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Agricultor é banido do mercado do produtor por ter pensamento contrário ao casamento entre pessoas do mesmo sexo

O embate aconteceu no estado americano de Michigan, após uma postagem no Facebook

 

Stephen Tennes é um agricultor familiar e possui uma pequena propriedade batizada de The Country Mill, na cidade de Charlotte, no estado americano de Michigan. Em seus 50 hectares, produz maçã, pêssego, mirtilo e abóboras. Como em muitas propriedades similares, promove eventos na comunidade, como a prática do “você colhe e paga”, visitações guiadas e, aproveitando a bela paisagem, também aluga o espaço para casamentos.

 

Boa parte da renda da família vem da participação em feiras do produtor nas cidades vizinhas, sendo as principais em East Lansing, distante cerca de 30 km de Charlotte.

A Country Mill usa muito as redes sociais para divulgar as atividades e vender seus produtos. E foi através do Facebook que um questionamento foi feito em 2016, sobre o uso do local para a celebração de um casamento entre duas mulheres. Tennes respondeu que a família acreditava em casamento bíblico, declarando recusa a este tipo de evento.

 

Logo após esta conversa online, um representante da prefeitura da cidade de East Lansing tomou a iniciativa de ligar para o produtor, dizendo que o município estaria preocupado com as crenças da família e solicitando que a Country Mill não mais participe das feiras do produtor, após 7 anos de vendas em dois locais da cidade. Neste período, nunca foi feito qualquer registro de reclamação por parte dos consumidores.

 

A defesa

O agricultor foi procurar seus direitos e a Country Mill já tem um defensor de peso. A Alliance Defending Freedom, uma entidade que defende a liberdade religiosa no país, entrou com um processo na corte federal contra o município, exigindo a reintegração imediata da propriedade aos mercados de East Lansing. O caso ganhou importância nacional e muita coisa ainda deve acontecer, nos ataques de grupos organizados e também nas ações de apoio, especialmente pela internet. Centenas de pessoas estão comprando “Vales-maçãs” online, para doação em bancos de alimentos da região.

Esta questão lembra muito a recusa de uma pequena pizzaria americana em celebrar um casamento gay em 2015. Após vários ataques, o pequeno estabelecimento recebeu mais de 800 mil dólares em doações pela internet, após ter a vida devassada por grupos que, a pretexto de proteger minorias, passam o trator em quem pensa diferente. Uma liberdade condicional e hipócrita.

O caso, na mídia

Notícia no Washington Post.

Post no AGDaily.

ATUALIZAÇÃO DO CASO EM SETEMBRO DE 2017: UM JUIZ LOCAL DEU GANHO DE CAUSA PARA O AGRICULTOR, QUE PODERÁ VOLTAR PARA A FEIRA DA CIDADE. Mais informações neste site, em inglês.

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