Tag: Blockchain

8 de maio de 2021

Chia Coin – dá para guardar seus plots na Digital Ocean?


Como minerar Chia

Chia CoinCom a provável corrida para a compra de HDs e SSDs para a mineração de Chia Coin, muitos potenciais “fazendeiros” da nova moeda pensam em usar serviços da nuvem para guardar os plots. Será que compensa?

A Amazon da China já anunciou algo sobre prestar este serviço, mas sem informações detalhadas. Uma outra empresa de destaque no mercado e concorrente da Amazon é a Digital Ocean. Seu serviço de armazenamento é chamado de “Spaces”.

Compensa alugar espaço na Digital Ocean?

O plano básico do spaces custa US$ 5,00 mensais para um armazenamento de 250 GB com até 1 TB de transferência de dados e upload para o spaces de graça. Cada gigabyte de espaço usado além da cota de 250GB custa US$ 0,02.

Chia Coin na nuvem

Sendo assim, arredondando (muito):

Um plot de 100 GB custaria US$ 2,00 por mês para guardar.

36 plots (o que seria mais ou menos equivalente a um HD de 4TB) custaria US$ 72,00 (R$ 408,00 hoje) enquanto um bom HD de 4TB nas lojas em geral custa R$ 900,00. Pouco mais de 2 meses de aluguel de espaço na Digital Ocean pagam o preço de um HD. Se o usuário apenas criasse 36 plots sem mais nenhuma atividade, ao final do ano gastaria o equivalente a 5 HDs de 4TB. Apenas financeiramente falando, não vale a pena.

Claro que existem pontos positivos, como não precisar pagar a luz e manter no-break, gerenciar uma máquina que pode dar problemas, os HDs podem estragar na sua máquina e na nuvem estão seguros.

De ponto negativo: você ainda precisaria criar os plots em casa e mandar para a Digital Ocean. Um arquivo de 100 GB leva mais de duas horas para “subir” em uma boa conexão de 100 gbps, mas internacionalmente falando, a internet nunca chegaria nesta velocidade para o upload. Fica impraticável.

Resumindo: por enquanto, fique em casa.

Não deixe de conferir o nosso basicão sobre como minerar chia e as razões para a existência deste texto.


5 de maio de 2021

Como minerar Chia – riscos e vantagens – em linguagem básica


Como minerar Chia

Como minerar Chia

 

O Blog do Farmfor é um site com notícias e informações agrícolas que raramente sai do tema. De qualquer forma, acreditamos que no futuro poderá existir um nicho de agricultores produtores de energia que poderão entrar no ramo de mineração de criptomoedas, aproveitando o excedente gerado por biodigestores, energia solar ou biomassa, por exemplo. Como minerar chia vem trazer detalhes sobre uma nova moeda digital que usa (ironicamente) termos bem conhecidos do mundo da agricultura para explicar suas etapas de trabalho.

Mineração de criptomoedas

Atividade em alta, a mineração de criptomoedas reúne adeptos de todos os “tamanhos”, desde indivíduos que dedicam algum tempo livre para ganhar uns trocados com seus computadores até corporações gigantescas que investem e faturam milhões de dólares.

Muito basicamente, o sistema de moedas digitais depende de complicados cálculos para manter a sua integridade, realizados em rede por milhões de dispositivos no planeta. O que seria exclusividade de grandes e poderosos computadores, hoje em dia pode ser feito em casa devido ao grande poder de processamento das desejadas placas de vídeo, até então necessárias para quem gosta de jogar no computador alguns títulos que exigem muito processamento.

Rig de Mineração

Rig de mineração: computador ligado com várias placas de vídeo em paralelo fazendo cálculos 24 horas por dia: dependendo do modelo da placa, uma unidade assim pode render até R$ 20 mil por mês para o “minerador”, depois de um gasto de R$ 2500,00 com energia elétrica (cálculos tendo por base 12 placas RTX 3090 segundo o site Nicehash).

