Tag: Carne Sintética

14 de fevereiro de 2021

Bill Gates quer que países ricos consumam apenas carne sintética


Bill Gates quer

Bill Gates quer

Bill Gates quer carne de laboratório no prato dos ricos

Bill Gates quer arranjar encrenca com os pecuaristas. O bilionário fundador da Microsof, pai do sistema operacional Windows, dono de um pedaço da John Deere e também de uma enorme quantidade de terras nos Estados Unidos, fez declarações pesadas para o jornalista James Temple, da revista MIT Technology Review, sobre formas de se combater o Aquecimento Global.

O bilionário está lançando um novo livro com o título Como evitar um desastre climático: As inovações que temos e as inovações necessárias (link na Amazon), dando suas ideias para o combate das mudanças climáticas no planeta. Quando indagado sobre a produção de alimentos, a poluição gerada pela pecuária e fertilizantes e a produção de carne sintética, respondeu:

Para a África e outros países pobres, teremos que usar a genética animal para aumentar drasticamente a quantidade de carne bovina por emissão para eles. Estranhamente, o gado dos EUA, por ser tão produtivo, as emissões por quilo de carne bovina são dramaticamente menores do que as emissões por quilo na África. E como parte do trabalho da Fundação Bill e Melinda Gates, estamos tirando proveito do gado africano, o que significa que eles podem sobreviver no calor e cruzar a produtividade monstruosa tanto do lado da carne quanto do leite do elite das linhas de carne bovina dos EUA.

Então, não, não acho que os 80 países mais pobres comerão carne sintética. Eu realmente acho que todos os países ricos deveriam mudar para carne 100% sintética. Você pode se acostumar com a diferença de sabor, e a alegação é que eles vão tornar o sabor ainda melhor com o tempo. Eventualmente, esse prêmio verde é modesto o suficiente para que você possa meio que mudar o comportamento das pessoas ou usar a regulamentação para mudar totalmente a demanda.

Portanto, para a carne nos países de renda média e superior, acho que é possível. Mas é um daqueles onde, uau, você tem que rastrear todos os anos e ver, e a política [é um desafio]. Existem todas essas contas que dizem que tem que ser chamado, basicamente, lixo de laboratório para ser vendido. Eles não querem que usemos o rótulo de carne bovina.

Bill Gates e Warren Buffet batendo um lanchinho em restaurante dos EUA no dia em que o VR entrou.

Os destaques no texto são nossos. Vale lembrar que o Brasil está entre os 25 países mais ricos do mundo e também é o maior produtos de carne do planeta. Uma vez aplicada a recomendação do bilionário com está colocada, teríamos sérios problemas econômicos. Não podemos esquecer também que Bill é investidor (adivinha?) de uma empresa que pesquisa e produz alternativas em carne sintética. O leitor do Blog do Farmfor ficou sabendo deste detalhe em fevereiro de 2018 em “Carne sintética desafia pecuaristas americanos“.

O filme O Demolidor virando realidade

“O contato físico não existe, dizer palavrão é crime, a comida é naturalista e todos são corretos, falsamente simpáticos e inclusivos. Um mundo orientado e individualmente doente, onde quem tenta viver com autoconsciência é criminalizado pelo Estado onipresente.” – Este é o quadro no filme O Demolidor, bem explicado e comentado neste texto da Lócus Online.


21 de fevereiro de 2018

Carne sintética desafia pecuaristas americanos


Associação de pecuaristas não quer que fabricantes da novidade chamem a carne sintética de “carne”.

 

Os estudos para a produção de carne sintética (de laboratório) estão avançando pelo mundo, com dinheiro de grandes investidores como Bill Gates e o bilionário inglês Richard Branson. O discurso tem forte pegada “ambiental”, com recorrentes afirmações de que o atual modelo de produção de carne no mundo não é sustentável, ruim para o planeta e para os próprios animais.

Além dos bilionários investidores idealistas, grandes empresas do ramo de produção de alimentos estão embarcando nesta onda. A Tyson Foods e a Cargill possuem investimentos em startups como a Memphis Meats e a Beyond Meat, duas das principais pesquisadoras das tecnologias de carne artificial.

O processo de fabricação da carne de laboratório

 

 

O vídeo acima (em espanhol) mostra o protótipo para a fabricação de carne artificial, fazendo com que células de tecido muscular e de gordura animal se desenvolvam em um líquido especial, até formarem um volume suficiente para ser misturado e ter uma aparência de hambúrguer. Não, não veremos “costelões 12 horas” feitos de costela de laboratório, mas esta “pasta” de carne moída “não moída”.

A US Cattlemen’s Association (USCA), uma associação de pecuaristas americanos já se pronunciou sobre o caso não pela proibição da produção, mas para evitar que chamem este amontoado de células feito em laboratório de “carne”. Um documento enviado para o USDA (o Ministério da Agricultura americano) pede que produtos que não vieram de gado criado tradicionalmente seja rotulado e vendido como carne no mercado.

Carne sintética

No fundo, o pensamento por trás destas ações vai além da produção de uma alternativa para a alimentação da população ou redução de custos: o objetivo é rotular a criação e comércio de carne de gado, suínos e aves como degradante, medieval e coisa do passado. Visões de uma distopia que cada vez mais lembra a mostrada no filme Demolidor, com Sylvester Stallone. Sem sexo, sem palavrões, sem carne. Sobra a ditadura.



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