Tag: Crise do Coronavírus

9 de novembro de 2020

Baixo preço faz produtor queimar a lã no Reino Unido


lã

Os produtores de lã no Reino Unido estão sofrendo com o preço baixo do produto frente ao custo de produção. Para cada velo produzido, o custo é de 30 centavos, contra 24 recebido quando se encontra um comprador.

Um produtor do País de Gales que não quis se identificar, revoltado com a situação, resolveu queimar toda a lã do estoque em protesto. Foram para a fogueira mais de 800 velos e as fotos do “funeral” foram parar nas redes sociais, através de amigos que presenciaram a cena.

Só para tosquiar as ovelhas no Reino Unido, o custo por cabeça é de 2 libras.

 

O preço da lã previsto antes da pandemia (e do fechamento do mercado para exportação) era de 32 centavos o kg (um velo tem entre 2,5 e 5kg), sendo que o mercado já estava saturado com toneladas de produto não vendido. O Reino Unido produz anualmente 22 mil toneladas de lã, com um rebanho de 32 milhões de cabeças.

Visto no Daily Mail.

Veja também sobre lã, ovinos e tosquia:

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai.


11 de agosto de 2020

New Holland e rede de concessionários ampliam distribuição de alimentos durante a pandemia


new holland

Ações envolvem novas doações de cestas básicas a comunidades carentes e de cestas de hortifruti comprados de pequenos produtores

Curitiba, agosto de 2020

A New Holland Agriculture, marca da CNH Industrial, juntamente com sua rede de mais de 200 concessionários espalhados pelo Brasil, está ampliando a distribuição de alimentos para pessoas em situação de insegurança alimentar, especialmente durante a pandemia de covid-19. A marca, que em 2019 lançou uma campanha de combate à fome que doa refeições a partir da renda proveniente de uma parcela de todas as máquinas vendidas, decidiu criar uma “rede do bem”, que entre outras coisas tem ajudado tanto comunidades carentes quanto pequenos produtores com dificuldades de vender sua produção.

Desde o início da pandemia, a New Holland identificou as fragilidades nessas duas pontas da cadeia de consumo e resolveu ampliar seus esforços. “Decidimos doar mensalmente 17 cestas básicas a cada loja nossa pelo país, que serão distribuídas às comunidades mais necessitadas. Somando-se a essas cestas básicas, cada concessionário se comprometeu a doar cestas de hortifruti adquiridas junto aos produtores familiares da sua região, o que auxilia os pequenos agricultores a escoar sua produção, bastante afetada com o fechamento das escolas e a restrição imposta às feiras nas cidades. Com isso, conseguimos unir essas duas pontas”, explica Gustavo Taniguchi, diretor de Marketing Comercial da New Holland Agriculture para a América do Sul.

A iniciativa, que começou em junho e vai até agosto, empolgou tanto a rede de concessionários que ela resolveu complementar as doações dobrando o número de cestas básicas, conforme explica Taniguchi. Desta maneira, passou-se para 34 cestas básicas por mês doadas em cada loja New Holland, complementadas, ainda, com as cestas de hortifruti.

Pontos de doação

Mas a “rede do bem” não para por aí. Graças a uma parceria com a Associação Brasileira dos Distribuidores New Holland (Abraforte), os concessionários irão doar também itens de higiene, complementando o pacote de ajuda às famílias. Além disso, as lojas servirão como pontos de recebimento de alimentos de cidadãos que queiram contribuir, mas não têm como acessar outros pontos de recebimento. “Aproveitamos a grande capilaridade da nossa rede, que pode receber essas doações e distribuí-las às pessoas em situação de insegurança alimentar”, observa Taniguchi.

Essa capilaridade estendida também deve beneficiar os agricultores familiares, já que eles podem utilizar as mídias sociais dos concessionários New Holland para fazer a divulgação dos seus produtos nas suas regiões de atuação, ampliando as possibilidades de comercializar a produção em tempos tão difícies.

Fundo mundial

As ações da New Holland no Brasil integram um conjunto de ações da CNH Industrial, líder mundial de bens de capital, que investiu US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) para combater ou mitigar o impacto da covid-19 em todo o mundo. O recurso, que faz parte de um fundo social criado pela empresa, foi distribuído para as quatro regiões globais onde a companhia mantém operações, a partir de um mapeamento das necessidades de cada localidade. Foram destinados R$ 2 milhões somente para a América do Sul.

