17 de julho de 2021

Conheça a Dodge Powerwagon, a maior picape do mundo


maior picape do mundo

A maior picape do mundo é um monstro 8 vezes maior que uma picape normal, uma réplica da Dodge Power wagon de 1950 feita sob encomenda para um sheik árabe

É de um sheik árabe a maior picape do mundo. Hamad Bin Hamdan Al Nahyan, também conhecido pelo apelido de “Sheik Arco-íris”, coleciona carros exóticos e únicos no mundo. Todas estas preciosidades ficam guardadas em um galpão construído no formato de pirâmide, no meio do deserto de Abu Dhabi.

Tudo está disponível para visitação no museu, totalmente de graça.

Mas o nosso interesse aqui é em uma peça específica da coleção: uma réplica gigante da picape Dodge modelo 1950, grande o bastante para ter várias picapes de tamanho normal estacionadas entre os seus eixos no galpão.

A picape “anda” de verdade e tem registro para rodar nas ruas da cidade. A escolha do modelo tem lá sua razão: camionetes como esta nasceram durante o boom do petróleo dos anos 50, enriquecendo os árabes que estavam sentados em enormes reservas. É uma grande homenagem (e agradecimento).

Para entrar na picape, é preciso subir uma escada retrátil instalada no meio do assoalho do veículo. Lá dentro, o visitante encontra até quartos, sala e banheiro.

Maior Picape do Mundo

picape gigante

 

 

O motor que toca a réplica é um Detroit Diesel de 300 hp e o peso total (nunca aferido) é de cerca de 50 toneladas. O motorista fica escondido em um pequeno compartimento perto do eixo.

Por fim, a “maior picape do mundo” é só mais um item em uma incrível coleção de carros exóticos em um museu especializado. Para saber como visitar o local, acesse o site oficial.

 

 

 


16 de julho de 2021

Rainha Máxima da Holanda dirige caminhão em visita a empresa


Rainha Máxima

Rainha Máxima da Holanda

A Rainha Máxima da Holanda demonstrou habilidade ao “pilotar” caminhão durante visita a uma empresa de treinamento na cidade de Nieuwegein, na Holanda

A Rainha Máxima Zorreguieta Cerruti, ou Rainha Máxima da Holanda, nasceu na Argentina em 1971 e é filha de pai fazendeiro naquele país. Depois de se formar em Economia pela PUC da Argentina, trabalhou em diversas empresas multinacionais nos Estados Unidos e na Europa.

Lá pelo final dos anos 90, conheceu o príncipe Guilherme Alexandre e acabou casando em 2002. A história completa pode ser lida aqui.

No dia 14 de julho, em uma visita de cortesia na empresa holandesa Education and Training company, E&R Opleidingen, depois das apresentações e conversas formais com dirigentes e motoristas, subiu em um dos caminhões e deu uma voltinha no pátio.

Uma rainha pilotando um caminhão não é todo dia que se vê. O gesto, acompanhado de uma motorista da empresa, foi visto como positivo no setor, valorizando o pessoal que pega a estrada todo dia. Tomara que na próxima vez ela visite uma fábrica de tratores e faça o mesmo.

rainha maxima

Veja também

Queen Máxima visited the education and training company E & R Nieuwegein


13 de julho de 2021

Tanque de água explode e mata soldador nos EUA


tanque de água

tanque de água

Você sabia que um tanque de água pode explodir? O caso aconteceu no final de junho na cidade de Lemoore, no estado da Califórnia

Um tanque de armazenamento de água explodiu na cidade americana de Lemoore, no estado da Califórnia, matando um soldador e ferindo outro funcionário. Os dois faziam reparos e instalações no sistema de armazenamento de água da cidade.

A explosão do tanque de água que tinha capacidade para quase 6 milhões de litros provocou uma onda que destruiu boa parte da estrutura do local e tombou um caminhão. Vídeos de segurança dos prédios vizinhos captaram o momento do sinistro:

 

Não existe ainda versão oficial da causa da explosão, mas as suspeitas estão no acúmulo de gás metano ou sulfeto de hidrogênio dentro do tanque, ambos presentes no lençol freático da região que tem o seu abastecimento dependente de poços artesianos. O trabalho de solda teria provocado a queima do gás, provocando a explosão. O tanque “voou” a uma altura de 20 metros do solo.

Com a falta do tanque, a cidade precisou entrar em racionamento de água, o que já prejudicou até mesmo o trabalho dos bombeiros.

O sinistro tirou a vida do soldador Dian Jones, de 41 anos. O trabalhador deixou esposa e três filhos.

Veja também

Water tank explosion could take months to investigate


10 de julho de 2021

Marcas de Tratores – Pierre Trattori, da Itália


Pierre Trattori

A Pierre Trattori é uma fabricante de tratores compactos com mais de um século de história da região do Piemonte, na Itália

A Pierre Trattori iniciou as atividades no ano de 1883, fabricando tanques para pulverização manual de sulfato de cobre nos pomares da região do Piemonte. A máquina ganhou prêmios em Paris em 1903 e na Itália nos anos de 1911 e 1928. O tanque foi criado por Giovanni Battista Repetto. Seu sobrinho, Romolo Polentes, construiu em 1956 uma bomba para pulverização motorizada e logo em seguida (1957) um motocultivador chamado Pierre. Em 1959 veio o primeiro trator de fato, evoluindo aos poucos até os modelos atuais.

A marca se orgulha de ainda produzir peças na própria fábrica para os tratores fabricados a partir dos anos 50.

tratores pierre

 

Seu modelo mais moderno, o P135.80 Xtra-Compact, tem motor de 4 cilindros em linha com 75 cv de potência, câmbio CVT e a característica de ser articulado e ainda manobrar as rodas, um sucesso para quem trabalha na lida dos pomares e seus corredores apertados.

 

Trator Humanitário

trator

A Pierre ainda tem um modelo de trator para trabalhos urbanos (municipalidades) e outro curioso e com uma missão nobre: o Pierre APT-796 é um trator para a detonação controlada de minas terrestres, usado por entidades de Direitos Humanos em áreas que enfrentaram conflitos que deixaram para trás estes artefatos.

