Tag: Batatas

19 de dezembro de 2020

Europeus querem diminuir importação de soja brasileira e usar batatas locais


batatas




Batatas!

batatasCom o objetivo de diminuir a importação de soja da América do Sul, especialmente a soja brasileira (pelos mais variados motivos, nem sempre justos), uma empresa da Dinamarca quer aumentar o uso da proteína de batata nas rações dos suínos. O desejo virou reportagem do site dinamarquês Landbrugs Avisen.

A proteína da batata é um subproduto da produção de amido e não é muito utilizada no país. A Dinamarca está investindo pesado em pesquisas para desenvolver novas alternativas em proteínas e diminuir a dependência da soja da América do Sul.

Segundo os técnicos da KMC, grande processadora da Dinamarca, até 8% de proteína de batatas pode ser adicionado em rações para suínos. A mistura é limitada pela quantidade de solanina, substância tóxica presente no produto, que varia conforme a cultivar e a qualidade do plantio.

Batatas versus soja – para saber mais:

A cultura da batata (EMBRAPA)

Toxinas em alimentos de origem vegetal.

Batatas da Jutlândia podem substituir a soja sul-americana.

Starch Europe.

KMC.

Comparação entre proteína da batata e soja na ração de bovinos Belgian Blue.

Danish Protein Innovation.

Proteins For The Future.


11 de janeiro de 2019

Batata vira samba no Carnaval do Rio 2019


Carnaval do Rio 2019

Tubérculo é tema de enredo da escola Unidos de Bangu e, de certa forma, leva o agro para a avenida

Em 2017, uma escola desfilou com um tema que difamava o agronegócio brasileiro. O desfile tinha até mesmo uma ala cheia de fantasias com o título “Fazendeiros e seus agrotóxicos”, tudo explicado aqui no blog no texto “CARNAVAL 2017 – ESCOLA DE SAMBA DO RIO TERÁ ALA CONTRA “AGRICULTORES E SEUS VENENOS”“.

Desta vez, os carnavalescos cariocas decidiram homenagear a batata. A escola de samba Unidos de Bangu conta um pouco da história da batata, com uma curiosidade: só mencionam a palavra “batata” na última frase do samba. Acompanhem o texto do que será cantado na avenida:

Abrem-se os caminhos para a mais antiga da Zona Oeste,
nos quais, passo ante passo, a comunidade enaltece,
com a força, o suor e o sangue vermelho do Pavilhão,
as histórias de vitórias e devoção!

E nesse caminhar engajado e emocionado,
grita, Bangu, bem alto!
Ferve a Sapucaí hoje e sempre!
Entra forte na avenida com os Deuses à frente,
pois grandes raízes têm as mais fortes sementes!
O tapete da vitória, assim, se estende, e
com lágrimas de alegria,
louros e glória a toda tua gente!

Tapete estendido para a estória então,
Vêm os deuses coroar dando, à grande raiz, a criação!
Inti, o Deus Sol que tudo abrange, a ela concedeu energia!
Pacha Mama, com as mãos dedicadas à semeação,
ofereceu, à raiz, a força da vida:
nutriu-lhe de nutrição,
predestinou-a à satisfação.

Do alto da Cordilheira ao sul do mundo,
a qual tocava os céus,
desciam as raízes que, incessantes, alimentariam nobres reis e o povaréu!
Era a predestinação:
matar a fome nos quatro cantos de forma simples,
sem coroação,
mas carregado, o tubérculo, de força, sublime realização.

Sorrindo-lhe a bem-aventurança divina,
atravessou o mar com espanhóis para aportar na Europa.
Esparramou-se nos solos da terra de lá,
ofertando-se a raiz dos Incas ao antigo continente,
requinte de bondade andina com os esfomeados, coitados!
Boa fartura no lugar das revezes,
e a beleza das flores do tubérculo na lapela dos reis que a olhavam de soslaio.

Pois, sem lugar na Bíblia, primeiro causou dúvida e espanto;
o medo, a fome, contudo, suplantando!
Na dor das barrigas vazias, venceu, o tubérculo, o cansaço:
reis ordenaram sua plantação,
papas comiam-no, pela saúde, em oração,
e, enfim, a aceitação:
eis a raiz de um Novo em um Velho Mundo,
os pilares de toda refeição,
a base alimentar!
O mundo sonhando sem a dor da fome!
A raiz, potente, fazendo seu nome.

Sem interromper as teias do destino,
surgiram novos caminhos!
À época da vinda da Família Real,
aportou, a raiz, nesta terra indígena postulada por Cabral.
E, aqui, os deuses do alto da Cordilheira reviram seus irmãos da Floresta:
Sumé, sábio, recebeu a raiz parecida com a já conhecida por matar a fome dos seus,
Jetica, mais doce do que a nova trazida,
e a fartura das duas raízes, comungadas:
roças firmes para ambas em juntas moradas.

Velho e Novo mundos (re)unidos em plantação!
Pelas bandas de cá, as raízes estiveram e chegaram com a imigração.
O nobre feito de matar fome de um mundo inteiro dada
às mãos do trabalhador brasileiro,
aos seus pés rachados na terra dura sem esmero,
às enxadas firmes para manter a vida da raiz, para nós e por ela!
A força que vem do tubérculo usado para plantar ele próprio,
batendo forte, pelo sustento, o rijo ferro na mãe-terra!
Comam, pois, mundo inteiro!
Brasil, vocação para celeiro!

Finaliza, portanto, Bangu, teu canto
nesta festa animada,
saudando aquilo que, quando nasce, comem todos, e, dela, não sobra nada;
confraternizando com aquilo que, quando nasce, espalha rama pelo chão!
Eis, aqui hoje, querido pavilhão, a raiz que, convenhamos, precisa ser nomeada?
Pelo sim, pelo não,
está aí a homenagem:
um grande salve
à guerreira batata.

Carnaval do Rio 2019 – Análise do Samba da Unidos de Bangu

O samba foi recebido com críticas pelos especialistas da área. Resta saber o tratamento que os heróicos plantadores de batata do Brasil irão receber no Carnaval do Rio 2019.



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