Tag: Passo Fundo

6 de janeiro de 2021

Paranaenses compram a Meta Agrícola, revenda CASE IH no RS


meta agrícola

A Meta Agrícola, revenda CASE IH no Rio Grande do Sul com matriz na cidade de Passo Fundo, foi vendida para o grupo paranaense JMalucelli / Forza Máquinas Agrícolas e Construção, este por sua vez já atuante no setor de máquinas agrícolas e igualmente representante da CASE IH. O valor do negócio não foi divulgado e as tratativas começaram em 2020. Agora, com a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), tudo foi formalizado.

Sobre a Meta Agrícola

A história começou em 1998, quando Gerson Garbuio viajou aos Estados Unidos, para um treinamento gerencial em uma feira agrícola, a convite de uma empresa de insumos. Lá, conheceu as máquinas da fabricante americana Case IH. De volta ao Brasil, encantado com o que havia encontrado, entrou em contato com a empresa, através de uma carta datilografada em uma máquina de escrever, manifestando o interesse em comercializar os produtos da marca, quando estivessem disponíveis para o Rio Grande do Sul. E em 1999 com a visita de Ramiro, o sonho tornou-se realidade.

A empresa, com sede em Passo Fundo, Rio Grande do Sul, começou de mansinho. Os próprios produtores ajudaram a vender as máquinas, que com um desempenho diferenciado, principalmente na produtividade e qualidade de grãos, logo caíram no gosto dos agricultores da região.

O crescimento foi tamanho, que em 2010 a Meta Agrícola sentiu a necessidade e tornou-se uma S. A., ampliando seu quadro societário. E em 2014, ano que completa 15 anos de existência, mostra o quanto é uma empresa forte e sólida. Hoje atende mais de 60% da área plantada do estado e conta com dez unidades de negócio, localizadas em Passo Fundo, Palmeira das Missões, Tupanciretã, Ijuí, Vacaria, Lagoa Vermelha, Espumoso, Cruz Alta e São Luiz Gonzaga, e ainda este ano irá ampliar o número de filiais, buscando ficar mais próximo do produtor rural.

Esse desenvolvimento não veio sozinho, a Meta Agrícola ao longo dos últimos anos, conquistou vários prêmios, entre eles, conta com o World Class Dealer, concedido pela Case IH em 2013 ficando entre as cinco melhores concessionárias do Brasil. E este ano ficou colocada entre as 500 MAIORES EMPRESAS DO SUL DO BRASIL, isto vem para mais uma vez reforçar a força da marca que representa e do trabalho de toda a equipe. Via Site Oficial.

 


19 de junho de 2018

Terceira edição do Fórum Estadual do Agronegócio registrou público de mais de mil pessoas em dois dias


O fórum contou com palestras e painéis de nomes renomados da agricultura brasileira

 

Com o tema “Situação e Perspectivas”, o III Fórum Estadual do Agronegócio reuniu um público superior a mil pessoas nos dias 15 e 16 (sexta e sábado) de junho no Gran Palazzo Centro de Eventos, em Passo Fundo. O evento, que foi promovido pelo Instituto de Ciências Agronômicas (Incia), teve a participação de 16 palestrantes de todo o Brasil e contou na noite de sexta (15) com a palestra magna do ex-ministro da Agricultura e Abastecimento, Roberto Rodrigues.

Para o diretor do Instituto Incia e coordenador do evento, professor doutor Elmar Luiz Floss, o fórum consolidou Passo Fundo como um grande centro de convergência dos debates técnicos, políticos e econômicos do agronegócio nacional.  “A novidade neste ano foi realizar o fórum em dois dias e proporcionar aos espectadores uma maior interatividade com as empresas parceiras no espaço de exposição, o que gerou a prospecção de negócios e troca de conhecimento”, pontuou.

 

Fotos: Tiaraju Almeida.

