Tag: Terrorismo

14 de outubro de 2021

Aprosoja sofre ataque terrorista em Brasília


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Via Campesina assumiu abertamente a autoria do ataque que depredou a sede da entidade em Brasília

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A Via Campesina coordenou um ataque terrorista na sede da Aprosoja – Associação Brasileira dos Produtores de Soja – na tarde desta quinta, 14 de Outubro. A entidade foi atacada como representante do agronegócio, eterno inimigo destas siglas ligadas a movimentos de esquerda no país.

Ainda que muitos veículos coloquem em destaque o acontecido apenas como “vandalismo”, o melhor seria dar nome aos bois e colocar o ato como ele é: terrorismo.

Segundo o Dicionário Oxford, terrorismo é definido como A) modo de impor a vontade pelo uso sistemático do terror. B) emprego sistemático da violência para fins políticos, esp. a prática de atentados e destruições por grupos cujo objetivo é a desorganização da sociedade existente e a tomada do poder. C) ameaça do uso da violência a fim de intimidar uma população ou governo, ger. motivada por razões ideológicas ou políticas e D) regime de violência instituído por um governo. 

 

A nota da Aprosoja

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) repudia de forma veemente a invasão e a depredação de sua sede na manhã desta quinta-feira (14.10), em Brasília.

A entidade já está tomando as providências cabíveis junto às autoridades policiais para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados por cada um dos crimes cometidos.

Esta invasão covarde é uma afronta ao Estado Democrático de Direito e coloca em risco a integridade física de seus colaboradores e associados.

No momento da invasão, uma funcionária da associação que estava no recinto precisou se esconder dentro do banheiro com medo de ser agredida pelas mais de 60 pessoas que participaram do crime.

Apesar do episódio, a entidade seguirá representando milhares de produtores rurais de todos os tamanhos e de todos os estados brasileiros que produzem soja e milho, grãos esses que são essenciais para garantir a alimentação da população brasileira e de diversos países.

Sem soja e milho não seria possível produzir carnes, leites, ovos e derivados, nem gerar e manter milhões de empregos no campo e, principalmente, nas cidades, com toda uma cadeia complexa de comércio, serviços e de logística induzida pela produção no campo.

Manifestações como esta não constroem nada de bom e são o oposto do que a sociedade brasileira precisa neste momento, que é de união, serenidade e equilíbrio para superar os efeitos da pandemia e da crise econômica que se seguiu, gerar empregos e combater a fome e cuidar dos mais vulneráveis. E é com este espírito que nos revestiremos para seguir trabalhando.

Ascom Aprosoja Brasil

O que diz o MST

VIA CAMPESINA OCUPA APROSOJA, EM BRASÍLIA!

Na manhã desta quinta (14), a Via Campesina ocupou a sede da Aprosoja, em Brasília (DF), com cerca de 200 pessoas escrachando o agronegócio e denunciando a fome, como parte da Jornada Nacional pela Soberania Alimentar!
O agronegócio tem estimativa de lucro na faixa do 1 trilhão de reais ainda em 2021. A soja ocupa 4% do território brasileiro, equivalente a 36 milhões de hectares. Tudo isso em meio a uma pandemia de já matou mais de 600 mil pessoas. E em um Brasil que sofre com 20 milhões de trabalhadoras e trabalhadores famintos.
Bolsonaro vetou o Projeto de Lei 823/2021 (PL Assis Carvalho), uma iniciativa organizada pelos movimentos populares do campo para garantir a Soberania Alimentar no país através de subsídios e investimentos na agricultura familiar e camponesa. Isso demonstra que o governo Bolsonaro é culpado pela miséria e pela fome dos brasileiros e brasileiras.
Bolsonaro se Alimenta da nossa Fome!
BolsoAgro é Fome, é Tóxico, é Fogo, é Morte!

O que diz a Via Campesina

Via Campesina Brasil ocupa Aprosoja em Brasília nesta quinta-feira (14)

via campesina aprosoja
Ação faz parte da Jornada Nacional da Soberania Alimentar que denuncia Agronegócio do país_
As Organizações da Via Campesina Brasil realizam, nesta quinta-feira (14), ações simbólicas nas cinco regiões do país em denúncia ao atual contexto do aumento da fome no Brasil, que faz parte da estratégia política do governo Bolsonaro. Em Brasília, no Distrito Federal, como parte da “Jornada Nacional da Soberania Alimentar: Contra o Agronegócio para o Brasil não passar fome”, ocorreu uma ocupação da Aprosoja (Associação Brasileira dos Produtores de Soja) pelos movimentos que compõem a Via Campesina.
A ação, que contou com a participação de cerca de 200 camponeses e camponesas, denunciou o protagonismo que o Agronegócio cumpre no crescimento da fome, da miséria e no aumento do preço dos alimentos no Brasil. Neste ano, o Agronegócio, com a produção de soja, milho e cana-de-açúcar, principalmente, está batendo recordes de exportações e lucros.

