Tag: Incêndios Florestais

20 de julho de 2022

Governo português limita horário das colheitas e irrita agricultores


horário das colheitas

Situação de Alerta por conta da onda de calor e incêndios florestais coloca em risco a colheita de grãos e demais atividades agrícolas do país

horário das colheitas

Portugal e outros países da Europa passam por problemas climáticos, com uma onda de calor provocando mortes e incêndios florestais. Em Portugal, para diminuir os perigos, o governo decidiu limitar o horário de colheita das lavouras, impossibilitando o trabalho de grande parte dos produtores, já que é impossível colher nas primeiras horas da manhã por conta da umidade. As medidas irritaram os agricultores e a insatisfação está bem colocada em artigos da Confederação de Agricultores de Portugal.

O Despacho n.º 8513-A/2022 do governo português proibiu ou limitou diversas atividades durante a situação de emergência causada pelo calor e risco de incêndios. Entre avanços e recuos nas exigências, sobrou a determinação de uma “janela” para a colheita, entre 6h e 10h da manhã e 7h e 10h da noite. Depois, a janela matinal foi deslocada para o perído das 7h às 11h e a noturna das 18h às 23h.

A insatisfação com o horário das colheitas

Corre na internet rural a insatisfação dos produtores. Em um grupo agrícola do Facebook, um usuário desabafou:

Só um político é que acha que se consegue debulhar cereais nas primeiras horas da manhã. Recordo-me de muitos anos de seca e as debulhadoras sempre trabalharam e quem sabe as horas em que melhor se faz a debulha são os agricultores. Claro que sempre houve uma ou outra que se incendiou, mas foi pelo estado de degradação e não por andar a trabalhar em dias de calor. Vejam os inúteis em que andam a votar.

Saiba mais

Portugal em situação de alerta até quinta-feira, mas colheitas são entre as 7h e as 11h

Via Farmfor.


8 de agosto de 2019

Índios processam John Deere e agricultor por incêndio iniciado em colheitadeira


Índios processam john deere

Tribos confederadas de Warm Springs querem 12 milhões de dólares em indenizações por incêndio de 2017, nos Estados Unidos

Um incêndio iniciado em uma colheitadeira acabou queimando 27 mil hectares durante duas semanas no estado do Oregon, nos Estados Unidos. O incidente ficou conhecido como “Nena Springs Fire” e ocorreu em agosto de 2017.

Agora, uma associação de várias tribos indígenas da região afetada está processando o agricultor dono da lavoura onde começou o sinistro e a própria John Deere.

No processo, a Confederated Tribes of Warm Springs alega que o proprietário das terras foi imprudente ao deixar uma pessoa não qualificada operar a colheitadeira (o agricultor teria colocado o irmão sem experiência colhendo naquele dia).

Imagem do incêndio. A região queimou por duas semanas.

O incêndio teria começado quando uma pedra ficou trancada na plataforma, batendo no ferro e gerando faíscas que viraram fogo na lavoura de trigo, em uma época com temperaturas beirando os 40 graus. A John Deere é citada no processo como uma empresa que fabrica um equipamento defeituoso, sujeito a problemas como este e que deveria ter sistemas de alarme e bloqueio automático do funcionamento.

Índios processam john deere
A colheitadeira envolvida no sinistro.

Já os bombeiros do Estado de Oregon atestaram no laudo que o incêndio foi acidental, provavelmente causado por colheitadeira em seu trabalho de rotina, ampliado pela temperatura ambiente beirando os 40C.

Como indenização, os índios querem 12,25 milhões de dólares por conta dos alegados danos na reserva, pela queima das florestas, destruição de cercas, deterioração do solo e nascentes, recursos culturais, peixes e vida selvagem.

Segundo o jornal Oregon Live, a John Deere disse não ter acesso ao processo e que não poderia emitir nota para a reportagem desta terça, 6 de agosto.

Saiba mais: Lawsuit Alleges Rancher, John Deere Combine Caused Wildfire.


14 de fevereiro de 2018

Curativos com pele de tilápia estão salvando ursos na Califórnia


A inspiração para o tratamento com curativos de pele de tilápia veio do Brasil.

No ano passado, o estado da Califórnia foi atingido por diversos incêndios florestais. Em um destes eventos, dois ursos tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau nas patas, causando a perda total da pele. Pela característica do animal, tratamentos convencionais com curativos demandariam repetidas “caçadas” no ambiente natural dos ursos, com altas doses de tranquilizantes e imobilização. Então os veterinários do parque lembraram de uma prática brasileira inovadora: o uso da pele de tilápia (em humanos) para o tratamento de queimaduras.

 

Com dois ursos na maca e uma ideia na cabeça, os veterinários estudaram as possibilidades e foram literalmente ao mercado público da região para comprar tilápias. Criaram um protocolo para esterilizar a pele do peixe e começaram o tratamento.

O tratamento com pele de tilápia deu certo, os ursos aceitaram as bandagens (que tiveram o cheiro de peixe devidamente removido durante o processo de esterilização) e já foram devolvidos ou seu habitat natural.

A partir de agora, você olhará para o açude com outros olhos.

Saiba mais no site da UCDavis (em inglês).



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