 


9 de julho de 2021

Marcas de Tratores – Kioti, do grupo coreano Daedong


Kioti

Kioti

A marca Kioti está presente na América do Norte e Europa desde meados dos anos 80, sendo o nome comercial para estes países da marca Daedong

A Kioti tem uma linha variada de tratores de pequeno e médio porte, cortadores de grama e diversos implementos agrícolas, além de veículos utilitários (similares ao Gator da John Deere).

O primeiro trator compacto foi lançado nos EUA em 1986. Em 1993, a Daedong passou a ter estrutura física no país. Na mesma época, a empresa montou estrutura na Europa, partindo da Holanda. Hoje, o continente conta com 500 revendas da marca.

kioti

kiotiO maior modelo de trator (PX1153PC) possui motor de 110 hp com 4 cilindros, tanque de combustível de 130 litros e câmbio sincronizado com 32 velocidades. A velocidade máxima é fixada em 40 km/h. As especificações completas (em inglês) você encontra neste link.

marcas de tratores

Apanhado geral de modelos da Kioti

Curiosidades

A coreana Daedong foi fundada em 1947, produzindo ferramentas para agricultura. Em 1949, já produzia motores e acumulava diversas premiações do governo. Sua linha de produtos inclui também pequenas colheitadeiras e equipamentos para o plantio de arroz.


7 de julho de 2021

Governo destrói queijo de produtor por questões burocráticas em SP


governo destrói

governo de sp

O queijo não foi destruído por problemas de qualidade e sim pela falta de um registro junto ao município, que nem existe!

A Lano-Alto, localizada na cidade de Catuçaba (SP), é definida em sua conta no Instagram como “Uma fazenda experimental que rende experiências, eventos e produtos sobre a vida rural & seus saberes.”. Eles oferecem, de acordo com a estação, farinhas, mel, cafés, bebidas e até disponibiliam a propriedade no Airbnb para locação.

Por conta de uma denúncia, a família recebeu a visita de uma equipe do Ministério da Agricultura em meados de junho que bloqueou toda a parte de laticínios da propriedade. Apesar de manter a produção dentro da qualidade e os impostos em dia, a razão da batida foi puramente burocrática: uma falta de registro na prefeitura, registro este que não é feito pelo município. Em uma segunda visita, o Ministério se deu ao trabalho de destruir o queijo, abrindo a câmara fria, retirando 120 kg do produto, adicionando creolina e mandando tudo para o aterro. O desabafo foi feito para o Instagram do Pão da Casa.

lano-alto

No próprio Instagram, o proprietário da Lano-Alto publicou em 4 de julho:

Nesses 7 anos morando no campo, conseguimos ter um negócio sustentável (financeira, social e ambientalmente) baseado em um modelo que a gente não inventou, um modelo que existe há centenas de anos: micro-escala, sazonal e diverso. Assim como eram as pequenas propriedades rurais de outrora. Um modelo que funciona na contra-mão da industrialização, onde tudo pede escala e ultra-especialização. Não estamos sozinhos: somos milhares de pessoas vivendo&produzindo alimentos de qualidade, que são base da alimentação brasileira, e que ainda são vistos como marginalizados pela indústria – e consequentemente pelo Estado.

Essa semana fomos vítima de uma denúncia anônima, onde a Defesa Agropecuária de SP interditou nossa queijaria e destruiu 120kg de queijo de incrível qualidade (algumas revistas já os consideraram ‘uns dos melhores do país’).

Isso não aconteceu pela qualidade do queijo, ou pela limpeza. Mas pela falta de um registro junto ao município. Um número. Município esse que até 2021 não possui tal registro funcionando, mesmo com nossos intensos esforços há mais de dois anos para isso acontecer.
Desproporcionalidade do Estado, falta de vontade do Município.

Somos uma pequena empresa que emprega 7 funcionários, paga impostos e que sobrevive, em um ano onde a pandemia destrói tudo. A pandemia & o Estado, aparentemente.

Do alto da nossa gigantesca produção de 2 queijos por dia, sabemos dos privilégios que carregamos. Isso acontece diariamente com outros produtores menos favorecidos. Onde a única saída é se acanhar, fechar o seu negócio ou adentrar ainda mais na clandestinidade. Abracemos então nossa responsabilidade e dar nossa cara aqui. Mostrar o quão surreal e injusta é a maneira que o Estado e Município (que nós pagamos) trata os pequenos produtores.

Uma vez denunciados, denunciado está.

Vamos compartilhar todos os nossos aprendizados nessa experiência para ajudar outros produtores que sofrem, sofreram ou podem sofrer o que está acontecendo com a gente. Não estamos errados perante a lei, mas vivemos pressionados por burocracias e leis que nos confundem & botam medo. Contamos com a colaboração de vocês na venda de produtos &no compartilhamento de conteúdos.
Simbora?

A postagem já conta até o momento com 42294 curtidas.

Os problemas dos pequenos produtores (dos mais avançados até os mais simples) com regulamentações absurdas e burocracia estatal não são novidade. De pequenos frigoríficos que não podem abrir por falta de fiscalização do município até a polêmica sobre a venda de leite in natura, os problemas enfrentados pelos agricultores não são poucos. A solução pode estar, no médio prazo, na união e na adoção de proteções com assessorias que vão além das técnicas de produção e entrando na esfera judicial e do marketing. Um pouco de pressão com político também não é má ideia.

A Lano-alto precisa voltar a trabalhar e ter sua produção indenizada pelos responsáveis pela brutalidade absurda.

 


6 de julho de 2021

Expointer 2021 está liberada, mas com severa limitação de público


Expointer 2021

Maior feira agrícola do Rio Grande do Sul, a Expointer 2021 permitirá a entrada de 25% do público médio das edições anteriores

Expointer 2021

A Expointer, maior feira agrícola do Rio Grande do Sul, será realizada no Parque de Exposições Assis Brasil na cidade gaúcha de Esteio, entre os dias 4 e 12 de setembro, com uma novidade incômoda por conta da pandemia do Covid-19: uma redução drástica do público. A comissão executiva colocou o limite de 15 mil visitantes diários para o evento.

