Tag: Doenças

10 de setembro de 2021

Virus Nipah provoca medo de novo surto na Índia


nipah

Transmitido por morcegos, suínos e por contato entre humanos, a mortalidade do vírus Nipah fica entre 40 e 75%, de acordo com a Organização Mundial da Saúde

Um menino de 12 anos da região de Kozhikode, no estado de Kerala (Índia)  faleceu no último domingo, 5 de setembro, vítima do vírus Nipah. Não existe vacina para o vírus que causa febre alta, vômitos e convulsões. O período de incubação é de 4 a 14 dias, com sintomas durando até 14. A infecção é associada com encefalite e pode levar ao coma.

As autoridades de saúde do país entraram em alerta e isolaram a área, com extensa busca e testagem de todas as pessoas que tiveram contato direto ou indireto com a vítima – 188 ao todo, que já estão em quarentena.

morcego nipah

Desta vez, o suspeito na transmissão é o morcego. Ele morde os frutos das árvores que são ingeridas pelos habitantes, causando a infecção. 

O estado de Kerala já sofre atualmente com o Coronavírus, sendo o campeão de casos diários no país. Na última segunda, 6, dos 31222 novos casos de COVID-19 da Índia, 20000 eram de Kerala (o estado tem 39 mil quilômetros quadrados de território e uma população de 33 milhões segundo o censo de 2011. Menor que o estado do Rio de Janeiro, com quase o dobro da população).

Em 2018, um surto do Nipah matou 17 pessoas também em Kerala. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1998, na Malásia, onde porcos foram identificados como vetores da contaminação.

Bom conteúdo sobre o vírus Nipah – Capacitação para lidar com epidemias ajuda a conter surto do vírus Nipah, mantido pelo governo americano. Acesse neste link.

O problema do Toddy

Não se trata do achocolatado bem famoso no Brasil e rival número 1 do Nescau, mas uma bebida tradicional da Índia. Também conhecido como vinho de palma, é feito com a fermentação da seiva de palmeiras. O Toddy está na mira das autoridades, já que pode ser um potencial transmissor do vírus, infectado por morcegos que vivem nas árvores.

Rambutão também é suspeito

rambutão

O rambutã (Nephelium lappaceum), é o fruto da rambuteira, uma árvore tropical de tamanho médio, da família das Sapindaceae, que se julga ser nativa do arquipélago malaio. É uma das plantas mais decorativas que existem. Produz deliciosos frutos exóticos que podem ser utilizados em múltiplas receitas e é fácil de cultivar em casa. Fonte: Planta Sonya.

Na região onde faleceu o menino, amostras de rambutão (ou rambutã), uma fruta muito consumida por lá, foram coletadas para verificar a presença do vírus.

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28 de maio de 2021

Fungo Negro: doença tem casos confirmados no Uruguai e no Paraguai


Fungo Negro

A doença rara é causada por fungos comuns no ambiente, geralmente encontrados no solo, plantas, esterco e vegetais em decomposição.

fungo negro hongo

O Fungo Negro é uma doença rara, mas está aparecendo com mais frequência por conta do COVID. Na Índia, 9000 casos já foram identificados e os nossos vizinhos Uruguai e Paraguai já possuem registros da enfermidade.

Fungo Negro, o que é?

A doença na realidade chama-se mucormicose (antigamente zigomicose), causada por um grupo de fungos da ordem Mucorales. Ataca as vias respiratórias, pele, cérebro e intestinos. Casos mais severos podem exigir a retirada de ossos e até mesmo dos olhos para evitar o avanço da infecção.

Doença típica de pacientes com imunidade baixa provocada por outras doenças, começou a aparecer também em pessoas que passaram pelo COVID-19.

Segundo o CDC, o Centro de Controle de Doenças dos EUA, os fungos que causam a mucormicose vivem no meio ambiente.

Os mucormicetos, grupo de fungos causadores da mucormicose, estão presentes em todo o meio ambiente, principalmente no solo e em associação com matéria orgânica em decomposição, como folhas, pilhas de composto e esterco animal. São mais comuns no solo do que no ar e no verão e outono do que no inverno ou na primavera.  A maioria das pessoas entra em contato com esporos microscópicos de fungos todos os dias, então provavelmente é impossível evitar completamente o contato com mucormicetos. Esses fungos não são prejudiciais para a maioria das pessoas. No entanto, para pessoas com sistema imunológico enfraquecido, respirar esporos de mucormycete pode causar uma infecção nos pulmões ou seios da face, que pode se espalhar para outras partes do corpo.

