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22 de maio de 2020

Vírus RHDV2 está matando coelhos nos Estados Unidos


vírus RHDV2

Vírus que causa a Doença Hemorrágica dos Coelhos se espalhou pelo país e tem uma taxa de mortalidade de 90%

A Doença Hemorrágica dos Coelhos está matando animais nos Estados Unidos, com casos registrados nos estados do Novo México, Colorado, Arizona, Texas, Califórnia e Nevada. O vírus RHDV2 vem da China e pode ter entrado nos EUA através de animais importados.

O vírus RHDV2 ataca coelhos selvagens, lebres e Ochotonas (conhecidas por lá também como pikas). A mesma cepa do vírus também atacou na França em 2010 e no estado de Ohio em coelhos domésticos. A mortalidade do vírus chega a 90%.

O vírus se alastra de forma alarmante: pelos próprios animais, couro, carne eaté por insetos que entraram em contato com os animais infectados. Na natureza, o vírus sobrevive por meses em condições de baixa umidade. Os coelhos que pegam a doença não apresentam sintomas e simplesmente caem mortos.

Típica loja de animais americana. Foto: Universidade da Flórida.

A notícia boa é que já existe vacina, um alívio para uma indústria bilionária nos Estados Unidos, especialmente no segmento pet, com um “rebanho” de 6,7 milhões de animais nos lares americanos e incontáveis soltos na natureza.

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Cunicultura – maiores produtores mundiais de carne de coelho.


10 de abril de 2019

Cunicultura – maiores produtores mundiais de carne de coelho


Carne de Coelho

Saiba quais são os países que se destacam na produção de coelhos para consumo de mercado interno ou exportação.

Os dados mundiais sobre cunicultura são de difícil compilação, com milhões de propriedades informais e frigoríficos “fora do radar” em diversos países.

Segundo o site Rabbit Advocacy Network, a produção mundial total é de 1,2 bilhão de cabeças ou 200 milhões de toneladas de carne. Os países que se destacam na produção são Itália, França, Venezuela, Coréia do Norte, Egito, Espanha e China, esta última sendo a líder mundial (em números do ano de 2010) quando produzia 40% da carne de coelho mundial.

Panorama mundial da produção de carne de coelho em 2009.

O coelho, diferente das grandes produções de bovinos, suínos e aves, tem produção espalhada por pequenas propriedades e até verdadeiros “fundos de quintal” em alguns países, dificultando a contabilidade exata do que é produzido para os mais diversos fins (mercado pet, carne, pele).

Ainda existe uma curiosidade sobre o consumo da carne de coelho: muitas pessoas apresentam resistência para comer o “coelhinho da Páscoa”, tamanha a marca no imaginário popular do coelho como um personagem e bicho de estimação. A questão tem até nome, chamam de Easter Bunny Syndrome.

Segundo o artigo “Produção de Carne Cunícola no Brasil Como Alternativa Sustentável”, de Andrei Bonamigo, Cristiane Duarte, César Augusto Winck e Simone Sehnem, no Brasil, o efetivo de coelhos apresentou queda, em comparação às demais produções, de 12,4% entre 2012 e 2011, tendo o registro de 204,831 mil animais no ano-base. O maior efetivo de coelhos encontra-se na região Sul do país, sendo os três Estados componentes desta região os mantenedores dos rebanhos mais importantes, totalizando 75,7% da produção brasileira: Rio Grande do Sul, 40,9%; Santa Catarina, com 18,3%; e Paraná, com 16,5%. Em termos municipais, aparecem os municípios de Dois Irmãos (RS), Mogi das Cruzes (SP) e Santa Maria (RS) como os principais produtores de coelhos (IBGE, 2012). O trabalho pode ser acessado neste link.

A carne de coelho é de extrema qualidade, com pouca gordura e colesterol, além de possuir bons níveis de proteína. É um mercado em potencial, especialmente nos países em desenvolvimento.


9 de julho de 2017

Cunicultura, a criação de coelhos


cunicultura




Pequeno apanhado sobre cunicultura e a criação de coelhos para venda.

O coelho

O coelho, pela classificação zoológica é um mamífero de ordem Lagomorfo, gênero Oryctolagus e espécie Oryctolagus Cuniculus. Todos os coelhos domesticados descendem do coelho europeu, uma das sete divisões da família dos coelhos.

