Categoria: Agro

18 de agosto de 2011

Paraná cria Fórum de Desenvolvimento do Agronegócio


Comercialização de hortigranjeiros alinhada no Plano de Governo Beto Richa. Ato de instituição do Fórum que norteia o agronegócio no Estado contou com a presença do diretor presidente da Ceasa Luiz Dâmaso Gusi, do diretor de Abastecimento Social Eduardo Pimentel, do Administrativo Financeiro Luiz Roberto de Souza e do Técnico Valério Borba.

O governador Beto Richa assinou nesta quarta-feira (17), no Palácio das Araucárias, um termo de cooperação técnica para criação do Fórum dos Promotores do Desenvolvimento do Agronegócio Paranaense. O fórum tem como metas a realização de ações conjuntas entre governo e iniciativa privada e a construção de uma visão de futuro do agronegócio paranaense. O objetivo é fazer com que o Estado se torne referência em competitividade e sustentabilidade, melhorando a qualidade de vida no campo e na cidade.

O colegiado será instalado por um período de quatro anos e vai reunir a Secretaria da Agricultura e Abastecimento e seus órgãos vinculados (Emater, Iapar, Ceasa, Codapar, Claspar e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), Instituto de Águas Paraná, Instituto Ambiental do Paraná, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep/Senar), Sistema Ocepar/Sescoop-PR, Sebrae-PR e o Banco do Brasil.

“Esta é mais uma demonstração do interesse do governo estadual em desenvolver um trabalho conjunto para atingir os objetivos de fortalecer a economia, a agropecuária, o agronegócio e a agroindústria”, afirmou o governador Beto Richa. Ele ratificou que a determinação do governo é ter as entidades representativas da sociedade paranaense próximas para ajudarem na decisão das ações adequadas para cada área.

Para acompanhar a execução das ações foi criado um comitê gestor, sob a coordenação da Secretaria da Agricultura, Faep, Sebrae-PR, Emater e Iapar. “Este fórum dará maior agilidade aos processos e permitirá o aperfeiçoamento das ideias, de acordo com as necessidades de cada segmento que integra o setor agropecuário”, destacou o governador.

AGENDA COMUM – O secretário da Agricultura Norberto Ortigara explicou que as instituições participantes deverão disponibilizar estrutura técnica, administrativa e informações de forma a contribuir efetivamente com o estabelecimento de um plano e cronograma de trabalho com metas, indicadores e mecanismos de acompanhamento e avaliação.

“Esta grande parceria soma esforços e cria uma agenda comum para o avanço da agropecuária e a agroindústria. Vamos evitar a sobreposição de trabalhos e projetos, o que evitará a dispersão de recursos. Com a agenda conjunta, os problemas serão atacados de forma coletiva”, disse Ortigara.

As entidades participantes consideram imprescindível a atuação integrada entre as instituições públicas e privadas. “Trabalhar em parceria é a melhor arma para promover o desenvolvimento do Paraná”, disse o presidente da Faep, Ágide Meneguette.

Ele classificou a criação do fórum como uma atitude de colaboração sem precedentes, em que serão desenvolvidos projetos concretos, evitando a duplicidade de atuação ou ações conflitantes. “O governador Beto Richa inicia um mutirão em favor da agropecuária do Paraná, em que cada instituição fará a sua parte para contribuir com resultados concretos para desenvolvimento do setor” explicou.

PROJETOS – Quatro projetos pilotos serão desenvolvidos num primeiro momento. O Leite no Arenito Caiuá, escolhido por sua importância na cadeia produtiva da região e em sua área de abrangência. O projeto de agricultura na Região Metropolitana de Curitiba, que seguirá as orientações do diagnóstico publicado em um seminário realizado na semana passada. Três segmentos serão foco das ações: a produção, a pós-colheita e a modernização da comercialização.

O projeto Café no Norte Pioneiro foi incluído por já ter várias iniciativas estruturadas e a cadeia organizada. Há a possibilidade de produzir cafés especiais com identificação geográfica, o que pode representar um aumento de até 80% no valor do produto. Outro projeto contemplado é o de Cultivos Florestais, que deverá considerar as questões de sustentabilidade econômica, social e ambiental do segmento, com ênfase ao uso e manejo adequado do solo e da água.

PARANÁ – O superintende do Banco do Brasil no Paraná, Paulo Roberto Mainers, confirmou a parceria das 360 unidades do banco no estado e anunciou a disponibilização de R$ 7,4 bilhões para o agronegócio para a safra 2011/2012.