 

Sobre a programação, Floss ressaltou que foi pensado em fazer um paralelo entre as questões que mais atingem o produtor rural: clima, mercado de grãos e cenário político/econômico. Sobre clima, houve a palestra do engenheiro agrônomo e agro meteorologista Marco Antônio dos Santos, de São Paulo. Na sexta-feira, ele salientou as perspectivas climáticas para as safras de inverno e verão. Na parte de mercado de grãos, também na sexta-feira, o engenheiro agrônomo e consultor de mercado, Flávio Roberto França Júnior, explicou para os participantes do evento como ganhar mais na comercialização das commodities e com o que o produtor deve se preocupar em um ano eleitoral.   Com relação ao cenário político e econômico, o engenheiro agrônomo e doutor em administração pela Universidade de São Paulo (USP), Marcos Fava Neves, palestrou no fórum com o tema “agronegócio brasileiro: presente e futuro”. Reflexões sobre as práticas usadas e o que é tendência foram destacadas pelo engenheiro agrônomo. Ele frisou nos próximos dez anos o agronegócio brasileiro vai gerar um adicional de cerca de um trilhão de reais.

 

Painéis

 

Os assuntos técnicos da agricultura também tiveram espaço na programação do evento.  Ao total, três painéis técnicos puderam ser vistos. Na sexta (15), no turno da tarde, “Manejo fitossanitário de culturas de lavoura”. No sábado (16), “Nutrição e adubação racional de culturas de lavoura” e “Avanços biotecnológicos nas culturas da soja e milho”. Este último, contou com as presenças do engenheiro agrônomo PhD. Geraldo Berger, da Monsanto/SP e do engenheiro agrônomo Dr. Alexandre de Lima Nepumoceno, da Embrapa Soja/PR.

 

Quarta edição do fórum

 

Na cerimônia de encerramento do fórum, na tarde de sábado (16), o professor doutor Elmar Luiz Floss confirmou a realização da quarta edição do fórum estadual do agronegócio, em 2019. Ainda sem data confirmada, o fórum deve acontecer em junho do próximo ano. “O que já temos de confirmado será um painel sobre as mulheres do agronegócio, visto a importância e a crescente participação feminina no meio”, finalizou.

 


16 de junho de 2018

“Agro é paz e é brasileiro”, afirma Roberto Rodrigues em Passo Fundo


O ex-ministro da Agricultura realizou a palestra magna no III Fórum Estadual do Agronegócio na noite de sexta (15)

 

Mesmo com a temperatura baixa, característica do sul do país nesta época do ano, o auditório do Gran Palazzo registrou um alto número de pessoas para assistir a palestra magna da noite de sexta-feira (15), do III Fórum Estadual do Agronegócio.  Quem palestrou foi o ex-ministro da Agricultura e Abastecimento, Roberto Rodrigues. Considerado pelo setor do agronegócio uma das maiores lideranças, Rodrigues chefiou a pasta de 2003 até 2006 e incluiu em seu currículo importantes avanços para a agricultura, como por exemplo, a lei de biossegurança e biotecnologia, no ano de 2005.

Em solo gaúcho, Rodrigues afirmou que o agronegócio é e continua sendo o setor fundamental para segurar a economia nacional em tempos de crise. “O agronegócio brasileiro representa um quarto do PIB nacional, gera um terço dos empregos do país, é responsável pelo saldo comercial do país, se não fosse o agro, estaríamos no déficit há muitos anos, isso permite salvar as nossas reservas em moedas estrangeiras”.  E complementou: “Com uma característica curiosa: nestes últimos três anos de desemprego muito grande no país, o único setor que desempregou pouco foi o agro, e além disso, dada a circunstância de que os modelos de gestão evoluíram muito, a mecanização, hoje a massa salarial que o campo paga, é maior que a do passado, ainda que tenha diminuído o número de empregados”.