 

Tanta procura por placas inflacionou o mercado e os preços dos modelos mais potentes (compatíveis com a atividade) subiram mais de 100% nos últimos meses. Mesmo assim, deixar o computador ligado em casa para fazer estes cálculos ainda pode render um bom dinheiro por dia, capaz de pagar o investimento da placa em 9 meses, descontados os gastos com energia elétrica.

E é a energia elétrica o diferencial para este “nicho do futuro” que imaginamos na agricultura. Na cidade, o kw hoje chega a R$ 1,00 em média, impactando no lucro obtido na mineração de criptomoedas. Quem tem energia gerada na propriedade e de sobra, sai em vantagem. Cooperativas com problemas de dejetos de suínos poderiam fazer do limão uma limonada e investir na geração com biodigestores, alimentando os computadores que vão fazer os cálculos, de forma autônoma ou em parceria.

Como minerar Chia

A Chia é uma nova moeda digital (tecnicamente uma plataforma de blockchain e transações inteligentes) lançada recentemente. Sua documentação está presente no site oficial. Em relação a outras plataformas que pagam para usuários fazerem cálculos com suas placas de vídeo, a Chia paga para que os mesmos criem largos arquivos digitais e que deixem os mesmos armazenados nos discos rígidos dos seus computadores.

Os arquivos gerados são “apelidados” de terrenos (plots) que ficam armazenados para posterior colheita pelo sistema, que entra no computador do participante, faz algumas checagens e dá uma recompensa pelo trabalho. O ganho vai depender da quantidade de arquivos armazenados no computador.

Para começar a minerar Chia (melhor dizendo, fazer o farming), basta entrar no site do projeto, baixar um programa, executar no computador e criar a sua identidade única, uma chave composta de diversas palavras em sequência. Depois, é preciso começar o longo processo de criar e armazenar os plots.

Se a mineração com placas de vídeo exige modelos mais caros, o trabalho com a Chia também tem suas particularidades. A criação dos plots exige um bom computador com um SSD rápido. Apenas um arquivo tem o incrível tamanho de 100 gigabytes em média (um típico hd de notebook tem 500 gigas). O programa cria um arquivo de forma temporária no SSD e transfere depois de pronto para o HD “normal”.

 

chia mst

Meme: quem tem pouco HD é um “sem terra” no mercado da Chia (é uma piada, obviamente).

Aqui começam os problemas para o usuário comum: os SSDs (aqueles discos de estado sólido super rápidos disponíveis hoje em dia) possuem um limite de gravação de dados definido pelo fabricante conforme o modelo, atrelado ao período da garantia. Mais ou menos como um carro com garantia por kilometragem ou também por tempo. Se usar demais, perde o desempenho ou estraga de vez. A geração de um único plot de 100 gigas gera um volume de escritas no SSD de até outros 1500 gigas.

Segundo problema: para ter chance de ganhar alguma grana, o usuário precisa deixar o micro sempre ligado com internet e também ter muitos plots, o que significa colocar um ou mais computadores gerando os arquivos em paralelo. Um bom computador pode gerar 5 plots em paralelo e esta operação dura cerca de 5 horas. Ao final do dia, serão mais ou menos 27 plots gerados, com incríveis 43 terabytes de dados escritos e apagados no SSD temporário.

Em suma: SSDs para uso doméstico não aguentariam o tranco, é preciso adquirir unidades especiais, para trabalhos pesados. Quem arrisca, deve estar preparado para queimar alguns SSDs no processo.

