Tag: Pecuária Leiteira

30 de maio de 2020

A estupidez de quem associa o Desafio do Leite ao nazismo


desafio do leite

Ação de marketing em defesa da pecuária leiteira foi atacada quando chegou na mesa do presidente Jair Bolsonaro em transmissão das redes sociais

Acreditem: veículos de esquerda estão associando a adesão do presidente Jair Bolsonaro ao Desafio do Leite como um ato que passa uma mensagem nazista.

A ação viral consiste no “desafio” entre produtores e personalidades para que gravem um vídeo tomando um copo de leite. A pessoa entra na brincadeira, desafia outros amigos durante a gravação e bebe o leite. Simples assim.

Desafio do Leite na presidência

De desafio em desafio, o convite chegou ao presidente que usou a live da última quinta, 28 de maio, para beber leite junto com outros participantes da transmissão.

https://www.facebook.com/jairmessias.bolsonaro/videos/671761803369788/?t=653

Após um funcionário servir os copos na mesa, Bolsonaro segue falando sobre pesca e assuntos diversos, até começar a explicar o motivo da novidade: “Vamos aproveitar o momento aqui, pessoal, eu não estou fazendo propaganda de marca nenhuma, tá? Desafio do Leite. Vamos brindar aqui o nosso produtor rural, o pessoal do setor leiteiro do Brasil, é uma atividade que não é fácil – eu morei em fazenda por algum tempo lá em Eldorado Paulista, na Fazenda Quirongosi – nós somos o terceiro maior produtor de leite do mundo e sempre tomei isso aqui. De vez em quando tomo uns venenos aí, tá certo, que vem aí a gente compra em lata nos bares, tá? Mas um brinde a todos os produtores de leite do Brasil e um brinde a nossa querida Tereza Cristina. Não é a melhor não né? Porque se for a melhor só podia ser ela por que não tem outra mulher. Entre todos os outros, homens, que passaram pela agricultura, com todo o respeito, a melhor… Ministério da Agricultura do Brasil, Tereza Cristina. Vamos lá. Selva!

Um site de esquerda de “destaque” no meio político (que não vamos citar) fez um paralelo entre enaltecer ato de tomar leite e o uso da simbologia branca do líquido com nazismo. Logo, a estúpida constatação foi replicada por canais de menor relevância.

O vídeo acima e a transcrição do momento dedicado ao desafio do leite provam que foi um discurso sem qualquer conotação prejudicial, muito menos racista ou nazista.

É mais um capítulo da guerra cultural envolvendo grupos que atacam o agro de todas as maneiras. Desta vez, juntaram a fome com a vontade de comer ao usar como alvo o político que detestam com o o setor que abominam. Como não lembrar da turma que advoga que vacas são estupradas para manter a pecuária leiteira ativa?

Seguiremos.


5 de março de 2020

Moo Too – o movimento feminista contra a pecuária leiteira


Moo Too

Ativistas dos direitos dos animais consideram que tirar leite de vaca é equivalente a abuso e organiza protestos em diversas partes dos EUA

Mais um para a lista dos inimigos do agro: ativistas que consideram a produção leiteira um abuso sexual e organizam protestos contra a atividade, com encenações em locais com grande fluxo de pessoas ou cobertura da mídia.

O nome Moo Too é um trocadilho que faz alusão ao movimento feminista Me Too, este sim dedicato ao abuso sexual sofrido por mulheres iniciado em 2017 e com participação de personalidades do cinema, notadamente denunciando grandes casos dentro da própria indústria, como as acusações de assédio do produtor de cinema Harvey Weinstein.

Voltando ao mundo animal, estes ativistas insistem na ideia que vacas são violentadas para a produção de leite, que seus bezerros são afastados logo nos primeiros minutos após o nascimento e que em geral há muito sofrimento nas propriedades.

O discurso não é novo, mas o foco e a adoção do nome Moo Too é mais um passo na escalada contra o agronegócio e que logo deverá chegar ao Brasil por imitação.

Ideias endossadas até por acadêmicos

O Departamento de Estudos de Gênero da Universidade de Nova Iorque publicou um estudo dizendo que ordenhar vacas é equivalente a abuso sexual, provoca trauma relacionado a gravidez e que as vacas recebem tratamentos hormonais sem consentimento. Além destas máximas absurdas, uma série de comparações com as mulheres é feita pelo documento.