O público equivale a 25% do que costumava circular dentro do parque, entre visitantes e trabalhadores ou expositores.

Ingressos apenas pela internet

Para entrar no site, o visitante terá que comprar ingresso de forma antecipada pela internet e ainda responder um questionário sobre suas condições de saúde. Dentro do parque, serão exigidos os costumeiros cuidados como o uso da máscara.

Mais informações sobre a Expointer 2021 no site do Governo Gaúcho, neste link.

Será uma feira com mais visitantes da área fazendo negócios e menos pessoas que vão apenas para passear. Um prejuízo para todo mundo, já que a feira, além dos negócios, promove a integração de diversos setores do agro com o público em geral. Isso ajuda a quebrar muitos mitos e bobagens que falam por aí sobre o agronegócio, especialmente na imprensa oficial.

 

 


5 de julho de 2021

Hanomag SS100, o trator que rebocou o foguete V2 (e outras coisas)


Hanomag SS100

A versão militar do trator Hanomag SS-100 participou ativamente na Segunda Guerra Mundial e sobreviveu ao conflito, equipando diversos países

Hanomag SS100

A Hanomag (Hannoversche Maschinenbau AG) foi fundada na Alemanha em 1835 por Georg Egestorff, com o nome Eisen-Giesserei und Maschinenfabrik Hannover, atuando no ramo de máquinas a vapor, depois máquinas agrícolas e locomotivas. O nome Hanomag só seria adotado em 1871.

O negócio expandiu para veículos leves, mas a empresa também foi uma das pioneiras em tratores com motores diesel na Alemanha. Com o início da Segunda Guerra, a linha de produção de automóveis foi adaptada para a fabricação de veículos militares e daí nasceu um dos modelos mais famosos da empresa, o Hanomag SS100. O trator militar tinha tração 4X2, motor diesel de 6 cilindros com 100 hp e capacidade para rebocar até 20 toneladas.

A cabine deixava o SS100 com cara de veículo urbano normal, com versões de 2 e 4 portas e cabine simples ou dupla. Em uma das lidas mais notáveis do trator, está a movimentação dos mortais foguetes V2, como mostra o vídeo abaixo:

O trator foi fabricado entre os anos de 1933 e 1944, mas versões modificadas no pós-guerra – modelos ST100 e ST100W – foram vendidas para outros países, incluindo a França, para equipar o seu exército.

A Hanomag teve parcerias comerciais na Espanha e na Argentina (nos anos 60 com o nome Rheinstahl Hanomag Cura SA, primeiro importando tratores e depois fabricando os próprios, depois foi vendida para a Massey Ferguson). Após uma história de idas e vindas (e algumas falências no caminho) a Hanomag foi absorvida pela Komatsu em 2002.

Um Hanomag SS100 restaurado

 

hanomag

Nos anos 90, uma família da Alemanha encontrou um SS100 em um ferro-velho da Áustria, durante uma viagem de férias. A sucata foi comprada e rebocada até a Alemanha, em uma viagem de 1100 km que durou 6 dias. A aventura e a restauração foram contadas neste blog.

Veja mais fotos no Germany – Hanomag SS-100 Schewer Radschlepper.

Mais sobre a Hanomag no Tractors Fandom.


5 de julho de 2021

Universidade Federal de SC tem curso contra o Agronegócio


Universidade Federal de SC

A Universidade Federal de SC criou um curso de extensão chamado “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias.”.

Dinheiro público está sendo usado para formar pessoas contra o agronegócio em Santa Catarina. A UFSC está divulgando o curso de extensão “Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias”. A atividade é parte da 8ª Jornada Universitária da Reforma Agrária de Santa Catarina. Só este parágrafo já explica as motivações e o “clima” do grupo de estudos responsável.

A maioria dos envovidos na atividade possui ligações diretas com o MST.

curso contra o agro

Diz o site do curso:

Como parte da 8ª Jornada Universitária da Reforma Agrária de Santa Catarina o GECA/UFSC irá realizar o Curso de Extensão – Reforma Agrária Popular, Agroecologia e Educação do Campo: alimentação e educação no enfrentamento ao agronegócio e às pandemias

O curso será de 30 horas (com certificação) ocorrendo quinzenalmente as terças-feiras, das 18 às 20h em plataforma virtual, conforme o cronograma a seguir:

29/06 – Abertura e Paulo Freire e legado para a Reforma Agrária Popular

Palestrante: Izabel Grein (Setor de Educação do MST) – Coordenação: Graziela Del Monaco (GECA/UFSC)

13/07 – Paulo Freire e as contribuições para Educação do Campo e à Agroecologia

Palestrante: Ney Orzekowski (MST/PR) – Coordenação: Marilia Gaia (GECA/UFSC)

27/07 – Educação Popular na Cozinha: reflexões sobre a interface entre educação popular e alimentação adequada e saudável

Palestrante: Etel Matielo (Nutricionista, Aromaterapeuta, Educadora Popular. Doutoranda da ENSP/Fiocruz. Colaboradora do Coletivo Nacional de Saúde do MST) – Coordenação: Carolina Cherfem (GECA/UFSC)

03/08 – A produção de alimento saudável no projeto da Reforma Agrária Popular

Palestrante: Álvaro Santin (MST/SC) – Coordenação: Edson M. Anhaia (GECA/UFSC)

17/08 – Experiências dos assentamentos da reforma agrária no enfrentamento à pandemia do Covid 19: produção e distribuição de alimento e a educação escolar

Palestrantes: Agnaldo Cordeiro (EEB Vinte e Cinco de Maio, Fraiburgo/SC) e Michele Silveira (Escola de Educação Básica Trinta de Outubro, Lebon Régis/SC) – Coordenação: Natacha E. Janata (GECA/UFSC)

Observações:

A carga será complementada com estudos a serem indicados nos encontros.

O link da atividade será enviado mediante a inscrição, podendo ser feita até o dia do encontro.

É possível participar de apenas parte dos encontros, tendo certificação das horas.

