24 de janeiro de 2016

Conheça o Maior Cemitério de Colheitadeiras do Mundo


colheitadeiras

O inglês John Manners começou procurando rodas para uma escavadeira nos anos 70 e hoje tem o maior ferro-velho de peças para colheitadeiras do mundo. Tão grande que pode ser visto no Google Earth.

 

O ferro-velho de colheitadeiras fica na Inglaterra, na cidade de Alnwick, condado de Northumberland em uma propriedade de 280 hectares. O “estoque” do cemitério conta com mais de 350 máquinas das principais marcas em uso na Europa, com destaque para CLAAS, Massey Ferguson, John Deere e New Holland. Obviamente, quase qualquer peça destas máquinas está disponível para venda, que pode ser realizada na empresa ao vivo ou pelo site, para clientes de todo o mundo.
O site especial para vendas fica no endereço www.combinespares.co.uk/ e a história da empreitada de John Manners pode ser conhecida aqui.

 

 

Propriedade vista no Google Earth com suas centenas de máquinas. Veja no Google Maps neste link.

Leia mais textos sobre colheitadeiras neste link.


22 de janeiro de 2016

Evolução dos Custos na Propriedade e a História de Leonardo David Müller, do Rio Grande do Sul.


custos

O Leonardo postou no Facebook alguns números sobre custos na propriedade e teve milhares de compartilhamentos. Vamos detalhar esta história aqui no Blog do Farmfor.

 

Com um post simples no Facebook, Leonardo atraiu a atenção de muita gente na rede social ao mostrar alguns números de sua propriedade ao longo dos anos. Evidenciou a dificuldade para manter a lavoura produtiva e ainda ironizou com bom humor no final escrevendo “Mas tudo bem, não tem inflação… Agricultor ganha dinheiro… E tá tudo bem no país…”.

Convidamos o agricultor para mandar mais informações para o Blog do Farmfor e o mesmo atendeu prontamente. Conheça um pouco da história do Leonardo e sua família, agricultores na cidade de Coqueiros do Sul, no Rio Grande do Sul. Nos próximos parágrafos, o depoimento do Leonardo em primeira pessoa.

Com a palavra, Leonardo!

Meu nome é Leonardo David Müller e sou a quarta geração a administrar uma propriedade rural em Coqueiros do Sul. O início se deu por volta de 1938, quando meu bisavô adquiriu as terras e lá montou uma serraria. Meus avós se casaram e lá foram morar, sendo as propriedades ao redor também da família, onde moravam os irmãos de minha avó. Cada um tinha um papel na serraria, meu avô era o administrador e também encarregado de puxar as toras do mato nos dias de chuva. Com a vinda da II Guerra Mundial, além do desaquecimento das vendas, a serraria, por ser propriedade de alemães, foi obrigada a fechar.

Então, as matas que haviam sido derrubadas deram lugar a pequenas lavouras, já que os empregados não tinham trabalho, foi cedido para cada qual um pedaço de terra para poder plantar e ter o que comer. Após a guerra a serraria reabriu, mas as lavouras continuaram. No final dos anos 60, meu avô com problemas de coluna e após o fechamento da serraria, mudou-se para Carazinho e para continuar a lavoura estabeleceu o regime de parceria agrícola, onde meu o mesmo entrava com as terras e outra pessoa com o serviço. Despesas e resultados eram divididos então em 50% para cada um.

No final dos anos 80, a saúde de meu avô foi piorando e minha mãe foi se inteirando dos assuntos e auxiliando na administração. Em 1991, com a morte de meu avô, minha mãe assumiu o papel, eu, um piazinho na época apenas observava. Em 1994 faleceu meu pai, que embora não se envolvesse na lavoura, tinha seu papel de “conselheiro”. Em 1996 o regime de parceria foi desfeito e acabou num acordo onde acabamos ficando sem nenhuma máquina para continuar o trabalho. Para que a lavoura não parasse, optou-se na época por arrendar a terra a terceiros. Terminei o ensino médio e iniciei a faculdade em Porto Alegre, aguentei a cidade 2 anos e meio e em 2000 acabei retornando para Carazinho para trabalhar (coisa que lá não conseguia devido aos horários de estudo) e continuar a faculdade por aqui.

