Tag: Maconha

11 de setembro de 2020

Lixo do plantio de maconha está perturbando agricultores britânicos


lixo do plantio

Produtores clandestinos estão despejando nas fazendas e estradas rurais o lixo das estufas de maconha, ilegal no Reino Unido

O despejo de lixo nas zonas rurais do Reino Unido é um problema frequente, especialmente perto das grandes cidades. Agora, uma nova onda de crimes rurais está atrapalhando a vida dos agricultores da região: o lixo do plantio ilegal de maconha, informa a Polícia de North Yorkshire.

São restos de plantas, lâmpadas, fios, filtros de ar e sistemas de fertilização hidropônica jogados nas propriedades, contaminando o solo e bagunçando a paisagem.

Lixo do plantio – vasos descartados em área rural.

As patrulhas das autoridades não são suficientes para coibir a prática, mesmo com todas as denúncias. Para ajudar no serviço, a polícia conta com câmeras de segurança e leitores automáticos de placas de veículos.

Lixo do plantio custa caro para os agricultores

Os agricultores ficam no prejuízo: limpam por conta própria ou pagam uma empresa para realizar o serviço, que pode custar até 2000 libras.

A produção e o consumo da droga são proibidos no Reino Unido, mas a produção clandestina é alta e eles são exportadores: entre 2009 e 2010 mais de 7000 pontos de produção na área urbana foram fechados pela Polícia. É um esquema que envolve até mesmo tráfico humano. E, ao que tudo indica, está migrando com força para a zona rural.


21 de julho de 2020

Professor defende uso medicinal da Cannabis na medicina veterinária


Uso medicinal da Cannabis

Ativista da legalização da maconha e professor na Universidade Federal de Santa Catarina quer ver os veterinários brasileiros usando a planta na rotina clínica

O professor de Endocanabinologia e Cannabis Medicinal Erik Amazonas quer liberar o uso de cannabis na medicina veterinária. Para tanto, entre outras frentes de batalha, lançou uma Ideia Legislativa para ser votada no sistema e-cidadania do Senado Federal.

Diz a ideia:

Uso medicinal da Cannabis na medicina veterinária

Os médicos veterinários brasileiros precisam da liberação do uso medicinal da Cannabis na sua rotina clínica. Os animais ganham os mesmos benefícios medicinais vistos nos pacientes humanos. É urgente a necessidade de regulamentação para o uso veterinário.

Permissão do uso veterinário da Cannabis. A incorporação da Cannabis na rotina clínica veterinária traz um aumento na efetividade terapêutica, redução de danos colaterais, redução de custo, e melhoria geral da qualidade de vida do paciente e sua relação familiar. Centenas de patologias são tratadas ou controladas pela Cannabis em animais domésticos. É preciso dar liberdade aos veterinários.

O professor, em sua foto de perfil no Facebook.

A Ideia Legislativa precisa de 20000 votos para ser discutida pelos senadores. Até o momento, possui 521 apoiadores.

Há muito trabalho na área focado no mercado PET. No geral, os defensores alegam que a cannabis tem lugar nos tratamentos para aliviar a dor dos animais, reduzir inflamações, prevenir convulsões e outros usos.

Saiba mais

Professor da UFSC apresenta ao CRMV-SC manifesto pela Medicina Veterinária Canabinoide.

FDA Regulation of Cannabis and Cannabis-Derived Products, Including Cannabidiol (CBD).

Cannabis in Veterinary Medicine: Cannabinoid Therapies for Animals.


7 de janeiro de 2020

Aquecimento global? 183 pessoas presas na Austrália por iniciar queimadas


Aquecimento Global

Em diversas partes do país, pessoas foram presas por colocar fogo por conta própria em matagais, iniciando incêndios incontroláveis

Desde o início da temporada de incêndios na Austrália, 183 pessoas foram presas por colocar fogo de forma criminosa em matagais.

Os dados foram compilados em reportagem do The Australian e replicados por diversos sites de notícia do mundo inteiro.

Como já era de se esperar, a turma do “Aquecimento Global” vem tentando ganhar espaço no debate desde o início da crise que assola o país, tendo como certo que as mudanças climáticas são as causas dos incêndios. Agora, com as incontáveis prisões e indiciamentos de pessoas que iniciaram queimadas, caem por terra certas teorias.

Aquecimento Global não causa incêndio criminoso

O Membro do Parlamento da Austrália, Craig Kelly, “foi para o pau” com o apresentador de TV Piers Morgan em um programa ao vivo da TV Britânica ITV onde a questão ambiental era o ponto central nas causas dos incêndios australianos. O político xingou ao vivo uma meteorologista que participava no estúdio de “menina do tempo ignorante”.

Maconheiro incendiário

Um dos incêndios no mês de novembro teve uma causa peculiar: foi iniciado por um homem de 51 anos que pretendia proteger a sua plantação de maconha dos incêndios vizinhos na região de Northern Tablelands, New South Wales. A façanha destruiu 5400 hectares de matas.

Veja também

Gado queimado é sacrificado na Austrália.


7 de dezembro de 2017

Polícia descobre plantação de maconha em aviário usado como estufa


plantação de maconha em aviário

Polícia da Inglaterra encontrou no lugar de pintos, 3100 pés de maconha

Segundo a polícia de Staffordshire, esta é a maior “fábrica de maconha” já encontrada na região. Os “fazendeiros” da erva usavam um aviário desativado como estufa, dando manutenção em 3100 plantas.

 

 

Seis homens foram presos, entre eles britânicos e albaneses. Todos foram capturados na propriedade que tem um nome bem sugestivo: “Fazenda Três Anjos”.