Tipos de fungos que causam mucormicose

Vários tipos diferentes de fungos podem causar mucormicose. Esses fungos são chamados de mucormicetes e pertencem à ordem científica Mucorales. Os tipos mais comuns que causam mucormicose são espécies de Rhizopus e espécies de Mucor . 5 Outros exemplos incluem Rhizomucor espécies, Syncephalastrum espécie, Cunninghamella bertholletiae , Apophysomyces, Lichtheimia (anteriormente Absidia ) , Saksenaea, e Rhizomucor .

Fungo Negro (Hongo Negro) no Paraguai e no Uruguai

Dois casos da doença foram confirmados pela Sociedade Paraguaia de Microbiologia no último dia 27: uma mulher em Coronel Oviedo e um homem em Assunção. Os dois são pacientes “pós-COVID” e diabéticos. A mulher veio a óbito e o homem está em recuperação, mediante tratamento.

No Uruguai, um homem de 50 anos também recuperado de COVID e diabético apresentou a doença, inclusive com neecrose na zona das mucosas bucais.

As autoridades dos dois países reforçam que a doença não é nova, mas ataca pessoas com o corpo debilitado por outras enfermidades. Diabéticos devem redobrar os cuidados nesta época de COVID, além de não abandonar os tratamentos prescritos normalmente. Na realidade, pessoas sem qualquer problema de saúde convivem com o fungo sem qualquer problema, todos os dias.

Nas pessoas com deficiência imunológica, o Fungo Negro é grave e a mortalidade chega a 50%. Os  sobreviventes muitas vezes ficam com deformações terríveis ou perda dos olhos.

Em geral, é bom redobrar os cuidados com a saúde neste período, em especial para agricultores envolvidos em atividades que gerem pó em ambientes fechados, limpeza e varredura de silos, armazéns, galpões e no trato com os animais. Todo cuidado é pouco.

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31 de maio de 2018

África do Sul enfrenta surto de Peste Suína Africana


A doença hemorrágica tem alta mortalidade nos suínos, mas não é transmitida aos humanos.

A Peste Suína Africana (PSA) ou African Swine Fever (ASF) em inglês, foi detectada na Província do Cabo, na África do Sul. A suinocultura no país já estava em crise devido a outro episódio ocorrido recentemente, quando um surto de listeria matou 200 pessoas e teve sua origem atribuída a um frigorífico que fornecia carne suína para populações de baixa renda (na realidade, uma espécie de mortadela chamada Polony).
Mapa dos surtos de Peste Suína Africana no mundo desde 2005. O Brasil fora de perigo. Veja aqui.
Entre os sinais da infecção por PSA nos suínos estão febre alta, morte súbita, coloração avermelhada da pele (especialmente nas orelhas), diminuição do apetite, vômitos, diarreia e aborto. O animal pode mostrar estes sinais em até 15 dias após o contágio, ou apenas 4 dias quando a PSA é da forma aguda.

A contaminação se dá pela ingestão de restos de carne suína, mordidas de carrapatos ou contato com secreções de animais infectados. Algumas curiosidades: acredita-se que um surto na Geórgia ocorreu após alguns suínos serem alimentados com resto de comida de um barco vindo da África. Em Portugal, no ano de 1957, um surto parecido, mas a suspeita da origem está no fornecimento de restos de comida de aviões para chiqueiros das cercanias do aeroporto. A famosa “lavagem”.

A doença não é transmitida para os humanos.

Saiba mais

“A Peste Suína Africana no Brasil: A epidemiologia, os registros históricos, a erradicação da doença e o desenvolvimento da suinocultura nacional pós-ocorrência”, dissertação de mestrado em Ciências Animais de Josélio de Andrade Moura. Disponível neste link.

Folheto sobre a Peste Suína na Europa, aqui.


28 de maio de 2018

Nova Zelândia vai sacrificar 126 mil bovinos para erradicar Mycoplasma bovis


Iniciativa custará 560 milhões de dólares e vai durar 10 anos.

 

A Nova Zelândia vai tentar erradicar a Mycoplasma bovis através do abate em massa de animais. A doença foi detectada no país pela primeira vez em 2017, causando mastite, pneumonia, infecção nos ouvidos e outros sintomas em rebanhos. Desde então, 26 mil vacas já foram sacrificadas e a doença foi considerada ativa em 37 propriedades.

Como o Mycoplasma bovis ainda não foi erradicado, as ações deverão continuar pelos próximos 10 anos, com o sacrifício previsto de 126 mil cabeças de gado, ao custo de 560 milhões de dólares. A iniciativa quer proteger as 20000 propriedades do país que é destaque na produção mundial de leite, com um rebanho de 6,6 milhões de cabeças produzindo 3% do leite mundial.

Saiba mais

Mycoplasma bovis no site MilkPoint.

 

Notícia no The Quint.

Notícia no Daily Caller, falando em sacrifício de 150 mil animais (em inglês).



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