14 de maio de 2022

Belarus denuncia a hipocrisia da União Européia quando se fala em Amazônia


belarus denuncia

Embaixada de Belarus Denuncia o duplo padrão moral de quem condena o Brasil enquanto tem problemas em casa

 

A Embaixada de Belarus postou nas redes sociais uma dura crítica aos países da União Européia que fazem denúncias sobre o desmatamento no Brasil e não falam sobre a própria devastação ambiental nos países membros. Foi destacada a questão da Floresta Białowieża, na fronteira de Belarus com a Polônia:

 

belarus amazonia

 

A postagem da Embaixada de Belarus no Facebook:

Exemplo dos duplos padrões ocidentais.

É interessante observar que quando se trata da situação na Amazônia, a #UE 🇪🇺 fala de crimes contra a humanidade devido ao desmatamento, a proteção da flora amazônica é necessária para combater a mudança climática.
No entanto, quando se trata da morte de animais na floresta #Białowieża, a destruição do único ecossistema florestal relíquia na Europa devido à construção de uma cerca na fronteira com #Belarus 🇧🇾 , os valores ambientais da UE se tornam menos valiosos…

A postagem ainda marca as seguintes contas e hashtags no Facebook:

МИД Беларуси Ministério das Relações Exteriores Unesco Brasil #nobarriers #savebiodiversity #WildlifeProtection IUCN UN Environment Programme WWF-Brasil #AgirÉurgente #PuszczaBiałowieska.

PS. Ocidental o Brasil também é, mas entendemos a postagem.


13 de maio de 2022

Carta do “Zé Agricultor” para o “Luis da Cidade”


carta do zé agricultor

Prezado Luis, quanto tempo.

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo… hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De
madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é.. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro… Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né …) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos
fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar
leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros . Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor.

Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não
sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém
apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

O texto é ficticio, mas os fatos são muito reais !

A carta – tão somente adaptada por Barbosa Melo – foi escrita por
Luciano Pizzatto que é engenheiro florestal.


9 de maio de 2022

Cerveja John Deere vai ajudar agricultores nos Estados Unidos


Cerveja John Deere

Parceria de cervejaria americana com a John Deere vai reverter em ajuda financeira para os agricultores afetados pela crise

A cervejaria Busch, lá nos Estados Unidos, fez uma parceria com a John Deere e venderá, entre os dias 16 de maio e 3 de julho, uma edição especial de sua cerveja Light com latas verdes e a estampa de tratores John Deere. Os packs das latinhas serão fornecidos em versões de 24 e 30 unidades.

cerveja john deere

Cerveja John Deere

Para cada caixa de latinhas, a empresa vai doar US$ 1,00 para a Farm Rescue, uma ONG que ajuda agricultores em momentos de crise. O repasse será até o limite de US$ 200 mil. Não é a primeira vez que a cervejaria faz campanhas para ajudar agricultores. Até hoje, já foram doados mais de US$ 750 mil para a Farm Rescue através de promoções.

Saiba mais sobre a promoção no site oficial da parceria, neste link.

 


3 de maio de 2022

Venda de leite cru liberada em mais um estado nos EUA


leite crú

Cada estado decide sobre a comercialização do leite cru, mas a venda entre eles continua proibida nos Estados Unidos

 

leite crú

O leite cru (não pasteurizado) sempre foi tema de debates em nossa “era moderna”. Muitos que já passaram dos 40 e moraram nos bairros das nossas cidades viram seus pais comprando leite direto da carroça do leiteiro, enquanto a turma da zona rural dispensa comentários e possui acesso fácil ao produto, de forma informal ou da própria propriedade, até hoje.

Pra falar a verdade, a venda de leite cru é proibida no Brasil desde 1969, através do Decreto 923/1969. Mas aí é outra história.

Nos Estados Unidos, mais um estado liberou a venda de leite cru, com uma nova legislação que entrará em vigor já em 2023. Os produtores de leite do estado da Geórgia poderão comercializar o leite para consumo humano, melhorando a renda das famílias. Até então, o leite poderia ser vendido apenas para consumo animal.

raw milk georgia farmfor

O senador republicano Jeff Mullis bebendo leite cru direto na garrafa durante a apresentação da Lei. 

Com a Geórgia, serão 31 estados com leis que permitem a comercialização do leite não pasteurizado nos Estados Unidos. Há uma onda em defesa do leite por conta do valor nutritivo e os benefícios para a saúde. Da mesma forma, há grande oposição que sempre alerta sobre os perigos do consumo e a possível presença de bactérias perigosas.

Mas o negócio por lá não é fácil. Não dá pra sair vendendo leite em garrafa PET na feira. Os produtores precisam obter uma licença, instalar equipamentos para envase e deixar bem claro no rótulo da garrafa que se trata de leite cru.

Para quem tem curiosidade em saber mais sobre a legislação, o texto do Projeto de Lei está neste documento, em inglês.