Final de 2001, decidimos por retomar as atividades de lavoura, na época foi vendida uma casa que possuíamos e o dinheiro empregado para dar início na lavoura, o que me permitiu a compra antecipada de insumos e consequente redução no custo inicial (situação única até o momento). Porém, sem máquinas, a alternativa foi partir para o aluguel com os vizinhos, pagando hora de trator e percentual na colheita. Em 2004 comecei a comprar máquinas novamente, todas usadas, algumas novas que estou até hoje pagando.

De 2002, onde foi realizado o primeiro plantio até hoje, tive muitos anos ruins na agricultura, que na verdade me ajudaram. Ajudaram a não dar um passo maior que a perna, a não esperar sempre colheita cheia, enfim, a lidar com os altos e baixos da lavoura e que, por fim, moldaram a forma que tenho de administrar tudo, ponderada, sem excessos e sempre com um pé atrás e um olho pra frente.

Trago algumas tabelas, com valores de custos e resultados de produtividade. Nelas, cabe salientar e percebem-se alguns detalhes importantes: em primeiro, este custo e resultado é meu e provavelmente muito diferente de outros agricultores, cada caso é um caso em agricultura, há peculiaridades de cada região e em segundo, torna-se evidente a alta contínua dos custos e pela minha experiência/opinião, decorrentes da falta de concorrência o que acaba tornando certos setores “oportunistas”.

 

Cada alta do dólar traz um aumento da soja e dos insumos, com uma diferença: na queda do dólar o valor da soja acompanha e dos insumos acaba não descendo tudo de volta. O que pode ser notado no adubo, em 2002 a relação de troca (meu caso foi compra de quase um ano antecipada e, portanto destoante dos demais, com uma relação de 6 sacos de soja para 1 tonelada de adubo) de em torno de 10 sacos de soja por tonelada de adubo, para no dia de hoje, em torno de 25 sacos de soja para 1 tonelada de adubo; 2002 foi um ano atípico, onde no início do ano a tonelada custava em torno de 180 reais e em virtude da eleição e disparada do dólar, perto do plantio o valor passava longe dos 300 reais. O adubo representava de 25 a 30% do custo na época e hoje representa 50%. Minhas compras são hoje em sua maior parte, realizadas no sistema de troca, onde faço um levantamento da necessidade de insumos e fico devendo em soja para pagamento na safra. Alguma coisa ainda é feita via custeio bancário, mas 90% é nesse sistema.

Optei por ele por me trazer uma segurança no que devo. No ano de 2004 tivemos uma das piores secas da história e a lavoura foi formada com soja perto dos 40 reais o saco e na colheita, além da quebra enorme, o preço caiu para os 20 e poucos reais, ou seja, se eu precisava de 20 sacos para pagar as contas quando plantei, terminei a safra precisando de 40 sacos para pagar as contas. Esse foi o ano que parti para o sistema de trocas, o que me trouxe segurança e crescimento.

Hoje a situação de custos da lavoura é completamente diferente da de 2002. Em 2002 usava-se, esporadicamente, fungicida para doenças de final de ciclo e só, inseticida caso aparecesse alguma lagarta. Hoje em dia são 3 a 5 aplicações de fungicida em virtude da ferrugem. Inseticida é obrigatório em função de lagartas e outras pragas (eu optei pelo uso da tecnologia intacta, que me permite a redução de inseticida para lagartas, mas aumento do custo da semente). A mão de obra representa hoje, um elevado custo. Para a redução desses custos, acabei optando por assumir a maioria das operações de campo. Todas essas questões mais que duplicaram os custos fixos da lavoura, sim, a produção aumentou também, mas esta aumenta em torno de 1 a 5% ao ano, os custos perto dos 10%. Resultado visível nos gráficos.

Enfim, a profissão de agricultor hoje, envolve a parte agronômica, administrativa e financeira com ajuste muito fino entre elas. Foi-se o tempo em que se aplicava o que queria e na hora que queria na lavoura. Hoje isso passa por um estudo: é viável? Trará resultado que compense o gasto? Após isso é decidido, ao menos da minha forma de administrar. Cansei de conversa de vendedor, foco no resultado, de nada me adianta gastar 100 reais para retornar 100 ou menos. Isso, do meu ponto de vista, é despesa inútil e com o clima sempre pondo tudo em risco, pode nem retornar. Portanto, sigo por aqui, esperando que a situação do país melhore e possa trazer não só para meu ramo, mas para todos uma esperança de dias melhores.


