A maior cooperativa agrícola do Brasil continua sendo a Coamo, de Campo Mourão (PR), que fechou 2025 com R$ 28,7 bilhões de receita global e sobra líquida de R$ 2,019 bilhões. Atrás dela vêm a Aurora Coop (Chapecó, SC), a C.Vale (Palotina, PR), a Lar (Medianeira, PR) e a Cooxupé (Guaxupé, MG), a única do top 5 que não vive de soja, milho, frango ou porco: é café. Este levantamento reúne as 50 maiores cooperativas agrícolas do Brasil pelo faturamento do exercício de 2025 (divulgado nas assembleias de 2026), com sede e site de cada uma, e abre com um retrato do cooperativismo agropecuário brasileiro construído a partir do Anuário do Sistema OCB, do Censo Agropecuário do IBGE, do Plano Safra do Ministério da Agricultura e do World Cooperative Monitor.
Antes de chegar à lista, vale entender o tamanho do que estamos falando. As dez maiores somaram R$ 154,2 bilhões em 2025. Se fossem uma única empresa, estariam entre as cinco maiores do país, à frente de qualquer banco privado.
Quanto pesa o cooperativismo agro no Brasil em 2026
O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado pelo Sistema OCB em 31 de julho de 2026 com dados fechados em 31 de dezembro de 2025, conta 4.400 cooperativas em atividade no país, 29 milhões de cooperados (13,6% da população brasileira), 613 mil empregos diretos e R$ 848,4 bilhões em ingressos. O ramo agropecuário é o coração financeiro desse sistema: são 1.254 cooperativas, 1,13 milhão de cooperados e 277 mil empregados que movimentaram R$ 487,3 bilhões em 2025, alta de 11,2% sobre os R$ 438,3 bilhões de 2024. É pouco mais da metade (57,4%) de tudo o que o cooperativismo brasileiro fatura, com menos de 4% dos cooperados. As sobras do ramo, distribuídas ou capitalizadas, somaram R$ 29,25 bilhões, um recuo de 3,3% num ano de margens apertadas para grãos. É o mecanismo que já explicamos ao mostrar como uma cooperativa britânica devolve sobras aos associados: o que sobra volta para quem produziu.
Para dar escala: os R$ 487,3 bilhões equivalem a cerca de 15% do PIB do agronegócio calculado pelo Cepea e pela CNA, que somou R$ 3,20 trilhões em 2025 (crescimento de 12,2%, com a pecuária avançando 32,5%). No comércio exterior o peso é parecido: as 140 cooperativas exportadoras embarcaram US$ 17,4 bilhões em 2025, ou 10,3% de todas as exportações do agro brasileiro, puxadas por café, carne de frango, farelo de soja, carne suína e óleo de soja, com China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos como principais destinos. Dez cooperativas responderam por 67% desse total, o que já antecipa a concentração que a lista abaixo vai mostrar.
O ano de 2026, porém, começou em outro clima. O mesmo Cepea apontou recuo de 2,01% no PIB do agro no primeiro trimestre, e a projeção de agosto fala em queda real de 7,8% no ano, para R$ 3,13 trilhões, por conta do ramo agrícola. Juros altos, preços de soja e milho em baixa e quebra de safra no Sul explicam por que várias cooperativas da lista cresceram pouco, ou encolheram, entre 2024 e 2025, e por que o Sistema OCB pediu um Plano Safra maior do que o que veio.
Onde estão as cooperativas: o Sul manda no dinheiro, Minas manda no número

O mapa do cooperativismo agro tem duas leituras. Em quantidade de cooperativas, Minas Gerais lidera com 191, seguida por São Paulo (107), Goiás (89), Rio Grande do Sul (88) e Mato Grosso (84), segundo o recorte estadual do Anuário 2026. O Sudeste concentra 334 cooperativas agro, o Nordeste 259, o Norte 230, o Sul 216 e o Centro-Oeste 215. Em dinheiro, a história é outra: o Sul responde por 52,1% dos ativos do cooperativismo nacional e foi o Paraná que mais distribuiu sobras em 2025, R$ 18 bilhões, contra R$ 7,8 bilhões em Santa Catarina e R$ 6,3 bilhões no Rio Grande do Sul.
O Paraná é o caso extremo. As 82 cooperativas agropecuárias filiadas ao Sistema Ocepar faturaram R$ 182 bilhões em 2025, reúnem 240 mil produtores, empregam 118 mil pessoas e recebem 68% da soja, 69% do milho e 69% do trigo colhidos no estado. Não por acaso, 17 das 50 cooperativas desta lista são paranaenses, e três das quatro maiores do país (Coamo, C.Vale e Lar) ficam a menos de 300 quilômetros uma da outra, no oeste do estado. Santa Catarina vem em seguida, com 45 cooperativas agro que faturaram R$ 63 bilhões e exportaram US$ 2,18 bilhões, 17,9% de tudo o que o estado vende ao exterior. No Rio Grande do Sul, castigado por duas safras ruins e pela enchente de 2024, o ramo agro cresceu só 5%, para R$ 52,2 bilhões. Minas, terra do café, foi a surpresa do ano: as 196 cooperativas agro do estado movimentaram R$ 66,8 bilhões em 2025, alta de 26,7%, empurradas pelo preço recorde do café.
Quem é o produtor cooperado, segundo o IBGE
Há um número que costuma surpreender quem conhece o cooperativismo só pelo tamanho da Coamo ou da Aurora. Pelo Censo Agropecuário 2017 do IBGE, o último realizado, o Brasil tinha 5.073.324 estabelecimentos agropecuários e apenas 579.438 deles, ou 11,4%, eram conduzidos por produtores associados a alguma cooperativa. É um universo pequeno e muito concentrado: 82,7% desses cooperados estão no Sul e no Sudeste, e no Nordeste, que tem quase metade dos estabelecimentos do país, só 1,3% dos agricultores familiares cooperam. O Sul sozinho reúne 313 mil produtores cooperados, 54% do total nacional.
A leitura é dupla. De um lado, mostra por que o cooperativismo agro brasileiro é tão forte onde existe: uma minoria de produtores organizados responde por 53% da originação nacional de grãos e fibras e por cerca de 80% da carne suína do país, segundo dados do Anuário reproduzidos pelo Sicoob Central SC/RS. De outro, mostra o tamanho do espaço que ainda existe. Foi esse espaço que a OCB mirou ao definir a meta de chegar a R$ 1 trilhão em ingressos em dois ou três anos, e que explica o crescimento de 39% no número de cooperativas agro do Ceará entre 2024 e 2025.
