Tag: Nova Zelândia

16 de julho de 2020

Novo recorde mundial no trigo: 17,4 t por hectare


trigo

Agricultor da Nova Zelândia bateu o próprio recorde de 2017, em uma região que tem colheitas médias de 12 t por hectare

O agricultor Eric Watson, lá da Nova Zelândia, bateu a marca de 17,398 toneladas de trigo por hectare. Em 2017, ele também entrou para o Livro dos Recordes colhendo 16,791 toneladas, como destacamos aqui no blog na época. Leia em “Produtor da Nova Zelândia quebra recorde mundial de produtividade em trigo“.

https://www.facebook.com/CountryWideNZ/videos/604480187158920/

A média das coheitas do trigo irrigado no país é de 12 toneladas por hectare. Desta vez, o produtor disse para o site Farming UK que investiu em aplicação de N líquido e um melhor monitoramento da lavoura.

A variedade plantada foi a Kerrin, da empresa KWS. Plantada em abril de 2019 e colhida em 17 de fevereiro de 2020.


5 de junho de 2020

Tratores que viraram dinheiro (de verdade)


tratores que viraram

Você já ouviu falar de gente que coloca dinheiro em tratores. Agora vai conhecer os tratores que foram colocados no dinheiro,em diversos países

O trator nosso de cada dia já virou arte em notas de dinheiro em diversos países. Neste post, uma lista de tratores que viraram arte “monetária” e andaram de mão em mão.

Nota de 5 na Nova Zelândia

A nota de 5 dólares da Nova Zelândia tinha em sua arte a imagem de Sir Edmund Hillary, um aventureiro (no bom sentido) neozolandes que participou de várias expedições pelo mundo. Entre elas, a Commonwealth Trans-Antarctic Expedition, viagem que levou em 1955 uma equipe até o Pólo Sul usando tratores Ferguson TO-20. A máquina está estampada na nota, perto do valor de face.

Veja também: A história dos tratores Massey Ferguson que foram para a Antártida.

O trator foi removido em 2016, em uma atualiação de segurança que precisou de mais espaço na nota.

Nota de 200 no Vietnã

A nota de 200 dongs (uma das moedas mais desvalorizadas do mundo) do Vietnã tem estampado um trator MTZ-82, máquina fabricada na Bielorrússia. O trator foi parar ali para reprentar a agricultura do país, em uma nota que não compra sequer uma banana por lá, além de já não circular muito por ser feita de algodão e estragar com facilidade.

Nota de 20 quiates da Birmânia (atual Myanmar)

A nota de 20 na então Birmânia exibia um trator puxando discos no ano de 1965. O país fica no sul da Ásia, vizinho da China e da Tailândia.

Nota de 10 na Etiópia

Na mesma pegada da Birmânia, a nota de 10 Birrs etíopes mostrava um trator, mas com melhor resolução.

Tratores que viraram dinheiro, com colheitadeira! A nota de 10000 do Zimbabwe

A nota de 10 mil dólares do Zimbabwe não se contentou em colocar apenas um trator em sua arte, mas também uma colheitadeira (parecida com uma Massey Ferguson MF 5650). E os dois não são desenhos e sim fotos.

Nota de 1 Yuan da China

Não exatamente o trator, mas a tratorista. Liang Jun, a primeira mulher a pilotar um trator na China foi imortalizada na nota de 1 yuan, juntamente com um ovelhas sendo pastoreadas. A nota circulou entre 1962 e 1996.

Outras notas

Outras notas merecem destaque: na República Centro-Africana algumas notas (em especial a de 5000) apresentavam tratores em suas artes. Na Índia, uma nota de 5 rúpias tinha Gandhi e um trator e na Bulgária uma nota de 10 leva tinha um pequeno trator. Na República Socialista da Albânia, a nota de 25 tinha um trator DT-54 da Caterpillar no verso,em 1964.

Esquecemos alguma nota? Entre em contato pela página no Facebook.


29 de junho de 2018

Leite de veado vira moda na Nova Zelândia


Leite de veado

Estatal neozelandesa está fazendo sucesso com a venda de leite de veado em pó.

 

Antes de mais nada, não é bem leite de veado e sim da fêmea do veado. O nome correto seria cerva ou corça. Fica o registro.

 

leite em pó de veado

 

Voltando: uma estatal do agronegócio neozelandês está processando leite de veado (em pó) e vendendo muito. A iniciativa já rendeu até prêmio para os inovadores da Pāmu, empresa responsável pela novidade. O leite recebeu o prêmio Grassroots Innovation prize nesta semana.

