No confronto mortal contra os gigantes, uma arma secreta: abelhas

 

Ninguém dorme tranquilo na localidade de Mayilattumpara, no estado indiano de Kerala, no sul do país. Manadas de elefantes invadem lavouras, derrubam árvores, casas e tudo o que estiver pela frente. Só no estado, 22 pessoas morreram em 2017 nos confrontos com estes animais.

O pessoal por lá tentou de tudo: cercas reforçadas, trincheiras no perímetro da propriedade, cerca elétrica e até bater tambor (sim, é sério) para afugentar os elefantes. Nada funcionou.

 

 

A salvação da lavoura – literalmente – veio através de um projeto governamental, com tecnologia vinda da África. Os locais descobriram que os elefantes detestam abelhas e basta o zumbido das mesmas para que os gigantes não cheguem perto de colmeias.

Descoberto o ponto fraco, equipes de trabalho passaram a instalar centenas de caixas de abelhas em cercas de arame das divisas das propriedades. Quando um elefante toca o arame, acorda as abelhas e o serviço de proteção começa a trabalhar.

 

 

Deu tão certo que hoje os elefantes que passam perto do vilarejo já aprenderam que ali é um lugar infestado de abelhas e vão direto para as cidades vizinhas. Mayilattumpara hoje tem 2,5 km de cercas com abelhas.

Outro efeito colateral da medida de segurança é a produção de mel. Cerca de 30 kg são produzidos pelas cercas, garantindo uma renda de US$1000,00 para cada agricultor.

Em terra de abelha, elefante anda de costas.

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