Plano Safra, Prodecoop e o crédito que chega pelas cooperativas
O Ministério da Agricultura e Pecuária trata as cooperativas como um canal do Plano Safra, não como um público à parte. No Plano Safra 2026/2027, anunciado em 30 de junho de 2026 pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin e pelo ministro André de Paula, são R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 452,5 bilhões para “demais produtores rurais e cooperativas”, com R$ 140,2 bilhões reservados a investimento, 38% a mais que no plano anterior. As linhas específicas, o Prodecoop (investimentos em armazenagem, indústria e comercialização) e o Procap-Agro (capital de giro e capitalização), tiveram os juros reduzidos de 13,5% para 12% ao ano, e o Prodecoop passou a financiar armazenamento de energia ligado a geração renovável. A conta, porém, não agradou: segundo o Sistema OCB, os dois programas perderam juntos 28,8% dos recursos, cerca de R$ 850 milhões a menos que na safra 2025/26, quando o Prodecoop tinha R$ 1,9 bilhão. A OCB havia pedido um plano de R$ 674 bilhões.
Na outra ponta, as cooperativas de crédito viraram o principal balcão do produtor. Dados do Banco Central compilados pelo Sistema OCB mostram que Sicredi, Sicoob, Cresol, Credicoamo e as demais somaram R$ 1,04 trilhão em ativos no fim de 2025, com carteira rural de R$ 153,3 bilhões e cerca de 22% de todo o crédito rural concedido a pessoas físicas no país. Nos dois primeiros meses do Plano Safra 2026/27, julho e agosto de 2026, elas desembolsaram R$ 18,5 bilhões, mais que os bancos públicos (R$ 16,1 bilhões) e os privados (R$ 12,4 bilhões). Muitas cooperativas agro desta lista têm a sua própria cooperativa de crédito grudada na estrutura, caso da Credicoamo, criada pela Coamo, e é assim que insumo, financiamento e comercialização fecham o ciclo dentro de casa. Já contamos aqui como funciona esse desenho no texto sobre as linhas de crédito do Pronaf.
O Brasil no ranking mundial das cooperativas
O World Cooperative Monitor 2025, publicado pela Aliança Cooperativa Internacional e pelo instituto Euricse em novembro de 2025 com dados de 2023, coloca 13 cooperativas brasileiras entre as 300 maiores do mundo por faturamento, segundo país mais representado depois dos Estados Unidos (79). No ranking que corrige o faturamento pelo PIB per capita, o Brasil tem 21. Entre as agroindustriais, a Coamo aparece em 114º lugar no mundo (US$ 5,75 bilhões em 2023), a C.Vale em 135º, a Lar em 143º, a Aurora em 144º, a Comigo em 202º, a Cocamar em 204º, a Copacol em 256º, a Cooperalfa em 267º e a Integrada em 276º. Quando o critério é faturamento sobre PIB per capita, Coamo (7ª) e C.Vale (10ª) entram no top 10 mundial de agricultura e alimentos, atrás de gigantes como a coreana Nonghyup e a americana CHS. É a medida mais honesta do que essas cooperativas representam para as economias onde estão.
Como este ranking foi montado, passo a passo
Não existe uma lista oficial das maiores cooperativas agrícolas do Brasil. O Sistema OCB publica os totais do ramo no AnuárioCoop, mas não um ranking nominal; os rankings de imprensa misturam cooperativas com empresas e usam critérios diferentes entre si. Por isso o Farmfor montou a própria lista. O leitor tem o direito de saber como, e aqui está o método, na ordem em que foi aplicado.
- 1. Quem entra. Cooperativas do ramo agropecuário registradas no Sistema OCB, singulares ou centrais, com sede no Brasil. Ficam de fora cooperativas de crédito (Sicredi, Sicoob, Cresol, Credicoamo), de saúde e de consumo, e sociedades anônimas nascidas de cooperativas, caso da Copersucar. Centrais (Aurora, Frimesa, CCPR, CCGL) entram como entidades próprias, porque têm CNPJ, balanço e funcionários próprios; a receita de uma central não é somada à das singulares filiadas.
- 2. O que se mede. Faturamento bruto do exercício de 2025 (janeiro a dezembro), também chamado de “ingressos” ou “receita global” no vocabulário cooperativista, como aprovado na assembleia geral ordinária de cada cooperativa entre janeiro e abril de 2026. Quando a cooperativa só divulga receita líquida (Lar, Castrolanda, Cocapec) ou receita operacional bruta (Aurora, Dália), o texto diz qual é o número. A diferença entre bruta e líquida costuma ficar entre 5% e 10% e pode trocar posições vizinhas, como acontece entre C.Vale e Lar.
- 3. De onde vêm os números, em ordem de preferência. Primeiro, a própria cooperativa: notícia da assembleia no site oficial ou relatório anual em PDF (é o caso de Coamo, Aurora, C.Vale, Cooperalfa, Coasul, Copasul, Camda, Coopermota, Cotricampo, Tradição e Camnpal, entre outras). Segundo, os sistemas estaduais: Ocepar (Paraná), Ocesc (Santa Catarina), Ocergs (Rio Grande do Sul), Ocemg (Minas Gerais, o único que publica ranking nominal) e Ocesp (São Paulo). Terceiro, os rankings empresariais: Valor 1000 de 2026 (receita líquida de 2025, publicado em 9 de setembro de 2026) e Forbes Agro100 de 2025 (receita bruta de 2024). Por último, imprensa regional que cobriu a assembleia. Cada item da lista traz o link da fonte usada.
- 4. Como se ordena. Pelo número mais recente disponível, do maior para o menor. Cooperativas que só têm número de 2024 (Copercana, Coplacana, CCGL, Coopatrigo) ou projeção (Holambra) foram posicionadas por esse número e estão marcadas; é possível que em 2025 tenham subido ou descido. Quando duas cooperativas divulgam métricas diferentes e ficam muito próximas, a ordem do Valor 1000 desempata.
- 5. O que foi conferido. Sede e site oficial de cada cooperativa foram checados em setembro de 2026 no próprio site ou, quando o site não publica endereço, no cadastro da Receita Federal. Números de cooperados e funcionários vêm da própria cooperativa e valem para a data da assembleia.
- 6. O que o ranking não mostra. Faturamento mede tamanho de negócio, não eficiência nem renda do produtor. Uma cooperativa de insumos (Coopercitrus, Camda) gira muito dinheiro com margem pequena; uma de café (Cooxupé, Cocatrel, Expocacer) pode saltar 50% num ano só por causa do preço da saca. Sobras distribuídas, número de cooperados e patrimônio contam outra história, e o AnuárioCoop traz esses dados por ramo.
Todos os valores são do exercício indicado em cada item (ano-calendário, em reais correntes, sem correção pela inflação); quando o texto diz só “2025”, é o balanço apresentado nas assembleias de 2026. Não publicamos telefones: o contato está no site de cada cooperativa.