 

Greve dos caminhoneiros e tabelamento

Uma das reinvindicações dos caminhoneiros após a paralisação de quase duas semanas, foi o tabelamento dos preços dos fretes pelo Governo Federal. Rodrigues salientou que o tabelamento de preços não é uma saída adequada para a resolução do problema. “Todas as vezes em que se fez tabelamento deu errado, não podia ser diferente agora. No entanto, há uma realidade que é preciso resolver no país: os custos ficam elevados para os produtores e os resultados financeiros não são suficientes para os transportadores, de modo que a solução passa forçosamente pela reforma tributária”.   Para ele, o caminho para o Brasil sair da crise passa pela aceitação das reformas, desde a tributária até a política. “A área ambiental tem que ser reformulada de uma forma mais consistente e com a modernidade brasileira, então o que é essencial é cuidar das reformas e a tributária tem o condão de mexer na questão do frete em definitivo”.

 

Política, agronegócio e segurança alimentar

Com relação ao cenário eleitoral de 2018, o ex-ministro ressaltou que esta eleição presidencial pode ser considerada a mais importante dos últimos 20 ou 30 anos, visto os problemas econômicos e financeiros que o país passa. “Nós vamos para uma eleição que tem duas possibilidades: ou vamos eleger um governo reformista ou podermos eleger um governo populista. Um governo reformista é o que precisamos para tocar em frente todas as questões que foram colocadas, reforma tributária, previdenciária, política, em busca da modernização e da segurança jurídica para o país. Um governo populista pode ‘descambar’ para um universo cujas consequências podem ser graves num nível de Venezuela, por exemplo, então é preciso muita preocupação, muito juízo na hora de votar”. Em específico para o agronegócio, ele comentou que está trabalhando em um projeto que pretende tornar o Brasil campeão mundial da segurança alimentar. “Estamos montando um plano de Estado, não é de governo, se fosse um plano de governo para o agro, teria que ter o plano do comércio, da indústria, da aviação… Teríamos 50 planos e o governo que se elegeria não tem condições de atender todos e não atenderia a nenhum. Foi montado um projeto que não tem o objetivo de proteger ou criar vantagens para o agro, tem um objetivo mais amplo, que é de transformar o Brasil no campeão da segurança alimentar. Por que? Porque você pode ficar sem qualquer coisa, menos sem alimento”. Rodrigues destacou que este é um plano que agrega os meios rurais e urbanos em busca de união. “Eu sou produtor rural e passei boa parte da minha vida criticando a sociedade urbana por não respeitar o agro, por não olhar com carinho, não valorizar o agro e critiquei muito por uns 40 anos.  Se eu criticar ‘você’, ao invés de ‘você’ gostar de mim, cada vez mais ‘você’ terá raiva de mim, então quanto mais a gente critica o setor urbano, menos eles se aproximam ‘da gente’. E hoje eu vejo com clareza, eu sou um bom produtor rural e agrônomo, mas não faço nada sem adubo, sem fertilizantes, sem defensivos, sem máquinas agrícolas, tudo é fabricado em empresas urbanas”. De acordo com Rodrigues, o projeto passou pela avaliação de centenas de entidades de classe e o lançamento está marcado para o dia 30 de junho. A expectativa é de que os integrantes do projeto possam conversar com os coordenadores de campanha dos candidatos à presidência da república, para explicar o plano e conseguir o compromisso dos mesmos. “O que o agro pode esperar ou deve esperar: que qualquer que seja o candidato eleito, ele tenha a clareza da importância do setor e assuma um plano que não tem nenhum pedido, demanda, ao contrário, o agro brasileiro está fazendo uma oferta ao mundo e ao governo brasileiro para que seja o campeão mundial da paz”.

 

O que é o agronegócio?

“Agro é paz! E principalmente é nosso, agro é brasileiro!”, finalizou.

 


16 de junho de 2018

Agro e as eleições: com o que o produtor rural deve se preocupar


Outubro é mês decisivo dentro e fora da porteira, afirma consultor de mercado que palestrou no III Fórum Estadual do Agronegócio

 

O trabalho na propriedade rural pode ser dividido em duas áreas: dentro e fora da porteira. A parte de dentro, o produtor consegue controlar com mais facilidade, exceto o clima. Manejo, cuidados com o solo, sementes, plantio e colheita estão cada mais vez digitais e na mão do agricultor. A parte de fora, onde envolve mercado, preços, economia e estabilidade nacional, fogem das mãos dos produtores.