O plano estratégico em andamento é focado em três frentes de trabalho – alimentação, saúde e educação, com metas de curto, médio e longo prazos. No pilar alimentação, a empresa está suportando famílias carentes por meio do fornecimento de cestas básicas pelo período de três meses (junho a agosto), sendo que a segunda fase da distribuição já começou.

A ação da New Holland Agriculture irá auxiliar instituições filantrópicas em vários estados brasileiros com a doação de cestas básicas. As doações, inclusive, envolvem o time de Aftermarket Solutions da CNH Industrial. Os funcionários do Centro de Distribuição de Sorocaba (SP) se mobilizaram para organizar o recebimento, a separação e a distribuição das cestas básicas que foram enviadas a instituições de 16 estados do Brasil.

Em outra ação, a CNH Industrial doará cestas básicas aos beneficiados pelos projetos sociais já atendidos pela empresa nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Ao todo, cerca de 2 mil famílias no Brasil e mais de 1.750 famílias argentinas, nas cidades de Córdoba e Buenos Aires, estão sendo beneficiadas por essas iniciativas.

A New Holland Agriculture, assim como a CNH Industrial, trabalha alinhada com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Todos eles tiveram impactos com a covid-19 e a estratégia é agir especialmente sobre os objetivos mais vitais do ponto de vista social. Entre eles estão: a erradicação da pobreza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; e educação de qualidade.

Essas ações somam-se a outras já consolidadas durante a pandemia, como a doação de equipamentos de proteção individual, como máscaras descartáveis, para asilos e outras instituições que necessitam.

Sobre a New Holland

A marca, pertencente à CNH Industrial, é especialista no sucesso de agricultores, pecuaristas, locadores e profissionais da agricultura, seja qual for o segmento em que eles atuem. Seus clientes podem contar com a mais ampla oferta de produtos e serviços inovadores: uma linha completa de equipamentos, tratores, colheitadeiras, pulverizadores e plantadeiras, além de equipamentos específicos para biomassa e silvicultura, complementada por serviços financeiros feitos sob medida e planejados por especialistas em agricultura. Visite www.cnhpress.com e cadastre-se para receber e solicitar informações sobre a New Holland, além de ter acesso a todas as fotos dos produtos em alta resolução.

CNH Industrial N.V. (NYSE: CNHI /MI: CNHI) uma das líderes globais no setor de bens de capital com experiência industrial reconhecida, tem uma ampla gama de produtos e presença mundial. Cada uma das marcas individuais que pertencem à empresa é uma força internacional de destaque em seu setor específico: Case IH, New Holland Agriculture e Steyr para tratores e máquinas agrícolas; CASE Construction Equipment e New Holland Construction para equipamentos de movimentação de terra; IVECO para veículos comerciais; IVECO BUS e Heuliez Bus para ônibus urbanos e rodoviários; Iveco Astra para veículos de pedreira e construção; Magirus para veículos de combate a incêndio; Iveco Defence Vehicles para defesa e proteção civil; e FPT Industrial para motores e transmissões; CNH Industrial Capital para serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis no website da empresa: www.cnhindustrial.com.


1 de agosto de 2020

EastWest resgata alimentos descartados e doa para quem precisa


EastWest

A crise provocada pelo coronavírus afetou muitos agricultores americanos, que até então descartavam a produção. Um homem encontrou a solução para o problema, ajudando os dois lados: quem planta e quem precisa.

Com as quarentenas e lockdowns virando rotina em muitas comunidades por conta do coronavírus e da COVID-19, muitos produtores são obrigados a descartar a produção ou até sair da atividade (veja exemplos aqui e aqui). Nos Estados Unidos, um homem encontrou uma forma de resgatar estes alimentos e doar para os necessitados.

George Ahearn, morador da cidade de Othello, Washington, criou juntamente com alguns amigos a EastWest Food Rescue, uma entidade sem fins lucrativos para coletar produtos nas fazendas e entregar nos bancos de alimentos em seu estado.

A EastWest coleta a produção doada por agricultores mas em alguns casos paga um preço combinado entre as partes. Afinal, há muito trabalho e custos envolvidos na operação. E os agricultores também estão em um momento crítico. A operação, na medida do possível, ajuda as duas partes do sistema.