As 10 maiores cooperativas agrícolas do Brasil em um quadro
| # | Cooperativa | Sede | Faturamento 2025 | Principal atividade |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Coamo | Campo Mourão (PR) | R$ 28,7 bi | grãos e agroindústria |
| 2 | Aurora Coop (central) | Chapecó (SC) | R$ 26,9 bi | suínos, aves e lácteos |
| 3 | C.Vale | Palotina (PR) | R$ 25,2 bi | aves, grãos, suínos e peixes |
| 4 | Lar | Medianeira (PR) | R$ 23,2 bi (receita líquida) | aves, grãos e suínos |
| 5 | Cooxupé | Guaxupé (MG) | R$ 16,99 bi | café |
| 6 | Comigo | Rio Verde (GO) | R$ 14,1 bi | grãos e insumos |
| 7 | Cocamar | Maringá (PR) | R$ 11,5 bi | grãos e agroindústria |
| 8 | Copacol | Cafelândia (PR) | R$ 11,1 bi | aves, peixes, suínos e grãos |
| 9 | Cooperalfa | Chapecó (SC) | R$ 10,1 bi | grãos, suínos e aves |
| 10 | Coopercitrus | Bebedouro (SP) | R$ 9,26 bi | insumos e máquinas |
Somadas, as dez faturaram R$ 154,2 bilhões em 2025. Agora, a lista completa, com o que cada uma faz, de onde vêm os números (e de que ano são) e como encontrá-las.
As 50 maiores cooperativas agrícolas do Brasil, uma a uma (faturamento de 2025)
1. Coamo Agroindustrial Cooperativa, Campo Mourão (PR)

Fundada em 28 de novembro de 1970 por 79 agricultores, a Coamo é a maior cooperativa agrícola do Brasil há mais de duas décadas e uma das dez maiores do agro brasileiro em qualquer critério. Fechou 2025 com receita global de R$ 28,7 bilhões e sobra líquida de R$ 2,019 bilhões, dos quais R$ 716 milhões foram distribuídos a 32,7 mil cooperados em 76 municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Mato Grosso do Sul. Recebe soja, milho, trigo e café, esmaga soja, mói trigo, fia algodão, fabrica óleo, margarina e rações, opera terminal próprio em Paranaguá e constrói um porto em Itapoá (SC). Tem cooperativa de crédito própria, a Credicoamo. No Valor 1000 de 2026 é a 55ª maior empresa do país e a primeira do Paraná.
Faturamento: R$ 28,7 bilhões (2025, receita global)
Sede: Rua Fioravante João Ferri, 99, Jardim Alvorada, Campo Mourão (PR), CEP 87308-445.
Site: www.coamo.com.br
2. Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop), Chapecó (SC)

A Aurora é uma cooperativa central: pertence a 14 cooperativas singulares do oeste catarinense (Cooperalfa, Cooper A1 e Auriverde, que também estão nesta lista, entre elas) e a 87 mil famílias rurais. Criada em 1969, virou a terceira maior indústria de carnes do país, com 8 frigoríficos de suínos (35 mil animais por dia), 9 de aves (1,4 milhão de frangos por dia) e laticínios que captaram 489 milhões de litros em 2025. A receita operacional bruta de 2025 foi de R$ 26,9 bilhões, alta de 8,3%, com sobras de R$ 1,2 bilhão (43,5% a mais que em 2024) e 50.437 empregados diretos. Um terço da receita vem de exportação. Já falamos aqui sobre a polêmica do frango brasileiro na China em 2020, que envolveu um lote da cooperativa.
Faturamento: R$ 26,9 bilhões (2025, receita operacional bruta)
Sede: Rua João Martins, 219-D, São Cristóvão, Chapecó (SC), CEP 89803-040.
Site: www.auroracoop.com.br
3. C.Vale Cooperativa Agroindustrial, Palotina (PR)

Nascida em 7 de novembro de 1963 como Cooperativa Agrícola Mista de Palotina, a C.Vale é a cooperativa que mais cresceu entre as gigantes: faturamento consolidado de R$ 25,2 bilhões em 2025, 14,69% acima de 2024. O motor é o complexo de Palotina, que abate mais de 1 milhão de frangos por dia, processa tilápia, opera uma esmagadora de soja inaugurada em 2024 e alimenta a fábrica de rações. A cooperativa tem 182 unidades no Paraná, em Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Goiás e no Paraguai, cerca de 26 mil cooperados e mais de 13 mil funcionários. Pelo World Cooperative Monitor, é a 10ª cooperativa de alimentos do mundo quando o faturamento é ponderado pelo PIB per capita.
Faturamento: R$ 25,2 bilhões (2025)
Sede: Av. Independência, 2347, Centro, Palotina (PR), CEP 85952-064.
Site: www.cvale.com.br
4. Lar Cooperativa Agroindustrial, Medianeira (PR)

A Lar começou em 19 de março de 1964 como Comasil, virou Cotrefal em 1973 e adotou o nome atual em 2001. É a cooperativa que mais emprega no ranking: 24.939 funcionários e 15.555 cooperados. Em 2025 a receita líquida passou de R$ 23,2 bilhões, com crescimento de 14,4%, e a projeção para 2026 é de R$ 26,4 bilhões brutos. Como divulga receita líquida, a Lar aparece acima da C.Vale no Valor 1000 (61ª contra 62ª); em receita bruta, a ordem se inverte. O negócio é frango (dois abatedouros), grãos, suínos, moinho de trigo, rações e uma rede de lojas e supermercados. É sócia da Frimesa, a central de carne suína e lácteos que também está nesta lista.
Faturamento: R$ 23,2 bilhões (2025, receita líquida)
Sede: Av. 24 de Outubro, 59, Área Industrial, Medianeira (PR), CEP 85720-601.
Site: www.lar.ind.br
5. Cooxupé, Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (MG)

A única cooperativa do top 5 que não vive de grão ou de carne. Fundada em 1932, a Cooxupé reúne mais de 21 mil cooperados, em sua maioria pequenos produtores de mais de 360 municípios do Sul de Minas, do Cerrado Mineiro, das Matas de Minas e da Média Mogiana paulista. Com o café acima de US$ 3 a libra-peso em boa parte de 2025, o faturamento saltou para R$ 16,99 bilhões, alta de 59%, o que a levou do 29º para o 5º lugar entre as cooperativas e à 84ª posição do Valor 1000. É a maior exportadora de café verde do país há seis anos, tem torrefação própria, unidade em Santos e recebe também milho e soja.
Faturamento: R$ 16,99 bilhões (2025)
Sede: Rua Manoel Joaquim M. Gomes, 400, Vila Santa Bárbara, Guaxupé (MG), CEP 37834-077.
Site: www.cooxupe.com.br
6. Comigo, Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano, Rio Verde (GO)
A maior cooperativa do Centro-Oeste nasceu em 6 de julho de 1975 em Rio Verde, o município que virou capital da soja goiana. Recebe grãos de cerca de 12,5 mil cooperados, esmaga soja (óleo e farelo), fabrica rações, suplementos minerais e fertilizantes, e organiza a Tecnoshow, uma das maiores feiras agrícolas do país. Faturou R$ 14,1 bilhões em 2025, contra R$ 11,2 bilhões em 2024.
Faturamento: R$ 14,1 bilhões (2025)
Sede: Av. Presidente Vargas, 1.878, Jardim Goiás, Rio Verde (GO), CEP 75901-901.