A parte política, que influencia nos preços e tomadas de decisões de mercados internos e externos, é quesito de destaque no Brasil. Outubro é o mês das eleições e ainda há incertezas sobre o cenário eleitoral. Um candidato pró mercado ou pró Estado vence as eleições? De que o agronegócio será afetado com essas possibilidades? Para o engenheiro agrônomo e consultor de mercado, Flávio Roberto França Júnior, que palestrou na terceira edição do Fórum Estadual do Agronegócio, ontem (15), se a eleição tiver como vencedor um candidato reformista, ou seja, que faça as reformas que o país, na sua visão, precisa, o dólar vai abaixar. “Seguramente, eu afirmo que o dólar pode ficar abaixo dos R$3,50. Melhoria o aspecto do país para se voltar a investir, abrir os mercados, privatizações, diminuir o tamanho do Estado, essa ineficiência que a gente tem hoje, então eu acredito que a eleição for nesse sentido, melhora muito o ambiente para tudo, negócios e investimentos, no setor do agro todo mundo sai ganhando”, destacou.

Por outro lado, França Jr ressalta que caso o caminho escolhido seja outro, o de populismo e Estado inchado, os problemas irão aparecer. “Se isso acontecer e pode acontecer, será grave. O câmbio vai estourar, será usado métodos que não funcionam, não serão feitas as reformas, o que a equipe econômica [do governo Michel Temer, desde 2016] fez de certo nesses dois anos vai por água abaixo, e nós voltamos para o cenário de 2015”, afirmou. Para ele, um candidato com esta postura não traria benefícios ao ambiente político brasileiro.


15 de junho de 2018

Clima: o que esperar para as safras de inverno e verão?


Clima

Clima: previsão climática destacada no III Fórum Estadual do Agronegócio pode animar os produtores rurais do Sul

Antes do plantio das culturas de lavoura, diversos produtores se preocupam em olhar a previsão do tempo. O clima, que é uma incógnita, é um dos fatores decisivos para uma boa safra. O engenheiro agrônomo e meteorologista Marco Antônio dos Santos, da Rural Clima/SP, que palestrou no III Fórum Estadual do Agronegócio, acredita que os gaúchos terão condições favoráveis para os plantios. “Os produtores terão duas condições que as lavouras de inverno, como trigo e cevada, gostam: umidade e temperatura baixa”, diz.

 

 

Para a safra de verão, Santos destaca que a tendência é de que em setembro e outubro ocorram chuvas um pouco acima da média esperada para a época, o que pode atrapalhar o início do plantio das culturas. No entanto, ressalta que este atraso não deve trazer prejuízos aos produtores.  “Há uma tendência para que depois de outubro as chuvas se normalizem, voltem a ser mais regulares e espaçadas até o final do verão, ou seja, o Rio Grande do Sul vai ter um clima excepcional tanto no inverno quanto na safra 2018-2019”, finaliza.

 

Sobre os Fóruns

 

O fórum é realizado desde o ano de 2016 e conta com a presença de produtores rurais da região, estudantes de áreas relacionadas, técnicos agrícolas e empresas do setor. Neste ano, a questão climática foi incluída na programação após uma sugestão de conteúdo vinda dos outros anos, visto que o clima é um fator chave para os agricultores.

A programação de sexta-feira acontece até a noite, onde será realizada a palestra magna com o ex-ministro da Agricultura e Abastecimento, Roberto Rodrigues.  No sábado, as palestras iniciam pela manhã e seguem pelo turno da tarde.

 


6 de dezembro de 2017

Agricultores fecham terminal da Petrobras em Passo Fundo


Petrobras em Passo Fundo

O protesto é contra o aumento do preço dos combustíveis

 

Agricultores, sindicatos rurais e movimentos políticos estão realizando um protesto em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. Organizados, foram até o portão do terminal da Petrobras na cidade e bloquearam o portão. Desta forma, os caminhões não saem para o abastecimento dos postos de gasolina.

O protesto é contra o aumento de combustível e até mesmo pelo preço do gás de cozinha.

