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28 de maio de 2021

Fungo Negro: doença tem casos confirmados no Uruguai e no Paraguai


Fungo Negro

A doença rara é causada por fungos comuns no ambiente, geralmente encontrados no solo, plantas, esterco e vegetais em decomposição.

fungo negro hongo

O Fungo Negro é uma doença rara, mas está aparecendo com mais frequência por conta do COVID. Na Índia, 9000 casos já foram identificados e os nossos vizinhos Uruguai e Paraguai já possuem registros da enfermidade.

Fungo Negro, o que é?

A doença na realidade chama-se mucormicose (antigamente zigomicose), causada por um grupo de fungos da ordem Mucorales. Ataca as vias respiratórias, pele, cérebro e intestinos. Casos mais severos podem exigir a retirada de ossos e até mesmo dos olhos para evitar o avanço da infecção.

Doença típica de pacientes com imunidade baixa provocada por outras doenças, começou a aparecer também em pessoas que passaram pelo COVID-19.

Segundo o CDC, o Centro de Controle de Doenças dos EUA, os fungos que causam a mucormicose vivem no meio ambiente.

Os mucormicetos, grupo de fungos causadores da mucormicose, estão presentes em todo o meio ambiente, principalmente no solo e em associação com matéria orgânica em decomposição, como folhas, pilhas de composto e esterco animal. São mais comuns no solo do que no ar e no verão e outono do que no inverno ou na primavera.  A maioria das pessoas entra em contato com esporos microscópicos de fungos todos os dias, então provavelmente é impossível evitar completamente o contato com mucormicetos. Esses fungos não são prejudiciais para a maioria das pessoas. No entanto, para pessoas com sistema imunológico enfraquecido, respirar esporos de mucormycete pode causar uma infecção nos pulmões ou seios da face, que pode se espalhar para outras partes do corpo.

Tipos de fungos que causam mucormicose

Vários tipos diferentes de fungos podem causar mucormicose. Esses fungos são chamados de mucormicetes e pertencem à ordem científica Mucorales. Os tipos mais comuns que causam mucormicose são espécies de Rhizopus e espécies de Mucor . 5 Outros exemplos incluem Rhizomucor espécies, Syncephalastrum espécie, Cunninghamella bertholletiae , Apophysomyces, Lichtheimia (anteriormente Absidia ) , Saksenaea, e Rhizomucor .

Fungo Negro (Hongo Negro) no Paraguai e no Uruguai

Dois casos da doença foram confirmados pela Sociedade Paraguaia de Microbiologia no último dia 27: uma mulher em Coronel Oviedo e um homem em Assunção. Os dois são pacientes “pós-COVID” e diabéticos. A mulher veio a óbito e o homem está em recuperação, mediante tratamento.

No Uruguai, um homem de 50 anos também recuperado de COVID e diabético apresentou a doença, inclusive com neecrose na zona das mucosas bucais.

As autoridades dos dois países reforçam que a doença não é nova, mas ataca pessoas com o corpo debilitado por outras enfermidades. Diabéticos devem redobrar os cuidados nesta época de COVID, além de não abandonar os tratamentos prescritos normalmente. Na realidade, pessoas sem qualquer problema de saúde convivem com o fungo sem qualquer problema, todos os dias.

Nas pessoas com deficiência imunológica, o Fungo Negro é grave e a mortalidade chega a 50%. Os  sobreviventes muitas vezes ficam com deformações terríveis ou perda dos olhos.

Em geral, é bom redobrar os cuidados com a saúde neste período, em especial para agricultores envolvidos em atividades que gerem pó em ambientes fechados, limpeza e varredura de silos, armazéns, galpões e no trato com os animais. Todo cuidado é pouco.

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23 de junho de 2020

Os gafanhotos da Argentina estão chegando


gafanhotos

Nuvem de gafanhotos vinda do Paraguai atravessou a Argentina e já está próxima da fronteira do Brasil

Um pesadelo para os agricultores argentinos com proporções bíblicas está passando perto do Brasil: uma nuvem de gafanhotos vinda do Paraguai está sendo monitorada dia a dia pelas autoridades.

Nas últimas horas foram registrados avistamentos em Perugorria (Corrientes), distante 150 km em linha reta da cidade de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Nuvem de gafanhotos na região de El Sombrerito – Santa Fé, no dia 18 de junho:

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Havia uma expectativa das autoridades argentinas sobre a possibilidade da nuvem de gafanhotos atravessar (ou não) o Rio Paraná. Os insetos finalmente atravessaram o rio entre os dias 18 e 19, rumo ao sul e tocados pelo vento.

Boletim da Senasa, órgão argentino que monitora a situação da praga no país. Os pontos e regiões em vermelho são as com maior potencial de dano.

É bom ficar de olho: a tendência do deslocamento da nuvem é sentido norte – sul, descendo cada vez mais ao território argentino, mas mudanças nas condições do tempo (especialmente vento) e na dinâmica das nuvens podem desviar uma parcela para o Brasil.

Como acompanhar o deslocamento

O Twitter é uma ótima ferramenta para acompanhar postagens rápidas sobre a nuvem de gafanhotos. Se você não possui o aplicativo no celular, não deixe de instalar e criar uma conta. Dentro da rede, procure monitorar a hashtag #langostas – o que pode ser feito também pelo browser, sem a necessidade de instalação, basta clicar neste link. Prestem atenção também na conta de Hector Emilio Medina, agrônomo e chefe de um programa nacional sobre as pragas.

A Langosta

O gafanhoto em questão, conhecido por lá como langosta sudamericana é o Schistocerca cancellata. Os insetos, apesar do grande potencial de dano divulgado pela mídia, está em sua fase adulta, quanto não atacam com tanta voracidade as vegetações.

O maior problema vem depois: quando toda esta nuvem assentar e reproduzir, deixando seus ovos como herança para uma próxima geração que acordará (aí sim) com muita fome. Um problema que, sem um primeiro momento, será principalmente da Argentina.

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