Um produtor de leite na Geórgia recebe do laticínio cerca de US$ 1,60 por galão (3,78 litros), enquanto o leite cru para consumo animal (pet milk) é vendido na propriedade por valores entre US$ 8,00 e US$ 10,00. O leite para consumo humano deverá ficar no mesmo patamar.

 

 

 


2 de maio de 2022

Grain Weevil, o robô que quer proteger a vida dos agricultores nos silos


Grain Weevil

Grain Weevil

O Grain Weevil foi desenvolvido por estudantes americanos e serve para movimentar os grãos no topo dos silos, evitando ou diminuindo as entradas nas estruturas

Ben Johnson e Zane Zents, ambos estudantes da Universidade de Nebraska, nos EUA (engenharia elétrica e ciência da computação), já estavam envolvidos com projetos de robótica quando receberam o pedido de um amigo: construam um robô para que eu ou meus filhos jamais entrem em um silo de grãos. O medo não é por pouco: os acidentes em silos nos Estados Unidos mataram 20 pessoas só em sufocamentos no ano de 2020.

Além dos acidentes, o ambiente ainda causa doença nos pulmões em trabalhadores com muitos anos de exposição ao pó dos grãos. Com o temor do amigo, os dois partiram para criar uma solução com um enorme mercado em vista: são 450 mil fazendas nos EUA com armazenagem própria de grãos.

grain weevil farmfor

Dois anos depois, saiu o resultado: o Grain Weevil é um robô do tamanho de um cortador de grama que se locomove no topo dos grãos armazenados através de duas roscas sem fim. Com o movimento, o grão é “remexido” e crostas ou acúmulos são dissolvidos. Melhor ver a gambiarra em ação para entender:

 

O robô ainda está em fase de desenvolvimento e já passou por 200 propriedades nos EUA para testes. Por enquanto, ele ainda se movimenta por controle remoto, mas a autonomia (tal qual um aspirador de pó robótico) está por vir, bem como sensores diversos para informar ao produtor a situação dos grãos.

Desde o seu lançamento, o projeto já recebeu vários prêmios e apoio de diversas entidades americanas. O robozinho foi muito bem recebido pela comunidade agrícola e tem tudo pra dar certo.

Saiba mais

Grain Weevil – Site Oficial


2 de maio de 2022

Russos roubaram milhões em máquinas John Deere na Ucrânia


russos roubaram

Soldados saquearam uma revenda John Deere na cidade de Melitopol e levaram mais de US$ 5 milhões em máquinas

Segundo a CNN, soldados russos fizeram a limpa em uma revenda John Deere na cidade ucraniana de Melitopol. Tratores, colheitadeiras e várias plantadeiras, avaliados em mais de cinco milhões de dólares, teriam sido levados para a Chechênia, distante 1200 km do local.

Especulação

Segundo um perfil de Facebook “admirador” da John Deere lá da Ucrânia, apuramos que trata-se de um grupo de mercenários chechenos e a revenda seria a Agrotek, localizada em uma área ocupada pela Rússia.

Apesar de ser recente a notícia na CNN, a denúncia da revenda foi realizada no início do mês de abril.

Os soldados teriam levado – no mínimo – duas colheitadeiras, uma S770 e uma S760, um trator M6165 e diversas plantadeiras Vaderstadt Tempo.

Para aproveitar a viagem, os russos ainda teriam levado 20 toneladas de óleo da revenda.

A empresa teria rastreado as máquinas até uma área agrícola Zakan-Yurt, na Chechênia. Confira os prints abaixo:

rastreio john deere

Equipamentos bloqueados

O que foi possível bloquear via revenda, já foi feito e muitas das máquinas vão ficar inoperantes. Um teste de força, desta vez para os hackers russos. Os números de série de todas as máquinas também já foram publicados.

A série de roubos de equipamentos vem se juntar ao desvio de grãos de cerealistas ucranianos e impedimento das atividades agrícolas nas regiões ocupadas.

Veja também

Russos roubam máquinas agrícolas de um revendedor ucraniano John Deere


30 de abril de 2022

Lula promete acabar com os clubes de tiro se for eleito


Lula promete

O pré-candidato do PT ao Planalto disse isso e muito mais em Conferência Eleitoral do PSOL neste sábado, 30 de abril

Lula promete

As eleições de 2022 ainda estão distantes e a campanha eleitoral nem começou. Mesmo assim, os candidatos que pretendem disputar a presidência com Jair Bolsonaro já largam trechos do que seria um provável programa de governo e as ações que pretendem realizar (ou tentar) nos próximos 4 anos em Brasília. As intenções do lado esquerdo da disputa – bem como o que historicamente defendem – já são do conhecimento de todos.

