Tag: Cannabis

21 de julho de 2020

Professor defende uso medicinal da Cannabis na medicina veterinária


Uso medicinal da Cannabis

Ativista da legalização da maconha e professor na Universidade Federal de Santa Catarina quer ver os veterinários brasileiros usando a planta na rotina clínica

O professor de Endocanabinologia e Cannabis Medicinal Erik Amazonas quer liberar o uso de cannabis na medicina veterinária. Para tanto, entre outras frentes de batalha, lançou uma Ideia Legislativa para ser votada no sistema e-cidadania do Senado Federal.

Diz a ideia:

Uso medicinal da Cannabis na medicina veterinária

Os médicos veterinários brasileiros precisam da liberação do uso medicinal da Cannabis na sua rotina clínica. Os animais ganham os mesmos benefícios medicinais vistos nos pacientes humanos. É urgente a necessidade de regulamentação para o uso veterinário.

Permissão do uso veterinário da Cannabis. A incorporação da Cannabis na rotina clínica veterinária traz um aumento na efetividade terapêutica, redução de danos colaterais, redução de custo, e melhoria geral da qualidade de vida do paciente e sua relação familiar. Centenas de patologias são tratadas ou controladas pela Cannabis em animais domésticos. É preciso dar liberdade aos veterinários.

O professor, em sua foto de perfil no Facebook.

A Ideia Legislativa precisa de 20000 votos para ser discutida pelos senadores. Até o momento, possui 521 apoiadores.

Há muito trabalho na área focado no mercado PET. No geral, os defensores alegam que a cannabis tem lugar nos tratamentos para aliviar a dor dos animais, reduzir inflamações, prevenir convulsões e outros usos.

Saiba mais

Professor da UFSC apresenta ao CRMV-SC manifesto pela Medicina Veterinária Canabinoide.

FDA Regulation of Cannabis and Cannabis-Derived Products, Including Cannabidiol (CBD).

Cannabis in Veterinary Medicine: Cannabinoid Therapies for Animals.


2 de abril de 2017

Cânhamo como silagem em propriedade na Holanda


Cânhamo como silagem

Planta inteira da maconha industrial (sem os efeitos da prima conhecida) é fornecida para rebanhos no país

 

O cânhamo, ou maconha industrial, tem menos de 1% de THC, o composto psicoativo da conhecida maconha. É usado na Itália para recuperação de solos degradados ou contaminados. Em outras palavras: não dá liga.

No vídeo abaixo, uma lavoura de cânhamo em ponto de corte, com ensiladeira New Holland FR 9050 rebocando uma enfardadeira BB960A, da mesma marca. Na sequência, um trator com implemento plastifica o fardo. O sistema no geral é muito interessante.

 

 

O cânhamo dá uma planta alta, com cerca de 2,5 m de altura e rebrota após o corte, se o mesmo for realizado antes do ciclo reprodutivo. É mais rústico, com um trato bem mais simples e barato. Não é qualquer ensiladeira que trabalha com a planta, visto que os caules são fibrosos e alguns chegam 5cm de diâmetro.

A cultura é proibida em muitos países e os grupos defensores da atividade se dividem em aqueles com puro interesse agronômico, defendendo atividades industriais à partir da planta em diversos setores e outros com a retórica de liberar a maconha pois a planta serve para isso e aquilo. Os grupos que defendem a liberação da maconha como droga até prejudicam alguns negócios já estabelecidos de subprodutos da maconha industrial por estarem associados à cultura “marijuana” ou usam seus símbolos para a venda.

Sobre a alimentação animal, os dados são poucos. Existem relatos de rendimentos similares a outras plantas tradicionais, mas com palatabilidade superior e cochos limpos após o fornecimento.

E você? daria silagem de cannabis para as suas vacas leiteiras?


4 de junho de 2016

Agricultores da Itália estão plantando maconha para descontaminar o solo


Maconha

Uma siderúrgica bagunçou uma região inteira na Itália, inviabilizando qualquer atividade agropecuária em um raio de 20 km de Tarento, em Puglia. A luz no fim do túnel? Maconha “industrial”

 

No farmer no cry…

Uma siderúrgica que gera 14 mil empregos versus uma região inteira na Itália. Décadas de emissões de poluentes que precipitaram no solo e contaminaram até mesmo a carne de ovelhas através da pastagem. Este é o cenário da região de Tarento (dica simples de geografia: fica no “salto da bota”, no mapa da Itália).

 

A Siderúrgica Ilva é a maior da Europa e é crucial para a indústria automobilística. O grupo está afundado em questões judiciais por conta destes problemas ambientais.

Depois de muitos agricultores saírem de suas atividades por vontade própria ou ordem do governo, uma associação entitulada CanaPuglia foi criada para tentar mitigar os efeitos da poluição no solo através da Fitorremediação, uma técnica que usa plantas com bom sistema radicular, capazes de extrair os poluentes através do próprio metabolismo. Uma espécie industrial de cannabis, com níveis baixíssimos de THC (em linguagem leiga: um pé de maconha que não dá barato) foi a escolhida para a recuperação. Alguns participantes já estão no segundo plantio. No total, 100 produtores estão plantando maconha, na esperança de despoluir o solo.

Experimentos com Fitorremediação não são novos. Após o acidente de Chernobyl, várias espécies foram usadas ou testadas para a limpeza do solo, Incluindo também o girassol (em uso nos arredores de Fukushima, no Japão).

Tabaco, variedades de mostarda e até o nosso conhecido nabo forrageiro também possuem propriedades especiais para a retirada de metais pesados, gasolina, poluentes diversos e até mesmo traços de explosivos do solo. Com resultado igual ou superior ao da cannabis.

Voltando para o caso italiano, descontaminar o solo é só o começo. Como os subprodutos da planta não possuem um bom valor comercial (produzem fibras e alguns óleos), a única função desta lavoura temporária é realmente a limpeza do solo, sem nenhum ganho adicional.



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