Site: comigo.coop.br
7. Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Maringá (PR)

Criada em 27 de março de 1963 por cafeicultores do norte do Paraná, a Cocamar hoje é uma cooperativa de soja, milho, trigo, café e laranja com cerca de 116 unidades em cinco estados e indústrias de óleo, sucos, café e fiação. Num ano difícil para grãos, faturou R$ 11,5 bilhões em 2025, 9% a mais que em 2024, e fixou a meta de R$ 25 bilhões em 2030. Foi a 141ª do Valor 1000.
Faturamento: R$ 11,5 bilhões (2025)
Sede: Estrada Oswaldo de Moraes Corrêa, 1000, Parque Industrial, Maringá (PR), CEP 87065-590.
Site: www.cocamar.com.br
8. Copacol, Cooperativa Agroindustrial Consolata, Cafelândia (PR)
Fundada em 23 de outubro de 1963 pelo padre Luiz Luise, a Copacol transformou Cafelândia, uma cidade de 20 mil habitantes, num dos maiores polos de frango e de tilápia do país. Faturou R$ 11,1 bilhões em 2025, 4,7% a mais que em 2024, e foi apontada pelo Valor 1000 como a cooperativa do agro com os melhores indicadores combinados, com margem Ebitda de 13,5% e retorno sobre patrimônio de 23,2%. Abate aves, suínos e peixes, recebe grãos e produz leite. O Farmfor já contou a história da Copacol como líder do agronegócio paranaense.
Faturamento: R$ 11,1 bilhões (2025)
Sede: Rua Desembargador Munhoz de Mello, 176, Cafelândia (PR), CEP 85415-000.
Site: www.copacol.com.br
9. Cooperalfa, Cooperativa Agroindustrial Alfa, Chapecó (SC)
Vizinha e sócia da Aurora, a Cooperalfa nasceu em 29 de outubro de 1967 como Cooperchapecó e ganhou o nome atual numa fusão em 1974. É a maior cooperativa singular de Santa Catarina: receita total de R$ 10,1 bilhões em 2025, 23.658 cooperados e 4.694 funcionários. Recebe milho, soja, trigo e feijão, tem indústrias de soja, trigo e milho, fábricas de rações e biodiesel, supermercados, e integra produtores de aves, suínos e leite para a central.
Faturamento: R$ 10,1 bilhões (2025)
Sede: Av. Fernando Machado, 2580-D, Passo dos Fortes, Chapecó (SC), CEP 89805-902.
Site: www.cooperalfa.com.br
10. Coopercitrus Cooperativa de Produtores Rurais, Bebedouro (SP)
A maior cooperativa paulista não recebe safra: vende insumos, máquinas e serviços a mais de 42 mil cooperados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás que produzem citros, café, cana e grãos. Fundada em 14 de maio de 1976 no coração da laranja, incorporou a Cooparaíso, do sul de Minas, em novembro de 2025. O faturamento de 2025 superou R$ 9,2 bilhões, de volta ao patamar recorde, com mais de 3.200 funcionários.
Faturamento: R$ 9,26 bilhões (2025)
Sede: Av. Quito Stamato, 530, Jardim São João, Bebedouro (SP), CEP 14700-440.
Site: www.coopercitrus.com.br
11. Integrada Cooperativa Agroindustrial, Londrina (PR)
A mais jovem entre as grandes: nasceu em 6 de dezembro de 1995 da reorganização de cooperativas do norte do Paraná. Reúne cerca de 14 mil cooperados que entregam soja, milho, trigo, café e laranja, e industrializa derivados de milho, rações, pet food e suco concentrado. Foi a 186ª do Valor 1000 de 2026, com receita líquida acima de R$ 7 bilhões, e o Sistema Ocepar estima o faturamento de 2025 em R$ 8,2 bilhões; a Forbes Agro100 registrou R$ 6,03 bilhões em 2024.
Faturamento: R$ 8,2 bilhões (2025, estimativa Ocepar)
Sede: Rua São Jerônimo, 200, Centro, Londrina (PR), CEP 86010-480.
Site: www.integrada.coop.br
12. Cooperativa Agrária Agroindustrial, Guarapuava (PR)
Fundada em 5 de maio de 1951 por suábios do Danúbio refugiados da Segunda Guerra, a Agrária é a cooperativa com menos cooperados desta lista (780) e uma das mais industrializadas: maltaria (a maior da América Latina), moinho de trigo, indústria de óleo e farelo, fábrica de rações e sementes de cevada e trigo. Faturou R$ 8,1 bilhões em 2025, com 2.041 funcionários, e foi a 196ª do Valor 1000.
Faturamento: R$ 8,1 bilhões (2025)
Sede: Rua 5 de Maio, 745, Colônia Vitória, distrito de Entre Rios, Guarapuava (PR), CEP 85139-400.
Site: www.agraria.com.br
13. Frimesa Cooperativa Central, Medianeira (PR)
Central de segundo grau criada em 13 de dezembro de 1977 por cinco cooperativas do oeste paranaense (Copagril, Lar, Copacol, C.Vale e Primato, todas nesta lista), a Frimesa é a marca de carne suína, frios e lácteos que sai das cinco indústrias da cooperativa, incluindo o frigorífico de Assis Chateaubriand, um dos maiores do país. Faturou R$ 7,04 bilhões em 2025, 7% a mais que em 2024, com 12.986 funcionários e exportação para 38 países.
Faturamento: R$ 7,04 bilhões (2025)
Sede: Rua Bahia, 159, Medianeira (PR), CEP 85884-000.
Site: www.frimesa.com.br
14. Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Cascavel (PR)

Fundada em 15 de dezembro de 1970, a Coopavel é conhecida no Brasil inteiro pelo Show Rural, feira que recebe mais de 300 mil visitantes todo fevereiro. O negócio, porém, é frango, suíno e grão: 8.213 cooperados, 7.747 funcionários, 34 filiais em 23 municípios do oeste e sudoeste do Paraná e faturamento bruto de R$ 6,33 bilhões em 2025, alta de 19%, o maior crescimento entre as 20 primeiras.
Faturamento: R$ 6,33 bilhões (2025)
Sede: Rodovia BR-277, km 591, Parque São Paulo, Cascavel (PR), CEP 85803-490.
Site: www.coopavel.com.br
15. Castrolanda Cooperativa Agroindustrial, Castro (PR)

Colônia holandesa fundada em 1951 nos Campos Gerais, a Castrolanda é o maior nome do leite paranaense e sócia, com Frísia e Capal, da aliança Unium, que responde pelas marcas Colônia Holandesa (lácteos) e Alegra (suínos). Divulga receita operacional líquida de R$ 6,201 bilhões em 2025; em receita bruta ficaria alguns degraus acima. Além de leite, recebe grãos, batata, suínos e ovinos, tem 26 unidades no Paraná, em São Paulo e no Tocantins e investe em energia renovável.
Faturamento: R$ 6,2 bilhões (2025, receita líquida)
Sede: Praça dos Imigrantes, 03, Colônia Castrolanda, Castro (PR), CEP 84196-200.