Neste sábado, 30 de abril, em evento com os parceiros do PSOL, Lula adiantou algumas promessas:

“Vamos voltar a restabelecer a nossa relação com a América Latina. E se Deus quiser vamos criar uma moeda na América Latina, por que não tem esse negócio da gente ficar dependendo do dólar. Vamos tentar recuperar os BRICS, só basta que você mande o Putin parar com essa guerra, pô. Não tô precisando de guerra agora. E outra coisa: se prepare por que estes clubes de tiro que foi criado como eles criaram vai fechar. Nós vamos querer clubes de leitura. Nós vamos querer bibliotecas espalhadas por este país a fora. Ao invés do tiro, vai ter um livro. Ao invés do tiro, as pessoas vão ter acesso à cultura.”.

Tem isso e muito mais na íntegra, no vídeo abaixo. A parte destacada aqui está bem no final, lá por 2:11:00.

Sobre falar de política:

Aqui no Blog do Farmfor costumamos destacar falas de candidatos que envolvam interesse dos agricultores, que ajudem ou prejudiquem a produção ou que afetem o modo de vida da maioria dos nossos leitores. Há uma série de postagems do último pleito presidencial falando sobre os planos de governo e a agricultura, confira neste link.


28 de abril de 2022

Fenasoja 2022 terá estátua em tamanho real do presidente Bolsonaro


fenasoja

A Fenasoja receberá a visita do presidente Jair Bolsonaro no próximo dia 7 de maio e para tanto preparou uma surpresa: uma estátua em tamanho natural do presidente montado em um cavalo. Depois de Passo Fundo, chegou a vez de Santa Rosa, também no Rio Grande do Sul, realizar este tipo de homenagem, ainda que de estilos bem diferentes.

A escultura foi criada pelo artista Arsênio John, da localidade de São Martinho. Segundo publicação da página oficial da feira no Facebook, a estrutura de cimento e ferro pesa mais de 300 kg e foi instalada no parque de exposições, sendo que o artista declara ter admiração pelas atitudes do presidente – “família, honestidade, essas coisas”.

estátua do bolsonaro na fenasoja

fenasoja

A FENASOJA – Feira Nacional da Soja acontece entre os dias 28 de abril e 8 de maio na cidade gaúcha de Santa Rosa.


23 de abril de 2022

John Deere faz parceria com fabricante de pulverizador autônomo


john deere faz

A John Deere formou uma joint venture com a californiana GUSS, pioneira no desenvolvimento de pulverizadores autônomos

 

john deere faz

A GUSS Automation já foi mencionada aqui no blog em janeiro de 2018, quando a startup começava a se destacar no cenário da robótica agrícola com o seu veículo autônomo de mesmo nome, sigla para Global Unmanned Spray System. Agora, a John Deere resolveu fechar uma parceria com a empresa, colocando os pulverizadores da GUSS disponíveis em seus canais de venda.

A GUSS vai continuar operando sem modificações na estrutura ou marca.

GUSS

Os pulverizadores autônomos da GUSS não miram nas lavouras e sim nos pomares, com muito mais valor agragado por metro quadrado. Especialmente na Califórnia, é um mercado bilionário.

Saiba mais

The Robot Report


11 de abril de 2022

Grupo está esvaziando pneus para lutar contra aquecimento global


Esvaziando pneus

Ativistas americanos procuram camionetes e SUVs parados nas ruas, esvaziam os pneus e deixam panfleto de protesto

 

Como dizem por aí, “Não há o que não haja” quando o assunto é protesto de ativistas climáticos. Um conhecido grupo da área ambiental está divulgando instruções para que afiliados e simpatizantes esvaziem pneus de camionetes e SUVs, pois estes seriam grandes vilões do aquecimento global.

Os membros procuram estes veículos em bairros de classe média alta e fazem o serviço, esvaziando os pneus e deixando um bilhete para o proprietário. As instruções foram divulgadas pelo Twitter do grupo Adbusters, atuante nos Estados Unidos (tomara que desocupados brasileiros não abracem a ideia):

adbusters

 

adbusters

 

Acima: postagem no Twitter dando as instruções para a sabotagem e os panfletos da campanha.

 

Esvaziando os pneus contra o aquecimento global

 

O Adbusters foi fundado no ano de 1989 no Canadá e tem ligações com grupos dos Estados Unidos, Japão, Suécia e França. É praticamente um grupo de esquerda anti-consumo que gosta de aparecer com campanhas de impacto. O grupo assume que mira nas SUVs para atingir a indústria automobilística.

Essa onda ambiental ainda vai acabar com algum ativista intoxicado com chumbo, e não será por via oral.