A plantação vale mais de um milhão e meio de libras (6,6 milhões de reais na cotação de hoje).


1 de novembro de 2017

Canabidiol de lúpulo entra nos planos de empresa dos EUA


canabidiol

 

 

O famoso componente da cerveja entra como alternativa ao uso da maconha na extração do produto

O canabidiol é um remédio feito à partir da planta da maconha. O medicamento ganhou fama nos últimos anos por ter efeitos benéficos no tratamento ou alívio de sintomas em doenças neurológicas como epilepsia. Como é um derivado da maconha, existem diversas complicações legais para a a sua comercialização.

Vale lembrar que o canabidiol é um dos componentes da planta e não tem o efeito alucinógeno do tetrahidrocanabinol (THC). Saiba mais sobre estas diferenças neste site.

A empresa Isodiol, da Califórnia, é uma tradicional fabricante de produtos derivados da maconha e quer inovar. Seus pesquisadores desenvolveram uma forma de extrair canabidiol do lúpulo, tradicional componente das cervejas. As plantas são “parentes” e ambas possuem o componente.

Estima-se que o mercado mundial para produtos à base de canabidiol chegue aos 20 bilhões de dólares em 2020. É muita grana para lidar com uma única matéria-prima sujeita a instabilidades políticas como é a maconha.

A planta

Não é fácil produzir lúpulo no Brasil. Importamos quase tudo da Alemanha e dos Estados Unidos, mas algumas experiências estão em pleno desenvolvimento, como mostrou esta bela reportagem no site do Globo Rural.

Saiba mais (em inglês) no site Inverse.

 

 

 


2 de abril de 2017

Cânhamo como silagem em propriedade na Holanda


Cânhamo como silagem

Planta inteira da maconha industrial (sem os efeitos da prima conhecida) é fornecida para rebanhos no país

 

O cânhamo, ou maconha industrial, tem menos de 1% de THC, o composto psicoativo da conhecida maconha. É usado na Itália para recuperação de solos degradados ou contaminados. Em outras palavras: não dá liga.

No vídeo abaixo, uma lavoura de cânhamo em ponto de corte, com ensiladeira New Holland FR 9050 rebocando uma enfardadeira BB960A, da mesma marca. Na sequência, um trator com implemento plastifica o fardo. O sistema no geral é muito interessante.

 

 

O cânhamo dá uma planta alta, com cerca de 2,5 m de altura e rebrota após o corte, se o mesmo for realizado antes do ciclo reprodutivo. É mais rústico, com um trato bem mais simples e barato. Não é qualquer ensiladeira que trabalha com a planta, visto que os caules são fibrosos e alguns chegam 5cm de diâmetro.

A cultura é proibida em muitos países e os grupos defensores da atividade se dividem em aqueles com puro interesse agronômico, defendendo atividades industriais à partir da planta em diversos setores e outros com a retórica de liberar a maconha pois a planta serve para isso e aquilo. Os grupos que defendem a liberação da maconha como droga até prejudicam alguns negócios já estabelecidos de subprodutos da maconha industrial por estarem associados à cultura “marijuana” ou usam seus símbolos para a venda.

Sobre a alimentação animal, os dados são poucos. Existem relatos de rendimentos similares a outras plantas tradicionais, mas com palatabilidade superior e cochos limpos após o fornecimento.

E você? daria silagem de cannabis para as suas vacas leiteiras?


4 de junho de 2016

Agricultores da Itália estão plantando maconha para descontaminar o solo


Maconha

Uma siderúrgica bagunçou uma região inteira na Itália, inviabilizando qualquer atividade agropecuária em um raio de 20 km de Tarento, em Puglia. A luz no fim do túnel? Maconha “industrial”

 

No farmer no cry…

Uma siderúrgica que gera 14 mil empregos versus uma região inteira na Itália. Décadas de emissões de poluentes que precipitaram no solo e contaminaram até mesmo a carne de ovelhas através da pastagem. Este é o cenário da região de Tarento (dica simples de geografia: fica no “salto da bota”, no mapa da Itália).

 

A Siderúrgica Ilva é a maior da Europa e é crucial para a indústria automobilística. O grupo está afundado em questões judiciais por conta destes problemas ambientais.

Depois de muitos agricultores saírem de suas atividades por vontade própria ou ordem do governo, uma associação entitulada CanaPuglia foi criada para tentar mitigar os efeitos da poluição no solo através da Fitorremediação, uma técnica que usa plantas com bom sistema radicular, capazes de extrair os poluentes através do próprio metabolismo. Uma espécie industrial de cannabis, com níveis baixíssimos de THC (em linguagem leiga: um pé de maconha que não dá barato) foi a escolhida para a recuperação. Alguns participantes já estão no segundo plantio. No total, 100 produtores estão plantando maconha, na esperança de despoluir o solo.

Experimentos com Fitorremediação não são novos. Após o acidente de Chernobyl, várias espécies foram usadas ou testadas para a limpeza do solo, Incluindo também o girassol (em uso nos arredores de Fukushima, no Japão).

Tabaco, variedades de mostarda e até o nosso conhecido nabo forrageiro também possuem propriedades especiais para a retirada de metais pesados, gasolina, poluentes diversos e até mesmo traços de explosivos do solo. Com resultado igual ou superior ao da cannabis.

Voltando para o caso italiano, descontaminar o solo é só o começo. Como os subprodutos da planta não possuem um bom valor comercial (produzem fibras e alguns óleos), a única função desta lavoura temporária é realmente a limpeza do solo, sem nenhum ganho adicional.



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