Categoria: Ovinocultura

5 de setembro de 2020

Sportsmans Double Diamond, o carneiro mais caro do mundo


Sportsmans Double Diamond

 

O carneiro britânico Sportsmans Double Diamond custa uma pequena fortuna e foi adquirido recentemente por três criadores na Escócia

O carneiro da raça texel com o pomposo nome Sportsmans Double Diamond foi vendido em um leilão da Texel Sheep Society por incríveis 367,5 mil libras. Em reais, o carneirinho sairia por R$ 2,5 milhões, sem impostos, frete e seguro. O animal pertencia ao criador Charlie Boden.

As fotos do carneiro mais caro do mundo e também dos criadores são da fotógrafa Catherine MacGregor. Confia a página no Facebook.

Três criadores racharam a conta e levaram pra casa o reprodutor, que terá muito trabalho pela frente para pagar o seu custo, mas vivendo uma vida bem confortável.

O carneiro é de genética originária da Holanda e descende do também caríssimo Garngour Craftsman (vendido por 65 mil libras em 2019), criado na Inglaterra e suas características são de um animal “top 1%” da raça.

Veja também

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai.


16 de maio de 2020

Tosquia milionária: espanhóis fretam Boeing com tosquiadores do Uruguai


Tosquia Milionária

A época de tosquia começou na Espanha sem os profissionais do corte, impossibilitados de voar até o país. A solução foi fretar um avião.

Dez empresas espanholas do ramo têxtil entraram em pânico durante a pandemia: o calor da primavera chegando e com ele o perigo das doenças características do atraso na tosquia.

Em tempos normais, os melhores tosquiadores do mundo viajam até a Espanha para realizar o trabalho, que pode render para cada um até 250 euros por dia. Com as empresas aéreas paradas, a solução encontrada pelos espanhóis foi ousada e muito cara: fretar um Boeing 787 por módicos 533 mil euros (R$ 3,4 milhões) e trazer 251 tosquiadores do Uruguai, conhecidos por estarem entre os melhores do mundo na atividade.

Os números são impressionantes. Segundo o site El Español, os dez empresários possuem parceria com 9106 fazendas de ovinos na Espanha que juntas tocam um rebanho de 15,5 milhões de ovelhas.

Tosquia milionária: profissionais no aeroporto, rumo ao campo. Foto: El Español / Divulgação.

A concorrência no mercado de tosquiadores parece tranquila para os uruguaios. Ainda segundo o site, os profissionais da própria Espanha nesta época vão para a França, onde ganham mais. Os marroquinhos só trabalham com tesouras e os poloneses e eslovacos escolheram a Itália.

Veja também: Criador pega 6 meses de cadeia, suspensão e multa por não tratar bem das ovelhas.

O esforço logístico para organizar esta tosquia milionária envolveu os governos dos dois países, agências de viagem e até o rei da Espanha, procurado pelos empresários e fazendeiros para dar aquela força durante a crise, especialmente na abertura das embaixadas para o processamento do visto de entrada.

A ação de salvamento das ovelhas ainda ajudou alguns espanhóis que estavam no Uruguai, sem voos de retorno para casa. Pagando o preço de passagens normais, conseguiram embarcar junto aos tosquiadores.


11 de julho de 2019

Vídeo da “Ovelha Kardashian” faz sucesso no Facebook


Ovelha Kardashian

É fácil entender a razão do apelido. Saiba mais sobre a raça de ovinos que aparece na postagem

Circula no Facebook um vídeo ambientado em uma região da Ásia, onde homens lidam com ovelhas com um traseiro pra lá de avantajado. A publicação apelidou as ovelhas de Kardashian, por conta da similaridade com o destaque da forma física da conhecida celebridade americana.

Leia também: Agricultor quer doar sua conta no Twitter para Kim Kardashian.

https://www.facebook.com/NerdiestAnimals/videos/345115086202275/

A raça em questão chama-se dummba (de “cauda” no idioma Urdu, falado no Paquistão) e tem esta aparência por estar totalmente tosqueada. Cerca de duas dezenas de raças de ovinos são chamadas de fat tailed (cauda gorda) por conta desta característica: literalmente, o acúmulo de gordura na cauda.

Uma das milhares de fotos da celebridade disponíveis na internet, para esclarecimento técnico deste post.

Segundo este post da Wikipedia, são raças de cauda gorda também a Adal sheep, Afghan Arabi, Afrikaner, Alai sheep, Altay sheep, Armenian Semicoarsewool, Awassi, Balkhi, Blackhead Persian, Chios, Damara, Edilbay sheep, Karakul, Laticauda, Meatmaster, Khalkh, Baidrag, Pedi, Red Maasai, Somali sheep, Tunis, Van Rooy e Zulu (Nguni).

O vídeo (até o momento) tem mais de 3 milhões de visualizações, 3 mil comentários e 23 mil compartilhamentos.


20 de janeiro de 2018

Dispositivo eletrônico que detecta doenças em ovinos está em desenvolvimento na Inglaterra


doenças em ovinos

Doenças em ovinos: monitoramento constante do animal pode dar alarmes sobre manqueira e outras irregularidades no comportamento.