 

Veja também

Ativista vegano quase morre enforcado em abatedouro de patos

 


9 de abril de 2022

Agricultores europeus vão receber bilhões de euros em ajuda


agricultores europeus

Dinheiro na conta, redução de impostos, desconto no diesel e na conta de luz estão no pacote de ajuda para os agricultores europeus, da UE e dos próprios governos

agricultores europeus

 

Que a Guerra na Ucrânia afetou os agricultores no mundo inteiro já é uma realidade conhecida. Agora, os governos da Europa começaram a criar pacotes de ajuda financeira e políticas de garantia de insumos para os produtores. Estes são alguns valores e práticas que conseguimos apurar até agora:

Só a Comissão Européia vai destinar 500 milhões de euros para os países afetados, e cada um deles vai complentar de alguma forma o pacotão.

Para os produtores da Espanha, a fatia da União Européia será de 64,5 milhões, mais 450 milhões do próprio governo espanhol, além da redução de impostos em até 20% e um abatimento na conta de água para irrigação.

Para os agricultores franceses, o governo destinará 400 milhões de euros e desconto especial no diesel de 15 centavos por litro. Há também uma política para garantia de fornecimento de fertilizantes – eles chamam de “plano de soberania em nitrogênio -, basicamente um incentivo para a produção de adubos com esterco e outras fontes alternativas e descontos em conta de energia elétrica.

Na Alemanha – vejam só – cerca de um milhão de hectares em terras que estavam protegidas por questões ambientais serão liberadas para o plantio, dependendo apenas de algumas aprovações legais. Da União Européia os agricultores da Alemanha vão levar 60 milhões, com outros 120 do próprio governo.

O listão completo do pacotão da UE

Confira abaixo quanto cada país membro receberá (em euros) para ajudar os agricultores no âmbito da crise causada pela guerra na Ucrânia:

 

Bélgica 6 268 410

Bulgária 10 611 143

República Tcheca 11 249 937

Dinamarca 10 389 359

Alemanha 60 059 869

Estônia 2 571 111

Irlanda 15 754 693

Grécia 26 298 105

Espanha 64 490 253

França 89 330 157

Croácia 5 354 710

Itália 48 116 688

Chipre 632 153

Letônia 4 235 161

Lituânia 7 682 787

Luxemburgo 443 570

Hungria 16 939 316

Malta 69 059

Holanda 8 097 139

Áustria 8 998 887

Polônia 44 844 365

Portugal 9 105 131

Romênia 25 490 649

Eslovênia 1 746 390

Eslováquia 5 239 169

Finlândia 6 872 674

Suécia 9 109 115

 

Saiba mais (em inglês)

COMMUNICATION FROM THE COMMISSION TO THE EUROPEAN PARLIAMENT, THE EUROPEAN COUNCIL, THE COUNCIL, THE EUROPEAN ECONOMIC AND SOCIAL COMMITTEE AND THE COMMITTEE OF THE
REGIONS – Safeguarding food security and reinforcing the resilience of food systems.

 

 

 


4 de abril de 2022

Novo Ministro da Agricultura já tentou colocar Exército contra MST


novo ministro da agricultura

Marcos Montes propôs, em 2016 – época do governo Dilma – que uma mudança na Constituição permitisse a atuação do Exército contra MST

marcos montes

Com a saída da ministra Tereza Cristina para disputar uma vaga no Senado pelo Mato Grosso do Sul, assume o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o secretário executivo da pasta, Marcos Montes.

Em 2016, quando era deputado federal pelo PSD – e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária -, Montes tentou junto ao então vice-presidente Michel Temer emplacar a ideia de permitir que o Exército Brasileiro enfrentasse o Movimento dos Sem Terra nos conflitos agrários, como um reforço para as polícias estaduais .

Naquela época, o governo Dilma já estava com os dias contados e várias forças políticas conversavam com Temer sobre arranjos para o futuro.

O homem já não era estranho ao assunto: em 2009, consta este pronunciamento como deputado ainda pelo DEM:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, na última sexta-feira, no Município de Prata, Minas Gerais, no momento em que me reunia com lideranças políticas, fui avisado de uma invasão do MST em algumas propriedades rurais: famílias sendo submetidas a todos os tipos de humilhação e tortura, crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, dentro de suas próprias casas e fazendas.

O MST é comandado por indivíduos sem qualquer interesse em resolver a reforma agrária. Eles utilizam a fragilidade social de seus integrantes, com o único objetivo de se tornarem instrumentos de manobra e pressão política. Este movimento se distanciou da reforma agrária e aproximou-se da criminalidade – se não bastasse, tudo financiado pelos cofres públicos e avalizado pelo Governo Federal.

A Constituição estabelece que toda forma de associação deve ter caráter lícito. Isso não tem sido obedecido pelo movimento, que, além de atividade ilícitas, como o uso de armas de fogo e a destruição de patrimônio público e privado, perderam seu foco de entidade aglutinadora de objetivos sociais – reforma agrária. A falta de personalidade jurídica funciona como uma “anistia preventiva”, em que cometem todo tipo de ilícito, na certeza de que não serão punidos civil, administrativa e penalmente.

