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3 de janeiro de 2021

Ataque de gafanhotos na Etiópia é o pior em 25 anos


ataques de gafanhotos

Ataques de gafanhotos estão arrasando plantações e vegetação em geral na região conhecida como o “Chifre da África” e as autoridades já consideram o pior ataque da praga dos últimos 25 anos.

 

gafanhotos

Gafanhotos no Quênia. Foto: FAO.

Em 21 dezembro de 2020, gafanhotos no estágio imaturo começaram a aparecer no Quênia e em sete dias já estavam em diversos países da região. O governo da Etiópia entrou o ano de 2021 montando uma operação com aviões e helicópteros para tentar combater a invasão dos insetos, pulverizando pesticidas nas áreas afetadas. Técnicos também foram enviados para orientar as comunidades no interior do país.

Ataque de gafanhotos no Chifre da África e o rastro das nuvens. Via FAO.

Desde janeiro de 2020, os gafanhotos já danificaram 200 mil hectares de lavouras na Etiópia, afetando a segurança alimentar do país, em uma área que já tem sérios problemas geopolíticos.

Como um gafanhoto adulto é capaz de comer até duas gramas de alimento por dia, uma nuvem produz efeitos danosos para a vegetação, já que em cada quilômetro quadrado podem estar entre 40 e 80 milhões de insetos. E as nuvens podem atacar até 150km quadrados em um dia, destruindo lavouras que seriam suficientes para alimentar milhares de pessoas.

A espécie que ataca a África é o gafanhoto do deserto (Schistocerca gregaria), que pode medir até 8 cm.

E não é só a agricultura que sofre com os gafanhotos. O setor aéreo também está em alerta, já que as nuvens podem entrar nos motores dos aviões e até mesmo derrubar uma aeronave. Alguns voos já foram desviados e realizaram pousos de emergência por conta da infestação.

A Etiópia é o maior produtor de trigo da África Subsaariana, mas está cada vez mais dependente da importação, com gastos de meio bilhão de dólares para atender suas necessidades. A área cultivável do país é de 37 milhões de hectares, ou 32% do território.


20 de abril de 2018

Terraços de arroz na China são reconhecidos pela FAO como Patrimônio Agrícola Mundial


Locais são considerados paisagens esculpidas pela natureza e os seres humanos.

 

Cultivar em topo de morro, em outros lugares, não dá multa e sim prêmio. A FAO adicionou os famosos terraços de arroz existentes na China em sua lista de locais considerados “Patrimônio Agrícola Mundial”, ou Globally Important Agricultural Heritage Systems (GIAHS) na sua versão em inglês.

 

 

Os locais foram anunciados nesta quinta, 19 de abril, na sede da FAO em Roma, na Itália. Junto com os terraços chineses foram adicionados ao GIAHS localidades no Egito, Espanha, Japão, México, Portugal, República da Coreia e Sri Lanka.

O Brasil, segundo o mapa da própria FAO, não tem local considerado “Patrimônio Agrícola Mundial”. Na América do Sul, apenas a agricultura andina do Peru e dos Chiloés, no Chile, receberam a identificação até o momento.

Acesse a versão em espanhol do site do GIAHS, na FAO.


1 de março de 2016

Você sabe o que são pulses?


Pulses

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO – definiu que 2016 é o ano internacional das pulses. E agora?

Calma, não é uma descarga elétrica e muito menos um disco do Pink Floyd. Pulses são leguminosas que rendem de 1 a 12 grãos por vagem, secas e usadas na alimentação humana ou ração animal. A classificação exclui os verdes (como a vagem) e aqueles que só servem para pasto como trevo e alfafa.

Entre as pulses estão feijões, lentilhas, ervilhas, grão-de-bico.

Saiba mais sobre as pulses:

Pulses no site da Embrapa



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