Segundo o site da entidade, até o dia 4 de junho foram resgatados quase 500 toneladas de alimentos entre batatas, cebolas, maçãs e ovos. O trabalho conseguiu alimentar 500 mil pessoas.

As pessoas podem ajudar a entidade com doações em dinheiro, trabalho voluntário, empréstimo de veículos para carga e descarga e distribuição de produtos já embalados para os bancos de alimentos atendidos. Há espaço para todos.

Importante: toda vez que um agricultor descarta a produção por motivos comerciais (especialmente baixo preço), logo os justiceiros de internet começam a xingar e condenar por não ter doado a comida para os pobres. Na realidade, entre a batata perecível no chão da propriedade e o prato de comida de quem tem fome, existe um longo caminho. Custa dinheiro e trabalho unir estes dois lados. É aí que entra o trabalho da americana EastWest. Ao invés de xingar nas redes sociais, as pessoas deveriam copiar o exemplo.

As imagens postadas aqui são do Facebook da entidade. Acesse aqui.

Veja mais – EastWest

When a man heard that farmers were destroying unsold produce, he arranged for trucks to deliver 3 million pounds of it to food banks (CNN).


16 de maio de 2020

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai


Tosquia Milionária

A época de tosquia começou na Espanha sem os profissionais do corte, impossibilitados de voar até o país. A solução foi fretar um avião.

Dez empresas espanholas do ramo têxtil entraram em pânico durante a pandemia: o calor da primavera chegando e com ele o perigo das doenças características do atraso na tosquia.

Em tempos normais, os melhores tosquiadores do mundo viajam até a Espanha para realizar o trabalho, que pode render para cada um até 250 euros por dia. Com as empresas aéreas paradas, a solução encontrada pelos espanhóis foi ousada e muito cara: fretar um Boeing 787 por módicos 533 mil euros (R$ 3,4 milhões) e trazer 251 tosquiadores do Uruguai, conhecidos por estarem entre os melhores do mundo na atividade.

Os números são impressionantes. Segundo o site El Español, os dez empresários possuem parceria com 9106 fazendas de ovinos na Espanha que juntas tocam um rebanho de 15,5 milhões de ovelhas.

Tosquia milionária: profissionais no aeroporto, rumo ao campo. Foto: El Español / Divulgação.

A concorrência no mercado de tosquiadores parece tranquila para os uruguaios. Ainda segundo o site, os profissionais da própria Espanha nesta época vão para a França, onde ganham mais. Os marroquinhos só trabalham com tesouras e os poloneses e eslovacos escolheram a Itália.

Veja também: Criador pega 6 meses de cadeia, suspensão e multa por não tratar bem das ovelhas.

O esforço logístico para organizar esta tosquia milionária envolveu os governos dos dois países, agências de viagem e até o rei da Espanha, procurado pelos empresários e fazendeiros para dar aquela força durante a crise, especialmente na abertura das embaixadas para o processamento do visto de entrada.

A ação de salvamento das ovelhas ainda ajudou alguns espanhóis que estavam no Uruguai, sem voos de retorno para casa. Pagando o preço de passagens normais, conseguiram embarcar junto aos tosquiadores.


8 de maio de 2020

A volta do leiteiro no Reino Unido


volta do leiteiro

Vinte e oito anos depois de entregar a última garrafa, pecuarista volta às origens e inicia serviço de entrega de leite “de porta em porta”

A pandemia do coronavírus prejudicou produtores rurais no mundo todo, com diversos relatos de leite jogado no lixo e colheitas sem ter trabalhadores disponíveis para o trabalho. No meio da desgraça, alguns agricultores conseguiram criar alternativas para manter a propriedade na ativa.

O exemplo aqui vem da região de Worcester, na Inglaterra. A Bennetts Farms é uma propriedade em atividade desde o ano de 1918, hoje tocada por Tristan Bennett, de 34 anos, representante da quinta geração da família. Com a entrega de leite para os laticínios paralisada, ele e a família decidiram colocar em prática um antigo plano: entregar leite de porta em porta, tal como faziam antigamente. A última garrafa de leite saiu da porteira no ano de 1992.

https://www.instagram.com/p/B_4O_Chp2dL/

A ideia da entrega de leite na comunidade foi colocada no facebook da propriedade e logo as encomendas começaram a chegar. Após um bom planejamento e a compra de equipamentos (incluindo um caminhão para a entrega) o serviço entrou em operação. É a volta do leiteiro em grande estilo, com ares de modernidade: pedidos pela internet e entrega de leite pasteurizado integral, não homogenizado.