O estudo pode ser acessado aqui: Readying the Rape Rack: Feminism and the Exploitation of Non-Human Reproductive Systems.

Veja também: Produtor de leite desafia o “Coringa”: venha conhecer a vida na fazenda.

Alguns ativistas não são pacíficos

No dia 16 de fevereiro, um discurso do candidato democrata a presidência dos Estados Unidos, Bernie Sanders, foi invadido por ativistas segurando placas com a singela mensagem #LetDairyDie – deixe a indústria de laticínios morrer, em uma tradução livre – com direito a retirada forçada do microfone enquanto o político discursava e algumas integrantes fazendo topless.

Veja também (com restrições, o texto é favorável ao movimento)

Op-Ed: The abuse of dairy cows is a feminist issue. Yes, the ‘Moo Too’ movement is here.


5 de dezembro de 2019

Evolution S4 – alimentador automático para bezerros


Evolution S4

Sistema realiza a automação da alimentação individual de até 140 bezerros e é todo controlado por computador

A JFC Agri é uma empresa da Irlanda que desenvolve soluções para a pecuária e outras áreas, de cochos “normais” até o fantástico Evolution S4. O sistema é praticamente uma “mamãe robô” para os bezerros.

O Evolution S4 monitora até 140 bezerros e disponibiliza dietas personalizadas (até 7 programas nutricionais) para cada animal.

O sistema é composto por um mixer e dispenser e o alimentador em si. Abaixo, fotos e vídeo:

As unidades principais do sistema
O painel de controle.
O bezerro acessa o alilmentador.
Operação do sistema.

Evolution S4 – Vídeo

O preço do sistema ná é divulgado abertamente, mas você pode entrar emcontato com o fabricante no site.


4 de junho de 2019

Holanda inaugura primeira fazenda flutuante para gado leiteiro do mundo


fazenda flutuante

Fazenda flutuante começou a operar em meados de maio com 32 animais, ao custo de 3,2 milhões de dólares

A Floating Farm é um projeto em execução na Holanda que pretende criar alternativas para a produção de alimentos. Na prática, uma “barcaça” capaz de abrigar os animais e lidar de forma inteligente com todos os itens que envolvem a produção de leite. Entram insumos, saem leite e dejetos processados como fertilizantes.

Ancorada no porto de Roterdã, a fazenda flutuante começou a operar em meados de maio, com 32 animais. O empreendimento chama a atenção do mercado, atraindo visitantes de diversos países para conhecer de perto a novidade.

Garrafa de leite produzido na Floating Farm: tuda a produção é vendida em quiosques na cidade.

A construção da fazenda flutuante começou em março de 2018. Os responsáveis pelo empreendimento que custou 3,2 milhões de dólares são o Courage (um centro de estudos para inovação no setor de laticínios), Uit Je Eigen Stad (uma empresa de agricultura urbana) e a Beladon, contrutora de soluções flutuantes para diversos setores. Segundo os organizadores, outras experiências serão desenvolvidas no futuro, com criação de frangos e estufas para produção de hortaliças.

Dados extras sobre a fazenda flutuante:

32 animais com ordenha robotizada, automação para coleta de dejetos (a urina é coletada em separado e estocada em tanques para aproveitamento da amônia), alimentador automático e piso de borracha. O galpão principal tem 40 x 32 metros e possui iluminação por LED.

Floating Farm – Fazenda Flutuante – ainda em 2018.

Saiba mais: Cows Set Sail at World’s First Floating Dairy.

Leia também: Textos sobre Bovinocultura no Blog do Farmfor.


5 de maio de 2019

Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra


coleta de leite

O canal The Funky Farmer mantém atualizações no Youtube sobre o dia a dia na propriedade familiar inglesa e contou como o caminhão coleta o produto

O agricultor inglês Rich Cornock é também produtor de leite na localidade de Tytherington, em South Gloucestershire. Olhando o mapa da Inglaterra, fica para o oeste, duas horas distante de Londres e perto de Bristol. Sua propriedade é histórica: está em atividade desde os anos 1600 e já foi ocupada por três famílias diferentes. Já o bisavô de Rich comprou a terra no início do século 20.