1 de janeiro de 2016

Blog do Farmfor


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Curiosidades sobre o mundo agrícola: máquinas, notícias, humor e muito mais.


18 de agosto de 2011

Paraná cria Fórum de Desenvolvimento do Agronegócio


Comercialização de hortigranjeiros alinhada no Plano de Governo Beto Richa. Ato de instituição do Fórum que norteia o agronegócio no Estado contou com a presença do diretor presidente da Ceasa Luiz Dâmaso Gusi, do diretor de Abastecimento Social Eduardo Pimentel, do Administrativo Financeiro Luiz Roberto de Souza e do Técnico Valério Borba.

O governador Beto Richa assinou nesta quarta-feira (17), no Palácio das Araucárias, um termo de cooperação técnica para criação do Fórum dos Promotores do Desenvolvimento do Agronegócio Paranaense. O fórum tem como metas a realização de ações conjuntas entre governo e iniciativa privada e a construção de uma visão de futuro do agronegócio paranaense. O objetivo é fazer com que o Estado se torne referência em competitividade e sustentabilidade, melhorando a qualidade de vida no campo e na cidade.

O colegiado será instalado por um período de quatro anos e vai reunir a Secretaria da Agricultura e Abastecimento e seus órgãos vinculados (Emater, Iapar, Ceasa, Codapar, Claspar e o Centro Paranaense de Referência em Agroecologia), Instituto de Águas Paraná, Instituto Ambiental do Paraná, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep/Senar), Sistema Ocepar/Sescoop-PR, Sebrae-PR e o Banco do Brasil.

“Esta é mais uma demonstração do interesse do governo estadual em desenvolver um trabalho conjunto para atingir os objetivos de fortalecer a economia, a agropecuária, o agronegócio e a agroindústria”, afirmou o governador Beto Richa. Ele ratificou que a determinação do governo é ter as entidades representativas da sociedade paranaense próximas para ajudarem na decisão das ações adequadas para cada área.

Para acompanhar a execução das ações foi criado um comitê gestor, sob a coordenação da Secretaria da Agricultura, Faep, Sebrae-PR, Emater e Iapar. “Este fórum dará maior agilidade aos processos e permitirá o aperfeiçoamento das ideias, de acordo com as necessidades de cada segmento que integra o setor agropecuário”, destacou o governador.

AGENDA COMUM – O secretário da Agricultura Norberto Ortigara explicou que as instituições participantes deverão disponibilizar estrutura técnica, administrativa e informações de forma a contribuir efetivamente com o estabelecimento de um plano e cronograma de trabalho com metas, indicadores e mecanismos de acompanhamento e avaliação.

“Esta grande parceria soma esforços e cria uma agenda comum para o avanço da agropecuária e a agroindústria. Vamos evitar a sobreposição de trabalhos e projetos, o que evitará a dispersão de recursos. Com a agenda conjunta, os problemas serão atacados de forma coletiva”, disse Ortigara.

As entidades participantes consideram imprescindível a atuação integrada entre as instituições públicas e privadas. “Trabalhar em parceria é a melhor arma para promover o desenvolvimento do Paraná”, disse o presidente da Faep, Ágide Meneguette.

Ele classificou a criação do fórum como uma atitude de colaboração sem precedentes, em que serão desenvolvidos projetos concretos, evitando a duplicidade de atuação ou ações conflitantes. “O governador Beto Richa inicia um mutirão em favor da agropecuária do Paraná, em que cada instituição fará a sua parte para contribuir com resultados concretos para desenvolvimento do setor” explicou.

PROJETOS – Quatro projetos pilotos serão desenvolvidos num primeiro momento. O Leite no Arenito Caiuá, escolhido por sua importância na cadeia produtiva da região e em sua área de abrangência. O projeto de agricultura na Região Metropolitana de Curitiba, que seguirá as orientações do diagnóstico publicado em um seminário realizado na semana passada. Três segmentos serão foco das ações: a produção, a pós-colheita e a modernização da comercialização.

