Tag: Reforma Agrária

5 de julho de 2021

Universidade Federal de SC tem curso contra o Agronegócio


Universidade Federal de SC

A Universidade Federal de SC criou um curso de extensão chamado “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias.”.

Dinheiro público está sendo usado para formar pessoas contra o agronegócio em Santa Catarina. A UFSC está divulgando o curso de extensão “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias”. A atividade é parte da 8ª Jornada Universitária da Reforma Agrária de Santa Catarina. Só este parágrafo já explica as motivações e o “clima” do grupo de estudos responsável.

A maioria dos envovidos na atividade possui ligações diretas com o MST.

curso contra o agro

Diz o site do curso:

Como parte da 8ª Jornada Universitária da Reforma Agrária de Santa Catarina o GECA/UFSC irá realizar o Curso de Extensão – Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias

O curso será de 30 horas (com certificação) ocorrendo quinzenalmente as terças-feiras, das 18 às 20h em plataforma virtual, conforme o cronograma a seguir:

29/06 – Abertura e Paulo Freire e legado para a Reforma Agrária Popular

Palestrante: Izabel Grein (Setor de Educação do MST) – Coordenação: Graziela Del Monaco (GECA/UFSC)

13/07 – Paulo Freire e as contribuições para Educação do Campo e à Agroecologia

Palestrante: Ney Orzekowski (MST/PR) – Coordenação: Marilia Gaia (GECA/UFSC)

27/07 – Educação Popular na Cozinha: reflexões sobre a interface entre educação popular e alimentação adequada e saudável

Palestrante: Etel Matielo (Nutricionista, Aromaterapeuta, Educadora Popular. Doutoranda da ENSP/Fiocruz. Colaboradora do Coletivo Nacional de Saúde do MST) – Coordenação: Carolina Cherfem (GECA/UFSC)

03/08 – A produção de alimento saudável no projeto da Reforma Agrária Popular

Palestrante: Álvaro Santin (MST/SC) – Coordenação: Edson M. Anhaia (GECA/UFSC)

17/08 – Experiências dos assentamentos da reforma agrária no enfrentamento à pandemia do Covid 19: produção e distribuição de alimento e a educação escolar

Palestrantes: Agnaldo Cordeiro (EEB Vinte e Cinco de Maio, Fraiburgo/SC) e Michele Silveira (Escola de Educação Básica Trinta de Outubro, Lebon Régis/SC) – Coordenação: Natacha E. Janata (GECA/UFSC)

Observações:

A carga será complementada com estudos a serem indicados nos encontros.

O link da atividade será enviado mediante a inscrição, podendo ser feita até o dia do encontro.

É possível participar de apenas parte dos encontros, tendo certificação das horas.

Criado em 2016, o grupo tem como proposta atuar na formação de professores para as escolas do campo, articulada aos princípios da Agroecologia e tendo o materialismo histórico-dialético como eixo teórico. Forma-se a partir do debate interdisciplinar entre pesquisadores das áreas da Educação, Ciências da Natureza, Agronomia, Filosofia entre outras, os quais realizam atividades de ensino, pesquisa e extensão sobre Educação do Campo e Agroecologia. Temos como objetivo contribuir para o avanço e consolidação da produção de conhecimento com e acerca das escolas do campo, nos níveis de graduação e pós-graduação; na elaboração de materiais didáticos e científicos voltados à diferentes públicos; promoção de atividades de formação e eventos; visando qualificar o trabalho pedagógico e o acesso à educação pública para os sujeitos do campo.

O grupo atua em uma rede com o GECCA, da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Laranjeiras do Sul, e o NALUTA, da Universidade Federal do Paraná – Setor Litora.

Políticos e Entidades do Agro já estão reagindo

A deputada federal Caroline de Toni já oficiou o Ministério da Educação sobre o curso. Segundo o site ND+, as entidades Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás) e Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra) já tomaram providências emitindo notas de repúdio e solicitando esclarecimentos.