 

Muitas pessoas usam celulares para acompanhar os exercícios do dia a dia, quantos quilômetros foram percorridos em corridas e caminhadas e calcular as calorias supostamente queimadas.

Exclusividade de equipamentos caros e de difícil acesso no passado, a medida de atividade passou a ser algo comum quando os celulares começaram a receber pequenos chips que medem sinais de movimentação, com um custo muito baixo. Estes mesmos chips existem em versões para desenvolvedores independentes criarem diversas soluções, inclusive no Brasil.

 

 

Em uma escala “acadêmica”, um grupo de pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, está desenvolvendo uma solução que inclui sensores nos brincos dos ovinos que detectam e emitem alarmes em caso de manqueira e outras irregularidades no comportamento dos animais. Com o aviso prévio, fica mais fácil e eficaz manter o rebanho livre de ameaças, como a do footrot.

O grupo de pesquisa é liderado pela professora Jasmeet Kaler e tem parceria com a Intel e com uma empresa líder no mercado de software agrícola para gerenciamento de rebanhos, a Farm Wizard.

Não há previsão para o início das vendas ou prestação de serviços com estes sensores, mas é bom ficar de olho na Farm Wizard.

Doenças em ovinos e eletrônica: saiba mais:

Site da professora Jasmeet Kaler.
Projeto em destaque no site Eureka Alert!.

 

Tudo sobre ovinocultura no Blog do Farmfor.


18 de julho de 2017

Criador pega 6 meses de cadeia, suspensão e multa por não tratar bem das ovelhas


Criador pega

Na Inglaterra, o governo está sempre de olho. Se lá existem benesses de todos os tipos, também existe a cobrança pela adoção de boas práticas com a criação.

Philip Wilson, um agricultor de 45 anos da região de Middle Rasen foi descoberto pela fiscalização com uma criação de ovelhas cheia de problemas, animais com bicheiras e vermes já comendo a carne. O resultado veio rápido: condenação a 6 meses de prisão, uma multa equivalente a quase 20 mil reais, suspensão das atividades gerais por 24 meses e a proibição pela vida toda de criar ovelhas no país.

A denúncia partiu dos vizinhos.

32 animais apresentavem problemas dos mais diversos tipos.Outros 100 devem ser encaminhados para outros produtores da região, por ordem judicial.

Com informações do Lincolnshire Reporter.


14 de março de 2016

Rodrigo Hilbert carneou um borrego em seu programa de TV. Rodrigo, parabéns e continue assim!


Apresentador tem programa de culinária no canal por assinatura GNT e mostrou como se faz um cordeiro, do abate ao espeto.

 

Cordeiro. Uma das carnes mais apreciadas do mundo e consumida em diversas culturas. Como qualquer animal de abate, é morto para consumo humano em pequenas propriedades ou frigoríficos de todos os tipos e tamanhos. Então um apresentador de TV comete o “crime” de mostrar (com tarjas) como se abate um cordeiro e setores da internet vão à loucura. Começam os boicotes, pedidos para retirada do programa do ar e outras loucuras. Uma petição online tem mais de 2000 assinaturas neste momento.

Assim como o leite não “nasce na caixinha”, aquele carré de cordeiro não brota de algum canto mágico da churrasqueira. A verdade parece bater forte em alguns grupos que não conseguem digerir (sem trocadilho) que comer carne é normal, e bilhões de pessoas no mundo consomem um pernil pelo menos uma vez no ano.

Certos setores de nossa sociedade, adeptos do protesto radical, mesclam suas causas de maneira muito peculiar. Alguns condenam o abate de um cordeiro na televisão por ser “violento”, mas querem na realidade acabar com o consumo de carne e obviamente optam por boicotar o programa. Outros dizem defender o pequeno agricultor que reside naquela propriedade bucólica, romântica e linda mas desde que o mesmo só plante e crie o que for permitido pela ideologia. Adicione o grupo que defende o aborto de seres humanos no 9º mês da gestação mas reserva um amor incondicional para o cordeiro. Por último, mas não menos importante: o cordeiro é presença quase obrigatória na mesa de muitos dos novos imigrantes brasileiros. E agora?

São muitas contradições, falta de visão (mercadológica ou democrática) e a moda de aderir a qualquer campanha, desde que a mesma não exija esforço além do clique (é preciso mandar o link) e que fiquem de bem com amigos e colegas. Causar para aparecer.

Quem quiser saber mais sobre o programa, o nome é Tempero de Família e é transmitido pelo canal GNT.

A ovinocultura é uma ótima atividade, exigindo uma quantidade inferior de área para a produção de carne (900kg contra 250kg de um bovino no mesmo espaço). O Brasil tem um rebanho de 17 milhões de cabeças (IBGE, 2013) e, mesmo assim, ainda precisa importar cordeiro de países como o Uruguai. Ainda temos o leite e a lã, com uma infinidade de empregos e renda gerados em toda a cadeia produtiva.

Rodrigo Hilbert, continue assim e mostre para o público a realidade das nossas tradições.



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