O projeto Café no Norte Pioneiro foi incluído por já ter várias iniciativas estruturadas e a cadeia organizada. Há a possibilidade de produzir cafés especiais com identificação geográfica, o que pode representar um aumento de até 80% no valor do produto. Outro projeto contemplado é o de Cultivos Florestais, que deverá considerar as questões de sustentabilidade econômica, social e ambiental do segmento, com ênfase ao uso e manejo adequado do solo e da água.

PARANÁ – O superintende do Banco do Brasil no Paraná, Paulo Roberto Mainers, confirmou a parceria das 360 unidades do banco no estado e anunciou a disponibilização de R$ 7,4 bilhões para o agronegócio para a safra 2011/2012.

Mainers ressaltou que o estado é uma referência nacional por sua capacidade de realização de projetos. “A iniciativa agrega forças, permite a otimização de recursos e potencializa o desenvolvimento do Paraná e o Banco do Brasil apóia iniciativas que trabalham a base, a sustentabilidade do negócio”, afirmou.

O perfil do Paraná também foi reconhecido pelo diretor técnico do Sebrae, Júlio César Agostini, que representou a instituição durante a solenidade. “A capacidade de trabalhar em conjunto para apoiar a economia e a sociedade é o diferencial e a característica de como se atua no Paraná”, disse. Ele informou que a primeira contribuição do Sebrae para a criação do fórum foi disponibilizar o modelo de gestão de projetos usado pela instituição.