Criado em 2016, o grupo tem como proposta atuar na formação de professores para as escolas do campo, articulada aos princípios da Agroecologia e tendo o materialismo histórico-dialético como eixo teórico. Forma-se a partir do debate interdisciplinar entre pesquisadores das áreas da Educação, Ciências da Natureza, Agronomia, Filosofia entre outras, os quais realizam atividades de ensino, pesquisa e extensão sobre Educação do Campo e Agroecologia. Temos como objetivo contribuir para o avanço e consolidação da produção de conhecimento com e acerca das escolas do campo, nos níveis de graduação e pós-graduação; na elaboração de materiais didáticos e científicos voltados à diferentes públicos; promoção de atividades de formação e eventos; visando qualificar o trabalho pedagógico e o acesso à educação pública para os sujeitos do campo.

O grupo atua em uma rede com o GECCA, da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Laranjeiras do Sul, e o NALUTA, da Universidade Federal do Paraná – Setor Litora.

Políticos e Entidades do Agro já estão reagindo

A deputada federal Caroline de Toni já oficiou o Ministério da Educação sobre o curso. Segundo o site ND+, as entidades Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás) e Andaterra (Associação Nacional de Defesa dos Agricultores, Pecuaristas e Produtores da Terra) já tomaram providências emitindo notas de repúdio e solicitando esclarecimentos.

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4 de julho de 2021

Eduardo Leite – presidenciável do PSDB – já sentou para ouvir o MST


eduardo leite

O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite e provável candidato ao Planalto em 2022, recebeu oficialmente o Movimento dos Sem Terra no Palácio Piratini em 2019

Ainda falta muito para a definição do candidato oficial do PSDB que enfrentará Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Eduardo Leite é um dos nomes cotados dentro do partido e precisa vencer internamente nomes como o do governador de São Paulo, João Dória.

Eduardo Leite

Em sua aparente estratégia para o pleito, tem reforçado sua presença em eventos nacionais, dando opiniões e entrevistas sobre assuntos diversos para a mídia nacional e recentemente fez uma declaração de cunho pessoal no Programa Conversa com Bial, já de domínio público.

Veja também: Eduardo Leite: um político refém das próprias mentiras contadas na campanha eleitoral.

É cedo também para entender como seria a relação do candidato com o agro. De concreto, sabemos que o tucano recebeu oficialmente o MST na sede do Governo Gaúcho no ano de 2019. Segundo o site do próprio Governo, Leite declarou “Independentemente de questões políticas, há milhares de pessoas que fazem parte da realidade em assentamentos, e o Estado tem de olhar para elas e proporcionar políticas públicas”.

A notícia sobre a visita pode ser lida aqui.

Cerca de quinze dias depois, a comitiva do MST foi encaminhada para discutir pautas com o então secretário da agricultura do RS, Covatti Filho.

As pautas:

O MST pediu o apoio do Estado para facilitar o processo de acesso a terras que pertencem à CEEE, à Cesa e à Fepagro, esta em processo de extinção. Covatti informou que essas reivindicações deverão envolver as direções dessas empresas e entidade, com agendamento de novos encontros para tratar especificamente de cada caso.

Outra reivindicação dizia respeito à liberação de verba do Programa Camponês, financiado pelo BNDES. O diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria da Seapdr, José Alexandre Rodrigues, explicou que, de todos os projetos contemplados em editais de seleção do programa, três já foram contratados pelo banco e um está em análise.

O Blog do Farmfor está de olho em todos os potenciais candidatos para 2022, como monitorou em outras eleições o envolvimento de todos os candidatos com as questões do campo. Fique de olho!

 

 

 


29 de junho de 2021

Na Fazenda com Clarkson terá segunda temporada na Amazon


Na Fazenda com Clarkson terá

A série Na Fazenda com Clarkson terá uma segunda temporada na Amazon, devido ao grande sucesso na plataforma de Streaming

O mundo rural pela visão de um apresentador de TV que não entende nada de agricultura e resolveu virar fazendeiro é o tema da série Na Fazenda com Clarkson, produção britânica em exibição na Amazon. Se você nunca ouviu falar, não deixe de ler nosso texto sobre o assunto em Na Fazenda com Clarkson é divertimento agrícola altamente recomendável e Marcas de tratores que aparecem na série Na Fazenda com Clarkson.

Na Fazenda com Clarkson

Pelo menos duas fontes (aqui e aqui) confirmam a renovação para uma segunda temporada e adicionam: Clarkson’s Farm (nome original da série) foi a produção com a melhor avaliação de todos os tempos na Amazon Prime Video. A nota também é boa no IMDb (site especializado em cinema) com 9,3/10 e 5 estrelas no Google.

Não há informação sobre a data de estréia da segunda temporada.

 


22 de junho de 2021

Marcas de tratores que aparecem na série Na Fazenda com Clarkson


Lamborghini R8

Na Fazenda com Clarkson

Além do super Lamborghini R8 270 DCR, outras marcas e modelos de tratores apareceram na série, na lida ou na revenda de usados

A série Na Fazenda com Clarkson é o melhor produção do momento para quem vive da agricultura ou gosta do assunto. É divertimento garantido para quem assina a Amazon ou está experimentando o serviço, desde que tenha uma internet de qualidade para acompanhar os 8 episódios.

Elaboramos uma lista com os tratores que aparecem na série, participando dos trabalhos na lavora ou disponíveis na loja de usados que aparece no primeiro episódio.

Fordson Super Major

super major clarkson's farm

Super Major restaurado em exposição. Foto: Jan Barnier.

Fabricado nos anos 60 pela Ford Motor Company Ltd (Reino Unido) , o Fordson Super Major tinha outros irmãos na família Major (New, High e Power), sendo o mais avançado de todos. Tinha motor de 54 hp de 4 cilindros em versões diesel e gasolina, bloqueio do diferencial, 6 marchas para frente e duas para trás.

Massey Ferguson 135

Massey Ferguson 135 clarkson

Este é conhecido até dos brasileiros: Massey Ferguson 135. Fabricado entre 1964 e 1975, tinha motores de 45 hp Perkins ou Continental.