Guardar estes arquivos com segurança (depois de todo este trabalho, você não quer perder tudo por conta de falhas em um HD) é preciso um bom computador, com vários discos em paralelo, de grande capacidade, em um ambiente bem refrigerado e com bons componentes, especialmente a fonte. Comprar este monte de HDs custa caro. No mundo dos computadores para empresas – os servidores – modelos assim custam verdadeiras fortunas em empresas como a Dell, mas é possível montar uma versão com a maioria das peças adquiridas em lojas de informática ou no mercado livre. Foge ao escopo deste texto dar mais especificações técnicas, mas recorremos a alguns sites e chegamos nestes preços para modelos de exemplo + um nobreak compatível. Ao lado, o retorno mensal da mineração (não é para sempre, o valor vai diminuindo) com um hipotético valor da moeda sendo negociada a US$1000,00 (no momento da edição deste texto, está a US$ 634 e já esteve cotada por mais de US$ 1900,00 logo que foi lançada no mercado). O dólar é de R$ 5,40.

Computador com 28 TB em discos: R$ 25.000,00 – renda mensal de R$ 26.190,00.

Computador com 56 TB em discos: R$ 38.400,00 – renda mensal de R$ 52.434,00.

Computador com 98 TB em discos: R$ 47.200,00 – renda mensal de R$ 91.746,00.

Os modelos possuem 8 HDs em RAID e componentes selecionados, além de um SSD dos mais caros. Mais uma vez, são apenas modelos de exemplo, calculados conforme a disponibilidade de peças no mercado. Vale lembrar que, assim como a mineração em placa de vídeo inflacionou o componente, há quem diga que os HDs e SSDs ficarão mais caros nos próximos meses por conta da Chia.

Os erros mais comuns de quem entra na mineração (de qualquer tipo)

Não contar com depreciação (não colocam no custo o desgaste das peças, seguro e outros ploblemas, além da compra de peças de backup).

Não proteger os computadores de redes elétricas ruins com bom aterramento, protetores de surtos e contra raios, bons no-breaks.

Iniciar a atividade em locais com a energia elétrica cara demais (para a turma da placa de vídeo, já que a mineração da Chia não gasta tanta energia).

Iniciar na atividade sem conhecimento técnico ou pelo menos com a ajuda de quem entende.

Contar com a sorte. A remuneração da atividade se dá através de moedas digitais, que flutuam no mercado e poderão ficar com uma cotação que impede o retorno do investimento. Invista sempre o dinheiro que você acha que pode perder. É um investimento de risco! 

Considerações finais

Nós aqui no blog não vendemos máquinas, não prestamos consultoria em geração de energia em propriedades, criptomoedas, mineração ou instalação de máquinas para o trabalho. Este texto é apenas para enriquecimento cultural da nossa audiência.

Sites úteis e referências

Chia Calculator – site que diz quanto você poderá ganhar em dólar, de acordo com o número de arquivos que conseguiu gerar.

Proof of Stake e Proof of Work – as diferenças entre os sistemas que trabalham com placa de vídeo e os co discos rígidos na mineração.

Cotação da Chia no CoinMarketCap.

Informações básicas sobre o funcionamento de SSDs no Tecnoblog (antigo, mas serve de base para mais estudos).

Por final, o Youtube: diversos canais já estão dedicando longos vídeos para a atividade.

 


11 de junho de 2019

Saiba como funciona o transporte de animais monitorado por computador


transporte de animais

Muito além do GPS, o sistema desta empresa canadense permite acompanhar em tempo real temperatura, comportamento do motorista e o bem estar animal

A startup canadense Transport Genie Ltd fornece um interessante serviço para os produtores do país. Por meio de uma rede de sensores instalada nos caminhões que transportam bovinos, suínos e pintos de um dia, entrega diversas informações para os clientes e também para os próprios motoristas.

Os sensores registram se houve variação extrema de temperatura capaz de prejudicar o bem estar animal (condições de micro-clima) e também o comportamento do motorista: acelerômetros captam freiadas bruscas e aumentos na velocidade. Os dados usam blockchain, sendo impossível a adulteração futura. Produtor e cliente recebem os registros sobre a viagem e executam as ações necessárias no caso de um evento negativo.

Através da rede de dados das operadoras (3G/4G), todas as leituras e as coordenadas do GPS são enviadas para a base.