2 de junho de 2011

Lista dos frigoríficos banidos pelo embargo da Rússia


SIF Company City State Meat

12 FRIGORIFICO MABELLA LTDA Frederico Westphalen Rio Grande Do Sul Pork
42 JBS S/A Barra Do Garças Mato Grosso Beef
60 SADIA S/A Três Passos Rio Grande Do Sul Pork
102 BRF BRASIL FOODS S. A. Marau Rio Grande Do Sul Pork
103 BRF BRASIL FOODS S. A. Serafina Corrêa Rio Grande Do Sul Chicken
119 KAEFER AGRO INDUSTRIAL LTDA Laranjeiras Do Sul Paraná Pork
167 COOPERATIVA DOS SUINOCULTORES DE ENCANTADOE LnTcDanAtado Rio Grande Do Sul Pork
237 PENASUL ALIMENTOS LTDA Roca Sales Rio Grande Do Sul Chicken
424 BRF BRASIL FOODS S. A. Carambeí Paraná Chicken / Pork
437 FRIGORIFICO MABELLA LTDA. Caxias Do Sul Rio Grande Do Sul Chicken
544 PENASUL ALIMENTOS LTDA Caxias Do Sul Rio Grande Do Sul Chicken
585 MATADOURO FRIGORÍFICO PANTANAL LTDA Várzea Grande Mato Grosso Beef
592 MARGEN S/A Paranavaí Paraná Beef
730 COOPERATIVA LANGUIRU LTDA Westfalia Rio Grande Do Sul Chicken
760 COOP.REGIONAL CASTILHENSE DE CARNES E DERIVADJúOlioS De Castilhos Rio Grande Do Sul Pork
797 COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL – COPAGRIL Marechal Cândido Rondon Paraná Chicken
876 DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL Caxias Do Sul Rio Grande Do Sul Pork
915 ALIBEM COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA Santo Ângelo Rio Grande Do Sul Pork
922 DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL Passo Fundo Rio Grande Do Sul Chicken
959 COMPANHIA MINUANO DE ALIMENTOS Passo Fundo Rio Grande Do Sul Chicken
981 FRINAL S/A – FRIGORÍFICO E INTEGRACÃO AVÍCOLA Garibaldi Rio Grande Do Sul Chicken
1163 FRIGORÍFICO BIG BOI LTDA Paiçandu Paraná Beef
1184 COTRIJUÍ – COOPERATIVA AGROPECUARIA & INDUSTRSIAãLo Luiz Gonzaga Rio Grande Do Sul Pork
1215 AGRÍCOLA JANDELLE S. A. Rolândia Paraná Chicken
1449 BRF BRASIL FOODS S. A. Lajeado Rio Grande Do Sul Chicken
1651 MARFRIG ALIMENTOS S/A Capão Do Leão Rio Grande Do Sul Beef
1661 COMPANHIA MINUANO DE ALIMENTOS Lajeado Rio Grande Do Sul Chicken
1672 KAEFER AGRO INDUSTRIAL LTDA Cascavel Paraná Chicken
1733 FRIGORIFICO SILVA INDUSTRIA E COMERCIO LTDA Santa Maria Rio Grande Do Sul Beef
1751 MARFRIG ALIMENTOS S/A Tangará Da Serra Mato Grosso Beef
1778 JBS S/A Maringá Paraná Beef
1880 GONÇALVES & TORTOLA S/A Paranavaí Paraná Chicken
1886 FRIGORÍFICO MATABOI S/A Rondonópolis Mato Grosso Beef
1926 MFB MARFRIG FRIGORÍFICOS BRASIL S. A. Capão Do Leão Rio Grande Do Sul Beef
1985 SADIA S/A Dois Vizinhos Paraná Chicken
2007 MFB MARFRIG FRIGORIFICOS BRASIL S. A. Alegrete Rio Grande Do Sul Beef
2015 SADIA S/A Várzea Grande Mato Grosso Beef
2019 JBS S/A Pedra Preta Mato Grosso Beef
2032 DOUX FRANGOSUL S/A AGRO AVÍCOLA INDUSTRIAL Montenegro Rio Grande Do Sul Chicken
2146 ALIBEM COMERCIAL DE ALIMENTOS LTDA Santa Rosa Rio Grande Do Sul Pork
2227 SEARA ALIMENTOS S/A Jacarezinho Paraná Chicken
2345 IFC INTERNATIONAL FOOD COMPANY INDÚSTRIA DE ALNIoMvEa NXTavOaSn tSin.a A. Mato Grosso Beef
2500 MARFRIG ALIMENTOS S/A Paranatinga Mato Grosso Beef
2518 SADIA S/A Francisco Beltrão Paraná Chicken
2911 BRF BRASIL FOODS S. A. Mirassol D’Oeste Mato Grosso Beef
2913 JAGUAFRANGOS INDUSTRIA E COMERCIO DE ALIMENTJOagSu LaTpiDtãA Paraná Chicken
2979 JBS S/A Araputanga Mato Grosso Beef
3031 JBS S/A São José Dos Quatro Marcos Mato Grosso Beef
3169 FRIGORIFICO NICOLINI LTDA Garibaldi Rio Grande Do Sul Chicken
3300 C. VALE – COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL Palotina Paraná Chicken
3348 VALE GRANDE INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOSS iSno/Ap Mato Grosso Beef
3371 SADIA S/A Várzea Grande Mato Grosso Chicken
3551 INTERCOOP INTEGRACAO DOS SUINOCULTORES DO MNÉoDvaIO M NutOumRTE MATOGROSSENSMEa tLoT GDrAosso Pork
3704 FRIGORIFICO LARISSA LTDA Iporã Paraná Pork
3767 ANHAMBI ALIMENTOS NORTE LTDA Tangará Da Serra Mato Grosso Chicken
3847 COOPERATIVA CENTRAL OESTE CATARINENSE Sarandi Rio Grande Do Sul Pork
3941 AGRA AGROINDUSTRIAL DE ALIMENTOS S/A Rondonópolis Mato Grosso Pork
3962 FRIGORÍFICO VALE DO GUAPORE S/A Pontes E Lacerda Mato Grosso Beef
3975 AVIPAL S/A – ALIMENTOS Lajeado Rio Grande Do Sul Pork
4017 AGROSUL AGROAVICOLA INDÚSTRIAL S/A São Sebastião Do Caí Rio Grande Do Sul Chicken
4041 AGROSUL AGROAVICOLA INDUSTRIAL S/A Caxias Do Sul Rio Grande Do Sul Chicken
4268 GUAPORÉ CARNE S/A Colíder Mato Grosso Beef
4365 MFB MARFRIG FRIGORÍFICOS BRASIL S. A. Nova Londrina Paraná Beef
4393 QUATRO MARCOS LTDA Vila Rica Mato Grosso Beef
4444 COOPERATIVA AGROINDUSTRIAL LAR Matelândia Paraná Chicken
4466 SUPERFRIGO INDUSTRIA E COMERCIO AS Rondonópolis Mato Grosso Beef

Fonte: BRMEAT


4 de abril de 2011

Conheça o sistema Push Pull (Empurra Puxa) para plantio agroecológico do milho, em uso na África


Push Pull

Cientistas afirmam que a revolução verde africana só pode ocorrer através das técnicas “biológicas, como mostra um projeto no Quênia apoiado pela fundação suíça Biovision.