Case International 595

 

case international 595 clarkson

O Case International 595 é um trator dos anos 90, fabricado na Inglaterra, na fábrica de Doncaster. Tinha motor de 60 hp.

McCormick International B250

 

mccormick b250 clarkson

Outra jóia britânica, foi produzido entre os anos de 1955 e 1961. Tinha motor diesel de 30 hp.

David Brown 990 Selectamatic

 

David Brown Clarkson

Este trator aparece em um canto da loja. Os dados estão na imagem.

Massey Ferguson 35X

 

massey ferguson 35x clarkson

O próprio Jamie Clarkson faz um test drive em um trator Massey Ferguson 35X restaurado. Insatisfeito com os 44 hp do modelinho clássico dos anos 60 (que merece todo o respeito), o episódio corta para mostrar o apresentador já orgulhoso, dando pau na estrada com a sua aquisição, em outra loja. É o próximo modelo da lista.

PS. Clarkson acaba comprando o vermelhinho, dando de presente para a namorada.

Lamborghini R8

Lamborghini R8

Lamborghini R8

Lamborghini R8

O trator que acompanhará o apresentador durante toda a série, é talvez uma piada ou trocadilho com a sua carreira anterior no automobilismo, anos e anos dirigindo os melhores carros do mundo, agora em um trator Lamborghini sem passar dos 60 km/h. O exagero no tamanho do modelo escolhido vai gerar inúmeras piadas, problemas com implementos e algumas barbeiragens. O modelo exato é o Lamborghini R8 270 DCR de 275 hp, motor Deutz e uma lista interminável de especificações.

Claas Axion 820

claas axion

Claas Axion 820, o trator de Kaleb Cooper, reponsável por boa parte do trabalho duro (de verdade) na propriedade. O personagem que “interpretou” a si mesmo na série ficou tão famoso que já ganhou 80 mil seguidores nas redes sociais e está cotado para um reality show na Inglaterra.

 

 

Este foi um apanhado dos tratores identificados na série Na Fazenda com Clarkson, especialmente do trecho destacado no vídeo acima. Outras marcas e modelos aparecem em alguns momentos e são muito comuns ou não conseguimos identificar. Voltaremos neste post para atualizar, se surgirem mais dados.

 


19 de junho de 2021

Na Fazenda com Clarkson é divertimento agrícola altamente recomendável


Na Fazenda com Clarkson

Na Fazenda com Clarkson

Série original da Amazon mostra o lado agricultor do apresentador de televisão Jeremy Clarkson. Vale a pena assistir

Quem costuma acompanhar programas de automobilismo, já ouviu falar do britânico Jeremy Clarkson, apresentador do Top Gear – atração que ficou no ar pela BBC por mais de uma década – que mostrava todo tipo de veículo sobre rodas de forma técnica e ao mesmo tempo divertida.

Ultimamente, Clarkson tem se dedicado a produções em parceria com a Amazon Prime, serviço concorrente da Netflix que está crescendo no Brasil. Depois de uma série sobre o Japão, o apresentador resolveu fazer uma espécie de reality show rural mostrando suas desventuras na própria fazenda, comprada 8 anos atrás e agora, após a aposentadoria do gerente, teve que ser tocada por ele mesmo. E aí está o ponto central da série de oito episódios: ele não entende absolutamente nada sobre preparo da terra, plantio e colheita.

massey ferguson restaurado

O homem até experimentou a compra de um Massey restaurado em uma revenda local mas…

Em Clarkson’s Farm (Na Fazenda com Clarkson no Brasil) a propriedade de 400 hectares na belíssima região de Cotswolds, no centro da Inglaterra, é o palco para as tiradas de humor negro entre uma dificuldade e outra. Logo no primeiro episódio, Clarkson recebe orientações de agrônomo, descobre a fortuna que precisa em maquinário e insumos para plantar, compra equipamentos e escolhe um trator com base apenas na sua experiência anterior com carros exóticos: um belo Lamborghini (que logo vira motivo de piada entre todos os participantes).

Trator Lamborghini

… acabou ficando com o Lamborghini (motivo de piada e fonte de alguns problemas logo de cara).

Não vamos dar spoilers sobre a série (além das informações já postadas). O que podemos dizer é que Na Fazenda com Clarkson é uma ótima opção para diversão agrícola. Quem é da área, precisa pegar leve com algumas barbeiragens do roteiro. Afinal, a atração é feita para o público em geral. É uma boa fonte de conhecimento para entender um pouco do mundo rural britânico, seus regulamentos e costumes. Acima de tudo, Jeremy Clarkson lava a alma de muita gente ao mandar o politicamente correto para o inferno, várias vezes.

Como Assistir

É preciso ter boa internet e assinar o serviço da Amazon (dá para fazer um teste grátis por 30 dias). Para assistir, é preciso uma TV compatível com o aplicativo da Amazon ou celular, computador ou tablet. É simples como qualquer serviço de streaming. O link para a série direto no site está aqui.

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18 de junho de 2021

Conta do Instagram faz coleção de b***das de agricultoras e agricultores. É sério.


conta no instagram

conta no instagramCom todo o respeito, conta do Instagram faz homenagem permanente para esta parte da anatomia humana daqueles que trabalham na agricultura

A conta FarmBooty é reconhecida como uma espécie de homenagem para milhares de traseiros (escrevemos assim para não levar ban do Facebook ou do Google) de agricultoras e agricultores.

Para contextualizar melhor, um dos apelidos nos EUA desta parte do corpo é “peach”, ou pêssego, pelo formato. Na internet, o emoji da fruta é tradicionalmente usado para significar, voces sabem bem o que. Sendo assim, acima de tudo a brincadeira tem um pouco de conotação agrícola natural.

 


Segundo o site especializado Modern Farmer, os responsáveis pela conta também são da área agrícola e trabalham nas redes sociais em anonimato. As imagens postadas são enviadas e autorizadas pelos próprios usuários, que exibem seus pêssegos de forma cotidiana, sem qualquer apelo, ou com algum toque artístico.

