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4 de abril de 2022

Novo Ministro da Agricultura já tentou colocar Exército contra MST


novo ministro da agricultura

Marcos Montes propôs, em 2016 – época do governo Dilma – que uma mudança na Constituição permitisse a atuação do Exército contra MST

marcos montes

Com a saída da ministra Tereza Cristina para disputar uma vaga no Senado pelo Mato Grosso do Sul, assume o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o secretário executivo da pasta, Marcos Montes.

Em 2016, quando era deputado federal pelo PSD – e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária -, Montes tentou junto ao então vice-presidente Michel Temer emplacar a ideia de permitir que o Exército Brasileiro enfrentasse o Movimento dos Sem Terra nos conflitos agrários, como um reforço para as polícias estaduais .

Naquela época, o governo Dilma já estava com os dias contados e várias forças políticas conversavam com Temer sobre arranjos para o futuro.

O homem já não era estranho ao assunto: em 2009, consta este pronunciamento como deputado ainda pelo DEM:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na última sexta-feira, no Município de Prata, Minas Gerais, no momento em que me reunia com lideranças políticas, fui avisado de uma invasão do MST em algumas propriedades rurais: famílias sendo submetidas a todos os tipos de humilhação e tortura, crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, dentro de suas próprias casas e fazendas.

O MST é comandado por indivíduos sem qualquer interesse em resolver a reforma agrária. Eles utilizam a fragilidade social de seus integrantes, com o único objetivo de se tornarem instrumentos de manobra e pressão política. Este movimento se distanciou da reforma agrária e aproximou-se da criminalidade – se não bastasse, tudo financiado pelos cofres públicos e avalizado pelo Governo Federal.

A Constituição estabelece que toda forma de associação deve ter caráter lícito. Isso não tem sido obedecido pelo movimento, que, além de atividade ilícitas, como o uso de armas de fogo e a destruição de patrimônio público e privado, perderam seu foco de entidade aglutinadora de objetivos sociais – reforma agrária. A falta de personalidade jurídica funciona como uma “anistia preventiva”, em que cometem todo tipo de ilícito, na certeza de que não serão punidos civil, administrativa e penalmente.

Os produtores rurais, responsáveis por elevar o PIB, impulsionar a vida econômica dos pequenos municípios e gerar emprego, ficam no meio do fogo cruzado. De um lado os ambientalistas os acusam de serem os responsáveis pelas mazelas do meio ambiente, e do outro lado sofrem com a invasão de vândalos e criminosos, que destroem propriedades e causam prejuízos de toda ordem. Eles invadem instituições públicas, campos de pesquisa e fazendas produtivas. Não se tem notícias de que foi invadida uma área inóspita com capacidade de tornar-se uma propriedade rural e concretizar a reforma agrária. Isso reflete o caráter ilícito e partidário das atividades do MST.

É bom que se diga que o Democratas é favorável à reforma agrária. No entanto, somos contrários a essas atividades criminosas institucionalizadas. Somos favoráveis a uma reforma que inclua um pacote de qualificação técnica capaz de viabilizar suas atividades sem interferência do dinheiro público e da política partidária.
Por essas e outras razões, sou favorável à criação da CPMI do MST, na qual iremos apurar irregularidades com o dinheiro público, responsabilizar integrantes por sua aplicação irregular e pelos crimes cometidos com a ordem pública e social.

Muito obrigado.

Marcos Montes Cordeiro

O site oficial do governo brasileiro postou este perfil do novo ministro da agricultura:

 

Marcos Montes Cordeiro tem 72 anos e é médico anestesista e médico do trabalho, formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em 1975. Possui Pós-Graduação em Medicina do Trabalho, especialização em Anestesiologia, pela Universidade de Campinas e residência médica, todas pela Universidade de Campinas (Unicamp).

O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi prefeito de Uberaba (MG) por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004. Nesse período, presidiu a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande e foi vice-presidente da Associação Mineira de Municípios.

No Poder Executivo, Marcos Montes também já foi secretário estadual de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais e secretário municipal de Turismo da Prefeitura de Uberaba.

No Legislativo, foi deputado federal por três mandatos seguidos, de 2007 a 2018. Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Também foi vice-presidente de outras comissões importantes, como a de Orçamento, e a de Meio Ambiente e a de Minas e Energia.


2 de outubro de 2018

Frente Parlamentar da Agropecuária fecha com Bolsonaro e Mourão


Frente Parlamentar da Agropecuária

A FPA – Frente Parlamentar da Agropecuária emitiu nota de apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro

A nota da Frente Parlamentar da Agropecuária, na íntegra:

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 261 deputados federais e senadores, anuncia apoio oficial ao candidato do PSL Jair Messias Bolsonaro, atendendo ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios.

Como signatária do apoio irrestrito às ações do Judiciário e do Congresso Nacional durante o processo de impeachment, a FPA reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da nossa agricultura e do Brasil.

Entendemos que a geração de empregos e renda é a melhor forma de garantir estabilidade econômica e social, alcançando toda a população.

Alavancar nosso desenvolvimento econômico é a grande oportunidade de resgate da dignidade do povo brasileiro, a partir da construção de um Estado que proporcione educação, saúde e segurança pública de qualidade.

As recentes pesquisas eleitorais trazem o retrato da polarização na disputa nacional, o que causa grande preocupação com o futuro do Brasil.

Portanto, certos de nosso compromisso com os próximos anos de uma governabilidade responsável e transparente, uniremos esforços para evitar que candidatos ligados à esquemas de corrupção e ao aprofundamento da crise econômica brasileira retornem ao comando do nosso País.

 

TEREZA CRISTINA
Presidente da FPA

 

 



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