O dia está nascendo no lago Vitória. Algumas pirogas coloridas retornam ao pequeno porto de Kisumu, no sudoeste do Quênia. A pesca, mais uma vez, teve resultados bem magros.

“Dez anos atrás pescávamos até 200 quilos de peixe por noite. Mas hoje em dia já é bastante se capturamos 20 quilos”, lamenta Kennedy Omondi, pescador da região, ao lado das caixas, onde algumas poucas tilápias e outros peixes-gatos se debatem dando seus últimos suspiros.

O fato é que em abril, a estação das chuvas, o lago costuma ser menos abundante em peixes. Mas fatores pouco naturais tornam essa diminuição da fauna mais inquietante: a poluição da cidade tão próxima, o excesso das atividades pesqueiras pela pequena comunidade local, a concorrência com as aves devido ao desequilíbrio do ecossistema e… a rivalidade com outro predador, mais inesperado: a perca do Nilo.

Uma ameaça

Esse peixe, introduzido artificialmente no lago nos anos de 1960 e destinado quase que exclusivamente à exportação, pode atingir dimensões impressionantes e pesar até 250 quilos. Como ele se alimenta de peixes menores, muitas espécies desapareceram completamente, um fator que ameaça a sobrevivência da população e a biodiversidade do segundo maior lago do mundo.

“A perca do Nilo é comprada e exportada por uma companhia indiana”, explica Kennedy. “Os indianos nos exploram e subremuneram os pescadores empregados por eles. Então nos organizamos em uma cooperativa para lhes vender, a um preço melhor, as percas com mais de um quilo. As menores e outras espécies de peixes são destinadas ao consumo local. Mas a pesca não é mais capaz de nos alimentar e somos obrigados a procurar outras fontes de renda.”

Entre elas, a agricultura ocupa uma posição crescente, apesar de ainda ser marginal. Embora a agricultura convencional ainda seja responsável pela parte do “leão”, a orgânica está em plena expansão “e cada vez mais camponeses adotam a técnica ‘push-pull”, anima-se Francis O Nyange, um agrônomo do Centro Internacional de Pesquisa em Fisiologia e Ecologia de Insetos (ICIPE, na sigla em francês) em Mbita, alguns quilômetros distante.

A avó de Obama

Embora o documentário O pesadelo de Darwin tenha alertado o mundo sobre os riscos trazidos pela perca do Nilo ao lago Vitória, o potencial revolucionário da técnica “push-pull” permanece em grande parte desconhecida fora do Quênia e da África ocidental.

Portanto, para os cientistas africanos que a desenvolveram e a fundação suíça Biovision, que apóia o projeto, essa técnica agrícola de “repelir e atrair” pode resolver os problemas alimentares de todo o continente. “Esse método é praticado até mesmo pela avó de Barack Obama, que vive em Kogelo, um vilarejo não muito distante daqui”, assegura O Nyange.

Seu inventor se chama Zeyaur Khan, um cientista indiano que se ocupa há 17 anos desse verdadeiro quebra-cabeça: como a África poderá se alimentar até 2050? Ao passar de um a dois bilhões de habitantes, o continente precisará triplicar sua produção agrícola. Porém, o aquecimento global reduz as superfícies cultiváveis e os produtos químicos – adubos, fertilizantes e pesticidas – esgotam os solos já pouco férteis.

Isso sem contar o fato de que os camponeses, dos quais 99% no Quênia possuem minúsculas parcelas de terra, de no máximo dois hectares, não têm recursos suficientes para comprar esses produtos químicos. Também os governos não lhes podem dar subvenções.

Triplicar a produção

“Mas encontrei a solução para triplicar a produção agrícola sem pesticidas ou organismos geneticamente modificados”, assegura o professor, durante uma visita ao ICIPE, organizada pela rede Media 21. Sua resposta: “push-pull”.