 

Com um rebanho de apenas 80 animais, a produção ainda é pequena, com a industrialização terceirizada. Os cerca de 5000 litros obtidos a cada temporada são enviados (depois de processados) para restaurantes selecionados. Detalhes sobre a atividade podem ser vistos (em inglês) no site do produto.

Além da venda em pó para alimentação, a empresa planeja fornecer o leite também para a indústria de cosméticos.


28 de maio de 2018

Nova Zelândia vai sacrificar 126 mil bovinos para erradicar Mycoplasma bovis


Iniciativa custará 560 milhões de dólares e vai durar 10 anos.

 

A Nova Zelândia vai tentar erradicar a Mycoplasma bovis através do abate em massa de animais. A doença foi detectada no país pela primeira vez em 2017, causando mastite, pneumonia, infecção nos ouvidos e outros sintomas em rebanhos. Desde então, 26 mil vacas já foram sacrificadas e a doença foi considerada ativa em 37 propriedades.

Como o Mycoplasma bovis ainda não foi erradicado, as ações deverão continuar pelos próximos 10 anos, com o sacrifício previsto de 126 mil cabeças de gado, ao custo de 560 milhões de dólares. A iniciativa quer proteger as 20000 propriedades do país que é destaque na produção mundial de leite, com um rebanho de 6,6 milhões de cabeças produzindo 3% do leite mundial.

Saiba mais

Mycoplasma bovis no site MilkPoint.

 

Notícia no The Quint.

Notícia no Daily Caller, falando em sacrifício de 150 mil animais (em inglês).


6 de maio de 2018

Cratera gigante surge durante a noite em propriedade na Nova Zelândia


Especialistas afirmam que é o maior fenômeno do tipo já registrado no país.

 

Imagine sair para tratar as vacas logo pela manhã e encontrar uma cratera gigante na propriedade? Foi o que aconteceu com administrador Colin Tremain, na cidade de Rotorua, na Nova Zelândia.

 

A cratera (que não existia no dia anterior) tem o tamanho de dois campos de futebol e uma profundidade de 20 metros. Choveu muito na região nos dias que precederam a abertura do solo e a aposta dos especialistas para o fenômeno é a degradação das rochas de calcário no subsolo.

 

 

Por enquanto, a solução será cercar a área e aguardar por novas movimentações, aterrando a cratera no futuro.

As informações são do Independent.ie.


20 de março de 2018

Um campeonato de aragem na Nova Zelândia


Agricultores mostram as habilidades em diversos tipos de arado, dos antigos até os mais modernos.

 

O New Zealand Ploughing Championships acontece em meados de abril na Nova Zelândia e agricultores de várias regiões do país e do exterior treinam o ano inteiro para participar das competições, em diversas categorias. Existe até mesmo uma prova vintage para o trabalho com arados de tração animal, quando o campeonato vira um museu à céu aberto.

 

 

 

Diversos itens são avaliados nas competições, somando pontos para definir os campeões em cada categoria. Profundidade do arado, qualidade do serviço, curvas e quantidade de vegetação enterrada no processo estão entre os quesitos. Várias revendas participam do evento, emprestando tratores e equipamentos para os “atletas” em destaque.

Saiba mais no site e na página do Facebook da associação de aragem na Nova Zelândia.

 


9 de julho de 2017

Cunicultura, a criação de coelhos


cunicultura




Pequeno apanhado sobre cunicultura e a criação de coelhos para venda.

O coelho

O coelho, pela classificação zoológica é um mamífero de ordem Lagomorfo, gênero Oryctolagus e espécie Oryctolagus Cuniculus. Todos os coelhos domesticados descendem do coelho europeu, uma das sete divisões da família dos coelhos.

Raças

As raças mais difundidas comercialmente são Nova Zelândia, Califórnia, Chinchila, Azul de Viena, Rex (Cartorrex), Angorá e Gigante de Flanders. Alguns cruzamentos especiais são desenvolvidos para adaptação climática conforme a região onde será desenvolvida a criação. A escolha para produção deve levar em conta o produto final desejado – carne, pele, lã ou filhotes.