A extrema esquerda desafia Bolsonaro

A baixa quantidade de invasões de terras e atos do MST e assemelhados é peça constante do marketing presidencial. Com este ataque, fica a curiosidade quando aos procedimentos que serão adotados pelo Governo Federal e as forças de resposta a este tipo de ação, inteligência, identificação dos culpados e indenização. É preciso esclarecer se a questão terrorista vive apenas no mundo da disputa semântica ou o Estado Brasileiro vê assim dentro do nosso ordenamento jurídico.


12 de fevereiro de 2019

Pós-graduação para militantes do MST


militantes do mst

O Movimento dos Sem Terra (MST) tem expandido suas atividades na área educacional. Recentemente, o primeiro curso de especialização em Educação e Agroecologia foi criado no Extremo Sul da Bahia para viabilizar a formação de educadores que atuam na Educação do Campo, em áreas de Reforma Agrária na Bahia.

O início foi no dia 14 de janeiro de 2019 na Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto (EPAAEB), que é um centro de formação política do MST.

Em 2017, militantes do Movimento haviam visitado a escola, momento em que se destacou a necessidade de ampliar as relações internas do grupo em todo território nacional.


Pela necessidade de construir um intercâmbio de experiências no campo da produção agroecológica e alinhar a luta política com outros movimentos e organizações populares, a EPAAEB havia recebido na ocasião uma comitiva de representantes da prefeitura de Maricá e militantes do MST do Rio de Janeiro para conhecer e estudar sobre os conceitos e práticas agroecológicas com o objetivo de implementá-las no estado.

No texto “Educação e Agroecologia: Bioconstruindo a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto”, publicado no IX Congresso Brasileiro de Agroecologia, prova-se que a escola é um braço do Movimento:
Nesta perspectiva na agroecologia enquanto uma matriz tecnológica que possibilita a construção de territórios para a produção alimentação saudável e de recuperação dos bens da natureza. Contrapondo o atual modelo de desenvolvimento no campo. A partir desta proposta que surgiu a necessidade de se criar um espaço que contribuísse para a construção da agroecologia nesta região. Desta maneira, desde o ano de 2012 o MST vem construindo a Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto de forma coletiva, a partir do trabalho de agricultores e agricultoras dos assentamentos. [grifo nosso]

Conforme descrito no site Usina Ctah sobre o Projeto Político-Pedagógico da escola, o vínculo entre campo e política é imprescindível para o desenvolvimento das atividades:


O Projeto Político-Pedagógico da Escola, baseado na agroecologia, que se distingue da agricultura convencional, expressa a luta política que exige uma educação com intencionalidade e criticidade diante das contradições e conflitos sociais da luta de classes. A opção pela agroecologia não é neutra, tampouco a opção pela pedagogia freireana, pois leva em consideração que cada modo de produção produz também o seu espaço. 


O que mais espanta é descobrir, com a leitura do edital do processo seletivo do curso de especialização lançado, que a escola estar recebendo apoio das seguintes instituições: o Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Paulo Freire da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB/ Campus Paulo Freire) em parceria com a Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus X) e Instituto Federal Baiano (IFBaiano/ Campus Teixeira de Freitas).

Com foco em pesquisa nas áreas de Agroecologia e Educação do Campo, o curso tem um total de 420 horas, tendo encontros quinzenais nas sextas-feiras à noite e sábados pela manhã e à tarde. O curso será realizado em quatro módulos, e terá duração mínima 2 de 14 meses e máxima de 18 meses, com duas linhas de pesquisa:

• Linha de Pesquisa 1: A Agroecologia designa um campo de conhecimentos, saberes e práticas interdisciplinares, incluindo o cultivo familiar da terra, a produção de alimentos saudáveis, a preservação dos ecossistemas e sua biodiversidade, as práticas de comercialização direta, a economia popular solidária, as políticas públicas, o consumo consciente, o destino e o tratamento adequado dos resíduos, elementos fundamentais para a construção da sustentabilidade.

• Linha de Pesquisa 2: A Educação do Campo constitui uma nova concepção de formação de trabalhadores/as do campo, rompendo com a noção tradicional de educação rural, a qual tem como referência básica o produtivismo. A Educação do Campo constrói-se na interface com a agroecologia, com a pedagogia da autonomia e da alternância, com a educação crítica, criativa e libertadora, com a defesa da democracia e o fortalecimento da cidadania ativa.