Mainers ressaltou que o estado é uma referência nacional por sua capacidade de realização de projetos. “A iniciativa agrega forças, permite a otimização de recursos e potencializa o desenvolvimento do Paraná e o Banco do Brasil apóia iniciativas que trabalham a base, a sustentabilidade do negócio”, afirmou.

O perfil do Paraná também foi reconhecido pelo diretor técnico do Sebrae, Júlio César Agostini, que representou a instituição durante a solenidade. “A capacidade de trabalhar em conjunto para apoiar a economia e a sociedade é o diferencial e a característica de como se atua no Paraná”, disse. Ele informou que a primeira contribuição do Sebrae para a criação do fórum foi disponibilizar o modelo de gestão de projetos usado pela instituição.


4 de abril de 2011

Conheça o sistema Push Pull (Empurra Puxa) para plantio agroecológico do milho, em uso na África


Push Pull

Cientistas afirmam que a revolução verde africana só pode ocorrer através das técnicas “biológicas, como mostra um projeto no Quênia apoiado pela fundação suíça Biovision.

O dia está nascendo no lago Vitória. Algumas pirogas coloridas retornam ao pequeno porto de Kisumu, no sudoeste do Quênia. A pesca, mais uma vez, teve resultados bem magros.

“Dez anos atrás pescávamos até 200 quilos de peixe por noite. Mas hoje em dia já é bastante se capturamos 20 quilos”, lamenta Kennedy Omondi, pescador da região, ao lado das caixas, onde algumas poucas tilápias e outros peixes-gatos se debatem dando seus últimos suspiros.

O fato é que em abril, a estação das chuvas, o lago costuma ser menos abundante em peixes. Mas fatores pouco naturais tornam essa diminuição da fauna mais inquietante: a poluição da cidade tão próxima, o excesso das atividades pesqueiras pela pequena comunidade local, a concorrência com as aves devido ao desequilíbrio do ecossistema e… a rivalidade com outro predador, mais inesperado: a perca do Nilo.

Uma ameaça

Esse peixe, introduzido artificialmente no lago nos anos de 1960 e destinado quase que exclusivamente à exportação, pode atingir dimensões impressionantes e pesar até 250 quilos. Como ele se alimenta de peixes menores, muitas espécies desapareceram completamente, um fator que ameaça a sobrevivência da população e a biodiversidade do segundo maior lago do mundo.

“A perca do Nilo é comprada e exportada por uma companhia indiana”, explica Kennedy. “Os indianos nos exploram e subremuneram os pescadores empregados por eles. Então nos organizamos em uma cooperativa para lhes vender, a um preço melhor, as percas com mais de um quilo. As menores e outras espécies de peixes são destinadas ao consumo local. Mas a pesca não é mais capaz de nos alimentar e somos obrigados a procurar outras fontes de renda.”

Entre elas, a agricultura ocupa uma posição crescente, apesar de ainda ser marginal. Embora a agricultura convencional ainda seja responsável pela parte do “leão”, a orgânica está em plena expansão “e cada vez mais camponeses adotam a técnica ‘push-pull”, anima-se Francis O Nyange, um agrônomo do Centro Internacional de Pesquisa em Fisiologia e Ecologia de Insetos (ICIPE, na sigla em francês) em Mbita, alguns quilômetros distante.

A avó de Obama

Embora o documentário O pesadelo de Darwin tenha alertado o mundo sobre os riscos trazidos pela perca do Nilo ao lago Vitória, o potencial revolucionário da técnica “push-pull” permanece em grande parte desconhecida fora do Quênia e da África ocidental.

Portanto, para os cientistas africanos que a desenvolveram e a fundação suíça Biovision, que apóia o projeto, essa técnica agrícola de “repelir e atrair” pode resolver os problemas alimentares de todo o continente. “Esse método é praticado até mesmo pela avó de Barack Obama, que vive em Kogelo, um vilarejo não muito distante daqui”, assegura O Nyange.

Seu inventor se chama Zeyaur Khan, um cientista indiano que se ocupa há 17 anos desse verdadeiro quebra-cabeça: como a África poderá se alimentar até 2050? Ao passar de um a dois bilhões de habitantes, o continente precisará triplicar sua produção agrícola. Porém, o aquecimento global reduz as superfícies cultiváveis e os produtos químicos – adubos, fertilizantes e pesticidas – esgotam os solos já pouco férteis.