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7 de março de 2020

O que é agricultura familiar? Leis, definições e preconceitos


agricultura familiar

A expressão agricultura familiar é usada para a defesa de muitas ideias, algumas distantes da realidade e carregadas de simbolismo ideológico

A agricultura familiar no Brasil é definida pela Lei 11.326/2006 e delimita a classificação para quem tem uma área de terra de no máximo 4 módulos fiscais (um índice que varia de acordo com a região ou município do país), que seja dirigido pelo agricultor com sua família (e que use mão de obra predominantemente da família) e um certo percentual mínimo de faturamento originado na agricultura.

Módulos fiscais no Brasil: mais escuro, maior o tamanho do módulo.

Um módulo fiscal no Brasil mede entre 5 e 110 hectares. Isso também foi definido por lei no distante ano de 1979. Você pode consultar o tamanho do módulo fiscal em sua cidade no site da Embrapa.

Esta classificação torna agricultor familiar alguém com 20 hectares em certas regiões do sul do Brasil ou com 440 hectares no norte.

Agricultura Familiar e preconceitos

O uso do termo é muitas vezes carregado de preconceitos e este pode ser considerado um dos problemas do agricultor brasileiro. Certos políticos gostam de reduzir o pequeno produtor a um eterno “coitado” que sempre precisará da ajuda de um prefeito, governador ou presidente, enquanto seus problemas são na maioria gerados pela própria política.

Também há o caráter esquerdista da “luta de classes”, colocando o pequeno como explorado ou ameaçado pelo grande latifundiário. Esta classificação é tão abusada que políticos de todas as vertentes acabam usando como ferramenta para ganhos, não de produtividade, mas de votos.

Pequeno produtor ou produtor familiar não é sinônimo de produtor de orgânicos

Quantas vezes você já ouviu, até mesmo na televisão, gente dizendo que “compra do pequeno produtor pois este não tem veneno e é limpinho”. O tamanho da propriedade não tem relação com a produção “sem agrotóxicos”. Produtores de todos os tamanhos usam defensivos e adubos que são proibidos pelas certificações orgânicas.

Esta é uma das ideias mais erradas quando o assunto é agricultura familiar e a desinformação poderá um dia acarretar até mesmo prejuízo para o produtor, com acusações de má fé, por algo que muitas vezes nem ele afirmou.

Agricultor fora da classificação “familiar” não é rico

Para muitas pessoas (talvez influenciadas por novelas e filmes) o agricultor que não é familiar é um empresário rico, latifundiário e poderoso.

É claro que o Brasil possui poucos mega-fazendeiros (aquela figura que o pessoal da cidade diz que quer ser quando ganha na loteria), mas existe uma enorme fatia composta por uma “classe média rural” que possui uma área considerável para os padrões da cidade que vive, mas está muito longe de ser alguém rico. É puro preconceito.

Se somarmos ao ano os salários de uma família da cidade (pai e mãe trabalhando fora e ganhando os dois somados R$ 15 mil), com décimo terceiro são R$ 195.000,00.

Transformando este valor em receita líquida para uma família de agricultores, pode ser o perfil de alguém com 200 hectares que “tirou” R$ 1000,00 por hectare na safra de soja e “empatou” no trigo (em um cenário muito bom).

Tudo isso sem férias e finais de semana, em muitos casos, além de perder tudo a cada 8 ou 10 anos para secas e outros eventos climáticos. De quebra, brigar com o mercado na compra e na venda.

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Declaração de Aptidão ao PRONAF – DAP.


9 de fevereiro de 2019

Bolsonaro coloca General na presidência do INCRA


INCRA

Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) ficará nas mãos de general do Exército

O presidente Jair Bolsonaro anunciou através do Twitter que o INCRA será comandado pelo general do Exército.

Segundo o site JD1 notícias, o general foi indicação do secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia.



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