Tag: Ovinos

9 de novembro de 2020

Baixo preço faz produtor queimar a lã no Reino Unido


lã

Os produtores de lã no Reino Unido estão sofrendo com o preço baixo do produto frente ao custo de produção. Para cada velo produzido, o custo é de 30 centavos, contra 24 recebido quando se encontra um comprador.

Um produtor do País de Gales que não quis se identificar, revoltado com a situação, resolveu queimar toda a lã do estoque em protesto. Foram para a fogueira mais de 800 velos e as fotos do “funeral” foram parar nas redes sociais, através de amigos que presenciaram a cena.

Só para tosquiar as ovelhas no Reino Unido, o custo por cabeça é de 2 libras.

 

O preço da lã previsto antes da pandemia (e do fechamento do mercado para exportação) era de 32 centavos o kg (um velo tem entre 2,5 e 5kg), sendo que o mercado já estava saturado com toneladas de produto não vendido. O Reino Unido produz anualmente 22 mil toneladas de lã, com um rebanho de 32 milhões de cabeças.

Visto no Daily Mail.

Veja também sobre lã, ovinos e tosquia:

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai.


5 de setembro de 2020

Sportsmans Double Diamond, o carneiro mais caro do mundo


Sportsmans Double Diamond

 

O carneiro britânico Sportsmans Double Diamond custa uma pequena fortuna e foi adquirido recentemente por três criadores na Escócia

O carneiro da raça texel com o pomposo nome Sportsmans Double Diamond foi vendido em um leilão da Texel Sheep Society por incríveis 367,5 mil libras. Em reais, o carneirinho sairia por R$ 2,5 milhões, sem impostos, frete e seguro. O animal pertencia ao criador Charlie Boden.

As fotos do carneiro mais caro do mundo e também dos criadores são da fotógrafa Catherine MacGregor. Confia a página no Facebook.

Três criadores racharam a conta e levaram pra casa o reprodutor, que terá muito trabalho pela frente para pagar o seu custo, mas vivendo uma vida bem confortável.

O carneiro é de genética originária da Holanda e descende do também caríssimo Garngour Craftsman (vendido por 65 mil libras em 2019), criado na Inglaterra e suas características são de um animal “top 1%” da raça.

Veja também

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai.


16 de maio de 2020

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai


Tosquia Milionária

A época de tosquia começou na Espanha sem os profissionais do corte, impossibilitados de voar até o país. A solução foi fretar um avião.

Dez empresas espanholas do ramo têxtil entraram em pânico durante a pandemia: o calor da primavera chegando e com ele o perigo das doenças características do atraso na tosquia.

Em tempos normais, os melhores tosquiadores do mundo viajam até a Espanha para realizar o trabalho, que pode render para cada um até 250 euros por dia. Com as empresas aéreas paradas, a solução encontrada pelos espanhóis foi ousada e muito cara: fretar um Boeing 787 por módicos 533 mil euros (R$ 3,4 milhões) e trazer 251 tosquiadores do Uruguai, conhecidos por estarem entre os melhores do mundo na atividade.

Os números são impressionantes. Segundo o site El Español, os dez empresários possuem parceria com 9106 fazendas de ovinos na Espanha que juntas tocam um rebanho de 15,5 milhões de ovelhas.

Tosquia milionária: profissionais no aeroporto, rumo ao campo. Foto: El Español / Divulgação.

A concorrência no mercado de tosquiadores parece tranquila para os uruguaios. Ainda segundo o site, os profissionais da própria Espanha nesta época vão para a França, onde ganham mais. Os marroquinhos só trabalham com tesouras e os poloneses e eslovacos escolheram a Itália.

Veja também: Criador pega 6 meses de cadeia, suspensão e multa por não tratar bem das ovelhas.

O esforço logístico para organizar esta tosquia milionária envolveu os governos dos dois países, agências de viagem e até o rei da Espanha, procurado pelos empresários e fazendeiros para dar aquela força durante a crise, especialmente na abertura das embaixadas para o processamento do visto de entrada.

A ação de salvamento das ovelhas ainda ajudou alguns espanhóis que estavam no Uruguai, sem voos de retorno para casa. Pagando o preço de passagens normais, conseguiram embarcar junto aos tosquiadores.


3 de abril de 2020

Voluntários vão ajudar agricultores doentes na Islândia


Voluntários

Associação de agricultores atraiu uma centena de voluntários para trabalhar nas propriedades atingidas pelo coronavírus no pequeno país

A Islândia é um pequeno país insular no Atlântico Norte, com uma população de 350 mil habitantes em uma área de 103 mil quilômetros quadrados. É um pouco maior que o estado de Pernambuco.

E é deste pequeno e frio país que vem um bom exemplo. Com a chegada do coronavírus na ilha, alguns agricultores foram infectados e desenvolveram a doença. Impossibilitados de trabalhar, vão ganhar a ajuda de mais de uma centena de voluntários cadastrados na Associação local.