Alimentação

Os coelhos são herbívoros; sua dieta ideal é composta por forrageiras e vegetais diversos (folhas de bananeira, goiabeira) sempre complementada por ração balanceada. O coelho é um pseudo ruminante, apresentando um ceco bem desenvolvido, onde ocorre a proliferação bacteriana, representando 30% do ganho de energia. O trato digestivo do coelho tem particularidades especiais, com um estômago pobre em musculatura. A digestão depende da freqüente ingesta de alimentos onde o que está sendo consumindo sempre “empurra” o que já está no estômago. Outra característica é a impossibilidade do animal vomitar. Jejuns muito longos são altamente prejudiciais; o animal precisa se alimentar aproximadamente 80 vezes por dia. Na eventual ingestão exagerada após um jejum o estômago pode romper.

A ingestão das fezes (coprofagia) é considerada normal, fazendo com que o alimento passe duas vezes pelo intestino delgado, aumentando a absorção de nutrientes.

A água é importante na dieta. O coelho é altamente sensível à falta d’água, que causa diarréia e morte.

Reprodução

A maior característica do coelho é, sem dúvida, a sua alta prolificidade. Uma fêmea gera de 8 a 12 filhotes (láparos) por gestação, com 5 crias por ano. O animal atinge sua maturidade para acasalamento aos seis meses de idade.

Métodos de Acasalamento

A coelha apresenta particularidades para a reprodução, necessitando da monta para a ovulação, sendo uma ovuladora induzida, isto é, requer cópula para ovular. A cópula substitui o estrogênio como o estímulo que induz o disparo ovulatório de gonadotrofinas. (RIVOIRE, 2006).

Acasalamento Natural

A forma mais simples, onde levamos a fêmea à gaiola do macho para a monta, monitorando o seu comportamento típico. Após a monta a fêmea é retirada imediatamente, podendo ser repetida após 5 dias.

Acasalamento Confinado

Colocam-se várias fêmeas na gaiola do macho por um dia, identificando-se a prenhez após 15 dias através da apalpação. Este método não é usado em criações comerciais pela total falta de controle dos índices zootécnicos.

Inseminação Artificial

Sendo a coelha uma ovuladora induzida, na inseminação artificial devemos utilizar rufiões para saltarem sobre as fêmeas, estimulando-as, para então realizarmos o procedimento de 10 a 12 horas depois (tempo da ovulação após cópula). Sem este recurso devemos fazer uso da aplicação de hormônio (75 U.I. de gonadotropina coriônica humana) para estimular a ovulação.

A coleta de sêmem pode ser feita através de vaginas artificiais ou eletroejaculação. Diminuir ou eliminar o contato entre os animais na reprodução favorece o controle de doenças.

Gestação

O parto da coelha acontece cerca de 30 dias após o acasalamento. Na véspera ou no dia do parto, a coelha arranca os pêlos do peito e da barriga para agasalhar os filhotes e descobrir as mamas. Quando notarmos que o ninho está coberto por uma camada de pêlos e a coelha está calma é sinal de que o parto já terminou. Ocorre normalmente à noite.

A ninhada pode ser de até 12 filhotes, mas a fêmea, mesmo com 10 mamas, possui duas mamas peitorais com fornecimento de leite limitado. No manejo dos láparos devemos então limitar a 8 por coelha, dividindo o excedente entre outras ninhadas ou sacrificando.

Características dos Láparos

Apresentam pêlos aos 4 dias, abrem os olhos aos 12 e saem do ninho entre 15 e 20 dias de idade, quando comem a mesma comida da mãe. A desmama ocorre aos 45 dias, sendo então separados por sexo em gaiolas de 6 indivíduos. Machos só podem permanecer juntos até os 4 meses de idade; após este período a castração é obrigatória para evitar brigas e mortalidades.


4 de abril de 2017

Produtor da Nova Zelândia quebra recorde mundial de produtividade em trigo


Produtor da Nova Zelândia

Eric Watson colheu 16.79 toneladas por hectare

Colhendo 16.8 toneladas por hectare, o produtor Eric Watson, da Nova Zelândia, bateu um novo recorde mundial, já devidamente registrado pelo Guiness.

No total, foram cultivados 12 hectares, colhidos e pesados com a máxima precisão. Tudo acompanhado por uma equipe de fiscais, para o registro do recorde. A marca anterior era de um produtor da Inglaterra, com 16,52 toneladas por hectare.

O trigo foi irrigado duas vezes e recebeu 285 kg de nitrogênio.

O trigo de inverno é inglês, variedade Oakley, plantada em meados de abril de 2016 e colhida em fevereiro.



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