Os produtores rurais, responsáveis por elevar o PIB, impulsionar a vida econômica dos pequenos municípios e gerar emprego, ficam no meio do fogo cruzado. De um lado os ambientalistas os acusam de serem os responsáveis pelas mazelas do meio ambiente, e do outro lado sofrem com a invasão de vândalos e criminosos, que destroem propriedades e causam prejuízos de toda ordem. Eles invadem instituições públicas, campos de pesquisa e fazendas produtivas. Não se tem notícias de que foi invadida uma área inóspita com capacidade de tornar-se uma propriedade rural e concretizar a reforma agrária. Isso reflete o caráter ilícito e partidário das atividades do MST.

É bom que se diga que o Democratas é favorável à reforma agrária. No entanto, somos contrários a essas atividades criminosas institucionalizadas. Somos favoráveis a uma reforma que inclua um pacote de qualificação técnica capaz de viabilizar suas atividades sem interferência do dinheiro público e da política partidária.
Por essas e outras razões, sou favorável à criação da CPMI do MST, na qual iremos apurar irregularidades com o dinheiro público, responsabilizar integrantes por sua aplicação irregular e pelos crimes cometidos com a ordem pública e social.

Muito obrigado.

Marcos Montes Cordeiro

O site oficial do governo brasileiro postou este perfil do novo ministro da agricultura:

 

Marcos Montes Cordeiro tem 72 anos e é médico anestesista e médico do trabalho, formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em 1975. Possui Pós-Graduação em Medicina do Trabalho, especialização em Anestesiologia, pela Universidade de Campinas e residência médica, todas pela Universidade de Campinas (Unicamp).

O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento foi prefeito de Uberaba (MG) por dois mandatos consecutivos, de 1997 a 2004. Nesse período, presidiu a Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande e foi vice-presidente da Associação Mineira de Municípios.

No Poder Executivo, Marcos Montes também já foi secretário estadual de Desenvolvimento Social e Esportes de Minas Gerais e secretário municipal de Turismo da Prefeitura de Uberaba.

No Legislativo, foi deputado federal por três mandatos seguidos, de 2007 a 2018. Durante sua atuação na Câmara dos Deputados, foi presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e presidiu a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Também foi vice-presidente de outras comissões importantes, como a de Orçamento, e a de Meio Ambiente e a de Minas e Energia.


28 de março de 2022

Comunismo? Aprosoja denuncia suposto plano para reter a soja brasileira


comunismo

Entidade diz que há um plano da Abiove para reter a soja brasileira, criar regras para a venda e limitar exportações

 

comunismo

 

Imaginem uma situação muito parecida com a da Argentina, onde onde os produtores de soja pagam altíssimos impostos, as famosas retenciones, a ponto de desistir da atividade abaixo das ordens de um estado totalitário. Segundo a Aprosoja, este é o plano da ABIOVE, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, para comprar o produto mais barato, com a ajuda do governo (se este aceitar a proposta que cheira comunismo).

Diz a nota:

A indústria esmagadora de soja no Brasil, representada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), planeja propor ao governo federal mecanismos para tarifar ou reter parte da produção de soja no mercado interno, inibindo exportações. É a informação que tem repercutido entre agentes do mercado, trazendo grande apreensão aos produtores e analistas sérios do setor.

“Tivemos conhecimento de que os bons preços pagos para a soja no mercado internacional atualmente podem ser motivo de propostas de intervenção no livre mercado, obrigando produtores a vender percentual de sua produção para o mercado interno, criando reserva de mercado, como ocorre na Argentina, para pagar mais barato pela produção agrícola no Brasil”, afirmou uma das fontes consultadas e que preferiu ficar no anonimato.

A estratégia seria segurar a produção para buscar reduzir preços no curto e médio prazo em benefício das Trading Companies, que comprariam os grãos com melhores margens (aumentar seus lucros). Ao mesmo tempo, seria um estratagema para burlar a Lei Kandir – que isentou de impostos as exportações de bens primários e semielaborados desde 1996 – e que poderia estimular o parque industrial brasileiro a processar esses grãos, transformando-os em farelo e óleo.

Algo semelhante já é praticado na Argentina, com as famigeradas retenciones, políticas populistas que impuseram impostos sobre as exportações e desestimularam a produção de grãos, tornando a já debilitada economia argentina ainda mais frágil. Como efeitos colaterais, a Argentina se privou de reservas cambiais robustas e viu a desvalorização da sua moeda e a inflação explodirem a níveis recordes, o oposto do que ocorre no Brasil. Aqui houve a desoneração tributária total das exportações de bens primários e semielaborados, favorecendo a expansão da agropecuária brasileira e consagrando o país como potência agro, energética, ambiental.

É preciso entender que os preços estão altos por razões que fogem ao controle estatal. O mundo vive uma escassez na oferta de produtos em razão do aumento da demanda, que é resultado tanto do aumento populacional quanto de transformações demográfica em países como a China, que viu nos últimos anos cerca de 500 milhões de pessoas deixarem a áreas rurais para se tornarem consumidoras de classe média nos grandes centros urbanos.