Site: www.castrolanda.coop.br
16. Frísia Cooperativa Agroindustrial, Carambeí (PR)

A cooperativa mais antiga do Paraná tem origem em 1925, com os imigrantes holandeses de Carambeí, e foi registrada em 1º de agosto de 1941 como Batavo. Trocou o nome para Frísia em 2015, depois de vender a marca de lácteos. Com apenas 1.090 cooperados e 1.373 funcionários, faturou R$ 5,99 bilhões em 2025 com leite, grãos, suínos, florestas e unidades no Paraná e no Tocantins.
Faturamento: R$ 5,99 bilhões (2025)
Sede: Av. dos Pioneiros, 2324, Carambeí (PR), CEP 84145-000.
Site: www.frisia.coop.br
17. Coasul Cooperativa Agroindustrial, São João (PR)
Criada em 21 de junho de 1969 por 43 agricultores do sudoeste paranaense, a Coasul tem abatedouro de frango (marca LeVida), indústria de farinhas e óleos, rações, supermercados e postos. O Relatório Anual 2025 informa faturamento consolidado de R$ 5,82 bilhões, sendo R$ 449 milhões em exportações. Foi a 237ª do Valor 1000.
Faturamento: R$ 5,82 bilhões (2025)
Sede: Rua General Osório, 920, São João (PR), CEP 85570-000.
Site: www.coasul.com.br
18. Copasul, Cooperativa Agrícola Sul-Matogrossense, Naviraí (MS)
A maior cooperativa do Mato Grosso do Sul foi fundada em 16 de dezembro de 1978 no sul do estado. Recebe soja, milho e mandioca (tem fecularia própria), fia algodão, vende insumos e combustível e constrói, às margens da BR-163, uma esmagadora de soja de R$ 1 bilhão com inauguração prevista para 2027. Na 48ª assembleia, em 24 de março de 2026, anunciou faturamento de R$ 5,6 bilhões em 2025, 28% acima de 2024, com sobras líquidas de R$ 74,3 milhões e o segundo maior recebimento de grãos de sua história.
Faturamento: R$ 5,6 bilhões (2025)
Sede: Av. Campo Grande, 1978, Jardim Progresso, Naviraí (MS), CEP 79949-554.
Site: www.copasul.coop.br
19. Capal Cooperativa Agroindustrial, Arapoti (PR)
Terceira ponta da Unium, a Capal foi fundada em 1960 por 21 produtores holandeses em Arapoti e reúne mais de 3,8 mil cooperados de leite, grãos e suínos. Faturou R$ 5,4 bilhões em 2025, o maior valor em 65 anos de história. Foi a 251ª do Valor 1000.
Faturamento: R$ 5,4 bilhões (2025)
Sede: Rua Saladino de Castro, 1375, Arapoti (PR).
Site: www.capal.coop.br
20. Cocari, Cooperativa Agropecuária e Industrial, Mandaguari (PR)
Fundada em 7 de fevereiro de 1962 por cafeicultores de Mandaguari, a Cocari tem hoje 11.787 cooperados, 2.340 funcionários e mais de 75 unidades no Paraná, em Goiás e Minas Gerais, com grãos, aves, peixes, rações, sementes, café e fiação. Faturou R$ 5,15 bilhões em 2025 e comprou uma rede de concessionárias Case IH.
Faturamento: R$ 5,15 bilhões (2025)
Sede: Rua Lord Lovat, 420, Jardim Esplanada, Mandaguari (PR).
Site: www.cocari.com.br
21. Copercampos, Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos (SC)
Nascida em 8 de novembro de 1970 no planalto catarinense, a Copercampos é referência em sementes de soja e feijão, recebe grãos, cria suínos e mantém supermercados e postos. Fechou 2025 com faturamento de R$ 5,016 bilhões, cerca de 17% acima de 2024.
Faturamento: R$ 5,016 bilhões (2025)
Sede: Rodovia BR-282, km 342, nº 23, Boa Vista, Campos Novos (SC), CEP 89620-000.
Site: www.copercampos.com.br
22. Cotrijal, Cooperativa Agropecuária e Industrial, Não-Me-Toque (RS)
A maior cooperativa singular do Rio Grande do Sul organiza a Expodireto, feira que reúne 250 mil pessoas todo março. Fundada em 14 de setembro de 1957, recebe soja, milho e trigo, vende insumos e integra a CCGL. Mesmo com a quebra de safra gaúcha, faturou R$ 4,9 bilhões em 2025 e distribuiu mais de R$ 254 milhões aos associados.
Faturamento: R$ 4,9 bilhões (2025)
Sede: Rua Júlio Graeff, 01, Não-Me-Toque (RS), CEP 99470-000.
Site: www.cotrijal.com.br
23. Copercana, Cooperativa dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo, Sertãozinho (SP)
Fundada em 1963 na capital das usinas, a Copercana é uma cooperativa de insumos, grãos (soja, amendoim e milho), varejo agropecuário, combustíveis e energia solar para mais de 7,5 mil cooperados. Não divulgou o número de 2025; a assembleia de abril de 2026 falou em “cenário desafiador”. O último dado público é a receita consolidada de R$ 4,85 bilhões em 2024.
Faturamento: R$ 4,85 bilhões (2024; 2025 não divulgado)
Sede: Rua Dr. Pio Dufles, 510, Sertãozinho (SP).
Site: copercana.com.br
24. Coplacana, Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo, Piracicaba (SP)
A primeira cooperativa de canavieiros de São Paulo, de 1948, virou uma loja de insumos com 12 mil itens para 10,4 mil cooperados de cana, grãos e pecuária em São Paulo, Minas e Goiás. A Forbes Agro100 registrou R$ 3,94 bilhões em 2024; em 2025 o relatório de sustentabilidade só abre os números por linha (R$ 1,67 bilhão em defensivos, R$ 1,18 bilhão em fertilizantes, R$ 637 milhões em grãos), sem o consolidado.
Faturamento: R$ 3,94 bilhões (2024; 2025 não consolidado)
Sede: Av. Comendador Luciano Guidotti, 1937, Jardim Caxambu, Piracicaba (SP), CEP 13425-000.
Site: www.coplacana.com.br
25. Cotrisal Agroindustrial Cooperativa, Sarandi (RS)
Com 13.834 famílias associadas e 43 unidades no norte gaúcho, a Cotrisal recebe soja, milho e trigo, produz leite, rações, sementes e farinha, e opera supermercados e postos. Faturamento total de R$ 3,596 bilhões em 2025, com cerca de 1.900 funcionários.
Faturamento: R$ 3,596 bilhões (2025)
Sede: Rua Luiz Laurindo Graciolli, 345, Sarandi (RS), CEP 99560-000.
Site: www.cotrisal.com.br
26. Copérdia, Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (SC)
Fundada em 5 de setembro de 1967 por 30 agricultores, na cidade onde nasceu a integração de suínos no Brasil, a Copérdia reúne cerca de 20 mil associados em suínos, aves, leite, cereais, rações, supermercados e postos. Faturou R$ 3,5 bilhões em 2025, alta de 19%.