Produtores de ovinos na Islândia. Foto da Associação de ovinocultores – Iceland Lamb.

Alguns voluntários possuem conhecimento na área, enquanto outros trabalhavam no setor de turismo (muito ligado ao meio rural no país) e se ofereceram para ajudar.

A ovinocultura é forte por lá, em uma ilha com mais ovelha do que gente. São 450 mil cabeças no rebanho nacional (contra 350 mil habitantes). A segurança alimentar também será garantida com esta ação voluntária, assunto sério em uma região isolada e com poucas propriedades, em um momento particular do mundo com tantos problemas de logística.

O coronavírus na Islândia

Até o momento, a Islândia registrou 1364 casos de infecção por coronavírus, com 336 pacientes recuperados e 4 mortes. O índice de infecção é de 1 para cada 357 habitantes, um dos mais altos no mundo e o fenômeno apontado pelos especialistas é causado pelo altíssimo número de testes realizados.

A forma como o país lidou com a pandemia está servindo de exemplo para o mundo, colaborando com mais dados sobre o comportamento da infecção. Entre as informações disponíveis, está a constatação do importante papel dos infectados assintomáticos no contágio da população.

O país não implementou lockdown, apenas quarentena voluntária, fechamento de escolas e proibição do acúmulo de mais de 20 pessoas em eventos públicos.

Voluntários vão ajudar agricultores doentes na Islândia. Veja também:

Iceland lab’s testing suggests 50% of coronavirus cases have no symptoms

Presidente da Bielorrússia quer “tratorterapia” para o coronavírus


3 de janeiro de 2020

Banco financia cão para agricultores no Rio Grande do Sul


Banco financia cão

Modalidades de crédito financiam cães Border Collie, bovinos e ovinos e drones profissionais

O Banrisul decidiu inovar e oferecer modalidades diferenciadas de financiamento para agricultores. Segundo o site, o Agroinvest é uma linha de crédito com recursos próprios do banco, destinada aos produtores rurais pessoa física.

novo drone

Entre as modalidades disponíveis estão a “Cães de Pastoreio“, para financiamentos de cães de serviço da raça Border Collie e trabalhos relacionados à pecuária, ovinocultura e bovinocultura. A “Matrizes e Reprodutores” que é para bovinos e ovinos, “Máquinas e Equipamentos” para máquinas e equipamentos que o finame não financia e a “Novas Tecnologias“, onde o Banrisul financia Drones, sensores, software, GPS, equipamentos para agricultura de precisão e computadores.

A contratação é feita diretamente nas agências.

Acesse o site do Banrisul.


12 de maio de 2019

Águias são flagradas caçando cordeiros na Escócia


águias

Aves estão apavorando os agricultores da Ilha de Mull, na costa oeste da Escócia

Rebanhos de ovinos são atacados por diversos animais. Aqui no Brasil, perdas com felinos e cães são registradas ocasionalmente, mas nada supera o problema dos criadores da Ilha de Mull, na Escócia. Os cordeiros estão sendo levados por águias. Parece coisa de desenho animado, mas é a realidade e um ataque foi capturado em fotografias.

A águia do oceano, espécie que está atacando os animais da ilha, tem até 2,5 metros de envergadura nas asas e pode pesar até 3 kg. Estas águias fazem enormes ninhos do tamanho de uma cama de casal, destino final dos azarados cordeiros que vão virar comida para os filhotes da ave.

O problema aflige os fazendeiros desta região e cria um embate com ambientalistas, já que grupos de conservação estão reintroduzindo casais de águias em áreas próximas a propriedades rurais e núcleos urbanos. Além da curiosa caça por via aérea, vários animais já foram encontrados mortos ou machucados por conta de ataques.

Águias do oceano: bico e garras capazes de fazer um belo estrago nos cordeiros.

Com informações dos sites The Sun e Sky News.


20 de janeiro de 2018

Dispositivo eletrônico que detecta doenças em ovinos está em desenvolvimento na Inglaterra


doenças em ovinos

Doenças em ovinos: monitoramento constante do animal pode dar alarmes sobre manqueira e outras irregularidades no comportamento.

 

Muitas pessoas usam celulares para acompanhar os exercícios do dia a dia, quantos quilômetros foram percorridos em corridas e caminhadas e calcular as calorias supostamente queimadas.

Exclusividade de equipamentos caros e de difícil acesso no passado, a medida de atividade passou a ser algo comum quando os celulares começaram a receber pequenos chips que medem sinais de movimentação, com um custo muito baixo. Estes mesmos chips existem em versões para desenvolvedores independentes criarem diversas soluções, inclusive no Brasil.

 

 

Em uma escala “acadêmica”, um grupo de pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, está desenvolvendo uma solução que inclui sensores nos brincos dos ovinos que detectam e emitem alarmes em caso de manqueira e outras irregularidades no comportamento dos animais. Com o aviso prévio, fica mais fácil e eficaz manter o rebanho livre de ameaças, como a do footrot.