Raças

As raças mais difundidas comercialmente são Nova Zelândia, Califórnia, Chinchila, Azul de Viena, Rex (Cartorrex), Angorá e Gigante de Flanders. Alguns cruzamentos especiais são desenvolvidos para adaptação climática conforme a região onde será desenvolvida a criação. A escolha para produção deve levar em conta o produto final desejado – carne, pele, lã ou filhotes.

Alimentação

Os coelhos são herbívoros; sua dieta ideal é composta por forrageiras e vegetais diversos (folhas de bananeira, goiabeira) sempre complementada por ração balanceada. O coelho é um pseudo ruminante, apresentando um ceco bem desenvolvido, onde ocorre a proliferação bacteriana, representando 30% do ganho de energia. O trato digestivo do coelho tem particularidades especiais, com um estômago pobre em musculatura. A digestão depende da freqüente ingesta de alimentos onde o que está sendo consumindo sempre “empurra” o que já está no estômago. Outra característica é a impossibilidade do animal vomitar. Jejuns muito longos são altamente prejudiciais; o animal precisa se alimentar aproximadamente 80 vezes por dia. Na eventual ingestão exagerada após um jejum o estômago pode romper.

A ingestão das fezes (coprofagia) é considerada normal, fazendo com que o alimento passe duas vezes pelo intestino delgado, aumentando a absorção de nutrientes.

A água é importante na dieta. O coelho é altamente sensível à falta d’água, que causa diarréia e morte.

Reprodução

A maior característica do coelho é, sem dúvida, a sua alta prolificidade. Uma fêmea gera de 8 a 12 filhotes (láparos) por gestação, com 5 crias por ano. O animal atinge sua maturidade para acasalamento aos seis meses de idade.

Métodos de Acasalamento

A coelha apresenta particularidades para a reprodução, necessitando da monta para a ovulação, sendo uma ovuladora induzida, isto é, requer cópula para ovular. A cópula substitui o estrogênio como o estímulo que induz o disparo ovulatório de gonadotrofinas. (RIVOIRE, 2006).

Acasalamento Natural

A forma mais simples, onde levamos a fêmea à gaiola do macho para a monta, monitorando o seu comportamento típico. Após a monta a fêmea é retirada imediatamente, podendo ser repetida após 5 dias.

Acasalamento Confinado

Colocam-se várias fêmeas na gaiola do macho por um dia, identificando-se a prenhez após 15 dias através da apalpação. Este método não é usado em criações comerciais pela total falta de controle dos índices zootécnicos.

Inseminação Artificial

Sendo a coelha uma ovuladora induzida, na inseminação artificial devemos utilizar rufiões para saltarem sobre as fêmeas, estimulando-as, para então realizarmos o procedimento de 10 a 12 horas depois (tempo da ovulação após cópula). Sem este recurso devemos fazer uso da aplicação de hormônio (75 U.I. de gonadotropina coriônica humana) para estimular a ovulação.

A coleta de sêmem pode ser feita através de vaginas artificiais ou eletroejaculação. Diminuir ou eliminar o contato entre os animais na reprodução favorece o controle de doenças.

Gestação

O parto da coelha acontece cerca de 30 dias após o acasalamento. Na véspera ou no dia do parto, a coelha arranca os pêlos do peito e da barriga para agasalhar os filhotes e descobrir as mamas. Quando notarmos que o ninho está coberto por uma camada de pêlos e a coelha está calma é sinal de que o parto já terminou. Ocorre normalmente à noite.

A ninhada pode ser de até 12 filhotes, mas a fêmea, mesmo com 10 mamas, possui duas mamas peitorais com fornecimento de leite limitado. No manejo dos láparos devemos então limitar a 8 por coelha, dividindo o excedente entre outras ninhadas ou sacrificando.

Características dos Láparos

Apresentam pêlos aos 4 dias, abrem os olhos aos 12 e saem do ninho entre 15 e 20 dias de idade, quando comem a mesma comida da mãe. A desmama ocorre aos 45 dias, sendo então separados por sexo em gaiolas de 6 indivíduos. Machos só podem permanecer juntos até os 4 meses de idade; após este período a castração é obrigatória para evitar brigas e mortalidades.



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