Farmbooty

A conta entrou em atividade em fevereiro deste ano, tem 1607 seguidores e já recebeu fotos de agricultores e agricultoras de diversos países. Se você mandar a foto para a Farmbooty, pelo menos lembre de marcar a nossa conta no Instagram para agradecer pela dica.

 


18 de junho de 2021

Agricultor encontra pedra dos tempos dos faraós na lavoura


pedra de 2600 anos

Agricultor egípcio encontrou a pedra de 2600 anos durante a lida em sua propriedade na cidade de Ismailia, distante 100km do Cairo

 

Um agricultor do Egito (sério?) encontrou uma pedra de 2600 anos enquanto preparava a terra para o plantio na cidade de Ismailia.

Como é de praxe nestas situações, o agricultor chamou imediatamente a “Polícia do Ministério do Turismo e Antiguidades” para a coleta do artefato.

Segundo o órgão, a pedra com inscrições é do tempo do faraó Apriés, que reinou por lá entre 589 e 570 antes de Cristo.

pedra de 2600 anos

 

A pedra tem cerca de 230 cm por 103 cm e 45 cm de espessura, contendo 15 linhas de escritos com hieroglifos com o cabeçalho contendo um disco alado. Era uma espécie de “painel de fronteira” avisando quem mandava na região.

agricultor

Foto do agricultor com o grupo de camponeses que encontrou a pedra durante a lida: 2600 anos depois, as terras do faraó são ocupadas por pequenos agricultores que lutam para ter acesso a água e infraestrutura mínima. Não mudou muito. Imagem: El Watan News.

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13 de junho de 2021

Para honrar os pais, estudante faz fotos de formatura na lavoura


formatura na lavoura

Fotos do álbum de formatura na lavoura em homenagem aos pais foram destaque na mídia americana. O fato aconteceu na Califórnia

Jennifer Rocha, uma estudante de sociologia da cidade de Coachella, na Califórnia, trabalhou junto aos pais na colheita de frutas e hortaliças desde a adolescência. Nas fotos de formatura do ensino superior, fez questão de deixar registrado esta parte de sua história.

 

formatura na lavoura

 

formatura na lavoura

 

formatura na lavoura

Formatura na Lavoura – partes do álbum de Jennifer Rocha.

Jennifer foi a primeira da família a conseguir um diploma de ensino superior e disse para a ABC News que a homenagem visa agradecer aos pais pela defesa da importância do estudo, para que ela e os irmãos não tenham a necessidade de trabalhar duro no futuro. A estudante e a família trabalhavam no plantio e colheita de morangos e outras culturas. A iniciativa quer ainda incentivar outras famílias de imigrantes para que trabalhem duro, pois vale a pena.

Jennifer Rocha está se formando em Sociologia com ênfase em direito e sociedade, na Universidade da Califórnia em San Diego.

As imagens da estudante se espalharam pelas redes sociais nos Estados Unidos, com manifestações de felicidade pelo feito até a ampliações para questões políticas, com debate centrado na questão da imigração.

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4 de junho de 2021

Minerar Chia – SSDs para instalar, plotar e esquecer


Como minerar Chia

A seguir, dicas de dois modelos de SSDs “de servidor” que não vão morrer, deixando você minerar Chia em paz sem se preocupar com a plotagem

Um dos grandes problemas na mineração de Chia é a necessidade de um SSD rápido para a criação dos plots, que posteriormente serão armazenados – desta vez — em HDs comuns, internos, externos ou nos mais diversos sistemas de armazenamento RAID.

Um m.2 de boa marca, de 500GB, pode ter um TWB (o total de dados que o sistema pode gravar na unidade sem começar a falhar, muito resumidamente) de 300TB. Como um único plot de tamanho padrão faz 1,6 TB de escritas, a unidade pode “morrer” com 187 plots criados. Com uma máquina rápida e uma estratégia de criação de 20 plots por dia, é a morte em dez dias.

minerar chiaÉ aí que entram em cena os SSDs enterprise, ou “de servidor” no popular. Do outro lado da fronteira, lá no Paraguay, estão disponíveis hoje dois modelos de SSDs desta categoria, de duas marcas: Samsung e Crucial. O modelo PM1643  de 3,8 TB (US$ 1.490,00 mais impostos e taxas) e o Crucial (na realidade, Microm) 9300 Pro também de 3,8 TB (US$ 1.040,00 mais impostos e taxas).

minerar chia

O modelo da Crucial sofreu um grande aumento de preço em abril de 2021. Antes, era vendido por cerca de US$ 850,00.

O Samsung PM1643 tem velocidades de 2000 MB/s para escrita e 2100 MB/s para leitura. O dado mais importante, o TWB, é de um drive por dia, por 5 anos. na capacidade de 3,8 TB do modelo, significa uma vida útil de 4334 plots. Confira o datasheet do modelo, neste link.

O Micron é mais rápido (3500 na leitura e 3100 na escrita) e tem um TBW de 8400 (vida útil de 5250 plots). Baixe o datasheet neste link.

Uma curiosidade:  em “preços de Paraguai”, cada plot custaria US$ 0,34, no Crucial (Micron) US$ 0,19 e, para efeitos de comparação, o custo por plot em um m.2 WD Black SN850 de 2TB (US$ 480,00) é de US$ 0,64.

Minerar Chia – outros links publicados aqui (leia)

Mineração de Chia Coin – Total Network Space ultrapassa os 10 Exbibytes

Chia Coin – dá para guardar seus plots na Digital Ocean?

Como minerar Chia – riscos e vantagens – em linguagem básica

 

 

 

 


2 de junho de 2021

LeTourneau C Tournapull, o “trator” do Teixeirinha


teixeirinha

teixeirinha

O cantor gaúcho Teixeirinha, antes da fama, trabalhou com máquinas pesadas no DAER, pilotando um scrapper LeTourneau C Tournapull

Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, foi um dos maiores artistas gaúchos de todos os tempos, cantor  e compositor de sucesso, radialista e cineasta, falecido em 1985. Para os gaúchos que acessam nosso site, é claro, esta introdução nem seria necessária.