Com o propósito principal fomentar a articulação entre diferentes áreas do conhecimento e dos saberes populares bem como entre diferentes práticas educacionais e experiências em agroecologia com vistas à formação de profissionais comprometidos com a sustentabilidade socioambiental, em específico, tem como objetivo: a) Compreender as bases da agroecologia, da educação do campo e da ecocidadania, considerando a diversidade biológica, sociocultural e os processos naturais que sustentam a vida, bem como estudar os princípios e as práticas da economia popular solidária, do cooperativismo, da ajuda mútua e da comercialização direta; b) Analisar experiências em agroecologia como forma de superação de modelos sociais e de produção insustentáveis, a fim de fortalecer a consciência sobre a importância da soberania e da segurança alimentar no campo e na cidade; c) Estimular a autonomia e o espírito crítico, criativo e participativo, apontando para a necessidade de uma nova racionalidade socioambiental; d) Realizar pesquisas que contribuam para o resgate de saberes e experiências dos agricultores/as e para a geração e validação de tecnologias adaptadas à realidade da agricultura familiar; e) Fortalecer a educação do campo, incorporando a dimensão da agroecologia 3 como um pilar estratégico na discussão da vida, da soberania e da alimentação saudável e elevando a formação docente de educadores/as do campo; f) Elaborar ferramentas metodológicas de auxílio ao trabalho docente de educação em agroecologia nas escolas do campo.


O curso foi ofertado com 30 (trinta) vagas, das quais 15 (quinze) vagas serão oferecidas na Linha de Pesquisa 1 e 15 (quinze) vagas na Linha de Pesquisa 2, distribuídas segundo as seguintes categorias:

Para compreender a legenda das Categorias: AC – Ampla Concorrência; C1 – Egressos de bacharelados ou licenciaturas autodeclarados indígenas, negros ou quilombolas; C2 – Gestores públicos das áreas de políticas agrícolas, sociais, de ciência e tecnologia, educação profissionalizante, economia solidária, assistência social, desenvolvimento social; C3 – Pesquisadores de autogestão, cooperativismo e economia solidária; membros de organizações-não-governamentais (ONG); C4 – Participantes de movimentos sociais; agentes de desenvolvimento solidário; trabalhadores de cooperativas; C5 – Professores das redes pública e privada de ensino, principalmente das escolas do campo. C6 – Pessoas com Deficiência.

Cesar Augusto Cavazzola Junior, advogado e colunista do site Lócus Online, de Passo Fundo, RS.


26 de dezembro de 2018

Veganos ameaçam matar produtor após promoção de perus de Natal


perus de natal

O produtor Matt Carter tem uma propriedade na localidade de Exeter, sudoeste da Inglaterra e também mantém um mercadinho onde vende a produção. Nesta época do ano, o destaque fica por conta dos perus recheados que costuma fornecer para a comunidade, todos criados “à pasto”, seguindo a tendência da produção free range.

Pichações na propriedade. Uma das promoções permitia que o cliente batizasse com um nome o peru escolhido, antes do mesmo ir para o abate.

E foi justamente quando o mercadinho começou a lançar as promoções de Natal que grupos organizados de veganos começaram a perturbar o negócio, mas indo longe demais: além dos tradicionais xingamentos na página do estabelecimento no Facebook, invadiram a propriedade e picharam ameaças de de morte aos proprietários, além de danificar produtos que estavam expostos para venda (entre eles, faisões). As ameaças também foram realizadas via ligações telefônicas.

Mas o tiro saiu pela culatra: o produtor declarou ao site do The Telegraph que, apesar da forte campanha ameaçadora dos militantes veganos, suas vendas aumentaram como nunca, tamanho o suporte que recebeu da comunidade. Se antes vendiam de dois a três perus de Natal por dia, passaram a vender 25.

Todas as ameaças foram registradas na polícia local e as investigações estão em andamento. E as vendas, foram de vento em popa.

Saiba mais também no The Sun.


25 de julho de 2017

MST invade e arrasa fazenda no Pará, outra vez


A Fazenda Mutamba em Marabá foi destruída por integrantes do movimento

 

Marabá é um município do estado do Pará, no norte do Brasil, situado logo acima de Parauapebas, quase fronteira com os estados do Maranhão e Tocantins. Seu território é enorme, com 15 milhões de km2 (São Paulo tem 1522!) e cerca de 1/5 desta área é ocupada por reservas florestais (Itacaiuna e Tapirapéaquiri) e a reserva biológica do Tapirapé.

É nesta região que está localizada a Fazenda Mutamba, que segundo a Revista Veja foi “visitada” mais uma vez pelo MST neste domingo, 23 de julho. Um grupo de 60 pessoas entrou na propriedade e queimou equipamentos, derrubou construções e queimou o que conseguiu. Tudo isso para vingar a ordem judicial que mandava os invasores se retirarem do local.

 

 

Vídeo da situação após a depredação, narrado por um policial que atendeu a ocorrência, publicado pelo blog de Augusto Nunes, na Veja.

 

Imagens do local

 

 

No passado, a propriedade já foi invadida, vacas prenhas (receptoras de embriões) foram mortas e esquartejadas, onde homens armados retiraram os bezerros dos ventres e levaram as carnes dos animais. Em outra ocasião, mataram mais de 30 animais.

Este é o Brasil. Mas, no Pará, distante da ação mais rápida das forças policiais e da justiça, tudo é mais complicado.

Acompanhem as notícias da região no Diário do Pará.



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