Tag: Crise

29 de junho de 2022

Califórnia lança “Auxílio Emergencial” de até US$ 1050 para os residentes no estado


Califórnia

O quinto estado mais rico dos Estados Unidos vai mandar um cheque de até R$ 5500,00 para 23 milhões de pessoas, para aliviar a situação financeira durante a crise

CalifórniaA Califórnia resolveu investir pesado em auxílio emergencial para os seus cidadãos. O governo de um dos estados mais ricos da América anunciou que mandará cheques de até US$ 1050,00 (cerca de R$ 5500,00 no câmbio de hoje) para 23 milhões de famílias, começando em outubro.

O governador Gavin Nelson anunciou nas redes sociais o benefício, dizendo “Eu sei que todos estão sentindo o impacto a subida dos preços nas despesas diárias como o preço da gasolina, itens de supermercado e aluguéis. Mas a Califórnia acabou de aprovar um novo programa de retorno de impostos para a classe média. Vinte e três milhões de californianos serão beneficiados com o recebimento de até US$ 1050 já em outubro. É mais dinheiro no seu bolso para ajudar a encher o tanque do carro e colocar comida na sua mesa.

Ainda segundo o governo, a crise e o alto preço dos combustíveis está obrigando pessoas a largarem o emprego, já que o custo de locomoção não compensa, entre os outros problemas óbvios nesta situação.

O benefício vai custar para os cofres do estado aproximadamente 17 bilhões, com cheques variando entre US$ 200 e US$ 1050, de acordo com o perfil de cada família, número de dependentes e impostos pagos ao logo do ano. O orçamento do estado para 2022/2023 é de US$ 300 bilhões.

Curiosidade

A gasolina na Califórnia custa em média US$ 6,43 o galão (3,78 litros). Com US$ 1050,00, o cidadão compraria 163, 2 galões de combustível (617 litros). Convertido em Real – de novo, só a título de curiosidade – o auxílio californiano compraria no Brasil 779 litros de gasolina.

 


17 de junho de 2022

Diesel sobe 100% em 6 meses na Europa e apavora agricultores


diesel sobe

O preço do diesel provocou um efeito cascata no custo de diversos serviços terceirizados na área agrícola

 

O preço do óleo diesel agrícola subiu 100% de janeiro até agora na Europa. Na Irlanda, a Association of Farm & Forestry Contractors of Ireland (FCI), entidade que agrega prestadores de serviços para o agronegócio monitora o preço do combustível e hoje alerta para o recorde, com uma média de 1,5 euro o litro.

A crise do combustível está elevando os preços dos serviços  na área agrícola e florestal. Para a silagem, por exemplo, no início da época de corte da silagem, em abril, o litro do diesel custava 1,25. Para encher um tanque de 30o litros em um trator, o agricultor gastava 225 euros em janeiro. Hoje, 450. E isso que é o diesel agrícola, com diferenciais nos impostos.

Krone BIG

Para encher o tanque (ou melhor, os tanques) do Krone Big X 1180, o feliz proprietário gasta 1650 euros, ou R$ 8914,00 na cotação de hoje (só para ter uma ideia).

Com estes preços, a associação recomenda que o preço mínimo para entrar na lavoura e enfardar silagem, por exemplo, seja de 420 euros por hectare para cobrir os custos.

Em Portugal

gasóleo agrícola

Os agricultores portugueses também estão sofrendo com as altas no preço dos combustíveis. O usuário João Paulo Nunes postou um lamento dia 11 de junho no grupo “Agricultura em Portugal” no Facebook, com duas imagens, uma do tanque sendo carregado em sua camionete e outra da nota fiscal: 1670 euros por 1004 litros de “gasóleo agrícola”.

Saiba mais

Espanhóis marcam protesto por pagarem gasóleo agrícola a 1,37€/l. Portugueses pagam 1,743€/l

Combustíveis. CNA diz que situação é insustentável


27 de março de 2020

Coronavírus está no centro das atenções, mas a seca continua e chegou antes


coronavírus está

O coronavírus está causando prejuízos e temores sobre perdas de vidas no país, em um momento que já era ruim para os agricultores e suas famílias

Não se fala em outra coisa nos noticiários de TV: o coronavírus ganha destaque com cobertura especial nos telejornais e até programas especiais dedicados ao problema. É uma crise que já tem mais de 30 dias e levou o país inteiro para quarentena nas últimas semanas. Já para quem é do campo, os problemas são dobrados.

Muitas famílias estão sofrendo com a seca desde muito tempo, com perdas na produção. Lavouras secando, atividade leiteira parada, hortaliças com dificuldade. Enfim, não há setor agrícola sem problemas. A seca causa medo do futuro, preocupação com contas para pagar e temores sobre a saúde, especialmente dos mais idosos. A doença que parou o mundo é mais um problema, com os mesmos efeitos.

A seca: foto de Mauricio Belé Fachi, de Arvorezinha, RS.

O usuário Mauricio Belé Fachi, de Arvorezinha, no RS, postou esta imagem em seu perfil no facebook, com a frase ” O engraçado que o corona chegou e a seca acabou para os outros . Mas para nós agricultores está assim “. A imagem também foi replicada pela página Fumicultores do Brasil.

Todos estão com razão. O foco agora é na fiscalização das entidades, prefeituras e todos os órgãos que de alguma forma fazem o meio de campo entre o agricultor e os recursos financeiros ou auxílios de prefeituras (muitas recebem verbas para este tipo de imprevisto e possuem maquinário para ajudar). E se as políticas de reparo dos problemas causado pelo coronavírus chegarem até os produtores, o problema pré-existente não deve ser esquecido: é tempo de dizer para os burocratas que no campo a crise chegou antes e o prejuízo é dobrado.

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Seca na Suíça faz governo transportar água em helicópteros para as vacas nos alpes.


2 de janeiro de 2019

AGCO fechará fábrica de tratores e motores na Argentina


AGCO

Alto custo financeiro, impostos e queda da demanda foram apontados como causa para o fechamento

Segundo o site argentino LaNoticia1, a AGCO vai fechar duas plantas no país vizinho: uma fábrica de motores localizada na cidade de Haedo e uma unidade que fabrica tratores em General Rodríguez. As empresas empregam 70 e 120 trabalhadores, respectivamente.

Ainda segundo o site, a informação teria sido confirmada pelo Sindicato de Mecánicos y Afines del Transporte Automotor (Smata).

Recentemente, a AGCO declarou que não fecharia a fábrica de General Rodríguez, deixando no ar a possibilidade do encerramento das atividades em Haedo.


15 de setembro de 2018

Argentina perdeu 420 propriedades leiteiras em um ano


Argentina perdeu

Dados são do Registro Nacional Sanitário de Produtores elaborado pela SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria)

A Argentina perdeu (mais uma vez) propriedades leiteiras no último ano. Os dados são compilados pela SENASA e revelados no mês de setembro. No período 2017-2018, “sumiram do mapa” 420 tambos em nosso país vizinho. Nos últimos 17 meses, foram 595 unidades. Nos últimos 10 anos, a taxa média anual de perda foi de 0,7%. Nos últimos 30, o número chega em 3,4%. Ainda segundo a SENASA, a média mundial é de 4%.

Entre os culpados (desde 2014) estão a conhecida crise financeira da Argentina, duas inundações e um grave período de seca e a situação do mercado mundial de leite entre 2015 e 2016.

Veja também

Saiba mais:

SENASA (Servicio Nacional de Sanidad y Calidad Agroalimentaria).

Mundo Rural.

Bovinocultura no Blog do Farmfor.

 

 



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