Teixeirinha teve uma fase curiosa na vida antes da fama: trabalhou como operador de trator no DAER – Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem – entre os anos 1949 e 1955, de onde foi demitido “por engano” (saiba mais sobre a vida do artista neste trabalho). O desligamento da empresa seria mais tarde um impulso para o início da vida artística.

E no acervo das exposições sobre o artista, uma foto onde ele opera um trator no primeiro ano de trabalho no DAER chama a atenção. Trata-se de um scraper  LeTourneau C Tournapull, máquina para trabalho em estradas que é puxada por um trator.

Segundo a revista neozelandesa Classic Machines: reza a lenda que a ideia do raspador de motor Tournapull veio a RG LeTourneau enquanto ele estava no hospital se recuperando de um grave acidente de carro.

Desde o início dos anos 1930, LeTourneau tem sido um dos maiores fornecedores da Caterpillar de lâminas de buldôzer, raspadores rebocados, rippers de controle de cabo e uma série de outros equipamentos auxiliares. RG LeTourneau abordou a gerência da Caterpillar com sua ideia de um raspador motorizado, mas foi informado que a ideia não era viável. Destemido, ele começou a fabricar as máquinas em suas próprias instalações e, não muito depois disso, LeTourneau e a Caterpillar seguiram caminhos separados.

O Modelo C Tournapull foi o segundo da linha Tournapull de RG LeTourneau a aparecer (o primeiro foi o Modelo A). Sua fábrica recém-construída em Peoria, Illinois, produziu o primeiro Modelo C em abril de 1940. Parecia muito diferente de tudo que tinha sido visto antes e, apesar de uma hesitação inicial por parte da indústria de contratação conservadora, esta máquina poderia deslocar a sujeira mais rápido por mais tempo distâncias do que qualquer coisa que estava disponível anteriormente, e certamente a um custo consideravelmente menor do que um trator de esteira e um equipamento de raspagem (scraper).

Esses primeiros Modelos C foram movidos com um modelo Caterpillar D468, diesel de quatro cilindros avaliado em 90 cavalos de potência com uma transmissão manual Fuller de quatro velocidades para caminhão.
O raspador padrão era um LeTourneau tipo ‘LS’ avaliado em 8,2 jardas cúbicas atingidas e 11 jardas cúbicas empilhadas.
À medida que a aceitação das máquinas começou a crescer, a necessidade de mais capacidade de carga tornou-se óbvia. Foi neste ponto que o mais famoso de todos os Tournapulls, o ‘Super C’ surgiu.

Exteriormente, o Super C Tournapull se parecia com o modelo C existente, mas na verdade era uma besta bem diferente. Lançado oficialmente em 1941, o Super C tinha uma escolha de quatro motores diesel que podiam ser instalados dependendo da preferência do cliente – 150 cavalos de potência Buda 6DH-691, 140 cavalos de potência Hercules DRXC, 150 cavalos de potência Cummins HBID-600 ou 152 cavalos de potência General Motors 6-71.
Embora o raspador Modelo LS pudesse ser usado com a unidade de trator Super C Tournapull, o raspador mais comum usado de longe foi o tipo empilhado de 15 jardas cúbicas ‘LP’.

O Super C Tournapull foi vendido aos milhares, tanto para contratos militares quanto para empreiteiros privados. Foi um caso clássico da máquina certa na hora certa. C e Super C Tournapulls viram serviço em todo o mundo e o tipo foi fabricado até 1949, quando foi substituído por máquinas mais modernas.

letorneau

Mais sobre a Letourneau, via site da Komatsu

Em 2011, a LeTourneau Technologies, Inc. com sede no Texas foi adquirida da Rowan Companies. Com essa aquisição, adquirimos a principal fabricante do mundo de carregadeiras de rodas grandes para mineração de superfície, com os maiores tamanhos de modelo e capacidades de carga útil do setor. Além disso, a LeTourneau é uma importante fabricante de produtos de aço especiais.

A LeTourneau é líder na indústria de equipamentos de terraplenagem desde a década de 20. Robert LeTourneau fundou uma empresa de terraplenagem em 1920, mas rapidamente tomou outros rumos, se transformando em 1929 em R.G. LeTourneau, Inc. – fabricante de equipamentos de terraplenagem. Da planta inicial em Peoria, Illinois, a empresa continuou a crescer e a mudar de local várias vezes; a planta final foi construída em Longview, no Texas, em 1945.

O nome LeTourneau se tornou sinônimo de terraplenagem, incorporando uma tecnologia que com frequência esteve anos, ou até mesmo décadas, à frente de seu tempo. Robert LeTourneau obteve centenas de patentes relacionadas a equipamentos de terraplenagem e o uso pela empresa de pneus de borracha de baixa pressão para trabalhos pesados e de tração eletrônica era exclusivo no setor. A qualidade dos produtos era considerada tão alta que as fábricas da LeTourneau forneceram 70% dos equipamentos pesados de terraplenagem usados pelas forças aliadas durante a segunda guerra mundial.

Robert LeTourneau realmente acreditada na instrução prática combinada com aulas em sala de aula. Em 1946, ele adquiriu um hospital militar não utilizado em Longview, no Texas, e fundou o LeTourneau Technical Institute, que fornecia treinamento técnico e mecânico. O instituto técnico passou a ter status de universidade em 1961, e se tornou a LeTourneau University, oferecendo formação em engenharia, ciências aeronáuticas e artes liberais.

As carregadeiras de rodas LeTourneau são as únicas carregadeiras de rodas elétricas na indústria com potência instalada superior a 2.000 cavalos de potência bruta e capaz de carregar caminhões basculantes de 400 toneladas. A linha de produtos de carregadeiras de rodas é um complemento quase perfeito para a linha de produtos de escavadeira elétrica acionada por corrente da P&H. Hoje, essas carregadeiras de rodas são comercializadas com a marca P&H.

As carregadeiras de rodas LeTourneau são especialmente conhecidas na indústria por sua tecnologia de acionamento regenerativo, que é muito mais eficiente do que os sistemas de acionamento mecânico e fornece economias significativas de custos operacionais.

teixeirinha

Portanto, se você já viu por aí a foto do cantor gaúcho pilotando um trator e ficou curioso sobre a marca e o modelo, aí está a resposta.