Faturamento: R$ 3,5 bilhões (2025)
Sede: Rua Dr. Maruri, 1586, Concórdia (SC).
Site: portal.coperdia.com.br
27. Cocatrel, Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (MG)
Fundada em 18 de julho de 1961 por 144 cafeicultores, a Cocatrel armazena, rebeneficia e exporta café para mais de 40 países, além de receber soja e milho e operar laticínio e cafeterias. Com a valorização do café, o Anuário Ocemg 2026 registra R$ 3,49 bilhões em 2025.
Faturamento: R$ 3,49 bilhões (2025)
Sede: Rua Bento de Brito, 110, Três Pontas (MG), CEP 37185-078.
Site: www.cocatrel.com.br
28. CCPR, Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG)
A central que criou a Itambé em 1948 e vendeu a marca à Lactalis continua sendo a maior captadora de leite cooperativado do país, com 30 cooperativas filiadas, 8 postos de refrigeração, 9 unidades industriais e 23 lojas agropecuárias em Minas e Goiás. Receita de R$ 3,44 bilhões em 2025, a quinta de Minas Gerais. O site está em reformulação e não publica endereço da sede.
Faturamento: R$ 3,44 bilhões (2025)
Sede: Belo Horizonte (MG).
Site: www.ccpr.coop.br
29. Expocacer, Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado, Patrocínio (MG)
Dona da marca Dulcerrado e uma das principais exportadoras do Cerrado Mineiro, a primeira região de café do Brasil com denominação de origem, a Expocacer faturou R$ 3,31 bilhões em 2025. Tem unidade também em Patos de Minas.
Faturamento: R$ 3,31 bilhões (2025)
Sede: Av. Faria Pereira, 3945, Distrito Industrial, Patrocínio (MG), CEP 38740-514.
Site: www.expocacer.com.br
30. Cooperativa A1 (Cooper A1), Palmitos (SC)
Fundada em 1º de outubro de 1933, é a cooperativa mais antiga desta lista ainda em atividade com o mesmo CNPJ. Filiada à Aurora, cria suínos e aves, recebe leite e grãos e tem fábrica de rações. Na assembleia de 27 de março de 2026 apresentou faturamento recorde de R$ 3,3 bilhões e sobra líquida de R$ 259,2 milhões.
Faturamento: R$ 3,3 bilhões (2025)
Sede: Rua Visconde do Rio Branco, 768, Palmitos (SC), CEP 89887-000.
Site: www.coopera1.com.br
31. Cooabriel, Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel (ES)
A maior cooperativa de café conilon do mundo, fundada em 13 de setembro de 1963 no norte capixaba, tem 9,7 mil cooperados. Faturou R$ 3,023 bilhões em 2025, 17% a mais que em 2024, num ano em que o conilon bateu recorde de preço.
Faturamento: R$ 3,023 bilhões (2025)
Sede: Av. João XXIII, 08, Centro, São Gabriel da Palha (ES).
Site: www.cooabriel.coop.br
32. Coagril, Cooperativa Agrícola de Unaí (MG)
No noroeste mineiro, fronteira agrícola de grãos irrigados, a Coagril recebe, seca e comercializa soja, milho, feijão, café, trigo e sorgo, e opera barter de insumos. Foi a 80ª da Forbes Agro100 de 2025 e o Anuário Ocemg registra R$ 2,95 bilhões em 2025, terceiro maior ingresso de Minas.
Faturamento: R$ 2,95 bilhões (2025)
Sede: Rodovia Frei Jorge, 8.000, Tamboril, Unaí (MG), CEP 38620-900.
Site: www.coagril.coop.br
33. Cocapec, Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas, Franca (SP)
Fundada em 11 de julho de 1985, a Cocapec é a cooperativa do café da Alta Mogiana, com cerca de 3 mil cooperados, armazéns, laboratório, torrefação e exportação. Faturamento líquido de R$ 2,77 bilhões em 2025, o maior da sua história.
Faturamento: R$ 2,77 bilhões (2025, faturamento líquido)
Sede: Av. Wilson Sabio de Mello, 3100, Distrito Industrial, Franca (SP).
Site: www.cocapec.com.br
34. Cotripal Agropecuária Cooperativa, Panambi (RS)
Fundada em 21 de setembro de 1957 como Cooperativa Tritícola Panambi, tem mais de 6.400 associados, 2.800 funcionários, frigorífico, rações, supermercados e farmácias, além de receber soja, milho, trigo e canola. O faturamento de 2025 alcançou R$ 2,64 bilhões.
Faturamento: R$ 2,64 bilhões (2025)
Sede: Rua Herrmann Meyer, 237, Centro, Panambi (RS), CEP 98280-000.
Site: www.cotripal.com.br
35. Cooperativa Agroindustrial Copagril, Marechal Cândido Rondon (PR)
Fundada em 9 de agosto de 1970, sócia da Frimesa, a Copagril tem mais de 8 mil associados, 29 lojas agropecuárias, 6 supermercados e fábrica de rações no oeste do Paraná e no Mato Grosso do Sul. Faturamento bruto de R$ 2,50 bilhões em 2025, leve queda de 1,4%.
Faturamento: R$ 2,50 bilhões (2025)
Sede: Rua Nove de Agosto, 700, Jardim Líder, Marechal Cândido Rondon (PR), CEP 85960-057.
Site: www.copagril.com.br
36. Minasul, Cooperativa Agroindustrial de Varginha (MG)
Segunda maior exportadora de café do país, com mais de 2 milhões de sacas por ano e 9 mil famílias cooperadas no Sul de Minas. Fundada em 1958, faturou R$ 2,48 bilhões em 2025.
Faturamento: R$ 2,48 bilhões (2025)
Sede: Av. Dinamarca, 1, Industrial JK, Varginha (MG), CEP 37062-470.
Site: www.minasul.com.br
37. Camda, Cooperativa Agrícola Mista de Adamantina (SP)
Com 27.821 associados e 67 lojas em cinco estados, a Camda, de 4 de abril de 1965, é uma cooperativa de insumos e nutrição animal para cana, pecuária, soja, milho, amendoim e café no oeste paulista. O Relatório Anual 2025 mostra faturamento de R$ 2,43 bilhões, 16,3% acima de 2024.
Faturamento: R$ 2,43 bilhões (2025)
Sede: Rua Chujiro Matsuda, 25, Vila Endo, Adamantina (SP), CEP 17800-456.
Site: www.camda.com.br
38. Holambra Cooperativa Agroindustrial, Paranapanema (SP)
Nascida da colônia holandesa de Campos de Holambra, no sudoeste paulista, a cooperativa tem só 567 cooperados, mas eles são grandes produtores de soja, milho, trigo, feijão e algodão irrigados. O último número fechado é R$ 2,3 bilhões em 2024; o relatório de 2025 informa crescimento de 12% no faturamento, sem abrir o valor, o que a coloca perto de R$ 2,6 bilhões.