A empresa atua no Canadá e recentemente fechou um contrato com a suíça Prodavi, para monitorar caminhões que transportam aves.

Com o aumento do interesse das empresas no monitoramento de todos os processos envolvendo o recebimento de mercadorias, a adoção de soluções como esta serão comuns no médio prazo, para produtores de todos os tamanhos.


17 de dezembro de 2017

Chineses estão desenvolvendo GPS e reconhecimento facial para galinhas


gps para galinhas

Sistema vai rastrear com precisão a produção de frangos orgânicos

De acordo com as estatísticas, os chineses comem 5 bilhões de frangos por ano (sim, bilhões). Só para comparação, o Brasil abateu 5,86 bilhões de cabeças em 2016.

E é da China que vem uma das novidades no mundo da avicultura: o rastreamento de frangos usando tecnologias como GPS, reconhecimento facial e blockchain.

 

GPS para galinhas

A startup chinesa ZhongAn está acompanhando uma pequena parcela (100 mil) dos frangos produzidos no país, com uma precisão incrível: em tempo real, os dados da movimentação individual das aves são coletados através de pequenos receptores de GPS. Nos próximos 3 anos, o sistema batizado de GoGo Chicken deverá evoluir para o monitoramento de 23 milhões de aves.

 

gps para galinhas

Sistema de GPS em frango, em uso experimental nos EUA. Via spokesman.com

É bom lembrar que o frango orgânico é produzido em até 6 meses, gerando muito mais dados quando comparado com um abate de 45 dias do sistema convencional.

Benefícios sociais, para os chineses

O GoGo Chicken só funcionará em regiões chinesas sem poluição e os contratos de “integração” destes frangos orgânicos serão realizados com agricultores experientes no negócio, com atuação paralela na produção de hortifruti. E vai além, exigindo até mesmo que os produtores tenham uma rotina saudável, que inclua a prática de exercícios.

Junto com as empresas de logística, frigoríficos e canais de venda, estas iniciativas deverão garantir um produto de qualidade, sem falsificações ou contaminações, com rápida resolução de problemas encontrados em toda a cadeia produtiva da avicultura.

É bom ficar de olho: se a produção free-range é vista como algo inovador e alternativa para alguns produtores, é bom saber que a “fila andou” e outras formas de produção e tecnologias digitais são a tendência do momento.

 

Olho nos chineses!

Acesse o site da ZhongAn.


22 de novembro de 2017

A Cargill está rastreando os perus vendidos nos EUA


Cargill

Projeto permite que os consumidores consultem na internet dados sobre a propriedade de onde saiu a ave

 

O tradicional feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA levará para o forno milhões de perus (mais de 46 milhões, segundo algumas estatísticas). A Cargill, neste ano, lançou um projeto piloto de rastreabilidade em alguns pontos de venda do estado do Texas.

Os perus da marca Honeysuckle White serão vendidos acompanhados de um código. O número, digitado no site da empresa, revela dados sobre a ave a procedência, como na tela à seguir:

 

 

A rastreabilidade de alimentos não é novidade na indústria, desde as mais detalhadas (com etiquetas apontando para o histórico fiel de frutas, verduras, carnes e laticínios nos supermercados) até aquelas que existem apenas para marketing, dando uma ideia do perfil dos produtores ligados ao negócio.

No caso da Cargill, a iniciativa parte do uso de uma tecnologia chamada blockchain. Um arranjo que envolve registros que não podem ser alterados nas diversas fases da cadeia de produção, criptografia e uma maior seriedade nos bancos de dados, apoiados por recursos de computação e muita segurança.

Outras empresas pelo mundo estão investindo pesado no blockchain. Na China, uma empresa chamada ZhongAn pretende fazer rastreabilidade em nível individual, colocando um código em cada frango do aviário, possibilitando a consulta de diversas informações ao logo da produção. Já a startup Ripe.io promete esta rastreabilidade extrema até mesmo para tomates.

Saiba mais sobre blockchain no site da IBM.



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