O método é tão simples que até parece infantil. Na época era necessário pensar nela e, sobretudo, encontrar as duas plantas “milagrosas” capazes de combater os parasitas e as ervas daninhas. Pois os insetos furadores de caule e a striga – mais conhecida como erva das bruxas – são os dois principais problemas do milho e do trigo na África, causando uma perda de receitas da ordem de 1,2 bilhão de dólares por ano só para o milho. No Quênia, ele constitui a base da alimentação e serve para preparar o ugali, uma espécie de pasta branca que acompanha todos os pratos.

Agnès Mbuvi pratica a técnica do “push-pull” desde 2002. Essa viúva de 45 anos possui um pequeno campo no qual ela afirma produzir 540 quilos de milho – contra 45 antes do “push-pull” – e isso duas vezes por ano. Desde então, sua vida mudou: ela chega mesmo a vender o excedente e pode inscrever dois dos seus três filhos na universidade.

A Técnica

Efeito combinado – é através do carrapicho-beiço-de-boi (Desmodium), uma planta originária da América do Sul, e o capim dos elefantes (uma espécie de gramínea), que os parasitas e as ervas daninhas são neutralizadas. Isso graças a um efeito combinado de atração-repulsão, chamado precisamente de “push-pull”.

Alternar – para isso é necessário alternar uma fileira de milho com uma de desmodium e cercar os campos com erva de elefante. O desmodium controla a erva das bruxas e repele (“push”) os insetos perfuradores para fora do campo de plantação, onde eles são atraídos (“pull”) pelo perfume das folhas pegajosas do capim de elefante. Eles morrem instantaneamente.

 

Produção – segundo o professor Khan, para que os camponeses não abandonem suas terras, é necessário que a agricultura gere para eles pelo menos 2 dólares ao dia. O sistema do “push-pull”, adotado por 20 mil camponeses no oeste do Quênia, lhes permite ganhar entre 3,2 a 4 dólares. E a aplicação dessa técnica pode aumentar a produção do milho, sorgo e milho-miúdo – os três principais gêneros alimentícios do continente – de 1 a 3,5 toneladas por hectare.

Biovision – A fundação suíça Biovision foi criada pelo agrônomo suíço Hans Rudolf Herren, detentor do prêmio mundial da alimentação em 1995 e copresidente do IAASTD, um relatório redigido por 400 cientistas em 2008 e que defende uma nova revolução verde, baseada na agricultura orgânica e de baixa escala.

Isolda Agazzi, swissinfo.ch
(Adaptação: Alexander Thoele)

 

 


1 de junho de 2010

Efeito Mercy For Animals: Agronegócio no Law&Order SVU?


No episódio de hoje…

 

 

Em “Beef”, 20º episódio da 11º temporada de Law & Order:SVU, os detetives Olivia Benson e Elliot Stabler tentam descobrir quem assassinou brutalmente Laura Santiago. A vítima, uma ativista de 24 anos, foi encontrada com a garganta cortada e com indícios de estupro em sua própria casa. Seu namorado Jan é o principal suspeito, mas o rapaz jura ser incapaz de maltratar qualquer espécie viva.

Os detetives procuram os pais de Laura, imigrantes mexicanos que foram para os Estados Unidos em busca de melhor qualidade de vida. Mas Olivia desconfia da palavra do pai, pois sua mão está machucada e suas respostas não são coerentes.

Após vestígios de dois tipos de DNA serem encontrados no corpo da jovem, o capitão Donald Cragen começa a questionar quem é a verdadeira Laura. Em seu computador são encontradas milhares de fotos de bundas de mulheres, o que parece estranho para uma jovem intelectual e engajada em causas sociais.

O detetive Fin Tutuola, ao lado de seu parceiro John Munch, descobre que Laura realmente poderia ter dois amantes. Pois a esposa de Jorge Vargas, ex-operário na fábrica de processamentos Donna Rosa, garante que seu marido estava vivendo um romance com a vítima.

Universal Channel

Este episódio foi ao ar no dia 21 de abril de 2010 nos EUA. Hoje (01/06/2010) no Brasil.



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