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Tag: Internet das Coisas

18 de outubro de 2019

Grand Farm – Microsoft investe pesado na fazenda do futuro


Grand Farm

A empresa colocou 1,5 milhão de dólares no projeto da Grand Farm, além de tecnologias próprias e profissionais de TI

A Microsoft, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo e que dispensa apresentações, está investindo em agricultura. Um aporte de 1,5 milhão de dólares e recursos tecnolócios e humanos serão colocados na Grand Farm, projeto focado em criar e disseminar novas tegnologias para o campo, além de formar profissionais capazes de atuar com agricultura digital.

A sede do projeto está no estado americano da Dakota do Norte e envolve governos, iniciativa privada e investidores. A área deverá ficar pronta e em atividade até o ano de 2025.

Planta da Grand Farm: uma plataforma para testes de tecnologias digitais aplicadas ao campo.

Estima-se que a agricultura é um negócio de 5 trilhões de dólares e menos de 20% das terras do mundo usa tecnologia digital no fluxo de trabalho. As oportunidades são enormes, até mesmo no curto prazo. A Microsoft, que não é boba, quer ser líder neste mercado.

A Microsoft já tem um projeto em andamento na área agrícola: trata-se do FarmBeats, uma rede de sensores e câmeras para monitorar e processar dados de umidade e temperatura, tudo ligado a servidores na nuvem.

Grand Farm – saiba mais

FarmBeats: AI, Edge & IoT for Agriculture.

TechSpark Fargo: Grand Farm project will create the farm of the future.

Swiss Future Farm e as tecnologias agrícolas do amanhã.


11 de junho de 2019

Saiba como funciona o transporte de animais monitorado por computador


transporte de animais

Muito além do GPS, o sistema desta empresa canadense permite acompanhar em tempo real temperatura, comportamento do motorista e o bem estar animal

A startup canadense Transport Genie Ltd fornece um interessante serviço para os produtores do país. Por meio de uma rede de sensores instalada nos caminhões que transportam bovinos, suínos e pintos de um dia, entrega diversas informações para os clientes e também para os próprios motoristas.

Os sensores registram se houve variação extrema de temperatura capaz de prejudicar o bem estar animal (condições de micro-clima) e também o comportamento do motorista: acelerômetros captam freiadas bruscas e aumentos na velocidade. Os dados usam blockchain, sendo impossível a adulteração futura. Produtor e cliente recebem os registros sobre a viagem e executam as ações necessárias no caso de um evento negativo.

Através da rede de dados das operadoras (3G/4G), todas as leituras e as coordenadas do GPS são enviadas para a base.

A empresa atua no Canadá e recentemente fechou um contrato com a suíça Prodavi, para monitorar caminhões que transportam aves.

Com o aumento do interesse das empresas no monitoramento de todos os processos envolvendo o recebimento de mercadorias, a adoção de soluções como esta serão comuns no médio prazo, para produtores de todos os tamanhos.


17 de dezembro de 2017

Chineses estão desenvolvendo GPS e reconhecimento facial para galinhas


gps para galinhas

Sistema vai rastrear com precisão a produção de frangos orgânicos

De acordo com as estatísticas, os chineses comem 5 bilhões de frangos por ano (sim, bilhões). Só para comparação, o Brasil abateu 5,86 bilhões de cabeças em 2016.

E é da China que vem uma das novidades no mundo da avicultura: o rastreamento de frangos usando tecnologias como GPS, reconhecimento facial e blockchain.

 

GPS para galinhas

A startup chinesa ZhongAn está acompanhando uma pequena parcela (100 mil) dos frangos produzidos no país, com uma precisão incrível: em tempo real, os dados da movimentação individual das aves são coletados através de pequenos receptores de GPS. Nos próximos 3 anos, o sistema batizado de GoGo Chicken deverá evoluir para o monitoramento de 23 milhões de aves.

 

gps para galinhas

Sistema de GPS em frango, em uso experimental nos EUA. Via spokesman.com

É bom lembrar que o frango orgânico é produzido em até 6 meses, gerando muito mais dados quando comparado com um abate de 45 dias do sistema convencional.

Benefícios sociais, para os chineses

O GoGo Chicken só funcionará em regiões chinesas sem poluição e os contratos de “integração” destes frangos orgânicos serão realizados com agricultores experientes no negócio, com atuação paralela na produção de hortifruti. E vai além, exigindo até mesmo que os produtores tenham uma rotina saudável, que inclua a prática de exercícios.

Junto com as empresas de logística, frigoríficos e canais de venda, estas iniciativas deverão garantir um produto de qualidade, sem falsificações ou contaminações, com rápida resolução de problemas encontrados em toda a cadeia produtiva da avicultura.

É bom ficar de olho: se a produção free-range é vista como algo inovador e alternativa para alguns produtores, é bom saber que a “fila andou” e outras formas de produção e tecnologias digitais são a tendência do momento.

 

Olho nos chineses!

Acesse o site da ZhongAn.


2 de março de 2016

Bovinos com GPS e localização em tempo real, 24 horas.


Bovinos com GPS

Já existe tecnologia de fato no mercado e a adoção em massa deve baratear os custos em um futuro bem próximo.

Já falamos aqui no Blog do Farmfor sobre a empresa que vende um serviço de alerta para vacas em trabalho de parto, via celular.

Continuando no tema, vamos abordar esta outra startup, desta vez de Israel, que integrou várias tecnologias para o monitoramento de rebanhos. A Cattle-Watch promete localizar animais durante as 24 horas do dia, através de satélites (GPS e transmissão de dados) e outras opções de rede de dados sem fio.

Um colar com sistemas de transmissão de dados, placa solar e GPS é a base do sistema. Colocado no animal, transmite sua posição, sinais vitais e comportamentais para uma central. Um sistema presente aqui e muito comum nas empresas de GPS é a “cerca eletrônica”, onde um perímetro de segurança é traçado no computador e o animal pode ser declarado como roubado se passar deste ponto. A ação de resposta pode ser o envio de um drone para a transmissão de imagens ao vivo, equipe de segurança ou autoridades locais. Equipado com câmera que pode filmar no escuro e detectar pontos quentes no solo, o sistema é quase imbatível.

Brincos e transponders complementam o sistema, mas estes já são bem conhecidos por alguns produtores brasileiros.

 

A empresa não fornece preços publicamente. Tendo em vista os valores dos animais que sofrem abigeato e são divulgados pela mídia, o sistema pode sim encontrar um nicho aqui no Brasil, mesmo nesta fase inicial das tecnologias. Só um drone custa perto de R$5000,00 nos modelos mais simples no país. E estamos falando apenas do fator segurança. Com todo este monitoramento, o produtor pode tirar muito mais do seu rebanho (e até mesmo usufruir das mesmas funções do sistema que alerta parto).



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