O apoio governamental é destacado. A propriedade está em um esquema de apoio que dura dez anos chamado Higher Level Stewardship (HLS), que dá dinheiro para que agricultores exerçam em paralelo atividades ambientais. Eles plantam pastagem, cultivam flores nativas para animais silvestres e dão manutenção em açudes, sendo bem pagos por isso. A média de pagamento total para os agricultores que aderem ao sistema é de 1000 libras por hectare.

A coleta do leite

A propriedade tem contrato com o laticínio Muller, a maior empresa do ramo no Reino Unido. De dois em dois dias, o caminhão compacto (tanque de 13500 litros) da Wincanton, à serviço do laticínio, comparece no local para a coleta do leite.

Logo na chegada, o motorista do caminhão tanque liga o agitador do resfriador da propriedade e conecta a mangueira coletora. Antes de ligar a bomba, pega frascos para tirar amostras do leite e cola etiquetas de papel nos tubos, geradas na propriedade. É a identificação do produtor.

O sistema do caminhão não deixa bombear o leite antes de 2 minutos depois do início da operação. É o tempo necessário para o motorista agitar o leite e tirar as amostras.

Desligado o agitador do tanque, o motorista coleta o leite com uma concha plástica e enche os tubos de amostra. O produtor recebe os resultados do teste do leite no dia seguinte!

Os 2629 litros de leite são sugados em poucos minutos, então o motorista aciona o sistema de lavagem no tanque do produtor. A bomba aponta a temperatura de 2,25 C no leite coletado.

Um recibo com diversos dados sobre a coleta é impresso pelo sistema do caminhão. Tudo acompanhado de coordenadas de GPS do local. O número gerado pelo recibo é anotado no tubo de amostra do leite.

Com o leite coletado, o caminhão deixa a propriedade.

A sequência pode ser vista no vídeo abaixo, direto do canal The Funky Farmer:

A propriedade tem 145 acres (cerca de 58 hectares) e conta com um rebanho de 80 animais da raça holandesa. O produtor inglês recebe 28.94 pence por litro (centavos de libra, cerca de R$ 1,50 ao câmbio de hoje).

Leia mais sobre Leite, no Blog do Farmfor.


15 de fevereiro de 2019

Pecuaristas italianos jogam leite de viaduto em protesto pelos preços baixos


Pecuaristas italianos

Grupo deu um banho de leite nos veículos que passavam por rodovia movimentada na Sardenha

Produtores de leite da Sardenha, ilha italiana de 1,6 milhão de habitantes no mar Mediterrâneo, foram para a rua protestar contra o preço do leite e as práticas do mercado no país.

O preço pago ao produtor por lá é o mais baixo desde 1970, cerca de 56 centavos de euro por litro.

Além de jogar milhares de litros no chão da rodovia, parte do grupo subiu em um viaduto e promoveu uma pequena chuva de leite, dando um banho nos carros e caminhões que passavam pelo local. Outro grupo fez um protesto parecido em um bairro de Roma, mas incluindo farta distribuição de queijo para a população.

Via NBC News.


15 de setembro de 2018

Argentina perdeu 420 propriedades leiteiras em um ano


Argentina perdeu

Dados são do Registro Nacional Sanitário de Produtores elaborado pela SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria)

A Argentina perdeu (mais uma vez) propriedades leiteiras no último ano. Os dados são compilados pela SENASA e revelados no mês de setembro. No período 2017-2018, “sumiram do mapa” 420 tambos em nosso país vizinho. Nos últimos 17 meses, foram 595 unidades. Nos últimos 10 anos, a taxa média anual de perda foi de 0,7%. Nos últimos 30, o número chega em 3,4%. Ainda segundo a SENASA, a média mundial é de 4%.

Entre os culpados (desde 2014) estão a conhecida crise financeira da Argentina, duas inundações e um grave período de seca e a situação do mercado mundial de leite entre 2015 e 2016.

Veja também

Saiba mais:

SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria).

Mundo Rural.

Bovinocultura no Blog do Farmfor.

 

 



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