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7 de julho de 2021

Governo destrói queijo de produtor por questões burocráticas em SP


governo destrói

governo de sp

O queijo não foi destruído por problemas de qualidade e sim pela falta de um registro junto ao município, que nem existe!

A Lano-Alto, localizada na cidade de Catuçaba (SP), é definida em sua conta no Instagram como “Uma fazenda experimental que rende experiências, eventos e produtos sobre a vida rural & seus saberes.”. Eles oferecem, de acordo com a estação, farinhas, mel, cafés, bebidas e até disponibiliam a propriedade no Airbnb para locação.

Por conta de uma denúncia, a família recebeu a visita de uma equipe do Ministério da Agricultura em meados de junho que bloqueou toda a parte de laticínios da propriedade. Apesar de manter a produção dentro da qualidade e os impostos em dia, a razão da batida foi puramente burocrática: uma falta de registro na prefeitura, registro este que não é feito pelo município. Em uma segunda visita, o Ministério se deu ao trabalho de destruir o queijo, abrindo a câmara fria, retirando 120 kg do produto, adicionando creolina e mandando tudo para o aterro. O desabafo foi feito para o Instagram do Pão da Casa.

lano-alto

No próprio Instagram, o proprietário da Lano-Alto publicou em 4 de julho:

Nesses 7 anos morando no campo, conseguimos ter um negócio sustentável (financeira, social e ambientalmente) baseado em um modelo que a gente não inventou, um modelo que existe há centenas de anos: micro-escala, sazonal e diverso. Assim como eram as pequenas propriedades rurais de outrora. Um modelo que funciona na contra-mão da industrialização, onde tudo pede escala e ultra-especialização. Não estamos sozinhos: somos milhares de pessoas vivendo&produzindo alimentos de qualidade, que são base da alimentação brasileira, e que ainda são vistos como marginalizados pela indústria – e consequentemente pelo Estado.

Essa semana fomos vítima de uma denúncia anônima, onde a Defesa Agropecuária de SP interditou nossa queijaria e destruiu 120kg de queijo de incrível qualidade (algumas revistas já os consideraram ‘uns dos melhores do país’).

Isso não aconteceu pela qualidade do queijo, ou pela limpeza. Mas pela falta de um registro junto ao município. Um número. Município esse que até 2021 não possui tal registro funcionando, mesmo com nossos intensos esforços há mais de dois anos para isso acontecer.
Desproporcionalidade do Estado, falta de vontade do Município.

Somos uma pequena empresa que emprega 7 funcionários, paga impostos e que sobrevive, em um ano onde a pandemia destrói tudo. A pandemia & o Estado, aparentemente.

Do alto da nossa gigantesca produção de 2 queijos por dia, sabemos dos privilégios que carregamos. Isso acontece diariamente com outros produtores menos favorecidos. Onde a única saída é se acanhar, fechar o seu negócio ou adentrar ainda mais na clandestinidade. Abracemos então nossa responsabilidade e dar nossa cara aqui. Mostrar o quão surreal e injusta é a maneira que o Estado e Município (que nós pagamos) trata os pequenos produtores.

Uma vez denunciados, denunciado está.

Vamos compartilhar todos os nossos aprendizados nessa experiência para ajudar outros produtores que sofrem, sofreram ou podem sofrer o que está acontecendo com a gente. Não estamos errados perante a lei, mas vivemos pressionados por burocracias e leis que nos confundem & botam medo. Contamos com a colaboração de vocês na venda de produtos &no compartilhamento de conteúdos.
Simbora?

A postagem já conta até o momento com 42294 curtidas.

Os problemas dos pequenos produtores (dos mais avançados até os mais simples) com regulamentações absurdas e burocracia estatal não são novidade. De pequenos frigoríficos que não podem abrir por falta de fiscalização do município até a polêmica sobre a venda de leite in natura, os problemas enfrentados pelos agricultores não são poucos. A solução pode estar, no médio prazo, na união e na adoção de proteções com assessorias que vão além das técnicas de produção e entrando na esfera judicial e do marketing. Um pouco de pressão com político também não é má ideia.