Faturamento: R$ 2,3 bilhões (2024; crescimento de 12% em 2025, valor não divulgado)
Sede: Rodovia Raposo Tavares, km 256, Campos de Holambra, Paranapanema (SP), CEP 18725-000.
Site: www.holambra.com.br
39. Cooperativa Agroindustrial Tradição, Pato Branco (PR)
A mais nova da lista, de 22 de janeiro de 2003, reúne cerca de 2.900 cooperados em 45 municípios de sete estados, com grãos, sementes, moinho de trigo e uma indústria de óleo e farelo recém-inaugurada. Faturamento de R$ 2,26 bilhões em 2025, alta de 1%.
Faturamento: R$ 2,26 bilhões (2025)
Sede: Via do Conhecimento, 1911, km 02, Pato Branco (PR), CEP 85503-390.
Site: www.tradicao.coop.br
40. Cooperativa Dália Alimentos, Encantado (RS)
A antiga Cosuel, de 15 de junho de 1947, virou Dália em 2019 e é a maior cooperativa de suínos e lácteos do Vale do Taquari, com frigorífico, laticínio, frango de corte e exportação para cerca de 20 países. Receita operacional bruta de R$ 2,16 bilhões em 2025.
Faturamento: R$ 2,16 bilhões (2025, receita operacional bruta)
Sede: Rua Guerino Lucca, 320, Encantado (RS), CEP 95960-000.
Site: dalia.com.br
41. Cotrijuc, Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos (RS)
Fundada em 12 de março de 1950 no centro do Rio Grande do Sul, tem mais de 5 mil associados em grãos, arroz, sementes, leite, supermercados e postos. Na assembleia de março de 2026 anunciou faturamento superior a R$ 2,1 bilhões em 2025.
Faturamento: acima de R$ 2,1 bilhões (2025)
Sede: Rua Coronel Severo Barros, 247, Santa Isabel, Júlio de Castilhos (RS), CEP 98130-000.
Site: www.cotrijuc.com.br
42. CCGL, Cooperativa Central Gaúcha, Cruz Alta (RS)
Central de 25 cooperativas gaúchas, criada em 1976, a CCGL tem o maior parque de leite em pó do país, terminais portuários em Rio Grande (Termasa e Tergrasa) e o centro de pesquisa Fundacep. O último dado público é receita bruta acima de R$ 2 bilhões em 2024; o número de 2025 não foi divulgado.
Faturamento: acima de R$ 2 bilhões (2024; 2025 não divulgado)
Sede: Rodovia RS-342, km 149, Cruz Alta (RS), CEP 98015-562.
Site: www.ccgl.com.br
43. Cotribá, Cooperativa Agrícola Mista General Osório, Ibirubá (RS)
Fundada em 1911, é a mais antiga da lista. Recebe soja, trigo, cevada, canola, milho e arroz em 55 pontos de 21 municípios, além de suínos, leite, postos e supermercados. Sofreu com a safra gaúcha: R$ 1,98 bilhão em entradas em 2025, 40% a menos que os R$ 3,3 bilhões de 2024.
Faturamento: R$ 1,98 bilhão (2025)
Sede: Rua Mauá, 2359, Esperança, Ibirubá (RS), CEP 98200-000.
Site: www.cotriba.com.br
44. Coopatrigo, Cooperativa Tritícola Regional Sãoluizense, São Luiz Gonzaga (RS)
Fundada em 25 de setembro de 1957 nas Missões, a Coopatrigo recebe soja, trigo, milho e canola, produz sementes e rações e tem supermercados e postos. Fez R$ 2,45 bilhões em 2024, o maior da história, mas o presidente Paulo Pires admitiu que 2025 ficaria abaixo de R$ 2 bilhões, com quebra de 50% na soja. O valor final não foi publicado.
Faturamento: R$ 2,45 bilhões (2024; 2025 abaixo de R$ 2 bilhões, valor não divulgado)
Sede: Av. Senador Pinheiro Machado, 4436, Vila Mário, São Luiz Gonzaga (RS), CEP 97800-000.
Site: www.coopatrigo.com.br
45. Coopermota Cooperativa Agroindustrial, Cândido Mota (SP)
De 17 de maio de 1959, a Coopermota reúne 4.749 cooperados de soja, milho, amendoim, mandioca e cana no Vale do Paranapanema paulista, com insumos, transportes, nutrição animal e pescado. O relatório anual registra faturamento bruto de R$ 1,95 bilhão em 2025.
Faturamento: R$ 1,95 bilhão (2025)
Sede: Av. da Saudade, 85, Cândido Mota (SP), CEP 19880-063.
Site: www.coopermota.coop.br
46. Capebe, Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança (MG)
Fundada em 1963 no Sul de Minas, a Capebe tem 4.756 cooperados de café, grãos e leite, cerca de 80 mil hectares de café sob sua influência, laticínio e complexo de grãos. Receita de R$ 1,91 bilhão em 2025.
Faturamento: R$ 1,91 bilhão (2025)
Sede: Av. Esmeralda, 555, Jardim Alvorada, Boa Esperança (MG), CEP 37170-000.
Site: capebe.coop.br
47. Primato Cooperativa Agroindustrial, Toledo (PR)
Cooperativa de suinocultores e produtores de leite do oeste paranaense, criada em 1997 e sócia da Frimesa, com rações, laticínio, supermercados e cooperativa de crédito própria. Faturamento global de R$ 1,907 bilhão em 2025, crescimento de 26,6%. O site estava fora do ar quando conferimos os dados; o endereço é o do cadastro da Receita Federal.
Faturamento: R$ 1,907 bilhão (2025)
Sede: Rodovia BR-163, km 252,3, Zona Rural, Toledo (PR), CEP 85919-899.
Site: www.primato.com.br
48. Cooperativa Regional Auriverde, Cunha Porã (SC)
Fundada em 1968 no extremo oeste catarinense e filiada à Aurora, a Auriverde tem 5.959 associados e 920 funcionários em suínos, aves, leite, grãos e fumo, além da indústria de alimentos Realta. Faturou R$ 1,689 bilhão em 2025, alta de 17%.
Faturamento: R$ 1,689 bilhão (2025)
Sede: Rua Moura Brasil, 791, Centro, Cunha Porã (SC), CEP 89890-000.
Site: www.auriverde.coop.br
49. Camnpal, Cooperativa Agrícola Mista Nova Palma (RS)
De 3 de fevereiro de 1963, na Quarta Colônia italiana do Rio Grande do Sul, a Camnpal é forte em arroz, grãos, rações, leite e na agroindústria Seleto. Na assembleia de 11 de março de 2026 informou faturamento de R$ 1,478 bilhão em 2025.
Faturamento: R$ 1,478 bilhão (2025)
Sede: Av. Emancipação, 840, Centro, Nova Palma (RS), CEP 97250-000.