A volta do leiteiro – são três opções de embalagens plásticas. Com o aumento das vendas, a propriedade pretende migrar para garrafas de vidro retornáveis.

O Tristan declarou para o site britânico The Shuttle que a demanda é bem alta e as pessoas gostam de comprar produtos dos agricultores locais. Além do leite, a Bennetts Farms vende carne e mantém um pequeno local para eventos no ambiente rural.

Uma boa ideia, ainda distante das possibilidades dos pequenos produtores brasileiros, mas poderá ser o futuro em propriedades próximas de centros urbanos. Pequenas marcas, vendendo direto para o consumidor.


16 de abril de 2020

Maior frigorífico de suínos fecha unidade nos EUA


maior frigorífico

O Smithfield Foods, maior frigorífico de suínos americano, sente a crise com a pandemia do coronavírus e fecha planta com 3700 empregados

A unidade da Smithfield Foods em Sioux Falls, no estado de Dakota do Norte, foi obrigada a fechar as portas por conta da crise com a pandemia de coronavírus. Só esta planta é responsável pelo processamento de 5% de toda a produção de suínos dos Estados Unidos. São 130 milhões de refeições prontas produzidas por semana na unidade.

E a crise foi interna: dos 3700 empregados da fábrica, 438 foram contaminados com coronavírus e outras 107 pessoas foram contaminadas por estes mesmos funcionários. A cidade de Sioux Falls tem 181 mil habitantes.

A cidade, afetada pelo coronavírus, agora perde milhares de empregos.

O condado de Minnehaha (onde fica Sioux Falls) tem 988 casos confirmados, 261 recuperados e 6 mortes. A planta do frigorífico responde por metade dos casos de toda a região.

Unidade da Smithfield: 3700 empregados em casa.

A empresa fechou na sequência outras duas unidades no estado de Missouri e Wisconsin, todas próximas de grandes centros urbanos.

Veja também

Coronavírus causa descarte de leite nos Estados Unidos.


10 de abril de 2020

Um milhão de litros de leite descartados por dia no Reino Unido


um milhão de litros

Propriedades leiteiras são orientadas a descartar a produção do dia e já não recebem a visita do caminhão de coleta. O leite já falta nos supermercados

Uma reportagem do site Daily Mail destacou a crise na pecuária leiteira do Reino Unido, causada pela pandemia do coronavírus. Os efeitos em cadeia refletem a falta de venda e escoamento de produtos lácteos nas indústrias. Um milhão de litros de leite são descartados todos os dias pelos produtores britânicos.

Os laticínios estão mandando mensagens para os produtores avisando que o caminhão da coleta não mais passará e que toda a produção deve ser descartada. É a primeira vez em décadas para muitos. Na família destacada pela reportagem, o fato nunca aconteceu em quatro gerações.

Veja também: Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra.

Os bares, restaurantes e cafés do Reino Unido são responsáveis pelo consumo de metade de todo o leite produzido por lá. Com todos fechados por conta do coronavírus, o mercado sentiu e entrou em colapso.

Ainda que só uma parte dos 10000 produtores britânicos responsáveis por um rebanho de 1,8 milhão de animais esteja descartando o produto neste momento, a tendência é que o número aumente, caso as restrições para a população continuem.

Enquanto isso, nos supermercados, faltam (ou são fornecidos de forma racionada por cliente) leite, manteiga, requeijão e queijos diversos.

Um milhão de litros por dia jogados no lixo: pior que a guerra.

Uma última e irônica consideração: a avó de Robert Mallet, um dos produtores entrevistados pelo Daily Mail, disse que a situação de agora está pior do que na época da segunda guerra mundial. Naquele tempos, os produtos eram entregues pelos próprios produtores tanto para o esforço de guerra quanto para os consumidores locais. Agora, os produtores de leite perderam o controle da situação.



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