirmam que os pais ou os filhos pensam da mesma forma em casa sobre política.

Sobre posse de armas para o agricultor

São favoráveis à posse sem restrição de calibre 79,6%. Com restrição são 16,7% e contra a posse de armas ficam em 3,7%.

Sobre a distância do posto policial mais próximo até a propriedade

Que os agricultores estão longe do aparato do Estado nas zonas rurais, todo mundo já sabe. Olhando os números, fica bem pior: 36,1% das propriedades estão em ponto distante mais de 20 km do posto policial mais próximo. Entre 11 e 20 km são 26,9%, de 6 a 10km 17,6%, 2 a 5km 7,4% e uma parcelinha de 1,9% “com sorte” tem a polícia bem perto, até 1km de distância.

Faixa de idade dos participantes

O maior grupo (28,7%) tem entre 25 e 34 anos, seguido por “18 a 24 anos” com 24,1%, “35 a 45 anos” com 22,2%, “46 a 55 anos” com 12%, “até 17 anos” com 8,3% e “56 a 64 anos” com 4,6%.

Sucessão rural

Dos participantes, 39,8% afirmam que os filhos vão continuar na propriedade, 38,9% ainda não sabem como será a sucessão, 13% não tem propriedade, 4,6% não quer falar do assunto agora e 3,7% afirmam que não vão continuar, que a propriedade será vendida.

Nosso blog não permite a reprodução total ou parcial do conteúdo aqui publicado. Para dúvidas, entrem em contato diretamente por mensagem em nossa página no Facebook.


6 de setembro de 2017

O que você faria com os 51 milhões que seriam do Geddel, versão agronegócio


Malas de dinheiro que cabem em uma sala de apartamento, mas representam muita riqueza no campo

 

A fortuna da mala

O Brasil parou para ver a contagem do dinheiro encontrado em um apartamento de Salvador, na Bahia. Depois de horas de trabalho, veio a resposta: mais de 51 milhões de reais em cédulas (algumas de dólar). Este dinheiro, no mundo do agro, tem algumas correspondências gigantes.

O dinheiro supostamente seria do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Vamos aos números:

R$ 51 milhões são 784615 sacas de soja a R$65,00.

784 mil sacas de soja são incríveis 47 mil toneladas. São estas 4 montanhas de soja e mais um pouco:

 

Medo de guardar na rua? Dois silos destes de 35 mil toneladas guardam a sua carga, com sobra.

 

Gosta deste trator da Challenger? Compre 25 (vinte e cinco) MT875E e ainda sobra um troco para o diesel.

 

 

Se quiser mudar para o Rio Grande do Sul, pegue esta grana e compre 6500 hectares na região de Bagé.

 

 

Continua com a soja, mas quer mandar para o porto? São 1880 carretas de 25 toneladas de carga.

 

 

A ironia do destino: dizem que o agro é tudo e leva o Brasil nas costas (e é verdade). Sendo assim, já pararam para pensar que este dinheiro deve ser desviado de nossos impostos, oriundos em grande parte do próprio agro, direta ou indiretamente?

Sendo assim, tinha uma lavoura naquela sala em Salvador.


28 de agosto de 2017

Isenção de PIS/PASEP e COFINS no óleo diesel para agricultores está no caminho


Isenção de PIS/PASEP

Prestadores de serviço de transportes de passageiros e de cargas também serão beneficiados

 

A informação é do site do deputado federal Luiz Carlos Heinze, do PP:

A Comissão de Viação e Transportes aprovou proposta que reduz a zero as alíquotas de PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre a venda de óleo diesel para produtores rurais e prestadores de serviço de transportes de passageiros e de cargas.

O texto aprovado é o substitutivo da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural para o Projeto de Lei 409/15, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). O substitutivo retira a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para o óleo diesel prevista no texto original.

Relator na Comissão de Viação e Transportes, o deputado Ezequiel Fonseca (PP-MT) lembrou que a Medida Provisória 670/15 já previa a isenção, que foi incluída no texto por meio de emenda dos deputados Valdir Colatto (PMDB-SC), Alceu Moreira (PMDB-RS) e o deputado licenciado Osmar Terra (PMDB-RS). A emenda, no entanto, acabou vetada pela Presidência da República e o veto acabou mantido pelo Parlamento.

“Uma vez que a iniciativa anterior de baixar o preço do diesel não logrou êxito, a presente proposição desponta como uma nova e bem-vinda oportunidade”, disse Fonseca. “Embora o aumento do diesel interfira indiretamente em toda a cadeia produtiva, o impacto na produção rural, no transporte de pessoas e no frete é direto”, completou.

Tramitação: O texto aprovado ainda será analisado de maneira conclusiva pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Via Deputado Heinze.



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