Com a demanda aquecida e menos soja disponível, as crises de escassez afetam profundamente o mercado. Foi o que ocorreu recentemente, com quebras de produção de alguns países, entre eles a própria Argentina. Neste caso, a baixa oferta e estoques baixos elevam preços e prêmios pagos pela soja em grãos nos portos. O produtor rural brasileiro não define o preço que vai cobrar. Os preços são definidos na Bolsa de Chicago, além de fatores como o custo logístico até o ponto de produção e os prêmios pagos nos portos para estimular ou não o carregamento de navios.

Olhando para o mercado brasileiro, seja de soja ou milho, há soja suficiente para o abastecimento interno. O Brasil exporta excedentes há 3 décadas. Se fosse definida uma tarifa sobre exportação de soja em grãos, o efeito seria de reduzir o preço pago ao produtor, o qual seria forçado a fechar negócios menos atrativos, sem com isso trazer impacto algum aos preços do óleo ou proteínas animais, que seguiriam os preços do mercado consumidor final.

Portanto, uma medida dessa natureza seria deletéria ao país, seja prejudicando sua imagem de uma economia de livre mercado, seja afetando o elo mais fraco na cadeia da oleaginosa, ou ainda pior, constituindo desestímulo à produção de soja, cultura altamente relevante do ponto de vista alimentar e socioeconômico no Brasil.

Esperamos que este seja apenas um delírio momentâneo e que o Governo Federal mostre para a entidade que neste país ainda existe respeito pela economia de mercado. é preciso ficar de olho!

Veja também

País asiático quase vai à falência depois de banir agroquímicos


26 de março de 2022

País asiático quase vai à falência depois de banir agroquímicos


banir agroquímicos

Deu tudo errado: tentando tornar o país a primeira “nação 100% orgânica”, presidente quase matou de fome boa parte da sua população após banir agroquímicos e fertilizantes sintéticos

banir agroquímicos

 

O país

O Sri Lanka é um país asiático localizado logo abaixo da Índia. Na realidade, uma “grande ilha” no oceano Índico com 65 mil km2 de área, um pouco maior que a Paraíba, mas com 21 milhões de habitantes.

Como aconteceu

Promessa de campanha do presidente eleito Gotabaya Rajapaksa no pleito de 2019, o banimento total de agroquímicos e fertilizantes sintéticos na agricultura do Sri Lanka entrou em vigor em abril de 2021, no meio da pandemia. O primeiro resultado imediato: um terço da área agrícola do país ficou sem plantio. O plano era tornar a agricultura do país totalmente orgânica.

Seis meses depois, a produção de arroz caiu 20%. O país teve que importar US$ 450 milhões do produto e o preço ao consumidor subiu cerca de 50%.

Adicione US$ 350 milhões em indenizações e subsídios para produtores que não conseguiram se adaptar. Outro setor, o da produção de chá (o produto mais exportado do país) amargou um prejuízo de US$ 435 milhões. Para adicionar mais desgraça, a pandemia afastou os turistas, prejudicou ainda mais a economia provocando falta de alimentos em geral e até blecautes no fornecimento de energia. E pensar que o presidente que “inventou” essa maravilha foi eleito com mais de 50% dos votos.

Um relatório americano aponta que a falta de planejamento para a mudança (não ser gradual) e a falta de importação de fertilizantes e demais insumos orgânicos ameaçou severamente a seguridade alimentar do país. Uma bola fora.

Por fim, o Sri Lanka desistiu parcialmente da ideia e liberou alguns produtos ainda em novembro de 2021, até a totalidade, recentemente.

O caldo engrossou: agricultores protestaram muito contra o banimento dos agroquímicos no Sri Lanka. Fonte: People’s Dispatch.

Saiba mais

Sri Lanka’s Organic Experiment Went Very, Very Wrong (Modern Farmer)

Sri Lanka to pay $200m compensation for failed organic farm drive (Al Jazeera)

Sri Lanka’s Plunge Into Organic Farming Brings Disaster (NYT)

 

Veja também

Golpista dos orgânicos comete suicídio nos EUA


25 de março de 2022

Ucranianos dizem que sistema da DJI está repassando dados de drones para os russos


AeroScope

Um oficial do governo ucraniano reclamou que o sistema Aeroscope, da DJI, está sendo usado para rastrear pilotos de drones domésticos, causando a morte de civis

AeroScope

O sistema AeroScope da DJI consiste na transmissão de um sinal criptografado diretamente dos drones, captado por receptores especiais que a empresa chinesa vende apenas para agências de governo. O sistema é útil para identificar a posição dos equipamentos (e de quem está pilotando) em caso de sobrevoo em áreas proibidas como aeroportos, por exemplo.