 

 

É preciso protestar também contra o monopólio da estatal, única alternativa no comércio de combustíveis no país.


8 de novembro de 2017

Morte de agricultor gera protestos em Passo Fundo, RS.


Morte de Agricultor

Tratores na rua para exigir mais segurança no campo e respeito das autoridades

 

No dia 25 de outubro, bandidos invadiram uma propriedade na localidade de São Roque, interior de Passo Fundo. Na empreitada, balearam o agricultor Antônio Roberto Lubian, de 58 anos. A vítima ligou para o 190 durante a invasão e os atendentes chegaram a ouvir os tiros pelo telefone enquanto prestavam o serviço na central.

Quando chegaram no local, os policiais encontraram o agricultor baleado na varanda da casa. Levado ao hospital, não resistiu aos ferimentos e faleceu. Um dos bandidos foi capturado no mesmo dia: tratava-se de um foragido do regime semi-aberto.

No dia 30, vazou na internet o decreto de prisão preventiva do bandido. Além das formalidades, o documento do Juiz de Direito Dalmir Franklin de Oliveira Junior continha um parágrafo que causou revolta na população:

Diante da informação prestada pelo preso em seu depoimento de que sofreu agressões, comprovadas pelo atestado médico-legal (fl. 23), e da não apresentação do flagrado para audiência de custódia, o que pode ser verificado no termo de audiência retro, oficiem-se à Polícia Civil (DPPA) e à Brigada Militar, solicitando-lhes que investiguem eventual ocorrência de abusos. Do mesmo modo, oficie-se à Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do Estado do Rio Grande do Sul, para ciência e providências.

A preocupação com o bem-estar do bandido e a suposta ameaça ao trabalho da polícia foram o estopim para que os sindicatos rurais da cidade organizassem um protesto em frente ao fórum, marcado para a última terça, 7 de novembro.

 

 

Um dia antes do protesto, o diretor do Fórum de Passo Fundo, Juiz de Direito Alan Peixoto de Oliveira, emitiu uma nota de esclarecimento sobre o caso:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Neste momento, entende-se imprescindível esclarecer a sociedade de Passo Fundo, em especial, os moradores da Localidade de São Roque, sobre a atuação do Poder Judiciário no caso que envolveu o lamentável crime de latrocínio que atingiu aquela comunidade.

Logo após a prisão em flagrante, enviado o auto ao Juiz de Plantão, foi decretada a prisão preventiva do indiciado. Conforme determina a lei e exige o Conselho Nacional de Justiça – artigo 7.5 da Convenção Interamericana de Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica), após a prisão, foi realizada audiência de apresentação/custódia do detido, sem que o mesmo fosse conduzido pela SUSEPE (Superintendência de Serviços Penitenciários) até a presença do Juiz.

Durante o ato, a advogado de defesa insistiu na apresentação do preso, alegando que ele estaria ficado bastante lesionado por causa da prisão, o que não se pode verificar no ato processual, já que o preso não estava presente. Todavia, o próprio advogado advertiu que, no auto de prisão em flagrante, constava o exame de lesões.

Assim, sem condições de averiguar a veracidade das informações prestadas pelo advogado, e diante de possível ocorrência de abuso de autoridade e lesões corporais, consubstanciada pelo auto de exame, o Juiz Plantonista determinou a expedição de ofícios à Brigada Militar, Polícia Civil e Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado, todos órgãos encarregados de investigar e averiguar as circunstâncias em que ocorreu a prisão e as lesões supostamente sofridas pelo detido.

Importante registrar que os fatos poderiam ter sido esclarecidos em audiência, mas lamentavelmente não o foram pela falta de condução. Não pode uma autoridade pública, em especial o Juiz de Direito, diante da possível ocorrência de ilícito que atinge qualquer cidadão, omitir-se da adoção das providências necessárias para a apuração.

O Magistrado é responsável pela garantia do direito de todos e deve primar pelo respeito à lei.