Isso sem contar o fato de que os camponeses, dos quais 99% no Quênia possuem minúsculas parcelas de terra, de no máximo dois hectares, não têm recursos suficientes para comprar esses produtos químicos. Também os governos não lhes podem dar subvenções.

Triplicar a produção

“Mas encontrei a solução para triplicar a produção agrícola sem pesticidas ou organismos geneticamente modificados”, assegura o professor, durante uma visita ao ICIPE, organizada pela rede Media 21. Sua resposta: “push-pull”.

O método é tão simples que até parece infantil. Na época era necessário pensar nela e, sobretudo, encontrar as duas plantas “milagrosas” capazes de combater os parasitas e as ervas daninhas. Pois os insetos furadores de caule e a striga – mais conhecida como erva das bruxas – são os dois principais problemas do milho e do trigo na África, causando uma perda de receitas da ordem de 1,2 bilhão de dólares por ano só para o milho. No Quênia, ele constitui a base da alimentação e serve para preparar o ugali, uma espécie de pasta branca que acompanha todos os pratos.

Agnès Mbuvi pratica a técnica do “push-pull” desde 2002. Essa viúva de 45 anos possui um pequeno campo no qual ela afirma produzir 540 quilos de milho – contra 45 antes do “push-pull” – e isso duas vezes por ano. Desde então, sua vida mudou: ela chega mesmo a vender o excedente e pode inscrever dois dos seus três filhos na universidade.

A Técnica

Efeito combinado – é através do carrapicho-beiço-de-boi (Desmodium), uma planta originária da América do Sul, e o capim dos elefantes (uma espécie de gramínea), que os parasitas e as ervas daninhas são neutralizadas. Isso graças a um efeito combinado de atração-repulsão, chamado precisamente de “push-pull”.

Alternar – para isso é necessário alternar uma fileira de milho com uma de desmodium e cercar os campos com erva de elefante. O desmodium controla a erva das bruxas e repele (“push”) os insetos perfuradores para fora do campo de plantação, onde eles são atraídos (“pull”) pelo perfume das folhas pegajosas do capim de elefante. Eles morrem instantaneamente.

 

Produção – segundo o professor Khan, para que os camponeses não abandonem suas terras, é necessário que a agricultura gere para eles pelo menos 2 dólares ao dia. O sistema do “push-pull”, adotado por 20 mil camponeses no oeste do Quênia, lhes permite ganhar entre 3,2 a 4 dólares. E a aplicação dessa técnica pode aumentar a produção do milho, sorgo e milho-miúdo – os três principais gêneros alimentícios do continente – de 1 a 3,5 toneladas por hectare.

Biovision – A fundação suíça Biovision foi criada pelo agrônomo suíço Hans Rudolf Herren, detentor do prêmio mundial da alimentação em 1995 e copresidente do IAASTD, um relatório redigido por 400 cientistas em 2008 e que defende uma nova revolução verde, baseada na agricultura orgânica e de baixa escala.

Isolda Agazzi, swissinfo.ch
(Adaptação: Alexander Thoele)

 

 


1 de junho de 2010

Efeito Mercy For Animals: Agronegócio no Law&Order SVU?


No episódio de hoje…

 

 

Em “Beef”, 20º episódio da 11º temporada de Law & Order:SVU, os detetives Olivia Benson e Elliot Stabler tentam descobrir quem assassinou brutalmente Laura Santiago. A vítima, uma ativista de 24 anos, foi encontrada com a garganta cortada e com indícios de estupro em sua própria casa. Seu namorado Jan é o principal suspeito, mas o rapaz jura ser incapaz de maltratar qualquer espécie viva.

Os detetives procuram os pais de Laura, imigrantes mexicanos que foram para os Estados Unidos em busca de melhor qualidade de vida. Mas Olivia desconfia da palavra do pai, pois sua mão está machucada e suas respostas não são coerentes.

Após vestígios de dois tipos de DNA serem encontrados no corpo da jovem, o capitão Donald Cragen começa a questionar quem é a verdadeira Laura. Em seu computador são encontradas milhares de fotos de bundas de mulheres, o que parece estranho para uma jovem intelectual e engajada em causas sociais.

O detetive Fin Tutuola, ao lado de seu parceiro John Munch, descobre que Laura realmente poderia ter dois amantes. Pois a esposa de Jorge Vargas, ex-operário na fábrica de processamentos Donna Rosa, garante que seu marido estava vivendo um romance com a vítima.

Universal Channel

Este episódio foi ao ar no dia 21 de abril de 2010 nos EUA. Hoje (01/06/2010) no Brasil.



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