Site: www.camnpal.com.br
50. Cotricampo, Cooperativa Tritícola Mista Campo Novo (RS)
Fundada em 14 de setembro de 1967 no noroeste gaúcho, a Cotricampo desviou da crise regional com grãos, rações, farinhas e varejo: o relatório de gestão de 2025 registra R$ 1,45 bilhão de faturamento, recorde da cooperativa e 15% acima de 2024.
Faturamento: R$ 1,45 bilhão (2025)
Sede: Rua Sete de Setembro, 217, Centro, Campo Novo (RS), CEP 98570-000.
Site: www.cotricampo.com.br
Outras cooperativas que merecem destaque, em ordem alfabética
Ficaram fora das 50 por três motivos: faturamento abaixo de R$ 1,45 bilhão, balanço não publicado ou natureza jurídica diferente. O quadro reúne as que apareceram na apuração, com o ano de cada número.
| Cooperativa | Sede | Resumo |
|---|---|---|
| Bom Jesus | Lapa (PR) | Grãos e feijão, mais de 5,5 mil cooperados. Último número público: R$ 988 milhões em 2020; 727ª do Valor 1000 de 2026, sem divulgar 2025. |
| CAAL, Cooperativa Agroindustrial Alegrete | Alegrete (RS) | Arroz e grãos na fronteira oeste gaúcha; não publica balanço. |
| Capul | Unaí (MG) | Leite, grãos e insumos, mais de 3 mil cooperados; faturamento bruto perto de R$ 900 milhões, sem ano informado pela cooperativa. |
| Coagru | Ubiratã (PR) | Grãos, moinho de trigo, rações e frango integrado; passou de R$ 1 bilhão em 2023 e foi a 806ª do Valor 1000 de 2026, sem número de 2025 publicado. |
| Complem | Morrinhos (GO) | Leite (a fábrica passou à Piracanjuba em 2026), grãos e varejo; superou R$ 1 bilhão em 2025. |
| Coocafé | Lajinha (MG) | Café das Matas de Minas; não publica balanço. |
| Coonagro | Paranaguá (PR) | Central de compras de insumos para cooperativas; R$ 1,4 bilhão em 2024, cresceu 32% em 2025 sem abrir o valor; 595ª do Valor 1000 de 2026. |
| Coopa-DF | Brasília (DF) | Grãos irrigados do PAD-DF; cerca de R$ 300 milhões em 2022, último dado público. |
| Coopadap | São Gotardo (MG) | Hortaliças (cenoura, alho, batata) e grãos do Alto Paranaíba; não publica balanço. |
| Cooperja | Jacinto Machado (SC) | Arroz e grãos no sul catarinense; receita bruta acima de R$ 1,2 bilhão em 2024. |
| Coopermil | Santa Rosa (RS) | Grãos, leite (via CCGL) e supermercados; R$ 1,424 bilhão em 2025, a primeira abaixo do 50º lugar. |
| Cooperoeste | São Miguel do Oeste (SC) | Leite, marca Terra Viva; receita bruta acima de R$ 1 bilhão em 2025. |
| Copersucar | São Paulo (SP) | Sociedade anônima das usinas da antiga cooperativa de canavieiros paulista; R$ 65,8 bilhões na safra 2025/26, 7ª da Forbes Agro100. Fora da lista por não ser cooperativa. |
| Coprossel | Laranjeiras do Sul (PR) | Grãos e sementes no centro-sul paranaense; R$ 694 milhões em 2024. |
| Cotriel | Espumoso (RS) | Grãos e leite no norte gaúcho; não publica balanço. |
| Cotrirosa | Santa Rosa (RS) | Grãos e insumos; projeta R$ 1,04 bilhão em 2026. |
| Cotrisoja | Tapera (RS) | Grãos e sementes; não publica balanço. |
| Languiru | Teutônia (RS) | Aves, suínos e leite; R$ 543 milhões em 2025, em recuperação judicial. |
| Piá | Nova Petrópolis (RS) | Lácteos e sucos da serra gaúcha; sem balanço público recente. |
| Santa Clara | Carlos Barbosa (RS) | Leite e frigorífico, cerca de 5 mil famílias; não publicou 2025 e projeta R$ 3 bilhões em 2026. |
| Unium | Carambeí, Castro e Arapoti (PR) | Aliança de Frísia, Castrolanda e Capal, dona das marcas Colônia Holandesa e Alegra; R$ 17,6 bilhões somados em 2025, sem CNPJ próprio. |
Duas ausências têm explicação própria: a Cotrimaio, de Três de Maio (RS), que já esteve entre as dez maiores do estado, está em liquidação, e a Cooparaíso, de São Sebastião do Paraíso (MG), deixou de existir em novembro de 2025 ao ser incorporada pela Coopercitrus.
Se a sua cooperativa fechou 2025 acima de R$ 1,4 bilhão e não está aqui, o motivo é um só: não encontramos o balanço publicado. Mande o link para a redação que a lista é atualizada. Assim como fazemos com os levantamentos anuais de máquinas, este ranking volta em 2027 com os números do exercício de 2026.
Fontes consultadas
- Sistema OCB, AnuárioCoop 2026 (dados de 31/12/2025) e painel do ramo agropecuário; AnuárioCoop 2025 (dados de 2024).
- IBGE, Censo Agropecuário 2017, tabela 6848 do Sidra (associação do produtor a cooperativa); leitura acadêmica em Silva e Nunes (2023), RESR.
- Cepea/CNA, PIB do agronegócio 2025 e 1º trimestre de 2026; CNA, Balanço 2025 e Perspectivas 2026.
- Ministério da Agricultura e Pecuária, Plano Safra 2026/2027 (nota oficial reproduzida, já que as páginas do gov.br estão suspensas pela legislação eleitoral) e quadro de juros por programa; Plano Safra 2025/2026 pelo Sistema OCB.
- Banco Central, Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, dados de dezembro de 2025, via Sistema OCB e MundoCoop.
- Aliança Cooperativa Internacional e Euricse, World Cooperative Monitor 2025 (dados de 2023).
- Sistemas estaduais: Ocepar, Ocesc, Ocergs, Ocemg, Ocesp e OCB Goiás.
- Rankings empresariais: Valor 1000 de 2026 (e o recorte paranaense), Forbes Agro100 de 2025, Melhores do Agronegócio 2025 da Globo Rural e balanço das dez maiores em 2025.
- Exportações das cooperativas em 2025: MundoCoop e O Tempo.
- Balanços e notícias de assembleia de cada cooperativa, linkados item a item na lista.
Aviso ao leitor: este post não é informação econômica oficial nem substitui os balanços auditados das cooperativas. O Farmfor apenas compilou, em setembro de 2026, dados publicados por órgãos oficiais (Sistema OCB, IBGE, Ministério da Agricultura e Pecuária, Banco Central), por institutos de pesquisa e pelas próprias cooperativas, com as respectivas datas. Esses números podem ser revisados pelas fontes ao longo do tempo, e a posição de cada cooperativa pode mudar com a divulgação de novos balanços. Encontrou um dado desatualizado? Escreva para a redação. Foto de capa: indústria de rações da Coamo em Campo Mourão (PR), Divulgação/Coamo.
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