O grupo de pesquisa é liderado pela professora Jasmeet Kaler e tem parceria com a Intel e com uma empresa líder no mercado de software agrícola para gerenciamento de rebanhos, a Farm Wizard.

Não há previsão para o início das vendas ou prestação de serviços com estes sensores, mas é bom ficar de olho na Farm Wizard.

Doenças em ovinos e eletrônica: saiba mais:

Site da professora Jasmeet Kaler.
Projeto em destaque no site Eureka Alert!.

 

Tudo sobre ovinocultura no Blog do Farmfor.


18 de julho de 2017

Criador pega 6 meses de cadeia, suspensão e multa por não tratar bem das ovelhas


Criador pega

Na Inglaterra, o governo está sempre de olho. Se lá existem benesses de todos os tipos, também existe a cobrança pela adoção de boas práticas com a criação.

Philip Wilson, um agricultor de 45 anos da região de Middle Rasen foi descoberto pela fiscalização com uma criação de ovelhas cheia de problemas, animais com bicheiras e vermes já comendo a carne. O resultado veio rápido: condenação a 6 meses de prisão, uma multa equivalente a quase 20 mil reais, suspensão das atividades gerais por 24 meses e a proibição pela vida toda de criar ovelhas no país.

A denúncia partiu dos vizinhos.

32 animais apresentavem problemas dos mais diversos tipos.Outros 100 devem ser encaminhados para outros produtores da região, por ordem judicial.

Com informações do Lincolnshire Reporter.


20 de junho de 2017

Ator Rodrigo Hilbert vai depor na polícia por abater cordeiro na TV


Rodrigo Hilbert

Tudo por conta de uma ONG que prestou queixa contra o apresentador

 

Para quem não lembra do caso, Rodrigo Hilbert é ator e apresentador de um programa de culinária no canal por assinatura GNT. Falamos aqui do caso em março deste ano, quanto o Rodrigo sofreu ataque de ativistas na internet por mostrar o abate de um cordeiro em seu programa.

Pois a coisa não pariu por aí. Uma ONG prestou queixa em uma delegacia de São Joaquim, em Santa Catarina, supostamente por violência contra os animais.

Como mora no Rio de Janeiro, o ator prestará o seu depoimento na 14ª DP, no Leblon. A informação foi dada por Ancelmo Gois, no O Globo. É o fim do mundo e vamos acompanhar o caso.


14 de março de 2016

Rodrigo Hilbert carneou um borrego em seu programa de TV. Rodrigo, parabéns e continue assim!


Apresentador tem programa de culinária no canal por assinatura GNT e mostrou como se faz um cordeiro, do abate ao espeto.

 

Cordeiro. Uma das carnes mais apreciadas do mundo e consumida em diversas culturas. Como qualquer animal de abate, é morto para consumo humano em pequenas propriedades ou frigoríficos de todos os tipos e tamanhos. Então um apresentador de TV comete o “crime” de mostrar (com tarjas) como se abate um cordeiro e setores da internet vão à loucura. Começam os boicotes, pedidos para retirada do programa do ar e outras loucuras. Uma petição online tem mais de 2000 assinaturas neste momento.

Assim como o leite não “nasce na caixinha”, aquele carré de cordeiro não brota de algum canto mágico da churrasqueira. A verdade parece bater forte em alguns grupos que não conseguem digerir (sem trocadilho) que comer carne é normal, e bilhões de pessoas no mundo consomem um pernil pelo menos uma vez no ano.

Certos setores de nossa sociedade, adeptos do protesto radical, mesclam suas causas de maneira muito peculiar. Alguns condenam o abate de um cordeiro na televisão por ser “violento”, mas querem na realidade acabar com o consumo de carne e obviamente optam por boicotar o programa. Outros dizem defender o pequeno agricultor que reside naquela propriedade bucólica, romântica e linda mas desde que o mesmo só plante e crie o que for permitido pela ideologia. Adicione o grupo que defende o aborto de seres humanos no 9º mês da gestação mas reserva um amor incondicional para o cordeiro. Por último, mas não menos importante: o cordeiro é presença quase obrigatória na mesa de muitos dos novos imigrantes brasileiros. E agora?

São muitas contradições, falta de visão (mercadológica ou democrática) e a moda de aderir a qualquer campanha, desde que a mesma não exija esforço além do clique (é preciso mandar o link) e que fiquem de bem com amigos e colegas. Causar para aparecer.

Quem quiser saber mais sobre o programa, o nome é Tempero de Família e é transmitido pelo canal GNT.

A ovinocultura é uma ótima atividade, exigindo uma quantidade inferior de área para a produção de carne (900kg contra 250kg de um bovino no mesmo espaço). O Brasil tem um rebanho de 17 milhões de cabeças (IBGE, 2013) e, mesmo assim, ainda precisa importar cordeiro de países como o Uruguai. Ainda temos o leite e a lã, com uma infinidade de empregos e renda gerados em toda a cadeia produtiva.

Rodrigo Hilbert, continue assim e mostre para o público a realidade das nossas tradições.



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