Veja também

História da Tratores do Brasil, representante da marca.

Os revolucionários motoscrapers (Revista MT)

 

 

 


28 de maio de 2021

Fungo Negro: doença tem casos confirmados no Uruguai e no Paraguai


Fungo Negro

A doença rara é causada por fungos comuns no ambiente, geralmente encontrados no solo, plantas, esterco e vegetais em decomposição.

fungo negro hongo

O Fungo Negro é uma doença rara, mas está aparecendo com mais frequência por conta do COVID. Na Índia, 9000 casos já foram identificados e os nossos vizinhos Uruguai e Paraguai já possuem registros da enfermidade.

Fungo Negro, o que é?

A doença na realidade chama-se mucormicose (antigamente zigomicose), causada por um grupo de fungos da ordem Mucorales. Ataca as vias respiratórias, pele, cérebro e intestinos. Casos mais severos podem exigir a retirada de ossos e até mesmo dos olhos para evitar o avanço da infecção.

Doença típica de pacientes com imunidade baixa provocada por outras doenças, começou a aparecer também em pessoas que passaram pelo COVID-19.

Segundo o CDC, o Centro de Controle de Doenças dos EUA, os fungos que causam a mucormicose vivem no meio ambiente.

Os mucormicetos, grupo de fungos causadores da mucormicose, estão presentes em todo o meio ambiente, principalmente no solo e em associação com matéria orgânica em decomposição, como folhas, pilhas de composto e esterco animal. São mais comuns no solo do que no ar e no verão e outono do que no inverno ou na primavera.  A maioria das pessoas entra em contato com esporos microscópicos de fungos todos os dias, então provavelmente é impossível evitar completamente o contato com mucormicetos. Esses fungos não são prejudiciais para a maioria das pessoas. No entanto, para pessoas com sistema imunológico enfraquecido, respirar esporos de mucormycete pode causar uma infecção nos pulmões ou seios da face, que pode se espalhar para outras partes do corpo.

Tipos de fungos que causam mucormicose

Vários tipos diferentes de fungos podem causar mucormicose. Esses fungos são chamados de mucormicetes e pertencem à ordem científica Mucorales. Os tipos mais comuns que causam mucormicose são espécies de Rhizopus e espécies de Mucor . 5 Outros exemplos incluem Rhizomucor espécies, Syncephalastrum espécie, Cunninghamella bertholletiae , Apophysomyces, Lichtheimia (anteriormente Absidia ) , Saksenaea, e Rhizomucor .

Fungo Negro (Hongo Negro) no Paraguai e no Uruguai

Dois casos da doença foram confirmados pela Sociedade Paraguaia de Microbiologia no último dia 27: uma mulher em Coronel Oviedo e um homem em Assunção. Os dois são pacientes “pós-COVID” e diabéticos. A mulher veio a óbito e o homem está em recuperação, mediante tratamento.

No Uruguai, um homem de 50 anos também recuperado de COVID e diabético apresentou a doença, inclusive com neecrose na zona das mucosas bucais.

As autoridades dos dois países reforçam que a doença não é nova, mas ataca pessoas com o corpo debilitado por outras enfermidades. Diabéticos devem redobrar os cuidados nesta época de COVID, além de não abandonar os tratamentos prescritos normalmente. Na realidade, pessoas sem qualquer problema de saúde convivem com o fungo sem qualquer problema, todos os dias.

Nas pessoas com deficiência imunológica, o Fungo Negro é grave e a mortalidade chega a 50%. Os  sobreviventes muitas vezes ficam com deformações terríveis ou perda dos olhos.

Em geral, é bom redobrar os cuidados com a saúde neste período, em especial para agricultores envolvidos em atividades que gerem pó em ambientes fechados, limpeza e varredura de silos, armazéns, galpões e no trato com os animais. Todo cuidado é pouco.

Veja também

Why Deadly ‘Black Fungus’ Is Ravaging COVID Patients in India


27 de maio de 2021

Claas investe na AgXeed, empresa de robótica agrícola


AgXeed

AgXeed

A AgXeed é uma empresa holandesa especializada em robótica e veículos autônomos para a área agrícola. Em parceria com a Claas, vai ampliar o desenvolvimento e comercialização dos produtos

A Claas adquiriu uma parcela da startup holandesa AgXeed, desenvolvedora de veículos autônomos e robótica agrícola. Em seu site, há destaque para um veículo totalmente autônomo e uma variedade de módulos para trabalho na lavoura.

agxeed farmfor

 

Sobre a AgXeed, via site oficial

Os agricultores têm um papel indispensável na sociedade; os agricultores não nos fornecem apenas alimentos, mas também cuidam do meio ambiente. Devido ao crescimento crescente da população, à escassez de mão de obra, à pressão para uma agricultura mais sustentável e às exigentes regulamentações governamentais, os agricultores estão sendo cada vez mais desafiados a obter o máximo das terras agrícolas disponíveis. Os meios para isso estão se tornando mais sofisticados e precisos; mais e mais dados estarão disponíveis para tomar as decisões certas.

E é por isso que fundamos a AgXeed; por meio de nossas soluções, os agricultores terão mais tempo para tomar as decisões certas. Nossos produtos garantirão que os agricultores tenham tempo para fazer o que fazem de melhor; a agricultura e manejar os recursos que nos foram dados de uma forma cuidadosa. As técnicas mais modernas recuperarão o interesse de uma nova geração na agricultura – com o objetivo final de garantir que haja alimentos suficientes cultivados de forma sustentável para alimentar toda a população mundial.

 

 

O investimento da Claas não é o único. A empresa já recebeu dinheiro da União Européia (European Union’s Horizon 2020 research and innovation programme e Europees Fonds voor Regionale Ontwikkeling), além de diversos órgãos governamentais da Holanda.

Não são muitos os dados disponíveis, mas os robôs estarão disponíveis no mercado em 2022 e possuem motor diesel de até 156 hp, motores elétricos e capacidade para erguer 8 toneladas no implemento.



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