1 de junho de 2017

Emissora de rádio posta fotos de carcaça de ovino e sofre ataque de ativistas


fotos de carcaça

A simples divulgação de uma aula do curso de veterinária da Universidade de Passo Fundo virou alvo de ataques no Facebook

 

Parece que virou moda. Já publicamos aqui o caso ocorrido com o Rodrigo Hilbert, atacado na internet e na TV por mostrar em seu programa de culinária o abate de uma ovelha. Eventos parecidos ocorreram com o chef Henrique Fogaça e com a cantora Thalia. Para certos grupos, a ordem é atacar e calar quem mostre qualquer abate, em todos os níveis de exposição em vídeos ou fotos.

Na quarta, 31 de maio, a Rádio Planalto, uma emissora de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, divulgou uma aula especial do curso de veterinária da UPF – Universidade de Passo Fundo, postando no site e no facebook, fotos do evento onde o professor mostrou uma carcaça, técnicas de abate e, com todos os cortes realizados, realizaram um churrasco nas instalações do curso. As imagens não são diferentes de muitas usadas até mesmo em folhetos promocionais de supermercados, como podemos observar:

 

Logo após a publicação, o facebook da emissora começou a receber diversos ataques de grupos de defesa dos animais, com os mais diversos argumentos, com acusações de “falta de ética” e de que (pasmem) “médicos não comem pacientes”.

Parece que muitos defensores dos animais pensam que veterinários trabalham apenas em pet shops. A profissão vai muito além e é do próprio curso de veterinária da UPF que retiramos a lembrança de que o médico-veterinário egresso da UPF “tem formação generalista, com forte atuação nas áreas de produção animal, sanidade animal, saúde pública, higiene, inspeção e tecnologia de produtos de origem animal, clínica e cirurgia de pequenos animais e extensão rural nas pequenas, médias e grandes propriedades”.

Vivemos em um mundo livre e democrático. Se pessoas não comem carne, tudo bem. Mas certos ativistas consideram qualquer um que o faça um assassino e um elemento nocivo para a sociedade. Os agricultores e toda a cadeia produtiva não podem baixar a cabeça para esta linha de pensamento. A agropecuária sustenta este país e é o modo de vida de milhões de pessoas. Desejamos também que os meios de comunicação não sucumbam perante estes movimentos, com alguns integrantes peritos em ódio e difamação.

Reforçamos aqui todo o apoio ao curso de veterinária da UPF, para a emissora e toda a comunidade do agro brasileiro.


19 de junho de 2016

O último sábado da Feira do Produtor na Estação da Gare, em Passo Fundo, RS


Feira do Produtor

A feira do produtor vai mudar para o outro lado da rua. Os produtores já misturam saudade e esperança com as novas e modernas instalações

 

O cheiro do pastel mais famoso da cidade saiu da chaminé do prédio centenário da Estação da Gare pela última vez neste sábado, 18 de junho. Os feirantes que ocuparam aquele espaço nos últimos 30 anos agora vão enfrentar um desafio, recomeçando as atividades em um prédio novo, com mais recursos e exposição à comunidade.

Com a reforma do Parque da Gare, os produtores ganharam um prédio específico para a atividade, com espaços para estoque, lanchonete e divisões mais definidas para cada empreendedor. Cada um deles precisou investir também em novas mesas e acessórios, com recursos próprios, para a devida adequação ao modelo de trabalho proposto pela Prefeitura.

 

Nota-se que a esperança e o otimismo superam as dúvidas nesta mudança, mesmo que alguns dos 68 feirantes ainda não saibam exatamente a posição dentro do novo prédio ou as dinâmicas do dia a dia. Na quarta, 22, começam as atividades e tudo deve correr bem. O investimento é muito positivo para todos os envolvidos na produção e comercialização de produtos agrícolas e esta nova estrutura servirá de base para muitas novidades nas relações com os consumidores.

 

A Feira do Produtor no Parque da Gare fica no centro de Passo Fundo, na Avenida 7 de Setembro. O prédio de madeira (patrimônio histórico) desocupado deve passar por reformas para abrigar um centro cultural ou museu.



Publicidade