Acontece que o governo da Ucrânia está colocando em dúvida o sistema, insinuando que a a DJI (empresa chinesa fabricante dos drones) teria aguma cumplicidade com a Rússia no repasse dessas informações. Um receptor do AeroScope pode detectar um drone, em certas condições, em distâncias de até 50 km.

Acima: o post publicado no Twitter pelo oficial do governo ucraniano Mykhailo Fedorov: “Em 21 dias de guerra, tropas russas já mataram 100 crianças ucranianas. Eles estão usando produtos da DJI para orientar seus mísseis. @DJIGlobal, você tem certeza que quer ser cúmplice nestes assassinatos? Bloqueie seus produtos que estão ajudando a Rússia a matar os ucranianos!”

aeroscope

AeroScope, a mala dedo-duro da DJI que é vendida apenas para governos: é só abrir e descobrir a posição de todos os drones da vizinhança (e seus pilotos)…

aeroscope aeroporto

… e a sua versão mais “parruda”, para grandes áreas de interesse como aeroportos. O funcionamento é o mesmo, só muda o alcance.

A DJI respondeu sobre o AeroScope

Também pelo Twitter, a fabricante de drones mais popular do mundo disse que os drones são para uso civil e não militar e que o AeroScope presente nestes sistemas são mais um motivo para que não sejam usados em aplicações militares e que a funcionalidade não pode ser desligada. A nota (em inglês) completa pode ser lida aqui.

Uma boa reportagem sobre o caso está no site The Verge, em DJI DRONES, UKRAINE, AND RUSSIA — WHAT WE KNOW ABOUT AEROSCOPE Why DJI’s drones are a hot-button issue in the Ukraine-Russia war, de Sean Hollister.

Veja também

Exército americano manda retirar todos os drones da DJI de suas operações oficiais (Farmfor, 2017).


24 de março de 2022

Entidade britânica recomenda: análise de solo enterrando a calcinha


enterrando a calcinha

Experimento da LEAF mostra a ligação entre calcinhas de algodão e a saúde do solo e não é nada do que você está pensando

enterrando a calcinhaPare de pensar bobagem. Apesar do título chamativo, o experimento é sério.

A ONG britânica LEAF (Linking Environment And Farming) preparou uma campanha incentivando agricultores a enterrar uma calcinha no solo de suas propriedades. A experiência visa revelar a qualidade do solo do local e os resultados encontrados pelos participantes serão exibidos em um evento nacional em junho, o LEAF Open Farm Sunday. Nesta ocasião, várias propriedades participantes recebem a visita do público.

 

A campanha tem até uma hashtag nas redes sociais – #LOFS22 – e os agricultores são convidados a escrever na calcinha e postar fotos no Instagram e Twitter. Deve ser ainda cedo, já que não encontramos uma única postagem.

Os participantes deverão enterrar uma calcinha feita 100% de algodão na profundidade de 20 cm e deixar a peça íntima assim por pelo menos 60 dias. As formas de vida presentes no solo deverão comer o açúcar da celulose, decompondo o material. Ao final do teste, se a calcinha estiver intacta, má notícia! O solo está pobre em biota. A atividade educacional não é nova e outros países já adotaram a iniciativa, mas não deixa de ser interessante.

Leia também

Veja como é feita a coleta de leite em uma propriedade da Inglaterra

 


21 de março de 2022

Olimac Drago Gold, uma plataforma para colheita de girassol


Olimac Drago Gold

A Olimac Drago Gold tem um triturador hidráulico que opera rente ao solo, enquanto a colheita em si é feita na parte superior

 

Fabricada na Itália, a Olimac Drago Gold foi desenhada especialmente para a colheita de girassol, com um triturador que vai trabalhando rente ao solo para cortar as plantas, enquanto a “parte tradicional” da plataforma vai colhendo o produto. Apesar do destaque ao girassol, o fabricante declara que a plataforma também opera facilmente com sorgo e cânhamo ou maconha (lá na Europa, sabe como é).

Plataforma operando em vídeo

 

Imagens

 

 

A Olimac

A  italiana Olimac tem mais de 60 anos de história e começou como um empreendimento familiar, desenvolvento plataformas para milho (modelo Testata Integrale). Hoje, a empresa cresceu e exporta quase a totalidade da sua produção de máquinas para fora da Itália.


12 de março de 2022

Caminhoneiros fazem “marcha lenta” contra aumento do diesel na Europa


aumento do diesel

Caminhoneiros de vários países estão protestando contra o aumento do diesel na Europa, realizando manifestações nas estradas

Como em vários países do mundo, o preço dos combustíveis vem sofrendo grandes altas por conta da crise provocada pela guerra na Ucrânia. Quando somado a fatores econômicos locais e a situação da moeda, a situação fica ainda pior.

Caminhoneiros de diversos países da Europa estão revoltados com os aumentos do diesel. O preço médio na França hoje é de 2,20 euros o litro. Você pode acompanhar os preços por região e médio no país através do site Fuelo.