A Lano-alto precisa voltar a trabalhar e ter sua produção indenizada pelos responsáveis pela brutalidade absurda.

 


24 de setembro de 2020

Ciclistas ajudam no parto de uma vaca no interior de São Paulo


ciclistas ajudam

O parto diferenciado aconteceu em uma propriedade de São José do Rio Preto e virou notícia nos principais portais do país

Uma turma de ciclistas fazia o passeio de sempre pela zona rural da região de São José do Rio Preto, no estado de São Paulo, quando algo inusitado (para o grupo) acontecia bem ali, na beira da estrada: uma vaca deitada no pasto, parindo um bezerrinho. O caso aconteceu no dia 15 de setembro.

A reação automática da empresária e ciclista Sandra Noeli foi a de pular a cerca e, acompanhada de um colega, dar uma força no parto, puxando o animal. Depois de alguns minutos de trabalho, o bezerrinho saiu. A façanha foi gravada em vídeo, que foi parar nas redes sociais e o resto é história.

Foto: reprodução do Facebook.
https://www.facebook.com/sandra.noeli.9/posts/1022292488233264

O fato repercutiu em vários sites de notícias do Brasil e foi parar na Rede Globo, no programa Encontro Com Fátima Bernardes. No dia da exibição, sem a apresentadora oficial.

Não querendo estragar a história, segundo veterinário consultado pelo G1, o parto da vaca aconteceria de forma normal, mesmo sem a ajuda do grupo de ciclistas. Mas valeu a experiência. E fica aqui o nosso abraço para a Sandra (a parteira ciclista) e seus colegas.

Ciclistas ajudam no parto de vaca – veja também

Todos os posts sobre bovinocultura no Blog do Farmfor.


2 de janeiro de 2018

Governador Geraldo Alckmin vai vetar a lei Segunda sem Carne


Governador Geraldo Alckmin

Anúncio foi feito em programa do Canal Rural

 

 

A lei Segunda sem Carne vai dar na trave.

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin declarou em entrevista ao programa Mercado&Cia, do Canal Rural, que vetará a lei. Entre outras justificativas, disse sabiamente que a lei seria um excesso de intervenção do Estado e inconstitucional.

O vídeo da entrevista, quando disponível, deverá aparecer neste link.


28 de dezembro de 2017

Segunda sem carne: deputados paulistas declaram guerra ao agronegócio


Segunda sem Carne

Lei aprovada na Assembleia Legislativa de SP é um deboche com o setor mais importante da economia brasileira e endossa narrativas absurdas

 

Pipocam pelo país tentativas de criar “dias sem carne” em estados e municípios brasileiros, muitas vezes na mão de deputados de esquerda e contrários ao agronegócio. Na justificativa, um conjunto de narrativas já bem conhecidas, com dados e acusações contra a agropecuária mundial e brasileira, induzindo o público ao erro.

Desta vez, o ativismo chegou na Assembleia Legislativa da maior economia do Brasil: os deputados paulistas aprovaram o projeto de Lei 87/2016 do colega Feliciano Filho (PSC) que institui o DIA SEM CARNE no estado, proibindo que escolas e repartições públicas sirvam carne em seus refeitórios nas segundas. Quem não cumprir a regra, pagará uma multa acima de R$ 7.500,00.

O projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Geraldo Alckmin.

O projeto, altamente ideológico, demoniza o consumo de carne e o pecuarista, ofendendo não apenas uma indústria séria e importante deste país, mas todo o cidadão que exerce o direito de comer carne. Claro que a proibição atinge apenas órgãos estaduais de São Paulo e em apenas um dia, mas é um vetor, o reforço de uma narrativa que poderá dar suporte para ações futuras, bem piores.

Parte da justificativa para a Segunda sem Carne:

Segundo a fonte de pesquisa ‘www.segundasemcarne.com.br’: atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a simples justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, sabe-se que o reino vegetal é plenamente capaz de suprir as necessidades de uma população. Isso porque uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Não se pode esquecer que, assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie.

Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais, os quais, considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar. 

A peça, na íntegra, no site do deputado.

Assim que ficar disponível, publicaremos os nomes dos deputados que votaram contra ou a favor da Segunda Sem Carne.



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