Segundo a página portuguesa Motoristas do Asfalto, especializada em transportes, neste sábado, 12 de março, caminhoneiros estão a caminho de Lille em protesto contra os autos aumentos do combustível. Na voz de um um dos transportadores que têm 70 carros o aumento vai ser de 1500 euros a mais por mês em cada caminhão. Anuncia que se isto se manter assim como está a empresa irá fechar portas nos próximos 3 meses.

Alemanha

Na região de Colônia, na Alemanha (vídeo acima) os caminhoneiros protestam nas estradas. O diesel subiu 21% em dez dias neste início de março, chegando a 2,32 euros de média no país. O barril de petróleo Brent chegou a US$ 130 no dia 9 de março, por conta do conflito na Ucrânia e as sanções impostas a Rússia, sendo o vilão de toda a crise (ou o principal).

preço do diesel na europa

Acima: card lamentando o preço do diesel na Europa ainda no início de março (o pior ainda estaria por vir) comparando o preço do barril de petróleo com gasollina e diesel em 2008 e 2022. Vale lembrar que o euro em 2008 valia cerca de US$ 1,5. Em 2022, é cotado a US$ 1,10 (10 de março). Fonte: Facebook Motoristas do Asfalto.

Com o conflito na Ucrânia sem data para acabar, ainda veremos muitos protestos por aí, de caminhoneiros até agricultores, obviamente grandes usuários de diesel e na linha de frente da crise.

 


2 de março de 2022

Quais são os maiores produtores de potássio do mundo em 2022?


produtores de potássio

produtores de potássio

Confira o ranking dos maiores produtores de potássio do mundo e os líderes do mercado global de fertilizantes

 

Canadá

Maior produtor de potássio do mundo, o Canadá produz 14 milhões de toneladas ao ano. A maior empresa produtora do país é a Nutrien, fruto da fusão em 2018 da Potash Corporation of Saskatchewan e da Agrium.

Rússia

A vice está com os russos, são 7,4 milhões de toneladas e a Uralkali é a maior empresa por lá.

Bielorrússia

O país que é parceiro histórico da Rússia produz 7,3 milhões de toneladas com a Belarusian Potash Company  e está com sérios problemas (já estava mesmo antes da Guerra da Ucrânia começar). Notem que “um Canadá” equivale a Rússia + Bielorrússia somados.

China

Os chineses produzem 5 milhões de toneladas, mas consomem 20% de todo o potássio do mundo.

Alemanha

A Alemanha produz 3 milhões de toneladas.

Israel

O pequeno país do Oriente Médio produz 2 milhões de toneladas e a Israel Chemicals é uma das maiores empresas do mundo no setor.

Jordânia

A Jordânia produz 1,5 milhão de toneladas através do processo de recuperação do mineral no Mar Morto, assim como Israel.

Chile

Nosso irmão latino produz 900 mil toneladas e priduz na mesma estrutura também o Lítio, importante matéria-prima para baterias.

Espanha

470 milhões de toneladas.

Estados Unidos

470 milhões de toneladas, empatado com a Espanha.

Laos

O país do sudeste asiático produz 400 milhões de toneladas.

 

Com dados da Potash Investing News e outras fontes.


2 de março de 2022

No embalo da guerra na Ucrânia, Irã vai trocar milho por fertilizante com o Brasil


guerra na ucrânia

Com as complicações do agro no cenário mundial, países buscam alternativas para o comércio de produtos

guerra na ucrânia

Segundo informações da imprensa do Irã, o país procura por alternativas no comércio de grãos, já que importa (ou importava) 60% do milho para consumo da Ucrânia. Se o conflito continuar, essa importação poderá ser realizada na totalidade do Brasil.

Segundo a iraniana Press TV, na próxima semana um navio carregado de ureia saírá do Irã com destino ao Brasil, para a troca (barter) por milho. Quem afirma é o presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura Irã-Brasil, Fakhreddin Amerian.

Vale lembrar que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve recentemente no Irã para tratar deste tipo de comércio, entre outras questões.

O Irã exporta 400 mil toneladas de ureia por ano para o Brasil e pretente chegar em 2 milhões, segundo o ministro da agricultura Javad Sadatinejad.

exportações brasileiras para o irã

Exportações brasileiras para o Irã em 2021: o milho já era top, agora pode aumentar. Fonte: Comex-vis

Problemas no passado

Em 2019, um navio do Irã ficou parado por semanas no porto de Paranaguá, no Paraná, por conta da Petrobras. A estatal brasileira não queria abastecer as embarcações por conta de sanções do governo americano impostas ao Irã. O caso foi parar até no STF, que deu a ordem para que o abastecimento fosse realizado.

Veja também

Fertilizantes: Bielorrússia solta o verbo contra a Lituânia e diz que o país prejudica o Brasil



Publicidade